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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #15 ColourB4

Se bem se lembram, no início do mês ao pintar o cabelo em casa enganei-me a comprar a tinta e saí à bruta dos laranjas para ir para os vermelhos, sem contar. Ao início gostei. Gostei eu, ele não. O problema é que os vermelhos exigem muitos outros cuidados - que eu não tive porque a ideia não era manter a cor - e por isso a cor começou a desbotar - como eu queria - e o cabelo começou a ficar feio - esqueci-me desse pormenor. Em Setembro ou Outubro estou a contar ir reforçar o meu alisamento e com o alisamento ele já iria para os laranjas novamente e aí recuperaria a minha cor, mas a verdade é que andava desgostosa. Não queria esperar.

 

Decidi investigar.

 

Vi várias maneiras de descolorar o cabelo em casa, vi outras tantas de o decapar, e parecia-me tudo tão arriscado... É que eu sou tola - que sou - mas também não gosto de correr grandes riscos sem cálculo até porque o meu cabelo aguenta com muita coisa mas é fino pelo que o ideal é não abusar. Encontrei umas reviews de um produto que parecia muito bom para recuperar o laranjinha mas não existia à venda em Portugal, e corri tudo o que era lojas online e também não encontrei. Estava eu prestes a fazer uma mistela em casa para decapar o cabelo com produtos que eu tenho, quando encontrei um produto que existia em Portugal: O ColourB4, que prometia devolver a cor anterior ao cabelo sem o danificar. Fiquei curiosa, fiz alguma pesquisa e decidi arriscar.

 

O ColourB4 não descolora o cabelo, e pelo que percebi também não o decapa e por isso não prejudica o cabelo. O que o ColourB4 faz é neutralizar os pigmentos de cor do cabelo devolvendo-lhe a cor "original". Claro que quem já tenha descolorado o cabelo, essa é a cor original. Alguém que seja morena, descolore o cabelo para o loiro, e depois volte a pintar de moreno, o que está por baixo de tudo, a cor "original" é o loiro. Atenção a esse pormenor.

 

Vi vários vídeos de pessoas com pretos a regressar aos loiros, parecia-me assustador e imaginava que isso iria ressecar imenso o cabelo, mas eu como não queria uma mudança assim tão grande, só queria neutralizar os reflexos vermelhos para voltar a colocar reflexos laranjas, não me pareceu arriscado.

 

Há dois tipos de ColourB4:

    • O normal - Para quem quer apenas aclarar o cabelo;

    • E o extra - Para quem quer uma mudança um pouco maior.

 

Comprei o extra - temi que o normal não fosse retirar o vermelho, mas que o fosse apenas aclarar - e segui as instruções à risca. É mesmo muito importante seguir com todos os procedimentos e tempos indicados, porque como alerta na embalagem, a má utilização do produto poderá resultar que os reflexos voltem a ser ativados. Por isso desde já um alerta: Se estão com pressa, se não estão com paciência, não iniciem este processo sob pena de poderem danificar os fios e ainda por cima não obterem os resultados desejados. Por muito que o produto não seja muito prejudicial ao cabelo, a verdade é que não é um mero shampoo, é um químico, e todos os químicos prejudicam o cabelo.

 

Perdi mais ou menos duas horas neste processo e só precisei de o fazer uma vez. Em mudanças mais drásticas poderá ser necessário repetir mais duas vezes o processo.

 

Coloquei o produto em todo o cabelo com a bisnaga que traz - mas acho mais pratico fazer com pincel, se voltar a usar usarei antes pincel, como quando pinto o cabelo - esperei 60 minutos e ao fim de 20 minutos reparei que o cabelo já não estava vermelho, mas aguentei o tempo todo até ao fim. Lavei o cabelo em água corrente quente durante 10 minutos - sim, mais do que os 60 minutos de atuação do produto, o mais chato é mesmo a parte da lavagem - apliquei o finalizante que é uma espécie de shampoo purificante, deixei atuar 1 minuto e voltei a lavar o cabelo em água corrente quente por mais 10 minutos. Sequei o cabelo e vi os resultados. Quem chegar a este ponto, de ter o cabelo seco e ainda não ter a cor pretendida, é necessário repetir todo o processo, sendo que 3 é o número máximo de aplicações.

 

Tive apenas de fazer uma coisa que não vinha no processo: Após o finalizante tive mesmo de colocar máscara no cabelo, o cabelo ficou tão seco, mas tão seco, que não o iria conseguir pentear, e antes de o cabelo começar a dar nós, decidi arriscar e colocar a minha máscara.

 

Sequei o cabelo e para meu espanto estava quase loira - nas fotos ele aparece um tom mais alaranjado devido aos reflexos, mas na realidade estava num tom amarelo palha - e foi só pintar o cabelo com a cor pretendida. Como pinto sem amoníaco pude fazer a coloração no próprio dia, mas se pintarem com uma tinta normal, aconselham a que se espere 7 dias para deixar o cabelo repousar.

 

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Como a tinta sem amoníaco que uso tem óleos para hidratar o cabelo, depois de pintar e de voltar a fazer uma boa máscara, o cabelo ficou bastante sedo, e nada seco.

 

Como não contava que o cabelo com este produto fosse ficar tão claro - não estava na disposição de repetir o procedimento, até porque o produto é caro, e imaginei que fosse ficar um tom acastanhado - comprei uma tinta um pouco mais escura para deixar o cabelo todo uniforme, para ir aclarando depois com o tempo e com as lavagens, mas podia ter comprado uma logo cenourinha que iria ficar um mimo. Mas agora tenho tempo.

 

Fiquei mesmo muito surpreendida com o produto: cumpre realmente com o que promete e não me estragou o cabelo, apesar de ter deixado um pouco mais seco após a utilização - já vi que o ColourB4 noutros países tem também um condicionador incluído, mas em Portugal não - o que obriga a hidratar muito bem depois de lavar o cabelo. 

 

Agora quando quiser fazer experiências já sei que tenho aqui algo que me pode ajudar. 

 

Está mais do que aprovado.

Livro: E se fosse verdade... de Marc Levy

Já conhecia a história, já tinha visto o filme Enquanto estiveres aí... [título original: Just Live Heaven] que se baseou nesta obra de Marc Levy, por isso o livro não foi de todo uma surpresa, mas depois do Para onde vão os guarda-chuvas do Afonso Cruz, precisava de uma leitura mais ligeira, e por isso escolhi este pequeno livro, que me tinham oferecido há uns anos e que desde então jazia na minha estante. Nunca tinha lido Marc Levy e como sei que está O Ladrão de Sombras no Livro Secreto, decidi espreitar a escrita deste autor.

 

 

E se fosse verdade... conta a história de Arthur que após ter mudado de casa encontra uma rapariga no armário de sua casa. Assustado, acha que foi uma partida do seu sócio, mas logo descobre que este "espírito" pertence a Lauren, uma rapariga que está em coma há cerca de 6 meses devido um acidente rodoviário e que era a antiga proprietária daquele apartamento que Arthur acabou de alugar. Lauren poderia seguir com a sua vida de alma, mas há 6 meses que não falava com ninguém, porque ninguém a via nem a ouvia e por isso vê em Arthur a sua única salvação para passar o tempo enquanto não regressa do coma, se alguma vez efetivamente regressar. Arthur aceita ajudá-la e pretende descobrir uma maneira para a fazer regressar do coma, mas o tempo dos dois começa a escassear porque os médicos querem convencer a mãe de Lauren a deixá-la partir, uma vez que, apesar de respirar pelos seus próprios meios, não tem atividade cerebral há mais de 6 meses. Arthur engendra assim um plano para salvar a mulher da sua vida e rapta-a para que não prossigam com a eutanásia. Será que Arthur vai conseguir salvar Lauren? E se conseguir, o que será desta relação?

 

O livro é engraçado, não é extraordinário, mas é engraçado. É de leitura ligeira, mas falta-lhe comédia. Achei o filme muito mais engraçado do que o livro - ainda que o tenha visto há muitos anos. Mas gostei da parte da descoberta de Arthur à medida que se vai envolvendo com Lauren, e essa parte não me recordo de existir no filme.

 

A história é obviamente surreal e por isso nada tem de ter de verdadeiro, mas achei-a excessivamente irreal. Achei os discursos muito forçados e até estúpidos. No primeiro dia, e após perceber que Lauren é apenas um espírito, Arthur começa a galanteá-la. Porque a primeira coisa que um homem faz quando vê um fantasma é começar a namorá-la. Ok é só uma história. Depois há partes totalmente incoerentes: ela não pode pegar em coisas e por isso não pode preparar-lhe o pequeno almoço, mas eles os dois têm sexo. Alguém me explica como? Pois não sei, não entendi. A verdade é que o filme é muito mais romântico que o livro, o livro parece-me mais forçado. Curiosamente sinto o mesmo com os livros do Nicholas Sparks: Adoro os filmes, mas os livros não me seduzem.

 

À parte deste tipo de questões, e à parte de imensos erros de impressão que tem esta edição - que também não ajuda a criar a ligação - é um livro engraçado, bom para passar uma tarde ou duas e perfeito para quem quer ler para se divertir sem ter de pensar muito.

 

A quem já viu o filme, adianto desde já que o final do livro é um tanto diferente. O filme é com o Mark Ruffalo e com a Reese Witherspoon, o que logo à partida é impossível não sentir a empatia destes dois, mas ao ler o livro, não a senti, a sério, que não senti. Por isso mais um ponto para o filme e zero para o livro.

 

Poderia atribuir a culpa de o livro não me ter encantado, ao facto de conhecer a história, mas não acredito porque também conhecia a história de Viver depois de ti, da Jojo Moyes e adorei o livro - mais até do que o filme - acho apenas que este foi mal concretizado. Talvez sinta isto, devido a não ser o meu tipo de livro, porque gosto de livros com que possa aprender alguma coisa, com que possa ficar inquieta e com este não aconteceu, mas acho este livro realmente mal aproveitado, apesar da história não ser má.

 

Ainda assim, e apesar desta fraca experiência com Marc Levy estou curiosa com o Ladrão de Sombras que me passará um dia destes pelas mãos, e que já ouvi falar muito bem, por isso estou a criar algumas expectativas.

 

Quem é que já leu o E se fosse verdade...? Não vos digo para o lerem, mas se tiverem oportunidade, vejam o filme, é uma delicia de filme, muito mais credível, muito mais romântico, muito mais engraçado!

 

Boas leituras!

 

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Aproveito desde já para vos informar que vou participar em mais um desafio literário. Pelo que às segundas, quartas e sextas às 14h vou falar sobre livros, juntamente com a Magda e com que mais se juntar a nós. Fiquem desse lado, começa já amanhã! Queres juntar-te a nós neste desafio? Vê aqui como participar.

A Mula também experimenta coisas e fala de coisas #14 Mat Mousse Foundation da Kiko

Tenho uma pele excessivamente oleosa. Apesar de ter esta base da Quem Disse Bernice? e de não desgostar, a verdade é que precisava de uma que durasse mais tempo, que permitisse à minha pele ficar mais seca e manter-me sem brilhos o dia todo. 

 

Assim cheguei a esta Mat Mousse Foundation da Kiko, que li ser mesmo muito seca, perfeita para peles como a minha. Mas... É uma base estupidamente inútil. Pelo menos para a minha pele, mas já se sabe: o que não funciona de todo comigo, pode funcionar na perfeição convosco. Boa sorte. 

 

Não sou propriamente uma expert - sou até o oposto disso - em maquilhagem, por isso a minha opinião vale o que vale, mas arrisco a dizer que esta base não serve para nada.

 

Ao longo do tempo, tenho estabelecido uma relação de amor-ódio com a Kiko: se por um lado há coisas que adoro e recomendo, como os vernizes efeito gel, e até mesmo os batons de longa duração. Sou doida, por exemplo, por um corretor deles, o melhor dos que já experimentei. Mas depois há produtos inúteis, como este primer de lábios e esta base, que é pura perda de dinheiro, pelo menos de acordo com a minha experiência. 

 

Mas então Mula, por que é que esta base  é tão má? 

 

Esta base não adere à pele. Já experimentei com mais creme hidratante, com menos creme, com dois tipos de primer diferentes, com e sem sérum. Já experimentei com pincel e com a esponja, sozinha e misturada com outra base. Comigo, simplesmente não resulta porque não fixa à pele, simplesmente não agarra, pelo que se nota imenso que estamos com base, apesar de ser cobertura média-baixa. O efeito na pele é terrível, fica barrenta, como se tivesse carregada de pó e tudo o que é poro fica visível. A cor que escolhi era a certa, a consistência para aplicação é esspessa - o que é óptimo, porque não escorre - não é difícil de aplicar, mas pronto é isso, comigo simplesmente não resulta. Por isso vai direitinha para o lixo, com muita pena minha. 

 

Alguém que já tenha experimentado a Mat Mousse Foundation da Kiko, com uma opinião diferente? 

Livro: Para onde vão os guarda-chuvas de Afonso Cruz

Terminei de ler o Para onde vão os guarda-chuvas do Afonso Cruz e fiquei com um sabor amargo no coração, não por não ter gostado, que este livro voou diretamente para o meu top 5 de livros favoritos, mas porque é tão belo e tão aterrador. Afonso Cruz teve realmente o dom de nos contar o horrível com uma pitada de humor, como nunca vi. Posso dizer muita coisa sobre este livro, mas acreditem que nunca vou dizer o suficiente, demonstrar suficientemente o quanto gostei dele. E não, acreditem que não foi por teimosia.

 

 

 

Para onde vão os guarda-chuvas é uma fábula e conta a história de uma família que vive no Médio Oriente: Fazal Elahi que tem uma fábrica de tapetes, Bibi sua esposa que vive como uma americana e tem uns cabelos que parecem pássaros, Aminah sua irmã que sonha casar-se com Dilawar - viciado em ópio e prostitutas - e rejeita quem a ama realmente - Mudaliar, que por ser hindu não é bem aceite pela família. É ainda a história de seu primo, Badini que é mudo e fala com as mãos como quem conta um poema, de Salim, filho de Elahi e Bibi que fingia ser um avião e Isa, um pobre rapaz que nasceu na América e posteriormente é adotado por Elahi, que cria pássaros atrás de si.

 

Este é um livro que mostra o Médio Oriente como imaginamos que é, como o idealizamos, com tudo o que tem de bom e de mau. Um livro que mostra como nem todos os muçulmanos são maus, porque há pessoas boas e más em todas as religiões, países e credos. Fala de como há pessoas que nos metem medo só de olhar e outras que é impossível não gostar. É um livro que fala sobre a tolerância e sobre a falta dela. Sobre o perdão. Que nos mostra como é possível coexistirmos neste mundo que não é assim tão grande. É também um livro que fala sobre a perda de um filho, e de como é (im)possível recuperar dessa perda, porque como dizia Elahi, tudo nesta vida desaparece, até as pedras. Toda a história nos é contada à luz do que conhecemos da cultura árabe: a forma de tratamento das mulheres, como os bons costumes e as aparências são importantes para estabelecerem uma certa importância social, entre muitas outras questões. Tudo isto, com uma pitada de humor, com um falso divertimento, que ora nos choca ora nos diverte.

 

Para além da história que nos prende desde a primeira palavra, a forma como é escrito é outra forma que nos encanta, e não me refiro à forma de escrever do autor. No livro, as letras funcionam como desenhos e ora têm um tamanho, ora têm outro, ora tem desenhos, ora textos que aparentemente nada têm que ver com a história, mas que têm tudo a ver. O livro parece um conjunto de vários fragmentos que se ligam entre si e contam esta história incrível.

 

Posso só dizer que não gostei de como termina...? Posso? Posso? Não gostei de como termina!

 

Ainda assim... ainda agora o terminei, e já fiquei com vontade de o ler novamente... Mas não pode ser, outros me esperam.

 

E quem é que sabe para onde vão, afinal, os guarda-chuvas?

Escapadinha parte II - Bacalhôa Buddha Eden

Não estava esquecido, apenas estava sem tempo para vos falar sobre. Mas 'bora lá falar sobre um dos mais belos jardins de Portugal.

 

Se bem se lembram, para festejar o primeiro ano de casados fomos a Óbidos e aproveitamos que estávamos ali tão perto, fomos finalmente ao Bacalhôa Buddha Eden no Bombarral.

 

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O Buddha Eden é o maior jardim oriental da Europa, com mais de 700 estátuas ao longo de cerca de 35 hectares, na Quinta dos Loridos, no Bombarral. Pelo que percebi da visita, este jardim surgiu como homenagem à destruição dos Budas gigantes de Bamiyán no Afeganistão em 2001, por ordem do governo talibã, considerado um dos maiores atos de destruição cultural alguma vez visto. Assim nasce este jardim, também conhecido pelo Jardim da Paz, em 2006.

 

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Vejam logo à entrada, este enorme lago transmite uma tranquilidade incrível!

 

 

Apesar de ter como figuras principais os Budas, podemos ver muitos outros tipos de esculturas, algumas inclusive de autores portugueses como é da Joana Vasconcelos.

 

 

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Os castiçais de Joana Vasconcelos, construídos com garrafas de vidro. 

 

 

As diferentes esculturas estão agrupadas por tipo, como se de várias galerias de arte a céu aberto se tratasse, e de ano para ano o Buddha Eden Garden vai modificando as exposições, estando neste momento a ser ampliado. Pelo que a novidade é sempre uma boa desculpa para voltar. 

 

Existem duas formas de visitar este espaço, que podem ser combinadas: a pé ou de comboio próprio para o efeito. Nós, inocentes desta vida, desconhecendo a verdadeira extensão deste gigante espaço, optamos por ir a pé... Debaixo de 40º ao sol - sim, há na minha opinião poucas sombras que nos ajudem nos dias de verdadeiro terror meteorológico -, mas serviu para nos bronzearmos um pouco.

 

Uma das exposições que podemos ver, e um dos mais bonitos para mim, é o Jardim das Estátuas Africanas, em homenagem ao ao povo de Shona do Zimbabué, que há mais de 1000 anos esculpe com as próprias mãos a pedra para formar estátuas. Este povo mantem a crença que cada pedra tem um espírito vivo e que ao esculpir dá-se liberdade a essa espírito mas que influencia o resultado final.

 

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Apesar de nos terem dado um mapa logo à entrada, achei os percursos um pouco confusos, e por diversas vezes tivemos de andar para trás para ver uma exposição que tinha ficado esquecida algures. Acho que poderiam colocar placas - já que as exposições têm número associados - com as direções a seguir em cada trilho, já que uma boa parte do jardim é labiríntico, cheio de caminhos e percursos alternativos.

 

Gostei que esse jardim tivesse imensa água. Há imensos lagos por todo o lado, e alguns com pequenas cascatas. Adorei, torna o parque muito mais respirável. E o melhor de tudo é que são lagos com vida, com imensos peixes e tartarugas.

 

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Logo após as estátuas africanas temos o famoso Exército de Terracota constituído por cerca de 700 estátuas, todas pintadas à mão e todas diferentes. 

 

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E depois entramos oficialmente na terra dos Budas e são Budas por todo o lado.

 

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Já agora uma curiosidade. Durante muitos anos, os Budas que as pessoas tinham em casa - para dar sorte, dizem - era um Buda muito diferente do atual. Se bem se recordam, era aquele que está ali em dourado, o gordinho. Durante muito tempo achava-se que esse é que era o símbolo do budismo, mas é errado. Esta figura do Buda gordo surgiu durante a dinastia Sung (de 960 até 1275) na China, no entanto este gordinho era na realidade um budista chinês, também conhecido por Maitreya, cuja simbologia passa pela futura reencarnação de Sidarta Gautama - fundador do budismo e verdadeiro Buda - para que os ensinamentos nunca sejam esquecidos. A explicação de que Sidarta Gautama é magro - e daí o verdadeiro símbolo dever ser representado por um Buda magro - é de que não comia para procurar o seu Nirvana.

 

Bem, mas deixemo-nos de explicações e passemos para o que realmente importa.

 

Um das parte mais belas, para mim claro, deste jardim é o Lago do Pagode.

 

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É um lago que nos transmite tanta calma... E entrando no coreto do lago é um momento quase mágico, silencioso... Ficamos totalmente em paz. 

 

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Vistas do coreto

 

Junto ao coreto, tem uma fonte onde nos podemos refrescar. Acreditem, se forem lá no verão vão dar imensa importância a esta fonte. Apesar de ser proibido fazer piqueniques no parque tem uma cafetaria com preços acessíveis onde podemos beber e comer, com uma boa esplanada com sombra.

 

A minha grande crítica desta visita vai para as pessoas. Há muita falta de respeito. Ficam séculos coladas às estátuas para tirarem fotografias, sem se importarem se há pessoas a querer tirar fotos sem que elas estejam à frente, fazem muito barulho, correm e berram, e acho que neste jardim deveria de ser totalmente o oposto. Não peço que as pessoas o visitem em tom de meditação, mas acho que deveria de existir um maior respeito pelos demais.

 

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No final, na despedida ainda passamos pela loja de vinhos e deram-nos a provar o novo espumante azul que a Bacalhôa agora tem, e que vos posso dizer que é bom, bom, bom, bom, fresquinho é mesmo tudo de bom!

 

Estava mesmo muito calor, confesso-vos que a visita foi um tanto sofrida, mas tenciono voltar, com uma temperatura mais agradável para poder aproveitar muito mais do que o espaço oferece, de preferência em época baixa com poucas pessoas a visitar para conseguir tirar fotografias em condições ao que realmente importa.

 

E vocês já conhecem o Bacalhôa Buddha Eden?

Petiscar ou não petiscar eis a questão, mas fomos à Petiscaria, pelo sim e pelo não.

Como tem sido habitual ultimamente, sexta-feira é dia de opinião de algum restaurante que experimentamos por estes dias. Assim vou falar-vos da Petiscaria Santo António, que ainda com os seus quês de bom, que tinha tudo para correr bem, mas que não foi uma experiência tão agradável assim, o que na minha humilde opinião - que vale o que vale - é uma grande pena, porque tinha tudo para dar certo.

 

(imagem retirada daqui)

 

Fomos à Petiscaria Santo António na baixa do Porto por puro acaso. A ideia era ir comer uma sande de pernil e umas tábuas de queijos e enchidos ao Lareira, mas estava fechado por ser domingo e acabamos então nesta petisqueira.

 

O espaço é visualmente agradável: tem uma pequena esplanada cá fora, o interior também está muito mimoso e apesar de ser bastante pequeno está muito bem organizado. Tem ainda um grande espelho a todo o comprimento que dá a sensação de ser bastante maior. A esplanada estava cheia quando fomos, acabamos por ficar no interior. Sozinhos. Zero música ambiente, primeiro ponto negativo, o que originou que ouvíssemos as discussões entre o patrão - suponho! - e os funcionários, segundo ponto negativo. Mal nos sentamos referiram-nos que o multibanco estava avariado mas que poderíamos levantar dinheiro logo ao lado - a dois passos do restaurante - por isso não foi problemático.

 

Começamos a ver a carta.

 

A carta está muito bem desenvolvida e ficamos com vontade de experimentar tudo o que nela contem. Primeiro grande ponto positivo. De entre tudo o que vimos, e tendo em conta que eu agora tenho um estômago de passarinho, optamos por duas entradas e um prato a partilhar - ainda assim pagamos mais de 20€, como podem ver barato não é. Para beber, cerveja artesanal da casa que vos posso dizer que é realmente boa apesar que deveria de estar mais fresca, tendo em conta que era de pressão, mas era realmente muito saborosa.

 

Pedimos as entradas e nos entretantos trouxeram-nos o couvert, que apenas comemos o pão - muito bom! - e as azeitonas - duras, saborosas, mais um ponto positivo - dispensamos as cenouras à algarvia - que já como cenouras suficientes no meu dia-a-dia - e os tremoços que não me pareceram vir salgados - que é como gostamos deles, bem salgadinhos.

 

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Estávamos sossegados, entretidos com as azeitonas até que ouvimos um......... PLIM! "Hmmm..." pensei. Mas desvalorizei, mas eis que chegam as nossas entradas:

 

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- Duas pataniscas de bacalhau que apesar de não chegarem a ser más, bacalhau não encontrei, por isso, digamos que o pastelito frito não era mau, que chamar áquilo patanisca de ba-ca-lhau é capaz de insultar as pataniscas do meu sogro - tão boas, tão boas, tão boas - e não queremos isso. Ah a fotografia só chegou a tempo da segunda patanisca, perdão por isso.

 

- E ovos mexidos com farinheira. Estavam muito bons, a verdade é essa. Apesar de pelo que percebi terem sido reaquecidos, a verdade é que se não tivesse ouvido o plim do microondas nunca diria que eram reaquecidas. As tostas, eram mázinhas porque vieram frias, mas aqueles ovos com o pão que veio anteriormente foi delicioso.

 

[Vêm a importância de música ambiente? Para além de não termos ouvido as pessoas a discutir, também não ouviríamos o plim do microondas]

 

Chegou assim que terminamos as entradas e após mais alguns Plim! Plim! Plim! o nosso prato principal: Alheira com puré de maçã e esparregado.

 

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Da batata palha nem me vou pronunciar, porque há efetivamente quem goste - não é o meu caso - e nem tão pouco estava na descrição do prato por isso vi-a como um extra e não me pronuncio. No geral, estava satisfatório mas, alheira que se prese - ou não tivesse eu crescido a comer alheiras de Trás-os-Montes - tem de vir com a pele estaladiça - mas claro que isso no microondas não se consegue - e esta vinha mole, e por isso acabei por não a comer. O esparregado não sabia a esparregado, sabia apenas a caldos knorr - ou outra marca da mesma espécie -  salva-se o puré de maçã que estava bom, porque realmente as maçãs no microondas ficam boas e por isso não há nada a apontar.

 

Quanto aos funcionários: O que nos atendeu era simpático, outro que por lá andava nem simpático nem competente, uma vez que pedimos mais uma cerveja, e apesar de não estar a fazer rigorosamente nada disse que não era com ele que tinha de ser com o colega, e em vez de chamar o colega, encostou-se ao balcão.

 

Não posso dizer que odiei, porque não é verdade, no geral estava bom, e se fosse serviço ali na esquina por 10€ estaria muito bem. Mas para um restaurante todo pipi que se apresenta como sendo uma petiscaria e que nos cobra por tudo isto vinte e dois euros e meio, acho absurdo e mau, porque para comer comida aquecida, já me basta ao almoço durante os dias de trabalho.

 

Com muita pena, chumbo este restaurante e não tenciono lá voltar.

 

Alguém já conhecia este espaço, que tenha uma opinião diferente?

Livro Secreto II #5 Bichos de Miguel Torga

E o quinto livro do desafio do Livro Secreto edição II já seguiu viagem para novas paragens. Terminei assim de ler os Bichos de Miguel Torga. Já conhecia um ou outro conto, graças às aulas de português algures na escola preparatória - ou será secundária? - mas nunca tinha lido os restantes contos. Confesso que não sou a maior fã de contos, mas gosto de bichos, por isso...

 

 

O livro Bichos não é um romance, são sim vários contos de vários animais distintos, mais propriamente 14 contos, com 14 bichos tão diferentes entre si, tão semelhantes ao bicho homem, sendo o homem tão semelhantes aos bichos...Ou serão realmente humanos? Confesso que várias vezes deixei de perceber se falávamos do animal ou do humano que tantas vezes se confundem.

 

É um livro de leitura fluida, que se lê facilmente numa tarde mas que preferencialmente se deve ir lendo e apreciando aos poucos. É um livro com ensinamentos disfarçados, com histórias incríveis de animais incríveis, mas nem sempre bem sucedidos. Nem sempre com finais felizes, aliás quase nunca com finais felizes, porque a verdade é que a vida prossegue e não é uma fábula e este pequeno livro ensina-nos isso mesmo.

 

O meu conto favorito, como não poderia deixar de ser é o do Mago, que conta a história de um gato que queria ser livre mas acabou preso numa casa que apesar de desdenhar dos mimos gostava dos mesmos, ainda que isso tenha originado ter perdido o respeito e a amizade dos outros gatos. No fundo como as pessoas que constituem família e acabam no conforto do seu lar perdendo as ligações com outras pessoas extra-família.

 

A história que mais me entristeceu, foi a da humana Madalena, que foi rejeitada pelo namorado e que abortou como um animal selvagem no meio do nada, sem ajuda, sem amigos, sem ninguém, como um animal solitário. Temos também a história do Tenório, um galo adorado que no final virou refeição, tal como nós na vida real, que quando deixamos de servir deixamos de importar realmente.

 

No final do livro percebemos que não são meros contos ao acaso e conhecemos finalmente a sua ligação, por isso toca tudo a ler direitinho e nada de saltar contos.

 

É um bom livro para quem tem pouco tempo para ler, curto, bonito, com histórias simples mas não simplistas.

 

Boas leituras!

Lama's Temple - O tempo do sushi em Matosinhos

Vocês sabem que eu adoro sushi, certo? Sabem aliás, que eu sou doida por sushi, certo? Pois que se vocês sabem, o Mulo também sabe e pegou na sua Mula e levou-a ao Lama's Temple, que fica em Matosinhos e que tem sushi - e não só - à descrição por 11,90€ ao almoço (bebidas e sobremesas à parte) e 16,90€ ao jantar (a mesma história com as bebidas e as sobremesas). Se não quiserem os menus de almoço/jantar podem também pedir à la carte e pagam individualmente o que comerem.

 

E antes que me venham com coisas... A nutricionista aprova a minha ida ao sushi! [Claro que sou capaz de ter ocultado um ou outro frito, mas ainda assim... sushi é sushi]

 

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Já andava há alguns anos para o experimentar, já que conhecia algumas pessoas que já lá tinham ido e que só diziam bem, por isso decidimos experimentar num fim-de-semana a dois. A primeira surpresa é que achava que era em modo buffet, ou seja, que existiria ali um balcão com sushi e que iríamos buscar o mesmo, mas não, apesar de ser livre e de podermos comer a quantidade desejada sem agravar o valor, é serviço à carta, ou seja, vamos pedindo e eles vão trazendo. Para aqueles que tal como eu, não associam os nomes às peças, tem as fotografias para sabermos do que se trata.

 

O restaurante é agradável, é amplo, bastante alto, o que faz que não seja barulhento, que é algo que eu e o Mulo valorizamos muito porque gostamos de conversar enquanto comemos e gritar, não é considerado conversar...

 

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A carta é relativamente variada, ainda que seja muito fraca nos fritos, e ao nível das entradas podem escolher crepes, saladas, sopa miso, gyosas, entre outras coisas cuja definição desconheço.

 

Para entrada optamos por crepes japoneses com um molho agridoce, e pedimos uma salada de tofu - que nunca chegou. Um ponto negativo para o Lama's Temple: o serviço é lento, e não nos trouxeram tudo o que pedimos, mas como fomos pedindo outras coisas, fomo-nos esquecendo do que pedimos anteriormente.

 

 

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Os crepes apesar de pequenos são muito saborosos, vieram quentinhos e muito estaladiços tal como gostamos, e só não comemos mais porque não quisemos, porque como vos disse à pouco, podemos pedir as vezes que quisermos. O molho era igualmente delicioso.

 

Para beber, ele inicialmente pediu uma cerveja japonesa - curiosamente boa -  e eu um chá verde - docinho, igualmente bom.

 

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Começou entretanto a chegar o sushi que pedimos, que era pelo sushi que ali estávamos.

 

Começamos por um mix de sushi e sashimi para duas pessoas. O mix é bastante variado, traz várias peças diferentes e podemos atestar que é muito fresco e saboroso. As peças são grandes e bem recheadas, algumas até demasiado grandes que desafiam -  a sério que sim -  a capacidade da nossa boca. O arroz estava demasiado fresco na minha opinião e as peças tinham tendência a desfazer-se quando pegadas de forma mais desajeitada.

 

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Como o mix não trazia fritos - uma vez mais, um ponto negativo para o Lama's Temple: se não fosse eu a perguntar não nos teria sido explicado - acabamos por pedir os fritos à parte, que são tão deliciosos que acabamos por pedir repetir o pedido

 

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Para quem não gostar de sushi há outras opções, como camarões, panados, salmão grelhado, cogumelos, entre outros, por isso podem levar convosco o vosso amigo mais esquisito.

 

Em suma: Estava tudo muito bom, será certamente para repetir, no entanto, há uma coisa que me desgostou bastante: Isto de estar em dieta é muito mau, numa outra altura teria comido o dobro ou o triplo do que comi... Ah e não foi por pensar na dieta que não comi - não sou assim tão ajuizada - é mesmo porque o meu estômago já não tem essa capacidade...

 

Quem é que já visitou este templo do sushi em Matosinhos?

Livro: Se Isto é um Homem do Primo Levi

Já sabem que sou sadomasoquista, e que apesar de entrar num sofrimento que só visto, gosto de ler sobre o Holocausto. Assim e por sugestão da Uva Passa comprei e li o Se Isto é um Homem do Primo Levi, químico e escritor judeu italiano que foi levado para Auschwitz com apenas 24 anos, na noite de 13 de Dezembro de 1943 onde permaneceu no campo de trabalho até 27 de Janeiro de 1945.

 

 

Como o próprio autor indica logo no início, este livro "não foi escrito com o objetivo de formular novas acusações; servirá talvez mais para fornecer documentos para um estudo sereno de alguns aspectos da alma humana." Este livro não pretende, por isso mesmo, ser apenas mais um que descreve as atrocidades que os alemães eram capazes de infligir aos judeus nos campos de concentração, ainda que seja impossível não os referir, quando eram uma constante e os verdadeiros responsáveis pelo que de resto o autor descreve.

 

Primo Levi, focou-se bastante no outro lado da clausura, do que era necessário fazer para se sobreviver, e o que acontecia realmente quando não se sobreviva e de como os presos lidavam com a inevitabilidade de pertencer àquele campo. É um livro que pretende chamar a atenção para os comportamentos do homem quando submetidos a condições de extrema violência e de extremas necessidades. É por isso um livro, que é quase um manual de sobrevivência, sobre como ele, o Primo Levi, conseguiu sobreviver quando muitos não tiveram a mesma sorte, destacando como fundamental: a língua - acha que sobreviveu por entender um pouco de alemão - e a desumanização, ou seja, quanto mais ele deixasse de se sentir homem e pessoa, mais hipóteses teria de sobreviver, reforçando ainda que acha que apenas sobreviveu porque foi capturado numa altura em que os alemães precisavam de muita mão de obra tendo reduzido significativamente os extremínios. Primo Levi, segundo a história do Holocausto é assim um dos homens que mais tempo aguentou, e sobreviveu, a Auschwitz, cujo tempo de sobrevivência médio rondavam os 3 meses.

 

Acho que o que mais me chocou foi a visão otimista de Levi. Se não chovia, ele sentia-se com sorte, se chovia, mas recebia mais uma ração de pão, era outro ponto positivo. No fundo ele tentava encontrar onde mais ninguém encontrava um ponto positivo, de certa forma para se conseguir agarrar e sobreviver. Há inclusive uma entrevista onde ele vai contra o que era dito sobre a alimentação do campo, indicando que não achava o pão e a sopa más, que achava era pouco. 

 

Assistimos neste livro, a toda a desconstrução de alguém que acaba por se abandonar como homem, e no final, quando os alemães abandonam o campo devido ao avanço dos Russos - deixando-os à sua sorte sem qualquer comida - de novo a construção deste e de outros elementos, enquanto homens. É por isso um livro que pretende apenas relatar, não de um ponto emotivo mas histórico, o que por lá se passava e acontecia. Não é por isso um livro que pretenda apelar às emoções, ainda que seja impossível não sentir dor e revolta perante as descrições lidas.

 

O livro é realmente muito bom, no entanto a tradução tornou o livro um pouco difícil de ler. Tem demasiados termos, falas e expressões em francês e alemão, que dificultaram a compreensão. Acho que mesmo que quisessem manter a estrutura original, que uma nota com a tradução faz alguma falta.

 

Este é mais do que um livro, é um relato de coragem. A coragem de um homem que passou mais de um ano num campo de concentração em trabalhos forçados, que conheceu muita gente capaz de tudo para sobreviver, e que em 1958, 13 anos depois, falou e escreveu sobre isso com uma frieza de quem apenas ouviu o que por lá se passava mas que não passou por, prova da desumanização que Levi relata como essencial à sobrevivência.

 

É descritivo e um tanto violento por isso não deve ser lido pelas pessoas mais impressionáveis, mas se tiverem oportunidade, leiam!

 

Boas Leituras!

Steak? Shake? Steak 'n Shake!

Porque nem só de alface e cenoura vive a Mula, quando fizemos um ano de casados fomos tirar a barriga de misérias - eu fui, ele foi só comer normalmente - e fomos experimentar os hambúrgueres do Steak 'n Shake na Praça Guilherme Gomes Fernandes, no Porto, conhecido pelo mural da Joana Vasconcelos, como já vos mostrei aqui no insta da Mula. 

 

 

 

 

Confesso que fui um pouco às escuras, confesso que nem sabia que era uma casa de hambúrgueres, achava que era só uma casa de bifes, e a ideia até era ir comer sushi... Mas estava tudo fechado onde queríamos ir. Acreditem em mim, eu não planeei maquiavélicamente a ida a esta hamburgaria tipicamente americana, com uns hambúrgueres de chorar só de olhar para eles. Não planeei, a sério, parem com isso...

 

Ora muito bem, apesar de os hambúrgueres serem bastante artesanais o serviço e tipo de atendimento são semelhantes aos restaurantes de fast food: pede-se ao balcão e paga-se antecipadamente, mas depois dão-nos um dispositivo GPS para nos podermos sentar em qualquer parte do restaurante e os funcionários mais tarde entregam-nos o tabuleiro com a nossa refeição. Tudo é personalizável, dos hambúrgueres às batatas. Podemos acrescentar ou retirar ingredientes e podemos acrescentar queijo, ou bacon, ou queijo e bacon às batatas que são caseiras.

 

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É daquelas hamburgarias que achamos que conseguimos gostar de todos os hambúrgueres e por isso a escolha torna-se bastante difícil. Optamos, como é habitual, por dois diferentes para provarmos dois. Eu optei por um Royal - com dois hambúrgueres, ovo estrelado, bacon, queijo americano, alface, tomate e maionese - e pelas batatas com chedder; ele optou pelo Western - com dois hambúrgueres, queijo americano, bacon, cebola frita crocante e molho western barbecue - e pelas batatas com queijo chedder e bacon.

 

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As batatas vinham bem quentes, o pão é super fofo, a carne muito bem temperada, e o queijo..... É melhor nem falar no queijo, o queijo é delicioso. É nestas alturas que tenho pena de estar em dieta, que por mim hoje ia lá novamente! Os batidos também tinham um aspeto delicioso, mas optamos por beber limonada, docinha, fresquinha, muito boa também - ainda que se tivesse um pouco menos de açúcar não se perdia nada.

 

Os funcionários são muito prestáveis, foi a primeira vez que lá fomos e rapidamente se ofereceram para ajudar e explicar como funcionava o Steak 'n Shake. Também existe uma parte do mural da Joana Vasconcelos pintado no interior o que dá um ar português a todo este restaurante tão tipicamente americano. Como fomos a uma segunda-feira, estava bastante sossegado, por isso gostamos do ambiente, a música ambiente é agradável os bancos confortáveis, é um bom restaurante para passar um bom bocado a dois, ou com os amigos.

 

Quem é que já conhece os hambúrgueres do Steak 'n Shake?

 

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Já participaste no passatempo da Mula? Não? Vê aqui como podes ganhar um conjunto da Alma Gémea da Amorim. É só até ao próximo Domingo. Boa sorte!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.