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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Desafio | Passa-Palavra #4

E muito se escreveu com lápis de todas as cores, por esta blogosfera fora. Querem espreitar quem escreveu sobre a palavra da semana? Ide até aos próximos cantinhos, ide. Nunca é demais relembrar que quem tiver escrito sobre a palavra lápis e aqui não estiver listado que nos diga nos comentários que atualizaremos a lista.

 

Bii Yue - Lápis Azuli

Alice Barcellos - Aquele lápis 

A Introvertida - Lápis

Maria Flor - Lápis

Imsilva - Lápis

Maria Araújo - Lápis

Santiago Miral - Desafio...

Charneca em Flor - Eu, o lápis de cor

José da Xã - De lápis me vesti...

Ana de Deus - Lápis

Monteiro - Lápis

Mel - Lápis

Mula - Lápis

 

E posto isto...

 

A palavrinha desta semana é...

 

 

... Vento!

 

Relembrando apenas as (poucas) regras que temos: O texto de até 400 palavras é totalmente livre e podem ou não utilizar a palavra no decorrer do texto ou apenas escrever sobre ela. Desafiamo-vos a escrever sobre esta palavra durante esta semana, mas escrevam quando decidirem e se decidirem. Identifiquem apenas a Mel e a Mula para depois no próximo domingo podermos listar-vos na publicação do desafio.

 

Despedimo-nos com Mário Quintana:

 

No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento…

 

Vemo-nos na próxima palavra. Bom desafio! 

Desafio | Passa-Palavra #Lápis - Texto do Monteiro

E desta vez o Monteiro trouxe-nos um conto em vez da habitual poesia. Vamos ver como é a vida de um lápis? Curiosos?

 

Só vos digo uma coisa, é por textos como estes que eu adoro estes desafios, porque nunca sabemos como as pessoas irão dar a volta ao texto... que é como quem diz, à palavra!

 

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São nove da manhã. Começa mais um longo dia de trabalho. A Matilde, aplicada e certinha, tira-me do conforto do estojo, do aconchego que partilho com os meus irmãos, os lápis de cor, assim como com a caneta e a borracha. 

 

Malfadado destino. Podia ter calhado no estojo de um arquitecto, de um pintor ou de um escritor. Pelo menos, eu sabia que o meu trabalho ia servir de alguma coisa. Os esquissos de um edifício, os esboços de um quadro ou as primeiras palavras de um livro são sempre mais eternas do que as primeiras letras, ou os primeiros números escritos por uma menina de seis anos. 

 

A borracha, nos seus dias mais soturnos, diz que a minha vida é mais curta, mas mais intensa. Afinal, a Matilde e eu, juntos, começamos a desenhar um futuro, era o que a minha colega dizia. Ela vivia mais, mas fazia menos e pior: limpava os erros e arrumava para debaixo do tapete das memórias as coisas menos boas que a Matilde fazia. 

 

As canetas, essas snobes, gozam comigo: vivem mais e o trabalho que fazem é definitivo. Mas eu não quero saber. Só sei é que a cada dia, a cada hora, fico mais pequeno. A aguça, qual carrasco, encurta o meu tempo de vida. Faço por ter a ponta bem afiada, para viver mais uns tempos.

 

Posso ter uma missão mais ingrata que os meus irmãos (os lápis de cor) - esses que servem para colorir um pouco a vida e os desenhos da Matilde - mas, quem sabe? Posso ser objecto de sacrifício, mas, se a Matilde for uma Mulher feliz e integra, então, terei cumprido a minha missão. E, quem sabe, a minha curta vida tenha valido a pena.

 

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Desafio passa-palavra criado pela Mula e pela Mel. Todos os domingos e durante - para já - oito semanas, sairá uma palavra para vos inspirar a escrever sobre ela. Quem quiser é livre de se juntar a nós, sem compromissos ou prazos apertados. Escrevam, porque escrever liberta a alma. A quem participar nos seus blogs, aqui as meninas pedem apenas que nos indentifiquem nas publicações, para podermos ir ler-vos e comentar-vos! Bom desafio a todos o que connoso embarcam.

Lua cheia em Carneiro

imagem retirada daqui

 

 

Quem me conhece sabe que acredito nos signos e na influência dos astros desde miúda. Não! Não acredito nas previsões da Maia ou seus semelhantes, mas a verdade é que acredito que somos influenciados por algo superior. Não percebo muito sobre o assunto, mas acredito. Acredito nos astros. Ponto.

 

À parte de tudo, tenho andado muito explosiva, choro por tudo e por nada, tomo atitudes bastante radicais para o meu normal e tudo o que é sentimento, raiva, amor, ódio, anda à flor da pele. Estou de TPM é certo, mas eu estou de TPM 12 vezes ao ano e a verdade é que, felizmente, não é sempre assim com esta intensidade.

 

Descobri que começamos outubro com a lua em carneiro - o meu signo. E sejamos sinceros - e agora, falo para quem acredita -, já não é fácil ser carneiro neste mundo, mas ter a lua cheia em carneiro sendo eu carneira, a coisa fica ainda mais difícil. Pensem num cocktail de impulsividade e impaciência. Estes são os meus dias!

 

Agora falando muito a sério, não faço ideia se ando assim por causa da lua em carneiro, se porque a vida continua a puxar o tapete sem dó nem piedade e continuo a ir ao chão, mas... ando oficialmente impossível de aturar... Tivesse eu dinheiro e isolava-me num mosteiro qualquer, bem longe, até isto passar para que ninguém saísse magoado, essencialmente eu mesma. Sinto-me constantemente colocada à prova, não por ninguém em específico mas no geral. Sinto que alguém anda no meio de um tornado com o meu boneco de vodu e que a coisa não está fácil e já se sabe, quando a cabeça e a alma não tem juízo... O corpo é que paga.

 

Mais alguém em modo bomba relógio desse lado?

Desafio | Passa-Palavra #Lápis

 

 

Eu queria ter um lápis. Um lápis a carvão para reescrever a nossa história. Não quero escrever com esferográfica, não quero escrever de modo definitivo, quero poder apagar as vezes que forem necessárias até acertar, até ficar bela, a nossa história.

 

Eu queria ter um lápis. Um lápis a carvão para poder apagar os erros do passado e desenhar a carvão um futuro bonito, com estrelas e purpurinas, em tons de rosa pintadas a lápis de cera. Dizem que as histórias bonitas, são histórias cor de rosa. Quero pintar de rosa a nossa história.

 

Eu queria ter um lápis. Um lápis de carvão porque os desenhos a carvão são os mais belos e quero que a nossa história seja a mais bela, que nos encha mais o coração e de emoção. Como os desenhos desenhados a carvão.

 

Eu queria ter um lápis para ter esperança, porque a esperança é como um lápis: enquanto existir afia e carvão ela existe, mas tal como os lápis, um dia a esperança também se acaba, porque tudo acaba um dia, menos as histórias escritas a lápis de carvão, essas são eternas porque podemos apagar e reescrever eternamente até que um ia já não temos mais vontade de escrever. A esperança termina quando deixamos de ter vontade de pegar num lápis e continuar a escrever a nossa história.

 

Eu quero ter um lápis... Porque ainda tenho esperança!

 

 

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Desafio passa-palavra criado pela Mula e pela Mel. Todos os domingos e durante - para já - oito semanas, sairá uma palavra para vos inspirar a escrever sobre ela. Quem quiser é livre de se juntar a nós, sem compromissos ou prazos apertados. Escrevam, porque escrever liberta a alma. A quem participar nos seus blogs, aqui as meninas pedem apenas que nos identifiquem nas publicações, para podermos ir ler-vos e comentar-vos! Bom desafio a todos o que connosco embarcam.

Desafio | Passa-Palavra #3

Mais uma semana passou e sobre mais uma palavra se escreveu. À semelhança do que aconteceu na semana anterior listamos agora os cantinhos onde se escreveu a palavra da semana e quem tiver escrito que aqui não esteja listado por favor diga nos comentários que atualizaremos, claramente. E, assim, quem escreveu sobre a palavra saudade foi:

 

bii yue - Saudade

Ti - Palavra Saudade

Maria Araújo - Saudade

Imsilva - A casa e Saudade

Gaivotazul - A Saudade mora Aqui!

Maria Flor - Saudade

Ana de Deus - Saudoso passa-palavra

José da Xã - De saudades me vesti...

Charneca em Flor - Reflexões em dó maior

Santiago Miral - Saudade

Monteiro - Saudade

Mel - Saudade

Mula - Da tua ausência

 

Estão curiosos para conhecer a palavrinha da semana?

 

E a palavrinha da semana é...

 

 

... Lápis!

 

Relembrando apenas as (poucas) regras que temos: O texto de até 400 palavras é totalmente livre e podem ou não utilizar a palavra no decorrer do texto ou apenas escrever sobre ela. Desafiamo-vos a escrever sobre esta palavra durante esta semana, mas escrevam quando decidirem e se decidirem. Identifiquem apenas a Mel e a Mula para depois no próximo domingo podermos listar-vos na publicação do desafio.

 

Despedimo-nos com Sandra Ferrari Radich:

 

Para mergulhar num universo de cores
Bastam o lápis de cor e a imaginação
Os tons lembram tudo, até sabores
As idéias vem do coração
É só tê-los nas mãos.
De forma colorida
Fazer da vida
Invenção
Sonhar
Ser
Voar,
Encantar
Poder ir voltar
Delicia de criação
Só quem faz pode entender.
As imagens surgem de um olhar
Cruza a mais pura e simples intenção
E de forma natural e fácil, tem o poder
De colorirem felizes a mais pura emoção.

 

 

Vemo-nos na próxima palavra. Bom desafio! 

Desafio | Passa-Palavra #Saudade

Da tua ausência

 

Se a minha saudade estivesse inscrita numa qualquer rede social, esta seria a sua fotografia de perfil:

 

Screenshot_1.png

 

E não há muito (de novo) que eu possa dizer sobre esta minha saudade, sobre este vazio no peito, tantas vezes dissecado aqui no curral. A minha saudade até tem uma tag associada. Há toda uma ode à minha saudade, ao meu amor perfeito, àquele amor que nunca me desiluiu e tanto me deu. Já se passaram mais de 4 anos e meio e gostaria de vos dizer que a dor amenizou mas mentir-vos-ia. Aprendi a viver com este vazio, mas não dói menos por isso. Não há um único dia que o Mimo não me assalte a memória, não há um único dia que não lhe sinta a ausência, não há um único dia que não desejo ser recebida em casa por esta bola de pelo que pedia colo assim que eu entrava. Não há um único dia que não sinta o meu colo vazio. Saudades dos pelinhos na roupa, do ronronar junto à  minha barriga, das massagens diarias. Eu dava-lhe muito mimo, o nome assentava-lhe como uma luva, mas o maior mimo era ele que me dava.  

 

4 anos e 8 meses da tua ausência. O buraco no peito aqui continua preenchido por ti até ao dia que nos voltarmos a reencontrar! Não eras apenas um gato [e quem me conhece bem sabe como a expressão me encanita demasiado os nervos], eras família e o dia 09 de Fevereiro de 2016 dia de carnaval cinzento e chuvoso ficou para sempre marcado como o dia que me arrancaram o coração.

 

 

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Desafio passa-palavra criado pela Mula e pela Mel. Todos os domingos e durante - para já - oito semanas, sairá uma palavra para vos inspirar a escrever sobre ela. Quem quiser é livre de se juntar a nós, sem compromissos ou prazos apertados. Escrevam, porque escrever liberta a alma. A quem participar nos seus blogs, aqui as meninas pedem apenas que nos identifiquem nas publicações, para podermos ir ler-vos e comentar-vos! Bom desafio a todos o que connosco embarcam.

Desafio | Passa-Palavra #Saudade - Texto do Monteiro

Mais uma semana, mais uma voltinha e mais um poema trazido pelo nosso querido Monteiro, que como sabem não tem blog mas quis - e muito bem - participar no nosso desafio. E que bela maneira de trazer a saudade à baila se não com um saudoso poema?

 

É sem dúvida uma palavra bem nossa, sem dúvida bem portuguesa e que todos à sua maneira trazem no coração.

 

Vamos lá!

 

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Saudade

Humanidade
Deste cantinho à beira-mar 
Adora praticar 
Um sentimento ímpar 
Que é humilde e burguês
Expresso em bom português 
E que por vezes custa a falar...
... é verdade! 

A falta da glória antiga
Ou de uma mão amiga 
De alguém que partiu 
Num momento em que tudo ruiu! 

Por vezes, demasiadas vezes 
Não prosseguimos em frente 
À conta da nostalgia 
De uma alegria que nos afligia 
Por vezes, demasiadas vezes
Não dizemos que sim ao futuro 
À conta do passado 
Cuja beleza construiu um muro. 

Nem todos os Santos chegam 
Nem todas as línguas traduzem 
O que os Portugueses tão bem executam 
E ainda melhor fazem! 

Na terra só há um cantinho onde é verdade
É em Portugal
Que faz sentido a palavra saudade!

 

Por: Monteiro

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Desafio passa-palavra criado pela Mula e pela Mel. Todos os domingos e durante - para já - oito semanas, sairá uma palavra para vos inspirar a escrever sobre ela. Quem quiser é livre de se juntar a nós, sem compromissos ou prazos apertados. Escrevam, porque escrever liberta a alma. A quem participar nos seus blogs, aqui as meninas pedem apenas que nos indentifiquem nas publicações, para podermos ir ler-vos e comentar-vos! Bom desafio a todos o que connoso embarcam.

Figos

e outras parvoíces sobre a vida.

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Passei anos a dizer que não gostava de figos (frescos), sem nunca ter provado. Um dia, já não sei porquê  decidi provar um bocadinho de um. Esse bocadinho deu origem a um inteiro e desse inteiro deu origem à mítica cara de pânico da minha nutricionista perante a minha alegria de ter descoberto uma fruta nova. O aspeto ainda hoje me arrepia um pouco mas hoje digo, com certeza, que figos frescos é das minhas frutas favoritas. A nutri arranjou coragem para me desencorajar a comer figos às molhadas como se o mundo fosse acabar nos minutos seguintes, mas... ainda assim é impossível resistir-lhes. Mas com tino. Porque saber comer também é saber parar de comer.

 

Tenho-me deliciado, e feito as minhas panquecas e bolos na caneca enfeitados com figos e fico a pensar porque raio toda a minha vida disse que não gostava , apesar de nunca ter provado.

 

Fico a pensar e isto é transversal a tantas coisas na vida...

 

Por nos habituarmos a um determinado estilo de vida, a uma determinada situação ou rotina, é fácil acharmos que não gostamos disto ou daquilo porque não experimentamos, não sabemos o que é e ao que sabe, e acima de tudo como nos deixa, como nos afeta. Por desconhecermos optamos tantas vezes por dizer que não gostamos, que não é o nosso estilo, que não nos preenche. E quando o desconhecido passa a ser conhecido e gostamos?

 

Lembro-me, na vida, de umas quantas coisas que desdenhei e que agora, por não ter, me faz falta... Tal como os figos vão fazer falta quando a acabar a época. Devemos morder a língua antes de dizermos que não gostamos de algo que desconhecemos...

 

... Eu já mordi a minha, e vocês?

Desafio | Passa-Palavra #2

Depois de escrevermos sobre a cor que nos aquece no verão, sobre o Amarelo, fazemos aqui um pequeno roteiro pelos cantinhos que participaram nesta primeira palavra por sugestão do José da Xã. Obrigada José pela ideia. Se alguém participou e não está aqui listado, que diga nos comentários porque aqui a vossa Mula não recebe notificações de quem identifica, e nós atualizamos. Se entretanto, e porque aqui não há qualquer obrigatoriedade de datas, alguém participar numa outra altura que se acuse também para reunirmos aqui todos os cantinhos com as publicações.

 

Bii Yue - Amarelo

Maria Flor - A cor da luz

Gaivotazul - Bateu a porta pela última vez

José da Xã - De amarelo me vesti...

Anita - Amarelo

ImSilva - O triciclo amarelo

Charneca em Flor - O casaco amarelo

Ana de Deus - Saudações amarelas e passa a palavra

Monteiro - Amarelo

Mel - Amarelo

Mula - Amarelo

 

E para esta semana temos uma nova palavra, um pouco mais densa, um pouco mais complexa, mas uma palavra muito nossa, muito portuguesa...

 

 

... Saudade!

 

Relembrando apenas as (poucas) regras que temos: O texto de até 400 palavras é totalmente livre e podem ou não utilizar a palavra no decorrer do texto ou apenas escrever sobre ela. Desafiamo-vos a escrever sobre esta palavra durante esta semana, mas escrevam quando decidirem e se decidirem. Identifiquem apenas a Mel e a Mula para depois no próximo domingo podermos listar-vos na publicação do desafio.s

 

Despedimo-nos com Vinicius de Moraes

 

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

 

Vemo-nos na próxima palavra. Bom desafio! 

Quem diria...

... que eu iria ser como as outras, sofrer como as outras, duvidar do futuro incerto, como as outras, olhar para trás e arrepender-me, como as outras. Quem diria que eu iria ser como as outras. Como as outras, como as pessoas normais que erram e se arrependem. Pessoas que se sentem, essas outras. Que já foram únicas e que agora são apenas outras. Quem diria que eu iria ser como as outras.

 

Quem diria que eu iria ser como as outras, como aquelas outras pessoas normais que duvidam e têm medo ao descobrir que ao não estar claro o futuro quiçá traçado, que poderá ser partida do diabo e transformar em inferno o que era calmo. Quem diria que eu iria ser como as outras.

 

Quem diria que poderiam brincar com a minha alma, com o meu corpo e sentimentos como brincaram com as almas, corpos e sentimentos, das outras.  Aquelas outras que enxovalhei e gozei de tão inocentes que são por acreditarem. Eu também acreditei. Quem diria que eu iria ser como as outras.

 

Quem diria que eu, tão objetiva e com uma mente tão clara iria ver nada, parede no fim da linha, bater com o comboio no terminal por não ter caminho traçado nem freio carregado e preparado. Quem diria que iria bater com a cabeça como as outras, com a mesma intensidade e desvelo com que as outras bateram.

 

Quem diria que eu não seria diferente e iria sentir solidão. Quem diria que eu seria tão fraca ao ponto de me afogar no meu próprio não. Quem diria que eu seria só mais uma entre outras e tantas e demasiadas... outras!

 

Quem diria!

 

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.