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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Foto da Semana #8 e #9

Porque tenho andado bastante distraída, não tenho publicado as fotos da semana. Por forma a pôr o desafio em dia, seguem as fotos das duas últimas semanas.

 

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A foto de há duas semanas: o livro que li nessa semana e cuja opinião encontram aqui.

 

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A fotografia desta semana teria que ser o novo membro da família: Pantufa. Ainda não temos a  certeza mas tudo aponta para que seja uma Pantufa, uma menina, mas da última vez que achei que tinha uma gata saiu-me um Mimo! Esta gatinha é a nova filha da minha mãe, vai ser por isso a minha irmã-gata! É uma traquinas mas muito meiguinha. A minha mãe nunca foi fã de gatos, mas parece que esta menina lhe roubou o coração.

Não sei se me ria... ou se lhe bata! #16

Estávamos atrasados, queríamos ir resolver uns problemas antes de irmos trabalhar hoje de manhã.

 

Já pronta para sair de casa, não encontrava o telemóvel. Acho que já vos falei como fico quando não tenho o telemóvel comigo. Começo a entrar em stress. Vou ao quarto,  nada. Vou à cozinha, nada. E ele já a bufar! Entre dentes começa a resmungar porque estávamos atrasados e se queríamos ir tratar desse assunto teríamos de nos despachar... Peço-lhe para ele me ligar, para ver onde andava o bicho.  Ele liga e eu não ouço o telemóvel a vibrar em lado nenhum, logo o meu que faz sempre imenso barulho a vibrar.

 

De repente diz-me ele....

 

Mulo: Ah! Olha está aqui...

Mula: Onde???

Mulo: No meu bolso... 

 

"Aqui", no bolso... Dele! Ora vejamos: fulminou-me com o olhar, resmungou entre dentes e afinal a culpa era inteiramente... Dele!

 

Vá  digam-me lá: Rio-me ou bato-lhe? A vida do Mulo está nas vossas mãos!

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#9 Melhor filme para sessão da tarde

Concordo com a ideia de que há filmes de domingo à tarde. Aqueles filmes que não são o melhor que já foi feito, mas que são engraçados e por isso nós gostamos. São tantas vezes filmes ocos e parvos - como o Sozinho em Casa - mas que por nos arrancarem umas boas gargalhadas, somos fãs. Quando preciso de um filme assim para animar a minha tarde, quase sempre recorro a comédias românticas e aqui poderia selecionar tantos e tantos e tantos. Poderia escolher o Como despachar um encalhado, o Como perder um homem em 10 dias, mas no entanto escolho um clássico que resulta sempre comigo, que adoro sempre e que sempre me faz rir e aqui pode ser o primeiro ou o segundo, e até mesmo o terceiro, tanto faz: #teambridgetjones

 

 

Lutar contra o excesso de peso #18

E ontem foi dia de regressar à nutricionista, para ver os resultados que obtive com o novo plano.

 

 

Como já tinha desabafado convosco a balança não decresceu. Não posso dizer que engordei, porque engordar é o ato de ganhar gordura e não foi isso que realmente aconteceu, no entanto houve necessidade de fazer alguns ajustes no plano para ver se a coisa corre melhor durante este mês.

 

Ora apesar de ter ganho 200g na balança, a verdade é que perdi 1,19kg de massa gorda, mas em contrapartida - e positivamente - aumentei 1,300kg de massa muscular. Ainda assim - e isto é que me enervou - ao nível das medidas não se manifestou positivamente: diminuí barriga mas aumentei anca e ainda que me tenham explicado que é normal a anca aumentar um pouco aquando do início do exercício físico - logo na primeira consulta -, a verdade é que não gostei. É impossível não me sentir defraudada, tenho feito um esforço enorme para me manter motivada, tenho ido três vezes por semana, vou lá esfalfo-me toda, merecia um pouco mais de uma magia qualquer daquela que as pessoas que comem muito e não engordam nada, têm... Mas pronto, estou finalmente abaixo dos 40kg de massa gorda e vamos acreditar que esta gordura toda que se vai "derretendo" para dar lugar a músculo que vá finalmente de vez, de modo aos restantes resultados irem aparecendo com a continuidade.

 

O plano foi então ajustado. Lá se foram novamente os hidratos de carbono ao jantar. Ainda assim este novo plano é mais vantajoso que o meu anterior e nunca vos tinha dito o porquê. Vou então explicar-vos.

 

Os pequenos almoços são muito semelhantes mas permitem-me o dobro da proteína, a minha anterior nutricionista apenas permitia um iogurte ou 150 ml de leite e não permitia iogurtes líquidos que são tão práticos. Agora posso comer dois iogurtes (sólidos ou líquidos), ou 300 ml de leite.

 

Os meios da manhã e os almoços são iguais, até aqui não há nenhuma alteração.

 

Os lanches atualmente são mais variados e maravilhosamente permitem-me comer pão, logo que seja um pão pequeno que não ultrapasse os 50g. Mas pão é pão e comer pão dá-me uma felicidade quase inexplicável.

 

Os jantares eram mais vantajosos porque permitiam hidratos, mas isto agora foi-me retirado. E vou voltar só a comer sopa e legumes ao jantar, nada de arroz, nada de massa, nada de batatas e nada de fruta ao jantar - mas até nisto a outra nutricionistaconcordava.

 

Foi-me criado um desafio: comer alternadamente carne, peixe e ovos sem repetir consecutivamente. Alternar entre peixe e carne não me parece difícil, agora começar a fazer pratos só com ovos sem inserir massa parece-me deveras complicado. Mas veremos, terei de me inspirar algures na dieta do ovo - isso existe?

 

Descobri algo errado - muito errado pelos vistos - na minha alimentação. Desde que comecei no ginásio - por influencia de todas as instagramers e fits que eu sigo - comecei a colocar manteiga de amendoim em tudo o que comia: nas papas, no pão, nas panquecas... Pois que descobri que a manteiga de amendoim apesar de saudável é altamente calórica. E se é ótima e pode ser usada quase à descrição por quem quer aumentar o peso, a verdade é que tem de ser usada com muito tino por quem quer emagrecer. E eu que basicamente eliminava a minha gula na manteiga de amendoim, qual Winnie de Pooh com o pote de mel. Por isso tenham medo, tenham muito medo. Eu não sei comer, eu só sei substituir as gulas umas pelas outras... E logo eu que achava que tinha feito a alteração perfeita.

 

E as sementes?

 

Como é que a minha antiga nutricionista nunca me avisou que as sementes tinham um elevado valor calórico e que têm de ser seguidas as medidas à risca? Vocês não imaginam a quantidade de sementes que eu comia por dia... tudo o que era batidos e iogurtes tinham sementes...

 

E pronto, continuo focada, a ir 3 vezes por semana ao ginásio sem desculpas, sem mas nem porquês. Espero em breve ter mais e melhores notícias para vos dar!

 

Obrigada por estarem desse lado!

 

já sabem, juntem-se à Mula nesta luta! 

Curtas do dia #924

Que atire a primeira pedra quem nunca...

... Se esqueceu de colocar no saco do ginásio/educação física, cuequinhas, meiinhas e no caso das meninas, sutiã lavadinho e só reparou após a banhoca tomada e corpo limpo.

 

Que atire a primeira pedra quem nunca...

Nesta situação equacionou ir sem cuecas, sem meias e sem sutiã para não ter de vestir a roupa interior que arrogantemente foi atirada para o saco após o treino.

Livro: A Boneca de Kokoschka de Afonso Cruz

Tenho poupado imenso dinheiro em livros. Em compensação tenho lido grandes livros. É a vantagem de ser uma leitora confiável a quem emprestam bons livros.

 

Desta remessa de livros emprestados chegou-me A Boneca de Kokoschka de Afonso Cruz. Depois do Para onde vão os guarda-chuvas - que é só assim um livro incrível - confesso que estava com algum medo de baixar a fasquia onde mantinha este autor. É inevitavelmente um livro diferente, é bastante diferente, mas continuei com a fasquia sobre este autor bem lá em cima. A genialidade de Afonso Cruz está lá. A Boneca de Kokoschka surpreendeu.

 

 

É difícil resumir este livro sem contar demais. Não é um livro com uma só história. É na realidade um livro com três histórias que nada parecendo ter que ver entre si, têm tudo. O incrível deste livro é que tem um livro dentro do livro, com uma escrita tão diferente, como se fossem dois autores, com dois estilos distintos. O que une as três histórias é a história verídica de Oskar Kokoschka, que por estar tão apaixonado por Alma Mahler decide, quando esta o abandona, construir uma boneca em tamanho real com todos os pormenores de Alma. Na história de Afonso Cruz, Kokoschka deita fora a boneca que um dia é encontrada por um outro homem que imagina ser uma Deusa. Toda a história é influenciada por esta boneca e é esta boneca que faz com que todos os personagens de certa forma se encontrem. Mas contrariamente ao que nos indica na sinopse, não é um livro sobre Oskar Kokoschka nem sobre a boneca. Como pano de fundo desta história temos Dresden durante a II Guerra Mundial que foi bombardeada e destruída e esse é mais um ponto de influência para que os personagens - tão complexos e tão diferentes - se reúnam.

 

Afonso Cruz tem uma maneira brilhante de nos apresentar factos assombrosos. Apresenta-nos sempre uma história à partida triste, à partida terrível, com humor, com ligeireza. Com uma ligeireza que não ofende. Com uma ligeireza que nos quer fazer ler mais e mais e mais. Aqui encontramos um  homem que tem reticencias na cabeça e a sua boca faz um "O" que vê tudo como se visse sempre pela primeira vez, temos um outro homem que se assume como seu filho mas que no fundo faz de pai e que carrega a cabeça do amigo de infância na sua bota. Aqui encontramos Adela que quer descobrir sobre o seu passado e descobre que a sua avó manteve relações com um sobrinho sem saber, e encontramos acima de tudo personagens que por vezes não compreendemos se são reais ou imaginadas - mesmo no plano de Afonso Cruz - e que por vezes nos exige uma atenção redobrada.

 

A Boneca de Kokoschka tem mistério e tem misticidade, tem um pouco de tudo para nos maravilhar. Não é um livro de leitura fácil. Diria até que não é fácil ler Afonso Cruz, devido à forma tão estranha - estranha de tão bom  como escreve. Todo o livro é incrível mas é inegável que a primeira parte é a melhor de todas. A primeira parte é a mais semelhante ao livro Para onde vão os guarda-chuvas, a segunda parte do livro - a do livro dentro do livro - é mais banal, é uma história que não tem tanto a marca de Afonso Cruz - propositadamente, creio -, mas essa marca regressa novamente na terceira parte para o grande final.

 

Basicamente este livro quer-nos passar uma mensagem: Nem sempre o real e o imaginário é claro, e nem sempre um livro tem apenas personagens, pois por vezes esses personagens são apenas uma versão melhorada de pessoas reais, que existem, com histórias que poderiam realmente ter acontecido. É um livro que nos fala de amor mas de um amor diferente. Aliás, fala-nos de vários tipos de amor: do amor à família, do amor que magoa, do amor que humilha, mas também do amor pelo qual suspiramos toda a vida, inclusive no leito de morte.

 

Afonso Cruz hoje e sempre. Quero ler mais e mais deste autor!

 

Acho que é escusado dizer que recomendo, e muito, a leitura d'A Boneca de Kokoschka!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.