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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

A minha opinião vale o que vale, mas é minha!

Ontem a Psicogata falava da falta de bom senso dos comentários, e lembrei-me do quão irritante é receber comentários desagradáveis e mal educados a publicações que com tanto carinho escrevemos, essencialmente àquelas que nos saem da alma e são tão pessoais, já para nem falar daqueles que comentam sem terem lido o texto todo até ao final, sob pena de tudo o que leram ter sido num tom sarcástico e não terem por isso compreendido nada.

 

Há textos que escrevemos que sabemos que vão dividir opiniões e vão criar discussão, que atire a primeira pedra quem nunca o fez propositadamente. No entanto, efetivamente há muitos outros que nada o faziam prever e são esses, curiosamente, os que albergam maior número de comentários depreciativos, apenas porque sim. Porque será? Não me refiro a nenhuma publicação específica, nem apenas às minhas publicações. Vejo o mesmo por esta bloga fora.

 

Custa-me, e por isso também vivo as dores dos outros, quando uso o blog para desabafar e vem um ou outro energúmeno ridicularizar a situação, os meus sentimentos. Ainda assim, tenho noção de que isso faz parte dos riscos de escrever para um público que se desconhece e para uma dimensão que rapidamente nos pode sair do controlo. A verdade é que quando uma publicação nossa é destacada, perdemos a noção da dimensão daquelas palavras. Muitas das vezes há até um ressoar desfigurado daquelas palavras e repetido por gente desprovida de bom senso e coração, de forma totalmente contrária. Sabem aquela lengalenga de "tudo o que disser, poderá e será usado contra si"? Aqui não poderia ter melhor aplicação.

 

Não me estou a queixar, não me leiam em tom de reclamação, que quem está mal muda-se e eu poderia optar por escrever em folhinhas que depois queimaria na lareira - e olhem que ela agora é usada sem descanso - ou então em documentos word que depois gravaria em cd's - agora a sério, isso ainda existe? - e esconderia pela casa, como tantas vezes fiz. Não! Mesmo perdendo o limite das minhas palavras, mesmo perdendo-lhes por vezes até o rasto, por aqui continuarei a ser aquela que sempre fui, sem filtros - vá às vezes uso o Lark, o Juno e o Ludwig* não me levem a mal - e com apenas uma pitada - uma pitadinha só - de bom senso e auto-censura. Eu não permito que o outro limite a minha liberdade, a partir do momento em que a minha liberdade não prejudica ninguém.

 

“O que vale não é o quanto se vive, mas como se vive… disse um dia Martin Luther King. Por isso vou gritar, berrar, chorar, ou corro o risco de não viver o suficiente para ser feliz. Um conselho de Mula: Não deixem que alguém vos cale a voz que é suposto vos libertar!

 

Sonhemos, que sonhar é a maior dádiva que nos deram e ninguém nos pode negar! Fujamos daqueles que nos amordaçam, nos prendem e nos humilham! Porque se nos fizeram fortes e livres para que pudéssemos andar sobre os nossos pés e trabalhar com as nossas mãos, então é porque nos devemos fazer valer, porque também temos valor.

 

Sou assim, gosto de me libertar, porque não é em cativeiro que as abelhas espalham o pólen, é necessário que estejam livres e que as deixem fazer o seu trabalho, para que a Primavera continue a existir. Do mesmo modo, eu tenho necessidade de me expressar, de partilhar ideias e convicções, porque é isso que me permite evoluir enquanto pessoa.

 

Então Mula, porque permites os comentários no teu blog?

É necessário haver confronto de ideias para que minhas teorias, mesmo as alucinadas, se possam fortalecer e por isso, não devemos temer a nossa opinião, devemos dá-la sempre. É nossa! Porém, sem nunca nos esquecermos que “A nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros” e por isso, mesmo que não concordemos com os outros, devemos respeitá-los e arranjar argumentos que nos apoiem, sem nunca recorrermos à censura, ao insulto, à violência. E é aqui que entram vocês: eu adoro quando respeitosamente me contrariam para colocarem à prova o meu poder de contra-argumentação.

 

Martin Luther King teve um sonho e morreu a lutar por ele. Esse sonho custou-lhe a vida, é um facto, porém contribuiu em muito para a evolução dos direitos humanos, poupando, certamente, a vida a muitos outros homens. Como ele próprio disse “Se não estás pronto para morrer por alguma coisa, não estás pronto para viver”. Foi graças à liberdade de expressão que evoluiu a ciência, a medicina e até mesmo a política. Pelo mundo, pelos nossos direitos, gritemos sempre que necessário!

 

E lembrem-se liberdade de expressão é emitir opiniões fundamentadas, não é acusar, humilhar e cuspir em cima dos outros, mas se não mostrarmos paixão nas nossas ações, nas nossas palavras, então é porque se calhar não estamos a viver convenientemente.

 

A nossa opinião vale o que vale, mas é nossa, e se é o nosso blog, então não a devemos subestimar nunca. E como dizia o Paulito - lembram-se do Paulito? - Deita cá pra fora!

 

*Nomes de filtros do instagram.

Isto não são só blogs #2

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Porque se fossem só blogs, da Chic e da Maria teria recebido um par de meias velhas e rotas e nunca me dirigiram tão ternurentas palavras.

 

Se isto fossem só blogs, a Paula e a Vih nunca teriam deixado esta coração mole com a lágrima ao canto do olho,  pela surpresa, pelas palavras, pelos atos e diria até, por omissões.

 

Adoro surpresas! Obrigada por tudo gente! Se eu continuava a existir sem vocês, claro que sim, mas nunca, nunca, nunca, em tempo algum seria a mesma coisa. 

 

Eu tenho os melhores seguidores desta blogosfera e arredores! 

 

Bem sei que nem sempre estou presente como gostaria em cada espaço vosso mas é por falta de disponibilidade não por falta de vontade. Dizer-vos ainda que cada mimo não foi o meu verdadeiro presente de Natal, o meu verdadeiro presente de Natal foram vocês, que cada uma à sua maneira me enche o coração e alma e me preenchem até os dias mais cinzentos. 

 

Agora a sério: Do fundo do meu coração, obrigada!

Isto não são só blogs porque se forem só blogs, então houve um grande equívoco

Tinha parte desta publicação agendada para depois do casamento, para agradecer um presente de casamento especial que recebi antecipado, há duas semanas, mas depois disto que aconteceu hoje, sinto que faz todo o sentido escrever todo este post novamente, com novas palavras, com muitas lágrimas - acreditem - e acima de tudo com um agradecimento tão grande que não cabe num blog. Porque há coisas que não cabem num blog. Eu, que até acho que me sei expressar mais ou menos bem, por palavras - pelo menos melhor do que com actos - estou sem palavras e creio que tudo o que eu possa dizer será sempre muito pouco. O que vocês fizeram minhas meninas e meus meninos, não tem preço. Nunca, em tempo algum, nem que eu viva mil anos eu vou esquecer isto que vocês fizeram. Estou ainda meia parva confesso - já sei, já sei, eu sou parva! E tendo em conta que eu hoje não dormi, olhem que me podiam ter matado do coração... Olhem que ele é fraco, estou a avisar-vos!

 

Li algures pela blogosfera fora que isto são só blogs e que por isso não se deveriam de levar tão a sério, que uma coisa é o que acontece na vida real, e que outra, completamente diferente é o que acontece aqui dentro, na blogoesfera.

 

Permitam-me que discorde. Isto não são só blogs.

 

Atrás dos blogs estão pessoas, boas e más, que nutrem quase inevitavelmente sentimentos por nós - bons ou maus - ou não fosse o lema do Sapo blogs com gente dentro.  E para vos provar que isto não são só blogs, partilho convosco uma prenda de casamento, linda, que recebi de uma menina aqui dos blogs que infelizmente ainda não tive o prazer de conhecer na vida real, mas que nunca se tem esquecido de mim e que me tem mimado imenso desde que nos conhecemos por aqui. Falo-vos da Paula Lima que com muita pena minha deixou aqui o sapo e se mudou de malas e bagagens para o blogspot. O meu muito obrigada Paula Lima, que eu nem sei o que te dizer!

 

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(Debaixo daquelas lunetas, estão, obviamente, as nossas iniciais.)

 

Todavia, e acreditando que a Paula até pudesse ser uma excepção à regra, a verdade é que alguém que alimente um blog diariamente não consegue fingir tanto e tão bem a sua natureza - boa ou má. Não é possível - imagino eu - alguém ter uma tão fantástica imaginação e converter-se no que lhe apetecer e ser por palavras alguém totalmente diferente do que é na vida real. Quer dizer... Isso é possível, mas tem um nome: Sociopatia, e não quero acreditar que me relaciono com um bando de sociopatas.

 

E... se forem sociopatas, deixem-me que vos diga que são umas sociopatas do mais fantástico que há! Que todos fossem assim!

 

Eu nunca fui uma miúda popular, nunca fui pessoa de ter muita gente a gostar de mim e a terem gestos muito carinhosos para comigo. Tenho algumas amigas sim, claro, também não sou um bicho do monte, mas não sou - acho que já vos disse - das que agarra, das que esborracha das que está sempre a dizer que gosta, e acho que a minha educação fez-me afastar um pouco as pessoas à minha volta, porque eu nem sempre sou simpática, porque eu digo sempre o que penso - mesmo quando não devo - porque não sou por vezes o que as pessoas esperam que eu seja. Mas... como escreve a Alexandra na sua dedicatória "(...) se isto que nos uniu para te surpreender não é amor, não sei o que é amor."  E isto para mim é amor, no seu estado mais puro! Porque vocês - ou a maioria de vocês - não me conhece, não precisavam de o fazer para ficar bem na fotografia, não precisavam de o fazer para não parecer mal. Fizeram-no porque quiseram, porque sim. E estes actos espontâneos, aos quais não estou de todo habituada deixam-me sem palavras, deixam-me de lágrimas nos olhos e coração apertado. Porque eu que não sou de abraços, abraçaria cada uma e cada um de vocês com toda a força neste momento - calma, que eu uso umas pantufinhas fofas para os cascos não magoarem ninguém - e vocês estão todos tão longe... Por isso espero, de coração, que esta publicação sirva com um abraço bem apertado, como um beijo bem barulhento em cada uma das vossas bochechas - da cara obviamente, que eu sou Mula de respeito -  e que sintam o meu agradecimento. Porque, e repetindo-me mais uma vez, não há palavras para agradecerem o que vocês fizeram, e o que vocês me fizeram sentir!

 

 

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E... esqueçamos as palavras que não me vão levar a lado algum, porque como já repararam, não tenho jeito nenhum, e vamos andar aqui às voltas. Quero agora rebentar com as identificações do sapo! Cá vamos nós, que eu agora vou parecer aquelas senhoras que vão aos programas de televisão mandar beijinhos para a família que está no estrangeiro.

 

O meu muito obrigada à Caracol, que me disseram ser a mentora da ideia, e provavelmente a Dealer - da morada, seus malandros - cá do sítio. À Chic'Ana  e à minha sardinha pequenina Little Miss pelos vestidos de noiva lindíssimos que me desenharam. Chic'Ana.. AMEI O VÉU! Agora até fiquei com vontade de levar véu na vida real; à minha querida Fatia que pactuou com tudo isto e ainda me orientou com o carteiro - Vêem como até para mim não sou boa? Querem me trazer uma prenda, e o que é que eu faço? Quero dormir... Sou mesmo uma mulher indecente!Quero agradecer à Sofia por todo o carinho desde sempre; à Alexandra pelas palavras que me tocaram bem cá dentro; ao Silent Man que mentiu com quantos dentes tinha na boca a dizer-me que queria ganhar um carro, e que me ajudou imenso com isto do casamento, nem que fosse à distância, com os seus conselhos; à minha querida Vih que há muito é uma presença assídua no meu dia-a-dia; à Magda que já tem idade para ter juízo mas que é pior que todas nós juntas, a sério, muito obrigada pelas palavras Magda - porque acredito piamente que as discussões também fazem parte; à Maria das Palavras quer pelas palavras quer pelos mimões - é que aquilo ali em cima minha gente não são mimos nem miminhos, são mimões!!! - vamos aproveitar tudo o que temos direito; à Nay cujo conselho vou seguir à risca; à Drama Queen pelas bonitas palavras e presença; à Ana Rita por todo o carinho e palavras tão belas que me dedicou; à JP que mesmo de tão longe participou neste gesto tão fantástico; à Sou Toda Amor que me anima sempre com as suas palavras esteja onde estiver; à Girl que tem mais jeito para escrever o "o texto mais giro, fixe e fantástico do mundo" apesar de achar que não; ao Moralez que eu tanto tento irritar por gosto e que parece aqueles bonecos do sempre em pé, muito obriada Mór por tudo; à sua belíssima esposa, está claro, Psicogata muito obrigada pelo carinho e pelas palavras; à minha stalker de serviço e super fofa Sara por ter feito a surpresa na loja com a Little, e por ter participado nesta verdadeira obra de arte, e confirmo, não é gay... ou se for, acredita que disfarça muito bem, que em 13 anos nunca dei por nada, ahahahahaha; à minha primière JustSmile que ajudou a desencadear alguns acontecimentos blogosféricos e a quem eu posso certamente chamar amiga; à Bruxinha grávida mais sexy da bloga, e eu também espero ter muitos mulinhos, mas com um feitio mais da Mula, se não for pedir muito; à Kikas pelas belas palavras que me escreveu; à Nervoso Miudinho por ter embarcado nesta loucura e escrito tão belas palavras and the last one but not least, à minha querida Nathy, que me dedicou tão verdadeiras palavras e me ajuda a poupar na compra de livros Nathy muito obrigada!!

 

Tudo isto para vos dizer uma vez mais, que isto não são só blogs, e que eu sou a noiva mais feliz à face da terra, com um quadro lindo no meu móvel da sala, com postais lindíssimos com dedicatórias que me levaram às lágrimas! E todas as palavras deste mundo não são nada, para vos agradecer.

 

Sabem que mais... hoje apetece-me ser pindérica: Adoro-vos a todos e a todas! O meu muito obrigada por tudo!

Percepção da Mula sobre os blogs com gente dentro

Cheguei à blogosfera com a inocência de uma menina de 10 anos e com a ambição de ter meia dúzia de leitores mensais. Quando atingi este valor diário, foi a loucura, e hoje com 217 subscritores, ainda acho que há algum engano. Sim, muita gente virá ao engano e fica cá por engano. Ainda assim, são muito bem vindos e fazem da Mula uma pseudobloger muito feliz.

 

Entretanto, e passados mais de oito meses deste blog, a inocência terminou. Descobri que os blogs não são, afinal, diários online, porque as minhas folhas perfumadas cor-de-rosa nunca falaram comigo, e descobri também que há gente igual aos meninos que me atormentavam na primária. Meninos e meninas que empurram, que gozam e que apontam o dedo e vão fazer queixinhas à professora. Ah... Esperem, esta das queixinhas era eu! Dammit! 

 

A experiência e a atenção na blogosfera, permitem-me concluir que os blogs e a política diferem em muito pouco, e que tal como na política é mais fácil atacar o outro do que se defender a si. É mais fácil dizer o que o outro faz de mal, do que o próprio dizer o que faz bem. Isto para mim não é ser opinativo, isto para mim é o oposto de saber opinar. Acho que por esta razão existem tantos hate-blogs, que na minha humilde opinião, seriam os únicos que mereciam ser dizimados.

 

Percebo neste mundo blogosférico várias afiliações, quase políticas, que resultam em várias formas de escrever, mas acima de tudo, em várias formas de se relacionarem com os seus seguidores, ou então, e de acordo com a minha lógica, com os seguidores dos outros.

 

A meu ver, e antes de começar a apresentar casos mais concretos, há formas diferentes de blogar, não melhores, não piores, mas diferentes, e não acho que as pessoas devam modificar a sua forma de escrever ou a sua forma de se relacionarem com os seus leitores, porque A disse isto, ou porque B acha que deve ser diferente. Já dizia Alberto Caeiro:

Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.

 

Eu, tal como Caeiro, também escuto todos os pontos de vista sem os ouvir, os percebo sem os compreender realmente, porque são apenas diferentes pontos de vista, mas que no fundo é tudo mais ou menos a mesma coisa, porque o que importa aqui é definir os nossos propósitos, o que é realmente importante para nós, e o que queremos realmente ser e fazer, sem olhar o vizinho.

 

A minha constante observação, tem verificado que essas diferenças incomodam, que tal como na política, os de direita atacam e ofendem os de esquerda a título gratuito, e vice versa.

 

Mas então agora pergunto-vos, caso me saibam responder: Há maneiras certas e erradas de conduzir um blog? Há regras concretas, para além das do bom senso, para escrever um blog?

 

Tal como na música, no cinema e na literatura, considero que há espaço para todos nesta vida, nesta comunidade. E não me refiro aos que escrevem sobre música, aos que escrevem sobre literatura, e aos que escrevem para conseguir patrocínios. Porque isso... são tipos de blogs e não de blogers. Refiro-me aos que só dizem mal, refiro-me aos que atacam o tipo de relacionamento que cada bloger mantém com os seus seguidores, refiro-me até àqueles que não mantêm sequer contacto com os seus seguidores.

 

Sei que há quem critique o facto de os blogers não responderem aos comentários, porque... Sei lá porquê! Mas sei que há muitos blogers que optam por simplesmente não responder, e que essa atitude é vista como uma falta de respeito para com os seus seguidores, mas... lá terão os seus motivos, suponho. Não julgo quem o faz, mas compreendo, só não me identifico. 

 

Sei que há quem critique as longas conversas que se realizam por meios de comentários que origina uma lista infindável de comentários dos mesmos utilizadores que por sua vez transporta - quase sempre os mesmos, eu incluída - para a lista dos blogs mais comentados das últimas 24h, e porque, tal como indiquei, não compreendo quem opta por ignorar os comentários, eu não o consigo fazer, por isso, respondo a todos os comentários com todo o gosto, não para aparecer destacada, não para escancarar na cara das pessoas que sou desocupada, mas porque sou simplesmente assim. Aceito quem não o quer fazer por esta ou aquela razão. Aceito e não julgo.

 

Há ainda um intermédio, aqueles que acham que só alguns comentários, os que carecem de resposta, devem obter feedback, existindo assim segregação de subscritores e de comentários e originar que outras pessoas -  que comentaram com smiles, ou que não acrescentaram nada de útil à publicação - se sintam desvalorizadas, ainda que na realidade possa não existir muito que se possa dizer. Há até quem opte por não responder a pessoas que possuam uma opinião contrária para evitar o confronto, e aí não há hipóteses, são acusados de miaúfa, de cobardia, ou simplesmente de estupidez. Uma vez mais aceito, compreendo, só não me identifico.

 

Em suma, já se sabe, quem possua seguidores mais comunicativos, vai ter um maior número de comentários por post, face aos que têm seguidores mais calados. Mas, um seguidor calado não é melhor ou pior que um seguidor mais participativo, nem predita se a publicação teve mais ou menos qualidade - até porque nesta coisa dos blogs pessoais, a qualidade é muito relativa. Nem responder a todos os comentários é melhor ou pior do que não responder a nenhum, ou só a alguns. São apenas maneiras diferentes de fazer a mesma coisa: dar continuidade a um blog, e ser leitor de um blog.

 

Há diferentes leitores, diferentes comentadores, diferentes escritores, e sabem porquê? Porque existem pessoas diferentes!

 

Cada pessoa tem uma personalidade diferente, não melhor, não pior, mas diferente. Eu por exemplo, sou bastante participativa nuns blogs, e pouco participativa noutros, sou uma espécie de pseudobloger bipolar. E não quer dizer que uns escrevam melhor que outros, ou que escrevam coisas mais interessantes que outras. Apenas posso não ter nada a acrescentar, pode não me apetecer dizer nada... É raro, mas às vezes não me apetece falar, ou escrever, ou pronunciar-me acerca de coisas. A verdade é que leio muito mais do que comento.

 

Estou a cansar-vos com isto do melhor ou pior, não estou? Sinto que estou... bem... adiante!

 

Se acho que deveria existir um outro algoritmo que transportasse os blogs para os blogs quentes? Se calhar até acho.

 

Acho que o algoritmo das publicações mais comentadas deveria de ter como base o número de pessoas diferentes a comentar e não o número total de comentários. Mas isso também não iria originar que fossem sempre os mesmos a constar da lista? Claro que iria, e aí iria virar-se a grelha da sardinha e o problema já não seriam as conversas que se têm e não se deveriam ter em modo de comentário - como dirão alguns. Aí, uma vez mais iria atribuir-se a culpa ao Sapo, que tem as costas largas, "porque o Sapo destaca sempre os mesmos", o que transportaria sempre os mesmos para os blogs mais comentados, como já acontece.

 

Não há blogs perfeitos, não há blogers perfeitos, e não há algoritmos perfeitos. Não quero, espero que entendam, colocar o dedo na ferida, nem acusar A, B ou C, nada disso até porque também teria que me auto acusar, que por vezes também vejo coisas que considero injustas e me corrói a alma, mas uma vez mais parafraseando Caeiro, se as coisas fossem como eu quero, seriam apenas como eu quero, não seriam melhores, não seriam piores - bem piores se calhar até seriam... - seriam diferentes.

 

E porque este é um blog de desabafos, este foi só mais um...

Entretanto deixo-vos com o poema referido do Alberto Caeiro, com um pedido: Pensem nisto.

 

 

Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira,
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.

Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!

 

Alberto Caeiro (1925) in Poemas Inconjuntos

Agora já não há desculpa para perderem pitada

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E agora já podem receber os disparates que por aqui acontecem, via e-mail.

 

Vão ali àquela caixinha que diz "o seu e-mail" colocam lá o vosso e-mail, vão ao vosso e-mail validar a subscrição, et voilà, a Mula uma vez por dia envia-vos - de forma automática, não me irão dar qualquer trabalho - um e-mail com o que aconteceu por aqui nas última 24h.

 

E... podem ficar descansados que o sapo tem em conta as questões da privacidade, e nós, pessoas dos blogues, não fazemos a mínima ideia de quem nos subscreveu, mas só e apenas que nos subscreveu, só temos acesso a números - e não são os números de telefone. Por isso, agora já não há desculpas.

 

P.S.: Mesmo que a Mula tivesse acesso aos vossos números de telefone, nunca vos ligaria. A Mula odeia falar ao telefone.

O que me faz seguir um blog... | Desafio Aventureira

A Aventureira é uma querida, a Mula não merece assim tantos elogios... Mas como elogio batido não é recolhido (é assim não é?!), a Mula agradece o crédito recebido, e como combinado, fala um pouco sobre blogs, sobre o que a faz seguir um blog, sobre o que gosta ou não nos blogs. Não irei escolher nenhum em particular, porque sigo muitos e muito bons, e acho que poderá ser mais divertido falar assim no geral.

 

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A minha estadia aqui pelo mundo dos blogs é ainda muito recente e antes disso não tinha por hábito seguir blogs, lia-os, mais ao nível de beleza e lifestyle, quando procurava alguma informação em concreto, sobre cremes, vernizes e até mesmo sobre roupa e moda, mas aí, procurava nos blogs indiscriminadamente, através do google, e não pela qualidade e veracidade dos conteúdos apresentados. Com a chegada da Mula ao sapo, as coisas mudaram. Passei a seguir, diariamente um montão de blogs por tantas e variadas razões.

 

Gosto de blogs que me ensinem coisas e que me inspirem com belas histórias e emoções, mas gosto essencialmente de blogs que sejam próximos da terra, ou seja, que espelhem situações do dia-a-dia, que me façam rir, que me façam pensar, que me façam questionar a minha maneira de ver as coisas, ou seja, gosto de blogs que de alguma forma me toquem a alma. Gosto de blogs que me lembrem diariamente que somos todos mortais comuns e que coisas boas e más podem acontecer.

 

Gosto de uma escrita directa, sem papas na língua, gosto que falem de temas divertidos, gosto de decências e indecências, gosto de blogs como gosto da vida: divertidos e diversificados. Por exemplo adoro blogs com parvoíces, como é o caso dos famosos Por falar noutra coisa, o Quime(R)da e o Bumba na Fofinha. Fazem-me rir, não por só dizeres coisas parvas, mas porque dizem coisas parvas que acontecem realmente, no dia a dia. Gosto de humor.

 

E gosto, essencialmente de blogs bonitos. Se o conteúdo não agradar, nada feito, mas se o aspecto não agradar, o conteúdo tem que ser umas quatro ou cinco vezes melhor para que o siga. A verdade é que considero a parte visual muito importante, tal como um livro. Eu não consigo, por exemplo, ler um livro que se apresente muito velho, que tenha páginas já muito estragadas e que cheire a mofo, por mais interessante e bela que possa ser a história. Igualmente com a comida, se não tiver um aspecto minimamente agradável à vista, até pode ser bom, mas perco o apetite. Não tem de ser nada muito elaborado e cheio de design, até porque nem o meu é assim. Mas na minha opinião deve ter um layout simples, delicado e agradável e acima de tudo adequado ao tipo de conteúdo. Ainda assim, mesmo quando não gosto e o acho assim meio pindérico, não vou para lá gozar, e espalhar veneno. Nada disso. Sou contra os haters, se não gosto, não leio, não abro, não sigo. Haverá certamente quem goste e nunca se pode agradar a todos e a todas, por alguma razão temos, felizmente, gostos e objectivos bem diferentes.

 

É mais ou menos isto... Gosto essencialmente de blogs originais que espelhem um pouco do autor - anónimo ou não - no dia-a-dia do blog, porque só quando damos um pouco de nós é que podemos ser minimamente diferentes, dentro da igualdade e baixa criatividade que é ter um blog, quando se recebem estímulos e inspirações semelhantes.

 

E agora, só uma notinha: Sigo diariamente blogs que não comento e a minha ausência de comentário não significa ausência de leitura ou que seja mais ou menos interessante, só que quando não tenho nada a dizer, às vezes é preferível nada dizer do que inventar. E também é verdade que me sinto mais à vontade a comentar mais uns do que noutros... é como as casas dos amigos. Há algumas que me sento com modos e com cuidado, e noutras que me descalço e ponho os pés em cima do sofá à chinês, e não quer dizer que os outros amigos sejam menos amigos. É apenas uma questão parva inerente à condição da Mula! Mas no meu, faxabor descalcem-se à vontade e digam as parvoíces que pretenderem que aqui o curral tem tanto de chique como de pardieiro!

Blog & Facebook

Esta aventura começou no facebook. Quando decidi que queria rabiscar qualquer coisa, ou, diria melhor, recomeçar a rabiscar qualquer coisa, decidi criar uma página no facebook. Mas porque sou muito insatisfeitinha, a página não me enchia as medidas e uns dias depois, decidi assim criar o blog que acompanhasse a página. Basicamente no blog escrevia os textos maiores, e o facebook tinha a exclusividade das #curtasdodia. 

 

Entretanto, passei por uma fase que pensei em eliminar a página e dedicar-me exclusivamente ao blog... Sou uma pessoa um pouco baralhada, 'tá? A verdade é que sentia, e ainda sinto, sem dúvida, que o facebook é para pessoas que não gostam de ler... e a Mula escreve muito, como vocês tão bem saberão... A verdade é que andava pelo caminho errado, e começava a frustrar-me porque ninguém punha like nas minhas coisinhas... e comecei a pensar "se estás a escrever para os likes, daqui a uma semana nem blog, nem página, e estás internada ali numa clínica qualquer...". Foi assim que percebi que primeiro eu, depois os outros. Eu gosto, se os outros gostarem tanto melhor, se não gostarem, problema deles. Eu realmente escrevia para mim, sempre escrevi para mim. Há montes de textos perdidos - e alguns, escondidos mesmo... - nas gavetas cá de casa. A verdade é que quando deixei de escrever nos diários, passei a escrever em folhas soltas apenas para aliviar o stress. Quantos não terão ido para o lixo... 

 

Adiante.

 

Escrevi um texto de encerramento da página, explicando os meus motivos, e coiso e tal... E estive umas boas semanas sem lá pôr os pés... basicamente até me esquecer daquilo. Porque o facebook estava-me a corromper a alma, e eu sou contra a corrupção. Mas de um momento para o outro, até porque nunca retirei a indicação do facebook do blog, o número de seguidores da página aumentou. E pensei "bem, mas esta gente é doida, está a vir tudo ao engano... então não vêm que a página morreu?" E foi assim que, porque sou uma vendida, decidi reabrir a página... Mas de um modo um pouco diferente, agora. 

 

Então, blog & facebook, têm a mesma coisa?

 

É mais ou menos isso, mas não é bem assim. Os textos aqui publicados, são automaticamente divulgados na página do facebook - antigamente ainda me dava ao trabalho de fazer um textinho de apresentação, ou de retirar a parte que para mim era mais bonita do texto e pôr no comentário do texto, mas já não me dou a esse trabalho, ok? É publicar aqui e aparecer directamente lá, sem espinhas nem entraves -, mas o blog tem alguns textos exclusivos, como é o caso da rubrica #eu já..., e a página do facebook, tem uma rubrica que só é publicada lá. Para quem gostar, aqui fica a publicidade: a rubrica exclusiva da página chama-se #tesourinhos... e é diária. Todas as noites, publico uma música antiga, até agora todas portuguesas, mas que provavelmente estenderei às músicas estrangeiras.

 

Como sabem adoro música, no meu perfil pessoal passava a vida a divulgar música, e então pensei: "porque não?" e assim é. Todas as noites, uma nova música entra pelas páginas do facebook de quem segue a página.

 

Sentimento sincero? Pouco me importa se alguém vê, se alguém ouve, se além "me faz um like", Mas fico feliz quando alguém adere, está claro. Mas a verdade é que fico feliz apenas por fazer uma coisa que gosto - passar música -, quem quiser me acompanhar, vem muito bem vindo, e será bem recebido, é simples, e é só carregar aqui na imagem:

 

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Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.