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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Desafio de escrita dos pássaros #14 Deixa-me contar-te...

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Deixa-me contar-te ao ouvido uma história.

 

Não uma história bonita, não uma história de encantar. Uma história só. Deixa-me contar-te ao ouvido a história da minha vida, a história dos meus sentimentos. Dos meus sentimentos por ti. Dos meus sentimentos por ti e talvez até dos sentimentos por nós, um nós que não existe mas já existiu outrora. Ou existe e sempre existirá?

 

Deixa-me contar-te uma história sobre sensações e ambições. Uma história sem final feliz, mas com esperança. Uma história só. Deixa-me contar-te ao ouvido a história dos meus desejos e das minhas vontades. Dos meus desejos de te fazer feliz, e talvez de ser feliz também. Uma história sobre uma felicidade que já existiu, mas não existe mais. Ou existe e sempre existirá?

 

Deixa-me contar-te uma história sobre príncipes e princesas. Sobre cavalos e cavaleiros em países longínquos e austeros. Uma história onde não há vencedores nem vencidos. Uma história onde não vences tu, nem eu. Onde perdemos os dois, ou até talvez uma onde somos os dois vencedores. Podemos ser os dois vencedores?

 

Deixa-me contar-te...

 

Não...

 

Espera!

 

Não nasci para contar, nasci para viver. Rasga todas os papéis das histórias que te escrevi, dá-me a mão e vamos simplesmente viver.

 

Não... Não nasci para contar... Nasci para sentir, para cheirar, para correr e para cair, talvez até um pouco para sofrer...

 

Mas não... Não nasci para contar...

A minha primeira vez com gongos e taças tibetanas...

... Ou com meditação guiada no geral!

Pode parecer que não, já que a Mula é doida da cabeça, mas... continuamos a falar de saúde mental através de terapias alternativas. Curiosos?

 

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Imagem retirada daqui

 

 

A Mula não é boa da cabeça, isso já todos vocês sabem. O que talvez não saibam é que se relaciona com pessoas piores que ela. E foi assim sem perceber muito bem como, que a Mula foi arrastada para uma sessão de meditação com taças e gongos tibetanos a um sábado à noite.

 

O que é isso? Não sei, que eu também não vi, mas olhem que senti... Ó se senti, e só vos tenho a dizer bem. Mas adiante.

 

Duas malucas foram assim meditar para cascos de rolha com coisas que vêm de tão longe, e tenho-vos a dizer que quase foram ouvir uma palestra do Reino de Deus... É que para a Mula Rua, Travessa, Parque é tudo a mesma coisa e fomos parar ao fim do mundo errado. Mas lá demos com aquilo. Chegamos atrasadas, é facto, mas em nossa defesa não fomos as últimas e isso, por si só já me alivia os ombros - convém, já que para relaxar também é preciso relaxar o corpo, nomeadamente os ombros.

 

A verdade é que estou nesta onda da meditação. Já o faço em Pilates - em certa medida - mas não é suficiente. Mais do que estar na onde é mesmo o precisar, tanto que estou a equacionar treinar-me para o conseguir fazer em casa no silêncio do lar - se os gatos permitirem, pois claro, já que somos meros servos da classe felina - e treinar a mente para me auto-acalmar, para relaxar, para ver se não fervilho tanto no dia-a-dia. Isto não está fácil minha gente, não anda mesmo nada fácil. Se eu fosse a pipoca dos blogs, já estava frita, mas daquelas más, que têm o milho na mesma inteiro no interior, sabem? É isso, enfim, não ando na minha melhor fase, e tenho estado interessada em meditação e até já fiz um workshop de mindfullness e tenho lido sobre isso e estado em alerta sobre o tema. Mal também não faz, não é verdade?

 

Assim, e apesar de achar estranho à partida, fui a um concerto meditativo com taças e gongos tibetanos. Não deixa de ser estranho estar numa sala de um edifício que não conhecemos, às nove da noite, com pessoas que não conhecemos, e deitarmo-nos num espaço que não conhecemos com umas mantas e almofadas que não fazemos ideia onde andaram mas... a experiência é brutal. Os sons, as vibrações, tudo tem um efeito incrível no corpo, na mente... Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

 

Relaxa, efetivamente aquilo relaxa.

 

Pena que alguém lá no grupo tenha relaxado de mais e aproveitado para tirar um cochilo e tenha roncado como se não dormisse há meses... E aí entornou-se o caldo na Mula, que não há ansiedade que resista ao ressonar de alguém. Acho que nunca vos disse, mas sou altamente sensível a sons, para o bem e para o mal, e se os gongos tibetanos causaram um bem estar único, que nunca imaginei, o ressonar de alguém conseguiu estragar toda a tranquilidade atingida. Apesar desta parte não ter corrido tão bem, tenciono repetir a experiência e recomendo mesmo a experimentarem. Se têm dúvidas... pela personagem que adormeceu podem ter a garantia de que realmente saem da sessão relaxados.

 

Para quem não sabe - eu também desconhecia - as taças tibetanas têm diferentes tamanhos que emitem diferentes vibrações e sons - notas - que tocando determinadas melodias, podem trabalhar diferentes problemas e questões. Na nossa sessão foram trabalhados os medos e a ansiedade e posso dizer que é algo realmente incrível. As taças são usadas à séculos com fins curativos, já que os sons purificam o ambiente despertando o poder curativo do corpo através da terapia do som.

 

De acordo com o que pude investigar a terapia do som tem uma série de benefícios, entre eles: Permitir um estado de relaxamento mais profundo o que potencia um maior domínio sobre os problemas e preocupações pessoais; potenciar o desbloqueio energético devolvendo ao corpo e à mente uma sensação imediata de bem-estar e tranquilidade, o que permite a longo prazo melhorar a estabilidade mental, a concentração e a capacidade de ação e de reagir perante um determinado problema; e como potencia o bem-estar, aumenta a autoconfiança e reduz a ansiedade do dia-a-dia.

 

Como vêm benefícios não faltam e a Mula sobreviveu, por isso mal também não faz.

 

Alguém já experimentou? Alguém que queira partilhar a sua experiência? E meditação no geral?

Olá mundo!

É só o que me apetece dizer desde que ando com as lunetas novas.

 

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Imagem retirada daqui

 

Eu achava que via bem, e até via... Acho eu! Ver não é sinónimo de definir certo? E eu agora para além de ver bem, ainda vejo o mundo mais definido, e à noite os faróis dos carros já não fazem borrões de luz, e as letras no PC já não ocupam tanto espaço! As letras, as pessoas, as coisas têm um contorno incrível, uma definição entre objeto e mundo nunca antes visto.

 

O problema é que estou com medo que os olhos fiquem preguiçosos... É que agora sem óculos acho que vejo pior do que via antes de os ter... Ou a minha definição de mundo é que mudou... Não sei.

 

O pior é que não fui feita para usar óculos. Tenho-os sempre todos borrados - da base! - todos embaciados - de andar sempre a bufar para tirar o cabelo da frente... - e fazem-me doer as orelhas!

 

Mas dizem que não podemos ter tudo não é verdade? Pronto que assim seja. Assim como assim as dores de cabeça deixaram de assolar os meus dias... E agora toda a gente me chama de Xô Doutora. Gastei nos óculos mas poupo no futuro doutoramento, tanto melhor!

Lutar contra o excesso de peso #27

 

Iniciei esta luta em Junho de 2017! Perdi desde então 20kgs.

 

Hoje olho para trás e não sei como consegui recuperar 10 desses 20 que perdi. Eu que estava tão magrinha, tão bem - apesar de ainda não ter alcançado o objetivo - e não sei como me fui deixar engordar. Quilo aqui, quilo acoli e a coisa foi-se acumulando, e hoje em dia vejo-me outra vez numa luta que no fundo já não era minha, ou será sempre minha, no fundo... Não sei!

 

Como recuperar 10 kg num ano? Aqui vai a fórmula mágica... Não ande por aí alguém a tentar engordar...

Primeiro divorciei-me e se numa primeira fase ajudou na perda de peso, numa segunda fase só prejudicou... Depois, parei o ginásio, no início do ano, devido à operação. Pumbas 2kg ao fim de 4 meses. Entretanto, em Maio, fui de férias com tudo incluído, apesar de não ter comido muito, bebi o suficiente para, pumbas ganhar mais dois ou três quilos. E dos 70 para os 75kg não sei o que aconteceu, sinceramente não me lembro, porque nem os vi a aparecer, mas suponho que o facto das aulas de espanhol me terem afastado do ginásio que não tenha ajudado.

 

Não que estes 10kgs sejam iguais aos que perdi, que não são e a verdade é que se notam, mas não se notam como se notavam antigamente. A maior parte da roupa de 2018, quando eu tinha 65kg ainda me serve, incrivelmente algumas calças ainda me servem - ainda que outras tantas tenham deixado de servir - apesar de agora serem 74kg em cima do lombo - perdi um quilo recentemente. Mas é uma irritação na alma que só visto, porque estes quilos que se me instalaram no rabo, coxas e barriga não são meus, não os quero.

 

Pior é que descobri que não me mentiam quando diziam "ah e tal depois dos 30 não se perde peso facilmente". Não que perder peso seja fácil alguma vez, mas agora parece quase impossível. Uma semana a não comer hidratos de carbono simples à noite - o que antigamente significava menos quilo, quilo e meio - não se traduzem em nada na balança. Zero, bola, nada! Antigamente engordava nas férias mas mal regressava, com a rotina, o peso voltava ao normal sem eu dar conta e agora... Não há forma de ser sem esforço.

 

Estou novamente a tentar atinar, essencialmente com os pequenos-almoços, e a manter-me certinha no ginásio, mas a verdade é que não está fácil... E tenho tanta roupa de inverno que gosto que confesso que ainda não tive coragem de experimentar porque tenho cá um feeling que preciso do dobro do pano...

 

Confesso que este quilo que perdi recentemente me motivou, mas sei que vai continuar o inferno para perder uma grama que seja e isso desmotiva. A verdade é que ando a passar por uma fase demasiado stressada, demasiado enervada... E comer não soluciona os problemas, mas ajuda a acalentar a alma...

 

Alguém cose bocas sem doer muito? Dava-me jeito...

Desafio de escrita dos pássaros #13 Um novo final

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Ai se eu pudesse reescrever o final de um filme...! Reescreveria o final do filme que é a minha vida e colocar-lhe-ia mais cor, mais som, mais sabor. Porque é tudo o que poderia mudar. É tudo o que quereria mudar. E borraria tudo, e voltaria a reescrever, porque é exatamente isso que fazemos todos os dias: tentamos reescrever com novas linhas, um futuro mais feliz, ou pelo menos, menos infeliz.

 

Se eu pudesse reescrever o final do meu filme, da minha vida, colocaria muitos mais personagens, porque quero terminar-me com o maior número de pessoas à minha volta. O número nunca seria suficiente, porque gosto de barulho, de pessoas boas e mesa farta. Muitos risos e abraços. Muitas bochechas do rosto doridas. Um final com muitos mais sorrisos que lágrimas.

 

Se eu pudesse reescrever o final do meu filme... Nunca colocaria a minha personagem a olhar para trás. Nunca a faria arrepender de nada ou de lamentar alguma coisa. Reescreveria um final vitorioso e orgulhoso de tudo o que construiu. Terminaria triunfante.

 

Se eu pudesse reescrever o final do meu filme... Mesmo não sabendo como efetivamente acaba, reescreveria-o como uma comédia, romântica de preferência e nada dramática. Porque para dramático já bastaram os meios, e alguns fins. E colocaria uma música bem divertida, bem mesmo no final, uma música que nunca mais terminasse, porque gostaria que o filme da minha vida continuasse... e continuasse... e continuasse!

 

Se eu pudesse reescrever o final do meu filme, daria abertura para todas as sequelas que me pudessem apetecer criar. Pelo menos enquanto me permitir ser feliz.

Não há condições...

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Até o google me chama de preguiçosa sem meiguice ou aviso prévio. É mesmo assim à bruta. Diz que 55 minutos de atividade diária é demasiado ambicioso para mim... Quer reduzir para 45!

 

É que nem o meu telemóvel me ajuda!... Até ele me aponta o dedo!

 

Basta já chega!

 

... Vou mudar de telemóvel para um que me diga: "relaxe, que já fez demasiado hoje, irei encaminhar dentro de segundos um ubereats para a Sra. D. Mula. Escolha só primeiro a gordice que quer comer hoje e depois nada mais faça, que farei tudo por si!".

 

Isto sim, seria um telemóvel à altura da Mula!

 

Entre mãe e filha, não se mete a chouriça!

Ou mete-se... O pior é que se mete...!

Semana passada estava com uma grande dor num dente. Era na gengiva na realidade, mas é praticamente a mesma coisa, doía para xuxu, para não dizer uma grande e valente asneira, para tentar manter o pouco nível do blog.

 

Chego a casa para jantar e pergunto o que é o jantar - já que estava um tanto limitada - e percebo que era massa estufada com coisas. Fiquemos assim, com coisas.

 

     Mula: Não quero carne que não posso comer, fico só com a massa.

     Mãe: Não tem carne, podes comer à vontade, agora somos vegetarianas.

 

Hmm... Até aqui tudo bem, percebi que seria massa com legumes estufados. Estava ótimo. Mas eis que olho para o meu prato e tem lá um montão de rodelas de chouriço!

 

Sim, de chouriço. Não, não era de soja, ou tofu, ou seitan - e entretanto esgotei todo o meu vocabulário vegano.

 

Hmmm... Não sei, Alexandra queres, talvez, explicar aqui à Mãe da Mula como é que funciona o vegetarianismo?

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.