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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Resposta correcta à curta do dia:

O turista brasileiro, tem uma particularidade que o caracteriza enquanto comprador de souvenir. Enquanto o turista comum, compra alguns souvenirs para si, e eventualmente uma caneca para o pai ou para a mãe, ou uma lembrança para os filhos, o turista brasileiro, compra presentes para todos os seus amigos e conhecidos, e tal como no Natal, anda com uma lista com os nomes das pessoas a quem irá oferecer presentes. Assim, à medida que vai colocando os produtos no balcão, vai riscando o nome da pessoa para a qual já comprou, dando um sorriso aliviado.

 

Costumam, muito frequentemente, também desabafar connosco que as pessoas reclamam se não receberem presentes, mas que isso no próximo ano terá de acabar porque não têm dinheiro para andar a gastar com os outros. O próximo ano, é como as segundas-feiras das dietas, nunca chega, e já aconteceu atendermos os mesmos clientes um ano depois, com as mesmas lamentações!

 

Ora portanto, o turista "normal", anda descontraído na loja a ver o que tem e se encontrar alguma coisa que gosta compra, se não encontrar não compra, o turista brasileiro sente-se martirizado com as compras:

 

 - Nossa, José, eu não encontro nada para dar pra Marineid... Pronto, vai mesmo isso aqui!

- Você acha que ela vai gostar?

- Eh... eu não sei! Mas tenho que dar alguma coisa! Que se não ela vai reclamar!

- Então e pra professora do Bruno, você já comprou?

- Ah pois é, também tem que dar pra professora!

 

Nota-se um sofrimento no olhar, um corpo pesaroso de umas férias quase perfeitas! Mas talvez eles estejam certos, e para o ano seja diferente!

Poema: Tentar

Eu já tentei, tento e continuarei a tentar...

Mas creio não dispor de mais forças para lutar!

E já sofri, sofro e continuarei a sofrer,

Até ao dia que me permitir deixar de te socorrer!

 

Eu já não sou eu...

Eu já não sou ninguém, efectivamente!

E continuas com força a cravar,

O punhal no meu coração dormente!

 

Dormente porque já não sente,

Dormente como meus olhos que  há muito já não vêem

O lascar de um sentimento que não existe,

De uma vida que deixará, também de existir!

 

Sim eu tentei, tento e continuarei a tentar...

Mas preciso que continuemos a tentar juntos.

Tenta tu também, por favor,

Para que o nosso amor não se junte, aos já defuntos!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.