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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Lutar contra o excesso de peso #22

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Imagem retirada daqui

 

Apesar de os resultados estarem bastante mais lentos desde que me inscrevi no ginásio, a verdade é que eles vão aparecendo. Fez o mês passado 1 ano que iniciei esta luta. 1 ano! Nem acredito que consegui ter juízo durante mais de um ano... E 16kg já me desapareceram do bucho. Faltam apenas 7kg para o meu objetivo ser cumprido.

 

Confesso que neste momento sou uma das principais culpadas pela perda lenta. A verdade é que já não estou tão rígida no plano - acho que já não preciso de ser! -, já me permito mais coisas que não é suposto - e nem falemos das férias! - e já não me desespera o peso que tenho e por isso não me importo, neste momento, que os resultados sejam mais lentos. A verdade é que me sinto muito bem como estou.

 

Preciso de afinar as coxas, reduzir a barriga e perder a gordura do adeus. São estes os meus objetivos, mas no geral sinto-me muito bem como estou. No fundo o sentimento de nos sentirmos bem, é uma espécie de pequeno inimigo oculto que nos atrasa o objetivo. Não quero dizer com isto que me desleixei totalmente do plano. Não. Isso não aconteceu. Mesmo nas férias tive em atenção para não cometer demasiados excessos. E fui tentando manter o equilíbrio, até porque já não consigo comer tanto quanto comia, isso é um ponto assente.

 

Tenho a gordura visceral nos 4 valores. Já estive nos 8! Ao nível da percentagem de gordura saí finalmente dos níveis de obesidade estando nos 34%. Em Junho de 2017 quando iniciei esta jornada estava acima dos 44% de gordura. E apesar dos valores  ainda não serem os ideais, podem ver pela tabela abaixo que não estou assim tão distante de alcançar o valor ideal. Estou quase no verde e já estive no vermelho.

 

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 Imagem retirada daqui

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Imagem retirada daqui

 

Por isso, acho que tenho mais do que razões para estar feliz com o que já alcancei, apesar de ainda precisar de mais uns pozinhos milagrosos - que de milagre tem 0 e de trabalho tem 100! - para alcançar finalmente o meu objetivo. 

 

Mas... Finalmente adoro ir às compras, encontro imensa roupa de que gosto e me fica bem e isso era o meu grande objetivo oculto. A minha autoestima está no seu exponencial máximo desde há uns anos e isso nota-se. Agora raramente ando mal disposta com o que como e por isso na realidade eu não perdi peso, eu ganhei foi saúde, energia e alegria.

 

Mas sabem o que realmente me faz bem ao ego, muito mais do que a roupa? É a reação das pessoas quando não as vejo há algum tempo. É que eu não tenho tanta noção - porque foi uma perda gradual - do que perdi, mas ver a reação das pessoas faz-me perceber que é uma perda bastante visível e isso faz-me muito, mas mesmo muito feliz.

 

E sabem o que é mais estranho? É estranho fazerem-me uma pergunta que eu fiz a outras pessoas ao longo de anos e anos: Como é que conseguiste? Toda a vida fui eu a fazer esta pergunta, e agora eu também faço parte do lote das pessoas que a ouve. Só vos posso dizer uma coisa, aliás, duas ou três: Não é fácil começar, não é mesmo nada fácil mudar de hábitos, mas quando percebemos o que funciona connosco, e quando começamos a ver os resultados, também não é tão difícil quanto parece porque a força de vontade faz o resto! 

 

Se me dissessem há uns anos que haveria dias - como ontem - que iria beber quase 3L de água eu não acreditaria. Se me dissessem há uns anos que eu hoje iria estar a comer sopa com atum ou com ovo ou papas de aveia com claras de ovo eu rir-me-ia de quem o dissesse, e hoje como e gosto e não o faço como um sacrifício mas como uma plataforma de lançamento - só a água nem sempre é fácil confesso. Se me dissessem há uns anos que eu iria dizer que já não passo sem o ginásio, eu iria rir-me em triplicado dessa pessoa, e estas duas semanas de férias em que estive afastada do ginásio fez horrores pela minha coluna, não só pelas minhas pernas, que as dores voltaram, mas essencialmente pelas minhas costas e ombros e mesmo pelo meu sono. Se me dissessem há uns anos que eu num ano iria conseguir perder 16kg eu rir-me-ia dessa pessoa. E hoje consegui. E acreditem que se eu consegui, qualquer pessoa consegue. Eu sou das pessoas mais gulosas que alguém pode conhecer. Eu consigo - e adoro! - e leite condensado às colheres. Eu adoro massa de rissol crua. Eu adoro chantilly e chocolate e se tivesse distraída 1L de gelado ia numa noite. Afastem o puré de mim que eu devoro taças dele. Sou louca por pão. Essencialmente se esse pão vier barrado com manteiga. Afastem a massa de mim, que eu devoro esparguete por 3 ou 4 pessoas. Ou devorava, vá, que isto agora a mente continua de gulosa mas o estômago é de pessoa normal. Tudo isto para vos dizer que eu sou uma pessoa que adora comer, e continuo a adorar, e continuo a comer de tudo o que gosto mas... Com tino meus amores, acima de tudo agora eu como com tino que era isso que eu não sabia fazer.

 

Acreditem em vocês, criem um objetivo e cumpram-no. Uma dica? Antes de começarem o vosso caminho planeiem bem a vossa "última" refeição antes da dieta, com tudo o que vocês gostam. Não se reprimam. Comam a vossa pizza favorita, o vosso pão carregado de manteiga, o gelado que mais gostarem. Comprem tudo. Comam e saboreiem tudo calmamente com as consciência de que amanhã será um novo dia e que as coisas vão mudar. Depois mentalizem-se e sigam à risca o plano que traçarem, pelo menos nos primeiros meses, depois quando tiverem mais auto-controlo podem permitir-se às vossas guloseimas favoritas. Outra dica? Criem planos realistas de pessoas reais, não há milagres nem planos em que perdem 20kg num mês de forma saudável.

 

Vocês não controlam tudo, não controlam as hormonas, não controlam onde perdem peso, mas pelo menos controlem o que colocam na boca, vão ver que é meio caminho andado para verem resultados. O poder também está do vosso lado!

 

E porque sei que já não vão a tempo do #corpodeverão2018 - nem a Mula! - já sabem, encontramo-nos na praia com o nosso #corpodeverão2020!

Lutar contra o excesso de peso #21

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(imagem retirada daqui)

 

Mudei de vida há quase 11 meses. Comecei este longo percurso no dia 7 de Junho de 2017. Parece que o número sete dá sorte! É muito tempo? É! Há quem consiga mais em menos tempo? Há! Mas apesar de todos os entraves, estou muito feliz com o que já consegui. São 10 meses de luta diária. De esforço constante. O melhor destes 10 meses, é que mesmo quando os resultados não são satisfatórios são resultados em que nunca andei para trás. Ao longo destes 10 meses só aumentei de peso uma única vez e foi no primeiro mês de ginásio devido ao aumento da massa muscular. 

 

Desde então:

  • Perdi um total de 13kg e uns pozinhos - Já só faltam 9kg e fico feliz;
  • Baixei o IMC de 31,1 para 25,6 - Estou quase, quase a ter um IMC dito normal;
  • Reduzi a gordura visceral de 7,5 para 5,0 - Estou a reduzir as probabilidades de sofrer de um ataque cardíaco;
  • Diminui 15 cm na cintura - Mais perto do sonho de ter uma cinturinha de vespa;
  • Estreitei 8 cm na anca - Na realidade não deve dar para perder muito mais, que eu tenho anca larga, e mesmo quando era magra já usava o 38/40 de calça.

 

Mas para além do corpo, há muitas outras alterações:

  • Durmo melhor.
  • Ando muito mais bem disposta, porque tenho mais energia.
  • Já não ando constantemente enjoada e com azia.

 

Não vou negar: Os primeiros 10kg foram os mais fáceis de perder, hoje em dia já não é tão fácil assim.  A verdade é que a minha alimentação mudou como da noite para o dia e o corpo percebeu isso. Por isso e apesar de não fazer exercício físico a coisa foi correndo bem. Agora a perda de peso está mais lenta, mas vai acontecendo, só preciso é de ter paciência. Paciência é uma virtude, dizem.

 

Vamos a um resumo do que aconteceu ao longo destes 10 meses?

 

No primeiro mês perdi 4kg e uns pozinhos. Foi o mês em que perdi mais peso. No segundo mês perdi 2kg e mais outros pozinhos apesar de ter tido um casamento pelo meio. Em suma, dois meses e 6 kg tinham seguido o seu percurso sem mim e isso motivou-me a continuar, apesar de nesse segundo mês a coisa não ter corrido assim tão bem. Não desanimei. Continuei. No terceiro mês perdi mais 3kg e uns quantos centímetros em todo o corpo. Acho que foi por esta altura que comecei verdadeiramente a sentir-me mais magra. As roupas começaram a ficar muito mais folgadas, as calças a precisarem de cintos com mais furos e as pessoas já começaram a reparar e a elogiar. Faz-nos sempre bem ao ego os outros repararem que estamos mais magros. 

 

Depois fui de férias. No quarto mês de reeducação alimentar fui de férias. Aqui é que a porca começou a torcer o rabo. Exagerei um pouco nas férias. Deliciei-me com os petiscos dos Açores e foi aqui que o meu metabolismo embruxou, basicamente. Então os resultados da consulta pós-férias foram os piores de sempre: Nesse último mês perdi apenas 200g! 200g! Ainda hoje me apetece bater com a cabeça na parede. Mas... Porque na vida existe sempre um mas, os resultados não foram assim tão maus porque tive um aumento bastante significativo da massa muscular, e pelo que percebi aqueles 200g equivaliam a uma perda de 1kg, algo assim do género. Mas ainda assim 1kg num mês é pouco. Para mim era pouco. Mas eis que no quinto mês volto a perder apenas 1kg novamente. Nos inícios de Novembro, 5 meses após a grande mudança, 10kg já tinham ido para não mais voltar.

 

Depois disso foi sempre a sofrer para perder os restantes!

 

No mês de Novembro não perdi peso. Foi por isso no quinto mês que o meu metabolismo encravou de todo, pois por essa altura já deveria de estar abaixo dos 70kg e isso não aconteceu. Entrei por isso em Dezembro exatamente com o mesmo peso que tinha em Novembro para minha grande lapada na cara. 0g foi o que eu perdi. Felizmente 0g foi também o que eu ganhei, e prefiro ver o jogo por este lado. Por isso ao quinto mês, foi tempo de reformular o plano e torná-lo mais restrito. E assim em Dezembro, no sexto mês voltei finalmente a perder algum peso significativo. Perdi 1,5kg e consegui não engordar no Natal! Cheguei a Janeiro com menos umas gramas, nada de especial, mas que foi uma grande vitória já que no Natal comi que nem um alarve, confesso. Terminei assim o ano mais leve... 11,5kg mais leve. 

 

E foi em Janeiro que decidi inscrever-me no ginásio.

 

Após um mês de ginásio, e pela primeira vez, aumentei de peso. Aumentei 200g, é verdade, mas também é verdade que aumentei mais de 1kg de massa muscular por isso até aqui considero o resultado positivo. Felizmente este ganho foi uma vez sem exemplo e ao segundo mês de ginásio já perdi 500g e nos 15 dias que se seguiram, mais 1kg. Alcanço por isso, aos 10 meses de dieta - e agora de dieta e exercício - o marco dos 13kg perdidos.

 

Por esta altura, e de acordo com o meu plano inicial e com as expectativas das primeira nutricionista, eu já deveria de ter alcançado o meu objetivo em Dezembro de 2017 e em Abril de 2018 ainda estou a 9kg do meu objetivo mas... Que importa? Prefiro devagar e lá chegar, do que ser demasiado exigente e acabar a desistir.

 

Mas sabem o que acho mais curioso?

Como podem ver aqui com este semi-resumo, eu perdi a maior parte do peso entre Junho e Outubro, e só agora, 10 meses volvidos, é que as pessoas vêm continuadamente ter comigo perguntarem-me o que é que eu fiz porque estou bastante mais magra. É certo que estou a afinar a silhueta - uiii silhueta, como se eu tivesse disso! - com o exercício físico, mas ainda assim a mudança mais significativa ocorreu sem sombra de dúvidas lá atrás.

 

E é isto...

 

A Mula está cansada... Vai devagarzinho... Mas a Mula chega ao destino! Só precisa de tempo. E vocês? Já se juntaram à Mula para terem um #corpodeverão2020?

Lutar contra o excesso de peso #20

 

 

Começo mesmo a acreditar que devo estar a fazer alguma coisa errada. Na consulta passada fiquei desanimada porque apesar de ter aumentado a massa muscular e diminuído a massa gorda quase não reduzi medidas nem o peso. Finalmente perdi peso nestes 15 dias, mais propriamente 1kg. Deveria de estar feliz certo? Errado! O peso que perdi, perdi-o por ter perdido massa muscular.

 

Como é que perdi massa muscular, alguém me explica?

 

Vou três dias por semana ao ginásio, faço sempre musculação e tenho muito cuidado com a alimentação e até já aumentei a quantidade de água que bebo. É verdade que de momento não tenho conseguido aumentar carga porque ela para mim já está bastante pesada e ainda vai demorar algum tempo a conseguir aumentar, mas ainda assim treino direitinho, esforço-me, saio de lá feita num caco e os meus músculos fazem o quê? Mirram! Como?

 

Comecei a tomar um suplemento alimentar de ómega 3 por conselho da nutricionista. Estava relutante em tomá-lo mas após uma exaustiva pesquisa convenci-me. Ontem tive uma nova avaliação física para me ser alterado o plano, e serem introduzidos novos exercícios. Acho que me converti numa espécie de missão para um professor lá do ginásio. Após desabafar que as coisas não estavam a correr como suposto, pediu-me que fosse ele a fazer-me a avaliação e o plano "juntos vamos conseguir!" diz-me. Não tenho nada a perder, até lhe tenho simpatia - vamos ver se lhe vou continuar a ter simpatia após conhecer o plano de tortura - e por isso estou curiosa com o que me espera. Curiosa e receosa, claro está, já que 10 minutos depois me torturou numa sessão de apenas 20 minutos de abdominais! Exercícios do demo!

 

E hoje, após a avaliação de ontem, é dia de regressar à nutricionista, que tenho a certeza que não ficará lá muito feliz com os resultados obtidos e vai continuar a achar que eu é que não estou a cumprir o plano como devido... O que não é verdade. Mas eu no lugar dela também não acreditaria na pessoa que teria à frente... Ela continua, e continuará a fazer ajustes ao plano alimentar. Já eu... Já estive mais longe de marcar uma consulta com a médica de família para verificar se não tenho nenhum problema hormonal ou algo do género.

 

Mas claro que a falta de resultados poderia ser um motivo para eu começar a desistir. Mas não. A verdade é que desde que comecei a praticar exercício físico que me sinto melhor, que durmo melhor, que estou melhor do meu humor.

 

Por isso e apesar de tudo... Para a frente é que está o caminho! Melhores dias virão... espero!

5 Dicas para não faltarem ao ginásio

Não sou, claramente, nenhuma expertise nem a pessoa ideal para vos falar sobre este tema. Logo eu que sou Mula preguiçosa e que já fui a cliente ideal dos ginásios: daquelas que pagam certinho mas que nunca ocupam espaço. No entanto, tenho de admitir que existem dicas que minimizam as faltas. E a verdade é que eu tenho ido certinha nestes dois meses de inscrição e acima de tudo: continuo motivadíssima.

 

Por isso, falo-vos do que resulta comigo, é que a Mula continua gorda, mas a Mula vai ao ginásio quase tão certinho como um relógio suíço.

 

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1. Ter sempre o saco pronto e de preferência na mala do carro. 

(imagem retirada daqui)

 

Já me aconteceu faltar ao ginásio pela preguiça de ter de preparar o saco. Parece parvoíce, porque a ida ao ginásio vai cansar muito mais do que preparar o dito, mas a verdade é que isso já aconteceu mais vezes do que me orgulho. Por isso tenho o hábito atual de ter sempre o saco preparado. Ou seja, vou ao ginásio, chego a casa, ponho a roupa a lavar e de seguida faço logo o saco para a próxima vez.

 

Mesmo quando pode não existir tempo para ir ao ginásio gosto de ter o saco sempre no carro, para quem vai de carro claro, porque já aconteceu ir num dia em que não estava previsto. Claro que se não estiver no carro mas estiver prontinho, é só ir a casa pegar e sair, mas ainda assim o facto de ter de se regressar a casa poderá ser motivo para: "ai afinal vou ficar aqui no sofá!" A minha experiência diz-me que devemos evitar, sempre que possível, ir a casa antes de irmos ao ginásio. A menos que seja um dia que estejamos em casa, pois claro.

 

 

2. Ter o mp3 recheado com as nossas músicas mexidas favoritas.

(imagem retirada daqui)

 

Eu Mula me confesso, quando me esqueço do mp3, ou o bicho está descarregado, os meus treinos são horríveis e isso nem me motiva a ir. Eu para treinar em condições tenho de me abstrair do que está à volta e por isso preciso de música animada aos berros nos meus ouvidos. Por isso se calho de não ter mp3 para treinar sei perfeitamente que quase mais valia nem ir ao ginásio. Os treinos vão ser rápidos, sem vigor, e sem qualquer tipo de motivação. O barulho das máquinas, o barulho das pessoas a queixarem-se ou a gemerem são mais que motivos para eu querer sair dali rapidamente. Por vezes quando fico sem mp3 uso o telemóvel com a fita de braço, mas acho, sinceramente acho, desconfortável e a verdade é que a música que tenho no telemóvel não é a melhor para treinar. Por isso não levem qualquer música. Levem música que vos deixem animados e com energia.

 

 

3. Arranjar uma boa companhia para os treinos.

(imagem retirada daqui)

 

É mais fácil arranjarmos desculpas para faltarmos aos treinos se não tivermos ninguém à nossa espera. Eu não tenho ninguém que me acompanhe, mas já tive, e sei bem reconhecer a diferença. Quando tinha uma companheira de treinos até acordava cedo para ir às primeiras aulas da manhã. Agora isso já não acontece. Felizmente, por vezes, tenho alguma companhia para alguns eventos que de outra forma não iria. Fui há duas semanas a um evento de Fit Brasil com umas colegas de trabalho, e fui no fim-de-semana passado a um dia aberto no ginásio de uma amiga. Treinar acompanhado é muito diferente, muito mais motivador e muito mais divertido. Claro que, quem tiver possibilidades financeiras pode sempre contratar um personal trainer que certamente fará o mesmo efeito. Eu não tenho.

 

 

4. Encontrar um ginásio perto de casa, ou perto do local de trabalho e estabelecer a altura dos treinos.

(imagem retirada daqui

 

Parece lógico, mas creio que nem sempre o é. Não é só importante a localização do ginásio, mas escolhermos a sua localização mediante os treinos que pretendemos fazer. Quem nunca escolheu um ginásio perto do local de trabalho na tentativa vã de ir na hora do almoço mas que depois percebeu que afinal não tem tempo suficiente, e depois quer ir para casa e o ginásio fica demasiado longe? E quem nunca escolheu um ginásio perto de casa e depois querendo ir à hora de almoço verificou não ser viável porque ficava demasiado longe? E quem nunca - aqui está claramente a Mula - escolheu um ginásio que nem era perto do trabalho nem perto de casa só porque era mais barato e que depois ficava claramente fora de caminho e tornou-se mais caro porque primeiro pagava e não ia, e segundo, quando ia gastava mais em transportes e/ou combustível? Devemos por isso antes de escolhermos o ginásio respondermos a algumas questões: Quando é que queremos treinar? Como é que queremos treinar? Vamos fazer aulas ou só máquinas? Quanto é que estou diposto a pagar?

 

 

5. Ter um plano adequado.

(imagem retirada daqui)

 

Odeiam correr mas o plano está feito para correr uma hora na passadeira? Claro que só de pensarem em ir ao ginásio que se vos arrepiam os pelos da nuca! Eu recuso-me a fazer coisas que não gosto, porque sei que há alternativas. Eu por exemplo no meu atual plano tinha um exercício que eu não gosto mesmo - que é subir para a caixa - e ainda fiz algumas vezes na tentativa de poder vir a gostar. Não, aquele exercício não era para mim e fazia-o totalmente contrariada por isso falei com quem de direito e optamos por um outro exercício, numa máquina, que eu gosto. Caixa é que não! Por isso se não gostarem de correr, quiçá preferiam a bicicleta ou vice versa. Se não gostam de uma certa máquina, certamente poderão exercitar-se com outra. Se não gostam de máquinas, quiçá sejam mais felizes com aulas. O que importa é mexerem-se e encontrarem um ponto de equilibrio entre o que gostam de fazer e o que têm de fazer.

 

E aqui a Mula ainda tem um incentivo extra: É que no dia que vou ao ginásio não tenho de cozinhar! 

 

 

E são estas as dicas que não sendo nada de especial resultam comigo. E vocês, que dicas têm para mim?

 

Lutar contra o excesso de peso # Inspiração da Semana

Nem só de altos se fazem os percursos de reeducação alimentar. Na realidade tantas vezes se fazem mais de baixos do que de altos... O próximo testemunho demonstra isso mesmo, e acima de tudo que é uma luta constante, que nunca, infelizmente, acabará, porque no dia que pararmos... No dia que pararmos então voltaremos a ganhar o peso todo que perdemos. Este é o testemunho da minha querida Sofia Gonçalves que já agora aproveito e faço publicidade. Visitem o The Daily Miacis, visitem que não se vão arrepender.

 

Gostava que a minha história fosse uma história de sucesso. De momento, até hoje não é, mas sei que será. A verdade é que sempre tive tendência a ser gordinha mas por outro lado sempre tive medicação que não me ajudasse muito. Quando era mais pequenina era a bailarina da coxa gorda. Fazia ballet e ginástica, mas as constantes crises de asma e alergia, faziam com que tivesse constantemente a tomar corticóides, que por sua vez, aumentavam me imenso o apetite. Juntem a isso os picos de fome por causa do crescimento. Agora com a ansiedade não é fácil porque a ideia da medicação é mesmo reduzir o metabolismo. O meu médico diz me que eu estou a arranjar bodes expiatórios, mas pensem um pouco: eu já faço dieta low carb, durante o dia não toco em pão, em massas, batatas, ou arroz. Como iogurtes cujo índice de hidratos sejam abaixo dos 5g, e tento evitar fruta, embora não a corte por completo porque as vitaminas da fruta também são necessárias. Já voltei ao ginásio regularmente, e a balança não se mexe. E bebo  2L de água por dia. É frustrante e desanimador. 

 

Tem dias como hoje, que olho para mim e vejo uma bolinha, vejo os defeitos todos.

 

Mas depois vou ao supermercado, que nesta altura do ano é um assédio constante de doces, e... não fico louca. Até apetecia um chocolate, mas não há nada que me deixe mesmo com vontade, então só pela gula de o ter e comer por ser doce, não compro. Vejam lá que eu este ano nem o meu kinder surpresa grande quero (ou estou mesmo fit ou é os  -inta a chegar)! Vou ao ginásio, e já consigo correr 15 minutos seguidos sem ficar com os pulmões de fora, já consigo fazer mais de 3 repetições de flexões seguidas, algo que eu há dois anos considerava impensável. 

 

Tudo isto para concluir que, sim é frustrante subir à balança e não ver melhorias, como é frustrante nem na roupa notar muito. Mas o objectivo também é nos manter-mos saudáveis, certo? Eu acredito muito no poder da cura através da alimentação, e acredito que tendo em conta o estilo de vida sedentário que temos nos dias de hoje é necessário fazer exercício para compensar. Logo, sim não sou nenhuma Carolina Patrocinio, nem nunca serei. Mas sou saudável, e isso é o que interessa acima de tudo. E com tempo as coisas vão lá, porque por muito que não note no meu corpo, noto na minha resistência e capacidade.

 

Por isso vamos em frente na luta que a passo de caranguejo eu chego lá na mesma.

 

Não creio sinceramete que hajam bodes expiatórios... A verdade é que fazes mesmo muito esforço. É horrível quando o nosso corpo não reage, quando parece que até o nosso corpo está contra nós! Falas sobre correr "15 minutos seguidos sem ficar com os pulmões de fora" acreditas que este ano corri pela primeira vez em toda a minha vida, exatamente isso? 15 minutos seguidos! Nunca tal tinha acontecido, nem quando andava na escola e prativava desporto com regularidade. Isto quer dizer, creio, muito sobre nós! Por isso sim. Lutemos acima de tudo por um estilo mais saudável do que por um peso "perfeito" - que nunca o é realmente, porque vamos sempre querer mais. Muita força, e chegaremos lá!

 

E vocês, juntam-se a nós nesta luta?

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Partilhem a vossa história comigo. Enviem-me os vossos testemunhos por email para desabafosdamula@hotmail.com e aqui a Mula em altura oportuna partilha os vossos testemunhos aqui no blog. Testemunhos esses que poderão ajudar tanta gente na mesma luta. E se não quiserem que a vossa identidade seja revelada não há problema e que não seja esse o motivo da não partilha, digam-me, e o testemunho será publicado de modo totalmente anónimo. Vamos ajudar as pessoas a serem mais saudáveis?

Lutar contra o excesso de peso #19

Como perder um sorriso em 10 palavras:

 

Tens mesmo de estar a fazer alguma coisa de errado!

 

E é assim que começamos esta semana: com desilusão! Este deve ser o grande e principal motivo das desistências em ginásios: A falta de resultados apesar do esforço.

 

Mas ó Mula voltaste a ganhar peso? Não, perdi meio quilo. Em quatro semanas perdi apenas meio quilo! Oh Mula, mas tenho a certeza que reduziste medidas! Não, não reduzi. Ou vá, reduzi um centímetro ou outro mas não é relevante ou significativo. Basicamente passamos a consulta a tentar encontrar erros na minha alimentação. Encontramos o problema da água, que na grande maioria dos dias é um problema. Continuo com dificuldades em beber 2L de água por dia, tenho bebido apenas metade e a verdade é que desde que deixei o drenante que me é mais difícil beber.

 

Outro problema: Falta-me gordura na alimentação, mais propriamente de ómega 3. Tenho de começar a comer mais peixe, mas peixe gordo. Mais salmão, mais atum. Eu juro, eu juro que já estive mais longe de começar a comer atum ao pequeno-almoço! E por falar em pequeno-almoço. A ideia pelos vistos é comer leite com aveia e não aveia com leite. Outro erro da minha alimentação é que como demasiada aveia, confesso que tenho-me empolgado bastante com as papas e pelos vistos há diferenças significativas entre "4 colheres rasas" e "4 colheres cheias". No plano dizia apenas "4 colheres" My mistake! Anotado.

 

Mais erros detetados: Comer só uma sopa e peça de fruta ao almoço é mau. Pelos vistos é mau, eu achava que era bom, era um dia baixo em calorias... Se quiser comer sopa e não ter prato principal, tenho de comer atum ou ovos e não fruta. Ok. Anotado!

 

E mais? Pois, não há muito mais, para além de ter de ter muita atenção com a cheat meal, que na maioria das vezes é um cheat day...

 

E mais? E mais nada! Já alterei tanta coisa, e tantas quantidades que acredito, sinceramente acredito, que o corpo já se habituou a comer pouco, a comer melhor e voltou a desacelerar. Refrigerantes já não bebo e se bebo são zero. Cerveja, cortei e é raríssimo raríssimo. Sobremesas ao estilo de mousses e cheescakes há séculos que não as vejo. Batata, já só como batata-doce. Arroz/massa, como em minúsculas quantidades.

 

Pois que há erros, claro que os há: Há por vezes frangos de churrasco a meio da semana, bad Mula, bad! Há o bolinho ao fim-de-semanashame on you, Mula. Há os lanches que por vezes não acontecem... Pois isso por vezes acontece! Há as pipocas no cinema ao domingo, ainda que no último mês só tenha ido uma única vez. Há, erros! Sim, há erros. E sinto por isso que tenho passado por entre as gotas de chuva por até agora ter conseguido perder peso com estes erros. Mas pelos vistos tenho de apertar o cerco, porque desde que entrei no ginásio as coisas mudaram. Aumentei a massa muscular? Aumentei pois! Diminui a massa gorda? Diminui pois... Mas não é suficiente! E se diz a nutricionista que deveria de acontecer mais qualquer coisa nos entretantos ela é que sabe.

 

E está na hora de ser mais exigente...

 

A parte boa é que já vem aí a Pascoa que nem tem chocolates nem nada... e logo a seguir o meu aniversário que nem tem bolo calórico nem nada!...

 

...

 

Vou só ali cortar os pulsos e já venho!

 

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Partilhem a vossa história comigo. Enviem-me os vossos testemunhos por email para desabafosdamula@hotmail.com e aqui a Mula em altura oportuna partilha os vossos testemunhos aqui no blog. Testemunhos esses que poderão ajudar tanta gente na mesma luta. E se não quiserem que a vossa identidade seja revelada não há problema e que não seja esse o motivo da não partilha, digam-me, e o testemunho será publicado de modo totalmente anónimo. Vamos ajudar as pessoas a serem mais saudáveis?

Lutar contra o excesso de peso # Inspiração da Semana

E depois da miss queer, chegou a vez de partilhar convosco mais uma história de uma menina conhecida da nossa praça. Hoje é a vez de partilhar a luta contra o excesso de peso da Fatia Mor. Confesso que foi com enorme surpresa que recebi este testemunho, porque estava longe de imaginar que esta mãe de três fatias que tem um corpo magro, pelo menos aos meus olhos e provavelmente aos olhos de muita gente que a conhece. A Fatia é também a prova que podemos ter muitos filmes e com esforço e muita teimosia é possível ter-se o corpo que se deseja ter, ou pelo menos caminhar nesse sentido.

 

A minha luta com o peso começa cedo. Apesar de nunca ter estado num estado de obesidade, sempre fui uma miúda a quem sobram uns pneus, que tem umas bolsas de gordura nas pernas, que faz altos nas costas, que o soutien marca... Bom, acho que muitas de nós sofrem com esses mesmos males e aprenderam a disfarçá-los da melhor maneira possível.

 

Retomando, em criança não era magra mas também não era gorda. Até que, por volta dos 10 anos, um desenvolvimento rápido fez com que eu insuflasse. 

 

Quando olho para as fotografias dessa época só consigo pensar que parecia uma lua cheia. A cara muito redonda, as bochechas muito luzidias. As coxas grossas, a barriga saliente.

 

Mas era criança e felizmente não ligamos muito aos padrões de beleza que nos circundam. 

 

Cresci para todos os lados, excepto para cima. Fiquei no 1,62 que ainda hoje ostento, muito cedo, enquanto as minhas amigas continuaram a subir e a perder a gordura de criança para dar lugar a um corpo mais esbelto.

 

Rapidamente, comecei a olhar para a sombra. Pior, para as outras. Em casa, diziam-me que estava cheiinha mas tinha uma cara bonita e uns olhos lindos. Escondi-me atrás disso, dos livros, das paixões platónicas, da inteligência e fui andando, sem confiança e com peso a mais.

 

Lembro-me perfeitamente de, aos 13 anos, a minha tia me ter pesado e a balança ter dado 67kg. 

 

Fiquei em estado de choque. Mas não tinha capacidade para ver como resolver a situação. Além do mais, tinha saído de um tratamento com cortisona por causa da bronquite asmática que tinha desenvolvido há uns meses, portanto, nada de estranho. E como fazia natação, considerou-se que era apenas desenvolvimento muscular.

 

Por volta dos 15 anos, farta da banha, com a anca bem larga (mais de 100cm), decidi que era altura de mudar. Foi a primeira dieta que fiz. Uma coisa sem nexo. Como era uma aluna aplicada, uma adolescente sem problemas, com um bom grupo de amigos, acho que em casa nunca pensaram que isso seria algo preocupante. Não era obesa, lá está, mas aqueles inestéticos quilos tiravam-me mobilidade, elasticidade e, pior que tudo, autoestima.

 

Com esses mesmos 15 anos, enfiei-me no ginásio (pedi à minha mãe), decidi cortar no pão e nos doces e, pela primeira vez, perdi algum peso.

 

Não sei bem quanto, mas o equivalente a ganhar mais confiança.

 

Por volta dos 16 anos veio o primeiro namorado a sério. E foi o descalabro outra vez. Engordei novamente, ao estado anterior. Mas estava mentalmente ocupada e éramos felizes com uma lasanha do Lidl para os dois e um gelado de litro. 

 

A chegar à universidade, com o abandono da prática do exercício, senti que perdia o músculo e apenas ficava a gordura. No meu segundo ano, achei que era altura de mudar de vida. Pesei-me e acusou 62kg. Muito acima do que deveria pesar.

 

Fiz a dieta da sopa. Durante dias a fio só comia uma sopa com base de cebola e cenoura, sem mais nada. Era sopa ao pequeno-almoço, sopa ao almoço, ao lanche, ao jantar. E a pouco e pouco, reintroduzia os alimentos, sem quaisquer hidratos.

 

Perdi 10 kg. 

 

Fiquei felicíssima. Nunca tinha estado tão magra. 

 

Vigiava o que comia, evitava todos os doces, todos os hidratos. Aliás, levei anos sem comer pão. Mas comia mal, comia pouco, fiquei flácida, cheia de estrias nas coxas, e na verdade, os pneus continuavam cá.

 

Rapidamente recuperei algum do peso, assim que me desleixei umas semanas no verão.

 

Entretanto, voltei a fazer nova dieta para manter os resultados. Era uma tipo dieta 10. A minha mãe estava no mesmo processo para emagrecer depois de deixar de fumar, e eu fui na virada. Voltei aos 54kg e estava bem. Mas sentia-me mal. Enfiei-me no ginásio novamente e comecei a fazer bodypump.

 

O corpo melhorou muito, o peso estava estável. 

 

Fui de Erasmus e continuei, no ritmo desportivo e na dieta. Quando estive em Erasmus, cheguei aos 47kg. Estava para além de magra. Foi a altura da minha vida que pesei menos e que estava mais feliz com o meu corpo. Mas não estava saudável.

 

Voltei, e com o acabar o curso, o estágio, a tese, engordei e engordei e engordei. 60kg novamente. Não que comesse muito, mas mexia-me pouco, e o stress deu cabo de mim.

 

Foi quando percebi que engordo em períodos de crise, ao contrário da maior parte das pessoas.

 

Decidi que chegava. Voltei ao exercício e novamente a uma alimentação louca. Barrinhas energéticas a substituir refeições, fiz a dieta da seiva, voltei à dieta da sopa. 

 

Sobe, desde, sobe, desce. Até que estabilizou. 54kg.

 

Vamos dar um salto. Primeira gravidez engordo 7 kg. Perco 4 após o parto, ficam 3Kg. Tento recomeçar o ginásio mas ainda mal estava a recuperar, segunda gravidez. Engordo 8Kg, perco 4 a seguir ao parto, sobram 4. Perco 2, ganho 3 nas férias (nem sei como!). Volto ao ginásio e consigo chegar aos 56kg. Terceira gravidez, ganho 6 kg, perco 3 após o parto, mais uns pozinhos a seguir e fico, onde? nos 59kg. E uma barriga mole, umas ancas enormes, braços gordos. 

 

A gordura redistribuiu-se mal. E com a pílula, a balança estava novamente a puxar para cima.

 

Decidi então, começar a ler sobre alimentação. Sobre exercício. Sobre perda de peso.

 

Inscrevi-me num serviço de acompanhamento online para treino e alimentação por três meses. Comecei a fazer desporto regularmente (3x/semana, à hora do almoço). 


Compreendi que não posso eliminar os hidratos como fazia, que preciso de proteína, que preciso de gordura. Que é essencial criar um défice calórico para perder peso, outras vezes criar um excesso calórico para criar músculo. Que é preciso beber água, muita! E que não se pode passar fome.

 

Comecei nos 57,9kg e neste momento tenho 51kg. Perdi 6,900kg. Mas principalmente, consegui algo que nunca tinha tido: modifiquei o meu corpo, tonifiquei, tornei-me mais ágil, mais resistente, melhorei a função respiratória, as análises ao sangue melhoraram.

 

Como bem. Todos os dias como fibras, hidratos, proteína, gorduras. Não me coíbo de nada mas aprendi a compensar.

 

Aprendi, com tudo isto, o que resulta para mim. E já sei que não posso parar. O meu corpo precisa de movimento, precisa de gastar energia.

 

Espero conseguir manter o ritmo. Espero nunca desanimar, porque me sinto muito melhor assim do que com 58kg. Apesar de não ser "gorda", não me sentia bem, nada me assentava bem, vivia num desconforto pessoal. Agora estou bem, estável. Uns dias uns pós a mais, outros menos, o normal.

 

Espero com isto mostrar que o meu segredo é a consistência e a perseverança. Que há altos e baixos, muitos, mas estamos sempre a tempo de descobrir o que resulta connosco. 

 

Quantas pessoas se escondem atrás dos hobbies, dos livros, da música entre outros para não terem de olhar para si? Enquanto estamos entretidos não pensamos que estamos mal, de como não gostamos de nos ver... A Fatia toca aqui num ponto muito importante: nas dietas io-io: uma pessoa perde, uma pessoa ganha, uma pessoa perde outra vez e ganha tudo novamente, daí dizerem que o mais difícil é manter. A cada dieta que fazemos é cada vez mais difícil de perder peso no futuro... O nosso corpo é demasiado inteligente e protege-se das nossas loucuras e por isso é que é igualmente importante juntamente com as dietas o exercício físico porque não é só perder peso, podemos ser magras e continuarmos a não gostarmos do nosso corpo, devemos ser tendencialmente magros, mas rijos, com um corpo tonificado e isso não se consegue com dietas.

 

E vocês, juntam-se a nós nesta luta ou vão continuar a arranjar desculpas?

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Partilhem a vossa história comigo. Enviem-me os vossos testemunhos por email para desabafosdamula@hotmail.com e aqui a Mula em altura oportuna partilha os vossos testemunhos aqui no blog. Testemunhos esses que poderão ajudar tanta gente na mesma luta. E se não quiserem que a vossa identidade seja revelada não há problema e que não seja esse o motivo da não partilha, digam-me, e o testemunho será publicado de modo totalmente anónimo. Vamos ajudar as pessoas a serem mais saudáveis?

Lutar contra o excesso de peso #18

E ontem foi dia de regressar à nutricionista, para ver os resultados que obtive com o novo plano.

 

 

Como já tinha desabafado convosco a balança não decresceu. Não posso dizer que engordei, porque engordar é o ato de ganhar gordura e não foi isso que realmente aconteceu, no entanto houve necessidade de fazer alguns ajustes no plano para ver se a coisa corre melhor durante este mês.

 

Ora apesar de ter ganho 200g na balança, a verdade é que perdi 1,19kg de massa gorda, mas em contrapartida - e positivamente - aumentei 1,300kg de massa muscular. Ainda assim - e isto é que me enervou - ao nível das medidas não se manifestou positivamente: diminuí barriga mas aumentei anca e ainda que me tenham explicado que é normal a anca aumentar um pouco aquando do início do exercício físico - logo na primeira consulta -, a verdade é que não gostei. É impossível não me sentir defraudada, tenho feito um esforço enorme para me manter motivada, tenho ido três vezes por semana, vou lá esfalfo-me toda, merecia um pouco mais de uma magia qualquer daquela que as pessoas que comem muito e não engordam nada, têm... Mas pronto, estou finalmente abaixo dos 40kg de massa gorda e vamos acreditar que esta gordura toda que se vai "derretendo" para dar lugar a músculo que vá finalmente de vez, de modo aos restantes resultados irem aparecendo com a continuidade.

 

O plano foi então ajustado. Lá se foram novamente os hidratos de carbono ao jantar. Ainda assim este novo plano é mais vantajoso que o meu anterior e nunca vos tinha dito o porquê. Vou então explicar-vos.

 

Os pequenos almoços são muito semelhantes mas permitem-me o dobro da proteína, a minha anterior nutricionista apenas permitia um iogurte ou 150 ml de leite e não permitia iogurtes líquidos que são tão práticos. Agora posso comer dois iogurtes (sólidos ou líquidos), ou 300 ml de leite.

 

Os meios da manhã e os almoços são iguais, até aqui não há nenhuma alteração.

 

Os lanches atualmente são mais variados e maravilhosamente permitem-me comer pão, logo que seja um pão pequeno que não ultrapasse os 50g. Mas pão é pão e comer pão dá-me uma felicidade quase inexplicável.

 

Os jantares eram mais vantajosos porque permitiam hidratos, mas isto agora foi-me retirado. E vou voltar só a comer sopa e legumes ao jantar, nada de arroz, nada de massa, nada de batatas e nada de fruta ao jantar - mas até nisto a outra nutricionistaconcordava.

 

Foi-me criado um desafio: comer alternadamente carne, peixe e ovos sem repetir consecutivamente. Alternar entre peixe e carne não me parece difícil, agora começar a fazer pratos só com ovos sem inserir massa parece-me deveras complicado. Mas veremos, terei de me inspirar algures na dieta do ovo - isso existe?

 

Descobri algo errado - muito errado pelos vistos - na minha alimentação. Desde que comecei no ginásio - por influencia de todas as instagramers e fits que eu sigo - comecei a colocar manteiga de amendoim em tudo o que comia: nas papas, no pão, nas panquecas... Pois que descobri que a manteiga de amendoim apesar de saudável é altamente calórica. E se é ótima e pode ser usada quase à descrição por quem quer aumentar o peso, a verdade é que tem de ser usada com muito tino por quem quer emagrecer. E eu que basicamente eliminava a minha gula na manteiga de amendoim, qual Winnie de Pooh com o pote de mel. Por isso tenham medo, tenham muito medo. Eu não sei comer, eu só sei substituir as gulas umas pelas outras... E logo eu que achava que tinha feito a alteração perfeita.

 

E as sementes?

 

Como é que a minha antiga nutricionista nunca me avisou que as sementes tinham um elevado valor calórico e que têm de ser seguidas as medidas à risca? Vocês não imaginam a quantidade de sementes que eu comia por dia... tudo o que era batidos e iogurtes tinham sementes...

 

E pronto, continuo focada, a ir 3 vezes por semana ao ginásio sem desculpas, sem mas nem porquês. Espero em breve ter mais e melhores notícias para vos dar!

 

Obrigada por estarem desse lado!

 

já sabem, juntem-se à Mula nesta luta! 

Lutar contra o excesso de peso # Inspiração da Semana

A partilha desta semana é de uma menina que muitos de vós conhecem. O testemunho da luta contra o excesso de peso desta vez pertence à miss queer. E que luta! Vejam por vocês mesmos! Antes de mais, muito obrigada miss queer, por teres partilhado a tua história connosco, és uma verdadeira inspiração!

 

13 de abril de 2006.

 

Este foi o dia em que começou o meu pesadelo. O dia que ditou que tivesse de tomar cortisona durante cinco anos.

 

Já era uma menina ligeiramente acima do peso. Mas a cortisona levou a que este aumentasse... de 65 kg passei para mais de 80.

 

Solução? Ginásio. Todos os dias, 2 a 3 horas de cardio e musculação. Ganhei muito músculo. O peso aumentou, graças a isso. Mas como a cortisona se mantinha...

 

Fui para uma nutricionista dessas da moda. Obrigava-me a substituir refeições por barritas. Não me deixava comer fruta durante não sei quanto tempo. Eu só tinha 18 anos! Perdi peso, sim. Mas quando saí de lá e retomei a alimentação normal, o peso voltou... com mais alguns quilos de acréscimo.

 

Entrada na faculdade - em enfermagem -, o stress e o não me sentir feliz. Não era pelo peso. Não era por gozarem comigo. Apesar de tímida, sempre fui uma miúda popular, que aprendeu a mascarar a insegurança. Simplesmente tinha muito peso em cima. E não falo dos quilos. E não gostava do curso.

 

Fui a um endocrinologista que me queria obrigar a ter dois dias com apenas quatro refeições: só poderia comer iogurte, chá, sopa ou leite. E não poderia misturar. Não, doutor, nunca o pus em prática.

 

Fui a outra nutricionista... mas eu era uma miúda fraca. Com muita pena de mim. Aliado a ela também não se ter tentado adaptar à minha vida. «Ai que eu não tenho tempo para fazer esse lanche.» «Como tudo menos sopa.» Escusado será dizer que desisti.

 

A culpa foi minha, neste último caso. Era eu que só arranjava desculpas para não sair da minha zona de conforto.

 

Finalmente, em 2011, aos 22 anos, pude reduzir e, posteriormente, parar a cortisona. Decidi que ia ser naquele momento.

 

Falaram-me numa nutricionista e eu lá fui. 87 kg.

 

Fiz tudo como me mandou - e a R. teve sempre o cuidado de adaptar os planos à minha rotina, a trabalhar por turnos - e era ver o peso a baixar, semana após semana, umas vezes mais, outras menos. Não, não comia de 3 em 3 horas, a minha rotina não permitia. Nem bebia leite. Mas comi sopa ao almoço e ao jantar. Variava as receitas todas as semanas ou de duas em duas semanas – para o organismo não se habituar e não deixar de responder. Não comi só cozidos e grelhados. Aprendi muitas formas de cozinhar, muitas misturas de ingredientes... E despedi-me dela com menos 20 kg, um sorriso e um «devia ter-te tirado uma fotografia antes, para mostrar às minhas clientes! És uma inspiração».

 

Em 2014 a maldita cortisona voltou à minha vida. E o ponteiro da balança subiu 7 kg. Felizmente foi uma situação passageira!

 

Continuei sempre com a minha alimentação, tal qual a R. me tinha educado. Parei novamente a cortisona e o peso regressou ao normal. Ou seja, a alimentação é importante, sim, mas com a cortisona estou sempre fodida.

 

Até que descobri a alimentação paleo. Só como quando tenho fome. Às vezes não tomo pequeno-almoço (só bebo café – o turbinado!). Quando lancho, como panquecas, bolos da caneca ou só frutos secos.

 

Não ingiro glúten ou lactose.

 

E a balança, que teimava em não descer dos 67kg, foi descendo, descendo... E às vezes já desce para os 59.

 

Mas o melhor de tudo... É que já tive colesterol elevado e essas tretas todas... E agora? Nunca estive tão saudável! Larguei a medicação para prevenir enxaquecas e não tenho tido enxaquecas. Tenho SOP e ultimamente não preciso de qualquer medicação para ter a menstruação - quando já estive mais de um ano sem ter... 

 

Não sou magra. Fininha. Nem quero. Gosto de mim assim e o meu corpo também gosta de mim assim.

 

É impossível não concordar que os profissionais nesta luta são de extrema importância. Não é preciso ir a um médico, a um nutricionista ou dietista para seguir uma qualquer dieta parva, que pode resultar ou não e que tanto mal nos pode fazer física e psicologicamente. É importante que encontremos pessoas na nossa vida que estejam dispostos verdadeiramente a ajudar-nos, a orientar-nos e não apenas a prescrever-nos um plano aleatório que já prescreveram a centenas de outras pessoas tão diferentes. Somos todos diferentes, e por isso temos necessidades diferentes e por isso as "dietas" são também diferentes. Acima de tudo precisamos de encontrar alguém que nos ajude a aprender a comer, porque essa é umas das principais razões da elevada percentagem de obesidade em Portugal. Não sabemos comer. Continuamos a comer como se trabalhássemos no campo de sol a sol, quando uma grande parte de nós trabalha é sentado e sem grande exigência física. Precisamos de alguém que nos ensine a comer tendo em conta as nossas necessidades. Felizmente a miss queer encontrou o seu caminho, encontrou essa pessoa, e eu também já compreendi que não é preciso só comer cozidos e grelhados, que se pode comer com sabor, com qualidade e ser feliz.

 

Muitos parabéns miss queer, espero daqui a uns tempos também poder contar a minha história com um final feliz, para já só conto uma história sem fim, ainda que pessoas como nós com tendência ao excesso de peso, nunca contem uma história destas com um fim!

 

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Partilhem a vossa história comigo. Enviem-me os vossos testemunhos por email para desabafosdamula@hotmail.com e aqui a Mula em altura oportuna partilha os vossos testemunhos aqui no blog. Testemunhos esses que poderão ajudar tanta gente na mesma luta. E se não quiserem que a vossa identidade seja revelada não há problema e que não seja esse o motivo da não partilha, digam-me, e o testemunho será publicado de modo totalmente anónimo. Vamos ajudar as pessoas a serem mais saudáveis?

 

Lutar contra o excesso de peso # Inspiração da Semana

Um estudo realizado no ano passado pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, revelou que 60% da População portuguesa é obesa ou pré-obesa e que as mulheres são as mais afetadas, no entanto, no que toca à obesidade abdominal o estudo revela que são os homens os mais afetados. Hoje trago-vos por isso o testemunho do Paulo. Um dos primeiros testemunhos que me chegou. Não consigo imaginar a força que o Paulo teve de ter para mudar de vida.

 

Antes de mais, muito obrigada Paulo pela partilha.

 

Vou falar do meu exemplo. É o meu exemplo e vale o que vale.


No Carnaval de 2003 pesava mais de 120kg. Não gostava nada de mim. Mas, a verdade é que nada fazia para contrariar o aumento de peso. Pelo contrário. Para ter uma ideia do que nada fazia, gosto muito de bacalhau. Se houvesse alguém que comenta-se que em tal lado, havia um restaurante, que servia um bacalhau espetacular, acredite, não descansava enquanto não passasse por lá. Nem que fosse preciso fazer 100km!

 

Naquele tempo, eu comia este mundo e o outro. Hoje conto uma história. O António Silva, esse excelente ator, num dos filmes em que participou, de visita a casa de uma pessoa, na hora do almoço. O proprietário da casa, sabendo da sua fama de gostar muito de comida, perguntou:

 

- Então, V. Exa. é capaz de comer este mundo e o outro?

Ao que o António Silva, respondeu:

-Este mundo sim. O outro é um exagero.

Riram-se e o proprietário informou:

- Já mandei assar um cabrito no forno...

E o António Silva:

- Um? Então e V. Exa. o que é que come?


De facto, temos a tendência de comer este mundo e o outro. Ou seja de comer muito.


Para reforçar a ideia de como era, praticamente deixei de comprar roupa feita. Tinha que mandar fazer. Numa das deslocações em trabalho a Felgueiras, passei pela Triple Marfel (fábrica de camisas) e a pessoa que atendia ao público, muito simpático, elaborou um molde de propósito para mim e mandava fazer 5/6 camisas de longe a longe. Quando fiquei magro e estabilizei, passei pela mencionada fábrica e a pessoa não me reconheceu. Quando lhe avivei a memória, a medo, perguntou se eu estava com alguma doença grave. Aliás, fui confrontado com esta pergunta diversas vezes por pessoas que não me viam há muito tempo. Depois de contar a minha história, a pessoa que entretanto havia engordado, perguntou o que tinha de fazer para voltar ao peso que tinha. E pegou num papel para escrever.

 

Disse-lhe:

1- Força de vontade. E a pessoa escreveu. Depois:

2 - Força de vontade. E a pessoa escreveu.

3 - Força de vontade. A pessoa não escreveu e perguntou:

Isso não será força de vontade a mais? Ao que retorqui: Então, esqueça, pois nunca mais vai emagrecer. Antes de vir embora, pedi que deitasse o molde ao lixo.


Nesse Carnaval, quando saí de casa, jurei a mim próprio, que esse fim-de-semana, seria o último em que iria comer e beber de forma exagerada. O que veio a acontecer.


Hoje, estabilizei em 68kg e por incrível que possa parecer, não consultei nenhum nutricionista. Foi tudo por iniciativa própria. E com a ajuda da família, que é fundamental, pois estou convencido que em caso contrário, nunca teria sucesso, e, acabou por aderir ao esquema.


Como fiz e ainda faço:

Como diversas vezes ao dia. Normalmente de 3 em 3 horas. Tomo o pequeno-almoço às 06h30 (leite+pão) - 09h30/10h00 (iogurte ou fruta - adoro maças) - 12h30/13h00 (arroz/massa + febra frango/peixe) + 16h30 (leite + pão) - 20h00 (sopa + salada + fruta + queijo/mortadela/fiambre). Este é o esquema base.

 

Coisas que não faço: 

  • Comer fritos (exceção quando como pataniscas de bacalhau, mas o corpo logo se recente)
  • Não consumo bebidas alcoólicas ou melhor muito raramente e tenho de sentir prazer a beber (aliás isso foi outra coisa que mudou, o ganhar prazer a comer ou a beber)
  • Uma refeição, de preferência o jantar, é de sopa (passei a gostar imenso de sopa e só me lembrar que em criança levei porrada da minha mãe para comer sopa, até me dá vontade de rir)
  • Diariamente faço 1 hora de caminhada, aliás tenho mesmo que fazer, para me manter em forma, pois a minha atividade profissional com isso está relacionada
  • Nunca fui amante de molhos (para ter uma ideia, 1 ou 2 francesinhas que coma por ano, é sempre sem molho)

 

No início, quando implementei o meu esquema, a dieta teve que ser de choque. Recordo que até me apetecia subir paredes. A fome era tanta. E aqueles hábitos diários... Hoje, se por acaso, exagero num jantar/almoço, habitualmente de aniversário, o corpo recente-se e faz-me passar mal.


O mais difícil não é emagrecer. O mais difícil é manter.


Não calcula o quanto é bom ir comprar roupa e escolher o que mais gosto sem ter necessidade de mandar fazer. Passei do tamanho XXXL para o M. E este último, porque não há hipótese de emagrecer nos ombros.

 

Quando informei os meus amigos que iria emagrecer, mas que não deixava de participar nas "Tainadas", embora com regras, na generalidade, todos se desataram às gargalhadas. Mas isso, em mim, foi um incentivo. Hoje, estão todos fortes. Alguns perguntam como é que eu fiz. Quando começo a falar na força de vontade... Logo digo, quando estiveres preparado a sério, voltamos a falar. Mas até ao momento, nenhum está preparado. Eu sei o que isso é. Acostumam-se a ver-se fortes. Na saúde e em casa ainda não aconteceu nada que os levasse a emagrecer e deixam-se andar.


Muitas pessoas que conheço e lojas ganharam com o meu emagrecimento. Fui dando roupa e fui adquirindo nova.


Há uma coisa que sinto, agora que sou magro e que não sentia quando era forte: frio. Quando era forte, até podia andar de t-shirt no inverno. Agora, parece que toda a roupa é pouca.


Depois de emagrecer muito, combinei com um amigo que, já não nos via-mos há muito tempo, encontrar-me à porta do estádio do nosso clube [BFC]. Entretanto, cheguei mais cedo do que o previsto e encontrei outra pessoa e estávamos a falar. O tal amigo com quem havia combinado o encontro, olhou na minha direção, mas deixou-se estar. O que estranhei. Continuei a falar com o outro sujeito. Só passado, algum tempo é que o outro veio ter comigo e disse-me que me reconheceu por causa de um gesto que faço com a mão direita quando estou a falar e a expor a minha opinião (gesto esse que nunca tinha dado importância). Pois, caso contrário, disse que olhou para mim e não me reconheceu. Já sabia que eu tinha emagrecido, através de outros amigos, que lhe havia dito que isso iria acontecer.


Todos os anos faço análises e até ao momento nada de anormal a registar. No entanto, ao que tudo indica, irei passar pelo mal que a família padece - diabetes. Veremos se este esquema vai ajudar.


Por isso o que lhe posso dizer é que não desista. Coma com prazer educando a boca a comer. Seja teimosa. Obtenha ajuda em casa (fundamental). Coma com mais frequência durante o dia. Se for caso disso, leve comida de casa para o trabalho. Não tenha vergonha, pois a sua saúde e aspeto são mais importantes. Faça uma caminhada por dia, criando um circuito que demore entre 50 e 60 minutos. Não importa se morar na cidade. Eu também moro [VNG] e tenho os meus circuitos para caminhar e não é na zona da praia que, fica a 10 minutos.

 

Faça tudo para si e por si.


«Uma abundância de Força de Vontade e de disciplina é uma das principais qualidades das pessoas com carácter forte e uma vida maravilhosa. A Força de Vontade permite-te fazer tudo aquilo que querias fazer, dentro do prazo que estabeleceste. É a Força de Vontade que te permite refrear a língua, quando alguém te insulta ou faz uma coisa que te desagrada. É a Força de Vontade que impele os teus sonhos, quando tudo parece estar contra ti. É a Força de Vontade que te concede o poder interior para honrares os teus compromissos com terceiros e, acima de tudo, contigo mesmo.» Robin Sharma inO Monge Que Vendeu o Seu Ferrari.

Paulo

 

Se a luta contra o excesso de peso é difícil para as mulheres - que são pressionadas a terem um determinado padrão social e de beleza -, acredito que ainda mais difícil é para os homens, porque a sociedade não está tão preparada para homens que cuidem de si. Acho que é preciso muita coragem para perder mais de 50kg e manter-se num peso saudável e equilibrado mantendo horários e rotinas relativamente rígidas para a manutenção.

 

Muitos Parabéns Paulo! E acho que todos lhe devemos uma grande salva de palmas pela coragem!

 

Muito obrigada!

 

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Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.