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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Palavras... leva-as o vento!

 

Não temos nunca a noção da dimensão das palavras que escrevemos. Não sabemos o impacto positivo ou negativo ou a fluidez com que podem circular e chegar às pessoas. Se chegam muitas ou poucas, rápido ou lentamente. Se as escutam ou se as leem sem as ler, verdadeiramente. Não temos noção.

 

Não temos noção a quem chega e de quem verdadeiramente nos lê. Se somos sempre bem ou mal interpretados. Bem ou mal amados. Bem ou mal julgados. Não temos noção. Porque sabemos como partem, nunca como chegam.

 

Não sabemos nunca se chegamos às pessoas certas, ou por contrário se só chegamos às erradas, àquelas que nos vão distorcer a alma, levar-nos à confusão do que nós próprios escrevemos e pensamos. Há quem nos confunda. Há quem nasça com a arte de nos confundir e baralhar.

 

Não sabemos nunca a dimensão da nossa influência, da nossa capacidade de motivação ou por contrário, de desmotivação. Não sabemos nunca se uma palavra nossa vai ser lida apenas como a palavra que é, ou se vai gerar memórias e fazer eco, com repercussões de abalo, de auto-consumição.

 

Não sei nunca como as minhas palavras chegam até vocês: Se vos fazem sorrir, ou irritar. Se vos fazem sentir esperança ou desesperar. Não sabemos nunca. Quem escreve não sabe nunca. Porque sabemos como partem, mas nunca como chegam.

 

Palavras... Leva-as o vento!... Mas para onde e com que alcance?

 

Devemos por isso sentir o peso da responsabilidade de cada palavra que tornamos pública? Ou pela inevitabilidade simplesmente deixar fluir?

Dar graças?

28º dia da quarentena:

Não vai ser só a minha conta bancária a ressentir-se desta crise. Pelos vistos o meu joelho também. Entrei nesta quarentena com uma pequena lesão no joelho, de um mau jeito que dei há uns dois meses a descer umas escadas - ai a pdi, a pdi... -, a coisa andava relativamente controlada, mas desde que estou em casa as dores têm piorado... Mas como não é oportuno ir ao médico neste momento, continuo a tentar resolver as coisas com exercício físico, cremes e brufens...

 

A par disto como não tenho a melhor cadeira de escritório cá em casa as costas também não andam famosas...

 

As alergias, de passar em casa 24h/24h com os meus pimpolhos, são uma alegria...

 

Cheira-me que vou sair da quarentena sem dinheiro, sem joelhos, sem costas, sem nariz...!

 

Devo dar graças de continuar viva, suponho.

Uma espécie de curta do dia #51

Tantos a anos a criticarmos e a fazermos piadas sobre os vegetarianos - não propriamente eu, mas as pessoas no geral - e parece-me que num mundo de vegetarianos este vírus não apareceria e não estaríamos agora encerrados em casa.

 

P.s.: Um mês de quarentena! Estou a arranjar forças para aguentar mais um, mas não sei se consigo encontrar para aguentar mais dois ou três...

 

#euficoemcasamasjáestoufarta

Projecto da Quarentena: Deixar de fumar (e emagrecer, mas não vamos botar pressão nisto!)

Com ajuda de terapias alternativas: Florais de Bach

Como sabem, porque já vos falei das maravilhas desta terapia, faço Barras de Access com a Sara, e vi vários e bons resultados na minha vida. E quando mais precisava de fazer barras é quando não posso fazer... E esta quarentena não está a ser fácil... Tenho a cabeça a mil! Agora já não há saídas para não pensar nos problemas, já não há as conversas horas a fio com as amigas para esquecer aquilo que não quero enfrentar (ainda que sejam chat's mil no WhatsApp, no Messenger ou no Hangout). Agora não há almoços animadores, ou jantares libertadores. Há eu, e quatro paredes. As noites são fantásticas cheias de pesadelos.

 

O tabaco também está a terminar... E porque não vou arriscar a minha vida por um maço de tabaco (como se um cigarro por si só não fosse já risco suficiente) comecei a botar as mãos à cabeça.

 

Eis que a Sara, como sempre prestável e de uma sensibilidade incrível decidiu ajudar aqui a Mula à distância. Barras estavam fora de questão. Mas "há outra solução", diz-me.

 

Tive com ela uma consulta à distância de um clique no WhatsApp para que me pudesse produzir um floral personalizado com o objetivo de reduzir a minha ansiedade que por sua vez pretende reduzir a neura emocional que me faz recorrer aos doces (a nossa tão querida fome emocional que engorda mais do que qualquer outra fome!) e me faz fumar um cigarro atrás do outro só para passar o tempo e aliviar um pouco a alma e o coração.

 

 

E o que são florais perguntam vocês?

 

Chamam-se Florais de Bach, e são preparados através de 38 essências naturais. Cada floral pode conter até 7 essências diferentes , para atuar em vários pontos/sintomas emocionais dos indivíduos, mediante os problemas de cada um, como o stress, a ansiedade, a falta de vitalidade, entre muitos outros problemas. Estas essências são naturais, suaves, não invasivas e não tóxicas. Ou seja, os Florais de Bach são uma terapia energética, em que cada essência harmoniza um determinado estado emocional negativo - como o medo, a raiva, o desespero - restabelecendo o equilíbrio.

 

E para se chegar ao floral certo de cada indivíduo é necessário perceber o que o atormenta. E é aqui que a Sara entra. A Sara para poder produzir o meu floral personalizado, realizou-me uma consulta de cerca de 1 hora - o tempo pode depender de pessoa para pessoa, porque são exploradas algumas questões pessoais e vai depender da forma como a pessoa se pode expressar ou não - onde me fez várias questões, conduzindo-me aos meus bloqueios mesmo sem eu perceber. Fez questões sobre o meu presente, o meu passado, e a forma como vejo o futuro. Tendo em conta que o meu objetivo é o deixar de fumar e o emagrecimento, explorou os motivos que me levam a comer ou a fumar, e posso já dizer-vos que podemos achar que nos conhecemos muito bem, mas conhecemo-nos zero tantas vezes, e houve tantas questões que realmente eu não soube responder, porque desconheço a origem, mas fez-me pensar sobre as coisas e por si só já é muito positivo. Bem, e após esta consulta e com base no que eu falei a Sara produziu o meu floral.

 

Chegou no final da semana passada! Ei-lo:

 

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No meu caso: 4 gotinhas 5 ou 6 vezes ao dia, e outras 4 em caso de SOS - sempre que me der uma vontade enorme de fumar, ou de comer um chocolate por exemplo. 

 

Dentro de duas semanas terei uma consulta - online, claro - de acompanhamento, para ver como está a correr, mas a Sara é sempre muito preocupada e tem desde sempre perguntado se estou a fazer tudo direitinho, dá-me na cabeça quando me esqueço.... (ups, se calhar isto não era para dizer!) e tem-me acima de tudo acompanhado. Está sempre à distância de um clique.

 

Se o floral fizer efeito, estarei como na primeira consulta, sentadinha, confortável com um ar relativamente normal - dentro do que me é possível. Se o floral não estiver a funcionar estarei mais ou menos assim:

 

 

Porque a coisa correndo mal já não devo andar com os dois pés no chão!... Esta quarentena vai matar-me os poucos neurónios que tenho!

 

Mas como é que é? Acompanham-me nesta luta? E vamos a apostas: A Mula deixa ou não deixa de fumar de vez? Emagrecer a Mula vai emagrecer, que a comida não dura para sempre não é verdade?... 

 

 

Se quiserem o vosso Floral Personalizado falem com a Sara através do facebook, ou até mesmo através do Instagram e saibam todos os pormenores, posso já adiantar-vos que a consulta é gratuita e pagam apenas pelo floral, por isso 'bora lá explorar o assunto.

 

Em breve dou-vos novidades sobre como isto está a correr!

Let’s make blogs great again?

A Mula está empenhada nisso, como sempre, porque basta ter blogs no nome que a Mula gosta e quer e vai. Só não anda aí empolgada a comentar meio mundo como outrora já o fez, porque o tempo infelizmente assim não o permite, mas acreditem a Mula tem-vos sempre debaixo da orelha. E apadrinho assim mais um blog, com muito gosto.

 

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Visitem O Meu Querido Alter Ego e deliciem-se com o seu tipo de escrita. Foi dos banners mais fáceis de fazer, tenho-vos a admitir, talvez por ser para alguém que conheço desde que me conheço como pessoa, seja como for, vão que tenho a certeza que não se arrependerão.

 

Boas leituras!

Coisas que por mais que eu viva mil anos não vou entender...

Ontem ligaram-me do banco. Queriam que eu passasse por lá, para atualizar o meu cartão de cidadão. Expliquei-lhe que trabalho no horário do banco e que não poderia lá deslocar-me e ofereci-me para enviar a cópia do novo cartão por email. Disse que não era possível, e pergunta-me se não estou de quarentena, porque estando de quarentena podia ir ao banco.

 

 

Ora bem vamos lá ver se eu entendi bem... Estou há 15 dias encerrada em casa que nem às compras vou por ter medo de sair e o caramelo diz-me que posso perfeitamente ir ao banco.

 

Expliquei-lhe que:

1º Continuava a trabalhar, ainda que a partir de casa e que por isso o horário continuaria incompatível com a ida ao banco para tratar de uma atualização de um cartão de cidadão de uma conta que eu nem quero ter mas que sou obrigada.

2º Que faço parte do grupo de risco por ser asmática.

 

Aparentemente compreendeu e lá disse "pronto então um dia que possa passe por cá". Ok.

 

Logo de seguida fala-me de um crédito espetacular que posso ativar sem sair do conforto do lar que está pré-aprovado e que posso ativar online sem ter de assinar ou sair de casa.

 

 

Whaaaaat?

 

Ora bem, vamos lá ver se eu entendi. Não posso enviar a porcaria de uma fotografia do meu cartão de cidadão por email para eles atualizarem a base de dados, mas posso contrair uma dívida de 5000€ sem sair do conforto do meu sofá?

 

 

 

Mas que lógica é esta?

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.