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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Não sei se me ria, não sei se chore

Pedro Dias, que na passada terça-feira se entregou, transformou-se numa paródia, não é novidade para ninguém. Pensem que o fenómeno Maria Leal e o fenómeno Pedro Dias começaram mais ou menos na mesma altura, e da Maria Leal quase já nem se fala e do Pedro Dias não há dia que não saia um novo meme a gozar com a situação.

 

E quando sai um novo meme o que é que nós fazemos? Rimos, partilhamos, comentamos, e rimos novamente. Rimos muito. Muitas das vezes até nos rimos que nem uns perdidos... Eu rio-me! Não nego, rio-me muito...

 

Mas não se esqueçam de uma coisa... É que este senhor não é um palhaço, é, até que se prove o contrário, um assassino e um ladrão... E quando penso nisto, não fico com muita vontade de rir, mas sim de chorar. No fundo andamos a colocar um senhor que rouba e mata, numa espécie de pedestal, porque andava a fintar tudo e todos, que aparentemente é mais inteligente, ou mais perspicaz, vá, do que toda uma brigada policial, e que até se entregou apenas por quis, não porque tivesse sido encontrado... Mas estamos a falar de uma pessoa que cometeu vários crimes, não que é um humorista...

 

Sou ca favor do humor livre, que tudo é passível de ser gozado e ridicularizado, mas agora que penso nisso... Se calhar nem tanto!

 

Que me dizem: Temos mais motivos para rir ou para chorar?

Não sei se me ria... ou se lhe bata! #10

A minha pele entrou no Outono com o pé esquerdo, como nunca entrou anteriormente. Tenho, para não variar muito, a minha dermatite seborreica no auge e toda eu sou flocos de neve na roupa preta. A minha cara, pela primeira vez, não sei o que se passa - sorte que a consulta no dermatologista está à porta - está a descamar toda, essencialmente na zona da testa - sorte a minha que uso franja. Besunto-me toda de cremes mas toda eu sou pedaços de pele. E o problema é que tenho pele oleosa, a apesar de as escamas serem mais típicas da pele seca. A verdade é que não sei que vos diga, mas efetivamente há um mês que a minha pele está uma lástima e não sei que mais lhe fazer.

 

Desabafo com o Mulo... O que é que ele me diz?

 

Estás a mudar a pele como as cobras!

 

Sentiram aqui alguma indireta? Hmm... Que me dizem, peço-lhe já o divórcio? Ou equaciono mudar o nome do blog para os Desabafos da Cobra?... Ou seria mais Destilaria da Cobra?

 

Eu sou uma santa... E fartam-se de dizer cobras e lagartos desta Mula tão inofensiva, não entendo.

Não sei se me ria... ou se lhe bata! #9

 

Como acabar com a minha felicidade em 2 passos:

 

Mostro ao Mulo toda excitada a música da Aurora que descobri no youtube e que adoro.

 

Mulo: O que é isto?! É daquelas músicas que nos ensinam a contar nas outras línguas?

 

Ele sabe que eu sou bastante tolerante... Mas  que odeio que digam mal das músicas que eu gosto. Alguém me arranja por favor um pau de marmeleiro que já ouvi dizer que é bastante doloroso? Obrigada!

Não sei se me ria, ou se lhe bata #8

Hoje a visada é a mãe e uma vez mais, há risotto metido no assunto. 

 

Em tempos disse lhe que ia fazer risotto para jantar e perguntei-lhe se ela queria vir jantar comigo. Entre a curiosidade e o gozo lá aceitou comer risotto. Disse às amigas que estava em casa da filha e que eu ia fazer aquele arroz nojento, daquele de atirar às paredes e colar, e ria muito. Ria e gozava. Gozou ainda mais quando lhe disse o preço do arroz para risotto: "arroz carolino faz o mesmo efeito" disse-me.

 

Esta semana estava em casa da mãe e ela pediu-me, com água no bico, para ser eu a fazer o jantar: 

 

Mãe: Podias ser tu a fazer o jantar... 

Mula: Posso fazer, que queres que eu faça? Tenho uma receita de bifes de frango em mente...

Mãe: Apetece-me o teu risotto...

 

 

Gozou, gozou, mas afinal gostou!

 

Não sei se me ria... ou se lhe bata! #7

Eu estou em dieta...

Toda a gente sabe que eu estou de dieta e que me alimento à base de comida para pássaro e para coelho. Que até tenho um blog onde falo sobre isso para me convencer - e aos outros - que estar em dieta é a melhor coisa do mundo...

 

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(Quem é que já conhece o Mula [Im]Perfeita?)

 

Hoje trago para almoço uns legumes assados que frescos até deveriam de ser bonzinhos mas que hoje não têm lá muito aspeto disso...

 

E o que é que o Mulo me faz?!

 

O quê?!

 

Envia-me uma fotografia do seu almoço...

 

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Isto não se faz... Vou só ali cortar os pulsos e já volto!

Não sei se me ria... ou se lhe bata! #5

Ele fez o jantar. Nós cozinhamos à vez, e era a vez dele cozinhar. Depois do jantar, e sem que eu pedisse o que quer que fosse, muito solícito pergunta-me:

 

Queres morangos com açúcar, que eu vou preparar?

 

Estranhei a oferta, preparar fruta não é com ele, e muito menos morangos, que me pede sempre carinhosamente para eu lhe preparar, com calda de chocolate. Curiosamente, era mesmo o que me estava a apetecer, dei-lhe um beijinho e agradeci a leitura do meu pensamento. Com tudo isto, nem me lembrei que ainda havia gelado...

 

 

...Ou não! Não, já não havia, porque ele comeu-o TODO às escondidas na cozinha, e antes que me apetecesse gelado e desse pelo seu pecado, preparou-me uma sobremesa alternativa... E quando é que dei pela ausência deste no congelador? Apenas no dia seguinte, está claro...

 

 

 

Mulo 1 - Mula 0!

Não sei se me ria... ou se lhe bata! #4

Fiz um pudim que foi um verdadeiro desastre culinário. Já tinha tido vários desastres culinários mas nunca nada deste género. Não sei se foi por ter utilizado gemas congeladas, se me enganei por ventura nalguma conversão de quantidades. A verdade é que aquilo não estava de todo comestível, e o aspecto estava terrível.

 

No entanto, em vez de o deitar imediatamente ao lixo - até porque imagino que seria coisa para revoltar os intestinos - guardei numas taças para o Mulo ver quando chegasse a casa - já que lhe tinha dito no dia anterior que ia fazer pudim e até os seus olhos brilharam  - e não pensar que eu o tinha comido todo, que menina para isso sou eu. Sim eu já fiz uma vez uma tarte, e estava tão boa, mas tão boa, que só parei de comer quando acabou...

 

Sim, leram bem, pus em taças porque aquilo não se aguentou das canetas e para além de se esfarelar todo, estava cheio de líquido. Acho que no fundo, aquela cerveja reles que comprei no supermercado me deve ter feito mal...

 

 

No entanto, e apesar de ser inegável que aquilo estava horrível, uma pessoa espera sempre que a nossa cara metade nos dê uma palavra de carinho, de esperança, de conforto. E para vocês verem como eu tenho um noivo que faz isso tudo e mais além.. Partilho convosco as suas sábias palavras:

 

- O que é isto que está nestas taças que parece vomitado de cão?!

 

 

Não sei se me ria... ou se lhe bata! #3

Estávamos nós no CEMITÉRIO de Highgate, em Londres quando de repente o Mulo sai-se com esta:

 

Já reparaste que está tudo morto?

 

Não consegui controlar a gargalhada e desmanchei-me a rir... Estávamos num CEMITÉRIO e apesar de ele se estar a referir a um canteiro de flores que já tinham visto melhores dias, foi impossível não rir! Logo logo ele percebeu o que tinha dito... realmente!

 

Deveria de ser um local de culto e de respeito... Fizemos outros disparates... Somos terrivelmente más pessoas!

 

[Todavia, se é um cemitério que se paga, para mim assume carácter de museu... e coiso e tal... prontus! É isto... Não damos para mais!]

 

 

Vamos para o inferno quando morrermos, não vamos?

Não sei se me ria... ou se lhe bata! #2

Habituei-o mal com as sobremesas... Durante muito tempo, todos os jantares tinham uma sobremesa acompanhar, nem que fossem compradas: um bolo, um gelado, ou então feito por mim, como tartes, semi-frios, e até mesmo coisas mais simples como gelatina. Ultimamente, e porque a ideia é perder peso, já não faço - ou raramente faço - sobremesas. Ontem liga-me:

 

Mulo: Que vamos jantar?

Mula: Strogonoff... Pode ser?

Mulo: Pode! E sobremesa, o que é?

Mula: Sobremesa? Tens laranja...

Mulo: Oh... não vais fazer nada?

Mula: Não!

Mulo: Oh, mas podias fazer QUALQUER COISA*!

[*Verão de seguida que o qualquer coisa tinha um nome, até bem específico.]

Mula: O quê?

Mulo: Qualquer coisa...

Mula: Tenho gelatina, queres que faça?

Mulo: Não, isso não.

Mula: Queres salada de fruta?

Mulo: Não... isso também não...

Mula: Então o quê?

Mulo: Qualquer coisa... tipo aquela coisa que fizeste no outro dia...

Mula [já desconfiada]: O quê?

Mulo: Aquela coisa branca... com fruta...

Mula: Ah! A pavlova?

Mulo: Sim! Sim! Isso mesmo! O que precisas para fazer isso?

Mula: Preciso de iogurtes e frutos vermelhos...

Mulo: Então, veste-te, vamos às compras... Estou a chegar...

 

Ou seja: Ele quer uma sobremesa, QUALQUER UMA, apesar de querer especificamente uma pavlova, e apesar de ser ele a querer, eu também ainda tenho de me mexer e ir às compras!... Vêm como o habituei mal?...

 

Pior!

 

Como a pavlova demora imenso tempo a cozer, e eu tinha ovos, decidi fazê-la antes de ir às compras e deixa-la no forno, só que houve um pedacinho de gema que me fugiu para as claras... Ora acho que estão a ver o filme: As claras não bateram. Tentei de tudo, coloquei sal, bati, bati, bati... e nada. Ainda assim decidi arriscar e colocar no forno. Fui às compras e "cadê a pavlova?" eu coloquei-a no forno, mas a pavlova simplesmente desapareceu... desapareceu sem qualquer rasto, colou de tal forma ao papel vegetal que fazia parte do papel vegetal, toda aquela massa que tinha sido colocada no forno, evaporou-se, e ainda agora me questiono como é aquilo possível...

 

E depois? Perguntam vocês e muito bem. Depois... cheguei a casa, e tive de fazer tudo de novo... E a pavlova uma vez mais não parecia uma pavlova, parecia um pão de Mafra, daqueles gigantes, de tanto ter crescido! Aquilo sim, eram claras bem batidas! Mas depois... há dias em que nada corre realmente bem, a pavlova abateu e ficou tão fininha, demasiado fininha... Acho que abri o forno demasiado cedo. Porque como vos dizia de manhã, há realmente alturas na vida de uma mulher que o ideal é afastarmo-nos da cozinha...

 

De qualquer das formas... receita no blog ao lado.

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.