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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: A Vida Secreta dos Nossos Bichos 2

Amante como sou de animais, filmes como estes nunca me passam despercebidos. E se adorei o primeiro filme d' Vida Secreta dos Nossos Bichos, iria adorar com certeza o segundo filme, e não me enganei.

 

 

 

O Duke, o Max, a Gidget, o Pompom e a Chloe estão de volta, desta vez para uma nova aventura. Max nunca gostou de crianças, mas quando Kate tem o seu primeiro filho, Max fica obcecado com a sua proteção e começa a ficar com crises de ansiedade coçando-se compulsivamente, até que tudo muda e Kate vai passar umas férias para o campo e Max e Duke descobrem um outro mundo, uma outra forma de viver. A par desta história temos a história de um resgate de um tigre branco por Pompom, de um circo, com ajuda dos seus amigos sendo que a vida de todos estes animais se revira quando o dono do tigre decide vir resgatá-lo. Será que vão conseguir esconder o pequeno grande tigre das mãos do vilão circense? E Max e Duke, será que se vão habituar à vida no campo? Vejam, vejam!

 

É um filme para crianças, mas que deveria de ser visto por todos os adultos. É um filme que explora as emoções dos animais, que nos mostra como os animais também sentem e de que forma os seus sentimentos se manifestam. Mostra, e muito bem, a forma como os animais de circo são explorados e violentados para cumprirem o seu propósito, por isso temos aqui um filme que fala essencialmente dos direitos dos animais e da forma como estes se relacionam com os humanos. Este filme conta-nos por isso sobre a crueldade animal, mas sob um ponto de vista humorado e ligeiro, mas que nos põe a pensar. 

 

Fui ver a versão original, legendada, e aconselho mesmo o filme, a quem goste de filmes de animação e não só, gargalhadas várias estão prometidas.

 

Quem já viu?

A Gorduchita lembrou-nos e muito bem...

Há objetivos para cumprir minha gente!

 

 

E como é que estão esses fantásticos objetivos por cumprir? Estão tão no mau caminho que nem sei porque decidi falar sobre isso. Mas vamos por partes:

 

Relembrando os objetivos...

 

objetivos.png

 

Analisando os ditos... 

 

  • Bem, relativamente ao coração estou realmente a organizá-lo. - Cumprido.

  • O voltar ao blog é um nim. Tem dias, não é estável e não é com a cadência que eu desejava. - Semi-cumprido.

  • Não só não perdi 5kg como ainda engordei 5kg, ou seja, acho que aqui perdi duplamente. - Não cumprido duplamente!

  • É suposto as coisas daqui para a frente mudarem mas até agora continua miserável e ainda não me estabilizarei no ginásio. - Não cumprido.

  • Relativamente às leituras, posso já começar a rir até chorar e doer a barriga? Tenho tentado mas a coisa tem corrido mesmo mal e ando devagar a passo de caracol que nem pareço uma gaja que lê. - Não cumprido.

  • Não falemos de coisas tristes... - Não cumprido.

  • Aqui nas poupanças deveria de retirar não sei quantos pontos em proporção aos euros que me fogem da carteira.... - Não cumprido.

  • Tentei... Uma vez, furei a sapatilha, fiquei com o pé em ferida, usei isso como desculpa e até agora tem funcionado para estar sossegada sem treinar para o triatlo, quantos pontos a menos mereço mesmo? - Não cumprido.

  • Bem, sejamos sinceros, foi o ponto que verdadeiramente cumpri, e até logo no início do ano, fiquei tão feliz por estar a cumprir objetivos que me esqueci que ainda tinha uma longa lista a percorrer... - Cumprido.

2,5/9

 

Cumprir dois e meio em nove é realmente fantástico. #sóquenão É só vergonhoso! Vá Mula, ganha mas é vergonha na cara e começa a olhar para os teus objetivos diariamente e a lutar por eles, ainda vais a tempo de melhorar o resultado.

 

E os vossos como correm?

Sobre o moço

Pedira-me para apresentar o Moço...

 
Pois que vocês mandam - não mandam, mas desta vez não me importo de obedecer e levantar um pouquinho, só um pouquinho, do véu.
 
Pois que é verdade, e para os mais distraídos aqui vai: a Mula começou a namorar. Sete meses depois do divórcio a Mula parece que encontrou alguém que gosta verdadeiramente dela e que a valoriza.
 
O moço poderia ser retirado de um qualquer filme romântico feminino, daqueles que as mulheres solteiras vêm compulsivamente ao domingo à tarde e choram como se não houvesse amanhã, quando eles as perseguem até ao aeroporto para impedir as moças de irem para sempre para longe deles. Esteve sempre aqui para mim... Eu nem por isso, dando-lhe sempre para trás. Sempre lhe disse que ele era um "all package", com tudo o que era importante da minha check list, mas que não era para mim. Só e apenas isso. Era giro, tinha tudo o que eu sempre quis num homem, essencialmente o empenho em lutar, mas o clique ainda não se tinha dado essencialmente porque ainda não estava preparada para uma nova relação. 15 anos e meio de relação implicam um luto e eu precisava de o fazer. Sempre me respeitou. E eu sempre achei que as coisas não iam resultar. Talvez demasiada areia para o meu camião e mais do que eu realmente mereço... 
 
O moço olha para mim como nunca ninguém olhou, e trata-me como nunca ninguém me tratou, ainda que isso nem sempre seja positivo porque nem sempre sei como reagir - não sou propriamente a moça mais fofinha e carinhosa que existe e como não fui habituada a tanto mimo... A verdade é que estranho! Mas é uma sensação fantástica, como se nos conhecêssemos desde sempre. Nunca pensei encontrar alguém tão compatível - pelo menos para já. Gostamos das mesmas coisas, ou quase das mesmas coisas, e vemos a vida sob mais ou menos o mesmo prisma e isso é realmente fantástico
 
Claro que tem defeitos como qualquer outra pessoa, é essencialmente demasiado preocupado e as nossas chatices advém sempre dessa exagerada preocupação porque ainda não percebeu que nem eu sou tão frágil quanto ele acha que eu sou, nem eu sou tão desleixada como ele às vezes acha que eu sou. Mas sou sim, muito mais despreocupada que ele, sou uma pessoa que gosta de viver o momento e por vezes não pensar tanto no amanhã e estou também, acho eu, a mostrar-lhe um outro lado da vida. A mostrar-lhe que pode deixar loiça por lavar na cozinha de vez enquanto que não irá cair nenhum meteorito no mundo por isso. Ele ensina-me a ser mais organizada, eu ensino-o a relaxar. Temos os dois traumas, temos os dois muitos medos. Estamos a ajudarmo-nos mutuamente.
 
Estou aos poucos a aprender a amar novamente, a prosseguir a minha vida com calma, com os meus traumas e medos, mas aos poucos a abrir-me e deixar que ele me faça feliz. Não sei se vou conseguir algum dia confiar nele como algures já confiei no passado e dar-me a 100% como um dia me dei no passado e não sei se algum dia deixarei de estar com o pé atrás nesta relação, mas para já estou feliz que é o que verdadeiramente importa, não sei se é para sempre, até porque a vida encarregou-se de me ensinar que o para sempre é muito tempo e em muito tempo muita coisa muda demasiado, mas como eu costumo dizer e defender: Que seja eterno enquanto durar! [Vinicius de Moraes]
 
 
Estou pé ante pé a ser feliz! Logo se verá como corre... Como sempre: Até porque ninguém sabe o futuro, e eu muito menos! Nem sempre o que é certo certo é, e nem sempre o que está condenado condenado está!

Caça à Mula

Descobriram, no meu trabalho, que eu tenho um blog. No big deal. Tive apenas de ocultar um post aqui e outro acoli mas... Tudo sob controlo... Até ver. Iniciou-se, portanto, uma espécie de caça às bruxas à Mula e a malta anda numa de investigação para tentar descobrir a pseudopipoca que há em mim. Imaginei que isto, mais tarde ou mais cedo iria acontecer, só não imaginava que iria revelar tanto da imagem que as pessoas têm da minha humilde pessoa.

 

 

Após algumas pesquisas no google, e com a referência que tenho um blog do Sapo, um colega achou eu era a minha querida e adorada dESarrumada. Estou mesmo a imaginar o pensamento: "A moça divorciou-se, anda agora numa roda viva, só pode ser ela! E ainda por cima não quer revelar a identidade... Só pode ser ela!" O que até é um insulto à tua pessoa minha querida dESarrumada, porque eu, Mula, por muito engraçada que tente ser nunca conseguiria falar de sexo com a tua leveza e humor, ainda assim, não percebi, por parte do colega, se era uma crítica, um elogio, ou apenas uma tentativa de constatação... O que é giro, porque tu não sendo eu, eu não sendo tu, tu és a minha leitora mais antiga, o que não deixa de ser curiosa a associação!

 

dESarrumadas à parte, e sabendo já que não sou eu, até porque a verdadeira vive e trabalha a uns quantos - muitos - quilómetros daqui a fazer algo muito diferente do que a Mula, a busca continua.

 

Por aqui, continuo a aguardar para ver quem vou ser a seguir! Já agora... Vamos a apostas?

 

Se eu não fosse a Mula, poderia ser quem?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Pokémon: Detetive Pikachu

A Mula foi reviver um pouco a sua infância e foi ao cinema ver o tão fofinho e acarinhado do público: Pikachu. 

 
Eu sei... Eu sei... Ter um boneco tão fofo com a voz do Ryan Reynolds é estranho (por momentos fechei os olhos e imaginei estar a ouvir o meu tão adorado DP - Deadpool), mas prometo-vos que tem uma explicação lógica e vocês vão entender o motivo. 
 

 

Em Ryme City Humanos e Pokémons convivem livremente, mas o detetive Harry Goodman fez uma descoberta que mudará brevemente o curso desta harmonia, só que quando estava prestes a mostrá-la ao mundo, é vítima de um brutal acidente onde é dado como morto, assim como o seu pokemón: o Pikachu. No entanto, Pikachu não morreu e aparece ao seu filho Tim para pedir ajudar - o único humano que parece compreendê-lo de verdade, não ouvindo apenas "pika, pika" como o mais comum mortal. Pikachu tem a certeza que o seu parceiro, Goodman, não morreu e os dois embarcam numa aventura para desvendar o que aconteceu afinal. Quem estará por trás do acidente que vitimou Goodman? Será que o pai de Tim e parceiro do Pikachu morreu realmente? Terão de ir ver o filme para saberem o que aconteceu realmente.

 

Este filme é muito engraçado, e quem gostar do estilo não irá certamente chorar o seu dinheiro. É um pouco diferente do Pokemón normal - e ainda bem - sendo que a base do filme não se baseia nas lutas entre pokémons como a série. Tem uma componente de suspense e investigação bastante boa, tem uma trama complexa, bastante boa. Adoro a forma como o filme nos é contado, essencialmente no que toca ao humor. Acho que tem a dose certa entre o humor e o suspense. Apesar de ser um filme sobre pokémons, é um filme sobre poder, sobre corrupção, sobre ganância e sobre justiça.

 

Gostei bastante.

 

Quem é que daqui já viu? Que acharam?

São cenas!

Isto ainda é um bocadinho sobre as voltas e as voltas e as voltas das voltas que a vida dá...

 

 

Quem me conhece sabe que acredito em cenas. Acredito em cenas, pronto! Que cenas? Em cenas... Tipo destinos, sobre o que nos está predestinado, sobre as voltas que a vida pode dar e voltar ao mesmo lugar se assim já estiver traçado, sobre o que não tem solução solucionado está e que não adianta insistir se não tiver de ser. Cenas, pronto! Imagino que vocês estejam a pensar que eu já deveria de ter idade para começar a ganhar juízo - e atenção, não vos tiro a razão! - mas a verdade é que mais do que nunca tenho recebido provas de que assim é.

 

Cenas que prontos, que aprendi nos últimos tempos:

    - Todas as histórias precisam de um princípio, um  meio e um fim. Uma das minhas "histórias" teve um fim apenas 16 anos depois. Foi preciso reviver tudo outra vez, para eu perceber a importância que cada pessoa tem na nossa vida, e a importância de dar um fim, para dar um nome ao que sentimos, vivemos, queremos. As pessoas não deixam de ser importantes quando lhes damos um fim, mas as histórias sim, perdem a sua importância e só conseguimos seguir, verdadeiramente, em frente quando essas histórias são verdadeiramente arquivadas e não obscurecidas em nós. Obscurecer não é esquecer, é apenas tornar maior, mas oculto.

 

    - Podemos achar que encontramos a pessoa perfeita, mas se não é perfeita para nós, não adianta insistir. O destino vai dar mais do que provas de que não é a pessoa certa para nós e mesmo que nós continuemos a tentar encaixar o que não encaixa, tarde ou cedo perceberemos que nunca irá resultar. Há pessoas perfeitas, mas são apenas perfeitas para outras pessoas, se não encaixa não é perfeito para nós. Temos de seguir em frente.

 

    - Podemos passar anos a conviver com uma pessoa que não nos diz nada e ser essa a pessoa que nos está predestinada. Nem só de amores à primeira vista vivem os homens - e as mulheres! - às vezes os amores à segunda, terceira e quarta vista têm tanto poder quanto os primeiros. E acho que é aqui que descobrimos o quão macabra pode ser a vida, e de como essas voltas podem ser rebuscadas e mirabolantes, porque essas pessoas podem nos estar predestinadas independentemente dos anos que tiverem de passar.

 

    - Há situações que mesmo sendo erradas precisamos de as viver. Errar para aprender. Viver para conhecer. Sabemos que o caminho não é por ali, mas é por ali o caminho se tivemos vontade e há coisas que têm dia e hora para acontecer e têm dia e hora para terminar. Não é porque não tem futuro que não tem de acontecer, porque é nestes pequenos nada que nos construímos e nos testamos.

 

Descobri que podemos ser felizes a fazer coisas erradas. Descobri que podemos sorrir mesmo quando a luz ao fundo do túnel ainda não é visível e é possível viver pensando no hoje, esquecendo que o amanhã também existe. Mas acima de tudo descobri que cenas boas nos podem acontecer, por mais macabras e rebuscadas que possam parecer e que nunca é tarde para ser feliz e que às vezes a nossa felicidade passa por onde menos esperamos, a fazer coisas que nunca sonhamos, com pessoas que até então nunca desejamos.

Pessoas que testam o meu poder de encaixe...

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Sim, eu comi crumble. Sim, eu comi bolo com gelado no dia anterior. Sim, eu comi antes desse dia anterior, waffles com nutela. Sim, eu estou de dieta. Sim, eu esqueço-me constantemente que estou de dieta. Sim eu quero perder peso. Não, ainda não estou mentalmente preparada para fazer sacrifícios.

 

Mas a questão que se coloca é:

Faço-me de ofendida porque para todos os efeitos me chamou de Mula, ou trituro-o e meto-o no liquidificador e bebo-o com manteiga de amendoim, caramelo e chocolate, para não me voltar a lembrar de que sou um desastre?

 

Vou só ali cortar os pulsos e já venho... 

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.