Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Um fantástico chá!

Voltei a tomar um delicioso chá no confortável sofá da Sofia do blog La Principessa e enquanto isso falamos um pouco sobre mim, que já sabem... A Mula é um pouco egocêntrica, mas shiu não digam a ninguém, que acho que quase não se nota. 

 

Quem já foi ver a entrevista que a Principessa fez aqui à Mula? 

 

IMG_20170418_122538.png

 

Ide lá, ide! 

 

Obrigada uma vez mais Sofia, por todo o carinho com que sempre me acolhes! 

Follow Friday: Blog de Algo

O que é que a Mula gosta no Blog de Algo?

Simples, simples, é real, tem algum mau humor, sarcasmo e acima de tudo, muita piada, escrito por alguém real para pessoas reais.

 

É dos blogs mais antigos ao qual me mantenho fiel porque me identifico muito com o que por lá é escrito! E não tomem a menina por mal-educada que ela responde sempre, às vezes tipo no ano seguinte - ahahahahah brincadeira! -, mas responde sempre!

 

'Bora lá dar Oi à Alexandra! [É só carregar na imagem que eu estou umas mãos largas de facilidades!]

 

Sem Título.png

 

A minha opinião vale o que vale, mas é minha!

Ontem a Psicogata falava da falta de bom senso dos comentários, e lembrei-me do quão irritante é receber comentários desagradáveis e mal educados a publicações que com tanto carinho escrevemos, essencialmente àquelas que nos saem da alma e são tão pessoais, já para nem falar daqueles que comentam sem terem lido o texto todo até ao final, sob pena de tudo o que leram ter sido num tom sarcástico e não terem por isso compreendido nada.

 

Há textos que escrevemos que sabemos que vão dividir opiniões e vão criar discussão, que atire a primeira pedra quem nunca o fez propositadamente. No entanto, efetivamente há muitos outros que nada o faziam prever e são esses, curiosamente, os que albergam maior número de comentários depreciativos, apenas porque sim. Porque será? Não me refiro a nenhuma publicação específica, nem apenas às minhas publicações. Vejo o mesmo por esta bloga fora.

 

Custa-me, e por isso também vivo as dores dos outros, quando uso o blog para desabafar e vem um ou outro energúmeno ridicularizar a situação, os meus sentimentos. Ainda assim, tenho noção de que isso faz parte dos riscos de escrever para um público que se desconhece e para uma dimensão que rapidamente nos pode sair do controlo. A verdade é que quando uma publicação nossa é destacada, perdemos a noção da dimensão daquelas palavras. Muitas das vezes há até um ressoar desfigurado daquelas palavras e repetido por gente desprovida de bom senso e coração, de forma totalmente contrária. Sabem aquela lengalenga de "tudo o que disser, poderá e será usado contra si"? Aqui não poderia ter melhor aplicação.

 

Não me estou a queixar, não me leiam em tom de reclamação, que quem está mal muda-se e eu poderia optar por escrever em folhinhas que depois queimaria na lareira - e olhem que ela agora é usada sem descanso - ou então em documentos word que depois gravaria em cd's - agora a sério, isso ainda existe? - e esconderia pela casa, como tantas vezes fiz. Não! Mesmo perdendo o limite das minhas palavras, mesmo perdendo-lhes por vezes até o rasto, por aqui continuarei a ser aquela que sempre fui, sem filtros - vá às vezes uso o Lark, o Juno e o Ludwig* não me levem a mal - e com apenas uma pitada - uma pitadinha só - de bom senso e auto-censura. Eu não permito que o outro limite a minha liberdade, a partir do momento em que a minha liberdade não prejudica ninguém.

 

“O que vale não é o quanto se vive, mas como se vive… disse um dia Martin Luther King. Por isso vou gritar, berrar, chorar, ou corro o risco de não viver o suficiente para ser feliz. Um conselho de Mula: Não deixem que alguém vos cale a voz que é suposto vos libertar!

 

Sonhemos, que sonhar é a maior dádiva que nos deram e ninguém nos pode negar! Fujamos daqueles que nos amordaçam, nos prendem e nos humilham! Porque se nos fizeram fortes e livres para que pudéssemos andar sobre os nossos pés e trabalhar com as nossas mãos, então é porque nos devemos fazer valer, porque também temos valor.

 

Sou assim, gosto de me libertar, porque não é em cativeiro que as abelhas espalham o pólen, é necessário que estejam livres e que as deixem fazer o seu trabalho, para que a Primavera continue a existir. Do mesmo modo, eu tenho necessidade de me expressar, de partilhar ideias e convicções, porque é isso que me permite evoluir enquanto pessoa.

 

Então Mula, porque permites os comentários no teu blog?

É necessário haver confronto de ideias para que minhas teorias, mesmo as alucinadas, se possam fortalecer e por isso, não devemos temer a nossa opinião, devemos dá-la sempre. É nossa! Porém, sem nunca nos esquecermos que “A nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros” e por isso, mesmo que não concordemos com os outros, devemos respeitá-los e arranjar argumentos que nos apoiem, sem nunca recorrermos à censura, ao insulto, à violência. E é aqui que entram vocês: eu adoro quando respeitosamente me contrariam para colocarem à prova o meu poder de contra-argumentação.

 

Martin Luther King teve um sonho e morreu a lutar por ele. Esse sonho custou-lhe a vida, é um facto, porém contribuiu em muito para a evolução dos direitos humanos, poupando, certamente, a vida a muitos outros homens. Como ele próprio disse “Se não estás pronto para morrer por alguma coisa, não estás pronto para viver”. Foi graças à liberdade de expressão que evoluiu a ciência, a medicina e até mesmo a política. Pelo mundo, pelos nossos direitos, gritemos sempre que necessário!

 

E lembrem-se liberdade de expressão é emitir opiniões fundamentadas, não é acusar, humilhar e cuspir em cima dos outros, mas se não mostrarmos paixão nas nossas ações, nas nossas palavras, então é porque se calhar não estamos a viver convenientemente.

 

A nossa opinião vale o que vale, mas é nossa, e se é o nosso blog, então não a devemos subestimar nunca. E como dizia o Paulito - lembram-se do Paulito? - Deita cá pra fora!

 

*Nomes de filtros do instagram.

Isto não são só blogs #2

1482483865348.jpg

Porque se fossem só blogs, da Chic e da Maria teria recebido um par de meias velhas e rotas e nunca me dirigiram tão ternurentas palavras.

 

Se isto fossem só blogs, a Paula e a Vih nunca teriam deixado esta coração mole com a lágrima ao canto do olho,  pela surpresa, pelas palavras, pelos atos e diria até, por omissões.

 

Adoro surpresas! Obrigada por tudo gente! Se eu continuava a existir sem vocês, claro que sim, mas nunca, nunca, nunca, em tempo algum seria a mesma coisa. 

 

Eu tenho os melhores seguidores desta blogosfera e arredores! 

 

Bem sei que nem sempre estou presente como gostaria em cada espaço vosso mas é por falta de disponibilidade não por falta de vontade. Dizer-vos ainda que cada mimo não foi o meu verdadeiro presente de Natal, o meu verdadeiro presente de Natal foram vocês, que cada uma à sua maneira me enche o coração e alma e me preenchem até os dias mais cinzentos. 

 

Agora a sério: Do fundo do meu coração, obrigada!

Se todos ajudarem com uma migalha...

... Conseguimos, entre todos, construir um bolo!

 

Por muito que eu gostasse muito de aumentar a minha estante e de receber um suporte de livros, a verdade é que quero muito, muito, muito que vocês ajudem outros patudos e patudas a serem um poucochinho mais felizes, dentro do que é possível ser-se feliz numa associação.

 

Por isso vá lá, com 2€ apenas vocês podem habilitar-se a ganhar o livro A Serpente de Clive Cussler, um suporte de livros, e o melhor de tudo, e sem sorteio, ajudam a Movimento Animal na sua árdua tarefa, que é cuidar diariamente de 40 animais.

 

Sem Título.png

 

Passem lá pelo cantinho da Magda para verem como participar.

O perigo de não conhecer

Habitualmente, quando somos destacados na página principal do Sapo, é habitual recebermos comentários de pessoas que não nos seguem diariamente, e que apenas devido ao destaque visitaram o nosso blog. Recebemos por isso comentários de pessoas que não conhecemos e que não nos conhecem.

 

Às vezes esses comentários são bons, outros nem tanto. Mas a questão nem tão pouco se prende pela simpatia (ou falta dela) dos comentários, que isto é como quando se anda à chuva... Às vezes molhamos as botas velhas que têm um buraco à frente e molhamos os pés. Prende-se com o facto de muitos fazerem figuras de urso - literalmente - por acharem que conhecem a personagem que ali se encontra apenas com uma única publicação* e fazerem acusações - às vezes graves - de situações que não fazem nem ideia. Nem os seguidores habituais conhecem verdadeiramente quem se encontra atrás do pano, quanto mais esses Srs. Sabichões - modelos de perfeição - que aparecem vindos do nada, sabe-se lá porquê e com quem. A questão aqui nem é a ofensa, porque não ofendem se não servir a carapuça, mas tanta estupidez enerva-me e causa-me urticária. É como aquelas pessoas que têm medo de gastar os piscas da sua viatura, na estrada... Muitas vezes não temos nada a ver com isso, mas pronto, enervamo-nos porque nos fazem perder tempo. O caso é o mesmo.

 

Não deixo de me rir quando recebo acusações que não interiorizo porque não me pertencem. Mas é um riso nervoso, já me coçando toda, porque me fazem perder tempo e pensar numa resposta que os mantenha mais um bocado no blog para me ajudarem a ascender aos mais comentados do dia (#sóquenão). Já fui acusada de menina mimada, de pertencer a uma elite - ai quem me dera -, de arrogante - talvez um pouco, depende muito dos dias, sim? Perspicazes estes meus leitores - e até... Imaginem só... De ignorante. Está certo, se calhar ignorante sou bastante, vamos lá então riscar este último ponto da lista. Só me falta acusarem que ando no truca-truca com o sapo e vá lá, a sério... Zoofilia é que não, tudo menos isso, que eu não tenho Aires no nome e as relações incestuosas - já que sou parente próximo de qualquer animal - também não me seduzem que não ambiciono reproduzir uma versão mais indecente dos Maias.

 

Já sei que haters gonna hate e por aí em diante, mas não deixa de ser triste alguém dar-se ao trabalho de desatar ao estalo, só porque acordou com o pé de fora, só porque aquela publicação foi tida como uma ofensa pessoal - quando na maioria das vezes não o é - ou então porque simplesmente odiou... Acredito que aquilo que leva alguém a destilar ódio contra desconhecidos seja o mesmo que leva conhecidos a comentarem por bem... É no fundo, só e  apenas o querer conversar e discutir pontos de vista, mas... Sobre diferentes pontos de vista até porque dizem que todos têm direito à vida e à liberdade de expressão e tretas desse género. Não deixo de estar de acordo, mas também não assino por baixo.

 

Tudo isto para dizer a esses senhores (e senhoras, que esta coisa do ódio não escolhe sexos) apenas uma coisa: Não me atingem a alma... Só me atingem os nervos. Mas podem continuar a tentar, porque como me ensinaram entretanto, e dizem que devemos ouvir a voz da sabedoria: "antes que digam mal de mim que me ignorem!"

 

Mas agora a sério, eu estou a marimbar-me para aqueles que não vão com as letras que escrevo, mas há quem não seja assim... Há quem se melindre. É perigoso acusar quem não se conhece. E acho que ninguém quer viver com um suicídio ou outro na consciência.

 

P.S.: Fiquei agora a pensar naquela questão da elite... Acho que criar a Elite dos Pobres era excelente e iria levantar a auto-estima de muita gente. 

 

 _____________________________________________________

*Leiam só mais três ou quatro publicações para fazerem o despiste, se for mais do mesmo aí têm a minha bênção para partirem para o insulto. Mas só e apenas nesse caso.

Blogs para principiantes - Dicas para novos bloggers

Blogs para principantes.jpg

 

E para assinalar um ano de blog, acho que posso dar dicas a novos bloggers, assim do alto da minha sabedoria e categoria (not). Claro que continuo a ser a mesma blogger que nada sabe, do início, mas, um ano é qualquer coisa. Num ano errei muito mas também aprendi muito. Num ano vi muita coisa (e li ainda mais), muitas guerras, muitos textos bem escritos, e outros nem tanto. Vi muitos blogs que vieram e foram e muita gente que desapareceu sem deixar rasto. Num ano segui muitos blogs, e deixei de seguir outros tantos, porque as pessoas mudam, os meus gostos mudam, os gostos dos outros mudam e as compreensões acerca dos blogs mudam. Continuo a não perceber nada de blogs, e muita coisa continua a ultrapassar-me e a causar-me urticária. Mas, acho que após um ano de blog já me é permitido emitir uma opinião sobre o que eu acho disto dos blogs - como eu acho que deveriam de ser, na esperança de ajudar aqueles que acabam de chegar à blogosfera, inocentes, com alguns conselhos úteis (ou não) sobre como ter um blog com o mínimo de interesse para o público. No fundo, mais do que dicas, é só uma opinião, meramente uma opinião, mas que acho será uma opinião que poderá ajudar alguém a não cometer alguns erros, que eu (apenas eu) acho desnecessários.

 

 

1. Definir um propósito

Antes de se criar um blog, deve-se tentar perceber o motivo de se querer um blog e como tal, é importante definir que tipo de blog pretendem. Não se deve ter um blog só porque está na moda e até é giro. Deve-se querer ter um blog, porque este deve dar acima de tudo satisfação pessoal. É para divulgar algum conhecimento que possuem? É um blog de moda? Ou é antes um de culinária? É um blog com as vossas parvoíces do dia-a-dia e por isso um blog generalista e pessoal? Ou é apenas para comentarem questões da actualidade? Não que não possam misturar alhos com bugalhos, mas pode ajudar a que os vossos seguidores compreendam o que vêm cá fazer e perceberem - ou não - se gostam - ou não - do que vocês escrevem. Por exemplo: Se calhar, se uma blogger que se define como uma blogger de moda de repente publicar um texto sobre uma queda sua numa sarjeta, se calhar isso é muito pouco fashion e ficará estranho, mas isto sou eu, porque quem a segue não é isso que quer ver ou ler, quer ver as tendências, quer saber que cremes usar e que roupa vestir no baptizado do filho da melhor amiga. No entanto, acho que um blog pode ser variado, sem prejuízo para quem o escreve ou lê, aliás o meu é do mais variado que há - tem contos, viagens, parvoíces, música - mas acho que devem existir determinada linhas condutoras, caso contrário pode ficar confuso.

 

Devem escrever porque vocês gostam, sobre um tema que vos dê prazer, até porque só quando vocês gostam do que escrevem é que os outros poderão também gostar. Sejam acima de tudo verdadeiros, não tentem copiar ninguém, ainda que possam admirar A, B ou C. É muito fácil hoje em dia detectar plágios, não caiam nesse erro, se não têm inspiração não escrevam, o silêncio é melhor que copiar os outros. Cada blog deve ser único e só pode ter algum lugar neste espaço se for verdadeiro. A diferença é que poderá marcar presença.

 

 

 

 

 

2. A aparência do blog

É consensual por entre diversos bloggers - ou pessoas que têm um blog, que para mim é muito mais sonante - que o aspecto importa. A verdade é que os olhos também comem e até podem ter o melhor conteúdo do mundo, mas se o escreverem em fundo preto com letra vermelho vivo, os meus olhos não vão gostar e o mais provável é que, como eu, vários leitores vão fechar a janela sem ler o que escreveram. Por isso tenham um blog com um aspecto simples, bonito, sem grandes artefactos, e acima de tudo que vos defina. Evitem colocar música - só um conselho, é bastante irritante - e lembrem-se que menos é mais. Criem um avatar - mesmo que seja uma foto vossa - que defina o blog e que vos defina enquanto blogger. Se estiverem sempre a mudar de avatar é mais complicado que as pessoas associem os comentários ao blog, e vocês certamente não querem que estejam sempre a perguntar "mas quem é este/esta?". Devem também ter uma escrita cuidada, e evitar erros ortográficos. Ninguém vos pede para serem exímios a escrever, até porque é um blog, não um livro, mas passar aquele "ABC" que jaz na barra de ferramentas do blog, nunca matou ninguém, usem e abusem do corrector ortográfico.

 

keep_it_simple_.jpg

 

 

 

3. Moderem as expectativas

Não foi o meu caso com este blog, porque não foi o primeiro blog que tive, mas é muito normal quando se cria um blog, achar que vamos, logo, imediatamente, ter imensos leitores, várias marcas a contactarem-nos para falarmos sobre elas e que vamos ser super populares e as próximas pipocas. Mas na realidade, quando vocês criam um blog ninguém sabe que vocês existem, por isso o ideal é irem com calma e não acharem que isso vai acontecer assim de repente, porque não vai. Por isso, voltamos ao ponto um, sejam verdadeiros, tenham um blog porque gostam, porque vos dá prazer e não porque querem algum tipo de protagonismo ou atenção, porque provavelmente nos primeiros meses vocês vão estar literalmente a falar para o boneco, e se não o fizerem por gosto, então esqueçam, não vos dou nem meio ano para abandonarem o espaço.

 

Se estiverem a criar o vosso blog na plataforma do Sapo, verão que existem várias formas de terem o blog destacado: Através dos destaques, dos mais lidos, dos mais comentados, e afins. Outro conselho: esqueçam isso. Não se foquem nesse tipo de destaques porque como terão oportunidade de verificar, um destaque, um post mais lido e até um dos mais comentados, nada diz acerca da qualidade do conteúdo do dito. Verão bons e maus post's destacados, verão bons e maus post's nos mais lidos, e por aí em diante. Não adianta viverem agoniados e obcecados por esse tipo de exposição. Voltemos ao ponto número um, para me repetir mais um pouco: sejam verdadeiros, escrevam algo que vocês gostem e que vos faça sentido, não aquilo que poderá ter maior ou pior impacto nos outros. Escrevam para vocês, não para os outros, acreditem, o resto vem por acréscimo e com tempo.

 

 

 

 

 

4. Assumam um compromisso

Não dedicarão mais tempo ao blog do que podem efectivamente dedicar, mas ninguém seguirá um blog que tem uma publicação a cada dois meses. A verdade é que quem segue um blog, gosta de publicações regulares - notem que falo em regulares, não necessariamente diárias. Os leitores de blogs gostam de um blog que dê para acompanhar quase diariamente, por isso se não estão na disposição de escrever no blog com alguma frequência o que irá acontecer é que não terão muitos seguidores, no entanto, como eu digo no primeiro ponto, o blog deve ser criado com o propósito de alimentar um prazer nosso, e assim sendo, mesmo que não tenham tempo, criem na mesma, só que depois não estranhem que pouca gente o siga, mas ao menos enquanto escrevem esquecem o dia-a-dia que por vezes é tão malvado. Agora atentem no seguinte conselho muito importante: Não escrevam um pedido de desculpas a cada longo interregno, porque o que provavelmente acontecerá é esse pedido de desculpas ser precedido novamente de uma enorme ausência, e passamos a vida nisso. Não é agradável.

 

 

 

5. Enquanto leitor mantenha-se fiel aos seus gostos

Não devem seguir um blog só porque alguém vos começou a seguir, devem seguir um blog porque gostam, porque vos diz alguma coisa e não apenas porque a outra pessoa vos comenta e vos segue. Da mesma maneira como não devem seguir ou comentar um blog com o propósito que o façam convosco. Sejam genuínos e fieis aos vossos gostos. Pedir às pessoas que visitem os vossos blogs, ou que vos comentem é só... Irritante e aborrecido. As pessoas devem comentar um blog quando têm alguma coisa para dizer, devem seguir um autor quando se identificam com o que ele escreve. Só e apenas por isso. No entanto, é inegável que nos damos a conhecer ao outro comentando-o, seguindo-o, por isso ao comentarem num outro local podem estar, inevitavelmente, a atrair pessoas ao vosso, mas deixem que isso aconteça naturalmente, não se pressionem, porque normalmente, e pela minha experiência, só tem o efeito contrário.

 

 

 

6. Protejam a vossa privacidade

Essencialmente se forem muito opinativos e que possam criar alguns inimigos por estes lados. E acreditem que vão criar os vossos, toda a gente os cria, mesmo quando não fazem nada para isso, eles aparecem vindos do nada, sem razão aparente. Como se costuma dizer Haters Gonna Hate e é isso que eles fazem. E não se esqueçam de um pormenor: este mundo é muito pequeno. Por isso devem preservar-se minimamente para não terem surpresas desagradáveis. Desta forma evitem contar situações muito específicas se a ideia é ofender alguém que vos é próximo, porque é muito fácil revermo-nos nas situações e identificar as pessoas, mesmo quando se é anónimo. A verdade é que há muitos poucos anónimos na internet. O que nós tentamos esconder, o google e os seus amigos tratam de trazer à tona. Por isso evitem contar segredos demasiado profundos a vosso respeito, a menos que não se importem que isso um dia possa chegar aos ouvidos dos vossos familiares e amigos, e não quer dizer que chegue obrigatoriamente, se forem anónimos provavelmente nunca chegará mas... just in case, não arranjem lenha para se queimarem.

 

 

 

 

Posto isto, meus fofuchos. Bem-vindos à maravilhosa blogosfera, e aceitem só mais um conselho: Escrevam sobre o que vos apetecer e vos der na telha, digam as tolices que quiserem que no fundo, no fundo, é só um blog.

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.