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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Desafio de escrita dos pássaros #2.3 Manual para iniciar relacionamentos

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A vida é difícil, mas com umas quantas dicas importantes pode ser mais simples viver, essencialmente no que toca a relacionamentos. Por isso hoje, a Mula, em tom de Mula conselheira, vai dar-vos 5 dicas importantes para se iniciar um relacionamento sério. Para um relacionamento sério para a vida, com respeito e amor.

 

Eis o manual da vossa Mula.

 

5 Dicas para conseguirem um relacionamento sério para a vida:

1. Comam, durmam bem e pratiquem exercício.

Pumbas começamos logo assim com um três em um! Vejam bem a qualidade da coisa! Mas a verdade é que para conseguirem um relacionamento sério e saudável, vocês também têm de se sentir bem, estarem verdadeiramente bem e saudáveis. Faz sentido? Claro que sim!

 

2. Meditem.

Reflitam diariamente sobre a vossa vida, sobre o que querem para o futuro. Só com um plano semi delineado é que podem perceber se estão no caminho certo ou não. E sempre que necessário procedam a alterações. Vocês são os responsáveis por cada passo que dão, e por isso podem fazer todas as alterações que considerem necessárias sem limite ou direito a censura. Tenham uma mente aberta. Não se julguem ou martirizem por atitudes menos corretas, o importante é lutarem para serem felizes. Podemos mudar de ideias, por isso não faz mal se mudarmos de rumo.

 

3. Aceitem a imperfeição.

Devemos ter um certo grau de exigência seja nas relações com os outros seja connosco mesmos, mas devemos ter noção de que não há pessoas perfeitas, relações perfeitas, trabalhos perfeitos e por isso devemos de relativizar a nossa definição de perfeição e só isso é que nos pode permitir avançar sem estamos permanentemente insatisfeitos. Mas isto não quer dizer que devemos aceitar qualquer coisa só porque a perfeição não existe. Devemos apenas ajustar as nossas definições e nunca desvalorizar o que consideramos verdadeiramente importante.

 

4. Façam coisas que gostam.

Dediquem-se aos vossos hobbies, façam coisas que vos deixam felizes, seja no trabalho, seja no vosso tempo livre. Ler um livro, ver um filme, bricolage, correr ou simplesmente caminhar a beira mar. Sozinhos ou acompanhados o importante é sentirem-se bem. E quando fazemos o que gostamos, sentimo-nos bem.

 

5. Aprendam a dizer NÃO!

Seja a vocês mesmos, seja aos outros. O "não" é importante, porque tal como já vos disse no ponto anterior, devemos fazer o que nos faz feliz e não apenas o que faz os outros felizes. É demasiado desgastante viver para agradar os outros. Por isso, não querem, não vão, não fazem, não dizem. Aprendam a dizer "não",  já hoje!

 

E é este o Manual para se iniciar um relacionamento sério connosco. As dicas da Mula para desenvolver O Amor Próprio. O manual para nos amarmos e respeitarmos a vida toda. Espero que tenham gostado e que vos seja útil.

 

Ai não era isto que queriam? E era tipo para relacionamentos com os outros, tipo amorosos e isso? Ó pa... Disso não percebo nada, mas suponho que se desenvolvermos o amor próprio o resto venha por arrasto sem darmos por isso!...

Desafio de escrita dos pássaros #2.2 Dr. Google: Porque isto de médicos nunca fiando

D. Albertina queixando-se de dor num pé, 

Foi ao doutor, lá pros lados da Nazaré,

Que lhe receitou um remédio, 

Essencialmente pra lhe curar o tédio. 

Já que de dor no pé, D. Albertina não padecia. 

 

Então D. Albertina, desta vez, com rubor no braço, 

Foi para os lados de Sobral de Monte Agraço, 

Colher uma flores receitadas por uma vizinha,

Entre promessas de lhe acalmar a tinha,

Que na realidade não tinha.

 

Mas a dor do pé não passou e o rubor piorou,

E D. Albertina, cada vez pior, desesperou.

Foi então que decidiu Googlar,

Que já se sabe, isto de médicos, nunca fiando.

E  listou as doenças que a estavam a assolar.

 

Então D. Albertina ao Doutor voltou,

Reclamar que nada lhe faziam

Os medicamentos que este lhe receitou!

Tendo a lista de tudo o que podia tomar,

E todas as doenças que o Dr. Google lhe diagnosticou.

 

E o Doutor a ignorou,

E D. Albertina desesperada chorou,

Porque ninguém lhe acalmava,

Todas as as dores que lhe cabiam na alma,

E que medicamento algum conseguia curar.

 

Então D. Albertina com uma dor sem par

Foi lá para os lados de Tomar,

Procurar o seu antigo amor,

Verdadeiro causador de toda a sua dor,

E nunca mais foi preciso googlar!

 

 

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Triptofano, e esta hein? 

 

Desafio de escrita dos pássaros #2.1 Acho que a coisa não vai correr bem

Deveria de ter vindo cá com antecedência falar-vos do desafio que hoje recomeça. Não consegui. Deveria ter vindo cá, falar-vos de como adorei ter pertencido ao desafio de escrita e de como me roubou horas de sono por ser boa portuguesa e deixar tudo para a última e depois estar bloqueada e nada sair durante horas a fio e acabar a escrever de madrugada. Deveria de ter vindo cá com antecedência dizer-vos como apesar de tudo isso, que gostei. Deveria. Mas não consegui. Tentei. Mas não consegui... Por isso o tema desta semana, deste recomeço não poderia ter sido melhor escolhido:

 

Acho que a coisa não vai correr bem

 

Apesar de bloqueada e sem tempo,
No desafio dos pássaros decidi continuar.
Por isso já imaginam...
Como é que isto vai terminar.

 

Com textos sem cabeça nem pé,
Sem fim, sem ponta ou ligação.
A imitar a vida como ela é,
Vai ser para aqui uma grande confusão.

 

Por isso a cantar vos digo,
Acho que a coisa não vai correr bem,
Mas com certeza confirmo.
É melhor viver a tentar, do que viver sem.

 

Desistir pra Mula não é opção,
Mesmo sem tempo, paciência ou coração.
Por isso aqui vai mais um desafio,
Que espero seguir de fio a pavio!

 

Bons textos maltinha. Choquem aí! [imaginar punho fechado e animado]

 

Wish me luck!

Desafio de escrita dos pássaros #17 Luz e Sombra

Imagem retirada daqui

 

Rio feliz, com candura, e serenamente,
Limpo as lágrimas e escondo o lenço,
Escondendo no lenço a amargura,
Que na alma se crava, de modo denso.


Porque de dia sou luz, sou alegria e multidão,
Mas à noite sou sombra, sou tristeza e solidão!
Porque de dia sou barulho, sou gente com esplendor.
Mas à noite sou silêncio, sou vazio... Apenas dor!

 

Choro triste, sem pudor, mas ternamente,
Escondo o sorriso envergonhado que à luz espreita,
Escondendo no coração a alegria,
Que na alma brota, de modo puro, tão perfeita.


Aceito-me. Não tenho de viver em contra-luz,
Nem contra a luz, nem contra as sombras.
Aceito os meus sorrisos e os meus olhos raiados.
Aceito os dias felizes e os amargurados.


E o que seriam dos dias sem as noites?
Ou então das sombras sem as luzes?
Bem ou mal eu quero sentir,
Nem que em mil pedaços me tenha de partir!

 

Desafio de escrita dos pássaros #16 Não entendo nada disto

Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

 

 

Disseram-me que crescer era trabalhar, casar, ter casa e carro, ter contas para pagar e decisões a tomar. Então eu cresci - essencialmente para os lado -, arranjei trabalho, casei, comprei casa e carro e contas era o que não faltavam para pagar. E assim vivi. Cresci cedo, muito cedo, ainda sem o peso da responsabilidade do que era ser um adulto. Aprendi on job, sem espaço para formação ou worshops. Não aprendi, fui aprendendo à medida das necessidades. Não vivi, fui vivendo à medida das possibilidades. Não amadureci, fui amadurecendo à medida das obrigatoriedades. Fiz tudo o melhor que sabia, com as ferramentas da infância e da adolescência, cresci o melhor que consegui. Fui caminhando sem saber muito bem por onde estava a pôr os pés. Caí tantas e tantas vezes, cometi tantos e tantos erros e tantas vezes os mesmos. A verdade é que ninguém nos diz o que fazer ou como fazer. Não há formulas mágicas, ou certas e definidas. Mas defini objetivos, tracei planos.

 

Mas os objetivos não se cumpriram e os planos saíram furados. Deixei de ter casa própria, descasei-me e regressei ao quarto de infância, as contas reduziram-se para metade - haja alguma coisa boa na regressão! - e as decisões... Tantas que foram adiadas... Fiz e desfiz e continuarei a fazer e a desfazer enquanto não entender o que é para fazer.

 

Tomar decisões parece cada vez mais difícil, com os anos. Não deveria de ser ao contrário? Com o tempo, decidir, não deveria de ser mais fácil? Não deveríamos de ganhar prática? Mais traquejo?

 

Quando era mais nova, já tive um livro carregado de texto, bem escrito, definido.

 

Neste momento sinto que tenho um livro de rabiscos...

 

Não, definitivamente ainda não percebi o que é para fazer... E sinto que conduzo esta pseudo-adultez de modo cada vez mais atabaolhado.

Desafio de escrita dos pássaros #15 Rudolfo procura Pai Natal...

... Para relacionamento sério.

imagem retirada daqui

 

 

O Pai Natal achando que era altura,
Decide pedir reforma antecipada,
Pegar nas poupanças de uma vida,
Gozar do mundo, da vida airada.

 

Quem não gostou foi o Rudolfo,
Que sabia que para ele ia sobrar,
E a uns meses do Natal,
Um pai natal tinha de encontrar.

 

Começaram assim as entrevistas,
E Rudolfo suspirava de nervoso,
"Cada um pior que o outro!"
Pensava ele, naquele dia chuvoso.

 

E as entrevistas prosseguiram,
E ninguém apareceu para companheiro.
"Porra que homens bons se extinguiram"
Pensava ele, naquele dia soalheiro.

 

E os dias foram passando,
Ora chuva ora sol,
E nenhum pai natal que se prezasse,
Aparecia naquele rol.

 

E assim Rudolfo decidiu,
Pedir um desejo aos duendes,
Que o Natal se mudasse para Portugal,
"Que assim... Vós sabendes...!"

 

E da Lapónia para Portugal,
A Casa do Pai Natal se mudou,
E como não há boas reformas em Portugal,
O Pai Natal se lixou...

 

E ao trenó voltou...

 

...E já não se reformou!

 

E o Pai Natal trabalhou,
Anos a fio, lá se resignou.
Vendo cada ano ser adiado,
O dia da sua reforma, tão esperado.

 

Quem ficou feliz foi o Rudolfo,
Apesar de toda a vida ter de trabalhar.
Ajudava o seu melhor amigo no inverno,
Mas no verão estendia-se à beira-mar!

 

Desafio de escrita dos pássaros #14 Deixa-me contar-te...

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Deixa-me contar-te ao ouvido uma história.

 

Não uma história bonita, não uma história de encantar. Uma história só. Deixa-me contar-te ao ouvido a história da minha vida, a história dos meus sentimentos. Dos meus sentimentos por ti. Dos meus sentimentos por ti e talvez até dos sentimentos por nós, um nós que não existe mas já existiu outrora. Ou existe e sempre existirá?

 

Deixa-me contar-te uma história sobre sensações e ambições. Uma história sem final feliz, mas com esperança. Uma história só. Deixa-me contar-te ao ouvido a história dos meus desejos e das minhas vontades. Dos meus desejos de te fazer feliz, e talvez de ser feliz também. Uma história sobre uma felicidade que já existiu, mas não existe mais. Ou existe e sempre existirá?

 

Deixa-me contar-te uma história sobre príncipes e princesas. Sobre cavalos e cavaleiros em países longínquos e austeros. Uma história onde não há vencedores nem vencidos. Uma história onde não vences tu, nem eu. Onde perdemos os dois, ou até talvez uma onde somos os dois vencedores. Podemos ser os dois vencedores?

 

Deixa-me contar-te...

 

Não...

 

Espera!

 

Não nasci para contar, nasci para viver. Rasga todas os papéis das histórias que te escrevi, dá-me a mão e vamos simplesmente viver.

 

Não... Não nasci para contar... Nasci para sentir, para cheirar, para correr e para cair, talvez até um pouco para sofrer...

 

Mas não... Não nasci para contar...

Desafio de escrita dos pássaros #13 Um novo final

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Ai se eu pudesse reescrever o final de um filme...! Reescreveria o final do filme que é a minha vida e colocar-lhe-ia mais cor, mais som, mais sabor. Porque é tudo o que poderia mudar. É tudo o que quereria mudar. E borraria tudo, e voltaria a reescrever, porque é exatamente isso que fazemos todos os dias: tentamos reescrever com novas linhas, um futuro mais feliz, ou pelo menos, menos infeliz.

 

Se eu pudesse reescrever o final do meu filme, da minha vida, colocaria muitos mais personagens, porque quero terminar-me com o maior número de pessoas à minha volta. O número nunca seria suficiente, porque gosto de barulho, de pessoas boas e mesa farta. Muitos risos e abraços. Muitas bochechas do rosto doridas. Um final com muitos mais sorrisos que lágrimas.

 

Se eu pudesse reescrever o final do meu filme... Nunca colocaria a minha personagem a olhar para trás. Nunca a faria arrepender de nada ou de lamentar alguma coisa. Reescreveria um final vitorioso e orgulhoso de tudo o que construiu. Terminaria triunfante.

 

Se eu pudesse reescrever o final do meu filme... Mesmo não sabendo como efetivamente acaba, reescreveria-o como uma comédia, romântica de preferência e nada dramática. Porque para dramático já bastaram os meios, e alguns fins. E colocaria uma música bem divertida, bem mesmo no final, uma música que nunca mais terminasse, porque gostaria que o filme da minha vida continuasse... e continuasse... e continuasse!

 

Se eu pudesse reescrever o final do meu filme, daria abertura para todas as sequelas que me pudessem apetecer criar. Pelo menos enquanto me permitir ser feliz.

Desafio de escrita dos pássaros #12 Aqueles pássaros não se calam

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Tudo começou com um casamento...

De uma Mula que já se descasou.

E foi assim que diferentes gentes,

Num só chat se juntou!

 

E desde aí que não se calam,

Piu, piu, piu, é todo o dia assim.

E centenas de mensagens trocam,

Mesmo em dias assim-a-assim.

 

Nunca estão sozinhos, os pássaros,

Nem na alegria, nem na tristeza,

Porque existe sempre alguém no grupo,

Com palavras de delicadeza.

 

Também temos humores diversos,

Com estes pássaros é uma animação,

Apesar da Mula não ler metade,

Porque quando os pássaros falam...

É na hora do patrão!

 

São todos diferentes estes pássaros,

E tantos outros que já avoaram,

Mas aqueles que resistiram

No chat nunca mais se calaram!

 

Piu, piu, piu! Piu, piu, piu!

É todo o dia assim!

Feito de gentes com blogs com gente dentro,

Que carinhosamente o Sapo Blogs uniu!

 

Desafio de escrita dos pássaros #11 Hachi por um dia

O difícil no tema desta semana foi decidir que animal de estimação iria escolher para integrar a sua visão. Estive mesmo para escolher um dos gatos, mas não sei se iria ter uma grande visão já que mais de metade do dia, eles estão de olhos fechados... A dormir! Assim escolhi o Hachi, vamos lá.

 

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Ora bolas já acordei e nem sinal delas! Vou até ao jardim. Ora bolas que não se levantam, que preguiçosas, será que já sabem que já é um novo dia? Não, não vou ladrar, não as quero acordar. Vou só deitar-me aqui à porta que assim elas têm que passar por cima de mim para saírem, e eu adoro!

 

Estou a ouvir! Estou a ouvir! Ai estou tão feliz, mas tão feliz!

 

Não descem? Hmm... Vou latir um pouco, se calhar esqueceram-se que eu estou aqui. Tenho fome! Vá lá, quero festas! E comida, também quero comida, mas quero festas. E morder, ai como eu adoro morder.

 

Uma já saiu, que bom, já vou ter com quem brincar!!!

 

Hei? Onde vais? Brinca comigo! Não vais ficar? Se não ficas também não vou contigo lá baixo, vais ver. És-me indiferente, não gosto de ti, nem te obedeço quando me chamas, é mesmo para veres como não gosto de ti, gosto mais da outra! A outra vem brincar comigo.

 

Mas c'um raio que a outra também não desce!

 

[passadas duas horas]

 

Estou a ouvir, estou a ouvir!!! Esta sim, vai brincar comigo!!! Isso festinha boa! Vou só morder um bocadinho porque eu gosto, e enchê-la de pêlo para que todo o dia se lembre de mim. Oops! Se calhar exagerei, ela está a ralhar e a sacudir-se toda.

 

Hei! Como assim? Vais carregada! Também já vais embora? Também não gosto de ti! Também não te acompanho lá em baixo! Nem se chamares, és-me indiferente, não quero saber! Gosto mais da outra e vou aguardar que a outra chegue. Também não deve faltar muito para a outra chegar.

 

Bem, ainda falta um pouco, vou procurar qualquer coisa para eu brincar. Olha! Chinelos! Como eu adoro chinelos! E vasos! É isso, vou roer este vaso até que não reste nenhum pedacinho!

 

Já destruí tudo o que pude, diverti-me, fiz buracos no jardim, arranquei a salsa... Não há mais nada para eu fazer e elas continuam sem aparecer... Estou triste, vou dormir um bocadinho.

 

Elas não vêm... vou ficar aqui sozinho para sempre!

 

[7 horas depois]

 

Ufa! Chegaram! Vou fingir-me de indiferente e não lhes vou ligar nenhuma. Nem as vou buscar à porta...

 

[-Hachi!?]

 

Quem quero eu enganar? Eu adoro-as, a minha cauda também já me denunciou: Um, dois, três aqui vou eu com toda a minha energia!!!!!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.