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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Não é algo de que me orgulhe muito...

Mas é a verdade!

diferença-de-comportamento.jpg

 

Atentem na imagem. É uma das muitas imagens que circulam na Internet com as diferenças ou semelhanças entre um homem e uma mulher doente. Esteriotipos, digo eu. Eu sou mulher, mas na imagem, sou claramente o homem!

 

Estou neste momento de cama por uma amigdalite e parece que me sugaram todas as forças e toda a energia. Só quero sossego, silêncio e dormir o dia todo....

 

Por isso se não acordar mais, só dizer-vos que foi um prazer partilhar o blog com todos vocês... 

 

 

 

 

... Segunda-feira devo estar de volta! 

Está uma pessoa na sua pausa...

Não abordo figuras públicas na rua, quando com elas me cruzo, pela mesma razão pela qual não abordo malta fardada sem que estejam a trabalhar. As pessoas têm direito à sua vida, ao seu descanso, à sua privacidade.

 

Estava no feriado a trabalhar, quando vou lá fora, na minha pausa, apanhar um pouco de ar. Eis que mal abro a porta, uma cabeça espreita do lado de fora e vem de imediato ter comigo perguntar-me se trabalhava ali. Pois que sim, tive de responder. Ainda sem saber se acendia ou não o cigarro, se ia para onde ia ou se me quedava ali mesmo, o senhor começa a apresentar a sua reclamação.

 

Venho cá fora para descansar, para relaxar, não para ouvir mais reclamações.

 

Com o cérebro a trabalhar a mil, interrompi-o. Informei-o que naquele preciso momento não estava ao serviço e informei-o do número para onde poderia ligar e apresentar a reclamação. Até podia ser eu a tratar assim que regressasse ao meu posto. Mas ali naquele momento não. Não era a hora e eu merecia  descanso.

 

Está uma pessoa na sua pausa... não é para continuar a trabalhar! Era o que mais me faltava.

Desafio de escrita dos pássaros # A Vingança

Amor Proibido

O público decidu, e ficou decido. Os pássaros iriam ter um tema às pressas, sem contar. Este foi o tema escolhido pelo OSapo para atrapalhar a passarada.

 

 

Quero-te!

 
"Não posso ficar!"
 
Mas fica só mais um pouco, depois vais. Cobre-me só mais um pouco com os teus beijos, agarra-me mais um momento com as tuas mãos. Deixa-me fechar os olhos e imaginar que és meu só durante mais um bocadinho.
 
 
"Sabes que não posso ficar..."
 
Não vás já. Não me deixes já. Não estou preparado para ficar já assim sem ti e voltares para ela.

 
"Sabias desde o princípio que seria assim!"
 
Não fales do princípio. Não agora. No princípio é sempre diferente, mais consciente, mais coerente. No princípio era só cabeça, adrenalina, objetividade. Agora é corpo, é coração. É saudade. Fica comigo esta noite!
 
 
"Sabes que é proibido!"
 
Sabes que gosto do que não posso ter. Mas, sim é proibido, sei que o teu corpo nunca será meu, totalmente só meu. Apesar do teu coração não ter outro dono. Quero ser também o dono do teu corpo...
 
 
"Sabes que nunca poderás ser..."
 
E sei que por isso nunca serás feliz. Ao lado dela não és tu, não poderás nunca ser tu, sabes que só te expressas livremente comigo, sabes que só és verdadeiramente tu, comigo. Sabes que não serás feliz com mais ninguém... Ou pelo menos não com ela. Deixa-a. Fica comigo...
 
 
"Sabes que é impossível..."
 
Não é impossível... É apenas cobardia. E nem é por medo dela... Mas sim da sociedade. Advogado, pai de filhos e gay... O que dirão do advogado, casado com filhos e gay? Um dia vais-te cansar de seres infeliz... Impossível é que isso dure para sempre. Fica comigo, agora!
 
 
"Sabes que te amo..."
 
Não é suficiente para seres feliz, e já não é suficiente para eu ser feliz...
 
 
"Um dia eu luto por nós..."
 
Quando esse dia chegar já eu estarei cansado de amar um cobarde... Deixa-me lutar a teu lado. Eu protejo-te!
 
 
 
*
Deu-me um beijo e saiu. Fiquei com a certeza que foi o último. Sim, foi o último. Não viveu, não lutou, não foi feliz. Viveu apenas, na memória, o amor que o seu coração deixou, mas que a sociedade nunca aprovou. 
 

Desafio de escrita dos pássaros #8 Querida pequena Mula...

Uma pequena carta para a pequena criança que fui

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Querida pequena Mula,

 

Escrevo-te do futuro. O mundo não terminou no ano 2000 como vais acreditar e temos agora 31 anos e muitos cabelos brancos. Lê com calma e atenção, um dia agradecer-me-às.

 

Para. Aproveita. Não tenhas pressa de crescer! Sei que não é fácil estares sempre a ouvir ordens de toda a gente mas... Confia em mim: Vai ser o período da tua vida que menos problemas terás, depois disso é sempre a subir, uma verdadeira montanha russa. Como podes acreditar avidamente que crescer irá resolver todos os teus problemas? Tu não tens problemas...! Sei que não és a criança mais feliz deste mundo, mas te garanto, quando cresceres essa coisa da felicidade não vai melhorar propriamente e vais aprender como ela é relativa. Por isso aproveita o agora, inspira fundo, sente o vento das árvores, suja-te toda na lama, atira pedrinhas para o infinito, esquece as discussões dos teus pais - elas não são, nem nunca serão um problema teu - e brinca muito! Que saudades das grandes moradias das barbies que fazíamos com a mobília da sala!

 

Aproveita todos os minutos que tens com os teus animais de estimação. Ainda não sabes mas... Eles não vão durar para sempre. Vão, claramente, durar para sempre no teu coração, mas não na tua vida. Não te minto, vais sofrer, mas vão-te ensinar que o tempo cura tudo. Vais perceber que não é verdade, mas como um adulto normal, vais fingir que sim, que assim é. E a vida continuará.

 

Acredita no Pai Natal! Quando cresceres vais perceber que temos de acreditar em alguma coisa, ainda que tonta, para nos levantarmos todas as manhãs de cabeça erguida e sorriso no rosto e ir trabalhar. E por falar em trabalhar, não caias no erro de ir trabalhar tão cedo, como está previsto que o faças. Vamos tentar construir um novo percurso, tudo a seu tempo, tens tempo para ter a tua independência, o teu dinheiro. Sê criança o máximo de tempo que puderes e não te esforces para que os outros gostem de ti, quem gostar vai ficar, e o tempo encarregar-se-á de te ensinar que quem não fica não é importante. Evita preocupações desnecessárias.

 

Aplica-te na escola. Estuda também o que não gostas porque logo logo o 1+1 vai-se transformar em números irreais, em raízes quadradas e em derivadas e nem vais perceber como chegaste ali, àquele ponto. Vai sempre ser assim na tua vida, nunca vais saber como chegaste àquele ponto. Mas vais aprender a conviver com a velocidade excessiva do tempo.

 

Sê acima de tudo feliz. Abstrai-te do que te rodeia de mau e sê apenas criança. Sê feliz!

 

Vemo-nos no futuro, pequeno eu.

 

 

P.S.: Choca-te: Em adulta vais gostar de sopa! Por isso deixa de fazer birra e come!

Quando é que volta a mudar a hora?

Não! Não vou já começar a reclamar que anoitece cedo e que era melhor que a hora nem mudasse - ainda que seja a favor da hora não mudar. Não é nada disso.

 

Não estou a conseguir perceber como se acerta a hora no meu carro... E estou em dúvida: Espero que a hora volte a mudar para ficar certo? [Faltam apenas alguns meses, não é verdade?] Ou perco tempo e ganho cabelos brancos a tentar ler no manual do carro...? 

 

Aceitam-se opiniões!

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Maléfica: Mestre do Mal

A Mula foi ver a Maléfica mais maléfica do cinema, que não é tão maléfica assim.

 

Digam-me só uma coisa, quem já viu: A sério que é um filme pra crianças? É que a mim pareceu-me... Como dizer... Desadequado. 

 

Mas adiante... 

 

 

A Maléfica regressou ao cinema para uma nova batalha. Aurora foi pedida em casamento pelo príncipe Philip e aí tudo se complica.A mãe de Philip tem um plano maquiavélico para destruir o Reino de Moors, enquanto Philip e o Rei apenas pretendem unir os dois povos para que possam viver em paz.

 

É um filme da Disney mas é um filme bastante violento para as crianças, cheio de traições, vinganças, guerras e destruições. É um filme que coloca em causa da família e de como não importa como é a nossa família, mas sim como ela nos trata e nos acolhe.

 

Tal como já tínhamos percebido no anterior filme, Maléfica não é tão má assim, tem apenas um espírito de defesa da família e do seu reino bastante apurado e apenas tem noção da maldade que os humanos conseguem infligir a outros, mesmo a seus semelhantes. É um filme que denuncia a falta de escrúpulos.

 

É um filme recheado de efeitos secundários que nos encantam. E é também um filme que nos comove pelas atrocidades a que são submetidas as criaturas aladas, as fadas e afins.

 

A Rainha fez-me muito lembrar a raínha da A Branca de Neve e o Caçador e por isso olhei logo para ela de lado e com a certeza de que ela é que era a grande vilã da história e por isso acabou por não ter o efeito surpresa que imagino ser suposto ter.

 

Gostei do filme. Tem bastante ação. É dinâmico, ainda que uma vez mais a princesa é colocada de forma doce, inocente, muito manipulável o que me irrita um pouco, acho que já estava na hora de as princesas da Disney de ganharem outro tipo de atitude. Mas gostei do filme, foi bom para uma tarde de domingo cinzenta.

 

Quem já viu? O que acharam? 

Modernices

Tive a minha primeira entrevista por skype.

 

Quando me disseram que tal ia acontecer comecei a panicar, não nego. Nem o skype tinha instalado... Mas pronto, os computadores não me assustam e lá criei conta e testei o dito o melhor que consegui para garantir que nada iria falhar.

 

De repente percebi uma coisa: A minha casa tem péssima luz. Toca a improvisar, levar o computador para o melhor local da casa e com o melhor fundo possível. 

 

Entretanto percebi outra coisa: Estava com cara de zombie, que as noites não têm sido grande coisa. Toca a maquilhar-me devidamente. Base com alta cobertura, o que implica fazer contorno e afins. Queria estar bonita, mas não queria estar artificial. Consegui. Deu trabalho mas consegui.

 

E sento-me em frente ao PC à espera, como quem espera pelos números do euromilhões. A chamada chegou 30 minutos depois do previsto - não imaginam os meus nervos... - e era só e apenas uma chamada em conferência. Zero imagem. Podia ter estado de pijama, confortável, com as minhas olheiras e o meu quarto mal iluminado... Mas não seria a mesma coisa não é verdade?

 

Realmente... Não percebo nada disto!

Desafio de escrita dos pássaros #7 Compotas compotas, cabelos à parte

 

Porque a rimar a rimar... Cumpre-se o desafio sem desesperar!

Não que eu não estivesse altamente preparada para desenvolver outro tipo de texto para este tão fantástico mote... Longe de mim!

 

 

Imagem retirada daqui

 

 

Constança queria uma máscara capilar,

Mas isso a Mula não lhe podia vender,

Então a Mula deu-lhe umas boas amostras

De compota, para o seu cabelo feliz ser.

 

Constança não queria a compota,

Mas mais a Mula não lhe podia dar,

Decidiu insistir nas amostras de compota,

Que iriam fazer o seu cabelo brilhar.

 

Que seus cabelos ruivos, cor de abóbora, vão agradecer!

Dizia tudo, a Mula, para vender!

Mas a Constança que não caía na cantiga,

Queria uma máscara, química, à moda antiga!

 

Olhe que a compota é boa!

Tem amêndoas para o cabelo esfoliar,

E mais a mais se não gostar...

Coma-a à colher prá fome saciar!

 

Em cantigas, aos poucos Constança caía,

Como acontecia com as que lhe cantava o homem,

E as embalagens até tinham uma imagem bonita...

Porque já se sabe... Os olhos também comem!

 

E assim Constança encheu a despensa,

De compotas que iria à colher comer,

Enquanto via à noite a novela,

Que até da máscara capilar lhe fazia esquecer!

 

E assim continuram secos, os cabelos.

Mas Constança com o estômago mais forrado,

Para depois se deitar junto do homem,

Que a esperava, como sempre, entusiasmado!

 

Das entranhas

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Podem encontrar a receita deste bolo aqui.

 

 

Enquanto o bolinho bom cresce no forno, 

Algo maravilhoso cresce dentro de mim, 

Será cansaço será gente?

Gente não é certamente, 

E o cansaço não bate assim.

 

É talvez a saudade, 

Mas há pouco, há poucochinho,

Nem uma saudade batia. 

Nem na quieta melancolia, 

Do vento que sopra lá fora.

 

Como cresce, assim, levemente,

Com tão tamanha vontade, 

Que mal se ouve, mal se sente?

Não é cansado, nem é gente,

Nem é saudade com certeza.

 

Percebi: Há muito não comia,

E das entranhas do meu ser, 

Uma vozinha susurra come, 

Comecei a salivar,

E então aí percebi: É fome! 

 

 

Há dias assim... Dias que me dá para a parvoíce! Mas é uma verdadeira ode ao meu estado natural!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.