Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Desafio | Passa-Palavra - porque uma palavra não vem só.

A Mula e a Mel juntaram-se para desafiar toda a blogosfera a participar naquele que será o melhor desafio de todos os tempos. 
 
 
Estão preparados? Então aqui vai.
 
 
Numa altura em que estamos todos entupidos e fartos deste vírus, que teima em não nos largar, tivemos a ideia de vos fazer pensar e escrever sobre tudo aquilo que vos vai na alma. Claro que isto também é uma maneira de obrigar a Mel e a Mula a escrever para vocês.
 
 
Ora, então a ideia é a seguinte:
 
 
Durante 8 semanas, todos os domingos às 10h, vamos lançar uma palavra completamente aleatória e queremos que vocês escrevam sobre ela. A ideia é escrever uma publicação ao longo dessa semana com essa palavra num dia e numa hora completamente à vossa escolha. E regras? Perguntam vocês. Vai ser uma coisa simples: máximo de 400 palavras, podem escrever tanto em prosa como poesia [podem escolher, depois digam que não somos vossas amigas, tá?] e só têm de identificar aqui a Mula e a Mel na vossa publicação do desafio. Simples, não é verdade? A primeira palavra sairá no domingo dia 20 de setembro.
 
 
Para participarem connosco neste desafio mega brutal, devem utilizar a tag  #passapalavra para que possamos ir dar uma vista de olhos ao que escreveram e claro, dar aquela palavrinha.
 
 
E como somos super espetaculares, vamos ter uma imagem para este desafio. Se quiserem embelezar o vosso cantinho, podem usá-la completamente à vontade nas vossas publicações!
 
 
 

desafio blog1.png

 
 
Temos ainda uma novidade para vocês. Durante as 8 semanas, queremos desafiar-vos a pensar numa palavra, para que numa segunda temporada (de muitas), as vossas palavras sejam usadas. 
 
 
Acima de tudo queremos que façam parte deste nosso desafio que pensamos com todo o carinho (também não é assim tanto carinho, mas pronto).
 
 
Como é? Alinham connosco?
 
 
P.S. Hey, não estamos aqui para vos obrigar a nada, até porque não somos polícias. Podem escrever sobre uma palavra ou então, escrevam sobre as palavras que vos apetecer. O  importante acima de tudo é que escrevam, e aqui a Mula, como sabem, anda meia que desinspirada e meia que afastada aqui do curral e precisa de um empurrão.
 
 
Uma coisa temos a certeza, depois de começarmos não vamos querer parar!

Balanço de uma Mula crente...

Ontem disse-vos que era crente... Hoje demonstro-vos como sou inocente.

 

Em Março quando vim para casa em teletrabalho pensei cá para com os meus botões - e acho até que o disse em voz alta a várias pessoas - "ah e tal isto finais de Abril, inícios de Maio já passou!" Chegamos a Maio e com ele a inevitabilidade da deceção. Depois pensei cá para com os meus botões - e acho que aí já não me arrisquei a dizer em voz alta - "vá, mais um mês... Em julho! Em julho o vírus foi à vidinha dele!" E chegou julho e passou o agosto, e chega setembro. E eu que tinha adiado uma viagem para Janeiro porque "obviamente em Janeiro já nem memória do vírus!" agora percebo que se calhar antes de 2022 não largamos as máscaras das fuças. Os números continuam a aumentar e o inverno está à porta e nem quero imaginar novamente o caos, porque um espirro pode ser covid, porque uma amigdalite pode ser covid, porque uma espinha entalada na garganta que dá tosse pode ser covid. No inverno tudo poderá ser covid e eu não estou preparada psicologicamente para esta montanha russa que novamente se aproxima.

 

Sei que o cansaço é geral... É só mais um desabafo entre mil mas... Estou farta!

 

Mas falemos de coisas animadas...

 

E a Festa do Avante, hein?

 

Screenshot_4.png

 

Ainda acredito em finais felizes

Screenshot_3.png

 

Não sou a maior fã de romances literários. Prefiro ler um bom thriller ou uma boa comédia - sou de extremos - mas no que toca a cinema, sou das que consegue passar uma tarde a ver filmes lamechas e românticos, preferencialmente com finais felizes, sem grandes margens para dúvidas ou interpretações. Sou fã de clichés nos romances cinematográficos. Na vida não sou muito diferente.

 

Não sou a pessoa mais lamechas que poderão conhecer. Não sou de grandes mimimis ou de olhar pormenorizadamente aos detalhes, mas gosto de surpresas. O cliché é como um vestido preto, digam o que disser, cai sempre bem. Por isso considero-me uma romântica camuflada: com uma casca dura por fora, mas por dentro manteiga derretida em pleno dia de verão. Gosto de ser mimada - ainda que não em excesso -, gosto de ser surpreendida - em bom, claro! -, gosto que me digam que gostam de mim - se for verdade! - e gosto acima de tudo de perceber que sou notada, que faço falta, cuja ausência se sente. Gosto que me digam que tiveram saudades minhas. Gosto de palavras, ou nao tivesse eu um blog. Mimimis à maneira da Mula, por assim dizer, porque nem todos os mimimis têm de vir num coração de pelúcia ou numa caneca a dizer "Amo-te!". Podia agora dizer-vos que é muito mais romântico um anel de diamantes ou um colar de pérolas, mas a verdade é que também não sou materialista - mas se alguém me quiser oferecer também não me faço de rogada, tá?

 

Apesar de todo o meu percurso e história, não me tornei numa divorciada com mau feitio - tirando aquele mau feitio que já me acompanha desde o berço. Não sou descrente. Tenho fé no futuro e ainda acredito no amor e em finais felizes, mesmo que até possa não ter o meu, ainda me comovo com pedidos de casamento românticos, em histórias de amor eterno e delicio-me quando ouço histórias reais de pessoas reais que me provam que é possível amar-se para sempre. Seja o sempre, enquanto durar e enquanto os dois forem felizes. Ainda olho para casais felizes com a mesma alegria e comoção de quem vê uma ninhada de gatos bebes fofinhos. Não digo "isso passa!" mas penso "é isto que quero para mim!" de sorriso estampado no rosto.

 

Compreendo que muita gente não seja como eu, compreendo aquelas pessoas que se tornam contra os casamentos após o seu ter falhado e que deixam de acreditar no amor, no amor sincero de alguém, quando a vida só deu porrada e indicou à viva força que nada disso é verdadeiro e sentido, mas para mim uma vida sem amor será uma vida vazia e uma vida sem acreditar que o amor existe então nem é viver. Porque o amor pode não ser tudo, mas é muita coisa. E não me refiro só ao amor romântico, mas o amor no geral. O amor pela família, pelos amigos, pelos animais. Posso estar completamente errada mas para mim desacreditar um tipo de amor pode levar à descrença dos restantes, acima de tudo o nosso próprio amor, ao amor próprio. Creio que aquelas pessoas que criaram uma memória negra do amor e que se invocam contra ele que criaram uma capa tão dura entre o cérebro e o coração que achando que se estão a proteger só se estarão a magoar ainda mais... Mas isto é apenas o que eu acho... E que sei eu da vida?

 

Não sei o que o futuro me reserva, não sei se voltarei a casar ou concretizar o meu sonho de ser mãe e ter uma família feliz. Mas não quero saber, da mesma forma que não leio o fim do livro antes de lá chegar, e até posso não ter a mesma tampa a vida toda e não viver o meu amor romântico e eterno como nos filmes mas peço apenas um desejo:

 

Que a vida me permita continuar a acreditar em finais felizes.

 

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.