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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Ocean's 8

O que eu esperei por este filme! Deveria de ser proibido revelarem os trailers tanto tempo antes, que a malta fica na expectativa, fica ansiosa e o tempo não passa. Já o vi há bastante tempo, aliás, dois dias após ter estreado lá estava eu a entrar para a sala do Ocean's 8, mas só agora é que tive tempo para vos falar sobre isso.

 

 

 

A história não é nova: um grupo de mafiosas, lideradas pela paciente Debbie Ocean, engendram o plano perfeito para assaltarem a Met Gala anual, para roubarem um colar de diamantes avaliado em 150 milhões de dólares da Cartier. Assim, com tudo planeado, criam as condições ideais tendo em conta tudo o que pode correr mal, para que o plano seja um sucesso. Será que vão conseguir?

 

Não há muito mais que possa explicar sobre o filme sem revelar o pano, sem ser spoiler, mas posso dizer-vos que é um filme muito divertido.

 

Antes de mais dá para perceber que a prisão permite às pessoas terem demasiado tempo para engendrarem planos para quando saírem isso é ponto assente e ainda que não seja novidade achei curioso o facto do filme focar essa questão. Segundo, gostei que demonstrassem que não há sistemas 100% seguros, tudo é falível e violável, só é necessário grandes planos e malta inteligente.

 

Não vi nenhum dos outros Ocean's Eleven por isso não tenho qualquer tipo de comparação, mas gostei do facto de ser um filme de mafiosas só com mulheres - não o filme em si, mas o grupo - e o facto dessas mulheres serem todas tão diferentes.

 

O que eu achei mais engraçado neste filme é que a gaja burra, não é tão burra assim e revela-se no final e o gajo que se julgava chico-esperto foi tramado num piscar de olhos.

 

O filme tem bastante movimento, flui sem grandes percalços, o que me agradou, pois não é o típico filme que tenta mostrar que tudo vai correr mal para o final ser totalmente o oposto. Não. O filme mostrar desde o início que tudo vai correr bem faltando só perceber como é que vai acontecer.

 

Gostei, divertiu-me imenso apesar de achar que não é memorável. Gostava que tivesse tido mais peripécias, talvez que fosse um filme mais cómico, mas na generalidade gostei bastante do filme.

 

Vocês já viram? Que acharam?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Sou Sexy, Eu Sei!

Assim que vi o trailer fiquei curiosa, não sabia, no entanto, o que esperar propriamente. Adianto-vos já, para quem quiser já ir embora, que gostei muito e é um filme que passa uma mensagem incrível sobre a ditadura da imagem que quer homens quer mulheres vivem diariamente.

 

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Sou Sexy, Eu Sei! relata a história de Renee que devido a uns quilos a mais é bastante insegura e até amargurada apesar de tentar camuflar esses sentimentos. Vemos neste filme, que ser mulher num corpo de gorda nem sempre é fácil. Não é fácil encontrar roupa, ou pessoas que queiram vender roupa em determinadas marcas, as saídas de grupo podem revelar-se também frustradas na hora de tentar arranjar um companheiro, entre outras situações que extravasam bastante a ficção, que são reais, que acontecem diariamente.

 

O que o filme demonstra é que tantas vezes é assim, devido a uma falta de confiança e autoestima e que tantas outras vezes importa mais a nossa atitude do que a nossa aparência. No filme Renee cai de uma bicicleta numa aula de cycling - numa tentativa vã de emagrecer - e passa a ver-se de forma diferente. Desde aquele dia que se acha diferente, mais bonita, mais magra, mais sexy e passa a viver e a ser em função daquilo que acha ser. Essa mudança de atitude traz-lhe um namorado que adora, traz-lhe o seu emprego de sonho e muita diversão, no entanto Renee continua a ser Renee mesmo não sabendo e todo o filme se desenrola à volta do ser e não ser sobre si mesma.

 

Este é um filme de comédia que embora não nos roube gargalhadas do início o fim - por não ser um filme tolo! - nos deixa a pensar bastante sobre nós. É um filme que prova que realmente a forma como os outros nos vêm é importante e que temos de saber marcar a nossa posição e as nossas vontades neste mundo para conseguirmos o que queremos.

 

À parte da mensagem, é um filme que flui muito rapidamente, sem pontos mortos e por isso é um filme divertido que nos promete fazer passar uma tarde divertida.

 

Quem é que já viu? Gostaram?

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#25 Tema Tabu

Decidi escolher um tema tabu que está tão na moda: A eutanásia. E que grande filme! Ainda pensei em escolher um filme sobre sexo, mas parece-em que a eutanásia ainda é mais tabu que o sexo, por isso só poderia escolher este grande filme com uma grande interpretação de Javier Bardem. Recordo-me perfeitamente que foi com este filme que tomei consciência das condições desumanas que tantas pessoas vivem. Vi este filme numa aula qualquer e nunca mais consegui esquecer.

 

 

E para esta categoria, que filme me recomendariam?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Deadpool 2

Adorei o primeiro filme e é impossível ficar indiferente ao segundo, apesar de serem bastante distintos. Depois destes dois, só posso dizer que gostava que existisse um terceiro porque é daqueles filmes que nos divertem, o Deadpool é um anti-herói cheio de estilo e carisma!

 

 

Em 2016, Wade, um ex-militar com um cancro em estado terminal, aceita, com uma promessa de ver o seu cancro curado, um convite para participar numa experiência que o transforma num mutante. E é assim que Wade se transforma em Deadpool de fato vermelho - segundo ele para não se ver quando é que ele está a sangrar - e torna-se no anti-herói mais famoso da Marvel. No primeiro filme Deadpool tem um grande dilema: como ficou desfigurado para sempre prefere que a sua namorada - Vanessa - acredite que ele morreu, do que ser visto assim, mas no final reencontram-se e tcharaaann final feliz.

 

No segundo filme, Deadpool e Vanessa decidem ser pais quando um vilão que Deapool andava a perseguir mata Vanessa mudando-o totalmente. DP tenta suicidar-se no entanto o superpoder deste é a imortalidade  - a menos que a coleira antipoderes os desative -  e acaba a juntar-se aos X-Men - a única família que lhe resta. Como primeira missão no novo X-Men Estagiário, é levado para salvar uma criança mutante com o poder de atear fogo com as mãos, mas irreverente como sempre, acaba por não cumprir as regras dos X-Men - não matar - acabando por  ir preso junto com o miúdo - Russel - que é perseguido por um viajante do futuro que não medirá forças até conseguir matar Russel. Para proteger o miúdo, Deadpool cria uma equipa de super-heróis que são todos tão peculiares como o próprio DP. Porque quererá o viajante do futuro querer matar uma criança? Porque quererá Deadpool defender a criança? Será que vão conseguir? Vejam e fiquem a par.

 

Que vos dizer sobre o Deadpool?

 

Deadpool 2 conta-nos mais umas quantas aventuras do DP que está mais sarcástico e cáustico do que nunca. O filme está carregado de referências de nos levar às lágrimas de tanto rir - e outras tantas que não devo ter percebido - e é por isso extremamente engraçado e forte. Mas não deixa, como o próprio Deadpool diz, de ser um filme para e sobre famílias. Cada um com a sua.

 

A verdade é que eu não sou nada fã de filmes de super-heróis, mas a este estou totalmente rendida. É um filme com um certo grau de violência é certo, é um filme que usa a violência com o fundamento de impedir outra violência também é certo, mas o que me faz gostar do Deadpool é a forma caricata como lida com os acontecimentos. É a forma dinâmica do filme. O filme não tem uma única cena parada, não aborrece nem um único minuto e ainda por cima mexe com as emoções a vários níveis. Sim até uma lagrimazita dá para deitar um pouquinho antes do final. Eu sou uma chorona, bem sei, por isso não sou exemplo para ninguém.

 

Algo que adoro neste filme é que o próprio DP vai criticando a trama e dando "dicas" para o realizador.

 

É um filme que no meio desta violência toda e efeitos especiais que nos deixa a pensar: e se pudéssemos viajar no tempo e impedir determinados acontecimentos que poderiam alterar toda a nossa história? E o que faríamos se a nossa família morresse? E o que faríamos se não fossemos protegidos por quem deveríamos?

 

Se ainda assim estão em dúvidas acrescento: A banda sonora é brutal!

 

Adorei o primeiro, adorei o segundo e olhem... vejam! É diversão na certa!

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#20 Filme de Ficção Científica

Este é fácil. Não sou nada fã de ficção científica. Há um ou outro filme que gosto: Assim de repente vem-me à memória ter gostado do Aeon Flux, e de resto um grande fundo branco e um piiiiiiiiiiii.

 

Mas adorei, o A.I. Inteligência Artificial, por tudo o que ele representa. E que atire a primeira pedra quem não chorou pelo pequeno David que só queria ser amado?

 

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Este dispensa apresentações, certo? Há alguém que ainda não o tenha visto?

 

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#19 Filme Europeu

Com o passar dos anos mais me tenho apaixonado por filmes europeus. Tenho dado por mim a ver filmes franceses e a gostar, a ver filmes espanhóis e a gostar, e outros tantos como o Sete Irmãs que é um filme fantástico europeu, realizado por um norueguês. É verdade que os filmes europeus até bem pouco tempo eram.... fraquinhos, tendo em conta a grande Hollywood, mas a verdade é que têm ganho cada vez mais qualidade, quer ao nível de imagem, quer ao nível de representação. Muitos poderia aqui nomear, mas para esta categoria escolho um dos filmes europeus que mais me tocou.

 

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Ela é uma miúda de família abastada que nunca viveu porque a família sempre a castrou, ele um bad boy sempre a meter-se em problemas, os dois encontram-se e apaixonam-se.  3 metros sobre el cielo é um filme espanhol ao estilo do Romeu & Julieta, mas para mim muito melhor que o Romeu & Julieta. O filme retrata a paixão do casal e tudo de mau que daí advém - e de bom pois claro que o Mario Casas por si só já é suficiente para nos lavar as vistas e a alma - e o resto vocês já podem adivinhar. Já vi este filme há muitos anos, mas é daqueles que sempre me vem à memória, e acho que é isso que faz um filme ser bom. Podemos ver muitos bons filmes, mas os melhores são aqueles que sempre recordamos. Há um segundo filme - o Tengo Ganas de Ti - que eu tamém gostei muito mas não há amor como o primeiro.

 

Quem é que daqui já viu o 3 metros sobre el cielo?

 

Quem tiver oportunidade e gostar de histórias de amor... Vejam e apaixonem-se!

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Só Te Vejo a Ti

Ai Mula, Mula! Daqui a pouco estás na miséria de tantos filmes que tens ido ao cinema ver. Mas que querem que vos diga? Não saio à noite, só vou jantar fora algumas vezes, compro roupa quando o rei faz anos - ou eu; também compro roupa quando faço anos - que tenho de gastar o dinheiro em algum lado para a economia funcionar, certo? Pois claro. Então olhem, gasto-o no cinema. E deixem-me que vos diga: deve haver muito mais pessoas a pensar como eu, porque já não me lembrava de ver tantas pessoas no cinema como nestes últimos tempos, até tenho encontrado filmes esgotados vejam só.

 

Desta vez fomos ver o Só Te Vejo a Ti. e já tenho o Amar-te à Meia Noite, o Dead Pool 2 e o Ocean's Eight na mira. Que fazer se adoro cinema?

 

 

Só Te Vejo a Ti conta a história de Gina, que devido a um trágico acidente automóvel, que vitimou os pais, fica irremediavelmente cega de um olho e praticamente cega do outro olho. Conhecemos Gina na atualidade, casada com James e a viver na Tailândia e vamos percebendo o que aconteceu através das suas memórias. O casal vivia feliz e a tentar engravidar quando Gina se submete a uma cirurgia inovadora de transplante de córnea, no olho que não perdeu totalmente as suas funções, e em poucos dias Gina começa finalmente a ver. Primeiro com pouca nitidez, posteriormente com bastante profundidade. É aqui que tudo muda. Gina fica maravilhada com o mundo. Com as cores, com as formas, com tudo aquilo que outrora os seus olhos conheceram mas já se tinham esquecido e James começa-se a sentir ameaçado, começando a achar que agora que Gina vê, poderá interessar-se por outras pessoas e então torna-se inseguro, obsessivo e descontrolado e o que outrora era uma relação feliz passa a ser uma relação minada pelo medo e pela desconfiança.

 

Só te vejo a ti, traz-nos uma realidade diferente. Vemos o mundo através dos olhos de Gina, percebemos as suas dificuldades, sentimos o medo que tem em andar sozinha e o que pode acontecer ao circular num lugar desconhecido. Vemos a dependência que sente do marido e como o mesmo se aproveita dessa dependência para a controlar. É um filme que nos fala sobre expectativas. Gina era casada com um homem que nunca viu, vivia numa casa que nunca viu, e quando começa a ver há um confronto com a realidade que a choca e que a faz colocar tudo o que conhece em cheque. Gina não se conhece, não conhece onde vive e é como se tivesse de descobrir tudo de novo. Aqui, começa a querer comandar a sua vida, começa a querer ter poder e a tomar decisões e por isso James perde o controlo que outrora tinha e isso incomoda-o. Não querendo ser spoiler, mas já sendo um bocadinho. James demonstra que amor e obsessão são coisas muito distintas, porque quando amamos alguém fazemos tudo para que esteja bem e feliz, e quando temos obsessão por alguém só queremos que essa pessoas esteja connosco independentemente de estar feliz, saudável e bem. Vamos ter claramente uma linha que separa estas duas situações no filme.

 

O que gostei bastante no filme foi que Gina mesmo quando era cega tinha muitas atividades demonstrando que tantas vezes as nossas limitações são mais mentais que físicas. Dava aulas de guitarra e praticava natação, fazia por se manter ativa.

 

É um filme que nos é contado de uma forma peculiar com alguns paralelismos à mistura. É intenso, é dramático, é um filme que nos mexe com os sentimos e os nervos, acima de tudo com os nervos. É por isso um filme que a Mula aconselha a quem gosta de filmes dramáticos.

 

Quem é que daqui já viu o filme?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Um Lugar Silencioso

No feriado fomos ao cinema ver Um Lugar Silencioso, achando que era um filme de terror. Não vimos em lugar nenhum dizer que era um filme de terror mas a capa levou-nos a acreditar que sim, o trailer também. Só para esclarecer antes de avançarmos. O filme Um Lugar Silencioso não é um filme de terror, provoca alguns sustos - maioritariamente provocados pelo som - mas é mais um filme de mistério do que de terror. Esclarecidos os mal-entendidos, prossigamos.

 

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Um lugar Silencioso conta a história de uma família que vive em absoluto silêncio desde que a terra foi invadida por umas criaturas alienígenas que caçam através do som. Esta família não fala, comunicam-se por gestos, e tudo o que fazem é cuidadosamente controlado para emitir o mínimo de ruído possível para que se possam manter em segurança. Caminham descalços e sempre com muito cuidado, não utilizam loiça para evitarem o barulho da cerâmica, e tudo é minuciosamente feito, caso contrário morreriam em alguns segundos. Claro que alguns percalços acontecem e aconteceram, e quando as criaturas se aproximam têm de se manter totalmente em silêncio para que as criaturas não os ataquem. No entanto, Evelyn - Emily Blunt - engravida, e tudo terá de ser cuidadosamente preparado para quando o grande dia chegar. Será que vão conseguir salvar-se?


É genial a forma como o filme foi conduzido através do som. É quase um documentário. Ouvimos tudo: o som do vento, das folhas, de cada passo... Não é um filme conduzido por banda sonora - apesar de ter algumas músicas que o acompanham - mas antes ausência da banda sonora. É um daqueles filmes que vale a pena ver no cinema, em casa não vai ter o mesmo impacto, não vai permitir as mesmas sensações.

 

Gosto muito tanto da Emily Blunt como do John Krasinski (que neste caso foi actor e realizador) e ambos foram fantásticos neste papel. Há emoção, há toda uma linguagem corporal incrível que contam uma história incrível.

 

Disse-vos logo ao início que não é um filme de terror.  Claro que há algum terror psicológico, porque sabemos que as criaturas existem e ao mínimo ruído as criaturas matam sem que as pessoas consigam fugir, no entanto, não é um filme que assombre - e é essa a minha definição de terror - é antes um filme sobre a luta diária de uma família para proteger os seus. É um drama, podemos dizer que é um filme dramático - e eu chorei... ó se chorei! - com algum suspense à mistura. Mas é essencialmente um filme que retrata a importância dos laços familiares, a importância das promessas e de protegermos os nossos filhos e de tudo o que estamos dispostos a fazer por eles, mesmo quando eles acham que não. É um filme angustiante... Conseguiríamos nós viver eternamente em silêncio, naquelas condições? Bem sei que a nossa capacidade de sobrevivência é maior do que esperamos mas... Aqui vemos uma mãe que assiste à morte do filho mais novo sem poder gritar, e sem poder fazer nada, vemos essa mesma mãe a ser atravessada por um prego no pé sem poder gritar de dor. Vemos os filhos a serem perseguidos pelos monstros sem poderem gritar e pedir ajuda... Sim, podemos dizer que existe terror, terror psicológico, aquele terror que nos revolta, que nos desespera, e não o terror que nos assusta e nos faz olhar para trás com medo.

 

Já para terem duas opiniões distintas: O Mulo não gostou nada do filme. Eu adorei! É um filme inteligente, diferente do normal e que merece a pena ser visto, mas emoção verdadeira, aquela verdadeira emoção de um filme de suspense contem com ela só depois do intervalo.

 

Quem é que já viu o filme?

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.