Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Não sei se me ria... ou se lhe bata! #14

Compramos um sumo de cenoura. Não um de laranja-cenoura, não um de cenoura-maracujá,  não um de manga-cenoura. Cenoura só.

 

Mulo: Já provaste o sumo?

Mula: Não, porquê?

Mulo: Não presta!

 

Mula prova o sumo. 

 

Mula: Qual é o problema do sumo? Está bom, sabe a cenoura...

Mulo: Pois é isso, só sabe a cenoura, parece que foram trituradas cenouras e enfiadas aí dentro!

 

Não sei se me ria, não sei se chore #5

Em tempos disseram-me:

 

          - Não vais gostar desse livro*!

          - Por que é que dizes isso? - perguntei.

          - Porque me disseram que não é um livro para qualquer pessoa...

 

É possível que não tenha sido com intenção - ou provavelmente foi - mas senti-me insultada!

 

* O livro é Para onde vão os guarda-chuvas do Afonso Cruz e só para ser do contra, estou a gostar!

Não sei se me ria, não sei se chore #4

Contei-vos que fui fazer uma aula de zumba na praia, num sunset, certo? O que não vos contei foi que antes de lá chegar, tive um quiproquó com um vizinho.

 

Quando estava para ir embora, chego à garagem e está um carro a impedir a saída da minha carrinha, ou seja, mesmo estacionado em frente ao meu lugar. É habitual o carro ali estar, mas o vizinho costuma estar por perto. Olho em volta... Nada! Vou lá fora ver se o vejo... Nem sinal do homem. Eu sei quem o senhor é, mas não fazia ideia de onde morava até porque a garagem é comum, mas são três blocos de apartamentos, com 5 entradas distintas.

 

Aguardei 15 minutos que alguém aparecesse para tirar a carro para eu poder sair, e findos esses 15 minutos achei que já era abuso esperar nem que fosse mais um segundo. Andei por isso pelos prédios ao lado - no meu bloco eu sabia que ele não morava - a perguntar pelos vizinhos se alguém sabia de quem era aquele carro*.

 

Recordam-se como é que eu ia vestida? A juntar à vestimenta justinha de licra, andava eu com o cabelo amarrado - tendo em conta que tenho o cabelo curto é mais o cabelo solto que amarrado - e desgrenhado. Andei linda, a desfilar pela zona onde moro naqueles fantásticos preparos.

 

Eu sabia que era um sinal que eu não deveria de ter saído assim à rua!

 

*E após tocar a três campainhas, lá encontrei o sujeito, nos entretantos ainda fui atacada por um mini-cão, que devia achar, pela maneira fluorescente que ia vestida, que era um animal qualquer a abater!

 

__________________________________________

Já participaste no passatempo da Mula? Não? Vê aqui como podes ganhar um conjunto da Alma Gémea da Amorim.

Não sei se me ria, não sei se chore #3

E porque hoje falamos de comportamentos rodoviários, parece-me oportuno partilhar este momento convosco.

 

Duas senhoras com bastante alguma idade, no comboio falavam sobre deslocação... Uma pergunta à outra:

 

Senhora 1:  Porque é que não tiraste a carta? 

Senhora 2:  Porque é muito difícil... 

Senhora 1:  Difícil é conduzir um avião! 

Senhora 2:  Por que é que dizes isso? 

Senhora 1:  Já viste a quantidade de botões? Para além de que nos aviões eles têm de saber para onde vão!

 

Não está, obviamente, em causa que efetivamente a condução de um avião é complexa e por isso acho que comparar um avião a um carro é só estúpido, porque a exigência não é comparável, mas olhar para a condução de uma viatura - seja ela qual for - com esta leviandade, parece-me muito perigoso, e por isso espero que a senhora já não tenha carta - se efetivamente algum dia a teve, e por isso não sei se me devesse rir ou chorar perante esta afirmação...

 

E agora não consigo deixar de pensar...: Os automobilista não têm de saber para onde vão? Ó céus as coisas que eu oiço...

Não sei se me ria... ou se lhe bata! #13

Descobri que o Mulo é daltónico, e o pior é que ele quer-me levar a crer que eu, mulher possuidora de milhões de cones nos olhos, é que sou.

 

Esta semana pedi-lhe para me chegar uma taça de plástico branca que estava num armário ao qual eu não chego. Sou pequenina tá? Ao qual ele prontamente me responde: "Mas não há aqui nenhuma taça branca. Tens aqui duas: uma cinza e uma cor de rosa."

 

São as duas brancas, vos garanto que são.

 

O branco que ele chamou cinza ainda admito essa possibilidade que ele é assim meio sarapintado e como é velho, já está descolorado e então admito que possa ser mais cinza que branco - ainda que seja originalmente branco. O outro, não é rosa, vos garanto que não é. Certo que já não é branco puro como originalmente era, também já não é muito novo, mas que continua branco... Mas ele lá insistiu que não, que era cor-de-rosa e que até ia arranjar não sei o quê na Internet para me provar que aquilo era rosa.

 

Até equacionei publicar foto na Internet para perguntar à galera a cor do recipiciente e voltar a dividir os comentadores, mas acho que o mundo já está suficientemente dividido, e não fosse existir uns tantos daltónicos que lhe dessem razão o melhor é continuar-mos assim. Encolhi os ombros e segui com a minha vida. Mas vos garanto, aquilo é branco, quase que podia chamar o moço da TIDE e provar que branco mais branco não há.

 

 

 

Não sei se me ria, não sei se chore #2

Sexta-feira era dia de manicura, mas como estou com unha francesa e elas ainda estavam belas e brilhantes decidi adiar. Liguei para a menina que mas enfeita e disse-lhe que ia adiar porque as ditas ainda estavam impecáveis e como é francesa mesmo o crescimento não se nota grande coisa.

 

Até aqui tudo bem. Adiei uma semana.

 

Uma hora depois de adiar esmurro as unhas.

 

Confessem lá, foi karma ou praga da manicura por eu ter faltado?

Não sei se me ria... ou se lhe bata! #12

Estou a fazer o jantar, está na conversa comigo. Quando está quase, quase pronto diz-me ele:

 

Mulo: Bem, vou tomar banho!

Mula: O quê? Mas o jantar está pronto...

Mulo: É rápido, não demoro nada!

 

Rápido disse ele. Terminei o jantar; vim ao blog; visitei uns poucos de blogs; comentei outros tantos. Escrevi este post; agendei o post. Rápido disse ele. Então eu serei supersónica.

Não sei se me ria... ou se lhe bata! #11

Aqui em casa por norma eu vou para a cama mais cedo, e muitas das vezes quando chega a hora de ele se juntar a mim, já eu estou a dormir. E olhem que eu sou tipo frango, daqueles das confeitarias, roda para um lado roda para o outro e demoro eternidades até conseguir adormecer, por isso ficam com uma ideia que temos horários bem diferentes para deitar. Acontece que ele a deitar-se quando eu já estou a dormir é como um elefante cuidadoso numa loja de porcelana. Acorda-me sempre.

 

Eis como ele é cuidadoso:

 

 

Este gif poderia ser perfeitamente de uma câmara oculta do nosso quarto, mas com menos acrobacias está claro que desde que foi operado este tipo de aventuras estão fora de questão! Mas quando ele vai dormir, independentemente da hora, é a luz que acende, é a porta que abre como se estivesse a entrar no quarto às três da tarde, é as gavetas num abre e fecha para procurar meias e o carregador de telemóvel, é o descobrir-me para se conseguir cobrir. É toda uma atitude desprezível que eu aprendi ao longo destes 8 anos a conviver com e já não estranho.

 

Esta semana ele tem ido para a cama mais cedo - deve ser devido à dieta, come tão poucos hidratos que se deve sentir mais cansado - e eu, como não tenho acordado cedo, ainda tenho ficado na sala a ver séries. Vou para a cama algumas horas depois, em pézinhos de lã. Juro-vos que foi em pézinhos de lã. Até a porta foi aberta minuciosamente como se atrás estivesse a minha mãe e eu tivesse chegado de madrugada a casa depois de lhe ter prometido que chegava antes da meia noite. A pouca única luz de que me socorri foi a do visor do telemóvel para não tropeçar e não colocar por terra todo o meu plano, para que ele não reparasse que me deitei de madrugada.

 

Eis o meu esforço (mas em vez de um gato, um marido):

 

 

Plano cumprido com sucesso. Achava eu!

 

No dia seguinte eis que ele me diz: "ontem acordaste-me!

 

 

Hã?????? Really?????

 

Não sei se me ria, não sei se chore

Pedro Dias, que na passada terça-feira se entregou, transformou-se numa paródia, não é novidade para ninguém. Pensem que o fenómeno Maria Leal e o fenómeno Pedro Dias começaram mais ou menos na mesma altura, e da Maria Leal quase já nem se fala e do Pedro Dias não há dia que não saia um novo meme a gozar com a situação.

 

E quando sai um novo meme o que é que nós fazemos? Rimos, partilhamos, comentamos, e rimos novamente. Rimos muito. Muitas das vezes até nos rimos que nem uns perdidos... Eu rio-me! Não nego, rio-me muito...

 

Mas não se esqueçam de uma coisa... É que este senhor não é um palhaço, é, até que se prove o contrário, um assassino e um ladrão... E quando penso nisto, não fico com muita vontade de rir, mas sim de chorar. No fundo andamos a colocar um senhor que rouba e mata, numa espécie de pedestal, porque andava a fintar tudo e todos, que aparentemente é mais inteligente, ou mais perspicaz, vá, do que toda uma brigada policial, e que até se entregou apenas por quis, não porque tivesse sido encontrado... Mas estamos a falar de uma pessoa que cometeu vários crimes, não que é um humorista...

 

Sou ca favor do humor livre, que tudo é passível de ser gozado e ridicularizado, mas agora que penso nisso... Se calhar nem tanto!

 

Que me dizem: Temos mais motivos para rir ou para chorar?

Não sei se me ria... ou se lhe bata! #10

A minha pele entrou no Outono com o pé esquerdo, como nunca entrou anteriormente. Tenho, para não variar muito, a minha dermatite seborreica no auge e toda eu sou flocos de neve na roupa preta. A minha cara, pela primeira vez, não sei o que se passa - sorte que a consulta no dermatologista está à porta - está a descamar toda, essencialmente na zona da testa - sorte a minha que uso franja. Besunto-me toda de cremes mas toda eu sou pedaços de pele. E o problema é que tenho pele oleosa, a apesar de as escamas serem mais típicas da pele seca. A verdade é que não sei que vos diga, mas efetivamente há um mês que a minha pele está uma lástima e não sei que mais lhe fazer.

 

Desabafo com o Mulo... O que é que ele me diz?

 

Estás a mudar a pele como as cobras!

 

Sentiram aqui alguma indireta? Hmm... Que me dizem, peço-lhe já o divórcio? Ou equaciono mudar o nome do blog para os Desabafos da Cobra?... Ou seria mais Destilaria da Cobra?

 

Eu sou uma santa... E fartam-se de dizer cobras e lagartos desta Mula tão inofensiva, não entendo.

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.