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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

A Mula está de volta ao Instagram

A conta original da Mula foi eliminada pelo próprio Instragam com a indicação de ter violado as normas da comunidade. Tendo em conta que todas as fotografias eram da minha autoria, que não obtive seguidores de forma ilegítima, que não publiquei nudez nem conteúdo sensível, não entendo como foi a minha conta eliminada, sem direito a revisão. Mas adiante...

 

Passada a depressão de ter perdido 7 anos da minha vida em fotos, com fotografias que já nem existem nos meus backups, e tendo em conta que o ano de 2023 chegou em grande, com boas notícias e em forma de recomeço, decidi olhar para o futuro, e criar uma nova conta, desta vez com conhecimento de que é possível criar backups da conta - para não voltar a ser apanhada desprevenida.

 

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Eu que nunca vos pedi muito... Peço-vos, hoje, que me sigam! Não que tenha conteúdo de elevada qualidade e indispensável para a vossa sobrevivência mas...

 

 

...Seguem a Mula no Instagram, seguem?

Da saga: O universo sabe o que faz...

Confia: Nada acontece por acaso!

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Relembro-vos que os meus cartões de multibanco foram, estranhamente, parar à minha antiga casa. Morada atualizada, tudo nos conformes, e ainda assim os meus cartões foram parar à minha antiga casa. Na altura não entendi o que o universo me queria dizer, com tantos sinais, já me começava a desesperar um pouco. O universo estava a dar sinais claros de que tinha uma mensagem para mim, mas eu meia surda, meia cega, não entendia o que me dizia ele.

 

Tudo a seu tempo, dizem. Logo eu que gosto pouco de esperar... Mas porque quem espera não só desespera mas também alcança, eis que finalmente entendi o que o universo me reservava.

 

O Mulo não tinha apenas os meus cartões de multibanco, o Mulo tinha também um papel de elevada importância na minha vida profissional.

 

Devido aos cartões, conversa para aqui, conversa para ali, eis que atiro assim para o ar, sem qualquer tipo de expectativa ou esperança, foi só e apenas em tom de desabafo, que caso ele soubesse de alguém que precisasse de uma competente e empenhada administrativa para falar comigo, que eu procurava mudar de emprego. Contei-lhe o que se estava a passar. Expliquei-lhe que a cada dia que passava me custava mais olhar para a cara daquela pessoa, falar com aquela pessoa, trabalhar com aquela pessoa. Por muito que o meu trabalho não fosse diretamente com ele, muito do meu trabalho era com ele e estava cada vez a tornar-se mais insuportável ali trabalhar.

 

Quem me conhece sabe, quando uma pessoa me desrespeita eu não consigo voltar confiar. Digo isto, porque a atitude dele até mudou comigo - provavelmente por ter ido falar com o meu CEO - mas nem assim consegui confiar. Sabem a velha máxima de que quando as crianças estão demasiado sossegadas estão a fazer asneira? Era exatamente a isso que me cheirava... Ele andava demasiado sossegado, com demasiados elogios, demasiado manso, mas para mim estava a preparar algo muito maior, muito pior. Sou desconfiada por natureza, não consigo ser diferente. Então disse para mim: "vou-me adiantar ao que poderá vir dali...". Não sei se, efetivamente, viria dali alguma coisa, mas também, sinceramente, não quis saber.

 

Tudo isto para vos dizer que desabafei com o Mulo, confesso que desde que nos afastamos que sinto a falta dele, ele era o meu melhor amigo e a pessoa mais racional que eu conheço - esse foi o mal, no fundo - e faz-me falta tantas vezes falar com alguém com os pés bem assentes na terra. Por isso desabafei, e ele ouviu-me, e enviou o meu currículo para uma empresa de recrutamento e numa semana consegui uma entrevista com alguém responsável pela fase inicial para uma grande empresa internacional e iniciei assim um longo e complexo processo de recrutamento. Feita a entrevista inicial, tive outras fases de entrevista diretamente com a empresa onde iria trabalhar, primeiro com o diretor da empresa, depois com os RH e finalmente com a chefe de departamento. 

 

Sabem quando entram num sítio e se sentem em casa? Foi assim que me senti no primeiro dia, na primeira entrevista que tive presencialmente. Senti-me bem, senti que ali era o meu lugar, e por isso quando no próprio dia recebo uma outra proposta de trabalho - muito, mas mesmo muito bem paga! - em que queriam que eu começasse imediatamente eu recusei! Se eu sabia se iria ficar? Não, claro que não, até porque a pessoa que me entrevistou inicialmente - a quem o Mulo me recomendou - nada mais tinha que ver com o processo de recrutamento. Mas soube a partir daquele momento que se o universo tinha mandado os meus cartões para a morada errada para eu chegar até ali que não tinha sido à toa!

 

Se sou maluca? Talvez seja um pouco, mas com isto aprendi que é preciso confiar! A outra oferta, por muito que fosse muito mais bem paga, não me iria fazer feliz, não era o que eu queria e por muito que me permitisse elevado crescimento pessoal e profissional, não era o que eu queria fazer, e eu sentia que o meu caminho não era por ali. Ainda pensei "e se..." mas a partir do momento em que deixei de dormir porque só de pensar em aceitar me causava elevada ansiedade... Sabia que o meu caminho que não era por ali e que eu já tinha encontrado o meu caminho, era só esperar, e caso não fosse por ali o meu caminho, algum igualmente bom estaria certamente à minha espera. 

 

O processo foi moroso. Passaram-se semanas, a cada semana que passava sem resposta era um pedaço da esperança que se desvanecia, mas eu continuava a achar que nada tinha sido à toa. Que tudo acontece por um motivo, e que se nunca tinha acreditado em coincidências que também não seria a partir daquele momento.

 

E foi assim que a meio de Janeiro eu recebi a boa notícia de que iria começar nessa nova empresa em Fevereiro! Não imaginam a felicidade!

 

Eu fiz all in, eu confiei, eu consegui!

 

Estas últimas semanas foram uma loucura. Despedir-me foi intenso, eu sabia que gostavam de mim mas não tinha noção do quanto e do impacto que a minha despedia iria ter na maioria das pessoas. Passar todo o trabalho em meia dúzia de dias foi complicado mas fez-se, em contra relógio mas fez-se! E quando saí dali... Foi como se tivesse perdido 20kg!

 

E pensar que se os meus cartões de multibanco não tivessem ido parar à minha antiga casa que nada disto teria acontecido... Acham que devo ligar para o banco a agradecer o engano?

Manias pós covid

Longe da existência do bicho e das máscaras - não sei se têm a mesma sensação que eu, de que já se passou uma eternidade - há hábitos que continuo a manter, essencialmente no que toca a contacto humano.

 

Se eu já era fã do meu espaço pessoal e se já tinha problemas com excesso de proximidade dos outros, desde o covid que este meu valor pelo meu espaço, aumentou significativamente. Continuo a não gostar de demasiado contacto com pessoas fora do meu círculo íntimo, e com o tempo tornei-me quase a alérgica ao tocar nos outros, quando os outros são estranhos, obviamente que com os meus, sou diferente.

 

Assim evito os beijinhos - quando é que abolimos de vez este comportamento? - e quando me apertam a mão - ou me beijam a mão, que há muita malta aqui no trabalho com este terrível vício -  automaticamente os meus olhos buscam a presença do desinfetante!

 

Que desconforto! Sinto-me suja, não vos sei explicar mas que me larguem do pé e parem de me tocar!

 

Espero não ser a única assim, caso contrário acho que tenho de fazer terapia!

Não podemos negar que homens e mulheres são diferentes...

...Nos humanos e nos gatos! Igualdades de género à parte. 

 

Basta olhar para o meu Simba, mesmo sem lhe tocar, basta só olhar, e ele desata a ronronar em alto e bom som como se o tivéssemos esborrachado de mimo...

 

Já a minha Kika... Temos de lhe dar muito mimo para ela ronronar, discretamente, num tom quase inaudível...

 

Nos gatos e nos humanos... Realmente nós mulheres não somos bichos fáceis de agradar! 

Quando é ao contrário...

... O que fazer?!

Normalmente - porque gosto deles, feios, porcos e maus - sou eu que gosto deles e eles não me ligam nenhuma... Acabo sempre a sair desiludida.

 

... Agora e por poucas vezes na minha vida, é ele - que é fofo, simpático e empenhado - que gosta e eu que não estou para aí virada!

 

Odeio fazer aos outros o que não gosto que me façam a mim... Mas o que fazer?

 

Vou desistir, isto não é para mim!

 

Nunca uma música fez tanto sentido... Infelizmente!

 

Pra quê beber... se já passo vergonhas sóbria?

Semana passada foi a festa de natal aqui da empresa, numa quinta toda pipi com animação e bar aberto. Logo no início da noite, ainda antes de beber e durante os canapés, fui à casa de banho...

 

Entro com duas amigas na casa de banho, tranquila, e eis que vejo algo que não era suposto. Estava lá um moço. Olho em volta confusa e como qualquer carneira que acha que está sempre certa achei que o moço estava enganado e que estava na casa de banho errada... Só estranhei ver os urinóis na casa de banho das mulheres...

 

... Estava definitivamente na casa de banho errada!

 

 

Saí em pânico, o moço nem para mim olhou - espero - porque era o DJ da noite, percebi umas horas mais tarde!

 

Quando estou a sair da casa de banho errada estava um colega meu que ia entrar para a casa de banho das mulheres - porque nós o induzimos em erro a sair da dos homens - que olhou com ar chocado, e provavelmente passei a ideia de depravada, ou de alcoolizada àquela hora tão temprana, da noite. E pronto, é isto que acontece nas festas de trabalho da empresa... Vergonha!

 

Por isso... Para quê beber, se já sóbria faço disparates?

 

E vocês, contem-me lá: Qual foi a pior situação que vos aconteceu numa festa da empresa?

Cascatas de Ouzoud

Queria muito ter ido ao deserto. Há quem diga que ir a Marrocos e não ir ao deserto é como ir a Roma e não ir espreitar o Vaticano... Mas a viagem não foi assim tão longa para dar para tanta coisa e tivemos de fazer opções e tendo em conta o tempo, o calor imenso, optamos por ir às cascatas em vez de sermos cozinhadas no areal quente.

 

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Por isso, escolhemos ir às Cascatas de Ouzoud no penúltimo dia. Apesar de nesse dia as temperaturas ultrapassarem os 40ºC, a verdade é que escolhemos o melhor dia porque o dia amanheceu cinzento e apesar do bafo quente, o sol não nos cozinhou, só nos derreteu...

 

A caminho de Ouzoud

 

Ouzoud fica a 3 horas de Marraquexe, numa viagem longa por estradas desertas por entre as montanhas que nos mostrou bastante a pobreza do país. Vi gente no meio das montanhas a dormir, vi crianças a caminharem sozinhas pelas estradas sem nenhuma vila nas proximidades. Vi crianças numa manifestação que mesmo não entendendo o que diziam pareciam lutar pelos seus direitos. Rapazes e raparigas unidos na luta pelos seus direitos. Vi muita gente sentada na beira da estrada sem ver uma única casa em muitos, mas muitos quilómetros... Vi camelos nas montanhas... ao longe... Vi muita miséria e o meu coração não ficou indiferente. Sem dúvida que vivo num país privilegiado, com acesso a bens e serviços que tomei ao longo da vida por adquiridos e por isso esta viagem, mais do que qualquer outra, foi uma bofetada de realidade, de uma dura realidade.

 

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A manifestação

 

Após 3 horas, finalmente chegamos a Ouzoud - que significa azeitonas, em berbere, devido às imensas oliveiras que rodeiam a montanha - nas Montanhas do Atlas Médio. Passar de uma carrinha com ar condicionado fresquinho para um ambiente de mais de 40ºC é terrível. Senti que a minha alma me saiu do corpo naquele choque.

 

O cineasta Martin Scorcese gravou cenas do filme Kundun (1997) no Kasbah Du Toubkal, primeiro hotel local, inaugurado em 1995. Este hotel situa-se mesmo na entrada do trilho para as Cascatas de Ouzoud.

 

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Praia fluvial antes de descer para as cascatas. Normalmente as águas são cristalinas, mas como tinha chovido bastante no dia anterior, as águas estavam lamacentas.

 

Interpretamos mal as excursões, e achamos - ou eu achei, vá, que fui eu que comprei, admito a culpa - que para podermos fazer a viagem de barco - não sei se barco será o termo correto... mas assumamos que era um barco - que teríamos de fazer a caminhada por entre os montes. Que grande burrice. Poderíamos ter ido à viagem de barco e visto os macacos sem termos de andar por entre montes ermos e escorregadios com zero proteção.

 

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Entrada pelo trilho mais longo cuja única medida de proteção era esta correntinha...

 

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Pelo trilho... Não vale tropeçar!

 

Pronto, já começaram as críticas, pensam vocês. Mas a verdade é que o caminho é perigoso, pessoas caíram - eu só não queria ser a primeira, mas depois dos ingleses terem caído já estava por tudo - e o caminho tinha zero vedação ou amparo, e um passo em falso poderia levar-nos para mais perto de Alá e Maomé. O guia ficava muitas vezes entre nós e a falésia para nos proteger, apoiando-se apenas num ou outro rochedo. Não li relatos de alguém ali ter morrido nalguma excursão, mas se tivesse lido a verdade é que não me chocaria, porque estranho é que nunca tenha acontecido nenhum acidente.

 

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As vistas em todo o percurso são de cortar a respiração. É incrível!

 

Como tinha chovido no dia anterior as cascatas estavam lamacentas, mas diversas fotos por essa internet fora provam que as águas normalmente têm um aspeto cristalino, convidativo a banhos. Não foi o caso, tivemos azar, ou talvez não tenha escolhido assim tão bem o dia, poderíamos ter sol e águas cristalinas para molharmos os pezinhos e refrescarmos a nuca, mas não se pode ter tudo.

 

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As cascatas de Ouzoud têm uma altitude e 110m e são as segundas maiores cascatas de África, ficando apenas atrás das Victoria Falls no Zimbábue. Demoramos cerca de 1 hora, 1 hora e pouco até chegarmos à base das cascatas para o passeio de barco, já incluindo com a pausa para um belo sumo de romã, natural, espremido na hora.

 

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Bendito sumo fresquinho de romã

 

Depois da pausa para o suminho fantástico, continuamos a descer... Desce, desce Mula! Descemos até à base das cascatas para um passeio de barco diferente para apreciarmos de perto... Bem de perto... As Cascatas!

 

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O barco

 

 

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O belo do passeio, onde o guia quase nos enfia debaixo da queda de água que parecia pouco macia - no sentido de doer, provavelmente, se levássemos com ela em cima directamente!

 

Depois do passeio alucinante de barco, onde ninguém permaneceu seco, por opção e diversão do próprio guia, fomos encaminhados para o restaurante onde poderíamos degustar couscous, tangine ou então - o que eu escolhi - as típicas espetadas de frango com batata frita.

 

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O almoço nas montanhas

 

Depois do almoço, comigo a temer ter de subir tudo novamente - porque já se sabe, que quando se desce, tem de se subir... - descobrimos que existia um atalho bem menos ermo, alcatroado, com degraus, comércio e... macacos! Se lá voltar, claramente será o curso que escolherei, apesar de se perder imensa perceção da altitude, mas digamos que é uma experiência para uma vez na vida. 

 

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Ólha ó passarinho, macaquinho!

 

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Sempre curiosos...

 

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Tranquilos no meio dos humanos.

 

Os macacos pareceram dóceis, ainda que nos tenham avisado que se eles nos abraçassem para não o fazermos de volta porque poderíamos ser surpreendidos com uma dentada de pouco amor. Os macacos estavam completamente livres, andavam soltos pela montanha e eram atraídos pelos guias e pelos visitantes com amendoins, que claramente adoravam. Quem me conhece sabe que eu tenho medo de macacos, por isso fui-me mantendo afastada e admirando-os à distância, e deliciei-me com a interação entre eles e os humanos, tão amistosa. Uma senhora inclusive caiu nas graças de um e o seu escalpe não escapou de ser catado.

 

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Sempre a aguardar por mais um amendoim...

 

Aqui, em Ouzoud, os comerciantes são totalmente diferentes dos comerciantes da Medina de Marraquexe. Podíamos  ver os produtos à vontade, não nos bombardeavam com perguntas, e pudemos ver produtos típicos com toda a tranquilidade, o que obviamente me agradou bastante.

 

Terminada a excursão... Mais 3 horas até à Medina...

 

Nesse dia caí na cama e não me lembro se quer de sonhar!

Quanto valem as nossas memórias?

A conta do Instagram da Mula foi eliminada. Não por mim, mas pelo próprio Instagram, com a indicação de que a vossa Mula violou as regras. Logo eu, que apenas publico o que é meu, e que não chateio ninguém.

 

Não sei se alguém denunciou a conta por algum motivo que me tenha escapado, não sei se é apenas parvoíce do próprio Instagram, sei apenas que fiz tudo o que me foi solicitado e que de nada adiantou e que a conta se esfumou para todo o sempre. Sete anos de memórias esfumaram-se para todo o sempre. Zero explicações. O Instagram limitou-se a eliminar sete anos com leviendade e com zero explicações!

 

E quanto valem as nossas memórias? Muito, demasiado, e nem assim foi suficiente. Contrarei um hacker que garantia a recuperação de conta por uma quantia nada simpática, e que garantia ainda mais a devolução do valor caso não fosse possível... Acho que já perceberam que nem conta nem dinheiro, nem uma única luz ao fundo do túnel de esperança de recuperar sete anos das minha vida, da minha história.

 

Estou devastada... Ando a protelar a criação de uma nova conta, pela incapacidade de me desligar do que aconteceu e não consigo. Sete anos da minha vida eliminados assim. Logo eu que sou uma colecionadora de memórias...

Gritos Mudos

Ontem, no ginásio - e calma, não é mais uma publicação sobre o ginásio - reparei numa coisa sobre mim. Elemento de autoconhecimento surgido em plena aula de Zumba. Momento incrível!

 

Não consigo gritar!

 

Simplesmente não sai, e quando começam a insistir para que berremos qualquer coisa, seja em que contexto for, eu finjo baixinho que o faço que só a ideia de berrar me acelera o coração de uma maneira estranha...

 

... e é estranho, até porque normalmente eu falo bastante alto, deveria de ser fácil e descomplicado.

 

Porque será? Mais alguém com o mesmo problema?

Da saga: O universo sabe o que faz...

... Nós é que nem sempre sabemos o que fazer com ele!

 

Ultimamente o universo anda a dar sinais claros de que quer falar comigo, mas eu não sei se tenho gostado muito da conversa fiada que me tem feito. É que já começa a ser demais...

 

Em pouco mais de um mês, três voltas e revoltas ao passado... Primeira aqui, segunda aqui, e a terceira conto-vos agora em primeira mão. O mercúrio só fica retrógrado a 29 de Dezembro, e se isto já vai neste nível quando chegarmos a essa altura então, faço o quê? Emigro?

 

O meu cartão de multibanco expira agora no final deste mês, e o estupor nunca mais me chegava à caixa do correio... Começo a ver o tempo passar e a carta a não chegar. Decido assim ligar para o banco.

 

Após mais de 30 minutos em espera a ouvir uma musiquinha irritante, atendem-me do banco e dizem-me que já enviaram o novo cartão há cerca de um mês. Explico que não recebi, questiono se se podia ter extraviado e eis que pergunto para que morada enviaram o dito.

 

Pois que enviaram para a minha antiga morada, para a minha morada de casada. Questiono como é possível que eu tinha feito, e já há bastante tempo a alteração da morada junto do banco e que tinha visto na aplicação que a morada associada à minha conta estava correta. Dizem que realmente tinham alterado a minha morada, mas na parte fiscal e que tinham mantido a minha antiga morada na parte do envio de correspondência.

 

Era uma discussão sem volta, a idade está-me a ensinar que há lutas pelas quais não vale a pena dar o corpo, e assenti, agradeci a informação e desliguei.

 

Pois que tive de ir falar com o Mulo, que já não vejo há quase 3 anos, para verificar se ele tinha recebido o meu cartão e se mo podia fazer chegar de alguma maneira. O medo, o tremelicar da perna e dos olhos, não vejo o Mulo há quase 3 anos e não sabia como iria reagir. Às vezes só sabemos a influencia das pessoas na nossa vida quando estamos perante elas, e confesso que temi pelo meu coração. Temi que me abalasse de alguma maneira, e já ando abalada o suficiente.

 

O universo quis colocar o Mulo novamente no meu caminho, mas o Mulo fugiu do trilho, com uma pinta qual Neo no Matrix, que mesmo comigo em casa, decidiu colocar a carta apenas na caixa do correio.

 

E é isto... Não sei o que e que o universo me quer dizer, as palavras surgem numa língua que desconheço, mas não me livrou de ter todo o fim de semana sonhos com o Mulo que me desinquietaram a alma e me fizeram acordar inquieta...

 

UNIVERSO, DIZ-ME DE UMA VEZ POR TODAS, O QUE QUERES DE MIM?

 

Alguém que perceba de futurologia que me queira orientar em pro-bono antes que eu endoideça?

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.