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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Desafio | Uma paixão chamada Livros #18

Livro do qual nunca te irás separar

 

Não tenciono me separar dos meus livros, de nenhum deles, nem daqueles que jazem na minha estante sem os ler, porque um dia ganharei vontade de os ler. Até o Ana Karenina de Lev Tolstoi, eu vou ler... ele está lá sossegadinho para já, mas nem por isso me quero separar dele. O que no fundo até acaba por ser parvo, porque eu não releio livros, eu compro livros novos quando tenho vontade de ler. Mas já me bastam todos os livros que emprestei sem V de volta..., e mais uns tantos livros que estão no Luxemburgo, e mais outros tantos livros que estão espalhados pelos amigos na esperança de um dia voltarem...

 

Não, deixei de emprestar livros a quem sei que não mos devolve e já me separei de demasiados...

 

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Boas Leituras!

 

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Desafio Uma Paixão Chamada Livros onde eu, M*The Daily MiacisMagdaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMNathyMJJustAna Rita Garcia M.TeaCarla B.Neurótika Webb, NoqeCaracol, Morena, asminhasquixotadas e Kikas partilhamos a nossa paixão pela leitura e pelos livros. 

 

 

Cenas de um casamento: corta-unhas mágico

Mula: Usaste o corta-unhas recentemente? 

Mulo: Não, porquê? 

Mula: É que ele deixou de cortar... 

Mulo: Pois... Já tinha reparado... 

Mula: E sabes porquê? 

Mulo: Não sei... Mas se calhar, foi porque não foi montado direito... 

Mula: Montado??? Como assim??? 

Mulo: Ele um dia destes desmontou-se... E eu montei... Parece bem, mas não deve estar bem... 

Mula: E desmontou-se como? 

Mulo: Ah! Isso já não sei... 

 

 

Agora pergunto-vos... Os vossos corta-unhas também se desmontam magicamente? 

Desafio | Uma paixão chamada Livros #17

Livro mais caro da tua estante

 

O livro mais caro da minha estante é um livro técnico de fotografia, e tem uma história engraçada. Corria o ano de 2003 quando comprei o livro Manual de Fotografia - por cerca de 40€ ou 50€ já não me lembro bem... mas sei que me custou uma boa parte do meu ordenado -  para oferecer de aniversário ao Mulo. Um ano mais tarde, a minha prima do Luxemburgo ofereceu-lhe o mesmo livro, com uma dedicatória. Nunca lhe dissemos que já o tínhamos, e acabamos por ficar com os dois!... Hoje em dia, não sei o que é feito do livro que eu comprei, e na estante só está o livro oferecido pela minha prima, com a dedicatória, por isso teoricamente o livro mais caro da estante, não me custou dinheiro nenhum!

 

 

Quem conta um conto... #11 Cartas Soltas I

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A voz que ecoa na minha cabeça pede para parar, mas dou por mim a perseguir-te outra vez, a desejar-te mais uma vez. Dou pelos meus olhos irrequietos a procurar-te em cada canto, em cada rua, em cada estação.

 

Não consigo esquecer o teu sorriso aberto, daquele gelado dia, que te denunciava. Pareceste-me verdadeiramente feliz por me veres surgir, sem que eu sequer percebesse ou suspeitasse de que daquele canto me fitavas.

 

Não sabes, mas aqueceste a minha noite. Senti. Senti o meu coração a bater a mil à hora, como se voltasse a ser criança e voltasse outra vez a ser olhada com desejo, pela primeira vez.

 

Sorri envergonhada, e baixei o olhar. Será que sabias que sorria por ti? Para ti?  Suspeitaste, tão pouco? Fiquei tão admirada como feliz por te encontrar ali. Como sempre, descontraído, com ar de quem pouco se importa.

 

Nesse dia, decidiste sem me avisar, brincar ao jogo do gato e do rato... correu mal, e desde então que foges apressado a cada dia. Se os teus passos já eram largos apressados, agora são ainda mais. Por favor, pára de fugir. Rende-te e não fujas de mim, pelo menos não desta maneira.

 

Que fiz eu? Ou o que não fiz, e querias que tivesse feito? Não podes, simplesmente não podes caminhar apressado na minha direcção e esperares que eu não fuja, que eu espere que me fales, impávida e serena, como se nada de estranho se passasse. Não podes, simplesmente não podes mudar repentinamente a rota e esperares que eu te siga, que te puxe por um braço contra o meu corpo. Não podes, simplesmente não podes esperar que eu te adivinhe e te perceba, deste jeito, uma vez que não te adivinho, nem te percebo, realmente...

 

Não podes... simplesmente não podes!

 

E eu não posso... Simplesmente não posso fazer nada mais que perseguir-te e continuar a buscar-te com os olhos irrequietos em cada canto, em cada rua, em cada estação.

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.