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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#19 Filme Europeu

Com o passar dos anos mais me tenho apaixonado por filmes europeus. Tenho dado por mim a ver filmes franceses e a gostar, a ver filmes espanhóis e a gostar, e outros tantos como o Sete Irmãs que é um filme fantástico europeu, realizado por um norueguês. É verdade que os filmes europeus até bem pouco tempo eram.... fraquinhos, tendo em conta a grande Hollywood, mas a verdade é que têm ganho cada vez mais qualidade, quer ao nível de imagem, quer ao nível de representação. Muitos poderia aqui nomear, mas para esta categoria escolho um dos filmes europeus que mais me tocou.

 

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Ela é uma miúda de família abastada que nunca viveu porque a família sempre a castrou, ele um bad boy sempre a meter-se em problemas, os dois encontram-se e apaixonam-se.  3 metros sobre el cielo é um filme espanhol ao estilo do Romeu & Julieta, mas para mim muito melhor que o Romeu & Julieta. O filme retrata a paixão do casal e tudo de mau que daí advém - e de bom pois claro que o Mario Casas por si só já é suficiente para nos lavar as vistas e a alma - e o resto vocês já podem adivinhar. Já vi este filme há muitos anos, mas é daqueles que sempre me vem à memória, e acho que é isso que faz um filme ser bom. Podemos ver muitos bons filmes, mas os melhores são aqueles que sempre recordamos. Há um segundo filme - o Tengo Ganas de Ti - que eu tamém gostei muito mas não há amor como o primeiro.

 

Quem é que daqui já viu o 3 metros sobre el cielo?

 

Quem tiver oportunidade e gostar de histórias de amor... Vejam e apaixonem-se!

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Só Te Vejo a Ti

Ai Mula, Mula! Daqui a pouco estás na miséria de tantos filmes que tens ido ao cinema ver. Mas que querem que vos diga? Não saio à noite, só vou jantar fora algumas vezes, compro roupa quando o rei faz anos - ou eu; também compro roupa quando faço anos - que tenho de gastar o dinheiro em algum lado para a economia funcionar, certo? Pois claro. Então olhem, gasto-o no cinema. E deixem-me que vos diga: deve haver muito mais pessoas a pensar como eu, porque já não me lembrava de ver tantas pessoas no cinema como nestes últimos tempos, até tenho encontrado filmes esgotados vejam só.

 

Desta vez fomos ver o Só Te Vejo a Ti. e já tenho o Amar-te à Meia Noite, o Dead Pool 2 e o Ocean's Eight na mira. Que fazer se adoro cinema?

 

 

Só Te Vejo a Ti conta a história de Gina, que devido a um trágico acidente automóvel, que vitimou os pais, fica irremediavelmente cega de um olho e praticamente cega do outro olho. Conhecemos Gina na atualidade, casada com James e a viver na Tailândia e vamos percebendo o que aconteceu através das suas memórias. O casal vivia feliz e a tentar engravidar quando Gina se submete a uma cirurgia inovadora de transplante de córnea, no olho que não perdeu totalmente as suas funções, e em poucos dias Gina começa finalmente a ver. Primeiro com pouca nitidez, posteriormente com bastante profundidade. É aqui que tudo muda. Gina fica maravilhada com o mundo. Com as cores, com as formas, com tudo aquilo que outrora os seus olhos conheceram mas já se tinham esquecido e James começa-se a sentir ameaçado, começando a achar que agora que Gina vê, poderá interessar-se por outras pessoas e então torna-se inseguro, obsessivo e descontrolado e o que outrora era uma relação feliz passa a ser uma relação minada pelo medo e pela desconfiança.

 

Só te vejo a ti, traz-nos uma realidade diferente. Vemos o mundo através dos olhos de Gina, percebemos as suas dificuldades, sentimos o medo que tem em andar sozinha e o que pode acontecer ao circular num lugar desconhecido. Vemos a dependência que sente do marido e como o mesmo se aproveita dessa dependência para a controlar. É um filme que nos fala sobre expectativas. Gina era casada com um homem que nunca viu, vivia numa casa que nunca viu, e quando começa a ver há um confronto com a realidade que a choca e que a faz colocar tudo o que conhece em cheque. Gina não se conhece, não conhece onde vive e é como se tivesse de descobrir tudo de novo. Aqui, começa a querer comandar a sua vida, começa a querer ter poder e a tomar decisões e por isso James perde o controlo que outrora tinha e isso incomoda-o. Não querendo ser spoiler, mas já sendo um bocadinho. James demonstra que amor e obsessão são coisas muito distintas, porque quando amamos alguém fazemos tudo para que esteja bem e feliz, e quando temos obsessão por alguém só queremos que essa pessoas esteja connosco independentemente de estar feliz, saudável e bem. Vamos ter claramente uma linha que separa estas duas situações no filme.

 

O que gostei bastante no filme foi que Gina mesmo quando era cega tinha muitas atividades demonstrando que tantas vezes as nossas limitações são mais mentais que físicas. Dava aulas de guitarra e praticava natação, fazia por se manter ativa.

 

É um filme que nos é contado de uma forma peculiar com alguns paralelismos à mistura. É intenso, é dramático, é um filme que nos mexe com os sentimos e os nervos, acima de tudo com os nervos. É por isso um filme que a Mula aconselha a quem gosta de filmes dramáticos.

 

Quem é que daqui já viu o filme?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Um Lugar Silencioso

No feriado fomos ao cinema ver Um Lugar Silencioso, achando que era um filme de terror. Não vimos em lugar nenhum dizer que era um filme de terror mas a capa levou-nos a acreditar que sim, o trailer também. Só para esclarecer antes de avançarmos. O filme Um Lugar Silencioso não é um filme de terror, provoca alguns sustos - maioritariamente provocados pelo som - mas é mais um filme de mistério do que de terror. Esclarecidos os mal-entendidos, prossigamos.

 

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Um lugar Silencioso conta a história de uma família que vive em absoluto silêncio desde que a terra foi invadida por umas criaturas alienígenas que caçam através do som. Esta família não fala, comunicam-se por gestos, e tudo o que fazem é cuidadosamente controlado para emitir o mínimo de ruído possível para que se possam manter em segurança. Caminham descalços e sempre com muito cuidado, não utilizam loiça para evitarem o barulho da cerâmica, e tudo é minuciosamente feito, caso contrário morreriam em alguns segundos. Claro que alguns percalços acontecem e aconteceram, e quando as criaturas se aproximam têm de se manter totalmente em silêncio para que as criaturas não os ataquem. No entanto, Evelyn - Emily Blunt - engravida, e tudo terá de ser cuidadosamente preparado para quando o grande dia chegar. Será que vão conseguir salvar-se?


É genial a forma como o filme foi conduzido através do som. É quase um documentário. Ouvimos tudo: o som do vento, das folhas, de cada passo... Não é um filme conduzido por banda sonora - apesar de ter algumas músicas que o acompanham - mas antes ausência da banda sonora. É um daqueles filmes que vale a pena ver no cinema, em casa não vai ter o mesmo impacto, não vai permitir as mesmas sensações.

 

Gosto muito tanto da Emily Blunt como do John Krasinski (que neste caso foi actor e realizador) e ambos foram fantásticos neste papel. Há emoção, há toda uma linguagem corporal incrível que contam uma história incrível.

 

Disse-vos logo ao início que não é um filme de terror.  Claro que há algum terror psicológico, porque sabemos que as criaturas existem e ao mínimo ruído as criaturas matam sem que as pessoas consigam fugir, no entanto, não é um filme que assombre - e é essa a minha definição de terror - é antes um filme sobre a luta diária de uma família para proteger os seus. É um drama, podemos dizer que é um filme dramático - e eu chorei... ó se chorei! - com algum suspense à mistura. Mas é essencialmente um filme que retrata a importância dos laços familiares, a importância das promessas e de protegermos os nossos filhos e de tudo o que estamos dispostos a fazer por eles, mesmo quando eles acham que não. É um filme angustiante... Conseguiríamos nós viver eternamente em silêncio, naquelas condições? Bem sei que a nossa capacidade de sobrevivência é maior do que esperamos mas... Aqui vemos uma mãe que assiste à morte do filho mais novo sem poder gritar, e sem poder fazer nada, vemos essa mesma mãe a ser atravessada por um prego no pé sem poder gritar de dor. Vemos os filhos a serem perseguidos pelos monstros sem poderem gritar e pedir ajuda... Sim, podemos dizer que existe terror, terror psicológico, aquele terror que nos revolta, que nos desespera, e não o terror que nos assusta e nos faz olhar para trás com medo.

 

Já para terem duas opiniões distintas: O Mulo não gostou nada do filme. Eu adorei! É um filme inteligente, diferente do normal e que merece a pena ser visto, mas emoção verdadeira, aquela verdadeira emoção de um filme de suspense contem com ela só depois do intervalo.

 

Quem é que já viu o filme?

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#18 Don Corleone Feelings

Chicoteiem-me aqui e agora: Eu nunca vi O Padrinho... Mas é para eleger o nosso filme favorito de mafiosos não é verdade? Tinha que ser um do Tarantino pois claro. Poderia aqui escolher uma saga que eu adoro: Kill Bill. Mas acho que não é bem enquadrado com a categoria, por isso escolho o Cães Danados, que tem tanto de estúpido, como de cómico, como de mórbido e até um pouco - na realidade é muito - de nojentice!

 

 

Sobre o filme? É fácil de resumir.

O cabecilha é Mr. Joe (Lawrence Tierney) e a quadrilha é composta por seis indivíduos com nomes de cores para não serem associadas as suas verdadeiras identidades: Mr. Blonde (Michael Madsen), Mr. Blue (Edward Bunker), Mr. Brown (Quentin Tarantino), Mr. Orange (Tim Roth), Mr. Pink (Steve Buscemi) e Mr. White (Harvey Keitel). A quadrilha a mando de Joe organiza um assalto a diamantes que corre muito mal. Quem é que os tramou? Basicamente o filme gira em perceber o que é que correu mal à medida em que uns vão ficando contra os outros e começam a morrer.

 

Não sou propriamente fã de filmes violentos, mas Tarantino é a exceção à minha regra. Adoro!

 

E por aqui, quem é que viu o Cães Danados?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Noite de Jogo

Já tinha saudades de ver uma comédia no cinema. Passamos por fases. Já passamos por fases em que só víamos comédias, outras que só víamos filmes dramáticos, e outras.... Vá, também já passamos pela fase em que só víamos bonecada como diz o Mulo. Desta vez fomos ver um filme de comédia dos mesmos realizadores de Chefes Intragáveis, que adorei, por isso tinha tudo para correr bem... e correu claramente!

 

 

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Max e Annie adoram jogar todo o tipo de jogos e reúnem-se frequentemente com os amigos para jogarem desde jogos de charadas a jogos de tabuleiro. Tudo corria bem até que o irmão de Max regressa e decide organizar uma festa com um jogo inesquecível. Contratou uma empresa deste tipo de eventos e alguém seria raptado e quem conseguisse encontrar essa pessoa ganharia um prémio que seria um carro. A noite começa, o irmão de Max - Brooks - é raptado e toda a gente achou que fazia parte do jogo, mas com o desenvolver da história perceberão que é mais do que um jogo e que Brooks corre perigo. Assim os amigos juntam-se todos para descobrir o mistério e salvar Brooks, mas rapidamente vão perceber que nada é o que parece, e ninguém é quem diz ser.

 

É um filme muito divertido. Para além da comédia é um filme com muita ação com muito mistério e com muitos volte-faces e por isso é um filme que nos prende do principio ao fim. Apesar de ser um filme com muita ação é um filme de comédia por isso é de esperar algumas macacadas para nos fazer rir. Não é um filme que desilude, até pelo contrário é um filme muito engraçado que surpreende e que vai além do óbvio o que nem sempre é fácil num filme de comédia onde tudo já foi feito. É um filme de comédia mas não é um filme pateta como são muitas das vezes os filmes que nos arrancam gargalhadas do início ao fim.

 

É um filme que nos põe a pensar sobre os limites, sobre o limite do razoável. Gostamos de nos divertir, mas a que custo? Excluímos os outros e criamos um grupo coeso, mas a que custo? É um filme que também fala sobre a amizade, porque o grupo de amigos está disposto a correr perigo para salvar um amigo. Mas é também um filme que fala do perigo da popularidade, do que as pessoas são capazes de fazer para se manterem ao lado de alguém sem noção dos riscos e dos perigos para se divertirem colocando outras pessoas em perigo.

 

Gostei bastante do filme e além do mais adoro a Rachel McAdams.

 

Quem é que daqui já viu o Noite de Jogo?

 

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Replica Violenta

Antes de ir de férias, ainda tive tempo de regressar uma vez mais ao cinema, desta vez para ver o Réplica Violenta com o Bruce Willis. Confesso que há imensos anos que não via um filme com este ator e tenho-vos a dizer que acho que o homem está a perder qualidades...

 

Mas adiante.

 

 

Réplica Violenta retrata um resgate de uma rapariga de uma rede de prostituição e tráfico de pessoas. Essa rede há muito tempo que era vigiada pelo inspetor Avery (Bruce Willis) mas só assume novos contornos quando a noiva do irmão de um ex-militar é raptada, assim, a família une-se para salvar Mia e vão perceber que a lei cria mais obstáculos aos irmãos que aos criminosos que têm tudo para seguirem impunes uma vez mais.

 

Este é um filme que demonstra a família como um só, sem diferenças, sem reservas. É um filme que fala de como a família move a nossa vida e as nossas motivações. É um filme que demonstra também o poder dos "grandes", dos criminosos pesados e organizados, pois o líder do gang tinha imunidade por colaborar com a polícia na detenção de outros traficantes - ganhava a dobrar: proteção e eliminava concorrência - apesar de jovens morrerem por isso e a polícia nada fazer. Há por isso necessidade de se fazer justiça pelas próprias mãos, já que caso contrário Mia será só mais uma a morrer após cair na rede. É um filme que também demonstra a importância das nossas crenças, dos nossos valores, pois o agente Avery teve de abdicar da sua vida profissional para poder seguir livremente os seus instintos.

 

A Réplica Violenta não é um filme espetacular, mas como tem uma ação contínua é um filme que nos agarra ao ecrã de alguma maneira. É um filme que revolta. É um filme com surpresas desagradáveis que nos desgastam a alma, mas ainda assim está longe de ser um filme incrível. A prestação de Bruce Willis é fraquinha, e apesar de ser ele o centro do cartaz, está longe de ser o foco do filme. Digamos que sem ele o filme fluía uma vez que são os irmãos os que estão no centro da trama. Apesar de fraquinho, gostei do filme. Gostei essencialmente porque não é um filme cheio de efeitos secundários e cheios de movimentos impossíveis de serem verdade, é por isso um filme bastante realista.

 

Não sei se é um filme digno de se ver no grande ecrã, mas gostei.

 

Quem é que daqui já viu?

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#16 Melhor filme inspirado num livro

Não costumo gostar de filme cujos livros tenha lido. Por várias razões: porque tantas vezes não correspondem ao que eu idealizei, porque tantas vez adulteram o sentido da história, porque tantas vezes colocam atores tão diferentes, enfim, poderia aqui enunciar uma listagem enorme do porquê que os filmes de livros costumam ser fracos. Há no entanto um filme que para mim superou o livro. O livro é bom, mas para mim o filme é ainda melhor. O livro assusta, mas o filme mete medo do início ao fim. Só tive pena que o filme não fosse buscar muitas das explicações constantes no livro para percebermos melhor a história, por isso é daquelas histórias que filme e livro se complementam. Falo claro do Shining

 

 

Ainda me lembro quando a Wendy no livro é descrita como linda, loira e até sensual. Um tiro completamente ao lado e sabem que mais? Ainda bem, adorei o papel da Shelley Duvall.

 

E vocês, recordam-se de algum filme que tenha sido tão ou melhor que o livro?

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#15 Melhor Filme da Década de 70

Há alguns filmes que vi desta época. Poderia aqui falar-vos do Grease ou dos Aristogatos, mas decidi trazer-vos um filme Indiano. Um dos mais belos apesar de ser malfeitinho que dói, mas com uma história realmente incrível e comovente. Falo-vos do Yaadon Ki Baaraat, que em português se chama Passado Inesquecível de 1973

 

 

Não sei se alguém já viu, mas conto-vos aqui brevemente a história. Os pais de três crianças - Shankar, Vijay e Ratan - foram brutalmente assassinados. O objetivo era também matar as crianças mas estas fogem para parte incerta e nunca mais souberam nada uns dos outros. Em adultos tentam desesperadamente encontrar-se mas este percurso não será fácil até porque eram muito pequenos quando fugiram e poderão não se reconhecer agora. Há no entanto algo que os une: uma música que a mãe destes lhes cantava quando eram pequenos de nome Yaadon Ki Baaraat. Então, um dos irmãos que em adulto se tornou músico, vai de baile em baile cantar a música da sua mãe a ver se consegue encontrar os irmãos, mas cada baile é uma desilusão. Até que um dia isso é possível, no entanto têm de ter cuidado para que não fiquem em perigo. O momento do reencontro é um dos mais belos momentos do filme. Obviamente choro que nem uma perdida e é isto.

 

O filme é tipicamente indiano, cheio de música, cheio de dança e cheio de drama. Adoro a banda sonora. E sim, adorei o filme!

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Operação Entebbe

Como sabem porque apregoo no instagram sem vergonha na cara, #queriaserfitacabeigorda e por isso domingo foi dia de encher a barriga de pipocas, que é como quem diz, foi dia de regressar ao cinema. Não tinha assim nenhum filme que quisesse muito ver - parece que o Ocean's 8 só estreia em Junho! - mas o Operação Entebbe chamou a atenção do Mulo e lá fomos ver.

 

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O Operação Entebbe dirigido pelo brasileiro José Padilha, é um filme histórico que relata o sequestro do avião da Air France em Junho de 1976, que seguia de Telavive com destino a Paris pela Frente Popular para a Libertação da Palestina e pelas Células Revolucionárias da Alemanha. O Avião que deveria de ter aterrado em Paris, acabou a aterrar em Entebbe, no Uganda, fazendo reféns mais de 250 passageiros, incluindo a tripulação do avião, com o apoio do presidente do Uganda, Idi Amin. O objetivo do sequestro seria a libertação de cerca de cinquenta militantes detidos essencialmente em Israel. Assim, os terroristas separaram os israelitas e judeus, acabando por libertar os elementos das restantes nacionalidades. O sequestro durou 7 dias. No entanto, Israel não esteve nunca disposto a ceder às exigências dos terroristas e conduziu uma operação por forma a impedir o massacre que esteve prestes a ocorrer.

 

Antes de mais adorei a forma como o filme contou a história e o paralelismo que fez com uma peça de dança: Intensa, desgastante, metódica. Tal como na dança, numa guerra um passo em falso vai alterar todo o seu curso e é preciso estar-se bem preparado e concentrado.

 

Na história os dois elementos alemães demonstram ter ideais muito diferentes dos terroristas, e ao longo do filme vamos percebendo o que os levou até ali. Criamos até uma espécie de empatia com estes dois terroristas alemães porque percebemos que nunca era intenção dos mesmos colocar em risco a vida de todas aquelas pessoas, contrariamente aos que lideravam a missão, que estavam dispostos a ceifar vidas de inocentes para levarem a sua causa avante e mostrarem ao mundo a sua importância e poder. Assim desde logo percebemos a diferença entre extremistas e crentes.

 

Com este filme percebemos também que a perseguição aos judeus é continua e que nuca se esgotou com o fim do Holocausto. É por isso fácil de compreender que ao longo dos tempos sempre tivemos - e teremos, infelizmente -  pessoas que acreditam que há vidas que valem mais do que outras.

 

No filme, percebe-se que o facto de os terroristas terem libertado os cidadãos de outras culturas e terem ficado apenas com os cidadãos israelitas que fez com que o povo de Israel pressionasse o seu presidente a negociar, mas a posição do seu presidente manteve-se sempre estável: Não negociar com terroristas. Não poderia não estar de acordo. Negociar com terroristas - ainda que em causa possam estar demasiadas vidas - é abrir precedentes. É dizer aos terroristas que podem fazer o que quiserem que vão sair vitoriosos, que raptar, matar e ameaçar é solução, que têm força. Negociar com terroristas é prolongar as guerras. E numa guerra, sinceramente, não acho que existam vencedores e vencidos, na minha opinião só há vencidos, todos perdem. E perdem o que há de mais precioso: A vida!

 

Gostei bastante do filme e se gostarem de filmes históricos, não percam a Operação Entebbe. que tanto quanto sei é bastante fiel à realidade, sem manobras hollywoodescas. Aqui não há efeitos especiais nem missões impossíveis de ocorrer na realidade. Aqui há relatos, e poderia perfeitamente ser um documentário: essencialmente muito credível. E é um filme que nos prende ao ecrã o tempo todo.

 

Quem é que já viu o filme?

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.