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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

O primeiro beijo nunca se esquece...

... Ainda que nem sempre pelos melhores motivos!

 

Ontem falei de beijos, e em resposta à Psicogata recordei o meu primeiro beijo e lembrei-me de reeditar um post antigo que já tinha publicado no início deste blog, sobre o meu primeiro beijo. Dou-vos só uma achega... preparem-se, que a coisa não é assim tão doce e melosa como poderia fazer parecer este tema tão belo de beijos, beijinhos e beijocas.

 

 

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Dizem que o primeiro beijo nunca se esquece. 

 

Idealizado na cabeça das crianças, reproduzido vezes sem conta no cinema, o primeiro beijo é tratado como uma flor sensível, mas que eternamente viverá no imaginário de todos nós. Dizem que quando olhamos para trás e nos lembramos do nosso primeiro beijo, que nos arrepiamos e nos lembramos saudosos da nossa infância e adolescência. Dizem que nunca um beijo é igual ao primeiro.*

 

Eu fui uma criança como as outras, eu também sonhei com o meu primeiro beijo, treinei vezes sem conta com os meus bonecos e deliciava-me com as histórias das princesas, imaginando se o meu beijo também seria assim!

 

Apesar de 15 anos volvidos, lembro-me como se fosse hoje esse momento. Era inverno, não chovia mas o dia estava bastante cinzento e escuro e quando ele me perguntou "- Posso te beijar?" mesmo antes de entrar para a aula de físico-química, o meu coração parou. Ele não era só o rapaz que eu andava atrás há vários meses... ele era um dos rapazes mais populares da escola, e eu uma menina que ninguém conhecia nem nunca tinham ouvido falar. Parecia um conto de fadas e eu era a Cinderela. O meu momento tinha chegado!

 

E foi então que a minha inocência acabou! Lembro-me como se fosse hoje... Três palavras para descrever a concretização desse sonho:

 

HO-RRÍ-VEL!

 

Felizmente as pessoas estavam certas, nunca um beijo é igual ao primeiro, caso contrário nunca mais beijaria na vida! Do que me lembro, e não é aconselhável a leitura aos mais sensíveis, esse primeiro beijo foi... molhado... Demasiado molhado. Aliás lembro-me de baba por todo o lado e na minha cabeça eu já só queria terminar com aquilo, e o pior é que aquilo parecia eterno... terrivelmente eterno. Aquele beijo parecia uma luta - no mau sentido - de línguas, qual II Guerra Mundial de beijos! Para além de todas aquelas lambidelas esquisitas, ouvia as minhas amigas aos pulos, parecia que me tinha tornado no centro das atenções e eu odiava isso! O meu sonho de menina, tinha-se então tornado num pesadelo do qual eu apenas queria acordar!

 

Quando me perguntaram como tinha sido, ainda meio extasiada com a descoberta, tive de agir em conformidade com a maioria das pessoas, tinha de parecer uma pessoa adulta, caso contrário o beijo não valia, porque toda a gente já ouviu "- Oh esse beijo não conta, tu eras uma criança...". Então eu disse: "- Foi inesquecível!... Mas foi esquisito!" Apesar da minha cara estar esquisita e eu ter andando as restantes horas a fugir do rapaz, a minha expressão "inesquecível" foi a única ouvida e provavelmente criou ainda mais expectativas na cabeça das restantes meninas, que provavelmente também se desiludiram mais tarde.

 

Senti-me traída e enganada por todos, essencialmente, pela Disney. Mas uma coisa todos estavam certos:

 

Realmente o primeiro beijo nunca se esquece! 

 

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*Graças a Deus!

 

E vocês? Como foram os vossos primeiros beijos?

O Primeiro Beijo

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Dizem que o primeiro beijo nunca se esquece. 

 

Idealizado na cabeça das crianças, reproduzido vezes sem conta no cinema, o primeiro beijo é tratado como uma flor sensível mas que eternamente viverá no imaginário de todos nós. Dizem que quando olhamos para trás e nos lembramos do nosso primeiro beijo, que nos arrepiamos e nos lembramos saudosos da nossa infância e adolescência. Dizem que nunca um beijo é igual ao primeiro.

 

 

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.