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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Petiscar ou não petiscar eis a questão, mas fomos à Petiscaria, pelo sim e pelo não.

Como tem sido habitual ultimamente, sexta-feira é dia de opinião de algum restaurante que experimentamos por estes dias. Assim vou falar-vos da Petiscaria Santo António, que ainda com os seus quês de bom, que tinha tudo para correr bem, mas que não foi uma experiência tão agradável assim, o que na minha humilde opinião - que vale o que vale - é uma grande pena, porque tinha tudo para dar certo.

 

(imagem retirada daqui)

 

Fomos à Petiscaria Santo António na baixa do Porto por puro acaso. A ideia era ir comer uma sande de pernil e umas tábuas de queijos e enchidos ao Lareira, mas estava fechado por ser domingo e acabamos então nesta petisqueira.

 

O espaço é visualmente agradável: tem uma pequena esplanada cá fora, o interior também está muito mimoso e apesar de ser bastante pequeno está muito bem organizado. Tem ainda um grande espelho a todo o comprimento que dá a sensação de ser bastante maior. A esplanada estava cheia quando fomos, acabamos por ficar no interior. Sozinhos. Zero música ambiente, primeiro ponto negativo, o que originou que ouvíssemos as discussões entre o patrão - suponho! - e os funcionários, segundo ponto negativo. Mal nos sentamos referiram-nos que o multibanco estava avariado mas que poderíamos levantar dinheiro logo ao lado - a dois passos do restaurante - por isso não foi problemático.

 

Começamos a ver a carta.

 

A carta está muito bem desenvolvida e ficamos com vontade de experimentar tudo o que nela contem. Primeiro grande ponto positivo. De entre tudo o que vimos, e tendo em conta que eu agora tenho um estômago de passarinho, optamos por duas entradas e um prato a partilhar - ainda assim pagamos mais de 20€, como podem ver barato não é. Para beber, cerveja artesanal da casa que vos posso dizer que é realmente boa apesar que deveria de estar mais fresca, tendo em conta que era de pressão, mas era realmente muito saborosa.

 

Pedimos as entradas e nos entretantos trouxeram-nos o couvert, que apenas comemos o pão - muito bom! - e as azeitonas - duras, saborosas, mais um ponto positivo - dispensamos as cenouras à algarvia - que já como cenouras suficientes no meu dia-a-dia - e os tremoços que não me pareceram vir salgados - que é como gostamos deles, bem salgadinhos.

 

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Estávamos sossegados, entretidos com as azeitonas até que ouvimos um......... PLIM! "Hmmm..." pensei. Mas desvalorizei, mas eis que chegam as nossas entradas:

 

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- Duas pataniscas de bacalhau que apesar de não chegarem a ser más, bacalhau não encontrei, por isso, digamos que o pastelito frito não era mau, que chamar áquilo patanisca de ba-ca-lhau é capaz de insultar as pataniscas do meu sogro - tão boas, tão boas, tão boas - e não queremos isso. Ah a fotografia só chegou a tempo da segunda patanisca, perdão por isso.

 

- E ovos mexidos com farinheira. Estavam muito bons, a verdade é essa. Apesar de pelo que percebi terem sido reaquecidos, a verdade é que se não tivesse ouvido o plim do microondas nunca diria que eram reaquecidas. As tostas, eram mázinhas porque vieram frias, mas aqueles ovos com o pão que veio anteriormente foi delicioso.

 

[Vêm a importância de música ambiente? Para além de não termos ouvido as pessoas a discutir, também não ouviríamos o plim do microondas]

 

Chegou assim que terminamos as entradas e após mais alguns Plim! Plim! Plim! o nosso prato principal: Alheira com puré de maçã e esparregado.

 

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Da batata palha nem me vou pronunciar, porque há efetivamente quem goste - não é o meu caso - e nem tão pouco estava na descrição do prato por isso vi-a como um extra e não me pronuncio. No geral, estava satisfatório mas, alheira que se prese - ou não tivesse eu crescido a comer alheiras de Trás-os-Montes - tem de vir com a pele estaladiça - mas claro que isso no microondas não se consegue - e esta vinha mole, e por isso acabei por não a comer. O esparregado não sabia a esparregado, sabia apenas a caldos knorr - ou outra marca da mesma espécie -  salva-se o puré de maçã que estava bom, porque realmente as maçãs no microondas ficam boas e por isso não há nada a apontar.

 

Quanto aos funcionários: O que nos atendeu era simpático, outro que por lá andava nem simpático nem competente, uma vez que pedimos mais uma cerveja, e apesar de não estar a fazer rigorosamente nada disse que não era com ele que tinha de ser com o colega, e em vez de chamar o colega, encostou-se ao balcão.

 

Não posso dizer que odiei, porque não é verdade, no geral estava bom, e se fosse serviço ali na esquina por 10€ estaria muito bem. Mas para um restaurante todo pipi que se apresenta como sendo uma petiscaria e que nos cobra por tudo isto vinte e dois euros e meio, acho absurdo e mau, porque para comer comida aquecida, já me basta ao almoço durante os dias de trabalho.

 

Com muita pena, chumbo este restaurante e não tenciono lá voltar.

 

Alguém já conhecia este espaço, que tenha uma opinião diferente?

Lama's Temple - O tempo do sushi em Matosinhos

Vocês sabem que eu adoro sushi, certo? Sabem aliás, que eu sou doida por sushi, certo? Pois que se vocês sabem, o Mulo também sabe e pegou na sua Mula e levou-a ao Lama's Temple, que fica em Matosinhos e que tem sushi - e não só - à descrição por 11,90€ ao almoço (bebidas e sobremesas à parte) e 16,90€ ao jantar (a mesma história com as bebidas e as sobremesas). Se não quiserem os menus de almoço/jantar podem também pedir à la carte e pagam individualmente o que comerem.

 

E antes que me venham com coisas... A nutricionista aprova a minha ida ao sushi! [Claro que sou capaz de ter ocultado um ou outro frito, mas ainda assim... sushi é sushi]

 

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Já andava há alguns anos para o experimentar, já que conhecia algumas pessoas que já lá tinham ido e que só diziam bem, por isso decidimos experimentar num fim-de-semana a dois. A primeira surpresa é que achava que era em modo buffet, ou seja, que existiria ali um balcão com sushi e que iríamos buscar o mesmo, mas não, apesar de ser livre e de podermos comer a quantidade desejada sem agravar o valor, é serviço à carta, ou seja, vamos pedindo e eles vão trazendo. Para aqueles que tal como eu, não associam os nomes às peças, tem as fotografias para sabermos do que se trata.

 

O restaurante é agradável, é amplo, bastante alto, o que faz que não seja barulhento, que é algo que eu e o Mulo valorizamos muito porque gostamos de conversar enquanto comemos e gritar, não é considerado conversar...

 

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A carta é relativamente variada, ainda que seja muito fraca nos fritos, e ao nível das entradas podem escolher crepes, saladas, sopa miso, gyosas, entre outras coisas cuja definição desconheço.

 

Para entrada optamos por crepes japoneses com um molho agridoce, e pedimos uma salada de tofu - que nunca chegou. Um ponto negativo para o Lama's Temple: o serviço é lento, e não nos trouxeram tudo o que pedimos, mas como fomos pedindo outras coisas, fomo-nos esquecendo do que pedimos anteriormente.

 

 

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Os crepes apesar de pequenos são muito saborosos, vieram quentinhos e muito estaladiços tal como gostamos, e só não comemos mais porque não quisemos, porque como vos disse à pouco, podemos pedir as vezes que quisermos. O molho era igualmente delicioso.

 

Para beber, ele inicialmente pediu uma cerveja japonesa - curiosamente boa -  e eu um chá verde - docinho, igualmente bom.

 

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Começou entretanto a chegar o sushi que pedimos, que era pelo sushi que ali estávamos.

 

Começamos por um mix de sushi e sashimi para duas pessoas. O mix é bastante variado, traz várias peças diferentes e podemos atestar que é muito fresco e saboroso. As peças são grandes e bem recheadas, algumas até demasiado grandes que desafiam -  a sério que sim -  a capacidade da nossa boca. O arroz estava demasiado fresco na minha opinião e as peças tinham tendência a desfazer-se quando pegadas de forma mais desajeitada.

 

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Como o mix não trazia fritos - uma vez mais, um ponto negativo para o Lama's Temple: se não fosse eu a perguntar não nos teria sido explicado - acabamos por pedir os fritos à parte, que são tão deliciosos que acabamos por pedir repetir o pedido

 

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Para quem não gostar de sushi há outras opções, como camarões, panados, salmão grelhado, cogumelos, entre outros, por isso podem levar convosco o vosso amigo mais esquisito.

 

Em suma: Estava tudo muito bom, será certamente para repetir, no entanto, há uma coisa que me desgostou bastante: Isto de estar em dieta é muito mau, numa outra altura teria comido o dobro ou o triplo do que comi... Ah e não foi por pensar na dieta que não comi - não sou assim tão ajuizada - é mesmo porque o meu estômago já não tem essa capacidade...

 

Quem é que já visitou este templo do sushi em Matosinhos?

Steak? Shake? Steak 'n Shake!

Porque nem só de alface e cenoura vive a Mula, quando fizemos um ano de casados fomos tirar a barriga de misérias - eu fui, ele foi só comer normalmente - e fomos experimentar os hambúrgueres do Steak 'n Shake na Praça Guilherme Gomes Fernandes, no Porto, conhecido pelo mural da Joana Vasconcelos, como já vos mostrei aqui no insta da Mula. 

 

 

 

 

Confesso que fui um pouco às escuras, confesso que nem sabia que era uma casa de hambúrgueres, achava que era só uma casa de bifes, e a ideia até era ir comer sushi... Mas estava tudo fechado onde queríamos ir. Acreditem em mim, eu não planeei maquiavélicamente a ida a esta hamburgaria tipicamente americana, com uns hambúrgueres de chorar só de olhar para eles. Não planeei, a sério, parem com isso...

 

Ora muito bem, apesar de os hambúrgueres serem bastante artesanais o serviço e tipo de atendimento são semelhantes aos restaurantes de fast food: pede-se ao balcão e paga-se antecipadamente, mas depois dão-nos um dispositivo GPS para nos podermos sentar em qualquer parte do restaurante e os funcionários mais tarde entregam-nos o tabuleiro com a nossa refeição. Tudo é personalizável, dos hambúrgueres às batatas. Podemos acrescentar ou retirar ingredientes e podemos acrescentar queijo, ou bacon, ou queijo e bacon às batatas que são caseiras.

 

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É daquelas hamburgarias que achamos que conseguimos gostar de todos os hambúrgueres e por isso a escolha torna-se bastante difícil. Optamos, como é habitual, por dois diferentes para provarmos dois. Eu optei por um Royal - com dois hambúrgueres, ovo estrelado, bacon, queijo americano, alface, tomate e maionese - e pelas batatas com chedder; ele optou pelo Western - com dois hambúrgueres, queijo americano, bacon, cebola frita crocante e molho western barbecue - e pelas batatas com queijo chedder e bacon.

 

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As batatas vinham bem quentes, o pão é super fofo, a carne muito bem temperada, e o queijo..... É melhor nem falar no queijo, o queijo é delicioso. É nestas alturas que tenho pena de estar em dieta, que por mim hoje ia lá novamente! Os batidos também tinham um aspeto delicioso, mas optamos por beber limonada, docinha, fresquinha, muito boa também - ainda que se tivesse um pouco menos de açúcar não se perdia nada.

 

Os funcionários são muito prestáveis, foi a primeira vez que lá fomos e rapidamente se ofereceram para ajudar e explicar como funcionava o Steak 'n Shake. Também existe uma parte do mural da Joana Vasconcelos pintado no interior o que dá um ar português a todo este restaurante tão tipicamente americano. Como fomos a uma segunda-feira, estava bastante sossegado, por isso gostamos do ambiente, a música ambiente é agradável os bancos confortáveis, é um bom restaurante para passar um bom bocado a dois, ou com os amigos.

 

Quem é que já conhece os hambúrgueres do Steak 'n Shake?

 

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Já participaste no passatempo da Mula? Não? Vê aqui como podes ganhar um conjunto da Alma Gémea da Amorim. É só até ao próximo Domingo. Boa sorte!

Sande de pernil com queijo da serra? É no Lareira!

A Mula continua de dieta? Confere!

 

A Mula faz umas refeições de batota à revelia da nutricionista? Confere, confere! 

 

Pois que a Mula fez uma batota na Lareira - apesar do calor - e perdeu a cabeça por uma sandes de pernil com queijo da serra de comer e lamber os dedos a seguir! Quem já conhecia o Lareira na Baixa do Porto, não pode deixar de visitar o novo Lareira que abriu perto de Serralves. Quem nunca visitou nem um, nem outro, visite que as sandes são realmente deliciosas.

 

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(Lareira Serralves na Rua Jorge Reinel)

 

 

Apesar da Mula só ter conhecido este restaurante em 2017, a verdade é que o Lareira já existe desde 1984. Compreendo como se aguenta aberto com um mercado tão competitivo: é que realmente tem coisas muito boas! E querem ficar chocados? Tem tripas de Aveiro! E eu toda roidinha por não as ter experimentado, mas na vida têm de ser feitas opções, e estou numa altura da minha vida em que decidi que não vou comer tudo ao mesmo tempo. Tudo a seu tempo.

 

O espaço é muito acolhedor, os funcionários muito simpáticos, foi sem dúvida uma boa experiência.

 

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As sandes não são enormes, mas vêm bem recheadas, e para mim uma foi mais do que suficiente - é certo que agora tenho estômago de passarinho - mas os preços são acessíveis, por isso se uma não chegar, 'bora lá repetir. O queijo é salgado mas não em excesso, é forte mas delicioso. O que mais me surpreendeu nesta sande foi a carne. A carne é muito tenra, que se desfaz na boca e nos deixa a salivar enquanto degustamos. As batatas são igualmente boas, só tive pena que não viessem quentes, mas são muito estaladiças, secas e saborosas!

 

Conheço as sandes do Guedes, as do Evaristo e mais umas quantas, estas para mim serão provavelmente as melhores!

 

Vai uma sande de pernil?

A Mula foi à Taparia... com a Odisseias.

Lembram-se do meu problemão com a Odisseias? Pois muito bem, eles ignoraram as minhas chamadas, ignoraram as minhas mensagens nos voicemails. E apesar de ignoraram também os meus e-mails, algo me dizia que eles não iriam ignorar a queixa feita no Portal da Queixa. Não me enganei. Dois ou três dias após a publicação da queixa no Portal da Queixa responderam a explicar a demora na resposta, carregados de bla bla blas. Mas adiante. A verdade é que prolongaram o voucher por mais dois meses, ainda que tenham que ter atualizado a lista de restaurantes a que teria acesso e ter perdido as outras opções que eu gostava de ter experimentado, como foi o caso do Tascö, que já ando para experimentar vai para mais de um ano. Esta nova lista era muito menos variada e muito mais limitada, mas enfim. O que interessa é que de uma maneira ou de outra, solucionaram uma parte do problema.

 

Decidi assim ir à Taparia, perto do aeroporto do Porto, experimentar o Menu Mediterrâneo que permitiu escolher três tapas de uma lista de seis. 

 

Escolhemos, carne de novilho laminada na tábua, acompanhada de batata frita, a tapa silvestre, com cebola doce, rúcula, queijo brie e molho de soja e a tortilha de cebola e bacon, tapas acompanhadas pela bela e deliciosa sangria tinta, com muita fruta, fresquinha. Muito boa.

 

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Quanto à carne de novilho laminada na tábua, é a tábua que brilhou na mesa. A carne é muito saborosa, suculenta e tenra. Vem, acima de tudo, numa boa quantidade para dois. As batatas também estavam boas, mas deveriam de estar mais estaladiças e quiçá acompanhadas de algum molho. Fica desde já a sugestão.

 

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A tapa silvestre, com cebola doce, rúcula, queijo brie e molho de soja foi uma grande surpresa e ao mesmo tempo uma desilusão. A grande surpresa é pela bomba de sabor. É simplesmente deliciosa. A desilusão é pela quantidade, porque considero que não vem em quantidade suficiente para duas pessoas, basicamente funcionaram como entradas e não como uma tapa.

 

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A tortilha de cebola e bacon foi a grande desilusão da noite. Não é má, é saborosa mas não sentimos qualquer sabor a cebola e muito menos a bacon, pelo que foi basicamente uma tortilha exclusiva de batata, mas gostei de acompanhar a carne com a tortilha.

 

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Qualquer que fosse a tapa, gostamos bastante da apresentação, o restaurante é acolhedor ainda que barulhento, mas aí, a culpa não é dos seus proprietários, mas das pessoas que o frequentam. As funcionárias - e o funcionário - são muito simpáticos e gostei do facto de um voucher não ter sido motivo para ter um tratamento diferente - normalmente para pior - como é recorrente. Desde a chamada até ao próprio dia, fomos bem recebidos, e não houve qualquer problema por termos reservado para o fim-de-semana, aliás eu queria reservar para quinta-feira, só que já liguei tarde e já não conseguiam ter a carne pronta para esse dia, tendo sido sugestão da casa irmos lá na sexta-feira ou no sábado à noite.

 

Finalizamos a refeição com duas sobremesas - como não podia deixar de ser - que também estavam incluídas. Eu escolhi uma sobremesa de bolacha que veio servido em taça e era uma delícia, fazendo lembrando o tiramisú. Ele escolheu, por sugestão da casa o doce de morango, que é com morangos, uma espécie de gelatina de morango, natas e bolacha, também muito saborosa.

 

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Foi sem dúvida uma boa experiência que eu gostaria de repetir, para provar outras tapas, outras especialidades. Acho que se forem duas pessoas que comam muito, que será pouca comida, tendo em conta o valor do voucher, para nós foi o suficiente e gostamos.

 

Alguém já conhecia a Taparia?

A Mula foi ao DeGema...

... E não ficou surpreendida nem assoberbada.

 

Abriu um DeGema no Maiashopping, aproveitamos que fomos lá ao cinema e decidimos experimentar os tão bem falados hambúrgueres da moda. As expectativas estavam altas. Eu para não variar pedi um hambúrguer vegetariano - os meus favoritos - o Um calhau com dois olhos, com cogumelos portobello, espinafres e maçã caramelizada, ele pediu um Ganda Sostra literalmente com tudo e mais alguma coisa.

 

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(Um calhau com dois olhos com espinafres e cogumelos portobello)

 

Quanto às batatas, umas vieram às rodelas, outras aos palitos, escolhemos as duas para provar. Ambas vieram frias e pouco crocantes Acho que esta foi a grande desilusão. No caso das batatas às rodelas, vinham por cima do molho de uma tal maneira, que só quase no fim das batatas às rodelas é que descobri que também tinham direito a molho e o molho achei-o demasiado picante, mas aqui admito que é uma preferência pessoal, gosto deles com mais sabor a alho!

 

Os hambúrgueres são saborosos, mas não são nada de especial e são acima de tudo muito difíceis de comer. Vêm com demasiado molho o que faz com que o pão fique muito mole e os guardanapos todos encharcados. Metade do hambúrguer cai no prato de tão difícil que é de comer. Não os achei adequados para comer à mão, mas não nos foram facilitados talheres para o efeito. Quanto ao meu, tive pena de quase não sentir o sabor da maçã caramelizada, onde os espinafres eram em excesso e abafavam o sabor de tudo o resto. O dele, o Ganda Sostra, achei-o mais saboroso, os sabores mais intensos, mas quase impossível de comer à mão, escangalhava-se todo...

 

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(Ganda Sostra - Acho que aqui dá para ver o que eu quero dizer com... excesso de molho)

 

Em suma, são aqueles hambúrgueres que são uma verdadeira javardice para comer num centro comercial. Mas admito a culpa, eu é que se calhar escolhi um mau sítio para os provar. Para não ajudar, achei-os muito pesados, muito indigestos e umas horas mais tarde, tanto eu como o Mulo parecíamos que tínhamos uns pedregulhos no estômago, e nós comemos francesinhas!

 

Gosto do conceito. Sou fã do Baixa Burguer, para mim os melhores hambúrgueres artesanais da zona. Mas não fiquei fã dos hambúrgueres do DeGema, posso ter tido muito azar, mas são estes azares que me fazem não querer repetir um restaurante.

 

Fiquei com pena...

A melhor panna cotta do mundo é no TidBit

Não digo que seja efetivamente a melhor do mundo, mas é sem dúvida a melhor que eu já comi. 

 

Sábado à noite foi noite de conhecer uma blogger aqui do pedaço que já estava há alguns meses para conhecer. Após descobrirmos que tínhamos uma amiga em comum, lá marcamos uma jantarada e assim conheci o TidBit e a m-M, duas grandes e boas surpresas.

 

O espaço é muito agradável, os funcionários muito simpáticos e prestáveis e de bom-humor, o que é bastante importante em jantares de amigos. Achei o serviço um pouco lento, mas com uma conversa agradável isso não se sentiu.

 

Começando pelas entradas, apesar de ter sido as saídas que mais me impressionaram.

 

Começamos por uns rissóis de carne super recheados, e bem saborosos. Foi uma boa maneira de começar a noite. Seguiu-se uma espécie de pão de alho com queijo que nada mais é que um pão de alho em forma de pizza e com massa de pizza. Muito saboroso e diferente do habitual. Fiquei curiosa com os pratos seguintes.

 

Eu pedi um linguine al samon o Mulo como não podia deixar de ser uma pizza. A pizza de massa fina era bastante crocante e muito saborosa, enorme, acho que num almoço ou para um jantar leve uma pizza daquelas para duas pessoas é mais do que suficiente. O meu linguine estava, para mim, que estou habituada a cozinhar com pouco sal, confesso que o senti um pouco salgado, o salmão estava bastante apurado, e estranhei um pouco, mas estava muito saboroso. Uma vez mais, um prato que dava para partilhar. Mesmo o Risotto da m-M, era enorme, acho que as doses são realmente gigantes.

 

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A sobremesa foi sem dúvida a grande revelação. 

 

Pedi uma panna cotta de citrinos com coulis de framboesa e frutos vermelhos. Até me babo só de me lembrar. Confesso que quando imaginei a panna cotta de citrinos a imaginei pouco branca, e fiquei a pensar quando a trouxeram que afinal seria uma panna cotta normalíssima, mas não foi o que encontrei. Tinha um sabor cítrico, entre o limão e o alaranjado, bastante docinha, contrabalançada com a acidez dos frutos vermelhos. Sem dúvida deliciosa!

 

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Sou fã de italiano. Desde sempre que a minha especialidade cá em casa são massas, quando vim de Milão passei a procurar por aqui perto restaurantes italianos que me pudessem colmatar as saudades de Milão e este entra sem dúvida para a lista dos restaurantes italianos a repetir.

 

Quem já conhece o TidBit?

As melhores bifanas do Porto...

...comem-se em Valongo, na Av. Primeiro de Maio para ser mais precisa.

 

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Se querem umas boas papas de sarrabulho - quem aprecia diz que são uma delícia - ou uma boa sopa de legumes com molho de bifana, e umas bifanas a fazer pandã, então não podem deixar de visitar este espaço.

 

O espaço não é de luxo, não é gourmet, mas os preços são acessíveis e a comida deliciosa. Para quem acha que as bifanas do Conga são as melhores bifanas do norte, aconselho a provarem estas antes de manterem essa versão. A verdade é que as do Conga são muito boas, mas são exageradamente picantes o que resulta numa falta de sabor. A sopa é igualmente mais aguada e menos saborosa. Aqui, em Valongo as bifanas são picantes - mas não em exagero - o que faz com que sejam muito saborosas. Esta casa tem também os pipis como especialidade.

 

Claro que, e como verdadeiro tasco que é, o espaço é bastante pequeno e por vezes é necessário aguardar algum tempo até se conseguir mesa, mas a espera é sempre compensada com a alegria dos funcionários e o sabor da comida que servem!

 

Sem dúvida que a Mula recomenda a Casa das Bifanas de Valongo.

 

Atenção: Estabelecimento encerrado aos domingos.

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.