Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Desafio de Natal | Natal dos Pássaros #3

 

E é incrível como continuo a responder a este desafio a umas excelentes horas, mas a verdade é que ainda não me consegui sentar ao PC e agendar um post. Aliás estou em pânico. Uma nova semana vai começar e tenho 0 post's agendados. Pânico. Pânico.

 

Adiante.

 

Conta-nos episódios engraçados que se tenham passado no Natal contigo ou com a tua família.

 

Não me recordo de nada propriamente engraçado no Natal. Há apenas uma situação - que acontecia anualmente - e que hoje sinto vontade de rir, mas confesso que na altura não sentia vontade nenhuma.

 

Quando era pequena ia sempre passar o Natal à aldeia, que é só assim uma terra gelada, na casa da minha avó que era só assim uma casa antiga por onde entrava ar por todo o lado. Lembro-me então de ficar espalmada debaixo dos cobertores, que eram vários - imensos - que a minha avó fazia questão de me pôr por cima, mas que isso não aquecia nada, apenas fazia peso e eu ficava espalmada sem me conseguir mexer, acordada toda a noite, desconfortável por estar frio, por não conseguir mudar de posição sem parecer que estava numa camisa de forças e ainda por cima a sofrer de fazer xixi, porque a casa de banho era lá fora, e obviamente ninguém se atrevia a ir à casa de banho depois do sol se pôr.

 

Passar  o Natal em Trás-os-Montes há muitos, muitos anos, era assim. Uns anos mais tarde os natais passaram a ser em casa da tia, que já tinha uma casa com todas as comodidades e já dormia tranquilamente, sem frio, e sem morrer espalmada contra a cama.

 

E vocês? Recordam algum episódio engraçado em família no Natal?

____________________________________________

Vê quais foram os melhores natais para os restantes pássaros: MagdaJust_SmileAlexandraSilent Man e Caracol.

Sapos do Ano 2017

Sapos do Ano.png

 

Ah pois é! Não ganhamos - nós todos, malta vizinha aqui do nosso amigo anfíbio - os blogs do ano mas ainda vamos a tempo, quiçá, de ganharmos os Sapos do Ano 2017!

 

Não sabem o que é?

 

Então muito resumidamente: Magda à revelia do Sapo - ainda vais receber uma multa em casa por infâmia, mas é! - decidiu lançar uma ideia para um concurso que visa premiar - virtualmente, não há cá tostões nem plaquinhas de vidro envolvidas ok? - os blogs reais de gente real que diariamente - tu, eu, nós, vós e ela pois claro - visitamos e que ocupam uma parte da nossa vida com a vida deles.

 

 

As categorias são: Opinião, Humor, Livros, Moda, Poupar, Música, Fotografia, Comida, Família e Generalista e vocês podem escolher os vossos blogs favoritos para cada uma destas categorias. Depois os cinco blogs mais nomeado para cada categoria vão a votação de todos os que quiserem participar e o mais votado em cada categoria ganha. E para nomear basta responder a esta publicação ou enviar um email para a Magda - magda.pais@gmail.com - com as nomeações. Simples?

 

Nada simples e não perceberam nada do que eu disse? Está tudo aqui explicado e bem explicado.

 

E tu, já nomeaste o teu blog favorito para os Sapos do Ano 2017?

Blogs do Ano

Desafio-vos a encontrarem as diferenças... Se conseguirem.

 

Nível de dificuldade: Máximo. 

 

IMG_20171115_002839.png


O ano passado não me pronunciei propriamente sobre este pseudoconcurso, dei o benefício da dúvida apesar das fracas surpresas. Este ano fiquei realmente surpreendida... Confesso que na minha inocência, achava que o mesmo blog não poderia ganhar segunda vez (e até o grande vencedor do ano passado concorda comigo), estava por isso curiosa com esta segunda edição. Sei lá, para mim isto que aconteceu, equivale aos Ídolos irem sempre os mesmos concorrentes e ganharem sempre os mesmos, ou serem sempre os mesmos músicos a concorrer ao Festival da Canção...  Para mim não faz sentido. Mas aqui, obviamente,  não importa o que a Mula acha, nem o que faz sentido à Mula, se não o que faz realmente sentido a quem criou o dito. E pelos vistos fará sentido a alguém. 

 

Muitos irão acusar-me de inveja, outros irão certamente concordar comigo, mas o que eu pretendo aqui não é reunir consensos, nem criar conflitos, pretendo apenas uma breve reflexão.

 

Não quero debater propriamente os blogs vencedores, nem exaltar-me ou criar celeuma pelo facto de os blogs vencedores serem os mesmos dois anos consecutivos, vá, não são em todas categorias, mas 6 em 10 categorias mantiverem o blog vencedor... E outras duas categorias foram filhas únicas. Ou seja. Das 8 categorias comuns aos dois anos, seis vencedores iguais. (Deixei os vlogs de fora já que são categorias apenas deste ano). Seis em oito parece-me gritante, escandaloso e absurdo. Isto, sem falar que a grande vencedora, venceu fora da categoria. Vocês sabem como eu adoro a Bumba na Fofinha, já tinha falado disso aqui mas há muito que o seu blog no WordPress deixou de existir. Por isso a Bumba é youtuber, facebooker, vloger, o que quiserem chamar.... Mas bloger não é efetivamente. Parece-me tudo demasiado ao lado. 

 

Não, a Mula não andava já a esfregar as mãos, porque obviamente nunca teve qualquer hipótese. A Mula pode ser revoltada mas tem perfeita consciência da sua insignificância, sabe perfeitamente que é uma pequena gotinha (pequena e "inha" que é para verem mesmo como é minúscula) e por isso nunca se viu se quer a ser nomeada quanto mais vencedora.  Além do mais não há tão pouco, categoria onde a Mula se insira. Mas a gotinha da Mula lê blogs. E acreditem: há tanto mais que isto... 

 

Mas adiante, que como já disse aqui o meu propósito não é propriamente discutir vencedores e vencidos.

 

A minha questão é só e apenas uma: Se não há concorrência - e está visto que apesar dos milhares de blogs existentes, não há concorrência - faz sentido manter um concurso nestes moldes?

 

Manter este concurso de Blogs do ano não será o mesmo que realizar eleições na Coreia do Norte?

 

E em jeito de protesto, hoje, e pela primeira vez em dois anos e meio, não há curta do dia.

 

 

P.S. Um minuto de silêncio por cada blog mesmo bom que nunca teve hipóteses neste concurso.

Isto dos blogues é uma coisa estranha...

Partilhamos histórias com estranhos. Abrimos as portas da nossa vida a pessoas que não fazemos ideia de como são. Preocupamo-nos com pessoas que nunca vimos. Amarfanhamo-nos com histórias que nunca assistimos. Perguntamo-nos por pessoas que nunca conhecemos. 

 

Oferecemos o ombro a almas sem rosto. Choramos tantas vezes em ombros sem forma. Sentimos a ausência de quem nunca esteve realmente e fisicamente presente. 

 

Isto dos blogues é uma coisa estranha... Fazemos parte da vida uns dos outros, conhecendo mais, do que tantos que connosco dividem o mesmo espaço e respiram o mesmo ar, e se for preciso cruzamo-nos diariamente nas ruas sem nos reconhecermos. 

 

Isto dos blogues é uma coisa realmente estranha...

Um fantástico chá!

Voltei a tomar um delicioso chá no confortável sofá da Sofia do blog La Principessa e enquanto isso falamos um pouco sobre mim, que já sabem... A Mula é um pouco egocêntrica, mas shiu não digam a ninguém, que acho que quase não se nota. 

 

Quem já foi ver a entrevista que a Principessa fez aqui à Mula? 

 

IMG_20170418_122538.png

 

Ide lá, ide! 

 

Obrigada uma vez mais Sofia, por todo o carinho com que sempre me acolhes! 

Follow Friday: Blog de Algo

O que é que a Mula gosta no Blog de Algo?

Simples, simples, é real, tem algum mau humor, sarcasmo e acima de tudo, muita piada, escrito por alguém real para pessoas reais.

 

É dos blogs mais antigos ao qual me mantenho fiel porque me identifico muito com o que por lá é escrito! E não tomem a menina por mal-educada que ela responde sempre, às vezes tipo no ano seguinte - ahahahahah brincadeira! -, mas responde sempre!

 

'Bora lá dar Oi à Alexandra! [É só carregar na imagem que eu estou umas mãos largas de facilidades!]

 

Sem Título.png

 

A minha opinião vale o que vale, mas é minha!

Ontem a Psicogata falava da falta de bom senso dos comentários, e lembrei-me do quão irritante é receber comentários desagradáveis e mal educados a publicações que com tanto carinho escrevemos, essencialmente àquelas que nos saem da alma e são tão pessoais, já para nem falar daqueles que comentam sem terem lido o texto todo até ao final, sob pena de tudo o que leram ter sido num tom sarcástico e não terem por isso compreendido nada.

 

Há textos que escrevemos que sabemos que vão dividir opiniões e vão criar discussão, que atire a primeira pedra quem nunca o fez propositadamente. No entanto, efetivamente há muitos outros que nada o faziam prever e são esses, curiosamente, os que albergam maior número de comentários depreciativos, apenas porque sim. Porque será? Não me refiro a nenhuma publicação específica, nem apenas às minhas publicações. Vejo o mesmo por esta bloga fora.

 

Custa-me, e por isso também vivo as dores dos outros, quando uso o blog para desabafar e vem um ou outro energúmeno ridicularizar a situação, os meus sentimentos. Ainda assim, tenho noção de que isso faz parte dos riscos de escrever para um público que se desconhece e para uma dimensão que rapidamente nos pode sair do controlo. A verdade é que quando uma publicação nossa é destacada, perdemos a noção da dimensão daquelas palavras. Muitas das vezes há até um ressoar desfigurado daquelas palavras e repetido por gente desprovida de bom senso e coração, de forma totalmente contrária. Sabem aquela lengalenga de "tudo o que disser, poderá e será usado contra si"? Aqui não poderia ter melhor aplicação.

 

Não me estou a queixar, não me leiam em tom de reclamação, que quem está mal muda-se e eu poderia optar por escrever em folhinhas que depois queimaria na lareira - e olhem que ela agora é usada sem descanso - ou então em documentos word que depois gravaria em cd's - agora a sério, isso ainda existe? - e esconderia pela casa, como tantas vezes fiz. Não! Mesmo perdendo o limite das minhas palavras, mesmo perdendo-lhes por vezes até o rasto, por aqui continuarei a ser aquela que sempre fui, sem filtros - vá às vezes uso o Lark, o Juno e o Ludwig* não me levem a mal - e com apenas uma pitada - uma pitadinha só - de bom senso e auto-censura. Eu não permito que o outro limite a minha liberdade, a partir do momento em que a minha liberdade não prejudica ninguém.

 

“O que vale não é o quanto se vive, mas como se vive… disse um dia Martin Luther King. Por isso vou gritar, berrar, chorar, ou corro o risco de não viver o suficiente para ser feliz. Um conselho de Mula: Não deixem que alguém vos cale a voz que é suposto vos libertar!

 

Sonhemos, que sonhar é a maior dádiva que nos deram e ninguém nos pode negar! Fujamos daqueles que nos amordaçam, nos prendem e nos humilham! Porque se nos fizeram fortes e livres para que pudéssemos andar sobre os nossos pés e trabalhar com as nossas mãos, então é porque nos devemos fazer valer, porque também temos valor.

 

Sou assim, gosto de me libertar, porque não é em cativeiro que as abelhas espalham o pólen, é necessário que estejam livres e que as deixem fazer o seu trabalho, para que a Primavera continue a existir. Do mesmo modo, eu tenho necessidade de me expressar, de partilhar ideias e convicções, porque é isso que me permite evoluir enquanto pessoa.

 

Então Mula, porque permites os comentários no teu blog?

É necessário haver confronto de ideias para que minhas teorias, mesmo as alucinadas, se possam fortalecer e por isso, não devemos temer a nossa opinião, devemos dá-la sempre. É nossa! Porém, sem nunca nos esquecermos que “A nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros” e por isso, mesmo que não concordemos com os outros, devemos respeitá-los e arranjar argumentos que nos apoiem, sem nunca recorrermos à censura, ao insulto, à violência. E é aqui que entram vocês: eu adoro quando respeitosamente me contrariam para colocarem à prova o meu poder de contra-argumentação.

 

Martin Luther King teve um sonho e morreu a lutar por ele. Esse sonho custou-lhe a vida, é um facto, porém contribuiu em muito para a evolução dos direitos humanos, poupando, certamente, a vida a muitos outros homens. Como ele próprio disse “Se não estás pronto para morrer por alguma coisa, não estás pronto para viver”. Foi graças à liberdade de expressão que evoluiu a ciência, a medicina e até mesmo a política. Pelo mundo, pelos nossos direitos, gritemos sempre que necessário!

 

E lembrem-se liberdade de expressão é emitir opiniões fundamentadas, não é acusar, humilhar e cuspir em cima dos outros, mas se não mostrarmos paixão nas nossas ações, nas nossas palavras, então é porque se calhar não estamos a viver convenientemente.

 

A nossa opinião vale o que vale, mas é nossa, e se é o nosso blog, então não a devemos subestimar nunca. E como dizia o Paulito - lembram-se do Paulito? - Deita cá pra fora!

 

*Nomes de filtros do instagram.

Isto não são só blogs #2

1482483865348.jpg

Porque se fossem só blogs, da Chic e da Maria teria recebido um par de meias velhas e rotas e nunca me dirigiram tão ternurentas palavras.

 

Se isto fossem só blogs, a Paula e a Vih nunca teriam deixado esta coração mole com a lágrima ao canto do olho,  pela surpresa, pelas palavras, pelos atos e diria até, por omissões.

 

Adoro surpresas! Obrigada por tudo gente! Se eu continuava a existir sem vocês, claro que sim, mas nunca, nunca, nunca, em tempo algum seria a mesma coisa. 

 

Eu tenho os melhores seguidores desta blogosfera e arredores! 

 

Bem sei que nem sempre estou presente como gostaria em cada espaço vosso mas é por falta de disponibilidade não por falta de vontade. Dizer-vos ainda que cada mimo não foi o meu verdadeiro presente de Natal, o meu verdadeiro presente de Natal foram vocês, que cada uma à sua maneira me enche o coração e alma e me preenchem até os dias mais cinzentos. 

 

Agora a sério: Do fundo do meu coração, obrigada!

Se todos ajudarem com uma migalha...

... Conseguimos, entre todos, construir um bolo!

 

Por muito que eu gostasse muito de aumentar a minha estante e de receber um suporte de livros, a verdade é que quero muito, muito, muito que vocês ajudem outros patudos e patudas a serem um poucochinho mais felizes, dentro do que é possível ser-se feliz numa associação.

 

Por isso vá lá, com 2€ apenas vocês podem habilitar-se a ganhar o livro A Serpente de Clive Cussler, um suporte de livros, e o melhor de tudo, e sem sorteio, ajudam a Movimento Animal na sua árdua tarefa, que é cuidar diariamente de 40 animais.

 

Sem Título.png

 

Passem lá pelo cantinho da Magda para verem como participar.

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.