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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Não sei se me ria... ou se lhe bata! #15

Tenho acendido a lareira quase todos os dias, com o cair da noite a casa fica muito fria e se quero estar confortável preciso de algum calor, não humano mas madeiresco. O Mulo ontem chega a casa e a lareira estava apagada, porque não tinha frio. Acendi a lareira a pedido e como tinha umas acendalhas biológicas manhosas - cuja qualidade única é não terem cheiro, porque também não servem para acender - e as ditas não davam calor suficiente para queimas os toros, começo a adicionar folhas de papel da impressora.

 

Mulo: Não ponhas mais folhas!

Mula: Não queres a lareira acesa?

Mulo: Quero. Mas não à custa de um eucalipto!

 

Mula:

 

Bem sei que não usamos madeira daquela grossa, que usamos aqueles briquetes de serrim, mas... Continua a ser madeira, continua a vir das árvores, continua ... Não entendi!

Curtas do dia #876

Questões parvas que apoquentam, e muito, a Mula: 

Como é que se percebe que o queijo gorgonzola está estragado e tem bolor?

 

A mãe para o Natal comprou um pedaço de queijo gorgonzola, sim, daquele cheio de bolor e que tem um cheiro horrível, esse mesmo. Ela não gostou, eu odeio queijo azul e ninguém tocou no dito. Não o deitei fora porque o podia utilizar na comida. Mas agora olhando para ele... Não faço ideia se ainda está comestível ou não.

Lutar contra o excesso de peso #16

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E chegou a tão temida consulta com a nutricionista pós-festas.

 

Antes de continuar, relembremos:

           - O meu objetivo: Chegar a 2018 abaixo dos 70kg.

           - O objetivo da nutricionista: Manter o peso.

 

Claramente aqui a doutora é ela, a experiência é dela e eu não percebo nada disto. Achei que não seria uma tarefa impossível perder 1,5kg em três semanas. Claramente ela conhece-me melhor do que eu e foi difícil manter o peso, quanto mais perder 1,5kg em três semanas. Claro que seria mais ou menos fácil se essas três semanas não englobassem o Natal, o Ano Novo e os Reis. Claramente estas três pequenas e quase inofensivas palavras têm mais peso do que achei que poderiam eventualmente ter...

 

Cheguei a dizer com orgulho que perdi peso no Natal. Ainda hoje não percebi o que aconteceu, mas após ter passado dois ou três dias a alimentar-me à base de pudim, queijo e bolo rei a balança quis dar-me um presente, e numa espécie de milagre de Natal os números desceram. Dei pulinhos de alegria, achei que o organismo estava mesmo a precisar de uns miminhos para arrebitar e acelerar.

 

Presente envenenado, ou dona do organismo mais desnaturada de sempre? Não sei, mas no Ano Novo engordei o que deveria de ter engordado no Ano Novo e no Natal! Que bom! Universo equilibrado este. E agora? E agora tinha uma semana para pelo menos equilibrar as coisas e ser o orgulho da nutricionista e conseguir pelo menos alcançar o objetivo por ela proposto: manter.

 

Na consulta: "Parabéns, conseguiu o que muita gente não consegue. Não só conseguiu não engordar, como ainda conseguiu perder algumas gramas [200g para ser mais precisa], e alguma anca. Acredite ou não são poucos os que conseguem esta proeza! Mal ela sabe, ou talvez até saiba, que eu perdei pelo menos 1kg e 200g! No mínimo isso!... Por isso até foi um feito do caraças visto por este prisma. Apesar do balanço final ter sido menos 200g, o real foi menos um quilo e tal. É bom, certo? Vamos acreditar que é bom.

 

A parte má é que posso mentir à nutricionista mas não posso mentir àquela balança do demo e pela primeira vez a gordura visceral subiu um pouquinho. "Nada alarmante", disse ela, "mas vamos aqui fazer um esforço extra, pode ser? E daqui a 15 dias quero-a abaixo dos 70kg como tanto quer!" Claro que sim! A doutora manda! Ou veremos se manda é que afoguei as mágoas num croissant ao pequeno almoço, num big mac ao almoço e num jesuíta ao lanche!... Mas já sabemos que, eu, que não tenho dia do lixo oficial, instaurei que dia de consulta é dia do lixo. É o dia em que como tudo o que me apetece, em que afogo as mágoas e as vitórias para no dia seguinte começar com mais energia. Tem resultado!

 

Tenho de me mentalizar que tenho de voltar a subir à bicicleta que jaz no quarto de arrumos... Quero tanto ver um 60 na balança! Dizem que querer é poder certo? Tudo apostos? 'Bora lá continuar este longo e desconsolado caminho!

 

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Como seria mais fácil a vida se tudo o que fosse saudável soubesse a lasanha...

Lá se foi o desafio do pijama...

É que não há maneira de conseguir descansar nestas férias e até agora ainda não passei um dia de pijama! Oh karma! Oh Karma!

 

 

Segunda-feira: Foi dia de organizar a casa decentemente. Dia de abrir janelas, sacudir tapetes, guardar a árvore de natal e preparar a casa para receber o novo ano com aprumo. Quando vi o meu sofá - quase ao fundo do túnel - eram horas de preparar o jantar, e ora bolas que já não há tempo para anhar e 'bora lá trabalhar mais um bocadinho. Vesti o pijama e sentei-me no sofá quase à hora de sempre. Oh karma! Oh karma!

 

Terça-feira: Porque se eu ainda não estava suficientemente feliz por ontem ter passado todo o dia a limpar a casa e ter ganho uma dor de lombar de me fazer arrepiar a alma, foi dia de madrugar. Com consulta na nutricionista do outro lado do planeta - não é, mas é quase - às 10 horas da manhã, foi dia de acordar ainda mais cedo do que quando trabalho e de encher alguns balões para me ajudarem a elevar-me na hora de pesagem. E porque ir à nutricionista não é martírio suficiente ainda passei todo o dia no shopping - não sou nada fã de andar às compras mas precisava de umas coisinhas, e há que aproveitar os saldos - e lá fiquei até os tornozelos me doerem e até a carteira começar a implorar Pára! Por favor pára! Feitas as compras, foi altura de atravessar novamente o planeta, ir comprar - finalmente! - o termóstato para o meu forno e cheguei a casa ao final do dia. Vesti o pijama e sentei-me no sofá quase à hora de sempre. Oh karma! Oh karma!

 

Hoje: Porque ontem ainda não tinha gasto dinheiro suficiente, hoje é dia de novo martírio - há quem chame de ritual de beleza, eu odeio - e estou a preparar-me para ir cortar o cabelo e ir desafiar as garras que as ditas já me parecem exageradamente grandes e passo a vida a magoar-me e a deixar de conseguir fazer coisas banais. Conheço bem a minha nova cabeleireira e manicura: apesar de ir com marcação é raríssimo cumprirem com a marcação. Vou sair de lá tarde e a más horas, irritada por precisar de fazer estas coisas que não gosto - gosto do depois, odeio os antes, mas já se sabe, há fins que justificam os meios - e por chegar a casa tarde, por vestir o pijama tarde e por estar a falhar com o meu objetivo.

 

Três dias de férias quase passados, e ainda não peguei num livro, ainda não desfrutei de um cinema no meu sofá, ainda não dormi uma única sesta...

 

A continuar assim, acho que vou chegar ao trabalho mais cansada do que saí!

Pura ilusão de ótica

Na semana passada houve um dia em que cheguei ao trabalho com tempo e decidi ir a uma padaria que tenho perto para ir buscar um pãozinho de sementes para o meu pequeno-almoço. Estava a chover um pouco. Desisti da ideia. Quando o Mulo me deixou no trabalho já não chovia, voltei a ganhar vontade para ir à padaria. Estou a sair da padaria começa a chover torrencialmente, e ainda que a mesma se situe a uns 2 ou 3 minutos a pé do meu edifício, aqueles foram os 2 ou 3 minutos mais longos da história da Mula desde que ali trabalha.

 

 

 

Chego ao trabalho toda encharcada.

 

Pergunta-me uma colega escandalizada: Está a chover?

 

 

 

Já não! Respondo.

 

E a verdade é que depois de entrar parou de chover.

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.