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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

A Mula em versão lapa

Sou muito galinha com as minhas gentes. Acho que um dia os meus filhos vão sofrer com isso, por agora sofre apenas o Mulo. "Estás bem?"; "Precisas de alguma coisa?"; "Queres mais uma almofada?"; "Olha os medicamentos..." Assim é a Mula. Chata, chatinha que dói. 

 

Ainda assim, e respondendo a algumas pessoas que me têm questionado, sim a Mula internou-se com o Mulo, ainda que a pedido do próprio, por isso acho que no fundo, no fundo, lá bem no fundinho, esta Mula em versão lapa é até apreciada. É a segunda operação a que ele se submete - há três anos realizou uma nucleólise do disco por mistura de ozono na coluna, não tem sorte com a estrutura óssea... - e é a segunda vez que me interno com ele.

Acho que tenho trauma de infância. Quando era miúda fui internada duas vezes, três dias cada vez em dois anos diferentes e ficar sozinha ali no hospital duas noites, fez-me chorar um bom pedaço, não por birra, mas por solidão. Sempre fui muito avessa a estar sozinha e isolada. Nunca deixaram a minha mãe ficar comigo. Nos hospitais públicos isso não é possível. Fiquei sozinha, assustada, com medo de não acordar da anestesia e fiquei ainda mais assustada quando acordei da anestesia e percebi que estava no quarto com mais três bebés que choraram e berraram dia e noite. Ali dormir só os mais fortes conseguiam. Não houveram fortes. Não gostei, de todo, de ficar ali sozinha. Com apenas oito anos, senti-me totalmente abandonada e não compreendia porque a minha mãe ali não ficava comigo. Eu sabia que ela não podia, só não compreendia.

 

Quando o Mulo teve a intervenção à coluna há três anos atrás, fiz questão de ficar com ele, até porque não se poderia mexer para nada durante 24 horas. Dei-lhe de comer, ajudava-o com as necessidades básicas, ajudei-o a beber, cheguei-lhe coisas e acima de tudo fiz-lhe o que mais ninguém de um hospital - mesmo do privado - lhe pode fazer: fiz-lhe companhia, fi-lo rir, e nunca o deixei um segundo sozinho. Agora não foi diferente. Apesar da mobilidade estar menos condicionada, a verdade é que um doente precisa sempre de muito mais do que os hospitais podem oferecer. Dormi mal - quase não dormi -, estive alerta toda a noite, mas estive ali para o que fosse preciso. Bem sei que não era uma operação muito delicada, mas se existe a possibilidade de ficar lá com ele, porque não? Ficarei sempre que me for possível e ele ali me quiser.

 

A senhora da conservatória não disse na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza mas há coisas que não precisam de se ouvir para se sentir!

 

Sou uma Mula-Lapa com muito gosto e espero que um dia que seja ao contrário ele também esteja lá do mesmo modo que eu estive.

 

Defeitos e Feitios

Lamento desiludir-vos, mas sou humana.

 

Tenho qualidades e defeitos como qualquer pessoa, mais defeitos que qualidades, confesso. Tenho os meus estereótipos e preconceitos como achava, até então, que qualquer pessoa poderia ter. Todavia fico feliz por saber que sou caso raro. Descobri que ter medos provenientes do senso comum, dos estereótipos sociais e pré-conceitos, que toda a vida a sociedade nos impregnou, não é normal. Fico feliz que seja caso raro. Não porque goste de me sentir única, mas porque afinal ainda há fé na humanidade. O ideal é pegar nesses seres puros, perfeitos, polidos e reproduzi-los massivamente para que a bondade e a perfeição se espalhe por este mundo e no futuro possamos ter uma espécie mais justa, mais bondosa, no fundo, menos animal.

 

Mas eu não sou assim, lamento. Tenho estereótipos, e muitos preconceitos, a acerca de tudo e de todos. Até do meu vizinho que é branco, alto e tem porte atlético. É a minha vantagem, não olho a quem. Tenho preconceitos quase indiscriminadamente. Olho, tem um andar torto, um olhar desviado, um pelo a cair-lhe na lapela, desconfio, se calhar aquele cabelo foi de alguém que ele matou... Não gosto, não quero, não confio. Ou sou agora obrigada a confiar em tudo o que mexe porque é feio apontar o dedo, porque descriminar é vergonhoso? É. Não deixa de ser verdade. Mas é se eu começar por aí a fazer campanha, a insultar pessoas, a acusar de A, B e C só porque me apetece. Nada disto aconteceu. Falei-vos dos medos, provenientes de histórias. Podia ter inventado uma histórinha com um senhor branco, reformado, com um ar amoroso ali do Lar de Santana. Mas para quê? Para ficar bem vista? Explicar-vos uma coisa. Se me levarem à Casa Assombrada ali de Aveiro, eu por muito que tente ser racional e dizer para mim que o sobrenatural é treta e que não existe. Perdoem-me, por mais racional que tente ser, não o sou. Não entro e ponto final, porque há coisas que sinceramente não quero saber, não quero conhecer, e nem saber que existem. No entanto até podem estar lá dentro a servir o melhor bolo de chocolate do mundo. Não vou. Contaram-me histórias, tenho medo. Não vou.

 

Lamento, assim sou eu. Sou preconceituosa e até tenho um lado racista como viram ontem. Choquem-se, condeno os romenos com que me cruzo diariamente por andarem a roubar nas ruas, toda a gente saber e ninguém fazer nada contra isso. "Coitadinhos, andam a roubar porque ninguém lhes dá trabalho". Se eu fosse Jorge Palma diria "Deixa-me rir... que esta história não é tua!" Sou uma horrível educadora social. Não acredito na mudança social de todos os que comigo se cruzem. Lamento mas não acredito que aquela romena que anda Porto acima Porto abaixo a espreitar as malas das pessoas, algum dia vá mudar, nem naquela cigana que agrediu à pouco tempo uma lojista porque a tentou impedir de lhe roubar a loja, vá mudar. Mas choquem-se, bem sei que há ciganos sérios. Também os conheço. Mas infelizmente pelas histórias que me contam o melhor será exagerar do que desvalorizar, só pelo caso, por uma questão de segurança, porque já dizia ali o Manel da esquina "Quem tem cu, tem medo!" Mas não decrimino só os estrangeiros, porque também não acredito que aquele drogadito português filho de boa gente, que anda a pedir rua acima, rua abaixo para a dose também possa pedir para comer. Até pode ter fome, claro que tem fome, todos nós temos fome. Mas tenha ele a fome que tiver, eu nunca vou acreditar que ele vá usar o dinheiro que lhe deram para comer. Desculpem, choquem-se comigo, mas eu mudo de passeio se vejo uma pessoa com um estilo duvidoso. Sim, choquem-se para mim falta de estilo é motivo para preconceito. Logo eu que sou maltrapilha... Estejam à vontade para mudarem de passeio quando me virem. Não vá o mau gosto e os conceitos pessoais se apegarem via aérea e vos contaminar. Sorte a minha que não sou assim tão má, tendo em conta que cresci numa educação em que tudo o que não é branco como a caule é merda. Atenção que eu tanto aperto a mão a um preto como um pescoço a um branco. Nada tenho contra as raças, mas tenho algumas reticências com algumas culturas. Culturas, não cores ou credos. Por mim tanto podem acreditar em Brahmam, Buda, ou na Iemanjá. Confesso que já sou mais reticente com os crentes em Alá. Matem-me já, que nem mereço tão pouco o ar que respiro.

 

Se quando voltar não tiver perdido pelo menos uns 20 seguidores é porque estou fraquinha, posso caprichar da próxima vez. Sabem porquê? Sou tudo isto e mais além, se me julgam pelo que digo, imaginem aquilo que penso e não digo por ter bom senso. Apesar disto tudo sabem o que não sou? Não sou hipócrita. Não me escondo numa concha nem ambiciono ser perfeita, porque nunca o serei. Mas também vos digo, que é o facto de eu ter noção das minhas limitações, dos meus conceitos e opiniões que me é possível controlar e não dizer tudo o que me vai na cabeça. É que conheço muito boa gente que não tem nada disto, que se dizem de mente aberta, mas depois é com cada atitude que deixam os outros boquiabertos, porque é tudo feito de forma inconsciente, tal que é a vontade forçada de se ser e se acreditar que não se tem esses pensamentos, tidos como perigosos e maus. Sabem uma coisa engraçada? [#sóquenão] Conheci uma rapariga que estava a tirar o meu curso, e que estava tão focada no "todos os indivíduos são bons, todos podem ser bons, não podemos descriminar, descriminação é má e eu sou boa educadora social, e eu não vou descriminar ninguém só porque usa calças pelo cu, correntes a sair dos boxers e cabelo a parecer um suflé!" Que foi assaltada porque não quis mudar de passeio quando viu um grupo desses. Bela merda essa coisa de não ter preconceitos!... Bela merda! Minha gente, já sei que nem toda a gente que usa calças pelo cu, correntes a sair dos boxers e cabelo a parecer suflé são maus, sei bem que não. E saber quem é quem? Pois... Pelo sim, pelo não, desculpem-me a ousadia, mas eu vou continuar a mudar de direção. Antes uma cabra fascista inteira. Do que uma menina de bem retalhada. 

 

Mas compreendo que seja fácil dizer que os outros estão errados, e acusá-los de maldade, e de todas as filhas da putice. Mas não tem problema, porque eu também sou assim: As vidas dos outros são tão fáceis para mim! E já cantavam os Anaquim: "As vidas dos outros, nunca me soam mal. Vêm problemas no que é no fundo normal. Ai se eles soubessem como é viver assim, as vidas dos outros são tão simples para mim". Sabem porquê? "É fácil ter calma quando a alma não me dói a mim".

 

Só vos digo uma coisa: Fechem os olhos antes de acusar os outros das suas fraquezas, é que podemos-nos estar a ver refletidos. Sabem aquela frase do "Eu não sou racista! Eu até tenho um amigo preto!" Quanto mais tentamos arranjar justificações, mais escondemos a podridão que temos dentro de nós. Pensem nisto!

 

E agora só porque pequei, vou ali benzer-me e acender uma velinha pela minha alma e já volto! Acham que ainda tenho um lugarzinho no céu?

 

E em três... dois... um... Já regressamos aos 100 seguidores? Quem se mantém fiel, quem é, quem é?

 

 

[P.S.: Ainda relativamente a ontem só um apontamento: A última vez que me quiseram dar trabalho assim à força toda, fui trabalhar para um arquiteto, sul africano, mas filho de pais portugueses, branquíssimo, de boas famílias, endinheirado, quase reformado... Já lá vão 8 anos e ainda não vi o meu salário! Só um pequeno pormenor... Fiquei escaldada com "Ai gosto tanto de si, quero-a a trabalhar para mim!", não sei porquê mas prefiro continuar a encontrar trabalho através do método convencional, ainda que, mesmo assim, não me deem garantias nenhumas.]

Coerência

Sou muita coisa má: tosca, inculta, bruta, rancorosa, ... Mas no meio de tanto defeito tenho uma qualidade da qual me orgulho muito, apesar de à luz da sociedade ser só mais um defeito: Sou coerente.

 

Hoje é o dia em que as pessoas se juntam todas, e se enfiam nos cemitérios em vez de centros comerciais. É o dia em que gastam um dinheirão em flores caras e bonitas, porque as suas campas vão ser vistas, apreciadas e comentadas. No fundo, o Dia de Todos os Santos, ou o Dia dos Mortos como sempre lhe chamei, é um bocadinho como as cascatas Sanjoaninas na altura do S. João no Porto, ou como os desfiles dos Santos Populares em Lisboa. Cada marcha quer ser a melhor. Também ali nos cemitérios cada família quer ter a campa mais bonita e grandiosa, com velinhas a arder a condizer. E ali, no meio de algumas pessoas que efetivamente sofrem, há pessoas que fingem estarem triste e que fingem ser devotas. Porque é o dia que tiraram da sua vida para serem tristes e devotas. No resto do ano ninguém quer saber, mas há que neste dia dar importância, antes que o feriado volte a ser inexistente. Eu também gosto do feriado. Como gostaria que existisse o feriado do Nosso Senhor do Cotão. Gosto de feriados. Ainda que na maior parte das vezes esteja a trabalhar, mas nem sempre foi assim.

 

Quando era pequena era obrigada a ir ao cemitério, claro. Tinha de usar roupas escuras, mas ir vestida a rigor, como quem ia para um casamento ou um batizado, e lá passávamos o dia. Quem me obrigava a ir era o meu pai. Apesar de no resto do ano pouco ou nada - era mesmo nada - ligar à campa da minha avó. Aliás, se não fosse a minha mãe - que nunca se deu com a minha avó -  a cuidar daquela campa, anos a fio estaria ao abandono. Ele não queria saber. Mas no dia 1 de Novembro era diferente. As pessoas falavam das pessoas que não apareciam e não enfeitavam as campas para o dia 1 de Novembro. Ainda que ninguém falasse de ninguém sobre isso o resto do ano. Mas no dia 1 de Novembro é diferente. Hoje que olho o dia com distância, percebo que faltam cervejas e música, porque as pessoas vão para ali para conviver, tal como quem vai a um bar ou a um café. Pelo menos assim é na minha terra. Já lá não vou há anos, mas sei que assim continua a ser. As pessoas aproveitam para conversar com pessoas que no resto do ano não têm tempo, e aproveitam essas pessoas para falarem acerca de outras. Sim, na minha freguesia aproveitava-se este dia para colocar as coscuvilhices em dia. Tão coerente não é verdade? No entanto quando tinha 5 anos, fui obrigada a despir o meu favorito fato de veludo porque era vermelho e "o vermelho desrespeitava os mortos".

 

Hoje não vou ao cemitério, não vou enfeitar a campa onde o meu pai se encontra, não vou lá pôr flores ou velas, nem conviver com outros seres que não conheço de lado algum só porque é dia 1 de Novembro. O meu pai para mim já tinha morrido antes de ter efetivamente morrido e eu no resto do ano também não quero saber daquela campa. Porque haveria de ser diferente neste dia? Não é diferente. Para mim não é diferente. Para mim as pessoas boas são sempre boas, e as pessoas más são sempre más. Para mim as pessoas não passam de bestas a bestiais só porque morreram. Não. As pessoas que eram más, só deixaram de ser más porque já cá não estão, porque se cá continuassem nada teria mudado.

 

Sou coerente. Deixei de querer saber dele em vida, também não quero saber dele em morto.

 

Sei que a sociedade me julga, alguns ex-vizinhos e familiares me julgam. Diz a sociedade que pai é pai e mãe é mãe, sejam bons ou maus. Disseram-me vezes sem conta que não podia guardar rancores porque ele era meu pai, que não lhe podia virar as costas porque ele era meu pai e que eu nada podia fazer contra isso. Que os pais não se escolhem, e que é obrigação dos filhos cuidar dos pais sempre, independentemente do que eles nos façam. Vários outros me demonstraram também eles fazerem sacrifícios pelos familiares que não mereciam. Acho que o faziam para dormirem de noite, não porque verdadeiramente o quisessem fazer. A sociedade cria os piores demónios interiores. Mostrei a muita gente que estavam enganados. Na cabeça de muitos deles sou uma espécie de monstro. Cada um que faça aquilo que achar melhor para dormir de noite mais confortável, mas eu não faço o que a sociedade me pede e quer, só porque é o que sociedade pede e quer. Faço o que sinto que devo fazer, achem os outros correcto ou não. Choquem-se... Durmo descansada à noite!... 

 

Sim... Sou muita coisa, mas acima de tudo, sou coerente.

Quando um post, lembra-nos uma situação que vira post

O post de ontem da Saracasticamente fez-me lembrar a forma como levei a minha última vacina contra o tétano. Não foi bonito.

 

Corria o ano de 2009. Ia eu toda pimpona para uma consulta de planeamento familiar, e como é habitual, antes da consulta de planeamento, passo pela enfermeira para pesar, medir o perímetro abdominal e medir as tensões. Pois que deveria de existir lá um alerta que estava com a vacina do tétano em falta. Como a dita é de 10 em 10 anos, não tenho propriamente a noção de quando é para tomar novamente. Parece que afinal já a deveria de ter tomado e alguém achou - não eu - que estava na hora de a levar.

 

A enfermeira - que é minha enfermeira de família há alguns anos - manda-me despir a camisola, fico a pensar que é para medir as tensões, e não é que ela vem direitinha a mim, desinfeta-me rapidamente o braço e pumbas, espeta-me com a agulha no braço? É que isto contado, sei que custa a acreditar, mas foi verdade. Perante o meu ar chocado, numa mistura entre o pânico e o furioso, lá me explica que eu já devia de ter aquela vacina e antes que eu passasse mais uma série de meses sem lá pôr os pés - como é habitual -, ela tinha de me dar a vacina, palavras dela. Certo, compreendo. E explicarem antes não? Eu certamente compreenderia e até aceitaria. Ou não, provavelmente o mais certo era arranjar uma desculpa qualquer para ir lá noutro dia levar a vacina. Acho que ela me conhece melhor do que julgo...

 

Pior. Fui de carro, e o braço direito inchou-me de tal maneira, e ficou tão pesado e dorido que não consegui levar o carro, não tinha força para colocar as mudanças. Fui a pé para casa da mãe que fica logo ali ao lado, e só fui buscar o carro ao final do dia quando estava melhor, mas ainda assim custou imenso conduzir.

 

A sério? As vossas enfermeiras de família também são assim... umas fofuchas?

"Casava contigo todos os dias!"

Podia ser mais um título de um livro do Pedro Chagas Freitas, mas não é! Chegaram as fotos do casamento, e com elas vivi tudo novamente, e continuo com a convicção que não faria nada de diferente, e que amei tudo e que se pudesse repetia, e repetia, e repetia este momento, vezes e vezes sem conta.

 

Não me canso de repetir que foi o dia mais feliz da minha vida. Da nossa vida. Bem sei que para ele também o foi. Sei que não nos casamos por vontade d'Ele, sei que para ele o dinheiro falava mais alto que o enlace em si. Sei que por Ele pegávamos em todo o dinheiro e faríamos a viagem da nossa vida. Sei que nos casamos por eu ser Mula teimosa, e com sonhos, muitos sonhos. Mas sei que aquele sorriso que Ele manteve em toda a boda não se força, não se finge, não se inventa. Por isso sei que estava feliz, tão ou mais do que eu. Estávamos os dois. Porque os sorrisos verdadeiros sentem-se, não se fingem, porque sorrir não é rasgar a boca e colar os dentes de fora, quando nos rimos, rimo-nos com o corpo todo, com os olhos, com os braços e até com os cabelos. Quando temos um sorriso verdadeiro, somos apenas luz, sentimentos, e amor. Acima de tudo amor.

 

Gostava de vos dizer qualquer coisa bonita, mas estou com a lágrima encravada na garganta! Apenas dizer-vos que... Se pudesse, casava com ele todos os dias da minha vida! Se isto não é amor. Então não sei o que amor será!

 

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Não sou um bicho do mundo...

Tenho noção que passo muitas vezes a ideia de que sou uma pessoa muito descontraída, mas não sou. Tenho noção que passo muitas vezes a ideia de que sou uma pessoa muito sociável, mas não sou sempre assim. Tenho noção que passo muitas vezes a ideia de que sou uma pessoa com piada, mas pessoalmente não sou assim.

 

Sou um bicho pessoa que demora o seu tempo a sentir-se confortável num habitat diferente do habitual. Bastante sociável quando conhece os seus intervenientes, muito fechada quando não os conhece. Pessoalmente, sou de riso fácil, isso dá a ideia de que estou sempre bem, confortável, feliz e divertida, mas não é necessariamente verdade.

 

Odeio silêncios mas também odeio conversas forçadas. Odeio sentir-me à parte. Odeio querer dizer qualquer coisa e sentir essa pressão e nada sair. Odeio olhar em volta e não conhecer ninguém, e não poder dizer "lembras-te daquela vez...?". Odeio não conseguir sair da minha casca e sentir que todos estão bem menos eu, que eu sou um bicho raro, à parte.

 

Odeio sentir que não pertenço a um lugar. E tantas vezes que não pertenço a um lugar...

 

No fundo, não sou um bicho do mundo, sou um bicho do meu mundo.

A Mula ontem esteve aqui...

... Mas apanhou transito e só chegou hoje! Que blogger desnaturada sou, que nem um jatinho* privado para chegar rápido aos blogs dos outros tenho...

 

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Mas se quiserem uma história bonita, para ficarem com a lágrima no canto do olho, ide lá! Pronto está bem, não há lágrimas para esta história, é só uma história parva da parva da Mula mas em ponto pequeno. Ide lá na mesma! ^_^

 

 

*Vá lá Mula, não sejas parva outra vez. Estás em Portugal, fala português, sim?! Anda uma mãe, e as várias professoras de português, a criar uma filha para isto...

Às vezes é preciso arregaçar as mangas

Somos todos diferentes. E nada iguais.

 

Vejo muita gente a culpar a infância infeliz, as dificuldades financeiras do passado, e a falta de oportunidades pela falta de sucesso do presente e pela falta de perspetivas de futuro. Sou educadora social, com estudos em psicologia e sociologia, sei que efetivamente a infância e as experiências passadas influenciam e muito o caminho que se traça, e as nossas motivações. Mas é inegável, e a psicologia e a sociologia também o diz, que os indivíduos podem em si só ultrapassar muitas das dificuldades e traçar um caminho diferente, menos trágico, menos pesado, menos vitimizante.

 

Eu também tive uma infância de merda. Eu também passei por fases em que só comia sopinha ao almoço e ao jantar porque o dinheiro não dava para mais. Eu também tive de ir trabalhar quando ainda era "criança" para ajudar nas despesas. Eu também tive um pai de merda e uma família de faz de conta. Eu não podia usar saias curtas que isso era roupa de puta. Eu não podia sair à noite apesar de já ter 18 ou 19 anos e um namoro de 3/4 anos, porque só as putas é que saíam à noite. Quando aos 19 anos fui trabalhar para um bar - do namorado e de uns amigos - fui acusada de desgraçar a família, que aquele trabalho não era de menina honesta e de boas famílias, fui ameaçada que iria ser expulsa de casa se não viesse embora. Claro que não precisei de ser expulsa, eu própria saí pelo meu próprio pé, de cabeça erguida e orgulho vitorioso. A vida ensinou-me que não devemos ficar onde não somos bem-vindos.

 

Não é segredo para ninguém - acho eu - que fui vítima de violência psicológica por parte do pai durante toda a minha infância e juventude. Também a mãe foi. Quando eu era miúda - tinha uns 3 ou 4 anos - a mãe tentou divorciar-se do pai, e o pai ameaçou que a mãe nunca mais me veria. Então a mãe aguentou um casamento de fachada, até porque o seu ordenado não lhe permitia ter uma vida independente, não lhe permitia tão pouco pagar uma casa. E o pai sempre foi tendo poder porque tinha dinheiro, uma casa. Obviamente nunca nos demos. Obviamente eu nunca o defendi numa discussão. Obviamente eu estava sempre do lado da mãe. E obviamente era persona non grata por isso. Assim, quando o pai estava chateado com a mãe, era como se estivesse também chateado com a filha e não lhe falava, mesmo quando nada tinha que ver com isso.

 

Quando eu tinha 16 anos, os meus pais meterem-se num negócio desastroso, contas começaram a ficar pendentes e dívidas começaram a surgir. O dinheiro não chegava para tudo. Ainda estudava. Tinha acabado de passar para o 11º ano e quando precisamos de contar com o apoio escolar para eu poder ter livros para poder continuar os estudos, o apoio escolar falhou. Pois que o facto de ter uma casa - apesar da conta bancária estar a zeros - foi fator de exclusão: "rendimentos a cima da média" dizia na folha de recusa. Mas quais rendimentos? Não... não existiam rendimentos. Então aos 16 anos fui trabalhar para uma cadeia de fast food. Aproveitei o mês de Agosto, das férias e trabalhei a full time para ajudar a colocar as despesas em dia, e assim que começaram as aulas, passei para part-time durante a semana, e a full time ao fim de semana. Desde então passei a trabalhar e a estudar. Claro que a média de 17 se foi. Claro que a minha média miserável de 13 - porque quando se trabalha e se estuda não sobra muito tempo para estudar - não me permitiu seguir em frente e entrar em Enfermagem como eu queria [ainda bem, sejamos sinceros, sei hoje que não teria a mínima vocação para enfermeira.] nem em psicologia - a minha segunda opção. Acabei assim num curso sem saídas profissionais.

 

Continuei, desde então, a trabalhar e a estudar.

 

Aos 20 anos, trabalhava, andava a terminar o secundário, e saí de casa dos pais por não aguentar mais o pai. Era isso ou dar um tiro nos cornos. Preferi sair de casa. Passei a ter de cuidar de uma casa, estudar e trabalhar. Ainda assim consegui realizar os exames de acesso à faculdade e entrar onde queria, dentro das minhas possibilidades - que é como quem diz, dentro a média.

 

Com a entrada na faculdade tive de escolher entre continuar a trabalhar num emprego onde estava estável, ou ir estudar, porque os horários eram totalmente incompatíveis. Escolhi, porque tenho um grande Mulo* a meu lado, estudar para tentar uma vida melhor. Tive a sorte de ter conseguido um outro emprego, temporariamente, que me permitiu ter uma esmola ao final do mês por parte do centro de emprego, que pelo menos dava para metade da renda, não sendo muito, ajudava. Só a estudar no primeiro ano do curso, figurei da lista de alunos de mérito da faculdade. Terminei o primeiro ano do curso com uma média de 17.

 

Não dava para continuar sem trabalhar. As dívidas ao cartão de crédito - essencialmente para alimentação - amontoaram-se. Voltei a trabalhar. Trabalhava de manhã, estudava à noite. Assim foi o meu primeiro semestre do segundo ano. Odiava o que fazia. Era um sacrifício ir trabalhar para aquele local.

 

Despedi-me e arranjei outro emprego, a full time.

 

Trabalhava das 8h às 17h, entrava na faculdade às 18h e saía às 00h. Aguentei assim um ano. Felizmente tive muita ajuda por parte dos meus colegas que me facultavam os apontamentos quando aterrava no sofá em vez de ir às aulas. Obviamente baixei a média. Ia dormir para as frequências e não aguentei o ritmo como desejava. Ainda assim terminei o segundo ano com uma média de 13 valores, com zero negativas. Orgulho-me de nunca ter ido a exame. Nada mau para uma trabalhadora estudante em full time. Contas equilibradas, no terceiro ano alterei para part-time, porque não era possível conciliar com o estágio do curso. Então trabalhava, estudava, tomava conta da casa e ainda... estagiava. Terminei o estágio com 17 valores. Finalizei o curso com uma média de 16.

 

Claro que isto pouco importa porque estou a trabalhar atrás de um balcão a ganhar 530€. Mas tenho neste momento, um marido fantástico, casa própria, carro e uma licenciatura com sangue suor e lágrimas. Tenho as minhas contas em dia, e ainda temos uns trocos para viajar de quando em vez. Já conheci as cidades principais de 10 países diferentes da Europa e até quase vi a torre Eiffel.

 

Podia ter sido uma pobre coitada como muitas outras, lamentar-me da minha terrível infância e da falta de oportunidades... Mas optei por criar as oportunidades e ter uma vida minimamente feliz!

 

Porque às vezes é preciso arregaçar as mangas e escavar até encontrar oportunidades para sermos alguém.

 

 

*Que podia ser rico, mas que não é. Trabalha ininterruptamente desde os 16 anos, vem de uma família ainda mais modesta que a minha, e tem uma história de vida ainda pior que a minha. Não somos por isso dois sortudos, somos apenas trabalhadores e esforçados.

E por falar em criancices...

...Eu já gostei de um rapaz chamado Victor.

 

O Victor tinha cabelo à tigela e era um ano mais velho que eu. Eu gostava do Victor, eu sonhava com o Victor, eu suspirava pelo Victor, eu chorava pelo Victor, só que eu não conhecia o Victor, porque o Victor era de uma turma diferente e eu demasiado envergonhada para me apresentar. O Victor jogava futebol e eu comecei a jogar também para chamar a atenção, só que o Victor nunca soube da minha existência. 

 

Houve um dia em que o Victor nunca mais voltou às aulas - foi transferido de escola - e então eu chorei muito. Chorei durante uma semana pelo Victor que não conhecia e com o qual nunca falei.

 

Até que vi o Luís. Eu já gostei de um rapaz chamado Luís. 

 

O Luís era um rapaz moreno de olhos verdes, e era ainda mais velho que o Victor. Eu gostava do Luís, eu sonhava com o Luís, eu suspirava pelo Luís, eu chorava pelo Luís, só que eu não conhecia o Luís, porque o Luís era de uma turma diferente e eu demasiado envergonhada para me apresentar.

 

O Luís era rebelde e andava sempre de preto, e então eu comecei a andar de preto também, só que o Luís nunca soube da minha existência. 

 

Houve um dia em que Luís nunca mais voltou às aulas - desistiu de estudar - e então eu chorei muito. Chorei durante uma semana pelo Luís que não conhecia e com o qual nunca falei.

 

Até que reparei no Bruno, que era da turma do Luís. O Bruno tinha cabelos negros, olhos castanhos e fazia grafitties. Eu gostava do Bruno, eu sonhava com o Bruno, eu suspirava pelo Bruno, eu chorava pelo Bruno, só que eu não conhecia o Bruno, porque o Bruno era de uma turma diferente e eu demasiado envergonhada para me apresentar.

 

O Bruno sabia que eu existia e que eu gostava dele, só que eu sabia que era demasiado nova e que nunca olharia para mim, por isso nunca fiz nada para chamar a atenção.

 

No final do ano o Bruno mudou de escola, e então eu chorei muito. Chorei durante uma semana pelo Bruno que não conhecia e com o qual nunca falei.

 

Até que reparei no Hugo, que tinha sido da turma do Bruno e do Luís, só que o Hugo nunca mudou de escola e eu tive que levar durante dois anos com o romance dele e de uma rapariga ainda mais nova que eu... E chorei por ele bem mais do que uma semana...

 

Como é fantástica a adolescência! Às vezes fico com saudades desses tempos... Depois lembro-me que comecei a namorar com o Pedro, que era irmão do Luís, que rapidamente me trocou por uma loira no Algarve, e lá se foram as saudades.

Então Mula e como foi casar?

Agora que voltei, acho que já vos posso contar como correu o casório. Assim muito resumidamente... Soube a pouco, por mim vivia tudo de novo, mas de forma mais demorada, em slow motion para aproveitar tudo ao pormenor.

 

Agora assim de modo nada resumido... Cá vai:

 

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(O meu bouquet com as minhas flores favoritas: Girassóis e Gerberas)

 

O dia amanheceu lindo, e apesar de não ter conseguido dormir a adrenalina permitiu-me manter bem desperta. Tudo aconteceu muito rápido: A maquilhagem, o penteado, a preparação, as múltiplas sessões fotográficas, a chegada ao altar, tudo a correr, aliás, há inclusive convidados que dizem não me ter visto a entrar de tão rápido que eu ia. Houve até quem pedisse bis. A melhor descrição foi "parecias um foguete!" A verdade é que estava tão nervosa, mas tão nervosa, que eu só queria chegar rápido ao altar, estava atrasada, a música já estava a tocar, eu queria chegar antes de tropeçar, antes de começar a chorar, antes de ver as caras das pessoas que me aguardavam - sim, eu confesso, eu não vi ninguém para além do noivo, foi como se de repente tivesse entrado num túnel. Entrei ao som de Para Sempre dos Xutos e Pontapés. Ele notava-se um pouco impaciente e muito nervoso, porque casamento que é casamento tem de ter contratempos, eu apanhei um acidente grande na VCI e cheguei atrasada, ainda que a tradição diga que a noiva deva chegar atrasada a verdade é que não estava nos meus planos, mas aconteceu. Quando lhe peguei na mão senti que tremia. Fiquei feliz por isso! [Sou mesmo má!]

 

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(A Mula, a mãe da Mula e o vestido da Mula)

 

O segundo contratempo foi com os meus padrinhos, disseram-me que os meus padrinhos já estavam presentes, mas na realidade não estavam, ainda estavam a estacionar e chegaram depois de mim, foi uma risota "há casamentos em que se espera pela noiva... aqui espera-se pela noiva e pelos padrinhos, ao menos assim é sempre diferente" gracejou a conservadora. Eu obviamente com os nervos não conseguia parar de de rir. A cerimónia decorreu de forma tranquila, ainda que acho que a conservadora não nos queria casar: "Conhecem alguma coisa que impeça este casamento?" (*silêncio) "aí atrás estão a ouvir-me? Ninguém tem nada que impeça este casamento?!"  e o pessoal só se ria... A cerimónia, tal como prometido terminou ao som dos Pássaros do Sul da Mafalda Veiga. [Acho que vos vi passarinhos, a sorrir lá ao fundo!] 

 

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(A ser preparada para a cerimónia enquanto esperava pelos padrinhos)

 

Depois foi o normal: muita choradeira - eu que dizia que não ia chorar, chorei, pois claro -, rimmel borratadomuitos beijos e abraços, algumas caras desconhecidas, muita gente à minha volta, muita gente a perguntar-me como é que me sentia, e nem eu sabia muito bem como me sentia, para além de estupidamente feliz.

 

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(Já de aliança no dedo)

 

Eu não sou bonita, também não sou feia, verdade seja dita, mas não sou bonita, mas a verdade é que a maquilhadora fez milagres, nunca me senti tão bonita e graciosa na minha vida, senti-me tão vaidosa, mas tão vaidosa, que confesso, à noite até tive pena de me desmaquilhar e desfazer o penteado - que vos digo... o penteado deve ter-me feito mais pesada um quilo, graças à quantidade de laca e ganchos que tinha.

 

Tiramos muitas fotografias; comi o que consegui - a verdade é que os nervos toldaram-me a fome, mas tentei aproveitar para picar tudo o que gostava, desde o paté ao sushi -, deram-me comida à boca, seguraram-me nos copos e no prato, arranjaram-me guardanapos, os funcionários sempre muito solícitos e preocupados para que eu não me queimasse com os canapés quentes - os meus favoritos - e que nunca me faltasse bebida - tudo menos isso, eu Mula Maria, tenho de ter sempre um copito na mão quando estou em festa! Bebi Gin's e Caipirinhas e fui feliz! 

 

A sala e o espaço estavam lindos e eu quase não os aproveitei: não me sentei nos sofás espalhados pelo espaço, nem fui namorar para trás das sebes nem para o interior da casa. Ao contrário do que costuma acontecer, não passei despercebida - e pela primeira vez fiquei verdadeiramente feliz por não passar despercebida. As muitas fotografias não me incomodaram, os beijinhos e abraços deixaram-me feliz, o dia até me pareceu mais cor-de-rosa que azul, a verdade é que nunca me tinha sentido tão feliz e apesar de o noivo estar reticente quanto ao casamento era possível ver que ele estava a adorar tudo quanto eu, felizmente ele ainda é mais transparente que eu e a felicidade estava-lhe estampada no rosto.

 

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(A tenda e a decoração da tenda)

 

Fui uma noiva egoísta, choquem-se, sentei-me como os outros e comi e bebi como se estivesse num casamento - que não o meu. Só depois, de barriguinha cheia é que fui ver se os convidados precisavam de alguma coisa, mas a verdade é que era o meu dia e se não fosse egoísta neste dia, iria ser quando? Contrariei por isso tudo o que me disseram que iria ser, mas eu comi, quem me conhece sabe que eu também preciso de comer para ser feliz!

 

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(O corte do bolo ao som de All You Need Is Love)

 

Como sabem fiz uma surpresa ao Mulo, mas a maior surpreendida ainda fui eu. Eu tinha combinado com o DJ abrir a pista de dança a cantar, já que o noivo não dança - disse-me ele, que sempre bateu o pé desde o início - resignada arranjei uma forma alternativa e lá cantei a Manta para Dois dos Deolinda, num espectáculo que só visto. Até que o DJ: "A noiva pensa que a pista já está a aberta... mas a pista ainda não está aberta!" E eis que o Mulo aparece ao som de When a Man Love a Woman e dançou comigo essa música - e só essa música, que foi à vontade mas não à vontadinha - e foi um momento completamente mágico, até porque eu estava longe de imaginar que ele iria dançar comigo, muito menos no meio da pista com toda as pessoas a olharem - romantismos não é muito coisa dele! Arrepiante, só vos digo, dançássemos nós alguma coisa de jeito e era um vídeo que merecia ser divulgado, assim fomos só dois destrambelhados muito felizes a fazer qualquer coisa parecida com dançar, mas isso pouco importa, porque o momento é que foi verdadeiramente importante. Um pequeno passo para o Mulo, um grande passo para a nossa felicidade! [E vocês aproveitem este meu lado todo meloso que não dura para sempre.]

 

Casamento Mula

(Para aqueles que duvidaram, eis a prova xD)

 

 

De resto, foi normal: gente divertida, muito bailarico, alguém meio distanciado dos outros a tentar estar sossegado, alguém bêbado, muito riso, muitas dores nos pés... acima de tudo muitas dores nos pés, e fui uma fraca, ainda mal tinha tocado nas entradas e já estava de sandália rasa...

 

Foi um dia maravilhoso, o melhor dia da minha vida, que terminou numa suite lindíssima com direito a um casal de cisnes e a um bom pequeno-almoço no quarto,  umas horas depois! Se alguma vez vos disse para não se casarem, desdigo tudo: Casem-se e sejam felizes!

 

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Gostava de vos ter mostrado fotos dos fotógrafos, com maior qualidade, até porque pedi algumas fotos específicas para o blog, mas parece que ainda vão demorar a chegar, por isso... Quem quiser ver mais fotos do casamento que esteja atento ao Instagram da Mula que em breve existirão novidades!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.