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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Questões que apoquentam e muito a Mula...

Se vocês pudessem espreitar o futuro - só espreitar, não sejam demasiado curiosos - e perceber que poderiam ser muito felizes numa determinada relação sem futuro  - sabem que é sem futuro porque espreitaram lá o dito - vocês optariam por...

 

a) Mais vale prevenir do que remediar: Preferiam nem viver a situação, e desta forma, não viver os momentos felizes.

b) Aproveitar o presente e que se lixe o futuro: Preferiam ignorar o futuro, e viver os momentos felizes enquanto desse.

c) Outro. Justifiquem.

 

Não que eu esteja numa situação que precise de qualquer tipo de consulta, mas imaginemos que hipoteticamente poderia estar, ao estilo, é sobre uma amiga, de uma amiga, de uma amiga minha!

Uma espécie de curta do dia #14

Coisas fantásticas das compras online:

Comprei um artigo por cerca de 6€ no ebay, como não era o que esperava, devolvi. Paguei quase 5€ para o devolver. Se não pagasse com Paypal - que para quem não sabe, devolvem os custos de devolução - acho que neste momento me estava a atirar abaixo da ponte, porque devolver nunca compensaria o reembolso. É nestas alturas que eu não entendo, como é que há produtos tão baratinhos enviados a custo zero...

A Mula foi a uma sessão de Barras de Access

A Mula foi convidada a participar numa terapia que utiliza por base a energia e lá foi toda lampeira ver o que era, curiosa que só visto. E antes que comecem já a ficar com o cérebro num nó cego e fechem já a publicação, a Mula explica o que é. Nós cegos no cérebro é tudo o que as Barras de Access não querem!

 

(imagem retirada daqui)

 

As Barras de Access é uma terapia energética que permite através da ativação de determinados pontos no crânio, libertar energia e desbloquear emoções, pensamentos, crenças, limitações psicológicas, entre outras situações. No total são 32 pontos que devidamente estimulados permitem libertação de stress, alívio da ansiedade e outras perturbações do indivíduo que possam impedir o seu bem estar mental e emocional, e até mesmo físico, já que tantas dores são psicossomáticas, ou seja, são físicas, mas têm origens na mente.

 

Têm aqui um esquema dos vários pontos que são trabalhados durante uma sessão de cerca de 1h30.

 

Access_bars_training.jpg

(imagem retirada daqui)

 

Não é preciso ter nenhuma patologia para experimentar esta terapia - olhem aqui a Mula já a salvaguardar-se! - mas poderão ter mais noção do impacto na vossa vida, se tiverem, claramente algum problema que vos possa estar a afetar. 

 

Como sabem, estou a passar por uma fase delicada, que me gera um elevado grau de ansiedade e me prejudica o sono e a concentração, para além de que algumas questões do meu dia-a-dia foram bloqueadas consciente ou inconscientemente. Posso dizer-vos por exemplo que apesar de já estar separada há 4 meses ainda não consegui ir buscar as minhas coisas à que outrora foi minha casa. Isto permite-vos ter noção do meu estado de confusão e angústia. Por isso quando fui convidada a participar numa sessão, claro que aceitei. Mal não haveria de fazer.

 

Mas deixemo-nos de teorias. O que é que eu senti? O que é que a Mula que é assim meia cética meia crente nestas coisas sentiu?

 

É assustador confesso. Em primeiro lugar, durante a sessão senti-me totalmente desativada. Senti o corpo mesmo muito pesado, totalmente relaxado - tão relaxado que vos confesso que volta e meia mexia um dedito dos pés, só para ter a certeza que ainda estava viva e quiçá portadora de todas as minhas faculdades mecânicas -, e apesar de isto parecer assustador acreditem que é libertador. À medida que a moça ia movendo os dedos fui sentindo diferentes sensações: desde arrepios, vibrações, frio, calor...  Basicamente sempre que ela mudava a posição dos dedos e tocava em novas áreas, novas sensações - estranhas - foram aparecendo. E juro-vos que não bebi nada alcoólico antes da sessão, nem fumei nada esquisito. Mais sóbria era impossível. É realmente estranho, mas é incrível!

 

No final da sessão senti-me totalmente relaxada, parecia que tinha recebido uma full-body massage, apesar de todo o tempo ter sido concentrado na minha cabeça. Após a terapia propriamente dita, falamos sobre o que aconteceu e explicou-me os pontos que estavam mais sobrecarregados e bloqueados, que no meu caso são os pontos referentes ao dinheiro e ao controlo. É aqui que concentro as minhas preocupações atuais: no dinheiro - na mouche! - e na vontade que tenho de controlar. Bingo! 1-0 para as Barras de Access. A verdade é que atualmente e parece que cada vez mais, sinto uma vontade enorme de tentar ter o controlo sobre tudo, sobre mim, sobre os outros, sobre as situações e a verdade é que na maior parte das vezes não tenho o controlo de nada e isso causa-me, obviamente, ansiedade.

 

Os resultados posteriores não são fáceis de avaliar, há quem sinta grandes melhorias ao nível do sono, da ansiedade, da compulsão... No meu caso, posso dizer-vos que foi um pouco diferente do esperado, mas tendo em conta o ponto do controlo que foi desbloqueado faz sentido. A verdade é que pela primeira vez em muito tempo permiti-me ficar triste. Ficar em casa, sozinha, triste. Permiti-me chorar, desabar. E apesar de parecer que foi um descontrolo total, a verdade é que é uma coisa boa. Passo o tempo todo a controlar-me, a tentar aparentar estar bem e a sorrir, que desabar foi... Deixem-me dizer-vos: Libertador!

 

A verdade é que não me tenho permitido fazer o luto do fim do meu casamento. A verdade é que tenho tentado manter-me ocupada, entretida, acompanhada, para evitar este confronto com a realidade: Estou sozinha. E parece que esta sessão permitiu-me isso: Ficar só, comigo, triste. Porque estar triste também faz parte, e se varremos demasiado as nossas tristezas para debaixo do tapete não se avizinha um bom futuro. Diz-vos a Mula que já varreu demasiadas tristezas para debaixo do tapete e depois como sabem... Puff!

 

Ao nível do sono, que é terrível, melhorou igualmente. Sinto que tenho um sono mais profundo, e consigo avaliar isso porque estava a passar por uma fase em que sonhava demasiado - e pesadelos então... - e a verdade é que desde a sessão que não voltei nem a sonhar nem a ter pesadelos - pelo menos que me afetem ao ponto de me recordar e de me acordarem a meio da noite como habitual.

 

Dizem que os resultados de uma sessão podem durar 21 dias, ou seja, isto só ainda está a começar, mas estou a gostar do que estou a sentir. Estou acima de tudo a tentar aceitar-me, e a aceitar a minha "nova condição". Sinto, de verdade, que me ajudou.

 

Ficaram curiosos? Experimentem. No Porto recomendo vivamente a Sara. Passem pela sua página de facebook , a menina é muito simpática, tirem com ela quaisquer dúvidas que tenham, que sintam, e marquem uma sessão. O nosso bem estar é o nosso maior tesouro.

 

Já agora questiono-vos: Alguém daqui já experimentou? Se sim, o que sentiram?

Desafios de uma recém divorciada #3 Escolher férias

Chegou aquela altura fantástica na vida de uma pessoa normal: Escolher os períodos de férias!

 

Esta altura sempre foi uma altura empolgante, marcar no calendário da empresa os dias que vamos querer gozar ao longo do ano, apontar no calendário depois de aprovadas, e começar a fazer contagem decrescente, qual presidiário que aguarda a sua liberdade.

 

É... É uma altura porreira. Expeto quando a nossa vida deu uma volta de 290º, já não somos adolescentes e os nossos amigos já estão todos casados e à espera de filhos, e não fazemos nem ideia de como vamos estar daqui a um mês, quanto mais daqui a dois ou daqui a quatro ou cinco. Fazer planos para um ano quando nem conseguimos planear uma semana é algo... Diria... Desafiante! Basicamente é como jogar à roleta russa: pode correr muito bem, pode correr muito mal, pode até nem correr. Corro sérios riscos de passar todas as minhas férias ali no Areinho - quem é do norte compreenderá, peço desculpa o regionalismo.

 

Assim como assim... Escolhi três períodos de Abril a Setembro. À falta de melhor, apanho sol na minha humilde e fantástica companhia, ainda que, e pensando bem, acho que vou colocar um anúncio:

 

Procura-se companheiro, ou companheira, de viagem, para relação seriamente descomprometida, com disponibilidade em Abril, Maio, Agosto e Setembro. Deve ser comunicativo, muito paciênte, gostar de ouvir música desde que o sol nasce até que o sol se põe, e desde que a lua nasce, até que a lua se põe e gostar de comer porcarias desde o acordar até o deitar. Competências de massagista serão valorizadas. Grata. Mula.

 

Que me dizem?

Violência e Vingança - Não é tudo a mesma coisa?

 

Acho curioso vivermos numa sociedade em que a violência - na sua generalidade - é repudiada e a vingança - na sua generalidade - enaltecida, ainda que possamos falar do mesmo nível de dor e crueldade. Do cinema à realidade. É sempre assim. Não o podemos negar.

 

Crescemos a enaltecer um homem que roubava aos ricos para dar aos pobres. Mas... Há roubo e roubo? Ou Roubo é roubo? E roubar não é condenável sempre?

 

Deixamos os "nossos filhos" crescer com imagens de super heróis que agridem e até matam os "maus da fita" e com princesas que se sobrepõe às bruxas más e só quando as bruxas são eliminadas é que as princesas são felizes. O bem sobre o mal. Mas matar continua a ser matar, e bater continua a ser bater... E qualquer tipo de agressão seja o "homem mau sobre o homem bom" ou o "homem bom sobre o homem mau" não deve ser condenável? Violência é violência e não a torna menos violenta só porque incide sobre alguém com má índole. Ou torna? No entanto continuamos a vibrar com filmes em que um homem - ou mulher, irra! - vinga a morte da sua família matando um por um, todos aqueles que lhe fizeram mal - falo por mim, que eu cá adoro o Kill Bill não vou negar -, nem lhe chamamos de pessoas violentas... Chamamos de justiceiros! Ninguém chama de monstros, àqueles que apedrejam e espancam em praça pública um assassino. Estão a fazer justiça. Atenção que não estou aqui a avaliar o conceito de justiça, que eu também tenho o meu conceito de justiça bastante peculiar e igualmente preconceituoso e bato palmas e fico de sorriso maléfico no rosto, por exemplo, sempre que um touro fura gravemente um toureiro ou ficaria se pudéssemos cortar os dedinhos daqueles que mexem no que não é deles, ou cortar a pilinha aos.... pronto já chega!

 

Não. Não quero falar de justiça, mas quero tentar perceber e avaliar as diferenças entre a nossa penalização da violência e a nossa capacidade de aceitar uma vingança.

 

Por que é que é tão fácil aceitar a violência justificada? Será que é porque no fundo somos seres amantes de sangue, e o facto de existir um motivo, nos alivia a consciência? Ou será que somos simplesmente parvos e não há justificação possível?

Quando os termos de pesquisa dão um post #1

Tenho sempre um montão de pesquisas parvas associadas ao blog. Há algumas que até são compreensíveis - nem sempre encontro justificação, mas ela deve claramente existir algures - mas outras são totalmente descabidas - essencialmente quando o meu blog passa por um qualquer site porno, vá-se lá entender porquê.

 

Uma das recentes pesquisas descabidas é a que vos em baixo apresento.


blog.jpg

 

Claramente não sou a melhor pessoa para aconselhar alguém a ir viver com o namorado - eu que aos 30 já dei mais do que provas que sou péssima a cuidar de plantas e de maridos - por isso das duas três: ou a moça - ou o moço - está a gritar desesperadamente por alguém que a faça mudar de ideias, e aí, parabéns, está no sítio certo, entre e sente-se confortavelmente no sofá do curral, ou então, claramente desconhece que aqui conselhos sábios nem ao domingo depois da missa - se calhar começar a ir à missa poderia ajudar... - e que como tal o melhor é seguir para um outro blog, tantos e tão bons da nossa praça com famílias, a maior parte do tempo, felizes - sim que isso das famílias verdadeiramente felizes não existe, não me lixem. 

 

Por isso minha cara a amiga, ou meu caro amigo, se tu que queres ir viver com o teu namorado, estás preparada para discutir 5 vezes por semana por causa de uma meia perdida no chão, ou porque o jantar é outra vez panados à espanhola - já agora, isto existe? - ou simplesmente porque não concordam com o canal da televisão... Força! A Mula está contigo. Vai com tudo. Vai correr bem!

 

 

 

 

 

 

 

... Mas só pelo sim, pelo não, deixa algumas coisas na casa dos pais para depois não teres de carregar com tudo quando for hora de deixar de brincar às casinhas e perceberes que namorar cada um na sua casa traz mais benefícios que prejuízos.

 

De nada!

Há trabalhos e trabalhos

Um dia destes tropecei por aí numa qualquer publicação que me fez refletir.

 

Dizem que devemos reclamar menos do nosso trabalho e agradecermos mais por termos um trabalho, seja ele qual for. Que devemos dar graças por termos a oportunidade de acordar diariamente com um propósito, enquanto muitos desgraçados acordam para folhear um jornal em busca de uma oportunidade.

 

Lamento. Não concordo! Não é possível agradecer sempre o facto de termos um trabalho.

 

Se é verdade que muita gente reclama de barriga cheia - confesso que tantas vezes reclamo de barriga cheia! -, verdade também é, que há muita gente com trabalhos com condições que não deveriam de ser legais, com horários que deveriam de ser proibidos e com ordenados que deveriam de ser considerados crime. Se é verdade que é à custa destes empregos de merda que pagam as contas, também é verdade que seria mais produtivo para a sociedade se fizessem parte das estatísticas do desemprego em vez de serem apenas uns desgraçados, mas empregados.

 

Que dizes, Mula?

 

Digo que se as pessoas não se sujeitassem - por desespero, claro -, a condições miseráveis, as condições melhorariam. O trabalho em si poderia continuar a ser horrível - há trabalhos que têm de ser feitos, independentemente de serem bons ou maus - mas se as condições melhorassem o trabalho em si seria atenuado. Sou da opinião que o que define um bom ou mau trabalho não é a tarefa, são as condições.

 

Falo-vos do meu caso pessoal. Eu não gosto do que faço. Não gosto. Sou boa no que faço apesar de tudo e considero-me competente e com perfil, mas não gosto do que faço. Não adianta estar aqui com mimimis que sabem que não gosto de histórias com floreados e borboletas cor-de-rosa a emergirem de um girassol. Não gosto. Ponto.

 

[E deixem-me continuar, antes que a malta que me acompanhou no último desemprego me caia em cima e me venha insultar.]

 

Apesar disto, gosto da empresa onde me insiro. E gosto dos meus colegas. E gosto das minhas condições de trabalho. E gosto do ambiente. E até gosto das minhas chefias. Isto faz o quê? Com que vá bem disposta trabalhar, com que encare o meu trabalho - sim aquele que não gosto - com um sorriso no rosto. Na realidade o que me rodeia acaba por fazer com que eu goste de ali estar, que é quase a mesma coisa de se gostar do que se faz. Não me custa nem um pouco acordar, levantar-me e ir para mais um dia - vá, quando chego a casa fora d'horas confesso que custa um pouquinho - e isto sim é que define bons e maus empregos, ou bons e maus trabalhos.

 

Claro que gostaria de ter um ordenado melhor, tarefas que me permitissem uma maior evolução e até, confesso, um AC só para mim, só para ter o prazer de o ver desligado o dia todo! Mas a verdade é que é muito mais do isto. Eu sim, agradeço diariamente por ter um trabalho e por poder acordar diariamente com um propósito - apesar de preferir, claramente, estar de férias - mas nem toda a gente tem a minha sorte. Por isso há mesmo muita gente que reclama com razão, e nem toda a gente pode agradecer o facto de ter um trabalho.

 

Mas já agora.... Que vos apraz dizer?

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.