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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Isto dos blogues é uma coisa estranha...

Partilhamos histórias com estranhos. Abrimos as portas da nossa vida a pessoas que não fazemos ideia de como são. Preocupamo-nos com pessoas que nunca vimos. Amarfanhamo-nos com histórias que nunca assistimos. Perguntamo-nos por pessoas que nunca conhecemos. 

 

Oferecemos o ombro a almas sem rosto. Choramos tantas vezes em ombros sem forma. Sentimos a ausência de quem nunca esteve realmente e fisicamente presente. 

 

Isto dos blogues é uma coisa estranha... Fazemos parte da vida uns dos outros, conhecendo mais, do que tantos que connosco dividem o mesmo espaço e respiram o mesmo ar, e se for preciso cruzamo-nos diariamente nas ruas sem nos reconhecermos. 

 

Isto dos blogues é uma coisa realmente estranha...

Um fantástico chá!

Voltei a tomar um delicioso chá no confortável sofá da Sofia do blog La Principessa e enquanto isso falamos um pouco sobre mim, que já sabem... A Mula é um pouco egocêntrica, mas shiu não digam a ninguém, que acho que quase não se nota. 

 

Quem já foi ver a entrevista que a Principessa fez aqui à Mula? 

 

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Ide lá, ide! 

 

Obrigada uma vez mais Sofia, por todo o carinho com que sempre me acolhes! 

Follow Friday: Blog de Algo

O que é que a Mula gosta no Blog de Algo?

Simples, simples, é real, tem algum mau humor, sarcasmo e acima de tudo, muita piada, escrito por alguém real para pessoas reais.

 

É dos blogs mais antigos ao qual me mantenho fiel porque me identifico muito com o que por lá é escrito! E não tomem a menina por mal-educada que ela responde sempre, às vezes tipo no ano seguinte - ahahahahah brincadeira! -, mas responde sempre!

 

'Bora lá dar Oi à Alexandra! [É só carregar na imagem que eu estou umas mãos largas de facilidades!]

 

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A minha opinião vale o que vale, mas é minha!

Ontem a Psicogata falava da falta de bom senso dos comentários, e lembrei-me do quão irritante é receber comentários desagradáveis e mal educados a publicações que com tanto carinho escrevemos, essencialmente àquelas que nos saem da alma e são tão pessoais, já para nem falar daqueles que comentam sem terem lido o texto todo até ao final, sob pena de tudo o que leram ter sido num tom sarcástico e não terem por isso compreendido nada.

 

Há textos que escrevemos que sabemos que vão dividir opiniões e vão criar discussão, que atire a primeira pedra quem nunca o fez propositadamente. No entanto, efetivamente há muitos outros que nada o faziam prever e são esses, curiosamente, os que albergam maior número de comentários depreciativos, apenas porque sim. Porque será? Não me refiro a nenhuma publicação específica, nem apenas às minhas publicações. Vejo o mesmo por esta bloga fora.

 

Custa-me, e por isso também vivo as dores dos outros, quando uso o blog para desabafar e vem um ou outro energúmeno ridicularizar a situação, os meus sentimentos. Ainda assim, tenho noção de que isso faz parte dos riscos de escrever para um público que se desconhece e para uma dimensão que rapidamente nos pode sair do controlo. A verdade é que quando uma publicação nossa é destacada, perdemos a noção da dimensão daquelas palavras. Muitas das vezes há até um ressoar desfigurado daquelas palavras e repetido por gente desprovida de bom senso e coração, de forma totalmente contrária. Sabem aquela lengalenga de "tudo o que disser, poderá e será usado contra si"? Aqui não poderia ter melhor aplicação.

 

Não me estou a queixar, não me leiam em tom de reclamação, que quem está mal muda-se e eu poderia optar por escrever em folhinhas que depois queimaria na lareira - e olhem que ela agora é usada sem descanso - ou então em documentos word que depois gravaria em cd's - agora a sério, isso ainda existe? - e esconderia pela casa, como tantas vezes fiz. Não! Mesmo perdendo o limite das minhas palavras, mesmo perdendo-lhes por vezes até o rasto, por aqui continuarei a ser aquela que sempre fui, sem filtros - vá às vezes uso o Lark, o Juno e o Ludwig* não me levem a mal - e com apenas uma pitada - uma pitadinha só - de bom senso e auto-censura. Eu não permito que o outro limite a minha liberdade, a partir do momento em que a minha liberdade não prejudica ninguém.

 

“O que vale não é o quanto se vive, mas como se vive… disse um dia Martin Luther King. Por isso vou gritar, berrar, chorar, ou corro o risco de não viver o suficiente para ser feliz. Um conselho de Mula: Não deixem que alguém vos cale a voz que é suposto vos libertar!

 

Sonhemos, que sonhar é a maior dádiva que nos deram e ninguém nos pode negar! Fujamos daqueles que nos amordaçam, nos prendem e nos humilham! Porque se nos fizeram fortes e livres para que pudéssemos andar sobre os nossos pés e trabalhar com as nossas mãos, então é porque nos devemos fazer valer, porque também temos valor.

 

Sou assim, gosto de me libertar, porque não é em cativeiro que as abelhas espalham o pólen, é necessário que estejam livres e que as deixem fazer o seu trabalho, para que a Primavera continue a existir. Do mesmo modo, eu tenho necessidade de me expressar, de partilhar ideias e convicções, porque é isso que me permite evoluir enquanto pessoa.

 

Então Mula, porque permites os comentários no teu blog?

É necessário haver confronto de ideias para que minhas teorias, mesmo as alucinadas, se possam fortalecer e por isso, não devemos temer a nossa opinião, devemos dá-la sempre. É nossa! Porém, sem nunca nos esquecermos que “A nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros” e por isso, mesmo que não concordemos com os outros, devemos respeitá-los e arranjar argumentos que nos apoiem, sem nunca recorrermos à censura, ao insulto, à violência. E é aqui que entram vocês: eu adoro quando respeitosamente me contrariam para colocarem à prova o meu poder de contra-argumentação.

 

Martin Luther King teve um sonho e morreu a lutar por ele. Esse sonho custou-lhe a vida, é um facto, porém contribuiu em muito para a evolução dos direitos humanos, poupando, certamente, a vida a muitos outros homens. Como ele próprio disse “Se não estás pronto para morrer por alguma coisa, não estás pronto para viver”. Foi graças à liberdade de expressão que evoluiu a ciência, a medicina e até mesmo a política. Pelo mundo, pelos nossos direitos, gritemos sempre que necessário!

 

E lembrem-se liberdade de expressão é emitir opiniões fundamentadas, não é acusar, humilhar e cuspir em cima dos outros, mas se não mostrarmos paixão nas nossas ações, nas nossas palavras, então é porque se calhar não estamos a viver convenientemente.

 

A nossa opinião vale o que vale, mas é nossa, e se é o nosso blog, então não a devemos subestimar nunca. E como dizia o Paulito - lembram-se do Paulito? - Deita cá pra fora!

 

*Nomes de filtros do instagram.

Isto não são só blogs #2

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Porque se fossem só blogs, da Chic e da Maria teria recebido um par de meias velhas e rotas e nunca me dirigiram tão ternurentas palavras.

 

Se isto fossem só blogs, a Paula e a Vih nunca teriam deixado esta coração mole com a lágrima ao canto do olho,  pela surpresa, pelas palavras, pelos atos e diria até, por omissões.

 

Adoro surpresas! Obrigada por tudo gente! Se eu continuava a existir sem vocês, claro que sim, mas nunca, nunca, nunca, em tempo algum seria a mesma coisa. 

 

Eu tenho os melhores seguidores desta blogosfera e arredores! 

 

Bem sei que nem sempre estou presente como gostaria em cada espaço vosso mas é por falta de disponibilidade não por falta de vontade. Dizer-vos ainda que cada mimo não foi o meu verdadeiro presente de Natal, o meu verdadeiro presente de Natal foram vocês, que cada uma à sua maneira me enche o coração e alma e me preenchem até os dias mais cinzentos. 

 

Agora a sério: Do fundo do meu coração, obrigada!

Se todos ajudarem com uma migalha...

... Conseguimos, entre todos, construir um bolo!

 

Por muito que eu gostasse muito de aumentar a minha estante e de receber um suporte de livros, a verdade é que quero muito, muito, muito que vocês ajudem outros patudos e patudas a serem um poucochinho mais felizes, dentro do que é possível ser-se feliz numa associação.

 

Por isso vá lá, com 2€ apenas vocês podem habilitar-se a ganhar o livro A Serpente de Clive Cussler, um suporte de livros, e o melhor de tudo, e sem sorteio, ajudam a Movimento Animal na sua árdua tarefa, que é cuidar diariamente de 40 animais.

 

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Passem lá pelo cantinho da Magda para verem como participar.

O perigo de não conhecer

Habitualmente, quando somos destacados na página principal do Sapo, é habitual recebermos comentários de pessoas que não nos seguem diariamente, e que apenas devido ao destaque visitaram o nosso blog. Recebemos por isso comentários de pessoas que não conhecemos e que não nos conhecem.

 

Às vezes esses comentários são bons, outros nem tanto. Mas a questão nem tão pouco se prende pela simpatia (ou falta dela) dos comentários, que isto é como quando se anda à chuva... Às vezes molhamos as botas velhas que têm um buraco à frente e molhamos os pés. Prende-se com o facto de muitos fazerem figuras de urso - literalmente - por acharem que conhecem a personagem que ali se encontra apenas com uma única publicação* e fazerem acusações - às vezes graves - de situações que não fazem nem ideia. Nem os seguidores habituais conhecem verdadeiramente quem se encontra atrás do pano, quanto mais esses Srs. Sabichões - modelos de perfeição - que aparecem vindos do nada, sabe-se lá porquê e com quem. A questão aqui nem é a ofensa, porque não ofendem se não servir a carapuça, mas tanta estupidez enerva-me e causa-me urticária. É como aquelas pessoas que têm medo de gastar os piscas da sua viatura, na estrada... Muitas vezes não temos nada a ver com isso, mas pronto, enervamo-nos porque nos fazem perder tempo. O caso é o mesmo.

 

Não deixo de me rir quando recebo acusações que não interiorizo porque não me pertencem. Mas é um riso nervoso, já me coçando toda, porque me fazem perder tempo e pensar numa resposta que os mantenha mais um bocado no blog para me ajudarem a ascender aos mais comentados do dia (#sóquenão). Já fui acusada de menina mimada, de pertencer a uma elite - ai quem me dera -, de arrogante - talvez um pouco, depende muito dos dias, sim? Perspicazes estes meus leitores - e até... Imaginem só... De ignorante. Está certo, se calhar ignorante sou bastante, vamos lá então riscar este último ponto da lista. Só me falta acusarem que ando no truca-truca com o sapo e vá lá, a sério... Zoofilia é que não, tudo menos isso, que eu não tenho Aires no nome e as relações incestuosas - já que sou parente próximo de qualquer animal - também não me seduzem que não ambiciono reproduzir uma versão mais indecente dos Maias.

 

Já sei que haters gonna hate e por aí em diante, mas não deixa de ser triste alguém dar-se ao trabalho de desatar ao estalo, só porque acordou com o pé de fora, só porque aquela publicação foi tida como uma ofensa pessoal - quando na maioria das vezes não o é - ou então porque simplesmente odiou... Acredito que aquilo que leva alguém a destilar ódio contra desconhecidos seja o mesmo que leva conhecidos a comentarem por bem... É no fundo, só e  apenas o querer conversar e discutir pontos de vista, mas... Sobre diferentes pontos de vista até porque dizem que todos têm direito à vida e à liberdade de expressão e tretas desse género. Não deixo de estar de acordo, mas também não assino por baixo.

 

Tudo isto para dizer a esses senhores (e senhoras, que esta coisa do ódio não escolhe sexos) apenas uma coisa: Não me atingem a alma... Só me atingem os nervos. Mas podem continuar a tentar, porque como me ensinaram entretanto, e dizem que devemos ouvir a voz da sabedoria: "antes que digam mal de mim que me ignorem!"

 

Mas agora a sério, eu estou a marimbar-me para aqueles que não vão com as letras que escrevo, mas há quem não seja assim... Há quem se melindre. É perigoso acusar quem não se conhece. E acho que ninguém quer viver com um suicídio ou outro na consciência.

 

P.S.: Fiquei agora a pensar naquela questão da elite... Acho que criar a Elite dos Pobres era excelente e iria levantar a auto-estima de muita gente. 

 

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*Leiam só mais três ou quatro publicações para fazerem o despiste, se for mais do mesmo aí têm a minha bênção para partirem para o insulto. Mas só e apenas nesse caso.

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.