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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Dia Mundial da Fotografia

 

 

Sou uma apaixonada por fotografia.

 

Agora com o smartphone tornei-me mais preguiçosa - tenho apenas um Huawei que me permite fotografias banais - e infelizmente já não ando sempre com a máquina em punho e por isso raramente tiro fotografias com a qualidade devida, daquelas que eu digo e me admiro "porra, fui mesmo eu que tirei?", porque há um anos, só ele tirava fotos de apaixonar. Tudo o que sei de fotografia ao Mulo devo, ainda que muito antes de o conhecer já gostava e já tinha a minha máquina de rolo da Olympus que sempre me acompanhava, que a mãe me ofereceu quando passei para o 5º ano.

 

Mas a verdade é que para mim fotografia era pegar na máquina, apontar e disparar. E é tão mais que isso... Hoje em dia sei bem que é muito mais que isso.

 

À medida que fui aprendendo novas técnicas tornei-me mais exigente com as fotografias dos outros. Passei a reparar em pormenores que até então não reparava - tipo fotos inteiras com os pés cortados... tiram-me do sério. Não sou, no entanto, a pessoa mais indicada para tirar planos direitos. Aliás é fácil de perceber quais são as minhas fotos e as do Mulo na mesma máquina, é que as dele estão sempre muito alinhadas, muito perfeitas e as minhas têm sempre uma ligeira inclinação para a direita, vá-se lá saber porquê - terei algum problema na mão direita?

 

Com o telemóvel acabamos por regredir um pouco, acaba por ser novamente apontar e disparar, mas o facto da fotografia ficar logo ali à mão para utilização é um charme ao qual não consigo resistir...

 

A foto ali em cima, e que há pouco publiquei no instagram é uma daquelas fotos por acaso. Encontramos este spot enquanto procurávamos um restaurante, e apesar de não termos o tripé connosco tínhamos mesmo ali um muro que nos auxiliou. É o que eu chamo de astros alinhados com os meus, adoro quando isto acontece.

 

A verdade é que adoro fotografia, qualquer tipo de fotografia: boa ou má, com qualidade ou sem, mas que seja verdadeira - não sou fã de fotomontagens e o instagram está carregadinho delas - porque fotografar é captar um momento que será guardado para recordarmos mais tarde. E eu adoro boas memórias, por isso faço por fotografar só coisas boas! Como esta vista: é uma vista deliciosa que me lembra bons momentos passados nesta cidade.

 

Fotografem muito nesta vida, porque um dia poderão recordar com outro tipo de clareza os bons momentos que viveram, quem foram e o que fizeram.

Vamos normalizar o beijo?

 

Sobre o beijo:

 

De acordo com a Priberam, o beijo é nada mais nada menos que um "toque de lábios [hoje em dia e felizmente, com mais cara que lábios] pressionando ou fazendo leve sucção [WHAT???] geralmente em demonstração de amor, gratidão, carinho, amizade, etc. [sendo tantas vezes usado como cumprimento por cortesia e educação]".

 

O beijo romântico é certamente usado por todos de mais ou menos igual forma, com mais ou menos envolvimento, com mais ou menos saliva, mas é relativamente igual. Como saudação, certamente saberão que é diferente em vários países.

 

Agora imaginem um casamento com Belgas, Luxemburgueses, Portugueses e outras tantas nacionalidades que me passaram despercebidas, cuja cultura do beijo é tão diferente. Agora imaginem uns a darem apenas um beijo, outros dois, outros três beijos, e outros apenas apertos de mão. Sabem lá vocês a ginástica que fiz com o pescoço e as vezes que nunca acertei com o número de beijos que ia receber de cada pessoa! Imaginam o desconforto? A sensação de embaraço? Acabavamos sempre a rir. Culturas diferentes, mas a mesma boa disposição da Mula, valha-nos isso.

 

Porquê complicar? Vamos normalizar o beijo?

 

De acordo com a visão da Mula: Um é pouco, três é demais. Quem concorda comigo que dois é perfeito? Um para cada bochecha e fica toda a gente feliz.

Coisas que me deixam com os nervos em franja

Pessoas que acham que o mundo gira em torno das suas convicções:

Cliente: A sério que o seu colega não podia esperar mais cinco minutos? Parece que estão sempre com pressa para ir embora!

Mula: O colega tem um horário de trabalho e cumpriu-o... O senhor é que deveria ter chegado mais cedo.

Cliente: Eu toda a vida trabalhei horas extras sem receber um cêntimo e nunca me queixei! Se eu fosse patrão do seu colega, comigo ele não levava subsídio nenhum!

O cliente disse que nunca se queixou por não ter recebido horas extras, mas a mim pareceu-me este desabafo um certo queixume. 

 

E já agora... Qual seria o subsídio que ele não pagaria ao meu colega? O de refeição que é obrigatório por lei? O de férias obrigatório por lei? Ou o de Natal obrigatório por lei?

 

Só sei que o país está como está, devido a pessoas como este senhor: que acham que deveria de ser obrigatório trabalhar para além da hora e trabalhar para além da hora sem receber, para que depois existam pessoas como este senhor que possam não cumprir de todo um horário, porque neste mundo devem existir trastes, meros empregados para servirem pessoas que se julgam mais importantes que os demais.

 

E eis que a Mula ganhou mais alguns cabelos brancos!

Lutar contra o excesso de peso #7

 

Na quinta-feira foi dia de pesagem. Após um casamento, um dia seguinte de puro deleite e após uma semana de baixa. foi dia de pesagem. Ou seja, após passar duas semanas a comer muito e a mexer-me pouco foi dia de pesagem. Tinha tudo para correr mal, terrivelmente mal.

 

Antes do casamento tinha perdido meio quilo, apesar de estar de baixa e de me mexer muito pouco, e apesar de ter cometido algumas facadinhas na dieta, a verdade é que consegui perder algum peso, no entanto no casamento de terça-feira tenho noção de que recuperei tudo o que perdi, e a balança não o negou.

 

Eu conhecia as regras para sobreviver a um casamento:

  • Bebidas: preferencialmente água, mas podia ser um copo de vinho ou coca-cola zero. Apenas uma ou duas bebidas brancas.
  • Entradas: Só o que coubesse num prato de sobremesa. Nada de empilhar.
  • Pratos principais: Podia comer o prato de carne e o de peixe, mas sem os hidratos de carbono.
  • Sobremesa: Fruta, muita fruta. Eventualmente um docinho ou dois - pouca quantidade - do que mais gostava e a respetiva fatia do bolo dos noivos.

 

Até começou bem. Nas entradas comi salada, dei um saltinho à mesa dos queijos mas não cometi excessos, comi um pouco de orelheira - que adoro, adoro, adoro - e nem me cheguei para a mesa dos mariscos. Bebi apenas um gin nas entradas e tudo corria lindamente. Passamos para o prato principal, comi um pouco de bacalhau - apenas uma batitinha à murro - e quando veio a carne o mesmo aconteceu: apenas uma batata e um pedaço pequeno de carne. Fiquei bem. Bebi vinho à refeição - ainda que mais do que o copo recomendado - e a coisa estava a correr muito bem.

 

Eis que abriram a mesa do demo. Abriram a mesa das sobremesas, com tudo o que adoro: cheescake, semifrios vários, mousse e até a fruta estava acompanhada por uma fonte de chocolate - digam lá que não é maldade colocar uma fonte de chocolate, belga pareceu-me, num casamento com pessoas em dieta e dizerem-lhes para comerem apenas fruta, saudável. Aqui tudo o que tinha para correr mal correu. Comi só um pouco de cada.... Mas comi praticamente de cada, enchi o prato duas vezes, fiquei pronta para rebolar. Ainda fui fazer uma pequena caminhada, mas obviamente que não foi nada tendo em conta o que comi. O problema continuou noite a dentro com as bebidas alcoólicas e parou apenas com o caldo verde e alguns enchidos de madrugada, na altura da ceia.

 

Sim, no fundo tudo o que tinha para correr mal correu. E no dia seguinte não foi diferente. No dia seguinte comi pão, muito pão. Cheguei a casa e fiz aproximadamente 20km de bicicleta, tinha que tentar minimizar de alguma maneira o estrago que tinha cometido, já que a balança acusava 1kg a mais - ainda que bem sei que pesando-me à noite os valores não são reais - e eu só imaginava que no dia seguinte de manhã a balança ia acusar pelo menos mais uns 500g.

 

A caminho da consulta eu só pedia que tivesse perdido nem que fossem 100g, só pedia que não tivesse engordado nem que fosse uma só grama.

 

Perdi 200g, o dobro dos meus desejos - para a próxima peço 500g a ver se perco 1kg! - e ainda perdi 4 cm na barriga e 3 cm na anca. Claro que voltei a diminuir a massa muscular - pela falta de movimento - e aumentar um pouco a massa gorda - e talvez por isso tenha perdido peso, porque a massa muscular é mais pesada que a massa gorda -, mas ainda assim os resultados não foram tão desastrosos como estava à espera, tendo em conta as circunstâncias.

 

Parece-me por isso possível sobreviver a um casamento, mas se pudermos ter mais tino, tanto melhor. Vou tentar não cometer os mesmos erros no próximo - que é já em Setembro - e muito menos marcar a pesagem para um dia após o enfardamento exagerado de doces e álcool. O ideal é pesar-me antes, mesmo antes, para depois ter pelo menos duas semanas de manobra. Até nisto das dietas temos de ser manhosos.

 

Agora vou estar 4 semanas sem lá ir que ela está de férias. Porque confia plenamente em mim - #sóquenão - receitou-me dois dias de detox por semana, onde nesses dois dias não entram hidratos - vou tentar fazer nos dois dias da folga. Nunca os fiz, vamos ver como corre, mas diz quem experimentou que é muito bom para limpar o organismo e perder bastante peso, ainda que seja um peso que seja fácil de recuperar e por isso exige cuidados.

 

Já alguém fez algum detox?

 

A correr muito bem, no dia 5 de Setembro - próximo dia de pesagem - deveria de estar com uns 72kg, a correr bem, deveria de estar com 74kg, a correr mal... Nem vou pensar nisso porque vai no mínimo correr bem. 

 

Já sabem, continuem a rezar por mim!

 

E a luta das meninas que lutam comigo, como vai?

Apercebi-me que é muito fácil tomarmos uma má decisão...

... que possa ser desastrosa, ou só perigosa e inconsequente sem que nos apercebamos.

 

 

 

Ontem quando regressava de Trás-os-Montes para o Porto apanhei dois incêndios: um de dimensão considerável que pintou o céu de negro e vermelho, deixando-me o coração amarfanhado com a dualidade de sentimentos - como é que é possível tanta coisa que representa a destruição ser bela e horrenda ao mesmo tempo? - mas que estava lá bem ao fundo, bem longe de nós; outro que não parecia tão grave - o céu não estava de vermelho carregado, apenas de um cinzento denso, horrendo, com um cheiro insuportável a fumo e muito perto de nós. 

 

Estávamos a caminho da autoestrada. Vimos ao longe o incêndio, parecia-nos longe da nossa rota - ainda que mais ou menos para a mesma direção - até que começamos a aproximarmo-nos... Demais. Vimos uma grande nuvem negra, paramos, pensamos em voltar para trás, mas a alternativa ainda ficava bastante longe.

 

Hesitamos.

 

De seguida uns 10 carros passaram e nós pensamos "se eles passam, nós também passamos... não deve ser grave" e seguimos viagem, até chegarmos a um ponto em que o fumo era tão denso, mas tão denso que simplesmente deixamos de ver a estrada. Os carros que seguiram à nossa frente tiveram a mesma reação: "E agora?" uns começaram a fazer inversão da marcha, outros simplesmente ficaram como um maluquinhos no meio da ponte, e até termos ido embora ficaram ali parados, provavelmente na dúvida se avançavam se recuavam. Nos entretantos, os camiões dos bombeiros simplesmente desapareciam quando ultrapassavam aquele bocadinho de estrada. 

 

Jogamos pelo seguro, fomos uns dos que fizeram inversão de marcha e uma hora e meia depois -  o tempo que precisaríamos para chegar ao Porto - lá estávamos nós a passar aquele ponto - mas do outro lado do monte - para regressar a casa em segurança.

 

Tomei consciência do quão fácil é vacilarmos numa situação imprevisível e inesperada. "É só fumo, não há labaredas à vista" e "o mal só acontece aos outros" é um pensamento tão fácil que nos leva por vezes a tomar decisões erradas. Não sei se todos os carros decidiram regressar, ou se decidiram arriscar. Não sei tão pouco se existia um risco efetivo - no final de contas a estrada estava aberta, só a auto-estrada estava fechada, ainda que já tenhamos visto com Pedrógão que isso não é garantia de nada, infelizmente - mas a verdade é que a decisão de regressar não foi imediata, apesar de tudo apontar para ser a decisão mais sensata.

 

Na realidade sabemos muito pouco do que aconteceu, acontece, ou que poderia ter acontecido. Mas no fundo, mais vale perder uma hora e meia na vida, do que a incerteza do que se pode passar para que essa hora e meia não se perca, ou que se perca para sempre...

 

Apercebi-me que é realmente muito fácil tomarmos uma má decisão que possa ser desastrosa, ou só perigosa e inconsequente sem que nos apercebamos e isso é assustador!

A quê que sabe a vossa infância?

A minha infância sabe a bolo de arroz. Era doida por bolo de arroz. Deste tradicional com o rótulo azul, muito docinho, muito saboroso, que encontrávamos em qualquer café que se prezasse.

Lanchar fora era sempre uma alegria, porque lanchar fora com a mãe significava o meu bolo de arroz e um pingo de carioca que eu tanto gostava. Falo-vos de uma altura que não deveria de ter mais do que 5 anos, e durante anos, este foi o meu bolo favorito. Simples, sem creme, mas cheio de açúcar - e gordura, pois claro - e sabor.

 

Há inclusive uma história engraçada que roda à volta deste meu deleite.

 

Morava mesmo em frente a um café, era por isso conhecida ali na zona. Um dia, estava em casa e disse à minha mãe que queria um bolo de arroz e um pingo, deveria de ter uns 6 ou 7 anos, e a minha mãe deu-me dinheiro e disse-me:

 

"Tens de escolher: Ou comes o bolo, ou bebes o pingo."

 

Tentava incutir-me responsabilidades, pobre coitada, e como tal, deu-me apenas dinheiro que cobriria a despesa de uma das coisas. Lá fui eu, desci as escadas, atravesso à rua e peço:

 

"Queria um pingo e um bolo de arroz, se faz favor!".

 

Era descarada, mas era bem educada, sempre fui. Comi, bebi, quando chegou a hora de pagar disse toda orgulhosa:

 

"Está aqui o dinheiro do bolo de arroz, o pingo, depois o meu pai paga."

 

E assim, esta miúda, que nada sabia da vida, dava a volta ao texto em 5 segundos sem se apoquentar com as coisas. É uma história que ainda hoje em família desperta muitas gargalhadas, e já se passaram mais de 20 anos. Não me lembro se me ralharam, se me castigaram, se apenas se riram, lembro-me apenas desta história, assim, apenas assim.

 

Hoje em dia os bolos de arroz já não sabem ao mesmo e confesso que não entendo quem mudou: se eles, se eu. Sinto-os mais secos, mais farinhentos, menos doces, ou talvez seja eu que por ter deixado a infância lá tão no passado, já não saiba apreciar o verdadeiro bolo de arroz, mas a verdade é que na minha memória são muito mais saborosos.

 

E a vossa infância, sabe a quê?

Do amor...

Hoje é um dia especial, casa-se uma pessoa muito importante para mim: a minha prima, que mais que uma prima é uma irmã para mim, apesar de viver longe, tão longe aqui da Mula. Por isso hoje não é só a noiva que está nervosa, a madrinha também, porque a madrinha - ou seja, eu - vai discursar sobre o amor....

 

E que sabe esta madrinha sobre o amor?... Ó tão pouco... Tão pouco...

 

 

Provavelmente quando vocês lerem este texto, eles já estarão casados e eu já estarei tranquila e parcialmente derretida devido às temperaturas elevadíssimas deste local nesta altura do ano, o que no fundo é bom, para ir destilando o álcool que vou bebendo, mas nada de somersby ou capirinhas, prometo, prefiro Gin cujas calorias desconheço e prefiro continuar a desconhecer porque olhos que não vêm, ancas que não sentem, não é verdade? E não serão também as ancas as responsáveis pelos amores dos outros? Vá, não entrarei por aí...

 

Ontem dizia-vos que o amor está acima de todas as coisas, brincando com as coisas a que o amor está acima, mas hoje digo-vos mesmo: que o amor está mesmo acima de todas as coisas, porque este dois que se casam hoje são o que eu chamo de um casal improvável e estão neste momento em total união de felicidade em que o filhote de ambos pode assistir.

 

Farei um discurso ensaiado mas sentido neste casório e pretendo falar ao coração das pessoas, porque a verdade é que casar é fácil, difícil é manter um casamento. Difícil é aguentar todas as provações e discussões que se interpõe tantas vezes entre o casal. Difícil é não querer desistir quando as dificuldades são mais que muitas. Não sou ninguém nesta vida para querer dar alguma espécie de lição ou conselho, mas fala-vos alguém que já passou por muito e que está junta há mais de 14 anos, por isso acho que posso dar algumas.... Dicas, digamos.

 

Às vezes perguntam-me se acredito no amor eterno, nos contos de fadas e eu não sei responder, porque acreditar num casamento para a vida - e esses conheço alguns - não significa que exista amor a vida toda. Mas gosto de acreditar que sim, que é possível amar a mesma pessoa a vida inteira sem cansar, sem aborrecer, sem desvanecer, mas também sou da opinião que se esse amor falhar não devem ser as convenções sociais a manter um casal junto, por isso o melhor voto que eu posso dar a alguém que se case é:

 

Que seja eterno enquanto durar, como dizia Vinicius de Moraes, e se tivermos a sorte que dure a vida inteira, felicidade a nossa!

 

Por isso sim, o amor deve mesmo estar acima de todas as coisas, de todas as convenções, de todas as ideias pré-construídas. E hoje eu brindo a eles, e brindo convosco ao amor!

 

Viva o amor!

O amor acima de todas as coisas

Conhecem certamente esta expressão, esta expressão que indica que devemos acima de tudo amar, e não nos importarmos com pequenas coisas.

 

Pois que esta expressão só pode ter sido inventada por um homem. Só pode. Ora vejamos

 

O amor acima de todas as coisas...

 

... acima do lixo que não foi levado para o contentor.

... acima da roupa que não foi estendida.

... acima da cama que não foi feita.

... acima do pó que não foi limpo.

... 

 

Ou seja, acima de todas as tarefas que nós lhes pedimos para fazerem, mas que manhosamente vão adiando, por forma a sermos nós a concluir-las com sucesso. No final, quando tentamos chamar-los à razão eles dizem:

 

O amor acima de todas as coisas!

 

Manhosos, é o que são!

Ninguém vai notar a diferença...

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... Pois não?

 

São tão parecidas que até acho legítimo me ter enganado.

 

Ou então, sou mesmo daltónica e já não tenho solução! Mas também... Já pinto o cabelo em casa há quase dois anos, e nunca tinha acontecido nenhum problema/acidente, algum dia teria de ser o primeiro, não é verdade? Agora só regresso aos laranjinhas no próximo alisamento. Até lá, aguenta coração!

Lutar contra o excesso de peso #6

Eu não posso estar em casa. Não posso. Seja por ser fim-de-semana, seja por estar doente. Estar em casa faz com que simplesmente deixe de seguir as rotinas alimentares a que me propus e que têm resultado na redução de peso. Estar em casa todos os dias é transformar todos os dias em fim-de-semana, e a balança raramente perdoa os fins-de-semana...

 

Mas então, e o que é que acontece quando estou em casa? A questão será, tantas vezes, o que é que não acontece.

 

 

Quando estou em casa salto logo duas refeições. Acordo demasiado tarde para querer tomar o pequeno-almoço, e como salto logo para o almoço, salto também a minha fruta do meio da manhã.

 

 

 

O conceito "água" perde-de completamente do meu dicionário. Simplesmente deixo de beber água. E como o drenante está no trabalho, nem água, nem drenante, nem nada de nada. Ou seja, estar em casa é sinónimo de desidratação.

 

 

É incrível como no trabalho raramente tenho fome - a verdade é que estou entretida e até me esqueço de comer - e em casa parece que nunca estou satisfeita. É um assaltar constante de armários.

 

 

 

Há sempre tempo para fazer um docinho. No dia-a-dia não há tempo, nem paciência, nem energia para me dedicar à docaria, mas se estou em casa sozinha, e se me aborreço, um bolo surge, e há tanto tempo para ver receitas... Maldito Tasty!

 

 

Os excessos. No dia-a-dia, e após um dia de trabalho é fácil chegar a casa e fazer uma receita simples, rápida e equilibrada. Estar em casa é fazer receitas mais elaboradas, e isso quase sempre significa, mais calóricas Não faz sentido? Pois não, mas é a realidade.

 

 

 

Ou seja, e em suma, estar em casa significa uma anti-deita, e isso quase sempre se traduz num aumento de peso. Tento contrariar estas questões, mas confesso-vos, nem sempre é fácil.

 

Mas vamos ver o lado positivo disto tudo: estar em casa, também significa ter mais tempo para o blog e para vocês e isso é bom!

 

Bem agora vou só ali ver o que há para lanchar e já volto!

 

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.