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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#34 Filme sobre comida

Filmes perigosíssimos para a Mula. Perigosíssimos! Aliás, lembro perfeitamente que fiz a minha primeira tarte porque vi um filme em que uma mulher era especializada em tartes e fazia-as de vários sabores e formatos. Não me lembro qual era o filme, mas lembro-me das tarde... já perceberam por que é que é perigosíssimo!

 

Há alguns que gosto muito, Sem reserva com a Catherine Zeta-Jones é um deles. Mas... O filme A Viagem dos Cem Passos é sem dúvida o meu favorito. Se ainda não viram este, vejam. Vale muito a pena e é um filme que fala sobre cultura, sobre paixão, sobre vontade de alcançar, sobre determinação e coragem.

 

 

Quem já viu?

A Mula e as transportadoras

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Na segunda-feira passada falei-vos de sorte e de azar e posso já dizer com total certeza e conhecimento de causa que a Mula não tem sorte nenhuma com transportadoras.

 

Muitos de vós ainda se devem lembrar da saga do meu picador de cebola desaparecido - e que nunca apareceu. Depois disso, os CTT expresso já me perderam umas sapatilhas, a MRW já me entregou uma encomenda 2 meses depois de ter chegado aos seus armazéns - e que por nunca ter conseguido que me tivessem atendido a chamada pedi a devolução da encomenda -, e ainda uma outra transportadora - que agora não me lembro qual - não me entregava a encomenda porque não tinha dito em que empresa era para entregar apesar de ter a morada completa com número da porta e os três dígitos do código postal. Não imaginam o que tive de me chatear.

 

Mas tudo isso são águas passada... E se são águas passadas por que é que falo disto agora? É que estou a aguardar que me entreguem uma encomenda pela GLS, e chego hoje à caixa de correio e tenho lá um papel para eu levantar um pedido que não é meu, que não tem o meu nome, nem a minha morada! Acertaram na cidade, menos mal. Em suma, alguém deve ter recebido a minha encomenda por incompetência da transportadora. Estou capaz de os comer vivos.

 

Então porque não os como vivos? Estou desde manhã a ligar para eles e ninguém atente! E estou neste preciso momento há 30 minutos seguidos a ouvir uma música pirosa de ivr enquanto um robot berra que ainda não foi possível atenderem a minha chamada!

 

É que isto só a mim...

 

Ninguém por aí com uma cunha na GLS? Eu só preciso que alguém atenda a porcaria do telefone! 

Curtas do dia #1094

Descobri que há uma maneira de manipular o cérebro:

Se dissermos algo contrário ao que achamos em voz alta, se vivermos a repetir em voz alta uma ideia contrária à que sentimos verdadeiramente, acabamos a confundir-mo-nos e a acreditar naquilo que dizemos em detrimento daquilo que sentimos.

 

Exemplo: Sempre que estou numa aula de cycling acho tudo horrível. Não sei se prefiro estar em pé, se sentada, se a pedalar com intensidade ou com maior carga. Acho tudo horrível. Mas depois chego ao trabalho no dia seguinte e digo maravilhas daquilo. Chego a casa e repito que adorei e que na próxima aula estou lá novamente. E assim é, na aula seguinte lá estou eu. E mal entro, e mal dou as primeiras pedaladas lembro-me que odeio aquilo, que estava melhor no sofá de papo para o ar. 

 

É um ciclo vicioso e resulta bastante bem! Por isso aprendam com a Mula.

Rotinas, tempo livre e contra relógio

O tempo pergunta ao tempo, quanto tempo o tempo tem. O tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem.

 

 

Tempo. Todos nós corremos atrás dele e tentamos combatê-lo da melhor maneira possível. 

 

 

 

(imagem retirada daqui)

 

 

Perguntam-me muitas vezes como é que me organizo. Saio do trabalho às 20h. Chego a casa por volta das 21h e ainda assim tenho a minha casa arrumada, faço refeições para o dia seguinte, vou ao ginásio 3 a 4 vezes por semana, vejo séries, alimento um blog e ainda... leio.

 

Quando me perguntam como é que eu arranjo tempo para fazer isto tudo dou por mim a pensar: Não faço ideia!

 

A verdade é que correr atrás do tempo é desgastante mas também pode ser revitalizador. Ora deixem-me tentar explicar. Mais de metade do meu dia é passado a trabalhar e uma grande parte a dormir - sim que eu sou Mula mas tento ter um sono revitalizador de princesa, que oscila entre as 7 e as 9 horas diárias - por isso nas poucas horas que me restam tenho de correr atrás do prejuízo.

 

Tenho a felicidade de ter uma hora e meia de almoço - na maioria dos dias! - e como 30 minutos são suficientes para eu almoçar, aproveito a restante hora para viver o meu momento zen do dia, que é como quem diz, para ler. Ainda ontem, tive um dia bastante complicado e só tirei 1h de almoço. Sabem o que fiz? Almocei na pausa e usei aquela hora de almoço para me dedicar inteiramente às leituras. Este momento zen entre mim e um livro a meio do dia revitaliza-me a mente e ajuda-me a aguentar as restantes horas que faltam sem pirar da cabeça. Depois, olhem, é trabalhar até que a alma  me doa. E dói... Oh se dói! 

 

Basicamente saio, dia após dia, do trabalho desgastada psicologicamente, há dias que até parece que levei com uma marreta na cabeça e até os olhos custam a focar por passar o dia inteiro sentada ao computador. Nos dias em que saio pior é nos dias em que mais faço por ir para o ginásio. Incrivelmente os dias em que saio do trabalho diretamente para o sofá de casa, são os dias mais curtos e no dia seguinte acordo com a sensação de que acabei de sair do trabalho e já ali estou novamente. Essa sensação é do mais deprimente que há. Por sua vez, quando saio do trabalho para o ginásio parece que o dia esticou, parece que entre o trabalho do dia anterior e o trabalho do dia seguinte fiz muita coisa, e incrivelmente quando saio do ginásio parece que esqueci o dia altamente stressante que vivi. Por isso é que é importante ir ao ginásio nos piores dias de trabalho. Parece contraditório mas é revitalizante.

 

Basicamente, chegue à hora que chegar, seja às 21h - quando não vou ao ginásio - seja às 23h - quando vou para o ginásio - é hora de comer e preparar a refeição do dia seguinte, e aí faço por fazer coisas rápidas e simples para poder utilizar o resto do tempo que me sobra para: namorar, ver uma série ou vir ao blog. Não necessariamente por esta ordem, nem em sobreposição.

 

Quanto à casa confesso: Prefiro tirar umas horas à noite na véspera da minha folga para limpar e arrumar, do que gastar o pouco tempo que tenho para descansar, na casa. Manutenção é a palava chave. Assim sobra também um pouco de tempo para dormir uma sesta no sofá, ou fazer uma maratona qualquer de uma série qualquer.

 

E é assim: Passo praticamente 11 horas fora de casa e 8 ou 9 horas a dormir, resta-me ser inteligente para usar as restantes 4 horas que me sobram da melhor maneira possível de modo a ser feliz.

 

E vocês, como é que utilizam o vosso tempo livre?

Curtas do dia #1093

Padeço de desgaste de cumputadicite aguda:

Por vezes passo horas ao computador com uma folha em branco para escrever algo para o blog. Zero ideias. Zero inspiração. Desisto. Fecho a página. Fecho o computador e vou dormir. Chego à cama e surgem um turbilhão de ideias, e acabo a escrever onde? No telemóvel pois claro. E onde é que eu odeio escrever, adivinhem lá? No telemóvel pois claro...

Sorte ou azar e mérito

Imagem retirada daqui

 

Sou uma pessoa que atribui o sucesso ao mérito. Quando é comigo. Quando faço algo realmente bem, quando sou bem sucedida acredito que é porque sou competente, porque sou capaz, porque sou boa naquilo que faço. Por sua vez, quando algo não corre bem, dou por mim a acreditar na sorte e no azar. No acaso. Não perante os outros. Perante os outros admito sempre a culpa. Mea culpa pelo fracasso ou pelo erro, pela falta de concretização. Não tenho dificuldade em assumir consequências. Não me escondo ou acobardo. Dou o corpo às balas.

 

No entanto, perante mim tenho dificuldade em assumir culpas ou erros. Tenho dificuldade em admitir que as coisas podem não correr bem porque não sou competente, porque não sou capaz, porque não tenho capacidade. Perante mim tenho tendência a desmoralizar e quase a aceitar que há situações incontroláveis como se dependesse de uma força superior. Que me é alheio. Por isso, quando vejo aqueles que alcançam o que eu desejo, vejo-os como pessoas com mais sorte que eu - e não mais competentes. Tantas vezes as coisas me parecem aleatórias. Sem lógica. Sem nexo. Sem esforço.

 

Na realidade vejo muita gente a ter sorte. Vejo muita gente a conseguir alcançar objetivos sem esforço e sem mérito. Na realidade vejo muita gente com azar. Vejo muita gente a perder o que têm apesar de serem competentes, vejo muita gente a tentar conseguir mais e melhor com grande competência e sem o conseguirem.

 

Há, na realidade, demasiada aleatoriedade. Demasiadas situações sem nexo. Por isso sim, esta coisa de sorte ou de azar existe, e não é só no jogo.

 

Mas esta perspetiva, confesso, apavora-me. Perante um novo desafio, por muito capaz que eu me sinta, sinto sempre que se a sorte não estiver do meu lado tudo pode correr mal e por isso coloco demasiada pressão, porque as minhas capacidades têm de ser superiores para compensar esta força superior que pode não estar a meu favor. Não acredito que ser suficientemente capaz seja suficiente para conseguir e por isso vivo constantemente com medo.

 

É desgastante.

Curtas do dia #1092

Definição de amanhã:

Futuro inatingível. Dia longínquo, utópico. Dia inalcançável.

 

Exemplo: Amanhã irei para a cama cedo para recuperar das noites mal dormidas. Ando a dizer esta frase há pelo menos um mês. 

 

Outro exemplo: Amanhã vou começar a correr na rua para treinar para o triatlo. Ando a dizer esta frase há pelo menos três meses.

 

E poderia ficar aqui o dia todo a exemplificar.

 

Em suma, o amanhã não existe.

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.