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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

In or Out

 

 

Tenho estado ausente. Muito ausente, acho que têm percebido. Tenho estado cá, mas não estado cá. Tenho algumas, poucas, publicações quase escritas a ferros, mas nem tenho conseguido responder aos comentários. Não sei se é falta de tempo, falta de vontade ou inspiração, mas posso garantir-vos que é falta de alguma coisa. Fui de férias, vim de férias e já estou a precisar de férias novamente. Férias de mim. Férias da vida, quiçá. Tenho trabalhado muito, vivido pouco e sentido tudo e mais alguma coisa.

 

Ando desinspirada... É possível que as publicações deixem de ser tão regulares, é possível que as curtas do dia tenham os dias contados, é possível que o blog termine ou continue, neste momento sinto que qualquer hipótese é possível, mas por agora vai continuando a ser arrastado por mim, como eu também me tenho arrastado. 

 

Regressei ao ginásio, mas ainda não regressei em grande e com força como desejaria. Tenho saudades de TRX, tenho saudades de sair morta do ginásio, porque sair morta do ginásio faz-me sentir viva. Tenho saudades de vos ler e de escrever como se não houvesse amanhã.

 

Tenho saudades de dormir uma noite seguida e como uma pedra, a minha alergia tem atacado em grande e não consigo respirar... Acho que é isto que me está a fazer tanto mal: as noites mal dormidas, o descanso que não se repõe, o cérebro que não para.

 

Parece que estou a tentar estar In... Mas na realidade estou Out!

Coisas que se ouvem por cá... #21

Por vezes ganhar inspiração para escrever no blog é só uma questão de nos sentarmos e ouvirmos o mundo. Esta fantástica observação veio ter comigo gratuitamente. E o que eu me ri com a senhora.

 

Uma senhora, ali na casa dos 50/60 anos, estava ao meu lado e ambas estávamos de frente para a sala de treinos, enquanto esperávamos a chegada da professora para a nossa aula. Estava uma sala de treinos especialmente carregada de moços - não é muito normal. Moços para todos os gostos e feitios. Altos, baixos, com o corpo mais trabalhado, ou mais magros, mas estava uma sala especialmente carregada de moços jeitosos. De repente, essa senhora diz:

 

Meu Deus, antigamente não havia nada disto! Antigamente os homens eram todos iguais e não tinham um corpo assim. Agora é que é! Se eu tivesse 30 ou 40 anos, e vivesse num mundo assim cheia de moços jeitosos estava desgraçada, nem sabia qual escolher!

 

E rimos todas muito, pois claro! A senhora estava claramente maravilhada com o mundo - e realmente, como não estar? - e muito entretida com um ginásio carregado de moços jeitosos a exercitarem-se.

 

E posto isto concluo que, para um solteiro ou solteira - não só, mas essencialmente para estes - um ginásio é mais ou menos como uma loja de gomas...

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#39 Filme Épico

Nem sei se foi fácil escolher este filme. Não entendo o que é um "filme épico" mas... Fui ao google escrevi "filme épico" apareceu uma lista e eu escolhi um dos meus filmes favoritos de sempre - que não entendo se é épico ou não, mas olhem que adoro este filme adoro e isso é o que verdadeiramente interessa.

 

 

Lendas de Paixão é mais um filme que já perdi a conta às vezes que o vi, e as vezes que chorei - ou seja, o mesmo número de vezes. É lindo! Tem um final triste e belo ao mesmo tempo. Grande interpretação do ‎Anthony Hopkins! Grande história. Grande tudo!

 

Quem já viu e adora que levante a mão!

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Um Pequeno Favor

Já tinha saudades de ir ver um bom filme ao cinema. Não um filme ao cinema, mas um bom filme ao cinema. Fui ver o Um pequeno favor, com a Blake Lively e Anna Kendrick.

 

 

Tenho de ter cuidado para não vos elevar demasiadas as expectativas, porque já sabemos que o que um adora o outro não tem de adorar mas... Foi dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. Imaginem um thriller cómico e inteligente, com uma boa dose de nervos e risadas. Pronto, é o Um Pequeno Favor.

 

Stephanie e Emily conhecem-se devido aos filhos que são amigos e querem brincar juntos. E é assim que a enigmática Emily se torna na melhor - e única! - amiga da inocente e mãe a tempo inteiro, Stephanie. Na perspetiva de Stephanie, Emily tem tudo: Um marido incrível, um bom emprego  e uma casa de sonho e por isso Emily torna-se numa devota amiga, porque é também uma forma de ter um pouco desse sucesso e fama para si. Um dia, Emily pede a Stephanie um pequeno favor: pede-lhe que vá à escola buscar o seu filho e que tome conta dele durante umas horas, no entanto desaparece totalmente. Apesar do marido desvalorizar o seu desaparecimento, já que é habitual, decidem chamar a polícia e uns dias mais tarde Emily é encontrada morta. Com Emily fora de jogo, Stephanie começa aos poucos a ficar com tudo o que era da amiga, mas entretanto o jogo começa a inverter-se. O que será que aconteceu com a Emily?

 

É um filme em que nada é o que parece. É um filme emocionante, cativante e provocador, cheio de reviravoltas. As personagens são bem caricatas, diferentes, muito cómicas. É um filme que demonstra como há pessoas que conseguem manipular outras de modo assustador e é um filme com uma dimensão complexa pois as próprias personagens são complexas e é fácil criar juízos de valor. É um filme que nos faz pensar sobre isso. Quando vemos a Stephanie a apoderar-se do que era da Emily é inevitável o pensamento de que é ela a má da fita, só porque deseja ter mais, e na realidade não é porque temos ambição, e desejamos algo que temos de ser maus por isso, e o filme mostra isso muito bem. O filme mostra também como relações demasiado intensas podem ser devastadoras. Como pode levar a que as pessoas se destruam e autodestruam.

 

E... mais não posso dizer, caso contrário corro o risco de ser spoiler.

 

Mas posso dizer-vos mais uma coisa: Vejam!

 

Incoerências

Estava em pilates numa posição super desconfortável. Tinha a perna direita dobrada à frente, a esquerda esticada atrás, entretanto com a mão esquerda agarrei o tornozelo esquerdo e com a mão direita tentei agarrar-me ao chão para não cair - e mesmo assim não estava fácil...

 

Se eu estivesse a fazer tudo direitinho estaria assim:

 

 

Mas imaginem-me com um ar mais desengonçado para que eu corresponda às vossas expectativas, por favor.

 

Estava tudo muito mal bem, e entretanto diz-nos a professora:

 

"Com a mão que têm livre tentem agarrar a mão que está no pé!"

 

Já nem quero entrar no pormenor de ser impossível que a minha mão direita agarrasse a mão esquerda. Já nem quero entrar por aí... Mas...

 

Expliquei-vos que tinha uma mão no pé e outra a agarrar-me ao solo para não cair certo?

 

A questão que vos coloco é: Qual mão livre?! Seria suposto eu ter uma terceira mão?

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.