Uma senhora a benzer-se antes de atravessar a rua, após sucessivas tentativas falhadas, em que os carros não abrandavam. A senhora estava numa passadeira, importante referir.
Um carro a ziguezaguear na faixa até que atravessou totalmente o carro para impedir que dois ciclistas passassem, acusando-os de lhe terem tocado no carro. Eles iam à minha frente e não foi isso que eu vi, e se tivessem tocado era devido à constante provocação do carro perante os ciclistas.
Um carro a atirar-se literalmente para cima de mim numa rotunda que se não tivesse encontrado rapidamente a buzina me teria limpado a lateral que era um mimo...
Eu não sei o que vocês têm encontrado... Mas eu cá só tenho encontrado gente doida!
Será que a malta foi sempre assim, ou o confinamento fez pirar as pessoas de vez?
Há uns tempos, estava num primeiro date quando, vindo do nada e sem que algo o fizesse prever, o moço pergunta se quero ser mãe. Deduzi que ele considerava a paternidade (ou a não paternidade) importante. Nada contra a pergunta, apesar de me parecer prematura, mas gosto de pessoas que sabem o que querem e que não queiram perder tempo com alguém cujos ideais não se conjuguem devidamente.
Respondo que sim, e devolvo a pergunta, já que a expressão se manteve imparcial.
Resposta: "Não sou contra."
Ele até pode estar no direito de não ser contra, mas eu também estou no meu direito de achar a reposta parva e perigosa.
Tento perceber o que aquele "não sou contra" significa realmente, e ele explica, e muito bem, que se estivesse com alguém que quisesse ter filhos que estava tudo bem, mas que se estivesse com alguém que não quisesse, que estava tudo bem na mesma.
Primeiro: Lá se foi a admiração pela capacidade de saber o que quer. Zero pontos. Segundo: não entendi, assim, a relevância da pergunta já que qualquer que fosse a minha resposta, estava perfeito.
Parece-me perigosa a leviandade com que tantas vezes se trata da questão da maternidade/paternidade, já que ter filhos não é bem o mesmo que comprar um bibelot que se pode doar, ou simplesmente deitar fora, quando não mais nos enche a vista. Pode parecer exagerado e até generalizado dizer que associo estas pessoas, às mesmas que saem para comprar tabaco e que nunca mais regressam, deixando mulheres e filhos para trás, mas é-me impossível não fazer esta associação.
Ser pai ou ser mãe, é algo que é para a vida e que além de uma enorme dedicação, implica ainda uma disponibilidade financeira que nos dias de hoje é complicada. Se antigamente se podia aplicar a velha expressão de onde comem dois, comem três, nos dias que correm já não é bem assim e por isso ser-se neutro num tema que pede tudo menos neutralidade parece-me, no mínimo, perigoso. Senti-me a debater uma qualquer questão banal, ao estilo:
- Preferes sushi ou italiano?
- Escolhe tu, é-me indiferente.
- Mas gostas de sushi?
- Não desgosto.
- Mas preferes pizza?
- Gosto, como gosto de sushi.
NÃO! Este não é um tema que pode ser discutido como quem discute a compra de um par de calças da Primark, mas a ser assim justifica muita coisa, sinceramente.
Eu quero ser mãe, sempre quis, mas não por uma questão social. É por mim. Apesar disso, e porque não é por uma questão social, não fico chocada com pessoas que não querem ser pais (e por pais, entenda-se pais e mães). Tem de ser uma escolha pessoal de cada um dos indivíduos sem interferência ou pressão externa. Seja qual for a decisão, logo que tomada com consciência, parece-me uma boa decisão (vá, ser pai/mãe nos tempos que correm não é assim tão boa decisão, mas acho que entendem o que quero dizer) mas uma não decisão, uma posição tão neutra e permeável para mim é totalmente inaceitável nos dias que correm, e atenção que aceito alguém que me diga "quero ser pai, mas aceito abdicar de o ser se estiver com alguém que não queira ou não possa ser", mas não consigo aceitar o "não quero ser pai, mas se a pessoa que estiver comigo quiser ser mãe eu faço o jeito e o favor". Não, ser mãe ou ser pai é muito mais do que dar o jeitinho ao senhor que está parado no STOP para passar, ou ceder o lugar no metro a alguém de idade, quando na realidade até preferíamos ir refastelados com os nossos pensamentos.
Dizem-me com frequência que eu tenho dar hipóteses a pessoas que não sejam, aparentemente, o que procuro, que tenho de baixar as expectativas, que até me posso surpreender... Eu cá acho que já bati no fundo e realmente foi uma enorme surpresa. Obrigada pelas dicas!
Semana passada parei na bomba de gasolina aqui da terrinha. É uma bomba pequenina mas com bastante movimento, habitualmente. Coloco o carro no posto, vou lá dentro pagar, tenho cerca de 6/7 pessoas à espera. Nada de anormal.
Entretanto, um carro coloca-se atrás do meu.
Apesar do movimento, não devo ter estado mais de cinco minutos na fila. Pago o que tenho de pagar, e dirijo-me para o carro. Diz-me a mulher que está no carro atrás do meu, à espera:
Mulher: O que é que se passa?
Mula: Como assim? Não estou a entender! - e nem quero imaginar a minha cara!
Mulher: Sim! O que é que se passa??! Tanto tempo??
Mula: Carros? Pessoas? Fila? Continuo sem entender a questão!
Mulher: Ai é só isso? - E ri-se!
Encolhi os ombros, entrei no carro e continuei sem entender a questão da mulher. A loja de conveniência fica em frente ao posto, vê-se a fila cá fora, vê-se as pessoas a entrar e a sair... A bomba carregada de carros! E a mulher queria o quê? Que eu lhe dissesse que tinha ficado raptada ali dentro na sequência de um assalto à mão armada?
Sou frequentemente acusada de ter fraca paciência, mas é necessário admitir que as pessoas não me facilitam a vida nem um pouco!
Noventa segundos a olharmos para o micro-ondas enquanto esperamos que a comida aqueça, dura uma eternidade, mas 90 segundos num centro de lavagem automóvel é uma total luta contra o tempo.
Oito horas de trabalho podem ser extremamente produtivas e fazermos imenso pela nossa empresa, mas com 8 horas de sono não recuperamos nem da dor da ciática que ganhamos há um mês... E já lá vai um mês.
Aqueles "cinco minutos" quando queremos dormir mais um pouco de manhã correspondem apenas a um piscar de olhos, mas cinco minutos parados num semáforo é o suficiente para desejarmos não termos saído de casa naquele dia.
Aquela hora que falta para sairmos do trabalho, ou para a nossa hora de almoço, parece ter uns 200 minutos, mas a nossa hora de almoço passa a voar.
O mais curioso, é que passamos a vida a queixar-nos que o tempo não passa, que nunca mais é sexta-feira, que nunca mais é verão, que nunca mais chegam as nossas férias, que nunca mais é isto ou aquilo. Mas quando chegamos ao Natal dizemos: "Já é Natal outra vez? É que o tempo voa, nem dei pelo tempo passar!" Às vezes fico com a sensação de que lido com diferentes relógios com diferentes espaços temporais.
Posto isto concluo: O ser humano é todo ele um bicho perturbado, ou sou só eu?
Às vezes sinto-me aquela pessoa, que antes de ser mãe criticava as amigas e conhecidas por só falarem dos filhos. Sinto-me aquela mulher que jura a pés juntos que quando for mãe nunca será assim, mas que assim que sente o primeiro pontapé, logo se transforma numa mãe vulgar, onde também ela só fala do filho e da gravidez... Todos nós conhecemos uma pessoa assim, certamente.
Também eu, tantas vezes no silêncio dos meus pensamentos critiquei aquelas pessoas cujas publicações dos blogs se resumiam a pedidos de desculpa pela ausência prolongada e com a promessa de regresso regular, que normalmente nunca acontecia. Eis-me! Eis-me bem resolvida o suficiente para admitir o ridículo da situação que já cometi e repeti ao expoente da loucura, e olhem que é a vossa Mula que vos escreve, a pró em não admitir porra nenhuma.
Vou, por isso poupar-vos às desculpas e às promessas, não por falta de vontade ou por vosso maior ou menor respeito, mas porque realisticamente isto vai continuar a acontecer e como tal não quero criar qualquer tipo de expectativas, essencialmente para mim. Não ando desinspirada - na realidade tenho um montão de textos para escrever -, não ando com falta de tempo -, se tenho tempo para pensar no que não devo e para fazer o que não devo, mais depressa teria para vir para aqui -, mas ando efetivamente cansada de estar ao computador. Sem paciência diria. Trabalho todo o dia ao computador e a verdade é que chego a casa e apesar de continuar ligada a vários outros dispositivos eletrónicos, o computador não é um deles. Passo semanas, meses, sem ligar o computador e escrever ao telemóvel não é uma opção. Se pudesse descarregar diretamente da minha mente para aqui... Ai que feliz eu seria... Já para não falar que os óculos ficam no trabalho - por estupidez, admito - e que estar aqui sem eles, é duro... Perdoem-me os erros de escrita, se os houver, que a Mula vê o mesmo que um bêbado a conduzir.
Está velha a vossa Mula!
Mas prontos, meia pitosga, venho fazer a limpeza de verão e tirar o pó, o mofo e as imensas teias de aranha que por aqui andam e já dizia o outro: Que seja eterno enquanto durar.
O bichinho continua cá, esta casa continua a ser a minha, ainda que esteja em modo casa de férias...
Não nego as saudades do que este curral já foi, qual mãe que tem saudades dos tempos em que o filho era bebé e ainda gatinhava. Este blog está a fazer oito anos, creio, e durante mais de 3 escrevi diariamente. Durante mais de 3 anos não falhei uma única publicação, dia após dia... E os últimos 5 foram uma desgraça. Sinto-me uma drogada que entra em reabilitação e sai revigorada mas que não tarda volta à mesmice... Sabem? E sinto também que esgotei as analogias todas do ano! Porra, que estou a perder qualidades.
A Mula é mais ou menos boa com as palavras, mas não tão boa com o expressar dos sentimentos, mas está apenas, uma vez mais, a dizer-vos que tem saudades, e a repetir de que este curral lhe faz falta como tantas vezes já disse. Continua a fazer, mas como diz a minha mãe: O cu não tem a ver com as calças (ou será ao contrário?)
Assim como assim, bem sei que ontem passei por cá, mas fui um tanto mal educada, por isso...
Está uma pessoa descansada na praia, estendida na areia entre o limbo do babar a toalha e pensar em coisas importantes da vida, como voltar até cá e contar-vos coisas da vida quotidiana, que não interessam a ninguém, mas que a mim me divertem imenso, quando do nada ouve-se uma mulher indignada, com conteúdo gratuito para este curral cheio de pó. Quase pensei em mover este corpinho roliço e preguiçoso e dar uns trocados à mulher para pagar a gentileza, mas a preguiça, obviamente, falou mais alto.
Ora atentem com a vossa Mula.
Todo um silêncio na praia, um calor quase a roçar o insuportável, uma brisa praticamente inexistente e ouve-se:
"Hei! Que nojo! Estou cheia de areia nas pernas!"
Fiquei confusa, pensei que pudesse ter sido, nos entretantos, drogada e raptada e quiçá mudada de lugar, para um bem longe da praia, mas rapidamente conclui que estava no sitio certo, com areia nos pés e brisa do mar no rosto... E quando vos digo a palavra praia, refiro-me efetivamente às praias do norte, não àquelas estranhas estrangeiras que em vez do granulado fino, têm godos gordos que magoam os pés e implicam visita de sapatos...
Posto isto...
...Pergunto-me o que esperaria a senhora ter agarrada às pernas!
A vossa Mula fez anos no passado dia 15 de Abril. Trinta e cinco, diziam as velas. A senhora do restaurante decidiu brincar com os balões e colocou-os na ordem errada a perfazerem uns simpáticos 53... Sim, balões, que a vossa Mula já é crescida mas de idade mental não tanto assim. Soubesse a senhora o que me custa fazer anos, e não brincava desta forma com a idade da vossa Mula. Mas adiante...
Como uma amiga da Mula sabe o quanto eu gosto de desembrulhar, mais do que o valor das prendas em si, decidiu oferecer 35 prendas úteis - entre elas medicamentos e gotas para os olhos, que já não vou pra nova - e dessas 35, pelo menos umas 15 eram os meus chocolates favoritos - chocolate branco de todos os formatos e feitios! Não há nada mais útil que um chocolate, essencialmente quando a tristeza aperta.
Saí do restaurante, guardei tudo no carro num saco gigante e fui dormir a casa dessa amiga. Ela perguntou se iria deixar tudo no carro, se cabia na mala - só quem conhece o meu carro sabe a pertinência da questão - e como o saco coube na mala, fechei tudo e fui dormir. Depois de uma noitada, obviamente não acordei cedo. Acordei com um belo de um pequeno almoço na cama, fiz a minha vida normal, e já depois da hora do almoço saí para ir para a praia já que o dia estava muito simpático e o calor convidativo.
Quando entro no carro, sou atacada por um bafo quente do interior, o volante queimava... Ligo o carro e só depois me lembrei: Os chocolates!!!!
Pois é, os chocolates ficaram no carro com as restantes prendas e viraram chocolate quente branco...! Só me apetecia chorar! Pena que os medicamentos que me deram foi brufen, porque em bom rigor, deveria de ser algo forte para a memória, e quiçá para o juízo!
Contei esta história lá no trabalho, com a alma em frangalhos... No dia seguinte, tinha uma tablete de chocolate branco na minha secretária! 🖤
Vocês pediram e eu como obediente que sou, cumpro. Eis a segunda parte do Manual do Solteiro.
Já me perguntaram onde arranjar namorado... Apps onde conhecer pessoas... Coisas que devemos ou não fazer.... Vamos por partes.
Relativamente ao local onde arranjar namorado... Gostaria muito de ter uma resposta na ponta dos dedos para todas e todos vocês, mas devolvo-vos a pergunta e se souberem um local seguro e fidedigno, digam aqui à vossa Mula, que por aqui também não anda fácil. Ainda assim, acredito que para quem seja um bom comunicador e extrovertido, que a fila do pão ainda é o lugar mais fácil para se encontrar um namorado, até porque à partida come hidratos de carbono e é menos um problema nas vossas vidas. Como a Mula não vai ao pão... Deverá residir aí o problema! Por outro lado, se quiserem encontrar malucos para vos preencher os vazios das vossas vidas, eis-me aqui para vos ajudar, que esses locais conheço-os bem.
1. As apps
As apps que a vossa Mula já percorreu e correu - essencialmente para longe delas, que aquilo é um mundo estranho - são variadas. Instalem-nas se, se quiserem divertir, mas com moderação. O valor do maluco por metro quadrado aumenta, à medida que aumenta a popularidade de uma app, tenham isso em consideração.
- Tinder:
A aplicação de encontros mais popular do mundo. Deslizam o dedo para a direita ou para a esquerda, à medida que os moçoilos e moçoilas vos agradam, ou não, respetivamente. Basicamente é como estar na loja online da Zara, só que por vezes os modelos aparecem sem roupa.
- Happn:
Basicamente igual ao Tinder - mas com menos moços giros desnudados -, mas em vez de deslizarem para a esquerda ou para a direita, carregam numa cruz ou num coração - o que humaniza ligeiramente mais a coisa - à medida do agrado ou desagrado da pessoa. A vantagem da app, é que contrariamente ao Tinder, aparece-vos primeiro as pessoas que se cruzam convosco. Tem vantagens quando vocês viram um moçoilo ou uma moçoila jeitosa na vida real e a tentam procurar nesta app de alguns solteiros para tentarem a vossa sorte online se forem como a Mula e não se derem muito bem com o orgânico.
- Bumble:
Semelhante aos dois anteriores mas com um pormenor, que a meu ver não faz diferença, que pelo menos pela minha experiência, os homens ficam sempre à espera que sejamos nós a falar. No Bumble as mulheres fazem o primeiro movimento, ou seja, se houver uma correspondência, cabe à mulher enviar a primeira mensagem. Já experimentei esta app, mas comigo não funciona, até porque só temos 24 horas - creio - para mandar uma mensagem e eu dou tanta importância que me esqueço e perco as correspondências, porque me esqueci de ir lá ver o que está a acontecer. Eu prefiro jogar com a regra do: Se dei match eu inicio a conversa, se deu o outro, o outro que inicie, se não eu desfaço o match e acabou a brincadeira. Até aqui tenho mau feitio... Depois queixo-me que estou solteira.
- Facebook dating:
Utiliza-se a partir do Facebook, semelhante às outras, mas com funções que nas outras aplicações são premium e que teriam de pagar à parte, como ver quem gostou de vocês, voltar a ver um perfil que passaram e que querem voltar a ver, entre outras funcionalidades. Aqui o número de casados aumenta significativamente já que muita gente não entende que a aplicação vai buscar fotografias que publicamos no Facebook para apresentarem aos outros utilizadores e só se não as quisermos usar é que as apagamos... Muita gente - demasiada até - não as apagam. Aqui nesta aplicação qualquer pessoa pode mandar mensagem sem dar correspondência - e as mensagens são igualmente desanimadoras - e podemos ainda ver os amigos em comum no Facebook, o que pode ajudar a perceber junto dessas nossas pessoas de confiança o grau de anormalidade dessa pessoa.
Sei que há muitas mais aplicações de encontros, mas foram estas que a vossa Mula já explorou e das quais retirou imensas aprendizagens. Não vou negar, já conheci algumas pessoas pelas aplicações - tirando o Bumble, que nunca troquei mais de duas palavras antes da pessoa sumir para todo o sempre por eu ter ultrapassado o tempo de resposta - e já conheci pessoas boas e pessoas más. Pessoas normais e outras nem tanto. Pessoas com as quais quis voltar a estar e outras nem tanto. Ou seja, no fundo as aplicações são como as farmácias: têm de tudo.
Agora que conhecem as aplicações algumas considerações que devem ter em atenção antes de criarem um perfil, ou após, se cometeram estes erros ainda vão a tempo de os corrigir:
2. Fotos com a mãe, pai, irmãos...
Estendível a todos os membros da família.
Sabemos que é importante, essencialmente se procuram um relacionamento sério, dar um ar de pessoa séria e de família, mas num perfil, não é o momento certo para o fazeres. Aproveita, quando deres match, para expressar essa parte importante para ti, e posteriormente - mas muuuuito posteriormente, ok? - envias quando trocarem whatsapp ou redes sociais, uma foto do jantar de família com todos a dizer cheese.
3. Deste match com a moçoila e agora?
Por favor, mas por favor, nem que te corroas todo por dentro, mas não comeces com um "olá gata/gostosa/..." e outros sinónimos, sei que já o tinha dito no outro manual mas nunca será demais relembrar. Podes sempre iniciar a conversa com algo que viste numa fotografia ou sobre algo que a pessoa escreveu, ainda que comigo um "olá, tudo bem?" nunca passa de moda. Entretanto, a conversa fluiu normalmente, passaram das apresentações, ainda falaram mais alguns dias e chega a altura de trocar redes sociais ou números de telemóvel... Não sei se sabes, mas funciona da mesma maneira, dá para escrever as mesmas coisas e tudo!
Aqui confesso que acontece algo que nunca consegui entender, tendo em conta que as fotografias que coloco nas aplicações são bastante fieis de mim e sem filtros. Mas a verdade é que não raras vezes - na realidade é a maioria - quando trocamos de aplicação para uma rede social as pessoas deixam de me falar...
Aqui um grande conselho: Deixaste de falar com a moça e cruzaste-te com ela novamente numa aplicação de encontros? Não lhe voltes a deixar like - isto acontece imenso, e eu sei porque tive uma oferta de 3 meses de Tinder Gold que dava para ver quem gostava de mim - , sabes onde a encontrar, é só voltar a iniciar uma conversa, será menos estranho do que voltarem a dar match. Se voltares a dizer "olá!" ao fim de 3 meses de puro silêncio é estranho... Quiçá um vídeo quebra gelo do reals ou do Tik Tok com gatos fofos a fazer asneiras, resulte. Quem resiste mesmo a gatinhos fofinhos, não é verdade? Sejam mais desenvoltos!
4. Descrição nas aplicações
Anda por aí uma moda bizarra, em que mais de 50% dos perfis dos homens têm a mesma frase de descrição! Eu sei que vocês não sabem, porque não vêm os perfis dos outros, mas lamento informar-vos, é isso que acontece quando vão ao Google tirar uma descrição. Aproveitem este grande ensinamento gratuito: As mulheres gostam de pessoas genuínas, com mais ou menos criatividade, mas acima de tudo de genuinidade. Mais vale não escreverem nada... Já que é opcional!
5. Signos
Sou gaja. Dou importância aos signos. Há tantas muitas outras mulheres como eu. Por isso um conselho, segues se quiseres, obviamente. Queres um compromisso sério, és do signo aquário? Se calhar dizes o signo só quando derem match...e quiçá só depois da moçoila já conhecer as tuas qualidades, é que ninguém no seu perfeito juízo, que se quer casar e ter filhos, dá match com um moçoilo de aquário que é mais provável que lhe parta o coração e desapareça de um dia para o outro do que terminem um happily ever after. Nada contra aquários atenção... Mas é inegável que são os mais frios do zodíaco. Se apenas quiseres dar uma trancadita, de momento, não tem problema nenhum, o signo até pode ser um ponto positivo.
E pronto, é possível que tenha de existir parte 3 que esta já foi bastante longa... Que lacunas sentem neste manual? Digam-me que a vossa Mula pesquisa e marina os assuntos e depois vem para aqui dizer estes disparates.
P.s.: Se caíram aqui de paraquedas e não leram a primeira parte deste incrível manual, é só clicarem aqui.
P.s 2: Tinha referido na primeira parte do manual, mas não é demais relembrar, que a minha experiência é heterossexual, pelo que é normal que fale para os homens uma vez que não sei se ao contrário funciona exatamente da mesma maneira. Faltam-me informações contrárias. Se algum moçoilo quiser fazer o outro reverso da moeda certamente será bem-vindo, que considero isto serviço público gratuito.
No fim-de-semana fui a um evento de música bastante conhecido da nossa praça com 8 horas de música non-stop. Quando lá cheguei, a malta estava toda a fumar no recinto - fechado -, apesar de toda a gente saber que era proibido e eu apesar de ser fumadora não sou a favor deste tipo de comportamentos. Até a mim me incomoda que sou fumadora, quanto mais a quem não é...
Não tardei em perceber o motivo.
Ao fim de algumas horas lá dentro, um ar abafado, imenso calor, decidi tentar vir cá fora apanhar um ar e fumar um cigarro já que não encontrei nenhuma zona de fumadores. Cheguei à entrada, não me deixaram sair... Disseram que já existiu uma zona de fumadores mas que a tinham encerrado e que não poderia sair, apesar da minha pulseira pomposa da área vip.
Após a minha insistência, os seguranças, que estavam acompanhados pela polícia, disseram "mas já se apercebeu que as pessoas fumam lá dentro certo?", e eu "sim já, mas também já me apercebi que é proibido, supostamente", os seguranças encolheram os ombros, a polícia riu-se e mandaram-me ir falar com o chefe de segurança para ver se existia alguma alternativa. Encontrei o chefe de segurança que basicamente me disse o mesmo e mandou-me fazer como os outros e ainda se riu!
E é isto... Uma pessoa tenta ser correta, tenta não infringir a lei, tenta ter respeito pelos outros... Mas claramente é a exceção à regra e os outros não estão habituados às exceções e ainda ridicularizam...!
Acabei por me resignar à minha insignificância, acabei por fumar UM cigarro lá dentro em 6 horas, super desconfortável, a olhar por cima do ombro e a sentir-me super mal por estar a infringir a lei a apesar de me terem dito com todas as letras que o poderia...
Serei um alien? Estarei eu errada, realmente? Às vezes sinto que não me sei enquadrar na sociedade...