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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

A história do meu cabelo

Deve ser a única coisa com que sou neurótica. Não que ande com uma escova atrás de mim e ande sempre a penteá-lo - que isso efetivamente não acontece - mas a verdade é que é a única coisa com que me preocupo verdadeiramente em mim e com o qual tenho certos rituais sem esquecimentos ou desleixos. Tomara que acontecesse o mesmo com a minha pele...

 

Formas

Durante anos tive um cabelo muito difícil de domar. Passei metade da minha adolescência com o cabelo amarrado e com gel porque era a única coisa que sabia fazer com ele. Tinha um cabelo muito forte, com demasiado volume e era impossível fazer o quer fosse. Seco ao natural era - e ainda é - horrível, cheio de jeitos com um volume estranho, cheio de cabelos pequenos a crescer. Fica com um aspeto feio, desleixado e completamente despenteado.

 

Houve um dia, tinha eu para aí 16 anos, que me fartei de andar sempre de cabelo amarrado, carregado de gel por causa dos cabelos pequenos, que decidi fazer uma ondulação permanente ao cabelo. Durante mais ou menos um ano nunca amarrei o cabelo, finalmente podia apenas lavá-lo e deixar secar ao natural adicionando-lhe um pouco de espuma e nem precisava de lavar o cabelo todos os dias, o cabelo era relativamente seco e era só ajeitar com água e a coisa compunha-se. Depois caí no erro - quando o cabelo começou a crescer - de fazer uma segunda ondulação e o cabelo ficou tão encolhido, mas tão encolhido - valeu-me a alcunha de caniche durante uns meses - que acabei a fazer uma defrisagem um ou dois meses depois. Aí iria voltar a ter problemas a domar o dito, mas a verdade é que encontrei uma cabeleireira que me conseguiu ajudar. Desbastou-me a trunfa, e com um pouco de espuma conseguia pô-lo minimamente apresentável e aí descobri que o meu cabelo naturalmente ondulava e ficava bonito. Mas aí tinha de lavar o cabelo todos os dias, e com o tempo o cabelo tornou-se bastante oleoso, muito mais fino e muito mais quebradiço. Ainda hoje não sei se foi do tratamento que lhe dei, ou se foi só por estar a envelhecer. É inegável que a pele e o cabelo modificam-se com o nosso envelhecimento.

 

Aos 20 anos a minha mãe ofereceu-me a minha primeira placa de alisamento decente - tive uma anteriormente mas não conseguia alisar o cabelo com ela - e foi quando me comecei a apaixonar verdadeiramente pelo meu cabelo. Até apanhar-lhe o jeito, passava horas - vá uma hora, para aí, também não vamos exagerar - a alisar o cabelo. Desde essa altura que estico o meu cabelo. Entretanto tentei recuperar os meus caracóis e experimentei voltar a usar espuma, mas de tanto utilizar a placa de alisamento que o meu cabelo tornou-se naturalmente liso - cheio de jeitos e despenteado, mas liso - e já fiz dois alisamentos progressivos no último ano que ajudou a reduzir a utilização da placa. Hoje em dia estico o cabelo apenas com o secador, e só em dias que tenho mais pressa é que utilizo a placa. Longe de demorar a hora que demorava, hoje 20 minutos e fico pronta.

 

Graças ao Youtube, sei também fazer caracóis, com placa e com babyliss, e soubesse eu fazer penteados e tranças que até poderia dar uma boa cabeleireira - quiçá, quando quiser mudar de ramo.

 

 

Cores

Tinha eu 18 anos quando fiz madeixas pela primeira vez - loiras pois claro -, e foi aí que percebi como ele crescia rapidamente e ganhei uma raiz enorme que odiei ver. O meu cabeleireiro tinha fechado, nunca fui fã de passar horas à espera, e tentei resolver o problema sozinha. Como não fazia ideia de como se usava tinha optei por utilizar um champô e uma espuma que escurecia o cabelo. É verdade, escureceu. Fiquei com o cabelo de pelo menos 3 cores, uma delas era cor-de-rosa. Lá tive de ir a um cabeleireiro resolver a situação e gastar um dinheirão - não é que fosse muito caro, eu é que ganhava muito mal e todas as despesas extra estragavam-me o orçamento - e lá escureci o cabelo. Tentei mais umas 3 ou 4 vezes fazer madeixas loiras mas elas nunca ficavam como eu gostava, e acabava por desistir e voltar a escurecer o cabelo uns meses depois. Numa das vezes - na única vez que alcancei a cor desejada - estragaram-me o cabelo todo e ele ficava todo na escova ao pentear. Foi simplesmente horrível. Acho que foi a última vez que fiz madeixas e passei a ver os químicos com outros olhos...

 

... Até aparecerem as brancas, há uns anos. Comecei a ter brancas por volta dos 23 anos, e fui aguentando. Arrancava uma aqui, outra ali e foi passando. Até que aos 26 anos já começaram a ser demais e lá tive de pintar o cabelo. Inicialmente comprei tinta no supermercado da minha cor para esconder, mas nunca correu bem. Perdi horas de vida a pintar o cabelo e ali continuavam resplandecentes. Lá fui ao cabeleireiro. Durante bastante tempo sempre dentro dos meus tons. Eis que há dois anos por volta do meu aniversário decidi mudar totalmente de visual e decidi arriscar e ser loira. Depois disso acho que já conhecem o historial: desde os loiros, aos ruivos, passando pelos vermelhos e pelos arroxeados já passei um pouco por tudo.

 

Se as primeira vezes que pintei recorri a um cabeleireiro, a verdade é que a minha falta de paciência para lá ir fez com que investigasse, estudasse e aprendesse a cuidar dele em casa e como sabem sou eu que pinto o meu cabelo.

 

 

Rituais

Pintar o cabelo e esticá-lo regularmente não implica estragar o cabelo, ou pelo menos, não tem de implicar. Temos é de ser cuidadosos, saber o que fazemos - essencialmente se forem como eu e fizerem tudo em casa - e usar acima de tudo bons produtos: seja ao nível de tintas, seja ao nível de champôs. Lavo o cabelo dia-sim-dia-não e nos dias não uso champô seco como já referi algumas vezes, isto faz com que o cabelo não desbote tão rapidamente e não tenha que pintar com tanta frequência, e faz com que não use o secador diariamente, ou seja, menos calor, menos produtos. Quando estico o cabelo uso sempre um protetor de calor - este é sem dúvida o meu favorito - e no final uso um bom sérum - o da Orofluido já roubou o meu coração há uns anos e é o único que deixa o meu cabelo verdadeiramente bonito sem ficar com um efeito pesado e gorduroso devido a ser um cabelo oleoso - e quando o cabelo está mais seco uso o sérum antes e depois de secar o cabelo. NUNCA, mas NUNCA passo a placa de alisamento sem garantir que o cabelo está bem seco. Quando faço caracóis, não uso laca porque não gosto e uso o champô seco - que é um bom texturizante - para garantir a durabilidade dos bichinhos. E ainda, quando pinto o cabelo, para além de pintar com tintas sem amoníaco com óleos hidratantes - uso INOA normalmente - ainda faço uma boa máscara de hidratação para garantir que a tinta não me vai danificar o cabelo. Quanto a champôs, os meus favoritos são os da Loreal, mas estou agora usar os da Bed Head da Tigi e estou a amar, se quiserem em breve falo-vos deles.

 

 

Já fui altamente desastrada, o meu cabelo já sofreu muito nas minhas mãos, mas atualmente apesar de não parecer, tenho muito mais cuidados e desde que sou eu que o cuido, que ele anda muito mais saudável. Nada como usar os produtos certos.

 

E vocês, que cuidados têm com os vossos cabelos? Têm dicas? Partilhem aqui com a Mula.

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #15 ColourB4

Se bem se lembram, no início do mês ao pintar o cabelo em casa enganei-me a comprar a tinta e saí à bruta dos laranjas para ir para os vermelhos, sem contar. Ao início gostei. Gostei eu, ele não. O problema é que os vermelhos exigem muitos outros cuidados - que eu não tive porque a ideia não era manter a cor - e por isso a cor começou a desbotar - como eu queria - e o cabelo começou a ficar feio - esqueci-me desse pormenor. Em Setembro ou Outubro estou a contar ir reforçar o meu alisamento e com o alisamento ele já iria para os laranjas novamente e aí recuperaria a minha cor, mas a verdade é que andava desgostosa. Não queria esperar.

 

Decidi investigar.

 

Vi várias maneiras de descolorar o cabelo em casa, vi outras tantas de o decapar, e parecia-me tudo tão arriscado... É que eu sou tola - que sou - mas também não gosto de correr grandes riscos sem cálculo até porque o meu cabelo aguenta com muita coisa mas é fino pelo que o ideal é não abusar. Encontrei umas reviews de um produto que parecia muito bom para recuperar o laranjinha mas não existia à venda em Portugal, e corri tudo o que era lojas online e também não encontrei. Estava eu prestes a fazer uma mistela em casa para decapar o cabelo com produtos que eu tenho, quando encontrei um produto que existia em Portugal: O ColourB4, que prometia devolver a cor anterior ao cabelo sem o danificar. Fiquei curiosa, fiz alguma pesquisa e decidi arriscar.

 

O ColourB4 não descolora o cabelo, e pelo que percebi também não o decapa e por isso não prejudica o cabelo. O que o ColourB4 faz é neutralizar os pigmentos de cor do cabelo devolvendo-lhe a cor "original". Claro que quem já tenha descolorado o cabelo, essa é a cor original. Alguém que seja morena, descolore o cabelo para o loiro, e depois volte a pintar de moreno, o que está por baixo de tudo, a cor "original" é o loiro. Atenção a esse pormenor.

 

Vi vários vídeos de pessoas com pretos a regressar aos loiros, parecia-me assustador e imaginava que isso iria ressecar imenso o cabelo, mas eu como não queria uma mudança assim tão grande, só queria neutralizar os reflexos vermelhos para voltar a colocar reflexos laranjas, não me pareceu arriscado.

 

Há dois tipos de ColourB4:

    • O normal - Para quem quer apenas aclarar o cabelo;

    • E o extra - Para quem quer uma mudança um pouco maior.

 

Comprei o extra - temi que o normal não fosse retirar o vermelho, mas que o fosse apenas aclarar - e segui as instruções à risca. É mesmo muito importante seguir com todos os procedimentos e tempos indicados, porque como alerta na embalagem, a má utilização do produto poderá resultar que os reflexos voltem a ser ativados. Por isso desde já um alerta: Se estão com pressa, se não estão com paciência, não iniciem este processo sob pena de poderem danificar os fios e ainda por cima não obterem os resultados desejados. Por muito que o produto não seja muito prejudicial ao cabelo, a verdade é que não é um mero shampoo, é um químico, e todos os químicos prejudicam o cabelo.

 

Perdi mais ou menos duas horas neste processo e só precisei de o fazer uma vez. Em mudanças mais drásticas poderá ser necessário repetir mais duas vezes o processo.

 

Coloquei o produto em todo o cabelo com a bisnaga que traz - mas acho mais pratico fazer com pincel, se voltar a usar usarei antes pincel, como quando pinto o cabelo - esperei 60 minutos e ao fim de 20 minutos reparei que o cabelo já não estava vermelho, mas aguentei o tempo todo até ao fim. Lavei o cabelo em água corrente quente durante 10 minutos - sim, mais do que os 60 minutos de atuação do produto, o mais chato é mesmo a parte da lavagem - apliquei o finalizante que é uma espécie de shampoo purificante, deixei atuar 1 minuto e voltei a lavar o cabelo em água corrente quente por mais 10 minutos. Sequei o cabelo e vi os resultados. Quem chegar a este ponto, de ter o cabelo seco e ainda não ter a cor pretendida, é necessário repetir todo o processo, sendo que 3 é o número máximo de aplicações.

 

Tive apenas de fazer uma coisa que não vinha no processo: Após o finalizante tive mesmo de colocar máscara no cabelo, o cabelo ficou tão seco, mas tão seco, que não o iria conseguir pentear, e antes de o cabelo começar a dar nós, decidi arriscar e colocar a minha máscara.

 

Sequei o cabelo e para meu espanto estava quase loira - nas fotos ele aparece um tom mais alaranjado devido aos reflexos, mas na realidade estava num tom amarelo palha - e foi só pintar o cabelo com a cor pretendida. Como pinto sem amoníaco pude fazer a coloração no próprio dia, mas se pintarem com uma tinta normal, aconselham a que se espere 7 dias para deixar o cabelo repousar.

 

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Como a tinta sem amoníaco que uso tem óleos para hidratar o cabelo, depois de pintar e de voltar a fazer uma boa máscara, o cabelo ficou bastante sedo, e nada seco.

 

Como não contava que o cabelo com este produto fosse ficar tão claro - não estava na disposição de repetir o procedimento, até porque o produto é caro, e imaginei que fosse ficar um tom acastanhado - comprei uma tinta um pouco mais escura para deixar o cabelo todo uniforme, para ir aclarando depois com o tempo e com as lavagens, mas podia ter comprado uma logo cenourinha que iria ficar um mimo. Mas agora tenho tempo.

 

Fiquei mesmo muito surpreendida com o produto: cumpre realmente com o que promete e não me estragou o cabelo, apesar de ter deixado um pouco mais seco após a utilização - já vi que o ColourB4 noutros países tem também um condicionador incluído, mas em Portugal não - o que obriga a hidratar muito bem depois de lavar o cabelo. 

 

Agora quando quiser fazer experiências já sei que tenho aqui algo que me pode ajudar. 

 

Está mais do que aprovado.

Ninguém vai notar a diferença...

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... Pois não?

 

São tão parecidas que até acho legítimo me ter enganado.

 

Ou então, sou mesmo daltónica e já não tenho solução! Mas também... Já pinto o cabelo em casa há quase dois anos, e nunca tinha acontecido nenhum problema/acidente, algum dia teria de ser o primeiro, não é verdade? Agora só regresso aos laranjinhas no próximo alisamento. Até lá, aguenta coração!

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #11 Champô seco da CoLab

Falei-vos aqui de um champô seco bem caro que adoro - o Osis+ da Schwarzkopf por 16€ - e de um que foi puro desperdício de dinheiro que não sendo barato é bastante mau, pelo menos para o meu cabelo - o Dry Me da Wella por 13€. Pois muito bem, hoje venho falar-vos de um outro, que não sendo espetacular como o Osis+ é super barato e cumpre, na medida dos possíveis, o prometido e que dá 10-0 ao da Wella, seja no preço, seja na utilidade, pelo menos na crina da Mula.

 

Falo-vos do  Sheer + Invisible Dry Shampoo New York da CoLab e pode ser adquirido na loja online Primor por 3,99€.

 

 

 

Tenho o couro cabeludo oleoso, se não me socorresse dos champôs secos teria de levar o cabelo todos os dias, e se há estudos que já vieram provar que não faz mal lavar o cabelo diariamente, eu digo que faz, porque pinto o cabelo e cada lavagem que faço é menos cabelo colorido que tenho, por isso quanto menos o lavar melhor, para além de que, sabe-me bem, nos dias que não preciso de lavar o cabelo, ficar a dormir mais um pouco, por isso é só vantagens.

 

Este champô seco de 3,99€ não fazendo milagres, cumpre o que promete - tirando o cheiro, que diziam que era tropical e não sinto cheiro nenhum - e por isso posso aplicá-lo sempre que o cabelo está oleoso, mas não em demasia, contrariamente ao da Osis+ que faz verdadeiros milagres e que auxilia a vida daqueles que por vezes adormecem e precisam de se preparar num ápice e têm o cabelo num caos.

 

Este champô da CoLab, não só resolve os problemas da oleosidade, como não deixa resíduos no cabelo nem deixa o cabelo seco em demasia - que é o grande problema do da Wella - e como tal o cabelo fica sedoso, seco e brilhante mantendo o cabelo agradável ao toque.

 

Ouço por vezes, quando falo dos champôs secos, alguns relatos de pessoas que não gostam porque ficam com o cabelo com pó ou manchado, e eu acredito que seja por má utilização - ou então por ser um mau produto - então irei explicar-vos como procedo.

 

Como aplicar:

  1. Antes de aplicarmos o champô seco devemos sempre pentear bem o cabelo e antes de o aplicarmos devemos agita-lo muito bem como se fosse uma laca.

  2. Regra número um da aplicação e talvez a regra mais importante: os champôs secos nunca se aplicam no comprimento do cabelo, aplicam-se sempre e só, na raiz. Por isso temos de levantar o cabelo para expor a raiz, para o aplicarmos.

  3. Aplicar sempre a alguma distância. Não se deve aproximar o spray do cabelo, mas, uma vez mais, como se de uma laca se tratasse, é aplicado à distância para não o empestarmos, se não acaba por ter o efeito contrário.

  4. Depois de aplicado, devemos massajar o couro cabeludo para que a oleosidade seja absorvida.

  5. Depois, seco o cabelo com o secador de cabeça para baixo para ganhar volume e depois do volume criado, penteio-me normalmente e dou uma ajuda com a escova de enrolar e o secador. O secador elimina todas as marcas de pó que possam inicialmente notar. 


    Et voilà cabelo com aparência lavada em dois ou três minutos apenas.

 

Gostei bastante deste produto, que sendo barato permite-me poupar o meu caríssimo da Osis+ quando o mesmo não é necessário. Quando pareço que não fui só lambida por uma vaca, mas que a vaca dormiu a meu lado e me babou toda é que recorro ao da Schwarzkopf, mas no dia-a-dia este de 3,99€ é suficiente. Para quem é preocupado ainda com outras questões, mais informo que estes produtos da CoLab não são testados em animais.

 

E quem é que já se rendeu ao champô seco?

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #9 Protector de Calor Nutrifier da Loreal

Nunca fui grande fã de protetores térmicos. Reconheço-lhes importância mas nunca fui fã porque sempre tive dificuldades em encontrar produtos que não tornassem o meu cabelo ainda mais oleoso do que já é, e já tinha experimentado alguns protetores em spray e em creme e não gostava do resultado, porque ficava com o cabelo pesado e um tanto gorduroso e não gostava do cheiro. Outro problema que lhes encontrava era o facto de, se usasse com o cabelo apenas húmido e não molhado, tornava a secagem muito mais demorada, e vocês sabem, eu gosto de cuidar do cabelo mas não tenho paciência nenhuma, por isso tenho de usar produtos que me facilitem o dia-a-dia e não me empatem.

 

Este é diferente do que eu já tinha experimentado. Mas já lá vamos.

 

Antes de mais explicar-vos para que serve um protetor de calor.

 

Não é segredo para ninguém que o excesso de calor agride o cabelo, seja dos secadores, das placas de alisamento ou o sol. A poluição e o frio no exterior também não ajudam a que o cabelo se mantenha saudável e por isso o cabelo fica mais sensível, quebra, fica com pontas espigadas e sem brilho. Por isso devemos proteger o nosso cabelo para minimizar as agressões que lhe provocamos, seja ao modelar o cabelo usando um protetor térmico, seja no verão, quando expostos ao sol, ao usar um protetor solar para cabelo.

 

Comprei este protetor térmico da Loreal da gama Nutrifier em promoção na Showroomprive, que já sabem que sou fã e é lá que compro todos os meus produtos para o cabelo, uma vez que consigo melhores preços do que nas lojas físicas.

 

Este protetor de calor protege os cabelos até à temperatura de 230ºC - eu nunca passo dos 180ºC - e é essencialmente para cabelos secos. Para cabelos secos, Mula? Mas o teu cabelo não é oleoso? O meu cabelo é oleoso na raiz, bastante até, mas as pontas e o crescimento são tendencialmente secos devido à coloração constante, e então gosto de usar produtos que ajudem a hidratar esta parte do cabelo, mas daí o meu grande receio com este produto. Os protetores de calor não se usam na raiz, mas sim no comprimento, por isso se têm uma espécie de cabelo misto como o meu, podem usar sem medo.

 

Este protetor de calor é também recomendado para quem tem cabelos subnutridos, que é o meu caso, e posso dizer-vos que gostei muito do resultado. Ao contrário do que eu temia, e apesar de ter óleo de coco e glicerol o cabelo fica muito sedoso mas sem pesar. Não fica pastoso, não torna a secagem mais demorada e o que mais sobressai neste produto é o cheiro, que permanece mesmo após a secagem do cabelo. Muito bom. Quanto ao brilho não sei dizer, porque finalizo sempre o brushing com o elixir da Orofluido que deixa o cabelo muito brilhante por si só.

 

O que noto quando uso este produto é que o alisamento - ou até mesmo quando uso o babyliss - dura mais tempo, e o cabelo parece que ganha mais corpo e que fica mais forte - aqui não sei se é suposto, mas eu noto isso, o meu cabelo é muito fino e qualquer produto que lhe dê corpo sinto logo.

 

O que não gosto no produto é a embalagem. Não dá para dosear muito bem a quantidade. Como tenho o cabelo fino só preciso de usar uma pequena noz e é complicado porque ainda por cima a embalagem fica de cabeça para baixo e mal se abre sai logo uma "grande" quantidade de produto. Coloco grande entre aspas, uma vez que não sai uma enormidade de produto, mas sai mais do que eu desejaria, ao passo que se a embalagem tivesse uma espécie de doseador seria mais fácil, estou a gastar mais do que desejo e desnecessariamente.

 

A Mula aprova o Protetor Nutrifier da Loreal sem qualquer contrapartida ou apoio da marca. Experimentou, gostou, falou, lema aqui da Mula. Ou então: Experimentou, não gostou, fala na mesma, que também serve para ajudar os outros a não cometerem erros de casting.

Uma questão que me coloca os nervos em franja...

... Literalmente!

 

 

Gosto tanto da minha franja... Ainda mal me despedi dela e já tenho saudades. Estou por um triz, um trizinho de lhe dar com a tesoura, bem forte, e voltar a ter franja outra vez. Dá-me um ar de miúda pequena que eu adoro, para além de esconder a maldita testa brilhante - típica de quem tem pele oleosa - e as sobrancelhas que odeio tirar. Mas meti na cabeça que acho que as entrevistas não estão a correr bem por isso mesmo, por ter um ar demasiado de miúda. O Mulo diz que isso não pesa, que está no meu currículo que tenho quase 30 anos e que é isso que é válido, que é só uma franja. Mas não estou a conseguir ver as coisas dessa forma e por isso tenho ido a entrevistas com um ar mais graúdo e com uma franja de me colocar os nervos em franja, claro. Talvez esteja só a tentar arranjar culpados e é tão mais fácil culpar a minha franja que a minha falta de competência. Mas pronto, culpo-a, não há nada que eu possa fazer.

 

Por isso já sabem qual será a primeira coisa que vou fazer assim que arranjar trabalho. Ó se sabem! Volto a ser franjinhas outra vez e assim tirar a franja dos nervos e os nervos da franja.

 

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #8 Escova Satin Hair 7 IONTEC da Braun

A propósito do meu problema da eletricidade estática em excesso, hoje decidi falar-vos de uma escova que combate esse excesso de eletricidade estática no cabelo*.

 

Sofro deste problema desde pequena, essencialmente no cabelo, essencialmente no inverno por causa das malhas. Lembro-me de usar uma espécie de leave-in que me reduzia este excesso de eletricidade mas como o meu cabelo é muito oleoso, deixava-me o cabelo demasiado pastoso e eu não gostava. Lá na loja onde trabalhava, era um verdadeiro problema por causa dos ponchos quentes que precisava de usar para não morrer congelada nos dias mais frios, e isso significava andar com os cabelos todos no ar e ouvir constantemente aqueles estalinhos horríveis do cabelo a elevar-se.

 

Felizmente um dia ofereceram-me algo cuja existência desconhecia: a  Escova Satin Hair 7 IONTEC da Braun:

 

 

Confesso que ao início estava cética: a sério que há uma escova que remove a eletricidade estática do cabelo?... Mas sou bem educada e ensinaram-me que a cavalo dado não se olha o dente e apressei-me em experimentá-la.

 

E não é que funciona realmente?

 

Tenho-a há cerca de 2 anos e a dita é uma maravilha. Quando começamos a sentir o cabelo a levantar e com os ditos estalinhos, pegamos na escova, ligamos para ativar o jacto de iões e é ver a magia acontecer. Há alturas mais críticas que ando inclusive com a escova atrás de mim na carteira para situações de emergência. Com uma escova normal, num período mais crítico, quanto mais penteio mais o cabelo se eleva, com esta acontece totalmente o contrário e em apenas alguns segundos.

 

Só tem um senão. Cuidado com a parte de trás da escova, que creio que é por lá que passam os iões, que aquilo dá choque se nos toca nas orelhas. A primeira vez assustei-me e fiquei com medo da escova, mas agora já me habituei e não há problema. No fundo, ao tocarmos lá com o jacto ligado, estão os iões a circular e é uma forma deles dizerem "não nos incomodes, deixa-nos passar, que estamos a trabalhar", tudo bem, não gosto de empatar ninguém nesta vida.

 

A escova é também conhecida por deixar o cabelo mais liso e brilhante, mais brilhante sim, porque fica mais sedoso e bem penteado sem repuxar, mas não noto que me alise o cabelo, quanto a isso não noto diferença para uma escova dita normal, no entanto, não a uso para me pentear apenas para finalizar o penteado e retirar a eletricidade estática que possa estar acumulada e me possa vir a incomodar.

 

E vocês já conheciam esta escova? Usam?

 

 

Agora só preciso de encontrar algo que me tire a eletricidade estática exagerada das mãos e da cara!

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #7 Coloração INOA vs Farmavita

Usei durante muito tempo as tintas da Farmavita, primeiro as normais, depois as sem amoníaco, e estava bastante satisfeita, essencialmente com as sem amoníaco, que o cheiro das tintas com amoníaco roça o insuportável para pintar em casa, numa casa de banho pequena como a minha. Depois do alisamento progressivo achei que deveria de investir num outro tipo de produto para não danificar o cabelo e prolongar a durabilidade do alisamento, assim decidi mudar para a considerada coloração das colorações: coloração INOA. 

 

Mas será que a coloração INOA é realmente melhor que a coloração da Farmavita?

 

A Pluricosmética tem uma grande parte da gama INOA a metade do preço, a 7,99€, e só algumas cores, como é o caso da Carmillane que pintei da última vez é que fica a 12€. Assim a diferença de preços para as da farmavita ainda são consideráveis, visto que a embalagem de 100ml custa 9,5€ (mais 1€ e pouco do oxidante, creio) e dá para duas utilizações se o cabelo não for muito comprido, já as da INOA são de 50ml e dão apenas para uma utilização. Também na INOA o oxidante é comprado à parte, e uma embalagem de 1lt que me custou cerca de 13€ dá para imensas utilizações, uma vez que a proporção é 1:1.

 

Quando comecei a pintar INOA comecei pelos vermelhos escuros, e fui aclarando, até que passei para os ruivos e voltei a regressar agora com a Carmillane aos vermelhos. Na farmavita só pintei em tons de castanho e vermelhos, nunca fui aos ruivos.

 

(cor escolhida da última vez e a manter durante as próximas colorações)

 

 

E que tenho eu a dizer sobre a coloração INOA? Tem uma grande vantagem face às da farmavita, que é a ausência quase total de odor. Tenho a dizer que é de facto uma coloração muito boa com uma variedade enorme de tonalidades mas que tem um problema: Não seca o cabelo! Oh Mula, mas desde quando é que isso é um problema? Desde que tenho o cabelo oleoso e pintava o cabelo para que ficasse mais seco... E isso agora não acontece, por isso, sim é uma tinta bastante hidratante e não seca, de todo o cabelo. No entanto, não acho que dure mais tempo que a coloração farmavita, neste aspeto não noto qualquer diferença. Confesso que não uso o champô da INOA para lavar após a coloração, uso o meu champô normal para cabelos pintados - neste momento uso o Lumino Color - da Loreal, e admito que possa ser esse o problema.

 

Acho, ainda assim, a farmavita mais fácil de espalhar e de se entranhar nos fios, com a INOA, que é mais espessa, já por duas vezes reparei que em algumas zonas junto à raiz não coloriu, essencialmente nas zonas junto às orelhas. Tem por isso de se espalhar muito bem, cuidadosamente para não manchar, com a farmavita nunca precisei de ter estes cuidados e correu sempre tudo bem.

 

A farmavita para o meu cabelo acaba por ser melhor, na medida em que me seca mais a raiz como eu preciso para reduzir a oleosidade, e por isso assim que terminar o oxidante da INOA devo regressar à farmavita, que sendo mais barata, sendo mais fácil de aplicar e tendo a mesma durabilidade, parece ter por isso uma boa relação qualidade-preço.

 

Coisas de gaja #Cabelos

Não busco a perfeição porque sei que ela não existe, mas procuro a perfeição no meu cabelo, que também não existe.

 

Pintar o cabelo há muito que é um vício.

 

Porque quando a cor que escolhemos não é exatamente a que queremos, a vontade é regressar à loja, comprar novamente outra cor e voltar a tentar. Porque quando encontramos a cor perfeita e ao fim de quatro ou cinco lavagens a cor desbota, há vontade de pintar novamente para devolvermos a cor e o brilho ao cabelo. Porque quando nos cansamos da cor que temos, existe vontade de mudar. A verdade é que nós, pessoas que pintam o cabelo, nunca estamos verdadeiramente satisfeitos com o que temos, com o que queremos, com a cor que se estabelece ao fim de alguns dias. Ou serei só eu a sentir isto? O corpo é que paga já dizia o outro. 

 

A cor que pintei desta última vez é um bocado menos brilhante e menos artificial do que desejava. Ainda faltam pelo menos mais 2 semanas até dever voltar a pintar... Pois não sei se me aguento até lá, porque pintar tornou-se um vício, e como viciada anseio rapidamente colocar uma cor mais garrida no dito! A verdade é que quando mudei de visual tinha um tom entre o violeta e o vermelho e agora está só castanho com um toque de caju. Não é isto que eu quero...

 

Segurem-me! E se estiver sozinha neste mundo: Internem-me!

A Mula foi a um cabeleireiro chique e não gostou!

Como sabem, sou eu que arranjo o meu cabelo em casa: Já há alguns meses que sou eu que o pinto, sou eu que o estico, sou eu que o hidrato, e afins. Mas há uma coisa que a Mula por mais empenhada que seja, não consegue fazer: Não consegue cortar o cabelo. Bem... vá, conseguir até consegue, mas não consegue cortar o cabelo direito, sem parecer um cabelo de um punk marado. 

 

"Tenho um vale no cabeleireiro do shopping que o corte fica-te por 8,5€" diz-me a minha mãe.

"Que bom, é realmente de aproveitar" digo.

 

E lá fui eu toda pelintra e pimpona cortar o cabelo a um cabeleireiro de um shopping, todo chiquérrimo. Entro, vêm-me buscar imediatamente à porta, tiram-me o casaco e colocam-me numa cruzeta toda XPTO, pediram-me para levar a carteira que "está cheio e nunca se sabe quem está aqui dentro" e seguimos viagem. Perguntam-me se tenho preferência pela cabeleireira, respondo que não conheço ninguém e que por isso que era indiferente. É-me imediatamente destacada uma cabeleireira toda sorrisos e simpatias que dá a sua sugestão após as minhas primeiras indicações.

 

A lavagem do cabelo foi algo espectacular, tenho-vos a dizer... massagem aqui, massagem ali... e acho que sabem que adoro massagens! Oh se adoro!

 

Estica-me o cabelo com a steampod - que um dia tenciono comprar -, que para quem não sabe, é uma placa de alisamento que à medida que vai sendo utilizada vai deitando um produto hidratante, ou seja, para além de não estragar o cabelo com o calor, ainda o hidrata. 

 

Conversa aqui, conversa ali... Reparo que o salão tem demasiada luz que nem me permite ver muito bem, e está cheio de espelhos que me faz perder a noção de onde estava, realmente... Acabando a sentir-me zonza, como se alguma droga existisse no ar.

 

Chega, entretanto, a inevitável hora de pagar!

 

Não, efectivamente o valor não era 8,5€. Fui informada que nos salões de shopping é tudo pago separadamente... ou seja, é sempre a somar parcelas, e que o corte de cabelo não engloba a secagem do mesmo, e que esses 8,5€ só englobavam o acto de pegar numa tesoura e ceifar cabelo, e que normalmente esse valor era de 13,5, SÓ para ceifar cabelo... ora, informada apenas à saída, iriia pagar 20€ pelo corte, em vez de 24,5€, diziam-me! A sério? 24,5€ por cortar as pontas do cabelo, e proceder à respectiva secagem do mesmo?

 

Após reclamar, e de alegar burla e falsa informação, já que o voucher não dizia que não englobava a secagem - como é, em todo lado habitual -, veio a gerente desse suposto salãozeco, tentar acalmar os ânimos e lá me fez um desconto, que ainda assim, corresponde ao dobro do valor que tencionava pagar. 

 

Eu compreendo que estando num centro comercial, e tendo um salão tão grande, que devem ter uma renda altíssima para pagar, mas não tentem fazer as pessoas passarem por parvas. Por isso, vou continuar a ir aos "salões de rua" como a moça fez questão de mencionar, que não pago mais de 15€ e o resultado ... adivinhem lá: é exactamente o mesmo.

 

Sim, a Mula foi a um cabeleireiro chique e não tenciona lá voltar!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.