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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Estarmos vivos implica estarmos tristes

Este post originou este post, que por sua vez originou este post atual e que por conseguinte originará - sabe só Deus quantos, e acho que nem Ele sabe ao certo - mais alguns. É assim, a vida é um post minha gente!

 

O José da Xã tocou num ponto muito importante. Parafraseando-o:

 

Quantos haverá que desejariam ter dúvidas, aborrecimentos mais que não fosse para se mostrarem que estão realmente bem vivos?

 

Já disse algures por aqui, que considero a apatia muito mais grave, muito mais severa para o espírito, muito mais mordaz, do que a depressão. A depressão é uma forma de estarmos vivos, estar triste é sentir, sentir através do pessimismo, da nostalgia e das lágrimas mas é sentir. Já a apatia é não sentir de todo, é ser indiferente, é não importar o vivo ou morto, a carne ou peixe, o vermelho ou o azul. E na minha opinião não sentir é já por si só uma forma de morte, uma espécie de morte cerebral: o corpo mexe, a boca fala, os ouvidos ouvem... Mas a alma não sente. A alma está apenas em piloto automático a aguardar sabe-se lá o quê.

 

Aqui em casa sou conhecida por ser a melodramática, a exagerada, a que sente tudo sempre de modo demasiado excessivo. Sabem o que lhe costumo dizer? "Preocupa-te que eu continue a sentir tudo assim desta forma, porque no dia em que deixar de me preocupar, então já não há nada a fazer!"

 

E como cantam A Naifa, "todos os dias agradeço a Deus, esta depressão que me anima", porque a verdade é que já passei pelos dois campos de trigo e prefiro aquele mais picado que magoa nos pés, do que aquele em que passo com indiferença.

 

Dizem os povos antigos que tristezas não pagam dívidas, mas a verdade é que alegrias também não. Deve ser por isso que não contraio dívidas...

 

Como é que é Maria? Temos-te neste Duelo-Pseudo-Triste?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Conspiração Terrorista

Regressei ao cinema, desta vez para ver um filme de ação: o Conspiração Terrorista, um filme com grandes nomes do cinema: Orlando Boom, Michael Douglas, Toni Collete e o grande, grande que eu tanto gosto, John Malkovich. Há algo de louco neste ator que me faz gostar dos papeis que ele faz.

 

Este não é um grande filme, um daqueles filmes de que me vou lembrar para todo o sempre - ou simplesmente daqui a um mês - mas é um bom filme, com um tema bem atual: o terrorismo. No entanto não é nada totalmente inovador, não é propriamente diferente do filme Assalto ao Londres que falei há coisa de um ano e pouco. Acho que os filmes de ação têm este problema, já estão demasiado explorados, não têm o fator "wooow!!!" e por isso nunca me marcam particularmente, o que faz com que daqui a uns tempos não me recorde do nome, nem propriamente da trama... 

 

 

Conspiração Terrorista tem como protagonista uma antiga agente da CIA, Alice Racine, que é contactada por um suposto agente da CIA para uma nova missão: interrogar um suspeito de terrorismo para conseguir obter uma mensagem que este iria transmitir a um membro do Islão, que a polícia andava a investigar. No entanto, quando está prestes a transmitir a mensagem que o suspeito forneceu, Alice descobre que é um embuste e que não está a colaborar com a CIA como pensava. Assim, à medida que Alice tenta descobrir que ataque estão a planear - um ataque biológico devastador -, torna-se suspeita de estar a colaborar com membros terroristas e passa a ser procurada quer pela CIA quer pelos membros que se fizeram passar pela organização. Prestes a ser capturada conhece um misterioso homem, Jack, que a ajuda e a passa a acompanhar nesta missão.

 

Este é um daqueles filmes altamente complexos, onde ninguém é o que parece, e onde as personagens se vão revelando minuto após minuto..Sempre que pensamos que Alice está a ser ajudada, logo descobrimos que está numa armadilha. É um filme que nos mostra como não podemos confiar em ninguém, nem na nossa própria sombra.

 

É um bom filme de ação, mas acho que é demasiado emaranhado e confesso que por isso tive um pouco de dificuldade em segui-lo. Por vezes perdia o fio à meada, para logo o reencontrar mais à frente. Acho que tem demasiadas personagens, algumas que nem chegamos verdadeiramente a compreender quem são e qual o papel na trama, e isso é o que o torna tão confuso. No entanto coloca-nos a pensar num tema muito atual, o terrorismo, e como talvez os mais interessados no terrorismo são os próprios países, e como por vezes há excesso de informação que não é real - ou que não é bem assim - porque há interesse em aterrorizar as pessoas. É doentio o que as pessoas são capazes de fazer, das maldades que são capazes de infligir a inocentes. É um filme que demonstra bem como estas guerras não são propriamente religiosas, mas sim políticas.

 

Se gostam de filmes de ação, não percam este filme, se não gostam esperem que passe na TV ou que vá para o videoclube porque é um bom filme para ver em família, tem muita ação, carregado de reviravoltas e suspense.

 

Não estou arrebatada, porque acho que não é para tanto, mas gostei do filme.

 

Alguém já viu?

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.