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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye

 

Hoje não há curtas do dia nem da noite. Apenas este post: uma espécie de post de despedida. Foi bom enquanto durou. Adorei andar por cá, pelo blog e pela vida no geral. Adorei conhecer cada um de vós. Adorei concordar e discordar de cada um de vós. Porque a vida não é feita só de matches. Um grande obrigado a cada um de vocês que estiveram sempre ao meu lado nos momentos de maior e menor inspiração. Nos meus melhores e nos piores momentos. Na gordura e na magreza. Na saúde e na doença. Na gula e na falta de apetite. Na seriedade e na estupidez. Na consciência e na senilidade. Essencialmente na senilidade.

 

Hoje estou de partida para Londres para correr os fatídicos 5km. É já amanhã. Escrevo este post porque não sei o que irá acontecer...

 

... Mas na eventualidade de sobreviver...

 

Segunda-feira estou de volta!

 

Obrigada e até já!

 

 

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P.S.: Pela primeira vez em 3 anos oblog encerra para umas mini-férias, que é como quem diz, para um fim-de-semana não prolongado! Isto porque pela primeira vez parto sem deixar publicações agendadas. Mas se quiserem confirmar que estou viva, sigam-me pelo Instagram!

Processo criativo

Voltei a escrever para além das tonterías que aqui vou relatando. Voltei a escrever poesia - ou escrevi poesia recentemente, vá -  e um novo conto em forma de carta solta, que como já disse algures por aqui, é uma das minhas formas preferidas de contar uma história, um dia destes partilho convosco.

 

Quem escreve textos ficcionais e/ou fantasiosos, conhece a dificuldade que é pôr no papel uma ideia. Conhece a frustração de querer algo e não conseguir. Nem sempre me foi assim difícil. Em tempos escrever poesia ou prosa poética era fácil e existia apenas três requisitos: um papel, uma caneta e um ambiente descontraído. Em 5, 10, 15 minutos eu tinha um texto que me agradava. À medida que comecei a escrever mais, e outro tipo de textos, a dificuldade foi aumentando, talvez a exigência também tenha aumentado com o tempo.

 

Dei por mim, a espremer-me toda para conseguir escrever. Há quem cante até que a voz lhe doa, pois eu escrevi até que a alma me doesse. Doeu porque comecei por um chamamento e terminei por orgulho, quase frustrada por não conseguir pôr no papel o que verdadeiramente queria, o que imaginava inicialmente. E andei às voltas... E às voltas... E mesmo no final não fiquei satisfeita.

 

Quem escreve prosa e poesia sabe como pode ser doloroso este processo. É preciso quase entrarmos em catarse e irmos rebuscar os nossos piores e melhores sentimentos para nos colocarmos no papel da personagem que queremos criar, que não sendo sobre nós, tem tanto de nós. E custa-me que seja assim tão sofrido. Mas é um processo necessário, porque escrever prosa e poesia também é uma questão de treino. O processo de escrita criativa treina-se...

 

Eu gostava tanto de fazer um curso de escrita criativa mas como não tenho dinheiro olhem... espremo-me até ficar com a alma em cacos e frustrada pelo fraco alcance...

 

Gostava de voltar a conseguir escrever contos com a frequência com que o fazia...

 

... Hoje ainda não é o dia!

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#37 Filme Cultural

E esta agora, hein? Mas... Não são todos os filmes culturais? Bem, escolho para esta categoria um filme que adorei e que tem a ver com choque de culturas, de sonhos, de preconceitos e paixões. Fala de recomeçar do zero num país que não é nosso, com uma cultura bem diferenta da habitual. Fala de histórias felizes e outras nem tanto. Falo-vos do O Exótico Hotel Marigold.

 

 

 

 

Quem viu? Quem viu? Adooooro este filme!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.