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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Táxis - Há coisas que nunca mudam #2

 

 

Ontem voltei a precisar de utilizar o serviço de táxi... e aprendi algumas novas regras de trânsito:

 

  • Aprendi que só se pára nos semáforos de peões, se houverem peões para passar. ["Não vou parar neste porque não há peões para passar... e este é um semáforo só de peões!"]

  • Aprendi que só se pára nos semáforos se os semáforos dos outros já estiverem abertos. ["Neste também não vou parar porque o dos outros ainda não abriu..."]

  • Aprendi que só se pára nos semáforos se eles já tiverem vermelhos há muito tempo. ["Neste também não, porque acabou de cair..."]

 

Conclusão num percurso de 15 minutos, 5 semáforos vermelhos passados... Porque aprendi com o senhor, que só se deve parar quando estritamente necessário. 

Táxis - Há coisas que nunca mudam

 

Na semana passada à noite tive de fazer uma coisa que não gosto muito: tive de apanhar um táxi. Já não apanhava um táxi à vários anos e descobri que há realmente coisas que nunca mudam...

  • Os taxistas continuam com uma simpatia que lhes é típica... "Está disponível?!" pergunto, ao qual o senhor responde num discurso incoerente "Estar estou mas... vá esqueça, entre lá!", "Posso ir para outro, não há problema, é que para mim é-me indiferente". O senhor lá insistiu que poderia levar-me e lá me levou.

 

  • A rádio que o senhor ouvia, foi a rádio que o último taxista me levou, há pelo menos uns 5 anos atrás, ouvia. A rádio TSF e estava a dar futebol. Qual agradar a cliente e colocar uma musiquinha agradável, qual quê. Sempre fiquei com a sensação que taxista que é taxista não tem que agradar a ninguém... sendo que a única coisa deve fazer para agradar ao cliente é... levá-lo ao local pedido, tudo o resto, esqueçam.

 

  • Passamos pelos menos, dois sinais vermelhos. Outra coisa que taxista que é taxista não faz, é conduzir com segurança. Mal o senhor imaginava que, enjoadinha como sou, lhe poderia vomitar nos estofos... A verdade é que os taxistas continuam a conduzir de uma forma bastante agressiva e desagradável para quem vai no banco de trás.

 

  • Continuam a conduzir pelos caminhos mais longos. É verdade que não sabia muito bem onde ficava o restaurante, nem a rua do restaurante, e por isso não percebi logo que o Sr.. taxista não estava a ir pelo caminho mais curto. Mas no final, quando cheguei ao destino fiquei a perceber que existia pelo menos um caminho mais curto. Sim, porque eu não sou turista e conheço minimamente a minha cidade.

 

  • Continua a ser um transporte extremamente caro. Claro que o táxi é considerado um luxo, e é um transporte utilizado que só deve ser utilizado em raras excepções, mas o preço praticado é um abuso. Paguei 5,5€ por um percurso de 3 km e uns trocos. Um percurso que poderia ter realizado de autocarro, não fosse ser de noite e eu não saber onde ficava a dita rua e estar com pressa...

 

Ah... acho que houve uma coisa que mudou. Estou na ideia, que há uns anos atrás só se pagava aquela taxa inicial quando se chamava um táxi e não quando se apanhava numa praxa de táxis... E a dita cuja é de mais de 3€!

 

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Mas taxista que é taxista, será taxista até morrer e há coisas que nunca mudam!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.