Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Desafio | Passa-Palavra #6

Esta semana falamos sobre a palavra almofada. E quem não gosta de deitar a cabecinha na almofada e descansar tranquilamente? Listamos de seguida os cantinhos onde se escreveu sobre esta palavra tão simples e tão importante no dia-a-dia, ou não fosse o nosso descanso tão importante quanto o ar que respiramos.

 

Charneca em flor - Taras e manias

A Introvertida - Conversa de Travesseiro

Alice Barcellos - A Almofada

Maria Araújo - Almofada

Maria Flor - Almofada

ImSilva - Almofada

José da Xã - De almofada me vesti

Maria - Almofada

Ti* - Palavra Almofada

Monteiro - Se ela falasse...

Ana de Deus - Almofada

Mel - Almofada

Mula - Diz tanto a almofada de nós...

 

 

E a palavrinha desta semana é...

 

... Cartas!

 

Relembrando apenas as (poucas) regras que temos: O texto de até 400 palavras é totalmente livre e podem ou não utilizar a palavra no decorrer do texto ou apenas escrever sobre ela. Desafiamo-vos a escrever sobre esta palavra durante esta semana, mas escrevam quando decidirem e se decidirem. Identifiquem apenas a Mel e a Mula para depois no próximo domingo podermos listar-vos na publicação do desafio.

 

Despedimo-nos com Álvaro de Campos:

 

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

 

Vemo-nos na próxima palavra. Bom desafio! 

Desafio | Passa-Palavra #Almofada

pngegg.png

 

Diz tanto a almofada de nós...

 

Deito a cabeça na tua almofada
Para te sentir perto de mim.
Gosto de me deitar mesmo assim,
Com a forma que lhe deixaste, amarfanhada,
E que ainda tem o teu calor...
Sinto-me perto de ti.
Preciso de ti mais perto de mim!

 

Diz tanto a almofada de nós...

 

Se perto da minha,
Signfica que me procuraste de noite,
Que te quiseste aquecer e aninhar
Na forma contorcida do meu corpo.
Se afastada, que procuraste espaço.
Espaço teu, não meu,
Deixando um espaço de ninguém.

 

Diz tanto a almodafa de nós...

 

Diz até se estamos juntos, ou sós,
Se a noite foi alegre ou solitária,
Do teu calor em luta com o meu,
Ou do meu corpo em luta sozinho
Com o frio que o quarto se faz notar,
E me faz sentir a tua ausência,
E meu corpo apequenar.

Diz tanto a almodafa de nós...


Se perfeitamente colocada e alinhada,
Se desajeitada e com vincos,
Explica tanto os dias e as noites,
Das muitas ou poucas vontades,
Se estamos perto, ou longe e por isso,
Diz tanto sobre ti, e sobre mim,
Diz tanto sobre as nossas saudades...

 

Diz tanto a almodafa de nós...

Desafio | Passa-Palavra #Almofada- Texto da Maria

A Maria tem um blog recheado de petiscos deliciosos que eu já sigo há muitos anos, provavelmente desde que criei o blog - ou mais coisa menos coisa - por isso 'bora lá visitar o Belita, a Rainha dos Couratos para vos abrir um pouco o apetite.

 

Como a Maria tem um blog de culinária pediu-me um espacinho aqui no Curral para também participar connosco no desafio e claramente que cedi o meu espaço, com todo o gosto. O que eu quero vocês sabem: é que participem, se divirtam e que escrevam, que escrevam muito!

 

Vamos espreitar a Almofada da Maria? 'Bora lá!

 

Deixe-me só dizer-vos que adorei o conto, e que sim, que deveremos todos ter com quem partilhar as nossas almofadas!

 

_________________________________________

 

Recostou-se na almofada de penas de ganso. Teria que avisar o intendente do castelo que os criados estavam a falhar nos seus deveres.

Será que não viam, sem ser necessário apontar-lhes o óbvio, que usar as penas grandes e rijas dos gansos, patos e cisnes para almofadas e mantas era um disparate? Para isso existiam as penas pequeninas, mais uns flocos de pelo do que penas na realidade. Essas sim deixavam as almofadas macias, tão balofas que quando pousávamos a cabeça em cima delas parecíamos afundar numa nuvem.

O que lhe fazia falta era uma mulher para tratar disso, dessas coisas do castelo, das ementas, das limpezas, das roupas. E para partilhar a macieza das boas almofadas.

No entanto, passava tanto tempo em batalhas que acabava por não poder apreciar nem almofada nem mulher. Primeiro porque nos acampamentos onde dormia eram normalmente pedras onde pousava a cabeça  para descansar (quando não era sentado em cima do cavalo). Depois porque as mulheres com quem tinha estado eram meretrizes que apenas serviam para descarregar a adrenalina das batalhas, ou alguma criada mais roliça e que não desdenhava o senhor do castelo numa sortida rápida e de alívio imediato, mecânico. Mas essas nunca franqueavam o seu quarto, esse lugar era sagrado.

Com um suspiro pensou que da próxima vez que fosse à presença do rei lhe pediria que lhe arranjasse casamento com alguma dama. Afinal era o campeão das suas batalhas e já lhe tinha granjeado mais riquezas que todos aqueles pomposos que viviam às suas custas no palácio.

Sim, estava decidido, aquelas almofadas precisavam de ser partilhadas.

 

_________________________________________

Desafio passa-palavra criado pela Mula e pela Mel. Todos os domingos e durante - para já - oito semanas, sairá uma palavra para vos inspirar a escrever sobre ela. Quem quiser é livre de se juntar a nós, sem compromissos ou prazos apertados. Escrevam, porque escrever liberta a alma. A quem participar nos seus blogs, aqui as meninas pedem apenas que nos identifiquem nas publicações, para podermos ir ler-vos e comentar-vos! Bom desafio a todos o que connosco embarcam.

Desafio | Passa-Palavra #Almofada- Texto do Monteiro

O meu cantinho é meu, é vosso, é do mundo! Porque eu quero é que vocês escrevam porque já sabem a minha máxima: Escrever liberta a alma! Por isso deixo-vos com o Monteiro! Obrigada Monteiro por continuares firme connosco!

 

_________________________________________

Antes do mais, permite-me que agradeça mais uma vez a oportunidade de participar neste desafio. Tem sido importante para mim - e fico contente por saber que há quem goste do que escrevo. Embora eu não me tenha manifestado, fico muito agradecido pelo carinho com que tenho sido tratado neste desafio. Peço desculpas se alguém ficou triste comigo, não sendo, certamente, a minha intenção em fazer isso acontecer. 

Embora na semana passada o Vento tenha sido um tema aliciante, confesso que não consegui encontrar nada na minha cabeça que se adequasse ao desafio proposto. Daí que não tenha participado, pelo que renovo o meu pedido de desculpas. 

Mas, no entanto, deixo aqui o texto do desafio desta semana: falamos da almofada, a melhor amiga de muita gente! =D 

Ora cá vai: 



SE ELA FALASSE... 

Ela lá está. Todos os dias. Não me falha. Nunca me falhou. 
Ali, deitada na cama, sempre à minha espera, para passarmos mais uma noite juntos. 
E ela terá paciência, muita paciência, para os meus abraços, para os meus amassos. Para as minhas angústias, para as noites mal dormidas. 
Se ela lesse o meu pensamento... se ela falasse. Oh! Se ela falasse! 
Se ela falasse, talvez ficaria chocada com a guerra que se desenrola dentro da minha cabeça. Se calhar, indignar-se-ia com os meus princípios. Ou talvez não. 
Se ela falasse, talvez me desse umas chapadas na minha alma. Se ela olhasse... talvez sentisse o olhar duro numas ocasiões, o olhar complacente noutras, na maioria das vezes, teria o olhar neutro, de tantas noites que passamos juntos. 
Se calhar, quem sabe, será a melhor guardiã dos meus segredos. 
E ela teria a sua ética. 
Pelo menos, abrir-me-ia para mais e melhores pontos de vista. 
Pelo menos, eu poderia trabalhar melhor a minha empatia com ela. 
Mas muito bem... ela lá está. 
Todas as noites. 
Uma após outra. 
E ela, nunca falha. 
Nunca falhou. 
Só não passou férias comigo. 
Mas, quem sabe? Se calhar ela bem as merecia, e eu teria as minhas noites agitadas do costume. 
Nunca me deixou para trás. 
Muito embora ela tivesse ficado para trás algumas vezes. 
Se ela falasse...

 

_________________________________________

Desafio passa-palavra criado pela Mula e pela Mel. Todos os domingos e durante - para já - oito semanas, sairá uma palavra para vos inspirar a escrever sobre ela. Quem quiser é livre de se juntar a nós, sem compromissos ou prazos apertados. Escrevam, porque escrever liberta a alma. A quem participar nos seus blogs, aqui as meninas pedem apenas que nos identifiquem nas publicações, para podermos ir ler-vos e comentar-vos! Bom desafio a todos o que connosco embarcam.

Desafio | Passa-Palavra #5

Tantas formas de escrever sobre o vento e aquilo que ele representa. Sem dúvida que esta blogofera está repleta de pessoas cheias de criatividade. Para que todos possam ter um "cheirinho" do que se escreveu sobre a palavra vento, aqui está a lista dos cantinhos para visitarem:

 

Gaivotazul - E é por ti que me deixo levar...

A Introvertida - Vento

Charneca em Flor - Vento Nocturno

Ana de Deus - Vento

Imsilva - Vento

José da Xã - De vento me vesti 

Maria Flor - Vento 

Alice Barcellos - Versos, leva-os o vento 

Maria Araújo - Vento

Anita - Vento

Mel - Vento

Mula - Vento

 

Quem não estiver nesta lista por favor que se acuse, porque temos todo o gosto em atualizar.

 

 

Muito curiosos para saber a palavra da semana?

 

 

... Almofada!

 

Relembrando apenas as (poucas) regras que temos: O texto de até 400 palavras é totalmente livre e podem ou não utilizar a palavra no decorrer do texto ou apenas escrever sobre ela. Desafiamos-vos a escrever sobre esta palavra durante esta semana, mas escrevam quando decidirem e se decidirem. Identifiquem apenas a Mel e a Mula para depois no próximo domingo podermos listar-vos na publicação do desafio.

 

Despedimo-nos com António Rosado na Encruzilhada:

 

Tudo me fala em ti. Numa almofada,
como um sorriso bom que me acarinha,
ainda vejo a marca redondinha
que a tua nuca ali deixou gravada.
No chão sinto o teu passo de andorinha:
E a minha própria boca, angustiada,
ainda tem a cor por ti deixada
na derradeira vez que foste minha.
Tudo me fala em ti, ansiadamente.
Tu és o meu passado, o meu presente,
és o futuro incerto que receio...
E não sei que fazer, nesta loucura,
se tenho da mesmíssima ternura
cheias as mãos e o coração tão cheio!

 

 

Vemo-nos na próxima palavra! Bom desafio!

Desafio | Passa-Palavra #Vento

imagem retirada daqui

 

Conto-te os meus medos e os meus receios. Mas não obtenho resposta.

 

Falo-te dos meus sentimentos por ti e pelo mundo, da forma como vejo a vida e dos planos de futuro. Mostro-te que tenho saudades, que me fazes falta, que te quero só para mim. Mas não obtenho resposta.

 

Conto-te banalidades, na expectativa de um retorno também ele banal, aceito até apatia e voz neutra. Conto-te sobre notícias que vejo e sobre coisas que leio. Banalidades. Mas as minhas histórias não obtêm respostas, sorrisos ou mero olhar de atenção.

 

Falo-te sobre ti. Gostas que falem sobre ti. Esboças um ligeiro sorriso...

 

E de repente...

 

Parece que te oiço, parece que as respostas chegam, mas impercetíveis... Fico mais quieta e em silêncio, quero tentar perceber o que dizes. Tenho esperanças que me devolvas tudo o que eu te dei, as palavras bonitas, os beijos apaixonados, os olhares envergonhados. Fico quieta para tentar perceber... Mas eis que percebo que continuas sem nada dizer.

 

Enganei-me...

 

Era apenas lá fora o vento!

 

O vento forte que abana as janelas mas não me consegue tocar... Estou cá dentro, o vento não me consegue tocar. Antes tu! Gostaria que tu me tocasses. Mas é apenas o vento. Nem sinal de ti e ainda assim abanas-me como abana o vento a janela. És como o vento. Encantas-me, mas desagradas-me. Refrescas-me no verão, mas destrois-me com o teu silêncio. Antes o vento. O vento berra, o vento abana, o vento faz-se notar.

 

Tu és apenas ausência.

 

Antes o vento, afinal.

Desafio | Passa-Palavra #4

E muito se escreveu com lápis de todas as cores, por esta blogosfera fora. Querem espreitar quem escreveu sobre a palavra da semana? Ide até aos próximos cantinhos, ide. Nunca é demais relembrar que quem tiver escrito sobre a palavra lápis e aqui não estiver listado que nos diga nos comentários que atualizaremos a lista.

 

Bii Yue - Lápis Azuli

Alice Barcellos - Aquele lápis 

A Introvertida - Lápis

Maria Flor - Lápis

Imsilva - Lápis

Maria Araújo - Lápis

Santiago Miral - Desafio...

Charneca em Flor - Eu, o lápis de cor

José da Xã - De lápis me vesti...

Ana de Deus - Lápis

Monteiro - Lápis

Mel - Lápis

Mula - Lápis

 

E posto isto...

 

A palavrinha desta semana é...

 

 

... Vento!

 

Relembrando apenas as (poucas) regras que temos: O texto de até 400 palavras é totalmente livre e podem ou não utilizar a palavra no decorrer do texto ou apenas escrever sobre ela. Desafiamo-vos a escrever sobre esta palavra durante esta semana, mas escrevam quando decidirem e se decidirem. Identifiquem apenas a Mel e a Mula para depois no próximo domingo podermos listar-vos na publicação do desafio.

 

Despedimo-nos com Mário Quintana:

 

No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento…

 

Vemo-nos na próxima palavra. Bom desafio! 

Desafio | Passa-Palavra #Lápis - Texto do Monteiro

E desta vez o Monteiro trouxe-nos um conto em vez da habitual poesia. Vamos ver como é a vida de um lápis? Curiosos?

 

Só vos digo uma coisa, é por textos como estes que eu adoro estes desafios, porque nunca sabemos como as pessoas irão dar a volta ao texto... que é como quem diz, à palavra!

 

_________________________________________

São nove da manhã. Começa mais um longo dia de trabalho. A Matilde, aplicada e certinha, tira-me do conforto do estojo, do aconchego que partilho com os meus irmãos, os lápis de cor, assim como com a caneta e a borracha. 

 

Malfadado destino. Podia ter calhado no estojo de um arquitecto, de um pintor ou de um escritor. Pelo menos, eu sabia que o meu trabalho ia servir de alguma coisa. Os esquissos de um edifício, os esboços de um quadro ou as primeiras palavras de um livro são sempre mais eternas do que as primeiras letras, ou os primeiros números escritos por uma menina de seis anos. 

 

A borracha, nos seus dias mais soturnos, diz que a minha vida é mais curta, mas mais intensa. Afinal, a Matilde e eu, juntos, começamos a desenhar um futuro, era o que a minha colega dizia. Ela vivia mais, mas fazia menos e pior: limpava os erros e arrumava para debaixo do tapete das memórias as coisas menos boas que a Matilde fazia. 

 

As canetas, essas snobes, gozam comigo: vivem mais e o trabalho que fazem é definitivo. Mas eu não quero saber. Só sei é que a cada dia, a cada hora, fico mais pequeno. A aguça, qual carrasco, encurta o meu tempo de vida. Faço por ter a ponta bem afiada, para viver mais uns tempos.

 

Posso ter uma missão mais ingrata que os meus irmãos (os lápis de cor) - esses que servem para colorir um pouco a vida e os desenhos da Matilde - mas, quem sabe? Posso ser objecto de sacrifício, mas, se a Matilde for uma Mulher feliz e integra, então, terei cumprido a minha missão. E, quem sabe, a minha curta vida tenha valido a pena.

 

_________________________________________

Desafio passa-palavra criado pela Mula e pela Mel. Todos os domingos e durante - para já - oito semanas, sairá uma palavra para vos inspirar a escrever sobre ela. Quem quiser é livre de se juntar a nós, sem compromissos ou prazos apertados. Escrevam, porque escrever liberta a alma. A quem participar nos seus blogs, aqui as meninas pedem apenas que nos indentifiquem nas publicações, para podermos ir ler-vos e comentar-vos! Bom desafio a todos o que connoso embarcam.

Desafio | Passa-Palavra #Lápis

 

 

Eu queria ter um lápis. Um lápis a carvão para reescrever a nossa história. Não quero escrever com esferográfica, não quero escrever de modo definitivo, quero poder apagar as vezes que forem necessárias até acertar, até ficar bela, a nossa história.

 

Eu queria ter um lápis. Um lápis a carvão para poder apagar os erros do passado e desenhar a carvão um futuro bonito, com estrelas e purpurinas, em tons de rosa pintadas a lápis de cera. Dizem que as histórias bonitas, são histórias cor de rosa. Quero pintar de rosa a nossa história.

 

Eu queria ter um lápis. Um lápis de carvão porque os desenhos a carvão são os mais belos e quero que a nossa história seja a mais bela, que nos encha mais o coração e de emoção. Como os desenhos desenhados a carvão.

 

Eu queria ter um lápis para ter esperança, porque a esperança é como um lápis: enquanto existir afia e carvão ela existe, mas tal como os lápis, um dia a esperança também se acaba, porque tudo acaba um dia, menos as histórias escritas a lápis de carvão, essas são eternas porque podemos apagar e reescrever eternamente até que um ia já não temos mais vontade de escrever. A esperança termina quando deixamos de ter vontade de pegar num lápis e continuar a escrever a nossa história.

 

Eu quero ter um lápis... Porque ainda tenho esperança!

 

 

_________________________________________

Desafio passa-palavra criado pela Mula e pela Mel. Todos os domingos e durante - para já - oito semanas, sairá uma palavra para vos inspirar a escrever sobre ela. Quem quiser é livre de se juntar a nós, sem compromissos ou prazos apertados. Escrevam, porque escrever liberta a alma. A quem participar nos seus blogs, aqui as meninas pedem apenas que nos identifiquem nas publicações, para podermos ir ler-vos e comentar-vos! Bom desafio a todos o que connosco embarcam.

Desafio | Passa-Palavra #3

Mais uma semana passou e sobre mais uma palavra se escreveu. À semelhança do que aconteceu na semana anterior listamos agora os cantinhos onde se escreveu a palavra da semana e quem tiver escrito que aqui não esteja listado por favor diga nos comentários que atualizaremos, claramente. E, assim, quem escreveu sobre a palavra saudade foi:

 

bii yue - Saudade

Ti - Palavra Saudade

Maria Araújo - Saudade

Imsilva - A casa e Saudade

Gaivotazul - A Saudade mora Aqui!

Maria Flor - Saudade

Ana de Deus - Saudoso passa-palavra

José da Xã - De saudades me vesti...

Charneca em Flor - Reflexões em dó maior

Santiago Miral - Saudade

Monteiro - Saudade

Mel - Saudade

Mula - Da tua ausência

 

Estão curiosos para conhecer a palavrinha da semana?

 

E a palavrinha da semana é...

 

 

... Lápis!

 

Relembrando apenas as (poucas) regras que temos: O texto de até 400 palavras é totalmente livre e podem ou não utilizar a palavra no decorrer do texto ou apenas escrever sobre ela. Desafiamo-vos a escrever sobre esta palavra durante esta semana, mas escrevam quando decidirem e se decidirem. Identifiquem apenas a Mel e a Mula para depois no próximo domingo podermos listar-vos na publicação do desafio.

 

Despedimo-nos com Sandra Ferrari Radich:

 

Para mergulhar num universo de cores
Bastam o lápis de cor e a imaginação
Os tons lembram tudo, até sabores
As idéias vem do coração
É só tê-los nas mãos.
De forma colorida
Fazer da vida
Invenção
Sonhar
Ser
Voar,
Encantar
Poder ir voltar
Delicia de criação
Só quem faz pode entender.
As imagens surgem de um olhar
Cruza a mais pura e simples intenção
E de forma natural e fácil, tem o poder
De colorirem felizes a mais pura emoção.

 

 

Vemo-nos na próxima palavra. Bom desafio! 

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.