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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: O Rei Leão

Voltei a ter 6 anos... Voltei a amarfanhar-me no cadeirão, como se fosse a primeira vez.

 

Calma, não vos falo novamente do cadeirão do dentista, desta vez falo-vos de um bem mais confortável: o cadeirão do cinema!

 

Desta vez fui ver... [rufem-tambores-como-se-ainda-não-tivessem-visto-o-título-ou-a-imagem-do-post] O Rei Leão!

 

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Não me parece que o filme precise de apresentações ou de sinopses. Toda a gente conhece a história do pequeno Simba que perdeu o pai devido à ganância e maldade do tio Scar. É dos clássicos mais clássicos do cinema infantil. Deveria de ser obrigatório. Porquê? Não sei porquê, mas devia e ser obrigatório.

 

O Rei Leão foi o primeiro filme que vi no cinema, tinha 6 anos, e ainda mal sabia ler ou escrever. Para além de ter visto o filme no cinema, tinha o livro do filme e o áudio-livro que ouvi vezes e vezes sem conta. Conhecia as falas de trás para a frente, e confesso que ainda sei de cor muitas passagens. Em português claro. Agora de regresso ao cinema vi em inglês, e confesso-vos que me arrependi. As falas que eu conhecia estavam ali todas - ou quase todas, vá! - e perdi-as em inglês, apesar de durante todo o filme as ter ouvido passar discretamente na minha memória, em Português.

 

O filme está incrivelmente igual, pelo menos do que eu me lembro, claro. 

 

Confesso que estava um pouco receosa. Quando vamos ver um remake de um filme que tanto gostamos, dá sempre um nervoso miudinho de nos destruírem as memórias, e neste caso de destruírem até um pouco da infância. Mas não foi o caso. O filme está... em três palavras: IN-CRÍ-VEL! O humor está lá, tem um toque moderno, mas a essência está lá. Peca apenas por não terem sido fieis à cena épica final e posto o Timon novamente a dançar com uma saia havaiana enquanto o Pumba tinha a maçã vermelhinha na boca. Peca também por terem cortado outra cena épica do filme: Quando o sábio mandril, Rafiki, bate com o pau e o côco na cabeça de Simba dizendo-lhe que podemos escolher que o passado nos magoe, ou aprender com ele. Acho, que essencialmente esta cena, deveria de constar no remake, que para mim é sem dúvida uma cena chave. Mas, ainda assim, gostei imenso do filme! Tenciono voltar a ver, desta vez em português.

 

O que é incrível é que por mais vezes que eu veja este filme, é impossível eu não chorar. Acho que se o vir 5 vezes seguidas, que chorarei as cinco vezes. A cena da morte de Mufasa é demasiado para mim, sempre foi, e deixa-me até uma questão: Até que ponto é uma realidade que devemos confrontar as crianças mais pequenas? Ver este filme em adulta, distanciando-me da criança que era quando o vi pela primeira vez, permite-me perceber que é um filme com uma mensagem demasiado forte, e com cenas bem violentas - como de resto quase todos os filmes da Disney daquela altura... - e receio que nem sempre as crianças percebam bem a mensagem... Na realidade não é só um leão que perde o pai. É todo um reino que é desfeito devido a um plano de vingança por alguém a quem o Simba chamava família, e em quem deveria de confiar. Passará a mensagem que não devemos confiar em ninguém?

 

Mas adiante...

 

Já vos disse que adorei? Ó meu Deus! Confesso que ainda estou um bocadinho histérica e eufórica... Também é possível que a TPM não ajude...

 

Mas... E vocês, contem-me tudo: Quem é que tem aqui a coragem de admitir publicamente que nunca viu o Rei Leão? E quem viu, tenciona ver o novo? Opiniões de quem já viu?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: A Vida Secreta dos Nossos Bichos 2

Amante como sou de animais, filmes como estes nunca me passam despercebidos. E se adorei o primeiro filme d' Vida Secreta dos Nossos Bichos, iria adorar com certeza o segundo filme, e não me enganei.

 

 

 

O Duke, o Max, a Gidget, o Pompom e a Chloe estão de volta, desta vez para uma nova aventura. Max nunca gostou de crianças, mas quando Kate tem o seu primeiro filho, Max fica obcecado com a sua proteção e começa a ficar com crises de ansiedade coçando-se compulsivamente, até que tudo muda e Kate vai passar umas férias para o campo e Max e Duke descobrem um outro mundo, uma outra forma de viver. A par desta história temos a história de um resgate de um tigre branco por Pompom, de um circo, com ajuda dos seus amigos sendo que a vida de todos estes animais se revira quando o dono do tigre decide vir resgatá-lo. Será que vão conseguir esconder o pequeno grande tigre das mãos do vilão circense? E Max e Duke, será que se vão habituar à vida no campo? Vejam, vejam!

 

É um filme para crianças, mas que deveria de ser visto por todos os adultos. É um filme que explora as emoções dos animais, que nos mostra como os animais também sentem e de que forma os seus sentimentos se manifestam. Mostra, e muito bem, a forma como os animais de circo são explorados e violentados para cumprirem o seu propósito, por isso temos aqui um filme que fala essencialmente dos direitos dos animais e da forma como estes se relacionam com os humanos. Este filme conta-nos por isso sobre a crueldade animal, mas sob um ponto de vista humorado e ligeiro, mas que nos põe a pensar. 

 

Fui ver a versão original, legendada, e aconselho mesmo o filme, a quem goste de filmes de animação e não só, gargalhadas várias estão prometidas.

 

Quem já viu?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Pokémon: Detetive Pikachu

A Mula foi reviver um pouco a sua infância e foi ao cinema ver o tão fofinho e acarinhado do público: Pikachu. 

 
Eu sei... Eu sei... Ter um boneco tão fofo com a voz do Ryan Reynolds é estranho (por momentos fechei os olhos e imaginei estar a ouvir o meu tão adorado DP - Deadpool), mas prometo-vos que tem uma explicação lógica e vocês vão entender o motivo. 
 

 

Em Ryme City Humanos e Pokémons convivem livremente, mas o detetive Harry Goodman fez uma descoberta que mudará brevemente o curso desta harmonia, só que quando estava prestes a mostrá-la ao mundo, é vítima de um brutal acidente onde é dado como morto, assim como o seu pokemón: o Pikachu. No entanto, Pikachu não morreu e aparece ao seu filho Tim para pedir ajudar - o único humano que parece compreendê-lo de verdade, não ouvindo apenas "pika, pika" como o mais comum mortal. Pikachu tem a certeza que o seu parceiro, Goodman, não morreu e os dois embarcam numa aventura para desvendar o que aconteceu afinal. Quem estará por trás do acidente que vitimou Goodman? Será que o pai de Tim e parceiro do Pikachu morreu realmente? Terão de ir ver o filme para saberem o que aconteceu realmente.

 

Este filme é muito engraçado, e quem gostar do estilo não irá certamente chorar o seu dinheiro. É um pouco diferente do Pokemón normal - e ainda bem - sendo que a base do filme não se baseia nas lutas entre pokémons como a série. Tem uma componente de suspense e investigação bastante boa, tem uma trama complexa, bastante boa. Adoro a forma como o filme nos é contado, essencialmente no que toca ao humor. Acho que tem a dose certa entre o humor e o suspense. Apesar de ser um filme sobre pokémons, é um filme sobre poder, sobre corrupção, sobre ganância e sobre justiça.

 

Gostei bastante.

 

Quem é que daqui já viu? Que acharam?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Samitério de Animais

Samitério de Animais é um filme obrigatório para os fãs de Stephen King, como eu, ainda que seja nestas alturas que tenho pena que Stanley Kubrick já não seja vivo. Ainda que os realizadores Kevin Kölsch e Dennis Widmyer não estivessem mal, algumas arestas poderiam ser limadas e o filme teria muito mais potencial para ser ainda mais assustador.

 

 

Não, não é um erro ortográfico. O filme não explora propriamente um cemitério de animais, mas antes um samitério de animais, que é muito mais sinistro e macabro.

 

O Samitério de Animais conta a história de uma família que se muda da cidade de Boston para uma terra no interior de Maine e que descobre que a sua propriedade inclui um cemitério de animais onde procissões e cultos são realizados aos animais domésticos que morrem naquela zona como forma de lhes prestarem homenagem. E se desde o início da mudança a família percebe que algumas coisas estranhas acontecem na zona, tudo piora quando o gato da família, Church, morre. Na tentativa de não fazer sofrer a filha do casal, o gato é enterrado numa terra indígena que promete trazer coisas de volta, e assim é despoletada toda um conjunto de reações em cadeia que leva a família à desgraça.

 

O lema do filme é "Às vezes é melhor estar morto" e por isso mesmo, o filme demonstra que tentar adulterar a realidade para tentar de alguma forma escapar ao sofrimento, não vai dar bom resultado e que por isso devemos aceitar o que nos acontece, seja de bom ou de mau. O filme marca claramente uma posição: não devemos nunca alterar a ordem das coisas, ou adulterar determinados acontecimentos sob pena de influenciarmos uma data de reações adversas, mesmo daqueles que nos rodeiam.

 

O Samitério de Animais coloca-nos algumas questões importantes, essencialmente no que toca ao tema morte. Foca muito a forma como diferentes pessoas lidam com a morte, e como passamos esse tipo de informação para as crianças. É um filme que também nos coloca numa posição indelicada e extremamente desconfortável: E se pudéssemos trazer de volta à vida alguém que amássemos muito e que já não está connosco, seja pessoa ou animal? Quem nunca o desejou fazer...? E se tivéssemos essa oportunidade mesmo sabendo que nada iria ser igual?

 

O filme está claramente dividido em duas fases: A primeira metade do filme é a mais lenta mas é também a mais intensa, com cenas mais assustadoras e macabras. Com cenas mais desconfortáveis essencialmente para pessoas que como eu idolatram os gatos. Confesso que na primeira metade do filme me arrependi amargamente de ter ido ver o filme, pois ver um gato numa posição tão... Ingrata?... Me deixou bastante desconfortável, obrigando-me um pouco a reviver o que eu passei com o meu Pulga, apesar de - obviamente - serem situações bastante distintas. Até à primeira metade o filme é mais realista - dentro do irrealismo - e por isso mais assustador, no entanto, quando chegamos à segunda metade do filme em que as cenas avançam a uma velocidade atroz o filme torna-se um pouco mais desinteressante: Primeiro pela previsibilidade das cenas, segundo pela perda do terror para dar espaço à violência. O final não tem a capacidade para nos deixar maravilhados e acontece tão rápido que no fundo é apenas um repetir das cenas. Não querendo ser spoiler mas sendo-o totalmente - e por isso se quiserem ir ver o filme, parem de ler por aqui - basicamente filha mata mãe, que por sua vez mata pai, que por sua vez quer matar o outro filho e vivem felizes para sempre... Tudo isto nos últimos dois minutos de filme... É demasiada morte para tão pouco tempo de filme... E é aqui que o filme peca. Claramente os realizadores não conseguiram dar a volta ao texto e transformar um final tão insosso num final wow, e foi isso que fez falta ao filme. Começou muito bem, desenvolveu-se bem - apesar de ter alguns elementos não fundamentados apenas para dar terror às cenas - e na segunda metade do filme a qualidade desceu a pique e o final desiludiu.

 

É um bom filme de terror? Eu gostei e ainda dei alguns saltos na cadeira e tapei a cara com o meu lenço algumas vezes... Mas não é o melhor filme alguma vez feito, nem acho que vá deixar uma marca verdadeiramente profunda na memória... Mas eu gostei.

 

Já viram? O que acharam?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Nós

Adorei o anterior filme de Jordan Peele, o Foge e por isso desde o trailer que sabia que tinha de ir ver o Nós. Deixem-me já dizer-vos que é um dos filmes mais inteligentes que vi nos últimos tempos. É brilhante!

 

 

Uma vez mais Peele traz-nos um filme de terror - com um toque de comédia, como o Foge - cujo foco é a identidade e retrata a história de uma mulher que em miúda encontrou uma espécie de sósia numa feira popular que a irá seguir uma boa parte da sua vida para a obrigar a enfrentar grandes demónios. Não querendo esmiuçar muito a história com medo de vos contar demasiado, o filme retrata a coexistência de duas espécies de mundos paralelos, com pessoas tão iguais e tão diferentes. Retrata a existência de um mundo privilegiado e um submundo completamente negligenciado e rapidamente percebemos que estamos diante de uma gigante crítica social.

 

Nós demonstra o poder da organização e da persistência e nunca o lema "juntos somos mais fortes" foi tão retratado num filme, ainda que nesta situação, essa união não seja propriamente desejada. Mas até a dúvida de quem é bom e quem é mau, Peele semeia.

 

Nós, tal como o Foge é um filme que explora as emoções e o desespero humano ao limite, demonstrando o que o ser humano é capaz de fazer numa situação extrema. É um filme intenso, que perturba e nos faz mudar várias vezes de posição na cadeira e é um filme com um volte face gigante que me deixou completamente de queixo caído. Confesso que para mim o final foi totalmente surpreendente apesar de várias dicas serem dadas ao longo do filme, mas para mim só no final é que tudo fez sentido.

 

Alerto que é um filme com cenas bastante violentas e sangrentas, mas é um filme acima de tudo inteligente, que cativa do início ao fim!

 

Quem já viu? Opiniões?

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#49 Filme para ver com as amigas

Bem, aqui qualquer comédia é perfeita já que dramas já bastam os da vida que conhecemos umas das outras e terror já basta os terrores do dia-a-dia. Sim, um filme de comédia é o melhor para ver com as amigas. Este não é bem um filme de comédia, mas que nos faz rir e vibrar faz, por isso também vale.

 

Escolho o Magic Mike para nos alegrar a alma e as vistas.

 

 

Quem daí é também fã do Channing Tatum e do Magic Mike?

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#48 Filme do ano em que nasci (1988)

E aqui tive, claramente, de ir fazer uma pesquisa sobre filmes do meu ano e confesso que a maioria não conheço nem nunca ouvi falar. Possivelmente porque preguiçosa como sou, quando abri os olhos já o ano de '88 tinha passado e só mais tarde comecei a ver televisão. Mas devo ter visto sempre muita televisão de certeza, por isso que grande falha a minha.

 

Ora bem, há no entanto um que me saltou à vista e que eu adoro, sempre. Ainda hoje é daqueles filmes que sempre que dá eu paro para ver, qual Sozinho em Casa qual quê. Falo pois claro do filme Onde Pára a Polícia?

 

 

Como resistir ao Leslie Nielsen, ora digam lá?

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#47 Filme premiado

Já disse por aqui algures que não costumo ser fã dos filmes vencedores de Óscars e afins, mas há um, para além deste, que eu gosto muito e bem recente: Moonlight.

 

 

Gostei tanto, mas tanto, mas tanto deste filme. Podem encontrar a review do filme aqui.

 

Quem mais aí desse lado viu e adorou Moonlight?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Bohemian Rhapsody

Ja vi este filme há mais de uma semana, mas só agora consegui parar por uns segundos e vir aqui falar-vos sobre esta maravilha de filme.

 

 

Acho que o filme dispensa apresentações, mas ainda assim... Bohemian Rhapsody conta a história de Freddie Mercury, dos Queen, desde a formação da banda, em 1968, até ao Live Aid em 1985.

 

Apesar de gostar dos Queen desde sempre nunca me interessei muito pela história deles e do Freddie Mercury, pelo que não sei se a história é verdadeiramente fiel à biografia oficial ou não, mas posso dizer-vos que é uma história louca, o que torna o drama que foi a história deste grande homem numa história um tanto cómica. Freddie Mercury, foi  um homem que sofreu muito e é o exemplo de que podemos estar muito sós no meio de uma multidão. Confesso que apesar de lhe conhecer alguma excentricidade que desconhecia que ele era assim tão excêntrico como referido no filme.

 

A caracterização do ator está brutal, há mesmo alturas que parece o próprio Freddie Mercury. Os efeitos sonoros são brutais e parece mesmo o próprio a cantar, mas aqui tanto quanto consegui apurar não é o ator que canta propriamente, mas sim a sua voz misturada com a de Marc Matel, conhecido imitador de Freddie Mercury.

 

Fui ver o filme a uma sala Atmos, e o som foi incrível. Recomendo mesmo a verem o filme, essencialmente se forem fãs da música (é possível não ser?), mas mesmo que não sejam o filme vale pela história.

 

E daqui, quem já viu o filme? Quem quer muito ver levante o braço!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.