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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Lutar contra o excesso de peso #10

Não tenho uma dieta que implique contar calorias. Nem daria para mim, porque eu não peso a comida e por isso não tenho uma verdadeira noção do que como realmente. No entanto tento usar as calorias a meu favor na hora de escolher, como por exemplo quando compro pão embalado, iogurtes e até mesmo gelados. É assustador por vezes as escolhas que fazemos às cegas.

 

Ora vejam:

 

Em tempos fui com uma amiga lanchar e decidi pedir um croissant brioche simples. É relativamente seco, não tem cremes e aquele até nem tinha geleia no topo como é habitual. Pareceu-me uma boa escolha, tendo em conta que as outras opções eram bolas de berlim, pastel de chaves e afins. Cheguei a casa e por curiosidade fui ver ao Dr. Google quantas calorias tem um croissant: de acordo com o FatSecret um croissant brioche tem em média 300cal! Se tiver creme e/ou geleia, o valor é bastante superior.

 

Eu não sei se vocês têm noção das calorias que devemos comer por dia, mas existem tabelas que podemos consultar que nos ajudam a ter alguma noção. Por exemplo, atentem nesta tabela:

 

tabela calorias.png

(Retirada daqui)

 

Tendo em conta que eu não sou ativa e que meço 1,63m é-me indicado que devo ter um gasto calórico diário de 1700cal - o que está de acordo com o que me era indicado na altura que andava no ginásio -, ou seja, se eu comer 1700cal diariamente mantenho o peso, se comer mais do que isso engordo, se comer menos do que isso (ou tiver um gasto energético superior) emagreço. Até aqui tudo certo?

 

Vamos agora fazer as contas para uma tentativa de manter o peso:

Ora vejamos, 1700cal a dividir por 5 refeições - pequeno almoço, meio da manhã, almoço, lanche e jantar - dá um valor redondo de 340cal por cada refeição. Se tivermos em conta que um almoço saudável tem entre 600-700 calorias e que jantamos muitas das vezes o que almoçamos, facilmente chegamos à conclusão que não podemos ter lanches de 400cal - sim porque acompanhei com um sumo. Assim, facilmente achamos que nos alimentamos de modo saudável e não compreendemos como é que ainda assim engordamos porque até "só comemos um croissant ao lanche" Claro que se for uma vez de quando em vez não faz mossa, mas se for um hábito diário os resultados podem ser bastante negativos. E em mim os resultados estão à vista que na loja comia quatro napolitanas por dia - duas ao pequeno almoço, e duas ao lanche -  ou dois jesuítas de amêndoas - um ao pequeno almoço e outro ao lanche.

 

Outro exemplo: Estava a tomar café e apetecia-me um doce para acompanhar. Não queria comer uma nata - que tem de acordo com o FatSecret 297 cal - e olhei para os húngaros da montra que tinham um aspeto divinal. Pensei em pedir um para acompanhar o café mas antes fui ao Dr. Google e perdi o apetite por saber que uma só bolachinha, um só húngaro teria 100cal. E é assim que vamos cometendo erros sem nos apercebermos, porque até não enchemos os pratos de arroz e massa e até comemos sopa às refeições.

 

Não podemos efetivamente deixar que as calorias controlem a nossa vida, não devemos ser os ninjas das calorias sob pena de enlouquecermos mas podemos - e devemos - ter consciência do que cada alimento poderá representar na nossa alimentação. Agora claro que também existe a lei da compensação e se por cada húngaro que comermos fizermos uma caminhada de 20/30 minutos, então está tudo bem, mas se não o fizermos... Bem, já sabem o que acontece se não o fizermos.

Lutar contra o excesso de peso #9

 

Na terça-feira foi dia de consulta na nutricionista. Tal como já esperava, os resultados foram os melhores dos últimos tempos. Desde a última consulta perdi 3 kg - que fazem um total de 8 em três meses que já tinha andado aqui a apregoar - e menos 2 cm na anca assim como menos 2cm na cintura, que é das maiores vitórias, essencialmente os da cintura que durante várias semanas não se alterava por mais dieta que fizesse.

 

Como disse aqui, deixei de tomar o drenante, achei que como continuava a beber água e a fazer xixi como se o mundo fosse acabar amanhã, que o drenante estava a mais. Parece que não estava: aumentei a retenção. Pobre nutricionista, enganada por mim disse que o drenante devia de estar a deixar de fazer efeito porque tinha aumentado imenso a retenção e que agora era para atacar com chá de cavalinha também. Mal ela sabe que deixei totalmente de o usar... Pelos vistos tenho de retomar a toma alternadamente com o chá a ver se volto a diminuir a retenção.

 

Não entendo o que posso fazer realmente para deixar de fazer retenção de líquidos... Bebo água, aumentei a quantidade de exercício físico... Deveria de ser suficiente.

 

Perguntei-lhe também como era possível os intestinos funcionarem pior agora que tenho uma alimentação muito mais saudável, indicou-me que acontece, que é comum, porque as gorduras e os açúcares acabam por provocar mais os intestinos, mas que perdemos elementos muito importantes, mas também garantiu que assim que o organismo se habituar ao novo tipo de alimentação que ficará tudo bem. A verdade é que eu dantes comia muito pão com sementes - que tem muitas fibras - e agora raramente toco no pão, imagino que seja uma alteração demasiado grande. A redução da quantidade dos hidratos de carbono no geral é também a grande responsável por esta maior dificuldade. Imagino que o facto de trabalhar o dia todo sentada que também não ajude...

 

Estive a ver os meus registos antigos de peso. Estou atualmente com mesmo o peso que tinha, quando em 2013 achando-me gorda decidi ir para o ginásio. Curiosamente apesar do mesmo peso, os restantes resultados são melhores: Tenho atualmente bastante mais massa muscular, lembro-me do choque do PT ao ver que eu estava abaixo dos 30, uma vez que o saudável nas mulheres é acima dos 35 - atualmente estou acima dos 40 -  e menos massa gorda, tinha na altura 46 e atualmente tenho 43 - o ideal é rondar os 20-25% lá chegaremos - e as medidas também são atualmente mais reduzidas, mas curiosamente o peso é o mesmo. É incrível como a massa muscular influencia o peso, e como não o podemos ver de forma desintegrada, porque em 2013 apesar de ter o mesmo peso que agora, estava bastante mais gorda do que estou agora.

 

Estou há três meses sem cozinhar com natas, de quando em vez lá compro umas natas de soja só para fazer um prato mais apetitoso mas a verdade é que eu punha natas e queijo em tudo e isso agora já não acontece. Custou, custou bastante, neste momento já estou habituada.

 

Perguntam-me o que me levou a colocar um ponto final no meu excesso de peso, o que mudou este ano que não tivesse mudado nos anos anteriores. Poder-vos-ia dar imensas respostas que vão desde a autoestima à roupa que eu gosto e não me serve. Mas foi essencialmente uma questão que me levou a tomar esta decisão mais afincadamente: Quero ser mãe em breve. Quero começar a pensar em engravidar, mas não assim, não com este peso, não seria saudável para mim, não seria saudável para o bebé, não seria saudável para ninguém. Primeiro quero ser magra, e depois quero ser mãe de forma saudável, tendo atenção regrada para não aumentar de peso depois. Sei que é possível, e eu vou conseguir. Torçam os dedinhos por mim porque eu vou conseguir!

 

Quando eu digo que vou ser magra é claramente uma brincadeira, porque eu não tenho corpo de magra, nem quando tinha 52kg eu era magra, a verdade é que eu tenho anca larga, tenho peito grande, tenho coxa rechonchuda, por isso eu magra não ambiciono ser, mas digo-vos, vou ser uma gaija boua! Ai vou! Quando entrar nos 30, terei o corpo com que ambiciono, e pronto para esse verão - não de 2020, como apregoo no instagram, mas de 2018!

 

Ainda estão a tempo de se juntar a mim! Acreditem, se a Mula preguiçosa e altamente gulosa está a conseguir, vocês também conseguem!

Lutar contra o excesso de peso #8

 

Os números da balança continuam a descer.

 

Confesso que há dias, quando subo à balança, que até me dá vontade de chorar por saber que as coisas têm corrido tão bem, apesar das facadinhas. Faltam menos de duas semanas para a próxima consulta, queria perder mais dois quilos até lá e ando motivada. Vamos ver como corre.

 

Até à próxima consulta, tenho dois dias de detox, por semana. Os dois dias de detox da semana passada correram muito bem, 800g em dois dias foram-se. Não, não ando a batidos o dia todo ao contrário do que possam imaginar mas nesse dia tudo o que é massa, arroz, batata e pão é excluído da dieta. Em compensação privilegia-se as proteínas e claro está, os legumes e frutas. Apesar de não passar propriamente fome, porque todos os lanches permanecem nos mesmos horários - ainda que diferentes - não vos vou mentir, fazer dias de detox não é fácil, senti uma grande falta de energia e andei com sono o dia todo, essencialmente no primeiro dia, em compensação não fiquei com vontade de comer este mundo e o outro, que era o que eu mais temia. Só o jantar é difícil. Beber um batido ao jantar - podia ter optado por sopa, mas sopa no verão... ai é difícil - é muito pouco, e acabei a comer uma fatia de bolo e beber um chá antes de ir para a cama num dos dias. Consigo fazer muita coisa nesta vida, mas dormir de estômago vazio não é uma delas.

 

Por livre e espontânea vontade deixei o drenante. Não que me estivesse a fazer mal, mas acabou e como entretanto fiquei doente e tive medo de continuar a tomar juntamente com a medicação, acabei por adiar a compra até que percebi que o meu organismo deixou de ser preguiçoso e continuo a beber água e a ir à casa de banho como se não houvesse amanhã. Ora, se bebo água, se a expulso e se perco peso, acho que está na hora de me manter sem o drenante mais uns tempos. Se é para fazer detox vamos lá expulsar tudo o que é extra desta vida.

 

Fazer dieta não é fácil, o mundo está cheio de tentações, mas a verdade é que está a ser mais fácil do que imaginaria que fosse ser. Não estou a ser maníaca, e há dias que como o que me apetece, esta semana até comi uns quadradinhos de chocolate, mas há vários meses que não como hambúrgueres no pão, nem pizzas, nem francesinhas, em compensação há domingos que perco a cabeça com o pão, como o domingo passado e descobri que esses dias não trazem um mal tão grande ao mundo, que é possível compensar.

 

Aprendi também a controlar-me com as sobremesas. Consigo ter gelados dos que gosto em casa - daqueles bem cremosos - e comer só um pouco. Consigo fazer uma sobremesa e comer só um pouquinho. Consigo abrir uma tablete de chocolate e comer um ou dois quadradinhos só. Acho que esta é a maior vitória. Quanto mais natural este modo de vida se tornar mais fácil será de controlar o peso no futuro.

 

A minha maior dificuldade ainda são as bebidas alcoólicas. No inverno será mais fácil porque opto quase sempre pelo vinho tinto - mas que no verão não me sabe bem - mas no verão tenho uma grande preferência por cerveja e sidra e são tão, mas tão calóricas.

 

A minha maior aliada é a balança. Peso-me todos os dias duas vezes ao dia - de manhã ao acordar, e outra ao deitar - e sei exatamente a variação que é suposto o meu corpo ter. Isto permite-me ir controlando o inchaço do corpo: atualmente à noite peso mais 800g do que de manhã, o que significa que incho 800g por dia, imagino que isto com o tempo poderá reduzir. Quando cometo um excesso ou um erro alimentar - acreditem que são situações diferentes -, consigo perceber ao deitar e isso permite-me corrigir com as refeições do dia seguinte. Estarão agora certamente a pensar que vivo obcecada com a balança, mas não vivo. Mas foi a total ausência de uma na minha vida, durante tantos anos, que me levou ao peso que hoje tenho, por isso acho que posso, e devo, usá-la em minha vantagem e não contra mim. Claro que ela por vezes magoa-me os sentimentos, mas todas as relações desta vida têm os seus dias difíceis.

 

No fundo isto das dietas só tem um ponto negativo: prejudicam a conta bancária... As calças estão a começar a ficar-me largas!

Lutar contra o excesso de peso #7

 

Na quinta-feira foi dia de pesagem. Após um casamento, um dia seguinte de puro deleite e após uma semana de baixa. foi dia de pesagem. Ou seja, após passar duas semanas a comer muito e a mexer-me pouco foi dia de pesagem. Tinha tudo para correr mal, terrivelmente mal.

 

Antes do casamento tinha perdido meio quilo, apesar de estar de baixa e de me mexer muito pouco, e apesar de ter cometido algumas facadinhas na dieta, a verdade é que consegui perder algum peso, no entanto no casamento de terça-feira tenho noção de que recuperei tudo o que perdi, e a balança não o negou.

 

Eu conhecia as regras para sobreviver a um casamento:

  • Bebidas: preferencialmente água, mas podia ser um copo de vinho ou coca-cola zero. Apenas uma ou duas bebidas brancas.
  • Entradas: Só o que coubesse num prato de sobremesa. Nada de empilhar.
  • Pratos principais: Podia comer o prato de carne e o de peixe, mas sem os hidratos de carbono.
  • Sobremesa: Fruta, muita fruta. Eventualmente um docinho ou dois - pouca quantidade - do que mais gostava e a respetiva fatia do bolo dos noivos.

 

Até começou bem. Nas entradas comi salada, dei um saltinho à mesa dos queijos mas não cometi excessos, comi um pouco de orelheira - que adoro, adoro, adoro - e nem me cheguei para a mesa dos mariscos. Bebi apenas um gin nas entradas e tudo corria lindamente. Passamos para o prato principal, comi um pouco de bacalhau - apenas uma batitinha à murro - e quando veio a carne o mesmo aconteceu: apenas uma batata e um pedaço pequeno de carne. Fiquei bem. Bebi vinho à refeição - ainda que mais do que o copo recomendado - e a coisa estava a correr muito bem.

 

Eis que abriram a mesa do demo. Abriram a mesa das sobremesas, com tudo o que adoro: cheescake, semifrios vários, mousse e até a fruta estava acompanhada por uma fonte de chocolate - digam lá que não é maldade colocar uma fonte de chocolate, belga pareceu-me, num casamento com pessoas em dieta e dizerem-lhes para comerem apenas fruta, saudável. Aqui tudo o que tinha para correr mal correu. Comi só um pouco de cada.... Mas comi praticamente de cada, enchi o prato duas vezes, fiquei pronta para rebolar. Ainda fui fazer uma pequena caminhada, mas obviamente que não foi nada tendo em conta o que comi. O problema continuou noite a dentro com as bebidas alcoólicas e parou apenas com o caldo verde e alguns enchidos de madrugada, na altura da ceia.

 

Sim, no fundo tudo o que tinha para correr mal correu. E no dia seguinte não foi diferente. No dia seguinte comi pão, muito pão. Cheguei a casa e fiz aproximadamente 20km de bicicleta, tinha que tentar minimizar de alguma maneira o estrago que tinha cometido, já que a balança acusava 1kg a mais - ainda que bem sei que pesando-me à noite os valores não são reais - e eu só imaginava que no dia seguinte de manhã a balança ia acusar pelo menos mais uns 500g.

 

A caminho da consulta eu só pedia que tivesse perdido nem que fossem 100g, só pedia que não tivesse engordado nem que fosse uma só grama.

 

Perdi 200g, o dobro dos meus desejos - para a próxima peço 500g a ver se perco 1kg! - e ainda perdi 4 cm na barriga e 3 cm na anca. Claro que voltei a diminuir a massa muscular - pela falta de movimento - e aumentar um pouco a massa gorda - e talvez por isso tenha perdido peso, porque a massa muscular é mais pesada que a massa gorda -, mas ainda assim os resultados não foram tão desastrosos como estava à espera, tendo em conta as circunstâncias.

 

Parece-me por isso possível sobreviver a um casamento, mas se pudermos ter mais tino, tanto melhor. Vou tentar não cometer os mesmos erros no próximo - que é já em Setembro - e muito menos marcar a pesagem para um dia após o enfardamento exagerado de doces e álcool. O ideal é pesar-me antes, mesmo antes, para depois ter pelo menos duas semanas de manobra. Até nisto das dietas temos de ser manhosos.

 

Agora vou estar 4 semanas sem lá ir que ela está de férias. Porque confia plenamente em mim - #sóquenão - receitou-me dois dias de detox por semana, onde nesses dois dias não entram hidratos - vou tentar fazer nos dois dias da folga. Nunca os fiz, vamos ver como corre, mas diz quem experimentou que é muito bom para limpar o organismo e perder bastante peso, ainda que seja um peso que seja fácil de recuperar e por isso exige cuidados.

 

Já alguém fez algum detox?

 

A correr muito bem, no dia 5 de Setembro - próximo dia de pesagem - deveria de estar com uns 72kg, a correr bem, deveria de estar com 74kg, a correr mal... Nem vou pensar nisso porque vai no mínimo correr bem. 

 

Já sabem, continuem a rezar por mim!

 

E a luta das meninas que lutam comigo, como vai?

Lutar contra o excesso de peso #6

Eu não posso estar em casa. Não posso. Seja por ser fim-de-semana, seja por estar doente. Estar em casa faz com que simplesmente deixe de seguir as rotinas alimentares a que me propus e que têm resultado na redução de peso. Estar em casa todos os dias é transformar todos os dias em fim-de-semana, e a balança raramente perdoa os fins-de-semana...

 

Mas então, e o que é que acontece quando estou em casa? A questão será, tantas vezes, o que é que não acontece.

 

 

Quando estou em casa salto logo duas refeições. Acordo demasiado tarde para querer tomar o pequeno-almoço, e como salto logo para o almoço, salto também a minha fruta do meio da manhã.

 

 

 

O conceito "água" perde-de completamente do meu dicionário. Simplesmente deixo de beber água. E como o drenante está no trabalho, nem água, nem drenante, nem nada de nada. Ou seja, estar em casa é sinónimo de desidratação.

 

 

É incrível como no trabalho raramente tenho fome - a verdade é que estou entretida e até me esqueço de comer - e em casa parece que nunca estou satisfeita. É um assaltar constante de armários.

 

 

 

Há sempre tempo para fazer um docinho. No dia-a-dia não há tempo, nem paciência, nem energia para me dedicar à docaria, mas se estou em casa sozinha, e se me aborreço, um bolo surge, e há tanto tempo para ver receitas... Maldito Tasty!

 

 

Os excessos. No dia-a-dia, e após um dia de trabalho é fácil chegar a casa e fazer uma receita simples, rápida e equilibrada. Estar em casa é fazer receitas mais elaboradas, e isso quase sempre significa, mais calóricas Não faz sentido? Pois não, mas é a realidade.

 

 

 

Ou seja, e em suma, estar em casa significa uma anti-deita, e isso quase sempre se traduz num aumento de peso. Tento contrariar estas questões, mas confesso-vos, nem sempre é fácil.

 

Mas vamos ver o lado positivo disto tudo: estar em casa, também significa ter mais tempo para o blog e para vocês e isso é bom!

 

Bem agora vou só ali ver o que há para lanchar e já volto!

 

Lutar contra o excesso de peso #5

(imagem retirada daqui)

 

 

E ontem foi dia de pesagem: No total 5kg já abandonaram este corpo de Mula gorda. Neste caso, acho que estou em condições de dizer que esta dieta é um pequeno passo para o mundo, mas um grande passo para a Mula, e apesar de um excesso aqui, e outro acoli, que a coisa tem corrido relativamente bem.

 

Aprendi a relativizar e a viver bem e feliz com isso. Numa outra altura, acho que os fracos resultados destas três semanas me levariam a ponderar bem se seria para continuar ou não. Hoje não tenho dúvidas, mais vale um quilo a menos em 5 anos, do que 1kg a mais em 5 dias!

 

Deveria de ter perdido 3kg nestas últimas três semanas. Perdi apenas 1,5kg. Fiquei bastante aquém do que me propus? Fiquei! Mas comi nachos, enchi a pança de queijo cheddar, comi pão com chouriço e até, choquem-se uma fatia - ainda que quase invisível de tão fininha - de pizza! Por isso 1,5kg é muito bom. Não passei fome, e tirando o ataque de gula desgovernado, andei bem. Acima de tudo é preciso compreender que este 1,5kg é muito mais do que isso, porque começo finalmente a perder o que devo e a ganhar o que é suposto: Finalmente começo a ganhar massa muscular, a perder massa gorda e a aumentar o nível de água. Nestas três semanas reduzi cinco centímetros na barriga, e dois na anca.

 

Se deveria de já estar nos 75kg e ainda estou nos 78kg? É um facto. Mas também é verdade que há um mês e meio atrás estava nos 83, e isso sim para mim é uma vitória, estou há mês e meio controlada, encarreirada e acima de tudo motivada.

 

[Momento sério on] Confesso que o futuro me assusta, acima de tudo se pensar que terei de viver regrada toda a minha vida. Assusta-me ter de viver eternamente em dieta, e não me venham com tretas de que não é "dieta" é "estilo de vida saudável", porque se eu não puder comer uma bola de Berlim na mesma semana que vá ao McDonald's é dieta, sim! Mas tenho noção que me arrisco a recuperar tudo novamente como aconteceu anteriormente. Malditos genes! [Momento sério off Mas a verdade é que tento não pensar muito nisso, tenho de me afetar o mínimo possível para evitar precisar de afogar mágoas, é que os Ferrero só voltam no inverno. Basicamente é por isso. 

 

Mas adiante, dizia-vos que ano motivada, e como tal mudei alguns dos meus hábitos de Mula preguiçosa:

  • Por muito que me custe agora não fico a ler na minha hora de almoço -  e tanto que quero terminar os meus guarda-chuvas!!!! - e vou fazer uma caminhada, duas a três vezes por semana de cerca de 20/30 minutos - cerca de 3kms mais ou menos.

  • Passei a dar uso à inquilina aqui de casa.

  • Continuo a beber água como se estivesse no deserto do Saara a fazer uma maratona. Eu nunca fui de beber água, aliás já recorri a chás, a app's, a tudo e mais alguma coisa para beber água e não me lembrava de beber. Agora a garrafinha está sempre ali, lado a lado com os meus monitores, e agora bebo por vício - não que adore - porque o gesto é tão rotineiro, que às vezes fecho a garrafa e volto a abrir e a beber no mesmo instante, porque já bebo quase de forma inconsciente, a cada 10 minutos. Já não sei o que é ter sede, mas dizem que é assim mesmo, que não devemos esperar que o corpo peça.

  • Em casa tenho feito alguns exercícios de agachamentos e musculação. E zumba, muita zumba caseira aos fins-de-semana.

 

Basicamente, e em suma, tenho-me mexido cada vez mais, e tentado comer cada vez menos, ainda que às vezes tenha de me mexer ainda mais, porque comi mais do que suposto. A lei do equilíbrio meus amigos, a lei do equilíbrio.

 

Agora só preciso de sobreviver ao casamento que vou ter dentro de duas semanas. Diz ela que posso-comer-tudo-o-que-quiser, MAS - que esta vida tem de ter sempre um mas... - esse-tudo-tem-de-caber-num-único-prato-de-sobremesa! Claramente ela está a testar a minha capacidade de empilhar comida. Claramente está, e digo-vos desde já que sou ótima a fazer food towers!

 

E pronto, é isto, basicamente é isto. Continuo gorda, mas a um dia mais perto do meu corpo de sonho. E dentro de duas semanas estou lá outra vez, e querem saber o pior de tudo? É que me peso dia e meio depois do dito casamento - ela queria no dia seguinte, eu é que não deixei! - acho que descobri o lado maquiavélico da minha nutricionista. Ninguém pede a outrem que se pese no dia a seguir a ter enfrascado 5L de Gin e 20kg de comida - provavelmente - processada... Ninguém!

 

Comecem mas é já a rezar por mim, que nesta quinzena vou precisar de todas as vossas forças!

 

E não nos deixeis cair em tentação! Amen!

Lutar contra o excesso de peso #4

Controlo... Controlo... Controlo... Pronto já me descontrolei!

 

Perdi totalmente o controlo sobre a minha mente, pela primeira vez nestas 6 semanas de dieta. Podia culpar isto ou simplesmente a aproximação da menstruação, mas a verdade é que eu sou uma fraca.

 

É verdade que já cometi várias facadinhas na dieta ao longo destas 6 semanas, até agora todos os fins-de-semana foram um grande problema, mas foi a primeira vez que senti verdadeira gula incontrolável, como sempre senti ao longo da vida, mas que agora andava bastante controlada. Das outras vezes eu escolhi comer porcarias, desta vez é como se não fosse uma escolha, mas quase uma obrigação. Poucos, acredito, compreenderão este sentimento, mas é algo que é quase incontrolável e quando se vai a ver... Já não há volta a dar, a menos que me torne bulímica e vá ali num instante deitar tudo cá para fora. Mas eu não sou assim. Eu sou bastante compulsiva com a comida e é uma sensação que começa com uma ansiedade e termina com um pedaço de chocolate na boca. O meu cérebro quase não chega a reagir.

 

Cheguei a casa com uma vontade louca de comer um grande prato de massa com queijo. Eu não posso comer hidratos à noite, dizem. Então, decidi fazer uma vitela estufada bem apimentada e comer um pouquinho de massa para tentar acalmar o vazio na alma. Não foi suficiente. Juntei um pouco de queijo chedder para ajudar. Não foi suficiente. Fui buscar um mini gelado de fruta que tenho em casa para as horas de maior aperto. Não foi suficiente. E quando dei por mim já o travesseiro de chocolate que estava escondido na prateleira de cima do armário - para eu não ver - estava a ser devorado. Pior é que agora estas coisas caem-me mal, e sofro não só psicologicamente como fisicamente...

 

Sinto que nestes dias todo o esforço do dia foi em vão. Comi pouco ao almoço porquê? Comi apenas uma gelatina ao lanche porquê? Andei a esforçar-me para não comer fora dos horários estabelecidos para quê?... Sinto apenas que estraguei tudo.

 

E o que faziam os travesseiros em casa, perguntam vocês e muito bem? Por mim, acreditem, era algo que não entraria, mas alguém os traz porque diz que há alguém nesta casa que pode comer, e que eu sou adulta e por isso posso decidir o que como ou não como. Entendesse ele que não é nada assim...

Foi karma ou apenas mais olhos que barriga? Provavelmente foi só castigo!

Não fui a nenhuma festa da cidade este ano. Contrariamente ao habitual, não fui ao Sr. de Matosinhos, nem ao S. João, nem tão pouco reunimos uma mesa de amigos - como acontece anualmente - na festa do S. Pedro.

 

No fim-de-semana fomos à Agit'Águeda, e eu achei que merecia um jantar de festa. Assim, ele pediu uma e-nor-me sande com leitão e eu um pequenito pão com chouriço - com mais pão que chouriço, acreditem em mim. Ainda ia a meio do pão quando catrapisquei uma barraquinha com tripas de Aveiro. Quem me conhece sabe que eu sou louca por tripas doces!

 

Nunca a expressão mais olhos que barriga fez tanto sentido. Logo eu que sempre tive muito mais barriga que olhos... 

 

Fui buscar a tripa com chocolate de leite, a minha favorita, dou duas trincas e fiquei cheia, forcei com mais duas ou três  - aiii estava tão, mas tão boa - e acabei a noite a chá!

 

É justo... Eu mereço! Para a próxima a ver se ganho juízo.

Lutar contra o excesso de peso #3

(imagem retirada daqui)

 

Há mais de um mês que não como uma francesinha. Há mais de um mês que aboli os refrigerantes - salvo raras, mesmo muito raras, exceções. Há mais de um mês que pavlovas, mousses de chocolate e bolas de Berlim - e outros que tal - foram riscados da minha lista de tentações, e o incrível é que já nem sinto vontade. Há mais de um mês que troquei o açúcar pela stévia. Há mais de um mês que consigo ir ao shopping e não comer um gelado carregado de chocolate, caramelo e outros toppings - ai que saudades do sunday de chocolate com amêndoas caramelizadas... Há mais de um mês que decidi lutar contra o meu excesso de peso e ontem foi dia de constatar que abandonei o imc de obesidade grau I e voltei apenas a estar em excesso de peso.

 

É engraçado como são apenas umas gramas que separam estes dois níveis, mas como fazem tanta diferença a nível psicológico.

 

Não ia animada à consulta, aliás estive quase para a reagendar, porque percebi que esta quinzena tinha sido um desastre. Tenho-me sentido mal, inchada e a balança não estava a cooperar: na terceira semana perdi 1kg como suposto, na quarta os números recusaram-se a descer. Claro que os resultados não foram fantásticos como eu previa, mas também não foram tão desastrosos como eu temia. Estou quilo e meio mais leve, o que perfaz uma perda total de 3,5kg num mês. E apesar de ter recuperado e com bónus o perímetro abdominal - fruto de um inchaço qualquer que me anda a atazanar a vida - a verdade é que reduzi - finalmente! - a massa gorda e gordura visceral. A concentração de água continua baixa, mas foi-me explicado que enquanto a massa gorda não diminuir bastante, a percentagem de água corporal também não irá aumentar significativamente e como consequência o emagrecimento continuará relativamente lento.

 

Não diminui anca, não diminui barriga, mas para perder 1,5kg ele tem de ter desaparecido de algum lado. Das coxas, talvez? Ainda não tive coragem para experimentar umas calças que comprei. Comprei uma motivação extra: comprei umas calças que por um bocadinho assim - imaginem a minha mini mão com uma pequena distância entre o polegar e o indicador - não sobem e não ficam onde deveriam de ficar, apesar de apertarem. E a verdade é que as calças são lindas, por isso estou ansiosa que finalmente as consiga vestir, mas ainda não tive coragem, sinto que se tentar neste momento, me vou desiludir, para já não preciso disso na minha vida.

 

Introduzi novas rotinas. Tenho caminhado bastante, até fiz uma aula de zumba, tenho feito de propósito para andar pelo escritório e não ficar tanto tempo parada e sentada. Tenho feito o que está ao meu alcance para mexer este rabo gordo e tentar acelerar o metabolismo, mas afinal o bicho continua lento, lento, lento.

 

Quero atingir um bom peso para começar a ter direito à minha refeição da asneira - ou será o dia da asneira que a Bumba na Fofinha promove? -  sem sentir peso na consciência - sim porque refeição da asneira já eu tenho feito aos fins-de-semana... Ai os fins-de-semana! - porque não gosto efetivamente de sentir que me estou a sabotar, mas a verdade é que agora me sinto a sabotar por tudo e por nada, até quando como uma colher de arroz a mais do que é permitido, ou quando junto um pouco de chouriço ao frango para dar mais algum sabor, e pior, sinto-me com a consciência pesada quando adiciono queijo à salada, porque representa um acrescento desnecessário de proteína. Em tempos nem quando comia tiramisù que serviria para alimentar uma família inteira daquelas que não usam qualquer contracetivo, eu me sentia com a consciência pesada, e muito menos quando comia uma tablete gigante de chocolate milka e agora fico a sentir que não devia de comer um pedaço de queijo mozzarela, porque já tenho um pedaço de bife no prato. Como tudo é relativo nesta vida... Acho que me fizeram uma qualquer lavagem cerebral.

 

Mas como diz a nutricionista que me acompanha: o que importa é continuar a reduzir ainda que não reduza tanto quanto se poderia estar à espera, porque para a frente é que é o caminho.

 

Grande objetivo destes próximos 21 dias: Reduzir o inchaço abdominal! E desta vez vou andar à solta - qual Mula louca - durante três semanas, em vez das comuns duas. Objetivo: perder mais três quilos. Nova consulta dia 26 de Julho.

 

Wish me luck!

Coisas que aprendi com o novo regime alimentar

A lista é vasta. Aprendam com a Mula que a Mula não dura sempre:

 

  • A ideia não é comer, é enganar o estômago. Parece que comemos imenso, e imensas vezes ao dia, mas é tudo para enganar o estômago.

  • Quanto mais comemos o que é saudável, menos fome temos, porque menos nos apetece comer.

  • Anda meio mundo a tentar enganar outro meio mundo porque: couve-flor está longe de saber a arroz, courgette está longe de saber a massa e uma saladinha de alface e tomate com um peito de frango grelhado está longe de se parecer com um bife com batatas fritas. Ah! E gelatina, por muito boa que seja, é totalmente diferente de tiramisú!

  • Tudo o que é seco pode, com à exceção dos pacotes com bonecos. Quanto mais seco mais saudável - ainda estou em crer que é um truque barato para nos fazer beber mais água... Para empurrar - e quanto mais aborrecida a embalagem também. 

  • Fazer dieta é no fundo fazer um desmame do vício de comer, obrigando-nos a comer mais vezes ao dia até chorarmos encolhidos dizendo "eu não quero voltar a comer isto", e como não há outras opções, desistirmos entretanto de comer... 

 

Em suma... Podíamos já avançar com os ensinamentos, ligam-me um cateter, só para entrar alguma - pouca - glicose, e está feito.

 

P.S.: Mas uma coisa é certa, até os olhos da Mula brilham a ver um 7 em vez de um 8 na balança!

 

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Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.