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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Ai o português, o português...

Começo a achar que dizer que a língua portuguesa é traiçoeira, é dizer muito pouco sobre esta língua matreira de Camões. 

 

 

Fazia scroll pelo feed do Facebook - é melhor começar a escrever assim, em inglês,  é mais seguro - quando tropecei num post de um artigo sobre várias expressões/palavras, que dizíamos erradamente sem nos apercebermos. Do alto da minha sabedoria, já que me considero - considerava? - muito conhecedora da minha língua materna, abri para ver que disparates andavam a dizer os portugueses e eis que descubro que definitivamente não sei falar português! Eis que descubro várias gafes que não fazia nem ideia e que toda a vida disse erradamente. Entre elas, destaco estas duas:

 

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E é assim... 

 

Toda a minha vida disse "Ovelha ranhosa" e "Mal e porcamente". Mas porque estamos sempre a aprender... Comecei o ano com uma nova aprendizagem.

 

Quem mais desse lado vivia na ignorância como Mula? 

Uma espécie de curta do dia #4

Eu e uma amiga, temos sempre tanto para conversar - apesar de nos vermos diariamente - que nos atropelamos nos assuntos, mudamos rapidamente entre temas e no final percebemos que são poucas as "histórias " que concluímos...

 

A nossa expressão mais recorrente é:  "Ah! Depois não te acabei de contar..."

 

Quem mais é assim destrambelhado a falar, como nós?

Quem deve pagar no primeiro encontro?

(Imagem retirada daqui)

 

Um homem conversava há algum tempo com uma mulher pelo Facebook. Davam-se muito bem e falavam horas a fio. Decidem encontrar-se, vão jantar e ela nunca mais lhe falou ou respondeu às mensagens.

 

Mãe: Claro que não! Eu também não lhe falava mais. Então cada um pagou o seu jantar? É o homem que tem de pagar!

 

Mula: Mas não trabalham os dois? Não queriam os dois encontrar-se? Então por que é que é o homem que tem de pagar? Não faz sentido...

 

Após uma troca de galhardetes entre mim e a minha mãe, concordamos em discordar. Definitivamente temos maneiras muito diferentes de pensar, essencialmente por motivos geracionais.

 

Compreendo que a minha mãe é de uma geração bem diferente da minha. De uma geração onde se esperava que o homem abrisse a porta, ajudasse com a cadeira, e claro, pagasse a conta, mas nos dias que correm não me faz qualquer sentido assim ser. Não quero com isto dizer que não se possa aceitar o pagamento de uma conta por parte de um homem ou um qualquer outro gesto considerado de cavalheirismo, que não gosto de moralismos exacerbados, mas esperar que assim seja e chocarem-se se assim não for eu não consigo compreender. Esperar que um homem me pague sempre uma conta é estar a ser paga para o acompanhar na refeição, e esse não é um sentimento bom. Agora, claro que há alturas em que vou jantar com amigos ou amigas e me pagam, assim como por vezes vou jantar com amigos ou amigas e eu apresento o meu cartão e apresso-me a pagar eu, mas isso é muito diferente.

 

Mas posto isto fiquei curiosa:

 

Que têm vocês a dizer sobre isto? Deve um  homem num primeiro encontro pagar para parecer bem ou dividir a conta é sempre uma boa opção?

O lado bom da vida tecnológica

 

Muito se fala sobre os malefícios das novas tecnologias, de como afasta as pessoas, de como transporta as pessoas para um estado quase alienígena e de dependência, no entanto hoje quero falarvos do outro lado, do lado fantástico das tecnologias. Dizem que devemos sempre ver o lado positivo da vida, não é verdade? 

 

Esta semana, enquanto almoçava sozinha num restaurante aqui perto do meu local de trabalho, apercebi-me do quão confortável é ter um telemóvel. Metade do restaurante tinha malta a almoçar acompanhado, mas a outra metade, eu inclusive, almoçava sozinha. Numa outra era, seria bastante desconfortável e solitário estar sozinha, enquanto esperava pelo prato, calada  sem ninguém, enquanto na mesa ao lado pessoas falam e riem, acompanhadas. Olhando em volta foi fácil de perceber que ninguém que estava sozinho, estava realmente desacompanhado, ou aparentemente aborrecido por ser uma refeição solitária. Estávamos acompanhandos pelo melhor amigo das horas vagas: o telemóvel. E não me digam que a tecnologia tem um lado negro que afasta as pessoas porque sinceramente, se pensarem bem, ninguém afasta quem quer ter por perto. 

 

A verdade é que, e digam o que disserem, a tecnologia veio tornar mais suportável a solidão e o estar sozinho - sim, porque nem sempre estar sozinho é sinónimo de sólidão - essencialmente em locais públicos, onde ainda existe algum estigma associado.

 

A verdade é que desde a evolução dos telemóveis que nos transportam para múltiplos lugares e nos permitem falar com as pessoas que estão longe, à distância de um clique, que nunca mais me senti sozinha quando não tenho realmente alguém ao meu lado.

Olá 2019!

 

Não sou de criar metas. Aliás tenho o blog vai para quatro anos e nunca eu escrevi - pelo menos que me recorde! - uma publicação com metas do ano. Mas! E porque sempre existe um mas... Este ano decidi criar metas porque é um ano de viragem - já virou o ano passado mas pronto! - é preciso organizar-me e focar-me. Fé, força e foco, como diz a malta do fitness. Eu cá acho o mantra muito bom e pode ser interiorizado nas mais variadas situações. Por isso 'bora lá.

  • Arrumar o meu coração. Não digo com isto encontrar um príncipe encantado, que príncipes já sei que não existem, mas quero cima de tudo arrumar o meu coração, seguir em frente e deixar de viver com esperança em algo que pode nem nunca vir a acontecer.

  • Voltar a ser ativa no blog. Gostava de voltar às curtas do dia juntamente com uma publicação mais extensa, diariamente. Não está fácil, a inspiração não anda nos seus melhores dias.

  • Perder os 5kgs que faltam para o meu objetivo. Parece um objetivo fácil, mas acreditem que vão ser os 5kg mais difíceis da minha vida!

  • Retomar as 3 vezes por semana no ginásio. Isto de mudar de casa, mudar de rotas e de horários tem muito que se lhe diga e apesar de gostar de ali andar, é muito fácil dar-me à preguiça. Mas preciso mesmo de tonificar, quero dizer finalmente adeus à gordura do adeus e à barriga de "5 meses de gravidez".

  • Retomar os hábitos de leitura. Tenho lido muito pouco. Eu que ia tão lançada, deixei praticamente de ler. Acabei o ano com apenas 14 livros lidos. A minha lista de espera está a aumentar e eu não tenho tirado o devido tempo para aproveitar um bom livro.

  • Entrar no mestrado de Recursos Humanos. Este ano irei pela terceira vez - e última provavelmente, que não tenho paciência para isto! - concorrer ao mestrado que tanto desejo. Torçam os dedinhos por mim e pelo sim e pelo não acendam uma velinha, se possível em Fátima a ver se a coisa se dá.

  • Conseguir poupar. Mas poupar à séria. Agora que tenho poucas despesas quero ver se perco esta mania de querer comprar este mundo e o outro - encontrei nas compras uma terapia... - e coloco uma boa maquia de lado. Já estou a tratar disso, agora é "só" continuar.

  • Começar a correr. Quero ir ao Triatlo este ano e quero correr do início ao fim, coisa que não aconteceu no ano passado.

  • Trocar de carro. A ver se finalmente consigo vender o meu carro e comprar um mais pequeno para mim. Um que não seja temperamental, de preferência.

 

E pronto, parece-me tudo exequível - embora nem tudo dependa de mim. Vamos ver como corre este novo ano.

 

Bom ano a todos!

2018

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Quando o ano de 2018 começou, estava longe de imaginar como iria terminar. Este ano não pareceu um ano, pareceram 3 ou 4. Eu que me queixo que o tempo voa, desta vez o ano foi enorme. Essencialmente desde Setembro até agora. Parece que de Setembro até agora foi uma eternidade e tanto aconteceu... Na vida, no blog... Toda a minha vida se reestruturou.

 

O que vocês não sabem é que no início do ano comecei a tentar engravidar. E como é que passamos de uma tentativa de maternidade para um divórcio? Pois...

 

Entendem como foi um ano enorme?

 

2018 foi o ano em que completei 30 anos e onde a crise dos 30 me atirou ao chão e rebolou sobre mim. Com o divórcio, regressei a casa da mãe. 10 anos depois. Curiosamente saí em Outubro de 2008 e regressei em Outubro de 2018, podemos dizer que foi um ciclo completo. Que coisa estranha esta coisa da vida...

 

Aqui, com 30 anos tive de me reerguer. Aprender novas rotinas, ganhar novas forças, e apesar de tantas vezes cair ao chão, deitar as mãos à cabeça e perguntar-me vezes sem conta porque estou a passar por isto, estou a reerguer-me o melhor que sei. Tenho saído, tentado conviver com pessoas, divertir-me. Estou a tentar fugir da solidão que tantas vezes nos atira mais ao chão e nos cobre de pó. Eu não quero estar no chão coberta de pó.

 

Em 2018 foi também quando olhei para o espelho e comecei a gostar um pouco mais do que via. Ao menos isso. Imaginem o que era eu, gorda, divorciada aos 30 e sem pingo de autoestima? Ao menos sou gorda, divorciada aos 30, mas com uma autoestima que me permite aguentar com um sorriso no rosto o dia-a-dia. Todo o dia. Hoje gosto mais de mim, e talvez por isso tenha olhado para trás e percebido que merecia mais, que precisava de mais, que queria mais. Não por uma questão fútil ou egoísta, mas porque batalhei toda a vida por mais, apesar de não ter tido a sorte esperada. E 2018 foi também o ano que eu percebi que posso ter mais e isso no fundo acalenta-me o coração.

 

Posto isto, confesso que estou um pouco assustada com o novo ano que vai entrar, não que a mudança de um calendário faça diferença alguma mas... Estou assustada com o novo ano que vai entrar, ainda que... sejamos sinceros, pode sempre piorar eu sei mas... Qual é a probabilidade de ser um ano pior que este?

 

Venha 2019! 

Livro: Quem Nunca Morreu de Amor de Eduardo Sá

Tive quase um ano para ler este livro tão pequeno... Também confesso que não é um livro para ser lido todo de uma vez, é para ir lendo, devagarinho e consoante nos fizer sentido, mas ainda assim foi demasiado tempo. Isto diz muito sobre o que eu achei do livro, digo-vos já.

 

O livro é uma reunião de várias crónicas/diálogos sobre o amor nas suas várias perspetivas. Fala sobre respeito, sobre paixão, sobre o desgaste, sobre o fim do amor. Sobre sacrifícios, sobre escolhas e sobre desejos e vontades.

 

Não é um livro espetacular e mais de metade das crónicas/diálogos são para encher chouriços, enfadonhas, e não acrescentam nada, mas há crónicas muito boas e muitas dessas boas crónicas permite-nos criar reflexões e como eu gosto de dizer: Faz-nos olhar para dentro. Digamos que muitas dessas crónicas nos faz pôr a nossa vida em reflexão e nos faz questionar o que estamos a fazer de bem e de mal e como poderemos fazer diferente, e até chamar-nos a atenção para um amor que nós não desejamos, porque o nosso respeito e dignidade são tantas vezes colocadas em causa em pequenas coisas que quase não notamos mas que nos causam mossa. Com este livro no fundo percebemos que não estamos sozinhos quando achamos que estamos a cismar em algo exageradamente.

 

Há crónicas que realmente me fizeram questionar muito o relacionamento que eu tinha e que colocou por palavras muito do que eu sentia e não sabia que sentia. Por isso é um livro que apesar de tudo deve ser lido com cuidado, porque lido numa altura má - em que nos sentimos mais em baixo - pode ser devastador.

 

Apesar de ter sido um livro que na generalidade me desiludiu confesso que gostei de ler e as crónicas boas, são mesmo muito boas e valem pelo livro todo.

 

E deixo-vos com um exemplo das crónicas que mais gostei.

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Que me dizem?

Alguém já leu?

Vida de gato é tão difícil....

Tive o sofá livre toda a tarde. O Simba esteve deitado no balcão do bar toda a tarde. Decido desligar o PC e ponho-o no braço do sofá. O Simba vai para onde? Para cima do braço do sofá. Que tinha o quê? Isso mesmo, o computador... E ainda consegue olhar para mim como que a dizer "podias tirar isto daqui? Estorva um bocadinho..."

 

Cadeira da secretária livre a tarde toda. Simba deitado no chão a tarde toda. Kika decide ir para a cadeira da secretária. Simba faz o quê? Fica sentado a olhar para ela deitada como que a dizer "Ai! Ali é que se deve estar confortável!" Faz o quê? Tenta ir para lá, mas a Kika não lhe dá abusos e expulsa-o. Tenta uma segunda vez mas o mesmo final. Simba vai amuado novamente para o chão.

 

Podia continuar a enumerar imensas situações de como esta vida é injusta para os gatos desta casa... Realmente ser gato é mesmo difícil!

 

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(imagem retirada daqui)

Este fantástico 2018...

Tenho um problema que muitos têm... E poucos falam sobre isso.

 

A Mula sofre de hemorroidas. É verdade, não é uma coisa bonita de se dizer nem de se falar sobre, mas a verdade é que é um problema como tantos outros. E não a Mula não anda aí em raves loucas - apesar de não me livrar das piadas! -, a Mula tem apenas de ter muito cuidado com o que come e infelizmente há algumas coisas que lhe escapam do controlo.

 

Sofro deste problema desde que comecei a ter uma alimentação saudável. Incrível não é verdade? Nunca tive problemas quando me alimentava à base de hambúrgueres, fritos, quilos de pão e massa. Mas parece que comer legumes e fruta com variedade não é coisa que os intestinos e afins sempre adorem. Ou então adoram, e são explosões de adoração! #sóquenão Ou então é a PDI e não tem nada a ver com a alimentação e não há nada a fazer... Assim como assim, digo-vos e quem sofre com isto sabe bem: É desconfortável, é doloroso... É horrível!

 

Os últimos dois verões posso garantir-vos que foram horríveis. Sempre que vem o calor, o pesadelo começa e este fim-de-semana, vésperas de Natal, sem que nada o fizesse prever - até porque durante o tempo frio não é comum -, voltei a ter problemas. Farta que os cremes e medicação não façam efeito, fui diretamente ao hospital.

 

Digo-vos desde já que não tenciono voltar ao centro de saúde voltando a ter este problema. Fui logo lancetada e apesar de ser um procedimento horrível - não vos minto, só a anestesia é uma coisa horrível, acho que nunca disse tantos palavrões em frente a um estranho - mas a verdade é que o facto da situação ficar logo resolvida é um alívio. 

 

E foi por isto que passei os meus últimos dias de cama, não de rabinho para o ar, mas quase. E passei um Natal fantástico, com um humor de cão, e com muita vontade de festejar. #sóquenão Tive inclusive de deixar de tomar um dos medicamentos, já que o tomava e 15 minutos depois era uma morta-viva: não conseguia andar porque não tinha força nas pernas, não conseguia comer porque vomitava tudo, não conseguia abrir os olhos porque todo o mundo girava a uma velocidade alucinante... Tive inclusive de ser ajudada a comer. Sim, digamos que os últimos dias têm sido no mínimo interessantes do ponto de vista físico e psicológico... tudo.

 

Este 2018 tem sido um ano fantástico... Só não sei é porque raio ainda não acabou!

Deixar tudo para a última...

Tem destas coisas!

 

Fiquei de ir comprar a prenda da minha mãe sábado à tarde depois do trabalho... Mas tive uma pequena cirurgia de urgência - sim o meu Natal foi fantástico, mas calma está tudo bem - e acabei por ficar de cama no Sábado... No Domingo... e ontem...

 

Sim, é isso, a minha mãe ficou sem prenda porque eu deixei tudo para a última.

 

Já dizia o outro: Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje! Aprendi!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.