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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Sou um alvo fácil

Não tem sido fácil fazer uma alimentação isenta de gordices aqui no trabalho, isto porque me passam a vida a oferecer doces em forma de agradecimento - acho que vou deixar de ajudar as pessoas em prol da minha dieta equilibrada. Descobri assim que sou um alvo fácil de envenenamento. 

 

Ora se não, vejamos. 

 

Venho de almoço e encontro isto na minha mesa:

IMG_20210427_144129.jpg

 

Nem questiono. É logo tumbas, um para sobremesa e os outros três escondo na gaveta para nem me lembrar que existem. Quem me ofereceu? Não sei. É seguro? Suponho que sim, mas não garanto, porque não sei quem me ofereceu.

 

Podia estar envenenado... Acredito que já há gente aqui que me deseje ver pelas costas e quiçá colocar-me um bombom delicioso envenenado. E eu comeria. Comeria pois.

 

 

 

P.s.: Estou viva e passadas umas horas a pessoa que mos ofereceu acusou-se, nunca corri risco.

Mula... a ser Mula!

Mas sem o verdadeiro sentido prejurativo da palavra mula

Uma colega do meu departamento fez anos.

 

Estava eu à porta do edifício e vem um moço, bem apessoado, com um belo ramo de rosas vermelhas em punho e fica na porta, confuso.

 

Mula: Posso ajudar?

Moço: Posso entrar?

Mula: Pode... Mas quer que eu chame alguém?

Moço: Sim, já agora... Era a menina X.

Mula: Ah! A colega está na hora de almoço, não está cá... - digo desiludida.

Moço: E posso deixar este ramo consigo?

Mula: Oh! Pode! Mas... Não quer entregar o ramo em mãos? Se aguardar um pouco ela deve estar mesmo a chegar! - Digo eu super entusiasmada, até porque gosto muito da menina X.

Moço: Ah não! Eu sou só o estafeta... - Diz atrapalhado!

 

 

Às vezes acho-me moça vivida e experiente...

... Mas depois acontece sempre alguma coisa que me faz ver que ainda não vi nada nesta vida!

Trabalho numa zona industrial com bastante prostituição, inclusive diurna e durante o confinamento foi uma zona que esteve bastante calma, mas que agora por estes dias começa a ficar muito mais movimentada. Suponho que inclusive para as meninas que por aqui andam na rua.

 

Estava descansada junto ao meu carro na hora de almoço a apanhar um pouco de vitamina D, no parque empresarial onde trabalho, e vem uma dessas moças de gilete na mão a falar em voz alta:

 

E agora, com tanto carro aqui estacionado onde é que eu vou fazer a depilação? 

 

Sou muito expressiva, quem me conhece sabe que o que eu não digo a minha cara transmite, e lá devo ter feito uma cara de assustada ou algo semelhante, que ela fala diretamente para mim:

 

Ó menina, é que tem mesmo de ser, fui apanhada desprevenida!

 

E pronto, felizmente a conversa ficou por aqui.

Uma espécie de curta do dia #81

Inscrevi-me num curso de contabilidade em pós laboral para obter mais conhecimentos na área, já que é a área em que trabalho e cuja experiência que tenho é quase nula.

 

As pessoas adoram contabilidade, é a conclusão a que chego. Adoram tanto que o curso já foi adiado 4 vezes por falta de inscrições... E são só necessárias 15.

 

Assim como assim, que contabilidade por si só não era suficientemente aborrecida... Nos entretantos vou fazer um curso de análise financeira. Desejem-me sorte, que bem vou precisar, e de café, muito café!

 

edit: Disse fiscalidade? Credo! Estou mal mas não tanto...

Coisas que acontecem por cá...#16

Recordam-se deste consultor? Pois que está visto que me vai proporcionar imenso conteúdo fantástico.

 

Vem para a minha beira fazer uma chamada, uma VIDEO-chamada para ser mais precisa. E até aqui tudo bem - tudo mal na realidade, que eu gosto de trabalhar em sossego e ter gente ao lado a berrar para o telemóvel não é propriamente o meu sonho de dia de trabalho, mas adiante... - está ali o senhor a falar, em videochamada com alguém e de repente esse alguém pergunta-lhe - sim, porque para além de ser em videochamada, phones também é algo que ele não possuía:

 

"Mas como disse mesmo que se chamava?"

 

Fiquei confusa: Como assim, há quem ligue para pessoas em modo vídeo sem conhecer a pessoa?

Estou indignada

Estava tranquilamente em casa quando recebo um chat de uma prima minha, com a partilha de um blog com fotos da aldeia, e fotos minhas e da minha mãe, quando eu era miuda. Algumas fotos estão em contexto de festa, com várias pessoas à volta, não vejo qualquer maldade na publicação, no entanto,  uma delas - pelo menos, a que eu vi - é um retato meu, com dois anos, com a minha mãe ao lado e a minha prima mais nova ao colo. Foto essa que faz parte do meu arquivo pessoal!

 

Estou indignada, não entendo como alguém fora da família - ninguém sabe quem é o sujeito - tem fotos antigas minhas e da minha família, e pior, a lata que teve em publicar sem saber quem são as pessoas e sem qualquer consentimento.

 

Se os bebés e crianças das fotos hoje são adultos? São! Mas ninguém tem o direito de publicar fotos nossas sem o nosso consentimento. Na era do digital é normal e não dá para controlar o que cai na rede e o que anda de mão em mão, mas expliquem-me lá, como se eu fosse muito burra, como é que uma foto-retrato familiar foi parar em mãos alheiras - foi propositado, tá?

 

Se o contexto pode não ter maldade? Pode, e não tem, mas ainda assim pretendo obter justificações e já contactei o senhor do Blog! Aguardo novidades, mas não sei se as irei obter...

Queda de cabelo - Balanço

imagem retirada daqui

 

E já se passou mês e meio desde que iniciei o tratamento para a queda de cabelo. Sei que, normalmente, vemos grandes alterações apenas ao fim de três meses de tratamento, mas a verdade é que as melhorias já são visíveis.

 

Relembrando: Ataquei a descamação agressiva do couro cabeludo com o champô da Nizoral - que poderia ser uma das grandes causadoras da queda - e para a queda propriamente dita ataquei com comprimidos da Ecophane assim como champô da mesma marca.

 

Ora portantos... Descamação do couro cabeludo, dizimada. Palminhas!!! Relativamente à queda, reduzi em mais de 50% a queda de cabelo no banho. Há mais de uma semana que não fico com molhos de cabelos na mão e o ralo já não lembra a banheira do veterinário após banhoca de um S. Bernardo. A secar o cabelo já não há cabelos à comercial - na parede, no tecto em todo o lado - e mesmo durante o dia já não tenho a roupa sempre carregada deles. O que verifico é que ainda caem bastantes ao pentear-me - claro que irão sempre cair, mas a ideia é que caiam o mínimo - mas já consigo denotar alguma evolução no crescimento, parece que está a desempanar e até o moço um destes dias perguntou-me se tinha lavado o cabelo - e tinha! -, porque não via os meus cabelos todos espalhados no chão como habitual.

 

Portanto se o tratamento é de três meses, e se é ao fim de três meses que se vêm os verdadeiros resultados... Venham eles, a ver se é desta que fico com uma cabeleira densa e forte...

 

 

 

 

 

 

... Para voltar a mudar a cor do dito que este castanho escuro já me começa a cansar! Assim como assim, acrescentei ao rol de produtos umas ampolas para aplicar três vezes por semana para ver se acelera ainda mais.

 

 

P.s.: Eu sei que não aprendo nunca.

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.