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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#7 Filme com o meu ator favorito

Uma vez mais, o que é hoje pode não ser amanhã... Aqui disse-vos que era o Tom Hanks, que continuo a adorar, se me perguntarem amanhã talvez vos responda Javier Bardem, ou outro igualmente bom, mas hoje a minha escolha recai sobre o Johnny Depp - que gajo mais versátil! -  e o meu filme favorito de sempre do Johnny Depp é o bem antiguinho Edward Mãos de Tesoura

 

 

Alguém que fique indiferente a este filme?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: As Cinquenta Sombras Livre

Não há duas sem três e já que fui ver o primeiro e o segundo filme, fazia sentido ver o terceiro para rematar a história. Mas quem quero eu enganar? Eu fiz parte daquele leque de pessoas que estava em pulgas para que saísse o último filme da trilogia! Sou fã assumida da Saga das Cinquenta Sombras de Grey! Já o disse algumas vezes: como literatura acho horrível - li 5 páginas do primeiro livro e foi o suficiente para perceber que aquele livro não era para mim - mas como filme, arrebatou-me o coração.

 

 

 

No terceiro e último filme da saga, Anastacia e Christian casam-se e apesar de inicialmente a vida do casal parecer um conto de fadas, logo se percebe que há muitas arestas a limar para que estes dois possam ser felizes. É um filme com muito mais ação: estes dois andam a ser seguidos e há alguém que quer fazer mal a Anastacia para atingir acima de tudo Christian. Neste filme Anastacia também engravida e isso vai dificultar ainda mais a história do casal pois Christian não tencionava ser pai devido a muitas questões mal resolvidas com o seu passado. Será que estes dois vão conseguir ser felizes?

 

Gostei muito deste terceiro filme. É o mais romântico dos três, há menos sexo e mais preocupação, mais carinho, mais envolvimento dos dois. As cenas de sexo são ainda mais ligeiras do que nos primeiros filmes e há zero cenas - praticamente... - de sadomasoquismo - se é que alguma vez essas cenas existiram. Gostei bastante do facto da personagem de Anastacia se ter revelado mais forte, menos submissa e mais capaz de contrariar Christian. Gostei do facto de Christian estar muito mais tolerante, muito mais carinhoso, apesar de continuar demasiado protetor.

 

Este terceiro filme vem contrariar tudo o que possa ter sido dito dos outros dois filmes: Não é um filme masoquista, não é um filme de violência contra as mulheres e é mais um filme em que há uma mulher que consegue levar a  dela avante. Ou seja: uma mulher simples, que consegue arrebatar o coração de um ricaço mulherengo, casar com ele e conseguir que este lhe seja fiel, no fundo é uma espécie de Pretty Woman mais moderno com mais sensualidade à mistura.

 

Eu gostei imenso da trilogia e adorei este filme pois claro. Sou uma romântica incurável e adoro filmes com histórias de amor com algumas peripécias à mistura, e se nesses filmes ainda existirem atores giros como o Jamie Dornan tanto melhor, ainda que ele possa ser uma personagem altamente cliché. Não quero saber. É só um filme e eu gosto de filmes clichés!

 

Quem é que daqui já foi a correr ver o último filme da saga?

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#6 Filme com a minha atriz favorita

Tanta pergunta difícil! Tenho tantas atrizes favoritas. Aqui disse-vos que era a Angelina Jolie, hoje, porque é hoje, porque que se fosse amanhã a resposta poderia ser outra, quiçá seja a Julia Roberts - se não vi todos os filmes dela não devo andar muito longe de alcançar o objetivo - e um dos meus filmes favoritos dela é o Pretty Woman que também nunca me canso de ver. Já sei,  já sei: é o típico filme, o puro cliché, mas ó pá... Adoro o que é que querem?

 

 

Quem é que desse lado é como a Mula e cessa o zapping sempre que encontra o Pretty Woman?

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#5 Animação

Eu não cresci. É impossível eu ter crescido. Continuo a adorar e a vibrar com filmes de animação. Da Sininho aos Simpsons. Gosto de todos, dos mais infantis aos mais adultos. Aqui podia estar o grande Rei Leão - primeiro filme que vi no cinema -, o Papuça e Dentuça - que é provavelmente o filme que mais vezes vi, de sempre e em todas as categorias - ou o UP! Altamente - um dos filmes mais ternurentos de sempre - mas não. Para mim, o melhor filme de animação que alguma vez vi foi o Divertida Mente. É ternurento, é didático, é divertido, fez-me rir, fez-me chorar. É simplesmente lindo e incrível.

 

 

 

E o vosso filmes de animação favorito é qual?

Livro Secreto II #10 O Talentoso Mr. Ripley de Patricia Highsmith [e o filme correspondente]

O décimo livro do desafio do livro secreto já veio e já seguiu para novas paragens. Desta vez tocou-me um livro cuja história nunca me suscitou curiosidade e cujo filme fui ignorando das várias vezes que foi passando na televisão. É que nem o facto de ser com o meu tão adorado Jude Law me fazia ter curiosidade no filme. Soubessem ainda o que eu odeio a estrutura dos livros da Sábado... É da Sábado e das Edições do Brasil, simplesmente odeio o grafismo e por muito bom que seja o livro fico sempre apreensiva por ler algo com tão fraca qualidade visual - que no caso da Sábado é mesmo por ter demasiado texto corrido, quase sem margens e quase sem espaçamento do texto... Meus ricos olhinhos.

 

Tinha tudo para correr bem esta leitura, não tinha? Ainda assim a Mula arrisca, a Mula petisca e a Mula lê e por vezes a magia acontece.

 

 

O Talentoso Mr. Ripley conta a história de como um grande burlão, altamente desinteressante socialmente falando, ascende à classe média-alta usurpando a identidade de outrem.  Mr. Ripley possui vários talentos, entre eles o de falsificar, ludibriar e enganar os outros. Possuidor de uma memória fantástica consegue ser várias pessoas diferentes memorizando sem dificuldade o que é que cada personagem viu, viveu ou sentiu, como se os seus vários "eus" não se tocassem e não vivessem a mesma experiência. Mr. Ripley vai entrar de mansinho numa família e vai tirar o máximo proveito dessa entrada.

 

Não seria de todo um livro que eu leria. Como indiquei, a verdade é que nem o filme me suscitou curiosidade mas no final acabei por gostar do livro. A primeira metade do mesmo é na minha opinião aborrecida. Não há emoção, não há suspense, não há artimanhas suficientes para me prenderem à leitura, mas quando o cerco a Mr. Ripley começa a apertar a verdade é que o livro se torna até viciante e queremos saber o que vai acontecer de seguida. Confesso que o final não me surpreendeu totalmente, até porque o próprio título do livro nos passa essa imagem, de alguém surpreendente, porque se é um talento... e mais não digo porque não quero ser spoiler.

 

Este é um livro que relata como as pessoas podem de um momento para o outro estragar a nossa vida sem darmos conta. Conta como as amizades erradas podem ser altamente perigosas e como o desejo de viver intensamente pode ser mais prejudicial que benéfico. É também um livro que retrata a inveja e que demonstra como a ausência de uma estrutura familiar estável e saudável pode despoletar acontecimentos horríveis anos mais tarde.

 

Posto isto posso dizer-vos que no final até gostei do livro. Não é de todo o meu estilo de livro, no entanto posso dizer que até me proporcionou bons momentos.

 

Terminado o livro, e umas horas depois - na realidade foram só 10 minutos - decidi ver o filme. Não é que tinha dado no AXN uns dias antes? Desilusão total! Bem sei que os filmes são baseados nos livros, que não são os livros mas... É mesmo necessário fazerem algo tão, mas tão diferente? Chegam a alterar as características das personagens e tanto que é importante da história se perde.

 

Dickie no livro é um tanto lunático mas não é mulherengo, no filme não pode ver um rabo de saias que mexa. Mas um playboy em Hollywood vende mais, compreendo. Dickie adorava pintar, no filme trocaram a pintura pela música. Porquê? É mais consensual? No livro Mr. Ripley era de um talento incrível, com uma capacidade de resposta e de improvisação quase sobrenatural, no filme não passa essa mensagem. Apesar de Ripley se apoderar da personagem de Dickie e de os dois passarem a ser a mesma pessoa a verdade é que no livro quase achamos que existem realmente duas pessoas distintas, porque ele assume os dois papéis de modo tão diferente que por momentos pode levar o leitor a acreditar no que acredita Ripley: que é Dickie. No filme, nada disto é transmitido, e para mim este era o grande talento do Mr. Ripley. No livro morrem duas pessoas, no filme morrem quatro. Que mãos largas... No livro não senti que alguma vez a Marge desconfiasse de Ripley, no filme ela acusa-o e tem a certeza absoluta da sua culpa.

 

Agora a sério, digam aqui à Mula com sinceridade: É mesmo necessário alterar tanto de uma história para vender? Ao menos as paisagens no filme são incríveis. Ao menos isso.

 

Resumindo e concluindo a Mula não queria ver o filme, nem queria ler o livro mas no final a Mula acabou a gostar do livro, e do início ao fim, a Mula não gostou do filme.

 

E desse lado: Quem já leu? Quem já viu o filme? Opiniões procuram-se.

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#4 Vencedor do Óscar

Uma vez mais, um pouco do contra me confesso. Não costumo gostar muito dos filmes vencedores dos óscares. Aliás, não costumo sequer ver os Óscares, porque tantas vezes os filmes nomeados não me interessam. Imaginariam vocês como fiquei surpreendida quando um filme tão simples como o Moonlight - que eu adorei - foi o grande vencedor. Mas há, claramente, alguns vencedores impossíveis de eu não gostar. Lembro-me por exemplo do Titanic que adorei e é dos filmes com mais prémios desde sempre, e do 12 anos escravo que é impossível negar o grande filme que é. No entanto, e por ser um filme diferente de tudo o que já vi, a minha escolha recai sobre o Este País Não É Para Velhos com o grande Javier Bardem, um dos meus atores favoritos - ainda hoje me pergunto como conseguiram tornar tão feio um homem tão belo! - que teve um desempenho excecional e lhe valeu o óscar de Melhor Ator Secundário - ainda que de secundário tenha tido muito pouco.

 

 

Quem é que viu este filme? Qual é o vosso filme dos óscares favorito de sempre?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: O Passageiro

Domingo que se preze tem, em casa ou fora dela, uma noite - pode ser uma tarde também - de cinema e desta vez e pela primeira vez em 14 anos  - estou a ser injusta, acho que foi na realidade uma segunda vez - o Mulo escolheu o filme. Queria ir ver O Passageiro. Já tinha visto o trailer, já me tinha interessado o suficiente e lá fomos nós. Posso  já adiantar-vos e poupar-vos à review: Adorei o filme. Ide, ide, ide!

 

 

O Passageiro conta a história de Michael McCauley, ex-polícia e atual vendedor de seguros que de um dia para o outro - e atualmente com 60 anos - é despedido da empresa onde trabalhava, sendo que é este despedimento que despoleta todo o filme. No comboio, durante a viagem para casa, Michael é abordado por uma misteriosa mulher que lhe coloca um desafio: Há uma pessoa que não pertence àquele comboio e ele, como passageiro regular, deveria de descobrir essa pessoa e sinalizá-la, sendo que tem apenas como pista que essa pessoa possui uma mala qual o seu destino final - o fim da linha daquele comboio. Para que Michael iniciasse a sua procura foram-lhe oferecidos 25.000 dólares - que estariam escondidos numa casa de banho e que ele só teria de procurar se aceitasse o desafio - e se concluísse a tarefa com sucesso receberia mais 75.000 dólares. Desesperado e numa altura em que precisava de dinheiro pois estava desempregado, Michael McCauley procura os 25.000 dólares, encontra-os e implicitamente aceita o desafio, mas o que lhe parece um mero capricho de uma mulher misteriosa, rapidamente se transforma num pesadelo e Michael descobre que o objetivo é abater essa pessoa, ainda que esteja longe de compreender o motivo. Quando tenta desistir percebe que está a ser vigiado e controlado ao pormenor e percebe que a sua família está em risco, por isso desistir não é uma possibilidade. Será que Michael McCauley  vai ser capaz de superar o desafio?

 

O Passageiro é um filme que parte da aborrecida rotina diária, que poderia ser a rotina de qualquer um de nós, e transforma-se num grande filme de quebra-cabeças. É um filme emocionante, cheio de suspense e de ação. É um filme enervante, é um filme que nos prende do início ao fim. 

 

É um filme que nos faz questionar as nossas decisões ao estilo: E se fosse consigo? E nós, aceitaríamos 100.000 dólares sem saber as consequências? Até que ponto estamos dispostos a prejudicar um desconhecido em nosso proveito?

 

É um filme com algumas falhas, que tornam o filme irreal - felizmente mais na reta final do filme - como já vem sendo típico nos filmes de ação, mas é no entanto um filme que vale muito a pena com um grande papel do Liam Neeson.

 

Quem é que já viu o filme? O que acharam?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Insidious: A última chave

Não conhecia a saga. Não fui ver os outros filmes, no entanto isso não foi nenhum impedimento uma vez que tem uma história com um princípio um meio e um fim. Sim há referências de situações acontecidas nos outros filmes, mas não senti que interferissem na história, não acho que a entenderia melhor se tivesse visto os outros três filmes, apenas teria um outro enquadramento. Um apontamento para quem viu os outros: Este filme, pelo que percebi e depois fui investigar, acaba dando ligação ao primeiro filme da saga.

 

 

No último filme da saga Insidious, a história centra-se em Elise Rainer, a médium que aparece nos restantes filmes da saga. Ficamos a conhecer um pouco da infância de Elise, de como a mãe morreu, de como vivia com um pai agressivo e porque razão se afastou do irmão. Aqui percebemos o tipo de contacto que Elise tem com os espíritos e a forma como a sua família lidava com o seu dom. Depois da morte da mãe, vemos Elise muitos anos depois, já adulta que decidiu usar o seu dom para ajudar outras pessoas. E é assim que regressa muitos anos depois à casa onde viveu até à adolescência. Após receber uma chamada do novo morador, decide enfrentar os seus piores demónios, literalmente. Ao longo do filme vamos tendo acesso a algumas imagens do passado de Elise para compreendermos o presente.

 

Dizem que este é o pior filme da saga. Isso eu não posso dizer porque não vi mais nenhum, mas posso dizer-vos que foi o filme de terror mais arrepiante que vi nos últimos tempos. Achava que ia sentir o que senti com este a ver o It e não senti - estranhamente o It está muito melhor classificado do que este - e com este várias vezes sofri da taquicardia e quase em todo o filme me senti desconfortável - sinal de que achei o filme um pouco pesado para o que eu estava à espera. No entanto é inegável que tem alguns discursos, algum humor despropositado que tira bastante seriedade ao filme, mas quando é para assustar, assusta, por isso creio que cumpre o seu propósito.

 

Só fiquei desgostosa com um ponto: é que as assombrações não são explicadas. Entende-se o porquê de Elise regressar àquela casa para ajudar o novo morador, que no fundo foi resolver a sua própria vida, mas não se entende o motivo de tudo aquilo ter começado e isso enerva-me. Por exemplo, recordo-me que noutro filme do género, o Terror em Amityville - o filme que mais me tirou o sono até aos dias de hoje - explicou que tudo começou porque o espírito que assombrava a casa pertencia a um antigo capataz de escravos, e que ali vivia porque antes de ser uma casa foi um cemitério, e antes de ser um cemitério foi um espaço de escravatura. Aqui senti que não houve qualquer explicação, qualquer motivo, apresentam-nos o final "é assim" e nós saímos da sala com a ideia "então tá!" e só por isso fiquei com um gostinho agridoce, mas uma coisa é certa: um filme de terror é suposto meter medo, e isso posso dizer-vos que me meteu, que me fez estremecer várias vezes, mas isso sou eu que sou muito sensível a filmes com espíritos confesso.

 

Quem é que daqui viu o filme, o que é que achou? Já agora, alguém que tenha visto os outros filmes que possa fazer-me um apanhado geral?

Kedi: Um documentário sobre gatos chega ao cinema

 

Como assim um documentário sobre gatos no cinema? Confesso, estou com a minha alma de queixos caídos no chão. Em primeiro, porque são poucos os documentários que chegam aos grandes ecrãs, em segundo porque não é um documentário sobre cães, não é um documentário sobre macacos, não. É um documentário sobre gatos, mais propriamente sobre sete gatos que vivem nas ruas de Istambul, na Turquia.

 

Kedi, que significa gato em turco, vai contar a história de sete gatos de rua, que se relacionam com os humanos cada um à sua maneira. Foi considerado um dos melhores documentários do ano de 2016 - ano em que foi lançado - e foi tão aclamado pela crítica que finalmente chega a Portugal.

 

Estreia dia 25 de Janeiro num cinema próximo de si mas para quem for de Lisboa, pode assistir a este documentário em primeira mão - primeira como quem diz, já que chegou com quase dois anos de atraso - no Fórum Lisboa, sendo que as receitas de bilheteira irão reverter a favor da Associação SOS Animal.

 

Para vos aguçar o apetite deixo-vos com o trailer.

 

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.