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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Sobre o moço

Pedira-me para apresentar o Moço...

 
Pois que vocês mandam - não mandam, mas desta vez não me importo de obedecer e levantar um pouquinho, só um pouquinho, do véu.
 
Pois que é verdade, e para os mais distraídos aqui vai: a Mula começou a namorar. Sete meses depois do divórcio a Mula parece que encontrou alguém que gosta verdadeiramente dela e que a valoriza.
 
O moço poderia ser retirado de um qualquer filme romântico feminino, daqueles que as mulheres solteiras vêm compulsivamente ao domingo à tarde e choram como se não houvesse amanhã, quando eles as perseguem até ao aeroporto para impedir as moças de irem para sempre para longe deles. Esteve sempre aqui para mim... Eu nem por isso, dando-lhe sempre para trás. Sempre lhe disse que ele era um "all package", com tudo o que era importante da minha check list, mas que não era para mim. Só e apenas isso. Era giro, tinha tudo o que eu sempre quis num homem, essencialmente o empenho em lutar, mas o clique ainda não se tinha dado essencialmente porque ainda não estava preparada para uma nova relação. 15 anos e meio de relação implicam um luto e eu precisava de o fazer. Sempre me respeitou. E eu sempre achei que as coisas não iam resultar. Talvez demasiada areia para o meu camião e mais do que eu realmente mereço... 
 
O moço olha para mim como nunca ninguém olhou, e trata-me como nunca ninguém me tratou, ainda que isso nem sempre seja positivo porque nem sempre sei como reagir - não sou propriamente a moça mais fofinha e carinhosa que existe e como não fui habituada a tanto mimo... A verdade é que estranho! Mas é uma sensação fantástica, como se nos conhecêssemos desde sempre. Nunca pensei encontrar alguém tão compatível - pelo menos para já. Gostamos das mesmas coisas, ou quase das mesmas coisas, e vemos a vida sob mais ou menos o mesmo prisma e isso é realmente fantástico
 
Claro que tem defeitos como qualquer outra pessoa, é essencialmente demasiado preocupado e as nossas chatices advém sempre dessa exagerada preocupação porque ainda não percebeu que nem eu sou tão frágil quanto ele acha que eu sou, nem eu sou tão desleixada como ele às vezes acha que eu sou. Mas sou sim, muito mais despreocupada que ele, sou uma pessoa que gosta de viver o momento e por vezes não pensar tanto no amanhã e estou também, acho eu, a mostrar-lhe um outro lado da vida. A mostrar-lhe que pode deixar loiça por lavar na cozinha de vez enquanto que não irá cair nenhum meteorito no mundo por isso. Ele ensina-me a ser mais organizada, eu ensino-o a relaxar. Temos os dois traumas, temos os dois muitos medos. Estamos a ajudarmo-nos mutuamente.
 
Estou aos poucos a aprender a amar novamente, a prosseguir a minha vida com calma, com os meus traumas e medos, mas aos poucos a abrir-me e deixar que ele me faça feliz. Não sei se vou conseguir algum dia confiar nele como algures já confiei no passado e dar-me a 100% como um dia me dei no passado e não sei se algum dia deixarei de estar com o pé atrás nesta relação, mas para já estou feliz que é o que verdadeiramente importa, não sei se é para sempre, até porque a vida encarregou-se de me ensinar que o para sempre é muito tempo e em muito tempo muita coisa muda demasiado, mas como eu costumo dizer e defender: Que seja eterno enquanto durar! [Vinicius de Moraes]
 
 
Estou pé ante pé a ser feliz! Logo se verá como corre... Como sempre: Até porque ninguém sabe o futuro, e eu muito menos! Nem sempre o que é certo certo é, e nem sempre o que está condenado condenado está!

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Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.