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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Sapos do Ano 2018

 

 

Os sapos do ano estão de volta e a vossa Mula está nomeada. Muito obrigada gente, de coração, por se lembrarem desta vossa velha equídea. Votem já como se não houvesse amanhã, mas deixem-me já adiantar-vos que não faço promessas... a programação aqui do curral continuará a ser ora parva, ora deprimida, ora sem sentido, ora apenas humana. Já sabem, a vossa Mula é assim...

 

 

E se gostam do que lêem, votem aqui.

 

 

Se não gostarem do que lêem por aqui, têm lá outros fantásticos blogs que também merecem o vosso voto: difícil é escolher!

Cuspir para o ar

 

É muito fácil cuspir para o ar. Apontar o dedo. Ridicularizar. Gozar. Criticar. É fácil porque não falamos de nós. Falamos dos outros, do que não sentimos, do que não vivemos, do que não compreendemos. Deixemo-nos de falsos moralismos. Todos nós já o fizemos e todos nós o fazemos diariamente, por palavras, por revirar de olhos, por indignação. Consciente ou inconscientemente todos nós já gozamos ou criticamos alguém, e já apontamos o dedo a alguém. Que atire a primeira pedra quem nunca cuspiu para o ar.

 

Mas se é fácil cuspir para o ar, mais fácil ainda é cair-nos em cima. E sem contar, sem querer, sem perceber, de repente vemo-nos em situações que anteriormente condenávamos, que anteriormente estaríamos em primeira fila a apontar o dedo, envergonhados, apesar de meros expectadores. Mas... E quando somos nós, agora, no palco? De holofotes revirados facilmente percebemos que fácil é criticar e apontar o dedo, difícil é perceber como é que as coisas mudam tão rapidamente. E é aí que percebemos que há uma finíssima linha que separa o correto do incorreto. O certo do errado. O bom do mau. O ético do deplorável. E temos vergonha de nós. Porque a finíssima linha é tão fina que tropeçamos no turbilhão da vida e passamos para o outro lado sem vermos, sem darmos conta. Estamos tantas vezes do outro lado e nem damos conta... Quando damos conta, já estamos de tal modo emaranhados que  já não há fuga possível.

 

E passamos a ser piores pessoas por isso? Passamos pois! A finíssima e ténue linha que separa o bom do mau, o correto do incorreto, é também a finíssima linha que separa as boas pessoas das más pessoas, os fracos dos fortes, os justos dos corruptos... Pode não haver maldade nas más ações, mas a inocência da transgressão não é desculpa ou justificação para alguém que comete algo que é errado.

 

Mesmo quando somos os únicos prejudicados? Mesmo quando somos os únicos prejudicados...

 

Fortes são aqueles que vêm a linha, têm curiosidade do que está para lá da finíssima linha e mantêm-se firmes.

 

Eu descobri que sou fraca.

 

Cuspi para o ar e caiu-me todo um oceano em cima!

Solidão

 

Um dos meus maiores medos é de ficar sozinha. Não agora. Agora sinto que preciso de ficar sozinha, mas amanhã, quando acordar e achar que já chega, que preciso de mais, que mereço mais. Quando esse dia chegar será um dia normal, banal e igual a qualquer outro e estarei sozinha, mas deixará de ser normal, banal e igual, porque nesse dia eu não estarei sozinha porque quero, mas porque não há ninguém.

 

Há uma diferença abismal entre estar sozinha por querer ou por não ter opção. Essa diferença abismal mete-me um medo. Um medo que me paralisa e me sufoca a alma. Sofro por antecipação. 

 

Agora a solidão é-me útil. Estive tanto tempo acompanhada que acho que me perdi por entre as palavras. Chegou a altura de me perder por entre os silêncios. Preciso desta solidão.

 

Mas assusta-me a solidão não opcional e vivo em crise.

 

Assusta-me aquela manhã, que irá chegar, em que eu acordarei à mesma hora, comerei o mesmo pequeno-almoço mas já não serei eu, novamente, como quando acordei e não era eu há dois meses atrás. Todos os dias o nosso eu muda e todos os dias somos diferentes, mas temo quando as diferenças nos obrigam a questionar, e nos obrigam a mudar e nos obrigam a tomar atitudes que moem, que doem, que fazem sofrer. Esta é a minha definição de solidão, a outra, a que vivo atualmente prefiro chamar-lhe de meditação. Porque a meditação faz bem e lava a alma, a solidão só nos apodrece e nos amarfanha.

 

Não quero viver amarfanhada...

Lutar contra o excesso de peso #24

 

 

E desde Agosto que não ia à nutricionista... Muita coisa mudou desde então... Deixei de comer, de dormir, de ir ao ginásio... Deixei de fazer um pouco de tudo, e confesso que pensei que os resultados fossem desastrosos porque comecei logo a imaginar a minha massa muscular a perder-se para o infinito, e a massa gorda a tomar conta do meu corpo.

 

Mas não foi assim.

 

Claro que perdi um pouco de massa muscular - mas nada de significativo - mas perdi essencialmente gordura. Parece que as desilusões amorosas têm efeitos especiais sobre a gordura corporal humana.

 

E eis que em dois meses perdi mais 2kg e centímetros vários. Faltam 5kg para o objetivo final, ainda que, atualmente o meu objectivo não é o número da balança mas as medidas. Ainda tenho muita barriga. As coxas já não me preocupam porque até gosto de ter uma coxinha que se veja, mas barriga não... E parece que não há maneira da desgraçada me abandonar o corpo...

 

Parece que apesar de tudo as coisas até nem estão a correr mal, mas claro que agora nesta nova fase da minha vida as coisas não estão fáceis. Tenho de reerguer rotinas, estados de alma. Criar novas rotinas, novos objetivos e não é a melhor altura para ser restritiva ao nível alimentar. A nutricionista concorda e mandou abrandar. A nutricionista concorda e mandou ouvir um pouquinho o meu corpo. É preciso ter alguns mimos, mesmo através da comida. Tudo de forma controlada claramente. Só me proibiu de comer uma coisa como se não houvesse amanhã... Gelados? Não... Não como gelados como se não houvesse amanhã. Chocolate? Não, agora até um chocolate pequeno - daqueles de dose individual - me dá para dois ou três dias... Pão? Nada disso. Frutos secos minha gente! Ando viciada e ando a descontar nos frutos secos!

 

A mãe está a ajudar a comer saudavelmente: faz muito peixe, muitos legumes, e há sempre fruta para sobremesa. Há gelados claro. E só quem nunca comeu um gelado - será que existe? - é que não sabe o conforto que proporciona um gelado. Raramente como pão, parece que me libertei finalmente da gula do pão.

 

Mudei de ginásio, já lá fui algumas vezes mas não as vezes devidas, ainda não interiorizei a rotina ginásio como deve de ser, mas esta semana quero ir com força. Usar e abusar do exercício físico é preciso. Corpo ocupado mente tranquila! Preciso urgentemente de regressar a TRX... Sentir-me morta em TRX no ginásio, é sentir-me viva no dia seguinte na vida.

 

E a vossa luta como está? Aproveitem bem o inverno para lutarem pelo vosso corpo de verão! 

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#45 Filme Japonês

Os filmes com o Jackie Chan contam? Não não contam, o Jackie Chan é chinês e os filmes em que ele entra são na maioria americanos...

 

Então olhem... Não sei. Acho que nunca vi nenhum filme japonês. Já vi alguns remakes de japoneses, mas nunca o original... Queria muito ver o filme do livro Contigo para Sempre mas ainda não encontrei legendas por isso está complicado.

E se..

Somos felizes fazendo os outros felizes. E se isto fosse suficiente? E se vocês gostassem mesmo muito de alguém e quisessem mesmo muito a felicidade dessa pessoa? E se soubessem que bastaria uma palavrinha vossa para que essa pessoa fosse feliz? Dir-lha-iam sem pestanejar, claro. E se essa palavrinha custasse a vossa felicidade?

 

E se pensássemos menos e vivêssemos mais?

 

Seríamos mais felizes se não pensássemos tanto e vivêssemos mais...

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.