Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Alfabeto Literário #P Personagem que provavelmente teria namorado na escola

Personagem que provavelmente teria namorado na escola:

Nenhum. Talvez se eu lesse mais romances poderia encontrar aqui alguém que provavelmente me poderia fazer sentido "nomear", mas não é o caso.

 

 

E vocês, têm algum namoradinho literário?

 

________________________________

 

Por 26 dias, eu, a Magda, a Just, a Maria João Covas, a Sofia Gonçalves, a Alexandra, a Drama Queen, a Caracol, a Gorduchita, a B♥, a Sandra.wink.winka Fátima Bentoa Happya Carla B. e a Princesa Sofia  responderemos a 26 perguntas sobre livros, tendo como mote o alfabeto. Às 14h das segundas, quartas e sextas, cá estaremos com este desafio. Não se esqueçam de visitar os restantes blogs para verem as várias respostas.

 

Boas Leituras!

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Baby Driver

Três meses separaram a minha última ida ao cinema e esta. Três meses é muito tempo para estar afastada de uma sala de cinema, de um balde de pipocas e de m&ms e pipocas. Queria tanto ver o Baby Driver, desde que estreou que o tinha catrapiscado, mas ainda não tinha tido oportunidade, e apesar de achar que já não iria a tempo a verdade é que encontrei uma sessão mesmo à minha medida e no fim-de-semana passado lá fomos nós.

 

Curiosamente nunca fui muito apreciadora de filmes policiais mas sou desde miúda fã de filmes de carros e perseguições: Velocidade Furiosa, Corrida Mortal, Transporter, tudo e mais alguma coisa desde que tenha moços giros, carros furiosos e um enredo emocionante. E por isso não poderia deixar de ver este filme, em casa ou no cinema eu tinha mesmo de ver.

 

 

Baby Driver conta a história de Baby, um jovem condutor que num acaso de má sorte se cruza com Doc - um poderoso homem do crime que organiza assaltos - e que passa a trabalhar para ele para pagar uma dívida. Baby apesar de adorar conduzir e ser um dos melhores não gosta de se ver envolvido no mundo do crime e tudo faz para pagar a dívida e ser um trabalhador normal. Mas tudo muda, Baby apaixona-se por Deborah e Doc vê na rapariga uma oportunidade de manter Baby a seu lado, pois vendo a rapariga ser ameaçada concorda continuar a trabalhar para Doc.

 

Este é um filme emocionante do início ao fim com uma banda sonora espetacularmente boa, diferente do habitual. Baby é peculiar e isso faz com que o filme tenha algum mistério, algum charme, pois Baby anda sempre com phones e está sempre a ouvir música, como se toda a vida dele dependesse da banda sonora que ouvisse. Baby tem esta particularidade porque tem um problema nos ouvidos, devido a um acidente em miúdo e desde então ouve um zumbido, encontrou na música uma forma de escapar a esse som ensurdecedor.

 

Baby Driver é um filme carregado de clichés, a começar por Kevin Spacey e Jamie Foxx no papel de mauzões da trama. O típico papel da jovem que não tem nada que a prenda que se apaixona por um jovem misterioso que tenta mudar a vida pela rapariga é também o principal da história, mas todo o filme prende do início ao fim apesar disso. É um filme carregado de movimento, ação e boa música.

 

É um filme que fala de escolhas, da importância que as pessoas têm na nossa vida, do que estamos dispostos a abdicar e pelo que estamos dispostos a lutar. É um filme que fala sobre novas oportunidades, sobre pessoas que não são más que apenas estiveram no dia errado e no local errado. Fala de como as nossas atitudes podem ser fundamentais para a nossa salvação apesar de os nossos atos não serem os mais corretos, e que más ações não implica que sejamos más pessoas, apenas implica que fizemos más escolhas.

 

Gostei imenso do filme e sem dúvida recomendo. E depois de tantos filmes deprimentes este ano - e por deprimentes entendamos dramáticos - já fazia falta um filme assim.

 

Alguém já viu?

Enquanto anda tudo doido com o o GOT

Eu vejo tranquilamente enquanto me refastelo no sofá à noite - só não como pipocas porque dizem que são muito calóricas com açúcar:

 

 

Entre Canibais

(60 episódios)

 

Entre Canibais é uma série Argentina que está a passar neste momento na RTP2. 

 

É uma série política, de amor e ódio, de justiça. Conta a história de Ariana, que aos 17 anos foi brutalmente violada por um grupo de amigos, filhos de pessoas poderosas e que 20 anos depois continuam amigos e estão ligados à política. Fruto dessa violação nasceu Diego que Ariana entregou ao padre Martin para ser criado e que nunca mais viu. Ariana regressa 20 anos depois para se vingar e para conquistar o filho, e pelo caminho conhece Agustín Larralde que apesar de trabalhar para o comissariado político de Valmora - um dos homens que julga pertencer ao grupo que a violou - é um homem honesto e bom, por quem se apaixona. Ariana consegue começar a trabalhar no comissariado e promete destruir cada elemento que lhe destruiu a vida 20 anos antes.

 

É uma série de intrigas, onde a corrupção é diária, onde se tenta com todo o esforço calar pessoas que sabem demais, e onde a verdade apesar de ser atirada para debaixo do tapete vem sempre a cima. É uma série que retrata a violência doméstica e o que o dinheiro pode comprar. É uma série que fala de lealdade, de honestidade e de falta disto tudo.

 

Gosto muito, e aconselho a todos aqueles que gostem de séries reais, a ver.

 

 

Seis Irmãs

(489 episódios)

 

Esta foi a série que comecei a ver e que achava que tinha cerca de 80 episódios e que só quando chegou aos 100 é  que descobri que são 489 episódios no total. Mas gosto tanto de ver, que fui incapaz de me ficar por ali. Aguardei que a série recomeçasse na Sic Caras e que começassem os novos episódios.

 

Seis Irmãs conta a história do que seis irmãs, todas mulheres, da alta sociedade têm de fazer para sobreviver à morte do pai. Esta série remonta o ano de 1913, onde as mulheres não geriam negócios a menos que fossem viúvas, por esse motivo quando o pai morre a irmã mais velha - Adela - tem a ideia de ocultar a morte do pai para poderem continuar a gerir a fábrica de tecidos da família que é o único sustento que possuem. Assim durante algum tempo dizem que o pai está a viajar e enquanto isso vão gerindo a fábrica da melhor maneira que sabem. Mas a mentira tem perna curta - curta que é como quem diz, que ainda durou quase 100 episódios - e quando se descobre que o pai está morto elas perdem a fábrica, quase perdem a casa, e mesmo a relação entre elas começa a mudar.

 

É uma série de intriga, mas é essencialmente uma série que retrata questões sociais, todas as irmãs têm algo que faz com que a família perca a reputação:

 

Da esquerda para a direita: Francisca canta num café - que é considerado local de cabaret - e envolve-se com um rapaz de classe operária engravidando dele.  Diana, é uma mulher muito independente que se envolve num grupo de sufragistas, veste calças e anda de mota, é apaixonada por um homem muito mulherengo. Célia descobre que é lésbica e as irmãs aconselham-na a procurar ajuda psiquiátrica submetendo-a a choques eletroconvulsivos e vai viver um romance tórrido com outra mulher para desespero das irmãs. Adela, a irmã mais velha anda com um homem casado. Elisa a mais nova das irmãs é filha bastarda fruto de uma relação entre a mãe e o tio, vai tentar destruir as irmãs por lhe terem ocultado esta questão. Blanca é que tenta manter os bons costumes na família, fazendo aquilo que esperam dela em vez de fazer o que a faz feliz, casa-se com um homem mas é apaixonada pelo irmão deste. Todas as irmãs ao longo da série vão passando por uma série de provações que tentam superar, tentando apoiar-se umas nas outras.

 

Esta é uma série que já acompanho há alguns meses, é mais estilo novela confesso, mas todas as problemáticas tratadas fazem com que eu queira ver mais e mais, e nem o facto de me faltarem mais de 300 episódios para ver me demovem de seguir com afinco cada episódio. É uma série em que retrata a falta de opinião das mulheres, e como os homens podiam trair as mulheres sem que nada lhes acontecesse. É uma série que retrata o que a polícia fazia às mulheres que se juntavam para defender os seus direitos. É... uma série realmente boa, à parte de ter os romances pelo meio, como não podia deixar de faltar.

 

A Mula recomenda Seis Irmãs, espanhola, e Entre Canibais, argentina. Duas séries muito reais sem pessoas que voam ou que se transformam, ou que nada... são só pessoas reais a retratar a realidade - uma mais antiga, outra mais recente. Quem vê?

Curtas do dia #758

Sabes que estás diferente quando regressas ao local onde almoçaste durante dois meses, onde comias prato do dia com sopa, prato e sobremesa e agora ficas bem só com a sopa e fazes um projeto elaboradíssimo para ver onde vais enfiar o prato principal que já escolheste há 5 minutos mas que agora já não cabe.

 

Estava tão bom... Mas devem ter ficado a pensar que não gostei porque deixei mais de metade no prato, apesar de sentir que comi o prato inteiro, cerâmica incluída. Oh vida!

 

O meu cérebro ainda não se adaptou ao meu estômago. Como o fazer? 

Alfabeto Literário #O Obsessão literária

Obsessão literária:

Já tinha falado aqui sobre isso... A minha obsessão são os livros sobre o Holocausto. Não sei explicar propriamente porquê, porque são livros que me amarfanham toda, mas se tropeçar num, trago-o comigo. Da literatura ao cinema, se há algo sobre o holocausto eu gosto de ler. 

 

livros1.jpg

 

E vocês têm alguma obssessão literária?

 

________________________________

 

Por 26 dias, eu, a Magda, a Just, a Maria João Covas, a Sofia Gonçalves, a Alexandra, a Drama Queen, a Caracol, a Gorduchita, a B♥, a Sandra.wink.winka Fátima Bentoa Happya Carla B. e a Princesa Sofia  responderemos a 26 perguntas sobre livros, tendo como mote o alfabeto. Às 14h das segundas, quartas e sextas, cá estaremos com este desafio. Não se esqueçam de visitar os restantes blogs para verem as várias respostas.

 

Boas Leituras!

Curtas do dia #757

Normalmente durante a semana, à meia noite já estou na cama. A Mula selvagem que está em mim pensa nas vésperas da folga: amanhã estou de folga, hoje vou deitar-me tarde!!! Vou aproveitar!

 

Expectativa: Vou ficar a ver um filme até de madrugada!

 

Realidade: Às 00h01 já estou esparramada no sofá a dormir enquanto a televisão passa um filme para as moscas verem.

 

Estou a ficar velha!

10 razões para não ir ao cabeleireiro...

...  e tratar do cabelo em casa.

 

Vocês sabem, sou eu que cuido do meu cabelo, normalmente procuro as soluções sozinha e raramente vou ao cabeleireiro, na realidade, só lá vou uma a duas vezes por ano - para cortar - e mais uma ou duas vezes por ano - para fazer o alisamento. Não gosto de ir ao cabeleireiro, sou como as crianças. Na realidade nunca gostei, mas desde que aprendi a cuidar da minha trunfa em casa, não quis outra coisa e não me arrependo. Tenho um cabelo muito mais saudável neste momento.

 

10 razoes.jpg

 

1. O tira-ao-alvo na coloração:

Este foi o grande ponto de viragem na vida do meu cabelo. Corria o ano de 2015, eu era loira e corri duas cabeleireiras na esperança que me mantivessem o meu cabelo loiro como eu gostava. Nunca acertavam com a coloração: ora escureciam-me demasiado o cabelo ficando quase castanho, ora aclaravam-me demasiado o cabelo ficando quase branco... Imaginam o que isto faz ao cabelo certo? Também já me enganei a comprar a tinta é certo, mas aconteceu apenas uma vez em dois anos, acho que me consigo perdoar, já quando ia à cabeleireira, nunca corria como esperado na realidade.

 

2. A perda de tempo:

Senhores e senhoras, o tempo que se perde no cabeleireiro. Eu devo ter sido homem numa outra vida: não tenho paciência nenhuma para estar à espera antes de me atenderem, não tenho paciência para estar sem fazer nada enquanto tenho tinta no cabelo, não tenho paciência... A verdade é essa, não tenho paciência, nem grande tempo para perder tempo num cabeleireiro. E como viram na curta de ontem: Sabemos sempre a que horas entramos num cabeleireiro, mas nunca sabemos a que horas de lá saímos, e passar três horas neste espaço é matar-me um bocado por dentro.

 

3. O gasto de dinheiro:

Não falo de poupança efetiva. Falo de canalizar o dinheiro que se gasta no cabeleireiro para bons produtos em casa. Desde bons champôs a boas tintas eu sei o que coloco no meu cabelo. Se champô sempre pude controlar, a verdade é que quando ia ao cabeleireiro pintar o meu cabelo ficava muito mais ressequido, muito mais estragado. Eu uso tintas que nos salões são caras, mas que em casa ficam por uma bagatela. Vivam as lojas de produtos de cabeleireiro. Vivam as lojas online com bons e baratos produtos. Vivam!

 

4. A falta de compreensão:

Palavras como: espontar, aparar e manter, raramente existem nos seus dicionários. Desde a coloração ao corte, desde o volume à falta dele. Já me aconteceu de tudo: pedir para espontar um cabelo que tinha abaixo dos ombros e sair de lá com o cabelo pelo queixo, pedir para dar "um jeitinho" à franja, e sair de lá quase sem franja. Pedir o cabelo liso e sem volume e sair de lá com uma cabeleira quase afro. Sim, já me aconteceu um pouco de tudo.

 

5. A conversa de circunstância: 

Porque se alguém te está a mexer no cabelo vai sentir a obrigação de falar contigo. Se é a tua primeira vez num cabeleireiro e não te conhecem, vão começar por tentar perceber onde vives, o que fazes, porque estás ali, e porque somos simpáticas e educadas vamos responder. Ao fim da 10º visita já sabem sobre ti e já opinam sobre a tua vida. E foi por isto que deixei a cabeleireira mais longa que tive.

 

6. As vendas assistidas:

Têm sempre um produto milagroso para vender cuja marca desconhecemos - e por isso não temos como opinar - que vai fazer maravilhas pelo nosso cabelo. Esse produto não só não é tão milagroso como pintado, como é muito mais caro no salão do que diretamente numa loja. Existe ainda aqueles salões que tentam pôr tudo no nosso cabelo enquanto lá estamos "quer um champôzinho específico para esta quebra terrível que tem? Olhe que lhe ia fazer bem!" "Vamos pôr este sérum milagroso que lhe vai selar as pontas espigadas? Vai ver que vai sentir a diferença!" A quem cede uma breve explicação: Todo e qualquer tratamento capilar seja com champô, seja com séruns, só resulta se for contínuo e usar no salão uma vez por mês um champô redutor de quebra só vai aumentar a conta no final, não vai aumentar os resultados capilares. Felizmente a atual cabeleireira onde vou não me impinge nada, nem para comprar, nem para me pôr enquanto lá estou.

 

7. O regresso dos anos 80:

Eu não sei se sou eu que não tenho sorte nenhuma, se sou a única a sentir-me assim, mas odeio como me esticam o cabelo nos cabeleireiros. Saio de lá com demasiado volume, com a franja demasiado enrolada e com o cabelo demasiado brilhante, parece que saio do salão diretamente para uma série dos anos 80!

 

8. O banho forçado:

Não sei se o mal é geral, ou se eu é que tenho um estranho azar. Já passei por vários cabeleireiros nesta vida e raramente saio de lá sem ficar toda molhada. Mesmo com a toalha de proteção. Para além de me inundarem os ouvidos, salpicam-me a cara toda com água e champô, molham-me com muita frequência a roupa. Se é no verão não tenho qualquer problema, se é no inverno o caso muda de figura. Denoto também uma dificuldade enorme na regulação da temperatura da água, verifico constantemente uma dificuldade em manter a água numa temperatura tépida: ou está demasiado quente, ou está demasiado fria e isso confesso aborrece-me. E já agora... Que máquina de tortura é aquele lavatório? Aquilo dói o pescoço pra chuchu! 

 

9. O ruído:

Sou pouco tolerante a ruídos constantes. E ruídos elevados horas a fio deixam-me com dores de cabeça. Aquele barulho de fundo dos secadores deixa-me louca.

 

10. O excesso de coscuvilhice:

O que é que há em excesso nos cabeleireiros? Pessoas caladas que desatam a falar assim que uma pessoa sai porta fora. "sabes quem era aquela? sabes o que faz? com quem vive? o que come? com quem dorme?" Não, se não tenho paciência para coscuvilhices de gente que conheço, muito pior quando se trata de vizinhas que nunca vi na vida.

 

Por isso digo-vos... não há nada como cuidar do cabelo em casa.

 

Assim como assim...

 

No dia em que o vosso cabelo sair perfeito do salão, vai estar a chover, ou uma ventania trópica que vos vai estragar tudo o que conseguiram...

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.