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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Curtas do dia #769

De volta ao Porto e está este tempo frio e feio... Acho que é caso para dizer: Quero voltar - literalmente - para a ilha!

 

por falar em frio... Tenho no próximo sábado um casamento e porque o meu vestido é de verão - compridão, mas todo "descapotável" - imagino que vá sofrer dos frios.

 

Ajudem-me lá: casacos que fiquem bem com vestidos longos sem parecer que vou emigrar para a Sibéria? Sim porque deve estar frio mas também não quero exagerar... 

Alfabeto Literário #S Série que começou e precisa acabar

Série que começou e precisa acabar:

Vocês sabem, não gosto de Harry Potter, e outros que tais, no entanto não acho que exista algo que não deva existir porque se foi criado e tem público então é porque alguém aprecia. Por isso se é algo que vende, é deixar existir, agora há por aí muitas sagas que eu simplesmente nunca irei aderir por isso existirem ou acabarem é-me indiferente.

 

Alguma série que queiram ver exterminada desse lado?

 

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Por 26 dias, eu, a Magda, a Just, a Maria João Covas, a Sofia Gonçalves, a Alexandra, a Drama Queen, a Caracol, a Gorduchita, a B♥, a Sandra.wink.winka Fátima Bentoa Happya Carla B. e a Princesa Sofia  responderemos a 26 perguntas sobre livros, tendo como mote o alfabeto. Às 14h das segundas, quartas e sextas, cá estaremos com este desafio. Não se esqueçam de visitar os restantes blogs para verem as várias respostas.

 

Boas Leituras!

Não vi toda a vida a passar à minha frente...

... Mas vi um futuro muito negro. Acho até que cheguei a ver zero futuro, toda uma vida pela frente interrompida numa viagem de sonho.

 

Bem sei que não era para escrever publicações durante as férias, tirando as curtas do dia -  que são isso mesmo... Pequenas curtas, não lhes chamo se quer "publicações" - mas... Acho que preciso de exorcizar aquilo que acabou de se passar. Não consigo dormir se assim não o fizer. Digamos que preciso de desabafar, gritar, chorar! Para depois acalmar-me e dizer para mim: foi só um susto! 

 

Sou uma pessoa medrosa normalmente mas confesso nunca tive tanto medo na vida, toda eu era pânico e tremeliques, toda eu era sofrimento mas consegui - nem sei bem como, confesso - ter energia para corrigir o mal que estava feito. Dizem que o ser humano desesperado tem energias inesgotáveis, é possível que seja verdade. 

 

Convenci o Mulo a descermos até à Lagoa do Fogo, para mim uma das mais bonitas, e como tinha lido em fóruns e blogs que apesar de cansativo se fazia bem e sem risco, lá fomos. Nós, Mulos da cidade, lá fomos trilho abaixo. Imensa gente estava no trilho, para trás e para a frente, pessoas de variadas nacionalidades e idades estavam no trilho e eu pensei "se estas pessoas mais velhas conseguem, nós também conseguimos" mas desde logo percebemos que o trilho de fácil tinha muito pouco, e de seguro mais à frente também viemos a descobrir que muito menos.  Os degraus eram muito espaçados, alguns deveriam ser separados por cerca de um metro - só saltando - e o percurso tinha muita lama. Eu ia à frente, o Mulo vinha logo atrás de mim. Notei que ele descia tudo com muita dificuldade - digamos que os joelhos dele não são o seu melhor atributo  - e eis que mais ou menos a meio do trilho ele escorrega, cai e eu tento agarra-lo. Não sei, sinceramente, como é que tudo ocorreu realmente, quando dei por nós já estávamos no "chão".

 

Primeiro pensamento: aii o joelho dele! Porque se voltasse a acontecer o que aconteceu o ano passado eu não tinha como o levar lá para cima. Eis que percebo que não estávamos no trilho, eis que me cai a ficha que tínhamos rolado ribanceira abaixo. O pânico de me mexer e perceber que podia cair mais. O pânico de não me conseguir agarrar a nada porque tudo me fazia cair mais. O pânico quando percebi que ele ainda estava mais para baixo que eu. O pensamento irreflectido de agarra-te a mim que eu puxo-te, não te deixo cair, quando nem eu estava numa posição segura, ainda que mais favorável. O pânico de o perder. Consegui encontrar uns arbustos onde me agarrar e lá consegui subir. E ele? Ele estava demasiado para baixo, e eu não sou uma pessoa de força de braços, e o piso era tão inclinado, nada ajudava, e apesar de nos termos cruzado com dezenas de pessoas em todo o trilho, naquela altura não apareceu ninguém.

 

Ele pediu para eu ir pedir ajuda mas eu não o queria deixar. Confesso, passou-me tudo pela cabeça, achei mesmo que não o ia conseguir tirar dali. Nunca tive tanto medo na minha vida. Praguejei tanto, mas tanto!

 

Fomos por partes, primeiro torná-lo mais leve tirando-lhe a mochila e a bolsa que trazia e que se estava a envolver na vegetação e aos poucos consegui-o puxar para cima de volta ao trilho. Só então abraçada a ele a chorar consegui respirar, e aí parece que deixei de sentir todo o corpo. 

 

Quis voltar para trás, regressar a salvo ao carro. Mas já tínhamos feito uma boa parte do percurso, e ele insistiu para continuarmos. E lá descemos até à Lagoa do Fogo, lavamos as feridas - dele, que eu só tive meia dúzia de arranhões e alguns espinhos cravados na pele, mas ele ficou com bastantes mossas - descansamos e ganhamos novas forças para subir tudo o que descemos - subir é muito mais fácil do que descer, convenceu-me ele. Mas não é verdade!  - e quem nos viu nos banhos férreos umas horas mais tarde na caldeira velha, ninguém adivinharia a história negra que carregávamos na alma e que apenas tinha ocorrido momentos antes.

 

Ele chegou à cama e adormeceu de imediato, eu que não conseguia dormir vim falar-vos. Gostava de conseguir fazer o mesmo confesso... 

 

Somos, no fundo, uns sortudos: um deslize destes mais à frente e não teríamos esta vegetação densa para nos amparar, e não estaríamos aqui para contar o que aconteceu. 

 

Não vi, contrariamente ao que difundem - a vida toda a passar-me à frente, mas confesso que vi o futuro mais negro de sempre. E bem sei que vai ser algo com que vou "sonhar" nos próximos dias. Uma coisa é certa, a ver se nos fica para a vida: trilhos pedestres não são para nós! 

Conversas tontas...

Com amigos tão tontos como a Mula:

 

Silly Friend: Tem tantos eucaliptos aqui, ainda arde tudo um dia destes...

Mula: Tens razão!

Silly Friend: Ah não, espera. Tem ali um campo de milho, assim já não arde.

Mula: O milho não arde?

Silly Friend: Não! Faz pipocas!

Mula: Quer dizer que se criarmos um campo de milho e cana de açúcar e pusermos fogo temos pipocas caramelizadas sem sujar o tacho?

 

 

 

Vamos arder no inferno!

Curtas do dia #765

Resumo resumido do primeiro dia nos Açores - telegrama 2:

Já vi finalmente as vacas felizes, e já lhes descobri o segredo da felicidade: são, na grande maioria, vacas com grandes e fantásticas vistas para o mar. As pessoas simpáticas afinal estão só em Ponta Delgada, há pessoas assustadoramente antipáticas no interior. Conheci o clima açoreano: ontem fez sol, esteve frio, fez calor, chuveu bastante, e numa das montanhas confesso que temi que começasse a nevar. Estou a adorar a ilha mas não sei se alguma vez me habituaria ao clima. O Mulo até agora resume S. Miguel a três elementos - e não sei se alguma vez mudará de resumo: vacas, erva e água. Não está enganado... Mas é tudo tão bonito.

Alfabeto Literário #R Ressacas literárias. Quando foi a tua última?

Ressacas literárias. Quando foi a tua última?

Hmm... Acho que nunca passei por isso. Acho que ler "Fermin" todos os dias ao vir do trabalho quando passo numa empresa que se chama Formifri não conta. Mas pronto, à custa desta empresa, não há um único dia que não me lembre do Fermin e das suas aventuras, que para quem não sabe é uma personagem da saga O Cemitério dos Livros Esquecidos.

 

E dessa lado? Há gente ressacada desse lado?

 

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Por 26 dias, eu, a Magda, a Just, a Maria João Covas, a Sofia Gonçalves, a Alexandra, a Drama Queen, a Caracol, a Gorduchita, a B♥, a Sandra.wink.winka Fátima Bentoa Happya Carla B. e a Princesa Sofia  responderemos a 26 perguntas sobre livros, tendo como mote o alfabeto. Às 14h das segundas, quartas e sextas, cá estaremos com este desafio. Não se esqueçam de visitar os restantes blogs para verem as várias respostas.

 

Boas Leituras!

Curtas do dia #764

Resumo resumido das primeiras horas nos Açores:

Ainda não vi nenhuma vaca, nem feliz nem infeliz. Zero. Para me vingar ao jantar comi porco e comi como uma lontra. Ou seja, uma Mula que comeu porco que nem uma lontra. Zero vacas. Saí do restaurante quase a rebolar. Acho que elas secretamente se vingaram de mim. As pessoas são muito simpáticas e estranhamente percebe-se tudo o que dizem. Estou há meia dúzia de horas aqui e já me cruzei com pessoas do Porto e de Santa Maria da Feira, nós malta do norte de Portugal continental estamos mesmo em todo o lado.

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Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.