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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Kika e Simba

A Kika e o Simba não poderiam ser mais diferentes... Ela é atrevida e uma vendida, mal vê um estranho vai logo cumprimentá-lo. Ele fugidio e se vê alguém desaparece por horas. Ela é esguia, ágil e meiga. Ele gorducho e pachorrento, gosta pouco de ser pegado e de mimos. Ela consegue andar por cima de móveis sem ser notada. Ele derruba tudo por onde passa. Ela adora locais quentes. Ele prefere os frescos. Sim, eles são mesmo muito diferentes.

 

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Mas a diferença que mais me diverte neles é que ela quando fica fechada em algum lugar, ele fica desesperado atrás dela, sempre a miar, e facilmente percebemos onde ela está porque ele fica ali a rondar às voltas até a "libertar-mos". Já quando é ele que fica trancado... Ela não está nem aí. Deita-se descansada e se lhe perguntar-mos por ele ainda olha para nós como que a dizer "deixem-no estar, que eu assim durmo descansada!" Até nos pode ver à procura dele, ou a ouvi-lo miar, que incrivelmente não quer saber.

 

Os vossos patudos também têm assim estas marotices uns com os outros?

E é hoje...

Adeus mundo cruel. Adeus mundo sem cheiros e sem ar.

 

Parece que a greve foi adiada e parece que é hoje mesmo que o nariz da Mula vai ser refeito de modo a tornar-se funcional. Tenho grandes expectativas... Medos vários - medo essencialmente da recuperação - e muita, muita esperança no futuro. Não no futuro da humanidade, que comecei o dia com vontade de discutir no hospital... Rais parta o segurança do hospital. 

 

Torçam os dedinhos todos por mim...

A Mula gravou um spot publicitário

Não vos vou dar indicações cénicas, nem dar-vos dicas preciosas de gravação, mas posso deixar-vos com um pouco de inveja - da boa claro! - e dizer-vos que tive o prazer de conhecer e trabalhar com o Luís Ismael - conhecido pelo Balas e Bolinhos e pelo Bad Investigate - e só por isso valeu pela experiência, apesar de ter ficado com a sensação de que não tenho jeitinho nenhum para isto. Para isto o quê? Deixem-me explicar-vos: Recebi um convite da empresa onde trabalho para gravar um spot publicitário. Gravei dois spots, um já foi tornado público, e o segundo não sei se sairá ou se ficará só para a empresa. Foi um momento muito engraçado - e traumático gente, e traumático! - e posso desde já dizer-vos que podemos dividir este belo momento em quatro grandes fases:

 

 

Primeiro o choque, aquando do convite:

Não sou propriamente uma modelo, não tenho a pele mais gira e mais perfeita - sempre cheia de borbulhas que até dói - o meu cabelo nem sempre está controlado. E depois aquela fantástica pergunta: Porquê eu?

 

 

Depois a euforia, porque "ah e tal vamos para um estúdio brincar!":

Eu que odeio acordar cedo, acordei bem cedo, muito bem disposta, super curiosa e ansiosa, sem fazer a mínima ideia do que ia fazer, do que era suposto fazer... Zero ideia, zero informação. Mas lá fui toda animada, até porque tinha feito teatro na faculdade e tinha gostado bastante.

 

 

Quase no fim o pânico, porque é um registo completamente diferente do meu:

E de repente bate um arrependimento, com a certeza de que a coisa tem tudo para correr mal... Porque... Se a vossa Mula até vos faz rir de quando em vez e até é considerada por muitos uma bloguer engraçada, a verdade é que a pessoa que se esconde atrás da Mula de engraçada tem muito pouco. Não sou uma pessoa que faça propriamente rir os outros, não sou uma pessoa com piada, e o registo era mesmo esse, era preciso ter piada. Com o nervos meti os pés pelas mãos e a coisa não teve piada... Não teve mesmo. 

 

 

Por fim a vergonha, quando as pessoas viram o anúncio:

Aparentemente a malta gostou, o resultado não foi tão mau quanto esperado, há até quem me tivesse dito que parecia uma profissional, mas... Já vos disse que era suposto fazer rir? Com os nervos nem eu me ri! Eu, que estou sempre a rir, sempre, até quando estou a contar coisas más estou sempre a rir, não me ri no único momento em que "estava a ser paga para me rir"! E se fosse hoje faria tudo de forma tão diferente...

 

 

Mas a verdade é que adorei a oportunidade e a experiência e será um momento que levarei para sempre comigo, até porque nunca tinha entrado num estúdio. Se houver próxima só peço que me passem o texto no mínimo de véspera para poder treinar com o meu telemóvel para a coisa correr melhor, passarei a ter exigências de vedeta: Bloguer famosa, vencedora dos Sapos do Ano, e atriz de spots publicitários, não tarda começo a cobrar cachet até para ir tomar o pequeno almoço ali ao café da Ti Andrina!

Desafios de uma recém divorciada #2 As Redes Sociais

 

Eu que sou uma consumidora compulsiva - vá, também nem tanto assim - de redes sociais, descobri como as mesmas podem ser bastante nocivas e macabras. Não só nestas situações, mas essencialmente em situações de divórcio, as redes sociais dão mais trabalho que o divórcio em si. 

 

Divorciar-me oficialmente foi rápido. Com hora marcada no registo civil, sentamo-nos leram lá umas palavras, fizeram-nos umas quantas perguntas et voilà saímos de lá divorciados. Mas o facebook não iria facilitar-me assim tanto a vida. Não digo que tinha 15 anos de fotografias no Facebook, porque só tenho Facebook desde 2007, mas 11 anos de Facebook é muito ano. E são muitas fotos publicadas em casal. Não as apaguei. Mas tornei todas as fotos em conjunto privadas e demorei HORAS! E para além de ter demorado horas tenho a certeza que muitas passaram e estão visíveis. Tudo bem. As coisas aconteceram. Há que aceitar.

 

O que me chateia realmente nem é isso confesso.

 

O que me tira mesmo do sério são as memórias! Nada passa ao lado deste "gigante social" e muito adora recordar-me fantásticos momentos outrora passados a dois.

 

Confesso que tenho uma grande vontade de simplesmente criar uma nova conta, mas isso simplesmente não me faz sentido, muito se perderia e não tenho esse interesse. Mas realmente o Facebook é um grande desafio para os divorciados e só quem passa por esta é que percebe como o dito tem um sentido de humor demasiado negro.

A Mula e os Carros

Já tenho carro! Palminhas para mim. 

 

Quando o fui ver, vim de lá toda animada, soube desde o início que era um bom carro e que era o que eu queria. Liga-me a minha mãe e pergunta-me o que achei do carro... E qual é a minha resposta?

 

Adorei, tem um rádio e umas colunas brutais!

 

Ou seja, pouco liguei ao motor, aos travões,  às mil e cem peças que tem no capô. É um carro de uma pessoa de confiança e isso basta-me. E continuo a dizer, o que mais amo no meu novo carro é o som! Nota-se que percebo mesmo muito de carros, não se nota? Isso talvez não se note muito... Mas nota-se que adoro música, que é quase a mesma coisa... #sóquenão

Começar o ano a renovar

Uma das minhas grandes resoluções de 2019 foi a renovação do meu quarto de solteira, e meu atual quarto, em casa da mãe. No final do ano comprei um quarto - ainda aguardo a entrega! - e decidi pintar as paredes e dar um extreme makeover àquele que será certamente o meu quarto dos próximos anos. Fui esta semana buscar tintas, desmontei o quarto que ali estava e está um senhor a pintar lá o quartito da little pseudoprincess Mula

 

Ao início é tudo muito giro: Fazer planos, idealizar, comprar o quarto, começar a pensar nos têxteis... Mas... E porque  há sempre um mas... Isto de ter a casa em pantanas, com cheiro e a tinta e ter de dormir no sofá da sala pelo menos durante as próximas 3 semanas não tem piada nenhuma. E porquê três semanas perguntam vocês?

 

A Conforama tem coisas muito engraçadas e em conta, mas digo-vos que os tempos de entrega deles são miseráveis. Comprei este quartinho no final de Novembro e indicaram que mo entregariam em Janeiro, mais ou menos pela altura em que eu iria ser operada, ora, o ideal foi começar já a pintar para se houver atrasos estar tudo pronto para quando o quarto chegar. No entanto, e liguei para lá esta semana, só mo vão entregar em Fevereiro porque eu fiz uma alteração de uma cómoda por um camiseiro... Quase 3 meses para entregarem o quarto completo! Acho que se tivesse comprado a madeira e ido para a garagem pôr mãos à obra nos meus tempos livres - que são poucos - que conseguiria ter o quarto numa data mais aceitável. Mas não, aqui a Mula é chique e preguiçosa e não quis ir ali à Serra de Valongo arrancar árvores, laminar e aplainar madeira para fazer um quartinho basico, e quis dar-se ao luxo de comprar um já feito... Agora aguenta Mula! Aguenta!

 

Mas pronto, só para ficar aqui com um registo do antes do depois. Fica aqui um antes e um durante, e um dia destes publico o depois!

 

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E uma das metas de 2019...

... Check!

 

Vendi finalmente a minha charrete. Pois é a sua alteza real, a Mula, vendeu finalmente a sua viatura pomposa e demasiado grande. 

 

Só estou sem carro há 5 dias mas digo-vos desde já que parece uma eternidade. Sinto-me tão... Despida, sem carro. Tão... Vulnerável. Tão... Abandonada. No próprio dia, ainda sem estar verdadeiramente mentalizada, estava sempre a pensar: Mas onde é que o deixei? Onde está estacionado? O meu carro não é só o meu meio de locomoção, é também a minha fuga, porque quando estou assim a precisar de espairecer, entro nele, ligo a minha música, dou uma volta e até parece que rejuvenesço. Mas não deixa de ser estúpido sentir-me assim, tendo em conta que fui  Mula de transportes públicos durante anos, mas a verdade é que quando ficamos mal habituados... Não há nada que nos trave. Mas a verdade é que passar a depender dos outros, não dá com nada!

 

Agora vou comprar um outro carro, e vou aproveitar que vou ficar em casa de baixa para o deixar no mecânico para a revisão geral e a ver se quando regressar novamente ao trabalho o bicho - bem mais pequenino - já está operacional e pronto a acompanhar-me nas jornadas diárias.

 

E vocês já ficaram sem carro? Como se sentiram?

Uma espécie de curta do dia #6

Médica: Então até dia 21! Se a cirurgira não for adiada...

Mula: Mas por que é que a cirurgia haveria de ser adiada? - Pergunto eu inocente desta vida.

Médica: Os enfermeiros podem não vir... Nós podemos não vir... A Mula pode ficar doente... São vários os motivos de adiamento...

 

Saio da consulta um pouco irritada confesso. Já a antever que a médica está a planear alguma espécie de greve secreta que me impedirá de ser operada na data prevista e pior, que me impedirá de ir ao concerto... Eis que o improvavel acontece: Estou doente, neste momento. Ou seja, tenho uma semana para me curar caso contrário provavelmente não me operam!

 

Ó Vida!

 

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Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.