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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Kedi: Um documentário sobre gatos chega ao cinema

 

Como assim um documentário sobre gatos no cinema? Confesso, estou com a minha alma de queixos caídos no chão. Em primeiro, porque são poucos os documentários que chegam aos grandes ecrãs, em segundo porque não é um documentário sobre cães, não é um documentário sobre macacos, não. É um documentário sobre gatos, mais propriamente sobre sete gatos que vivem nas ruas de Istambul, na Turquia.

 

Kedi, que significa gato em turco, vai contar a história de sete gatos de rua, que se relacionam com os humanos cada um à sua maneira. Foi considerado um dos melhores documentários do ano de 2016 - ano em que foi lançado - e foi tão aclamado pela crítica que finalmente chega a Portugal.

 

Estreia dia 25 de Janeiro num cinema próximo de si mas para quem for de Lisboa, pode assistir a este documentário em primeira mão - primeira como quem diz, já que chegou com quase dois anos de atraso - no Fórum Lisboa, sendo que as receitas de bilheteira irão reverter a favor da Associação SOS Animal.

 

Para vos aguçar o apetite deixo-vos com o trailer.

 

Mula a dar prejuízo às instituições de crédito...

...Desde 2010 e troca o passo.

 

As instituições de crédito têm um propósito: Ganhar dinheiro com a falta de cumprimento dos seus utilizadores, ou com o facto dos mesmos acharem que se pagarem em vários meses que pagam mais ou menos o mesmo, tendo muitos ainda a ideia de que pagando com o cartão de crédito que o dinheiro não sai logo da conta dando uma falsa ilusão de gratuitidade. Mentira. Ó como é mentira. 

 

Eu tenho um cartão visa como qualquer comum mortal. Demorei imenso tempo a decidir fazer um mas encontrei o momento certo para o fazer, que é como quem diz, quando ofereceram uma TV LCD que me estava mesmo a fazer falta no quarto.

 

Desde sempre pedi para pagar a 100% no final do mês. Tentaram convencer-me a parcelar mas sem sucesso. Perceberam que não era por aí que iam ganhar dinheiro comigo. Uns meses mais tarde ligaram-me e tentaram-me convencer a ativar um seguro, de uns trocos mensais - não me lembro de quanto - que supostamente me protegia em caso de existirem meses que não pudesse pagar, e bla bla bla Whiskas saquetas. Uma vez mais mantive-me firme, explicando ao senhor que uso o cartão apenas para compras online e só no valor que posso pagar. Uma vez mais os senhores perceberam que não era por aí que iriam fazer dinheiro comigo.

 

Como se isto ainda não fosse suficiente, este mês ainda me creditaram um determinado valor por ter utilizado um certo valor este mês. 

 

Resumindo, tenho o cartão há cerca de 5 anos, ganhei uma televisão, ganhei dinheiro e paguei zero juros, zero comissões, zero cartões. Basicamente estou a ser paga para utilizar um cartão que me dá imenso jeito.

 

Bolas que às vezes até me saem bem, as coisas. 

Curtas do dia #881

Não sei se consigo. Ainda me custa acreditar. Acho que estou em completa negação... Acho que por mais que tente ainda não estou preparada. Inspira, expira e não pira. Inspira, expira e não pira. Belisquem-me, por favor acordem-me rápido que devo só estar a ter um pesadelo! Inspira, expira e não pira. Inspira, expira e não pira.

 

 

As minhas férias terminaram, amanhã já é dia de trabalho. Choque total!

Escrever banalidades e livros é muito diferente

(imagem retirada daqui)

 

 

Agora que irrompeu o escândalo da Chiado Editora apetece-me falar de sonhos. Sim, eu também sonho. Não sonhamos todos?

 

Aqui me confesso: Gostava de um dia escrever um livro. Dizem que o homem tem como objetivo na vida plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro, e eu já plantei um pinheirinho em miúda, um dia conto ser mãe, e só me falta perceber como cumprir o último. Um dia em conversa com uma amiga esta pergunta-me: porque é que não publicas um livro? Tu tens jeito para escrever!

 

Para publicar um livro é preciso primeiro escrevê-lo e para isso é preciso muito mais do que ter jeito para escrever, porque se é verdade que até acho que tenho jeito para escrever por aqui e por ali - mais por aqui que por ali - uma coisa muito diferente seria escrever um livro, um romance, uma coisa cheia de folhas e de letras, com enredo, com sentido. Acho que nunca conseguirei escrever um porque escrever as banalidades que escrevo por aqui é muito diferente.

 

Mas a verdade é que não é só o escrever.

 

Hoje em dia publica quem quer - ou quem tem dinheiro, vá - longe vão os tempos que só publicava um livro quem era realmente bom. Longe vai o tempo em que os autores batiam a todas as portas na esperança vã de que alguém se interessasse pelo seu manuscrito e o decidisse publicar. Hoje em dia ter um livro nas prateleiras de uma livraria é só uma questão de dinheiro e não de qualidade - claro que no que toca aos famosos sempre foi assim -, e isso revolta-me, confesso. No entanto, isto que aconteceu com a Chiado Editora é grave é muito grave. É grave porque é burla, mas é ainda mais grave porque se aproveitam dos sonhos das pessoas, qual Freddy Krueger do mundo dos livros. A verdade é que levaram tantos inocentes a confundir as coisas, porque essa editora dizer "vamos publicar o seu livro a troco de 2000€" não significa "vamos publicar o seu livro" significa antes "vamos aproveitar-nos do seu sonho e lucrar 2000€ e fingir que somos uma editora mas somos apenas uma gráfica". É tão mas tão diferente... Estas pessoas não editaram um livro, estas pessoas imprimiram um livro, isso é fácil e em muitos lugares muito mais barato.

 

Um dia gostava de escrever um livro e de o publicar se tivesse qualidade, e não quantidade, ou de o escrever sem qualidade nenhuma e guardá-lo na gaveta para dizer com orgulho: Um dia escrevi um livro por diversão, mas não tem qualidade para ser publicado, mas está escrito, existe, eu consegui. Mas o que eu gostava mesmo, mesmo, mesmo, era de um dia ter um insight qualquer e escrever algo que um dia pessoas quisessem ler e então aí quem sabe ver o meu nome nas capas de um livro numa banca de uma livraria qualquer e apontar envergonhada e dizer bem baixinho: Fui eu, mas não digas a ninguém, porque insights à parte nunca gostei da fama, apenas da parte em que me orgulho.

 

Sonhos... Que seria de mim sem sonhos?

Pelos vistos gosto de beber pela palhinha!

Terei algum complexo mal resolvido da infância? Terei algo escondido no meu subconsciente? Pois não sei. Deixo-vos decidir, mas não sejam mauzinhos.

 

Durante meses bebi água de uma garrafa de água banal que ia trocando semanalmente mais ou menos, com as devidas lavagens diárias. Ora tinha uma garrafa de 0,5L ora de 0,33L, ora andava a copos de água. O que verificava é que, essencialmente desde que as temperaturas desceram, era um martírio beber água mesmo estando aromatizada com o drenante que até tem um sabor agradável.

 

Farta de andar com garrafas e garrafinhas comecei a namorar uma "garrafa-marmita" - perdoem-me a ignorância não faço ideia do seu nome pomposo - para levar para o trabalho. Não eram assim tão baratas. Fui adiando.

 

No início do ano, o Mulo apareceu-me com uma destas garrafinhas, lindas, em azul bebé e com palha incluída, de 700 ml:

 

 

E não é que eu agora bebo muito mais água de modo muito mais simples? Para além de beber mais, não tenho de andar sempre a encher a garrafa, bebo duas por dia e está perfeito, porque depois como bebo às refeições já completo - e até ultrapasso - o 1,5L que é suposto beber.

 

Pelos vistos gosto de beber pela palhinha e parece que afinal o tamanho e a forma importam!

Curtas do dia #879

Viver com um gato é desvalorizar todo e qualquer barulho em casa.

 

Estava na casa-de-banho a pintar o cabelo e começo a ouvir um barulho estranho. É o gato que está a brincar com qualquer coisa! pensei. Mas o barulho seguia e seguia e eu fui desvalorizando. Até que me lembrei - bastantes minutos depois - que tinha massa no fogão. Era a massa a esturricar, por isso podem imaginar como ela e o tacho ficaram...

Desafio | Foto da Semana #2

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A foto desta semana tem as minhas cores favoritas. Adoro as cores de Outono, essencialmente agora, quando o inverno tenta esconder o que o Outono sujou. Acho que o que gosto nesta altura é o equilíbrio do frio com cores que nos dão a ideia de calor. Não tarda já não há qualquer rasto das folhas, das flores e mais rápido do que imaginamos elas estarão a florescer novamente para embelezar as ruas e os jardins.

 

Gostaram da escolha desta semana?

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.