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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: As Cinquenta Sombras Livre

Não há duas sem três e já que fui ver o primeiro e o segundo filme, fazia sentido ver o terceiro para rematar a história. Mas quem quero eu enganar? Eu fiz parte daquele leque de pessoas que estava em pulgas para que saísse o último filme da trilogia! Sou fã assumida da Saga das Cinquenta Sombras de Grey! Já o disse algumas vezes: como literatura acho horrível - li 5 páginas do primeiro livro e foi o suficiente para perceber que aquele livro não era para mim - mas como filme, arrebatou-me o coração.

 

 

 

No terceiro e último filme da saga, Anastacia e Christian casam-se e apesar de inicialmente a vida do casal parecer um conto de fadas, logo se percebe que há muitas arestas a limar para que estes dois possam ser felizes. É um filme com muito mais ação: estes dois andam a ser seguidos e há alguém que quer fazer mal a Anastacia para atingir acima de tudo Christian. Neste filme Anastacia também engravida e isso vai dificultar ainda mais a história do casal pois Christian não tencionava ser pai devido a muitas questões mal resolvidas com o seu passado. Será que estes dois vão conseguir ser felizes?

 

Gostei muito deste terceiro filme. É o mais romântico dos três, há menos sexo e mais preocupação, mais carinho, mais envolvimento dos dois. As cenas de sexo são ainda mais ligeiras do que nos primeiros filmes e há zero cenas - praticamente... - de sadomasoquismo - se é que alguma vez essas cenas existiram. Gostei bastante do facto da personagem de Anastacia se ter revelado mais forte, menos submissa e mais capaz de contrariar Christian. Gostei do facto de Christian estar muito mais tolerante, muito mais carinhoso, apesar de continuar demasiado protetor.

 

Este terceiro filme vem contrariar tudo o que possa ter sido dito dos outros dois filmes: Não é um filme masoquista, não é um filme de violência contra as mulheres e é mais um filme em que há uma mulher que consegue levar a  dela avante. Ou seja: uma mulher simples, que consegue arrebatar o coração de um ricaço mulherengo, casar com ele e conseguir que este lhe seja fiel, no fundo é uma espécie de Pretty Woman mais moderno com mais sensualidade à mistura.

 

Eu gostei imenso da trilogia e adorei este filme pois claro. Sou uma romântica incurável e adoro filmes com histórias de amor com algumas peripécias à mistura, e se nesses filmes ainda existirem atores giros como o Jamie Dornan tanto melhor, ainda que ele possa ser uma personagem altamente cliché. Não quero saber. É só um filme e eu gosto de filmes clichés!

 

Quem é que daqui já foi a correr ver o último filme da saga?

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #17 CC Cream Rosaliac de La Roche-Posay

Acho que já vos tinha dito que tenho rosácea. Foi algo que surgiu já em adulta, não sei porque motivo e que me causa alguma vergonha porque em alturas de grande calor, em espaços abafados ou se por alguma razão acelerar o passo, fico bastante vermelha e não raras vezes brincam comigo que andei a dar-lhe forte no álcool. Não é que não dê forte no álcool de quando em vez, que quem me conhece sabe que gosto de bebidas alcoólicas, mas a verdade é que quando me apresento a alguém extremamente vermelha, não é efetivamente porque estou bêbada, mas porque tenho este problema de pele e que não tem propriamente cura. No hospital sugeriram-me remoção da rosácea a laser mas explicaram-me os riscos, e sinceramente acho que não compensa o risco de poder ficar com cicatrizes para a vida.

 

Apesar de não existir cura medicamentosa, existem cremes que ajudam, quer a disfarçar quer a evitar que a rosácea evolua - existem vários estádios da doença, por assim dizer - e bases específicas que ajudam também a controlar a vermelhidão.

 

Um dos produtos que vocês mais me foram recomendando sempre que falava desta questão e por forma a substituir a base que nem sempre é a melhor opção para o dia-a-dia, era o CC Roséliane da Uriage, no entanto tive alguma dificuldade em encontrar e então acabei por adquirir o Rosaliac de La Roche-Posay, que também sabia ter boas críticas.

 

 

Confesso que estava com grandes expectativas deste produto. Em algumas questões o produto superou, noutras confesso... Nem tanto.

 

O produto realmente é bom a matizar a pele, tem uma boa cobertura e a pele fica com um aspeto luminoso, saudável e ajuda a evitar o aparecimento da vermelhidão. Tem ainda a vantagem que é um creme bastante seco - não creio que seja aconselhável a pessoas com pele seca sinceramente - pelo que para a minha pele que é bastante oleosa, é ótimo e possui ainda 30 de fator de proteção solar o que é muito bom. 

 

Quando aplicado com as mãos fica com um acabamento muito natural não se notando que o estamos a usar dando a sensação de que acordamos assim: lindas e maravilhosas. Quando aplicado com o pincel nota-se um pouco mais o produto, e já não gosto muito do acabamento, sinto que se nota demais e fico com uma certa sensação de pó na cara. 

 

O que eu adorei neste produto é o facto de servir como uma ótima combinação para a base. Eu como tenho dificuldades em encontrar uma base que ao longo do dia não vá ganhando brilhos indesejados, devido à pele oleosa, misturo este CC Cream com a minha base atual - que estou a adorar da Quem disse, Berenice? - e o efeito é perfeito. A base fica perfeita durante todo o dia, mesmo na zona da testa que é onde tem tendência a produzir mais sebo, fica sequinha e perfeita todo o dia.

 

O que menos gostei nesta base foi o tom. É um produto de cor única - não é como o BB Cream que tem para peles claras, médias e escuras - e é demasiado claro - e eu sou branquinha, imagino que as morenas ainda sintam mais esta falta de coloração - pelo que gostaria que existisse num tom um pouco mais escuro à minha face como é normal nos BB Creams, para dar um efeito bronzeado.

 

Em suma é um bom produto, tem um cheirinho muito agradável, tem uma textura cremosa muito fácil de espalhar e realmente resulta: a minha pele fica com um ar saudável sem parecer que andei a dar no tintol às escondidas.

 

Já alguém experimentou o CC Cream Roséliane da Uriage? Qual é a vossa opinião?

Livro: Viver sem ti de Jojo Moyes

Com o livro há vários meses a catrapiscar-me da estante, finalmente consegui tempo para passar umas horas com ele, e foram apenas isso: algumas horas, porque as páginas voaram num ápice.

 

Como contei aqui, conheci a história um pouco de modo diferente: primeiro vi o filme e só depois, porque queria saber mais e conhecer melhor as personagens decidi ler o livro e posso garantir-vos que é dos poucos livros-filme que adorei. Há espaço no meu coração para gostar deste livro e deste filme, sem grandes revirar de olhos e pontadas no coração. Como não poderia deixar de ser, tinha de ler o seu seguimento e apesar de ser uma história bastantes diferente, mais ligeira, gostei bastante do livro.

 

 

Em Viver Sem Ti acompanhamos Lou após a perda de Will. Apesar deste lhe ter deixado em testamento um pé de meia generoso para que Lou pudesse sair da vila, conhecer mundo e organizar a sua vida, percebemos que Lou não consegue abstrair-se da sua perda e que vive infeliz, numa casa que não vê como sua, num trabalho que odeia e sem amigos. No entanto, uma misteriosa e rebelde rapariga do passado de Will aparece e vem revirar toda a vida de Louisa e pôr tudo o que acredita em causa. Toda a tranquilidade da vida de Lou termina logo nas primeiras páginas do livro. Viver Sem Ti é assim um percurso deste o luto até à reconciliação consigo mesma, até à superação da morte do amor da sua vida.

 

Este é um livro totalmente diferente do primeiro, se o primeiro nos colocava divididos entre um dilema, sendo mais pesado e triste, apesar do humor que vai sendo constante, este traz-nos a inevitabilidade da perda. É um livro que demonstra a importância das relações que estabelecemos com os outros para a nossa felicidade. É um livro que nos fala do medo de sermos felizes porque não conhecendo o futuro amanhã tudo pode ser diferente e poderemos sofrer ainda mais. É também um livro que fala de como o medo nos faz colocar uma capa protetora à nossa volta impedindo-nos de viver, e de falarmos com os outros sobre o que sentimos. É um livro com uma mensagem de esperança e que nos demonstra que a expressão "o tempo cura tudo" não é apenas um cliché e que apesar de existirem dores que nunca desaparecerão, que até essas podem ser aliviadas.

 

Gostei muito deste livro. Se procuram um livro tão intenso como o primeiro não vão encontrar, mas a verdade é que acho que a outra história merecia uma continuação, porque Lou viveu tanto o Will que merecíamos conhecer o caco em que ela ficou e como é que ela conseguiu superar/lidar com o seu sofrimento. Achei curiosa a reviravolta que a história levou, mas gostei do resultado. Acho que é fácil perdermos a noção do tempo no meio destas páginas, por isso só significa que nos absorve e isso é sempre um bom sinal.

 

Quem é que daqui já leu o Viver sem ti da Jojo Moyes? O que acharam?

Livro Secreto II #10 O Talentoso Mr. Ripley de Patricia Highsmith [e o filme correspondente]

O décimo livro do desafio do livro secreto já veio e já seguiu para novas paragens. Desta vez tocou-me um livro cuja história nunca me suscitou curiosidade e cujo filme fui ignorando das várias vezes que foi passando na televisão. É que nem o facto de ser com o meu tão adorado Jude Law me fazia ter curiosidade no filme. Soubessem ainda o que eu odeio a estrutura dos livros da Sábado... É da Sábado e das Edições do Brasil, simplesmente odeio o grafismo e por muito bom que seja o livro fico sempre apreensiva por ler algo com tão fraca qualidade visual - que no caso da Sábado é mesmo por ter demasiado texto corrido, quase sem margens e quase sem espaçamento do texto... Meus ricos olhinhos.

 

Tinha tudo para correr bem esta leitura, não tinha? Ainda assim a Mula arrisca, a Mula petisca e a Mula lê e por vezes a magia acontece.

 

 

O Talentoso Mr. Ripley conta a história de como um grande burlão, altamente desinteressante socialmente falando, ascende à classe média-alta usurpando a identidade de outrem.  Mr. Ripley possui vários talentos, entre eles o de falsificar, ludibriar e enganar os outros. Possuidor de uma memória fantástica consegue ser várias pessoas diferentes memorizando sem dificuldade o que é que cada personagem viu, viveu ou sentiu, como se os seus vários "eus" não se tocassem e não vivessem a mesma experiência. Mr. Ripley vai entrar de mansinho numa família e vai tirar o máximo proveito dessa entrada.

 

Não seria de todo um livro que eu leria. Como indiquei, a verdade é que nem o filme me suscitou curiosidade mas no final acabei por gostar do livro. A primeira metade do mesmo é na minha opinião aborrecida. Não há emoção, não há suspense, não há artimanhas suficientes para me prenderem à leitura, mas quando o cerco a Mr. Ripley começa a apertar a verdade é que o livro se torna até viciante e queremos saber o que vai acontecer de seguida. Confesso que o final não me surpreendeu totalmente, até porque o próprio título do livro nos passa essa imagem, de alguém surpreendente, porque se é um talento... e mais não digo porque não quero ser spoiler.

 

Este é um livro que relata como as pessoas podem de um momento para o outro estragar a nossa vida sem darmos conta. Conta como as amizades erradas podem ser altamente perigosas e como o desejo de viver intensamente pode ser mais prejudicial que benéfico. É também um livro que retrata a inveja e que demonstra como a ausência de uma estrutura familiar estável e saudável pode despoletar acontecimentos horríveis anos mais tarde.

 

Posto isto posso dizer-vos que no final até gostei do livro. Não é de todo o meu estilo de livro, no entanto posso dizer que até me proporcionou bons momentos.

 

Terminado o livro, e umas horas depois - na realidade foram só 10 minutos - decidi ver o filme. Não é que tinha dado no AXN uns dias antes? Desilusão total! Bem sei que os filmes são baseados nos livros, que não são os livros mas... É mesmo necessário fazerem algo tão, mas tão diferente? Chegam a alterar as características das personagens e tanto que é importante da história se perde.

 

Dickie no livro é um tanto lunático mas não é mulherengo, no filme não pode ver um rabo de saias que mexa. Mas um playboy em Hollywood vende mais, compreendo. Dickie adorava pintar, no filme trocaram a pintura pela música. Porquê? É mais consensual? No livro Mr. Ripley era de um talento incrível, com uma capacidade de resposta e de improvisação quase sobrenatural, no filme não passa essa mensagem. Apesar de Ripley se apoderar da personagem de Dickie e de os dois passarem a ser a mesma pessoa a verdade é que no livro quase achamos que existem realmente duas pessoas distintas, porque ele assume os dois papéis de modo tão diferente que por momentos pode levar o leitor a acreditar no que acredita Ripley: que é Dickie. No filme, nada disto é transmitido, e para mim este era o grande talento do Mr. Ripley. No livro morrem duas pessoas, no filme morrem quatro. Que mãos largas... No livro não senti que alguma vez a Marge desconfiasse de Ripley, no filme ela acusa-o e tem a certeza absoluta da sua culpa.

 

Agora a sério, digam aqui à Mula com sinceridade: É mesmo necessário alterar tanto de uma história para vender? Ao menos as paisagens no filme são incríveis. Ao menos isso.

 

Resumindo e concluindo a Mula não queria ver o filme, nem queria ler o livro mas no final a Mula acabou a gostar do livro, e do início ao fim, a Mula não gostou do filme.

 

E desse lado: Quem já leu? Quem já viu o filme? Opiniões procuram-se.

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #16 Bed Head By Tigi

Esta sempre foi uma marca que me intrigou. Com um design atrativo, bom humor - adoro o nome do champô Dumb Blond! - embalagens com cores vivas, confesso que durante muito tempo pensei que fossem apenas produtos da moda, engraçados mas com pouca qualidade, ou com qualidade igual aos produtos de supermercado. Como sou ignorante meu Deus!

 

Comprei o primeiro produto da Bed Head numa promoção que encontrei na showroomprive só mesmo para experimentar e desde então que são os meus produtos de eleição. Eu que basicamente só usava Revlon e Loreal no meu cabelo, apaixonei-me pelos produtos da Tigi e tão cedo não conto mudar.

 

O primeiro champô da Bed Head que experimentei foi o Colour Goddess:

 

 

É um champô que promete cuidar das cores vibrantes, como o meu ruivo. É enriquecido com pró-vitamina B5, vitamina E, óleos diversos e queratina, prometendo devolver a suavidade e o brilho dos cabelos que são submetidos a colorações que tantas vezes deixam o cabelo baço e áspero. Não são só promessas, sem dúvida que este champô cumpre o que promete. Ao contrário dos champôs que limpam mais em profundidade, este não desbota o cabelo e a cor dura muito mais tempo sem retocar.

 

Tendo-me apaixonado pelo Colour Goddess comprei, por necessidade, um outro que fui lavando intercaladamente: o Catwalk Headshot.

 

O Catwalk Headshot é indicado para cabelos danificados. A grande vantagem deste é que contrariamente a outros champôs de reconstrução, é indicado para cabelos pintados, e enquanto ajuda os fios a ganharem outra vida protege a cor. Muitos outros champôs que utilizei de reconstrução danificavam muito a cor e neste não verifiquei isso. Este champô serviu o seu propósito muito bem, usava-o intercalado com o colour goddess e era indispensável essencialmente após as colorações. Depois fui para os Açores, estraguei o meu cabelo todo nas águas termais que me escureceram o cabelo. Para corrigir isso, descolorei o meu cabelo - não consegui comprar o ColourB4, comprei um da Revlon que era mesmo descolorante e não correu muito bem -  e o meu cabelo ficou mesmo muito estragado. Continuei a usar este produto, a usar muito sérum mas tive que aumentar a potência, porque apesar de já ter cortado um bom pedaço de cabelo o bicho continuava muito fraco.

 

Eis que chego ao terceiro produto - neste caso a gama completa, que para grandes males, grandes remédios - que é o Kit Ressurration cujo nome é Urban Antidote Resurrection 3, ou seja, promete ressuscitar cabelos até estragos de grau 3 e é composto por champô, condicionador e máscara:

 

 

A verdade é que fui adiando o que não podia ser adiado, eu já deveria de ter cortado o meu cabelo há muito tempo, porque o que acontece é que quando as pontas ficam danificadas, o estrago vai subindo, vai subindo, vai subindo, e a única coisa que acontece é que quando chegar a altura de cortar vamos ter de cortar muito mais. Pois que estou com o cabelo bem curtinho e escureci o cabelo para ver se intervalo mais as colorações, o meu cabelo precisa de uma pausa.

 

Como não quis cortar muito à frente, comprei este kit na esperança de não ter de cortar as pontas da frente - estou com um corte escalado de trás para a frente, também conhecido por medium bob. Tinha este kit a caminho, chegou há duas semanas, e olhem foi a minha salvação.

 

Já estava em casa a chorar que também iria ter de cortar bastante à frente uma vez que parecia palha de aço, e assim só iria ficar com o cabelo ultra curto até que pensei: perdida por 100 perdida por 1000. Lavei de imediato o cabelo assim que os produtos chegaram a casa, coloquei a máscara e deixei secar ao natural. As pontas continuaram assustadoramente secas. Então, decidi colocar um pouco de máscara só nas pontas e fui dormir. De manhã pareciam ainda mais horríveis, mas mal molhei o cabelo, tão fofinhas que afinal estavam, só estavam feias por terem ali produto depositado. E assim aos poucos começo a recuperar as pontas do meu cabelo, e o meu cabelo em geral, e ao fim da terceira lavagem, senti que estava realmente muito melhor, significativamente mais saudável. Funciona mesmo, felizmente.

 

 

Algo que adorei em todos os champôs da Bed Head foi o cheiro. Todos os produtos da Bed Head têm um cheiro muito bom: o Colour Goddess tem o cheiro entre o caramelo e a baunilha, o headshot cheira a pastilha elástica daquelas tipo bubaloo e de acordo com o Mulo o ressurration cheira a melancia - demorei a perceber a que cheirava só sabia que cheirava bem e cheirava a fruta. Por isso quanto mais não seja ao lavarmos com Bed Head ficamos todas cheirosas, mas a grande vantagem é que são produtos mesmo muito bons!

 

Alguém que já tenha usado produtos desta marca? Qual é a vossa opinião?

 

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Por muito que gostasse este produto não é patrocinado, todos estes produtos foram adquiridos por mim, mas Tigi, se me estiveres a ler, patrocina aqui a Mula que a Mula promete elevar todos os vossos produtos num pedestal banhado a ouro!

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: O Passageiro

Domingo que se preze tem, em casa ou fora dela, uma noite - pode ser uma tarde também - de cinema e desta vez e pela primeira vez em 14 anos  - estou a ser injusta, acho que foi na realidade uma segunda vez - o Mulo escolheu o filme. Queria ir ver O Passageiro. Já tinha visto o trailer, já me tinha interessado o suficiente e lá fomos nós. Posso  já adiantar-vos e poupar-vos à review: Adorei o filme. Ide, ide, ide!

 

 

O Passageiro conta a história de Michael McCauley, ex-polícia e atual vendedor de seguros que de um dia para o outro - e atualmente com 60 anos - é despedido da empresa onde trabalhava, sendo que é este despedimento que despoleta todo o filme. No comboio, durante a viagem para casa, Michael é abordado por uma misteriosa mulher que lhe coloca um desafio: Há uma pessoa que não pertence àquele comboio e ele, como passageiro regular, deveria de descobrir essa pessoa e sinalizá-la, sendo que tem apenas como pista que essa pessoa possui uma mala qual o seu destino final - o fim da linha daquele comboio. Para que Michael iniciasse a sua procura foram-lhe oferecidos 25.000 dólares - que estariam escondidos numa casa de banho e que ele só teria de procurar se aceitasse o desafio - e se concluísse a tarefa com sucesso receberia mais 75.000 dólares. Desesperado e numa altura em que precisava de dinheiro pois estava desempregado, Michael McCauley procura os 25.000 dólares, encontra-os e implicitamente aceita o desafio, mas o que lhe parece um mero capricho de uma mulher misteriosa, rapidamente se transforma num pesadelo e Michael descobre que o objetivo é abater essa pessoa, ainda que esteja longe de compreender o motivo. Quando tenta desistir percebe que está a ser vigiado e controlado ao pormenor e percebe que a sua família está em risco, por isso desistir não é uma possibilidade. Será que Michael McCauley  vai ser capaz de superar o desafio?

 

O Passageiro é um filme que parte da aborrecida rotina diária, que poderia ser a rotina de qualquer um de nós, e transforma-se num grande filme de quebra-cabeças. É um filme emocionante, cheio de suspense e de ação. É um filme enervante, é um filme que nos prende do início ao fim. 

 

É um filme que nos faz questionar as nossas decisões ao estilo: E se fosse consigo? E nós, aceitaríamos 100.000 dólares sem saber as consequências? Até que ponto estamos dispostos a prejudicar um desconhecido em nosso proveito?

 

É um filme com algumas falhas, que tornam o filme irreal - felizmente mais na reta final do filme - como já vem sendo típico nos filmes de ação, mas é no entanto um filme que vale muito a pena com um grande papel do Liam Neeson.

 

Quem é que já viu o filme? O que acharam?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Insidious: A última chave

Não conhecia a saga. Não fui ver os outros filmes, no entanto isso não foi nenhum impedimento uma vez que tem uma história com um princípio um meio e um fim. Sim há referências de situações acontecidas nos outros filmes, mas não senti que interferissem na história, não acho que a entenderia melhor se tivesse visto os outros três filmes, apenas teria um outro enquadramento. Um apontamento para quem viu os outros: Este filme, pelo que percebi e depois fui investigar, acaba dando ligação ao primeiro filme da saga.

 

 

No último filme da saga Insidious, a história centra-se em Elise Rainer, a médium que aparece nos restantes filmes da saga. Ficamos a conhecer um pouco da infância de Elise, de como a mãe morreu, de como vivia com um pai agressivo e porque razão se afastou do irmão. Aqui percebemos o tipo de contacto que Elise tem com os espíritos e a forma como a sua família lidava com o seu dom. Depois da morte da mãe, vemos Elise muitos anos depois, já adulta que decidiu usar o seu dom para ajudar outras pessoas. E é assim que regressa muitos anos depois à casa onde viveu até à adolescência. Após receber uma chamada do novo morador, decide enfrentar os seus piores demónios, literalmente. Ao longo do filme vamos tendo acesso a algumas imagens do passado de Elise para compreendermos o presente.

 

Dizem que este é o pior filme da saga. Isso eu não posso dizer porque não vi mais nenhum, mas posso dizer-vos que foi o filme de terror mais arrepiante que vi nos últimos tempos. Achava que ia sentir o que senti com este a ver o It e não senti - estranhamente o It está muito melhor classificado do que este - e com este várias vezes sofri da taquicardia e quase em todo o filme me senti desconfortável - sinal de que achei o filme um pouco pesado para o que eu estava à espera. No entanto é inegável que tem alguns discursos, algum humor despropositado que tira bastante seriedade ao filme, mas quando é para assustar, assusta, por isso creio que cumpre o seu propósito.

 

Só fiquei desgostosa com um ponto: é que as assombrações não são explicadas. Entende-se o porquê de Elise regressar àquela casa para ajudar o novo morador, que no fundo foi resolver a sua própria vida, mas não se entende o motivo de tudo aquilo ter começado e isso enerva-me. Por exemplo, recordo-me que noutro filme do género, o Terror em Amityville - o filme que mais me tirou o sono até aos dias de hoje - explicou que tudo começou porque o espírito que assombrava a casa pertencia a um antigo capataz de escravos, e que ali vivia porque antes de ser uma casa foi um cemitério, e antes de ser um cemitério foi um espaço de escravatura. Aqui senti que não houve qualquer explicação, qualquer motivo, apresentam-nos o final "é assim" e nós saímos da sala com a ideia "então tá!" e só por isso fiquei com um gostinho agridoce, mas uma coisa é certa: um filme de terror é suposto meter medo, e isso posso dizer-vos que me meteu, que me fez estremecer várias vezes, mas isso sou eu que sou muito sensível a filmes com espíritos confesso.

 

Quem é que daqui viu o filme, o que é que achou? Já agora, alguém que tenha visto os outros filmes que possa fazer-me um apanhado geral?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: A Montanha Entre Nós

Por altura do Natal gosto de ir ao cinema. Sou das que costuma ir no dia 25 ou no dia 1, mas a verdade é que desta vez fui antes. Temia que a sala fosse estar cheia, mas a verdade é que as pessoas pareciam mais preocupadas com as últimas compras do que com o cinema. Gosto de cinemas tranquilos.

 

Fomos ver, por exclusão de partes, e porque era o único que estava quase a começar dentro do nosso estilo, A Montanha Entre Nós. Posso já adiantar-vos que gostei, não é o melhor filme do ano - nem por lá perto - mas gostei.

 

 

A montanha entre nós relata a história de dois estranhos que se conhecessem no aeroporto devido aos seus voos terem sido cancelados devido ao mau tempo. O destino dos dois é o mesmo, o motivo da pressa bastante diferente: Alex é uma jornalista que se casa no dia seguinte, e Ben é um neurocirurgião necessário para uma operação importante. Não conformada com o cancelamento do seu voo e querendo chegar ao dia do seu casamento Alex convence Ben a alugarem um pequeno avião para alcançarem o seu destino. Os dois levantam voo e a viagem parece correr bem, mas o mau tempo aproxima-se e o piloto sofre um ataque cardíaco fazendo a aeronave despenhar-se. Com o impacto, o piloto morre mas Alex e Ben sobrevivem assim como o cão do piloto: um labrador que vai acompanhar Alex e Ben ao longo da sobrevivência destes. Alex e Ben têm que enfrentar uma vasta montanha, mas também um inverno muito rigoroso. Será que vão conseguir sobreviver?

 

Este é mais um filme que relata a sobrevivência humana. A força sobrenatural que possuímos quando somos postos à prova. É também um filme romanceado. À medida que vão seguindo o seu caminho vamos descobrindo as suas fraquezas, os seus medos, os seus bloqueios, e vamos conhecendo a vida que têm para além das montanhas.

 

O que o filme tem de mais belo é a imagem: A paisagem é incrível. É daqueles filmes que vale a pena ver no cinema essencialmente pela imagem.

 

De um modo geral é um bom filme, mas os mais atentos vão encontrar grandes falhas: As fogueiras ardem eternamente, apesar de as fazerem na neve, de estar a nevar, e de não existir propriamente lenha. Alex apesar de estar toda partida e com uma tala na perna consegue subir e descer a montanha sem grandes dificuldades, com algum sofrimento no rosto é verdade, mas anda que se farta.

 

Estas e outras razões tornam este filme de sobrevivência em mais um romance - mas não vou explanar mais porque não quero ser spoiler - e fazem com o que o filme perca um pouco a ação e faça com que possamos sentir algum tédio. Ao longo do filme verificamos também que a trama central deixa de ser a sua sobrevivência mas a relação entre os intervenientes o que pode causar um pouco de desilusão a quem possa procurar algo diferente.

 

No entanto, eu romântica convicta, gostei do filme, confesso que imaginava algo diferente, mas gostei do resultado.

 

Quem é que já viu? Opiniões?

Livro Secreto II #9 O Ladrão de Sombras de Marc Levy

Não, não me enganei a numerar o desafio... Infelizmente não tive tempo de ler o oitavo livro do desafio secreto, o Ferrugem Americana de Philipp Meyer e por isso esse seguiu direitinho para a próxima paragem. Chegou entretanto o novo livro do Livro Secreto, O Ladrão de Sombras de Marc Levy e esse sim, sendo um dos que mais queria ler desta remessa, agarrei-o e inevitavelmente me apaixonei.

 

 

O livro é pequenino, mas a história... Essa é enorme!

 

O Ladrão de Sombras conta a história na primeira pessoa, de um menino inadaptado que consegue roubar as sombras às pessoas.

 

Esse menino, mais pequeno que os miúdos da sua idade, muda de escola e com essa mudança começa todo o seu tormento. É gozado pelo rufião da turma e apaixona-se por Elizabeth de quem o rufião Marquèz gostava, o que não abonou a seu favor. Para além de ser gozado na escola e temer Marquèz o seu pai sai de casa para ir viver com outra mulher e isso deixa o menino ainda pior, sentindo-se de alguma forma culpado pelo que estava a acontecer. Este menino não tinha amigos e na escola a única pessoa com quem conversava era com um vigilante e é aí que nos apercebemos verdadeiramente do dom deste menino.

 

Este menino consegue ouvir as sombras, consegue compreender a dimensão do sofrimento das pessoas, e é isso que o torna tão especial, apesar de não o perceber na altura. Um dia, este menino pequeno que tinha medo de tudo ganha confiança ao roubar, sem saber como, a sombra de Marquèz. Se ao início isso o apavorou, com o tempo mudou-lhe o rumo da história. O pequeno menino deixou de ser pequeno e entretanto deixou de temer as pessoas, é por essa altura que conhece Luc, de quem jura ser amigo toda a vida. Essas sombras no entanto, não são meras sombras, são na realidade pedidos de ajuda, é através das sombras que o menino conhece as pessoas e é através delas que as consegue ajudar.

 

Entretanto o menino cresce, torna-se um homem e vamos percebendo ao longo da história que o seu passado o vai perseguir sempre, e que este vive para ajudar os outros mais do que se ajudar a si mesmo. Este menino, agora jovem, vive para os outros até que finalmente encontra o seu rumo.

 

Este é um pequeno livro cheio de amor, de ternura, de algum humor. É uma história que nos consegue amarfanhar o coração sem que nada o faça prever. É uma história que revela a imensidão das pessoas, as suas mazelas. O rufião Marquèz é mal amado em casa, o pobre vigilante perdeu a mãe no parto e foi maltratado pelo pai, o próprio pai do menino deixa de fazer parte da sua vida. Este livro comporta várias pequenas histórias que sendo literárias poderiam ser as dos nossos vizinhos do lado, poderiam ser as histórias da nossa infância. É uma história que revela o verdadeiro valor da amizade, das primeiras relações e do primeiro amor. É uma história que demonstra como por vezes podemos fazer mal a quem tanto queremos bem, por distração, ou quiçá por falta de empatia.

 

A escrita de Marc Levy é simples, essa eu já a conhecia do E se fosse verdade... apesar de não ter apreciado muito essa história devido aos clichés e machismos nela constantes. Este livro é muito mais simples, muito mais emocional, muito mais despido de artefactos de distrações de escrita. Este livro é apenas emoção. Senti tantas vezes empatia com o menino e com outras histórias que ele ia contando... Recordam-se deste episódio? Pois que o livro conta um muito semelhante, com à exceção de que eu não deixei de comer, nem morri. Como eu entendi aquele menino...

 

Há livros de que gostamos mas que não nos marcam. Há livros que nos enternecem mas que com o tempo se esquecem, e depois há aqueles livros que nos marcam, nos enternecem e que permanecerão agarrados à nossa alma: este é um desses livros.

 

Ó Mula, mas então tu agora gostas de livros de fantasia?

 

Ah meus fofuxos da Mula, este é muito mais que um simples livro de fantasia! É um livro de puro amor... Puro amor!

 

Já não me lembro a quem pertence este livro, mas queria agradecer à pessoa por o ter colocado a circular! Muito obrigada mesmo!

 

Boas leituras!

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Um Crime no Expresso do Oriente

O Último Fecha a Porta perguntou-me se eu tinha ido ver o filme Um Crime no Expresso do Oriente e na altura não tinha ido efetivamente ver. Fui ontem com a mãe, apesar das críticas negativas que já tinha lido.

 

Antes de mais dizer-vos que não sou fã de Agatha Christie e por isso não li o livro - por isso a minha opinião baseia-se unicamente no filme, sem qualquer termo de comparação com o livro -, mas foi impossível não ficar curiosa com o filme, tal que era o cartaz publicitário nos cinemas devido ao elenco de luxo. Confesso que quando vi o cartaz pela primeira vez  - imaginem o tamanho da minha ignorância - que achei que era o remake do filme "O Desconhecido do Norte-Expresso" de Alfred Hitchcock que há tanto tempo quero ver mas que por não ser fã de filmes antigos ainda não vi. Logo percebi que não, mas ainda assim fiquei curiosa.

 

 

Um Crime no Expresso do Oriente conta a história do assassinato de Ratchett (Johnny Depp) num luxuoso comboio no ano de 1934. Hercule Poirot perfecionista incurável, viaja a bordo do Expresso do Oriente em direção a mais um caso que necessitava de resolução quando Ratchett é assassinado no seu compartimento. Todos são suspeitos, com à exceção do diretor do comboio, uma vez que viajava noutra carruagem sem ligação à carruagem onde ocorreu o homicídio, e é Hercule Poirot o responsável por descobrir este mistério, o responsável por entrevistar todos os passageiros até descobrir quem é afinal o assassino.

 

A história é banal: há um detetive excelente extremamente perspicaz, há 13 suspeitos todos eles com ligação à vítima e há imensas pistas diferentes que conduzem a diferentes suspeitos em diferentes alturas. No entanto a produção do filme é bastante boa, a imagem é incrível, os cenários transportam-nos para a época de forma excecional e a história é contada com um tom cómico e leve, o que faz do filme divertido.

 

No entanto, a primeira parte do filme é terrível. É parada, sem acrescentar grande valor à história. Puro show-off  com belas paisagens e cenários, mas sem conteúdo. O filme verdadeiramente começa apenas a partir do intervalo - o que por si só desespera um pouco - mas a seguir ao intervalo a trama envolve-nos finalmente fazendo-nos esquecer da parte inicial, que uma vez mais recordo ser terrivelmente parada e sem conteúdo.

 

A história não sendo inovadora toca-nos em partes importantes do coração: leva-nos a questionar sobre noções de justiça, noções de bem e do mal, colocando sobre a mesa a velha questão: Os fins justificam os meios? A história demonstra que todos temos as nossas chagas, as nossas mazelas provocadas pela vida, e demonstra como alguém pode derrubar a nossa vida com uma breve passagem. Pode um assassino passar a vítima por ter sido assassinado? Merecem todas as pessoas vítimas de crime serem vingadas? Até que ponto é legítima a vingança pelas próprias mãos?

 

Não quero ser spoiler, por isso não vos adianto mais, mas no geral gostei do filme, recordando uma vez mais que não tenho termo de comparação.

 

Quem é que já viu? Opiniões?

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