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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: O Estrangeiro

Já tinha algumas saudades de ir ao cinema e comer umas pipocas - ups! - e por isso este fim-de-semana aproveitei uma saída com a mãe - que também adora ir ao cinema - para colmatar esta falha gravíssima na minha vida. Dentro dos que estavam disponíveis àquela hora ela queria ir ver o Barry Seal: Traficante Americano - mas eu odeiooo nem sei bem porquê o Tom Cruise - e eu queria ir ver O Estrangeiro - apesar de ela não gostar nada do Jackie Chan. Acho que foi pela hora - começava mais cedo - mas ela lá se decidiu a ir ver o que eu queria e pelo que percebi não se arrependeu nem um pouco. É um bom filme.

 

 

O Estrangeiro conta a história de Quan (Jackie Chan), um homem humilde dono de um restaurante chinês em Londres cuja vida é destruída de um dia para o outro. O IRA - Exército Republicano Irlandês - está de volta e num ataque terrorista no centro de Londres a filha de Quan é morta e este, não tendo mais ninguém e nada a perder, inicia uma incansável busca pelos responsáveis da morte da filha. Inicialmente Quan é tido como uma pessoa idosa, pouco perigosa que apenas está devastado com a morte da filha mas cedo se vai perceber que este está bem mais preparado para a guerra de que muitos elementos de segurança estatal. E é assim que Quan começa a persseguir Liam Hennessey (Pierce Brosnan) que é o ministro responsável pelo tratado de paz entre Inglaterra e o IRA - por ter sido membro do IRA no passado -, em busca de nomes. Quan ai demonstrar como a segurança seja de quem for é fácil de ser colocada em causa independemente do número de pessoas que estejam a vigiar. Nada é seguro.

 

Todo o filme tem uma trama densa onde não há inocentes, e onde todos são culpados. Qual é a culpa de cada um na história?

 

Este é um filme que fala sobre a justiça ou sobre a falta dela, de como por vezes apenas quando fazemos justiça com as próprias mãos é que nos sentimos vingados, e é um filme sobre as aparências, sobre como nada é o que parece ser e sobre como tudo é relativo, porque há crimes que justificam outros crimes, que aos nossos olhos são justificáveis. Poderia ser só mais um filme sobre um ataque terrorista em Londres, como muitos, mas é muito mais do que isso, é um filme diferente, com um objetivo diferente, e por isso gostei muito. É um daqueles filmes que nos toca cá dentro e nos pergunta: "E se fosse connosco?" É no entanto um filme que exige atenção, piscamos os olhos e já não sabemos quem é que se alia a quem e o quê. Mas é um daqueles filmes que fico feliz por ter ido ver.

 

Apenas uma coisa muito má em todo o filme. Atenção, por favor atenção, realizadores/diretores/produtores deste mundo por favor oiçam-me: não ponham o Pierce Brosnan a falar com pronuncia, é das coisas mais irritantes que eu já assisti numa sala de cinema - e olhem que eu já me sentei ao lado de gente muito barulhenta a comer pipocas - por isso, a sério, para o bem dos nossos nervos, não voltem a repetir.

 

Quem é que daí já viu o filme?

Livro: Memória de Minhas Putas Tristes de Gabriel García Márquez

A menina Alexandra ofereceu-se para me emprestar este pequeno livro e eu desde logo aceitei. Era um livro que queria ler há muito tempo, sabia que o ia ler de um só trago e porque as finanças não andam fantásticas e a minha gula por livros em alta, tenho aceitado mais do que nunca ler livros que não possuo. Li este livro numa só tarde, e foram umas horas muito bem passadas.

 

 

 

 

As Memórias das minhas putas tristes conta a história - em primeira pessoa - de um homem solitário que toda a vida fora habituado a recorrer a prostitutas para satisfação pessoal, e que quando faz 90 anos decide oferecer-se uma prenda de aniversário especial: uma virgem. Para isso recorre ao bordel que toda a vida recorreu na esperança que o ajudem a satisfazer mais este prazer na vida. A dona do bordel encontra-lhe uma virgem, uma miúda com apenas 14 anos que apesar de conhecer pouco da vida, vai mudar para sempre a história deste homem.

 

Na realidade este não é um livro sobre as putas dele, é na realidade sobre ele próprio, sobre o seu passado, sobre a sua vida, sobre os seus sentimentos e o porquê de nunca ter casado, de nunca ter tido filhos e de nunca ter amado, até ter feito 90 anos.

 

É um livro que fala sobre o envelhecimento de forma crua, sobre o que as pessoas sentem a envelhecer e de como o tempo passa por elas sem que se apercebam. É um livro que toca no tema de pedofilia mas de forma tão ténue, mas tão ténue que quase não nos apercebemos dela, uma vez que a moça não é apenas uma criança, é uma criança que vive uma vida de adulta: trabalha várias horas numa fábrica a pregar botões, e agora trabalha para o bordel para satisfazer este personagem.

 

No entanto, o livro não é chocante, não é um livro erótico ou sexual, é um livro que falando de sexo pretende falar de amor, de como o amor preenche e de como o sexo apenas esvazia. De como o sexo desaparece e de como o amor fica.

 

Posso-vos já adiantar que a moça e o velho nunca têm relações em todo o livro, no entanto ele apaixona-se por ela pela simplicidade de a ver dormir, e assim criam uma relação deveras estranha em que o velho paga para que a moça apenas durma a seu lado sem nunca lhe tocar de modo sexual, sem nunca abusar dela, levando-o a refletir sobre toda a sua vida, sobre o que ele toda a vida procurou e que nunca encontrou, a não ser agora, na velhice. Retrata também o respeito que advém da pureza, da simplicidade, do amor. Porque quando há amor há respeito. Mas quando é só sexo o respeito também desaparece.

 

Acho que acima de tudo o livro quer-nos mostrar duas coisas: Que é possível viver uma vida sem amor e que é possível morrer de amor e acima de tudo que se pode ser feliz ou infeliz seguindo qualquer um desses caminhos. E o livro mostra-nos estes dois lados da vida.

 

É na realidade um livro muito pequeno, como vos disse li-o numa tarde, mas é um livro carregado de significado. E porque em várias opiniões sobre este livro há imensas referências ao livro Lolita de Vladimir Nabokov, acrescento mais este livro à minha lista. 

 

Estreei-me com Gabriel García Márquez, gostei muito e recomendo.

Quem já leu?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Baby Driver

Três meses separaram a minha última ida ao cinema e esta. Três meses é muito tempo para estar afastada de uma sala de cinema, de um balde de pipocas e de m&ms e pipocas. Queria tanto ver o Baby Driver, desde que estreou que o tinha catrapiscado, mas ainda não tinha tido oportunidade, e apesar de achar que já não iria a tempo a verdade é que encontrei uma sessão mesmo à minha medida e no fim-de-semana passado lá fomos nós.

 

Curiosamente nunca fui muito apreciadora de filmes policiais mas sou desde miúda fã de filmes de carros e perseguições: Velocidade Furiosa, Corrida Mortal, Transporter, tudo e mais alguma coisa desde que tenha moços giros, carros furiosos e um enredo emocionante. E por isso não poderia deixar de ver este filme, em casa ou no cinema eu tinha mesmo de ver.

 

 

Baby Driver conta a história de Baby, um jovem condutor que num acaso de má sorte se cruza com Doc - um poderoso homem do crime que organiza assaltos - e que passa a trabalhar para ele para pagar uma dívida. Baby apesar de adorar conduzir e ser um dos melhores não gosta de se ver envolvido no mundo do crime e tudo faz para pagar a dívida e ser um trabalhador normal. Mas tudo muda, Baby apaixona-se por Deborah e Doc vê na rapariga uma oportunidade de manter Baby a seu lado, pois vendo a rapariga ser ameaçada concorda continuar a trabalhar para Doc.

 

Este é um filme emocionante do início ao fim com uma banda sonora espetacularmente boa, diferente do habitual. Baby é peculiar e isso faz com que o filme tenha algum mistério, algum charme, pois Baby anda sempre com phones e está sempre a ouvir música, como se toda a vida dele dependesse da banda sonora que ouvisse. Baby tem esta particularidade porque tem um problema nos ouvidos, devido a um acidente em miúdo e desde então ouve um zumbido, encontrou na música uma forma de escapar a esse som ensurdecedor.

 

Baby Driver é um filme carregado de clichés, a começar por Kevin Spacey e Jamie Foxx no papel de mauzões da trama. O típico papel da jovem que não tem nada que a prenda que se apaixona por um jovem misterioso que tenta mudar a vida pela rapariga é também o principal da história, mas todo o filme prende do início ao fim apesar disso. É um filme carregado de movimento, ação e boa música.

 

É um filme que fala de escolhas, da importância que as pessoas têm na nossa vida, do que estamos dispostos a abdicar e pelo que estamos dispostos a lutar. É um filme que fala sobre novas oportunidades, sobre pessoas que não são más que apenas estiveram no dia errado e no local errado. Fala de como as nossas atitudes podem ser fundamentais para a nossa salvação apesar de os nossos atos não serem os mais corretos, e que más ações não implica que sejamos más pessoas, apenas implica que fizemos más escolhas.

 

Gostei imenso do filme e sem dúvida recomendo. E depois de tantos filmes deprimentes este ano - e por deprimentes entendamos dramáticos - já fazia falta um filme assim.

 

Alguém já viu?

Alfabeto Literário #J Julgas um livro pela capa

Julgas um livro pela capa?

Julgo sim. É vergonhosa esta afirmação, mas a verdade é que considero as capas muito importantes. É o primeiro contacto que temos com o livro, e a capa ou é chamativa ao ponto de me levar a pegar no livro ou então fica ali no esquecimento, dificilmente lhe pegarei a menos que me venha parar pelo correio com uma data de leitura muito curta, e que acabe por me surpreender.

 

Quem mais é esquisitinha com a estética dos livros, como a Mula?

 

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Por 26 dias, eu, a Magda, a Just, a Maria João Covas, a Sofia Gonçalves, a Alexandra, a Drama Queen, a Caracol, a Gorduchita, a B♥, a Sandra.wink.winka Fátima Bentoa Happya Carla B. e a Princesa Sofia  responderemos a 26 perguntas sobre livros, tendo como mote o alfabeto. Às 14h das segundas, quartas e sextas, cá estaremos com este desafio. Não se esqueçam de visitar os restantes blogs para verem as várias respostas.

 

Boas Leituras!

 

Livro Secreto II #6 Em teu ventre de José Luís Peixoto

Terminei de ler o Em Teu Ventre de José Luís Peixoto e não sei que vos diga acerca deste livro secreto, sinceramente... Foi o primeiro livro que li deste autor, e apesar de ter alguma curiosidade - muito devido ao mediatismo -, não tinha grande opinião do autor , por já ter folheado alguns outros livros e me ter assustado - talvez isso também não tenha ajudado. Não vos quero com isto dizer que o livro é mau, também não senti que o fosse, acho que é apenas um daqueles casos em que "o problema não és tu, sou eu!" porque tantas opiniões boas sobre este livro só podem querer dizer que eu é que estou errada.

 

 

Em Teu Ventre retrata as aparições de Fátima de um ponto de vista social. Não pretende ser um estudo ou uma opinião acerca da veracidade/falsidade dos factos, mas sim retratar a sociedade da época, e a forma como as pessoas reagiram à notícia do aparecimento da Nossa Senhora a Lúcia, Jacinta e Francisco, numa época de grande pobreza e necessidade do povo português. Retrata também as relações entre mães e filhas da época e de como as crianças naquela altura não eram crianças mas sim adultos em ponto pequeno.

 

Não achei a visão nova, contrariamente ao que é difundido na contracapa do livro, mas também não a achei totalmente desinteressante. Fala da necessidade que o povo português tem - ainda hoje é assim - de se juntar todo em busca de uma espécie de justiça social, fala da importância que a igreja tinha naquela época e da influência do padre da terra. Fala de fé, de esperança e de estupidez. No livro é retratado o que muitas pessoas queriam perguntar a nossa senhora, e se uns queriam perguntar se o filho ia sobreviver à guerra - fé e esperança - muitas pessoas queriam perguntar se a Nossa Senhora usava botins e também pastava ovelhas - estupidez. Mas no fundo, o que queriam era conceber - e acho que ainda hoje acontece - uma imagem de Nossa Senhora à luz da imagem dos homens, com qualidades e defeitos, porque - para quem acredita, pois claro - só isso poderia justificar não ouvir determinadas preces e não conceder determinados "desejos".

 

A base da história é realmente interessante, a forma de desenvolvimento da mesma não gostei. É demasiado poética -e olhem que eu gosto de poesia -, é para mim demasiado enrolada ao ponto de se tornar confusa: Há vários narradores e nem sempre é claro quem é quem. Para mim tornou-se tanta vez uma salada de fruta quem dizia o quê, mas a verdade é que também pouco importava para a relevância da história porque percebemos na mesma onde se quer chegar, mas estes diferentes narradores originam histórias paralelas que interrompem a história base e isso eu não gostei. Senti tantas vezes que estava a ler por ele, que o autor escrevia, escrevia e não dizia nada. Acho uma escrita demasiado folheada, mas no entanto isso torna a leitura do livro fácil, leve, e é para mim um livro que entretém... Só que não surpreendeu, não me prendeu ou envolveu.

 

Definitivamente o problema sou eu não ele, não sou fã deste tipo de livros. Procuro nos livros algo mais do que palavras bonitas e sinto que este nada me acrescentou. Não me parece que vá voltar a ler José Luis Peixoto.

 

Quem já leu? Qual a vossa opinião?

[Vá, sejam meiguinhos a atirar as pedras, que elas às vezes também aleijam]

Alfabeto Literário #I Internet ou livrarias físicas?

Internet ou livrarias físicas?

Depende do objetivo. Se quero um livro muito específico sem dúvida que prefiro a internet, é mais prático mais rápido e tantas vezes mais barato - porque impede que tropecemos num outro livro que não era o objetivo - mas se a ideia é procurar uma nova leitura: ver novos autores, novos livros, procurar ideias, sem dúvida que prefiro as livrarias físicas, porque a minha forma de escolher um novo livro é "simples" e sempre igual: pegar no livro, ver a capa e a contracapa, ler a sinopse, ler um excerto à sorte do livro e depois decidir. Na internet acaba por perder esse brilho porque vou ver opiniões e tantas vezes deixo-me levar pelo que os outros dizem em vez de tentar ter uma opinião diferente.

 

E vocês o que preferem?

 

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Por 26 dias, eu, a Magda, a Just, a Maria João Covas, a Sofia Gonçalves, a Alexandra, a Drama Queen, a Caracol, a Gorduchita, a B♥, a Sandra.wink.winka Fátima Bentoa Happya Carla B. e a Princesa Sofia  responderemos a 26 perguntas sobre livros, tendo como mote o alfabeto. Às 14h das segundas, quartas e sextas, cá estaremos com este desafio. Não se esqueçam de visitar os restantes blogs para verem as várias respostas.

 

Boas Leituras!

Alfabeto Literário #H Hardcover ou paperback?

Hardcover ou paperback?

É incrível como modificamos a nossa maneira de ver as coisas e o mundo em geral.

 

Há uns anos não teria a menor dúvida em responder-vos hardcover - capa dura - porque sempre foram os meus favoritos, mas hoje em dia não. Não sei explicar porquê e o que mudou, mas tenho visivelmente preferência por livros de capa flexível, em papel, talvez por serem mais fáceis de ler em qualquer lado e serem mais leves. No entanto são mais propensos a estragar-se ao andarem na carteira.

 

E vocês o que preferem?

 

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Boas Leituras!

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #15 ColourB4

Se bem se lembram, no início do mês ao pintar o cabelo em casa enganei-me a comprar a tinta e saí à bruta dos laranjas para ir para os vermelhos, sem contar. Ao início gostei. Gostei eu, ele não. O problema é que os vermelhos exigem muitos outros cuidados - que eu não tive porque a ideia não era manter a cor - e por isso a cor começou a desbotar - como eu queria - e o cabelo começou a ficar feio - esqueci-me desse pormenor. Em Setembro ou Outubro estou a contar ir reforçar o meu alisamento e com o alisamento ele já iria para os laranjas novamente e aí recuperaria a minha cor, mas a verdade é que andava desgostosa. Não queria esperar.

 

Decidi investigar.

 

Vi várias maneiras de descolorar o cabelo em casa, vi outras tantas de o decapar, e parecia-me tudo tão arriscado... É que eu sou tola - que sou - mas também não gosto de correr grandes riscos sem cálculo até porque o meu cabelo aguenta com muita coisa mas é fino pelo que o ideal é não abusar. Encontrei umas reviews de um produto que parecia muito bom para recuperar o laranjinha mas não existia à venda em Portugal, e corri tudo o que era lojas online e também não encontrei. Estava eu prestes a fazer uma mistela em casa para decapar o cabelo com produtos que eu tenho, quando encontrei um produto que existia em Portugal: O ColourB4, que prometia devolver a cor anterior ao cabelo sem o danificar. Fiquei curiosa, fiz alguma pesquisa e decidi arriscar.

 

O ColourB4 não descolora o cabelo, e pelo que percebi também não o decapa e por isso não prejudica o cabelo. O que o ColourB4 faz é neutralizar os pigmentos de cor do cabelo devolvendo-lhe a cor "original". Claro que quem já tenha descolorado o cabelo, essa é a cor original. Alguém que seja morena, descolore o cabelo para o loiro, e depois volte a pintar de moreno, o que está por baixo de tudo, a cor "original" é o loiro. Atenção a esse pormenor.

 

Vi vários vídeos de pessoas com pretos a regressar aos loiros, parecia-me assustador e imaginava que isso iria ressecar imenso o cabelo, mas eu como não queria uma mudança assim tão grande, só queria neutralizar os reflexos vermelhos para voltar a colocar reflexos laranjas, não me pareceu arriscado.

 

Há dois tipos de ColourB4:

    • O normal - Para quem quer apenas aclarar o cabelo;

    • E o extra - Para quem quer uma mudança um pouco maior.

 

Comprei o extra - temi que o normal não fosse retirar o vermelho, mas que o fosse apenas aclarar - e segui as instruções à risca. É mesmo muito importante seguir com todos os procedimentos e tempos indicados, porque como alerta na embalagem, a má utilização do produto poderá resultar que os reflexos voltem a ser ativados. Por isso desde já um alerta: Se estão com pressa, se não estão com paciência, não iniciem este processo sob pena de poderem danificar os fios e ainda por cima não obterem os resultados desejados. Por muito que o produto não seja muito prejudicial ao cabelo, a verdade é que não é um mero shampoo, é um químico, e todos os químicos prejudicam o cabelo.

 

Perdi mais ou menos duas horas neste processo e só precisei de o fazer uma vez. Em mudanças mais drásticas poderá ser necessário repetir mais duas vezes o processo.

 

Coloquei o produto em todo o cabelo com a bisnaga que traz - mas acho mais pratico fazer com pincel, se voltar a usar usarei antes pincel, como quando pinto o cabelo - esperei 60 minutos e ao fim de 20 minutos reparei que o cabelo já não estava vermelho, mas aguentei o tempo todo até ao fim. Lavei o cabelo em água corrente quente durante 10 minutos - sim, mais do que os 60 minutos de atuação do produto, o mais chato é mesmo a parte da lavagem - apliquei o finalizante que é uma espécie de shampoo purificante, deixei atuar 1 minuto e voltei a lavar o cabelo em água corrente quente por mais 10 minutos. Sequei o cabelo e vi os resultados. Quem chegar a este ponto, de ter o cabelo seco e ainda não ter a cor pretendida, é necessário repetir todo o processo, sendo que 3 é o número máximo de aplicações.

 

Tive apenas de fazer uma coisa que não vinha no processo: Após o finalizante tive mesmo de colocar máscara no cabelo, o cabelo ficou tão seco, mas tão seco, que não o iria conseguir pentear, e antes de o cabelo começar a dar nós, decidi arriscar e colocar a minha máscara.

 

Sequei o cabelo e para meu espanto estava quase loira - nas fotos ele aparece um tom mais alaranjado devido aos reflexos, mas na realidade estava num tom amarelo palha - e foi só pintar o cabelo com a cor pretendida. Como pinto sem amoníaco pude fazer a coloração no próprio dia, mas se pintarem com uma tinta normal, aconselham a que se espere 7 dias para deixar o cabelo repousar.

 

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Como a tinta sem amoníaco que uso tem óleos para hidratar o cabelo, depois de pintar e de voltar a fazer uma boa máscara, o cabelo ficou bastante sedo, e nada seco.

 

Como não contava que o cabelo com este produto fosse ficar tão claro - não estava na disposição de repetir o procedimento, até porque o produto é caro, e imaginei que fosse ficar um tom acastanhado - comprei uma tinta um pouco mais escura para deixar o cabelo todo uniforme, para ir aclarando depois com o tempo e com as lavagens, mas podia ter comprado uma logo cenourinha que iria ficar um mimo. Mas agora tenho tempo.

 

Fiquei mesmo muito surpreendida com o produto: cumpre realmente com o que promete e não me estragou o cabelo, apesar de ter deixado um pouco mais seco após a utilização - já vi que o ColourB4 noutros países tem também um condicionador incluído, mas em Portugal não - o que obriga a hidratar muito bem depois de lavar o cabelo. 

 

Agora quando quiser fazer experiências já sei que tenho aqui algo que me pode ajudar. 

 

Está mais do que aprovado.

Livro: E se fosse verdade... de Marc Levy

Já conhecia a história, já tinha visto o filme Enquanto estiveres aí... [título original: Just Live Heaven] que se baseou nesta obra de Marc Levy, por isso o livro não foi de todo uma surpresa, mas depois do Para onde vão os guarda-chuvas do Afonso Cruz, precisava de uma leitura mais ligeira, e por isso escolhi este pequeno livro, que me tinham oferecido há uns anos e que desde então jazia na minha estante. Nunca tinha lido Marc Levy e como sei que está O Ladrão de Sombras no Livro Secreto, decidi espreitar a escrita deste autor.

 

 

E se fosse verdade... conta a história de Arthur que após ter mudado de casa encontra uma rapariga no armário de sua casa. Assustado, acha que foi uma partida do seu sócio, mas logo descobre que este "espírito" pertence a Lauren, uma rapariga que está em coma há cerca de 6 meses devido um acidente rodoviário e que era a antiga proprietária daquele apartamento que Arthur acabou de alugar. Lauren poderia seguir com a sua vida de alma, mas há 6 meses que não falava com ninguém, porque ninguém a via nem a ouvia e por isso vê em Arthur a sua única salvação para passar o tempo enquanto não regressa do coma, se alguma vez efetivamente regressar. Arthur aceita ajudá-la e pretende descobrir uma maneira para a fazer regressar do coma, mas o tempo dos dois começa a escassear porque os médicos querem convencer a mãe de Lauren a deixá-la partir, uma vez que, apesar de respirar pelos seus próprios meios, não tem atividade cerebral há mais de 6 meses. Arthur engendra assim um plano para salvar a mulher da sua vida e rapta-a para que não prossigam com a eutanásia. Será que Arthur vai conseguir salvar Lauren? E se conseguir, o que será desta relação?

 

O livro é engraçado, não é extraordinário, mas é engraçado. É de leitura ligeira, mas falta-lhe comédia. Achei o filme muito mais engraçado do que o livro - ainda que o tenha visto há muitos anos. Mas gostei da parte da descoberta de Arthur à medida que se vai envolvendo com Lauren, e essa parte não me recordo de existir no filme.

 

A história é obviamente surreal e por isso nada tem de ter de verdadeiro, mas achei-a excessivamente irreal. Achei os discursos muito forçados e até estúpidos. No primeiro dia, e após perceber que Lauren é apenas um espírito, Arthur começa a galanteá-la. Porque a primeira coisa que um homem faz quando vê um fantasma é começar a namorá-la. Ok é só uma história. Depois há partes totalmente incoerentes: ela não pode pegar em coisas e por isso não pode preparar-lhe o pequeno almoço, mas eles os dois têm sexo. Alguém me explica como? Pois não sei, não entendi. A verdade é que o filme é muito mais romântico que o livro, o livro parece-me mais forçado. Curiosamente sinto o mesmo com os livros do Nicholas Sparks: Adoro os filmes, mas os livros não me seduzem.

 

À parte deste tipo de questões, e à parte de imensos erros de impressão que tem esta edição - que também não ajuda a criar a ligação - é um livro engraçado, bom para passar uma tarde ou duas e perfeito para quem quer ler para se divertir sem ter de pensar muito.

 

A quem já viu o filme, adianto desde já que o final do livro é um tanto diferente. O filme é com o Mark Ruffalo e com a Reese Witherspoon, o que logo à partida é impossível não sentir a empatia destes dois, mas ao ler o livro, não a senti, a sério, que não senti. Por isso mais um ponto para o filme e zero para o livro.

 

Poderia atribuir a culpa de o livro não me ter encantado, ao facto de conhecer a história, mas não acredito porque também conhecia a história de Viver depois de ti, da Jojo Moyes e adorei o livro - mais até do que o filme - acho apenas que este foi mal concretizado. Talvez sinta isto, devido a não ser o meu tipo de livro, porque gosto de livros com que possa aprender alguma coisa, com que possa ficar inquieta e com este não aconteceu, mas acho este livro realmente mal aproveitado, apesar da história não ser má.

 

Ainda assim, e apesar desta fraca experiência com Marc Levy estou curiosa com o Ladrão de Sombras que me passará um dia destes pelas mãos, e que já ouvi falar muito bem, por isso estou a criar algumas expectativas.

 

Quem é que já leu o E se fosse verdade...? Não vos digo para o lerem, mas se tiverem oportunidade, vejam o filme, é uma delicia de filme, muito mais credível, muito mais romântico, muito mais engraçado!

 

Boas leituras!

 

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Aproveito desde já para vos informar que vou participar em mais um desafio literário. Pelo que às segundas, quartas e sextas às 14h vou falar sobre livros, juntamente com a Magda e com que mais se juntar a nós. Fiquem desse lado, começa já amanhã! Queres juntar-te a nós neste desafio? Vê aqui como participar.

A Mula também experimenta coisas e fala de coisas #14 Mat Mousse Foundation da Kiko

Tenho uma pele excessivamente oleosa. Apesar de ter esta base da Quem Disse Bernice? e de não desgostar, a verdade é que precisava de uma que durasse mais tempo, que permitisse à minha pele ficar mais seca e manter-me sem brilhos o dia todo. 

 

Assim cheguei a esta Mat Mousse Foundation da Kiko, que li ser mesmo muito seca, perfeita para peles como a minha. Mas... É uma base estupidamente inútil. Pelo menos para a minha pele, mas já se sabe: o que não funciona de todo comigo, pode funcionar na perfeição convosco. Boa sorte. 

 

Não sou propriamente uma expert - sou até o oposto disso - em maquilhagem, por isso a minha opinião vale o que vale, mas arrisco a dizer que esta base não serve para nada.

 

Ao longo do tempo, tenho estabelecido uma relação de amor-ódio com a Kiko: se por um lado há coisas que adoro e recomendo, como os vernizes efeito gel, e até mesmo os batons de longa duração. Sou doida, por exemplo, por um corretor deles, o melhor dos que já experimentei. Mas depois há produtos inúteis, como este primer de lábios e esta base, que é pura perda de dinheiro, pelo menos de acordo com a minha experiência. 

 

Mas então Mula, por que é que esta base  é tão má? 

 

Esta base não adere à pele. Já experimentei com mais creme hidratante, com menos creme, com dois tipos de primer diferentes, com e sem sérum. Já experimentei com pincel e com a esponja, sozinha e misturada com outra base. Comigo, simplesmente não resulta porque não fixa à pele, simplesmente não agarra, pelo que se nota imenso que estamos com base, apesar de ser cobertura média-baixa. O efeito na pele é terrível, fica barrenta, como se tivesse carregada de pó e tudo o que é poro fica visível. A cor que escolhi era a certa, a consistência para aplicação é esspessa - o que é óptimo, porque não escorre - não é difícil de aplicar, mas pronto é isso, comigo simplesmente não resulta. Por isso vai direitinha para o lixo, com muita pena minha. 

 

Alguém que já tenha experimentado a Mat Mousse Foundation da Kiko, com uma opinião diferente? 

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.