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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Pena Park Hotel | Rainha por um dia

Somos dos que, normalmente, poupamos nas viagens. Dormimos em quartos baratos - afinal é só mesmo para dormir, nunca ficamos mais do que o tempo necessário num hotel/hostel - e só costumamos ter dois requisitos: ter casa de banho privativa - essencialmente desde que tenho uma bexiga minúscula -  e estar limpinho - e aqui as opiniões nos sites de reservas são muito importantes.

 

No entanto, achei que 15 anos de namoro e 2 de casamento eram anos mais do que suficientes para nos darmos ao luxo de ter uma noite num bom hotel e umas horas de luxo e assim reservei um pacote romântico no Pena Park Hotel, em Ribeira de Pena com jantar incluído. Sabem o que vos digo? Ser rainha por um dia nem sabe o bem que lhe fazia.

 

 

O Hotel situa-se no Alto Noroeste de Portugal, em Ribeira de Pena, tendo uma vista incrível de montanha. É por isso ideal para quem procura tranquilidade e descontração. Quem procurar aventura - não era, de todo, o nosso caso - tem também ali o Pena Aventura Park, que é um parque que promete dar bastante adrenalina a quem a procura. É por isso um hotel virado para todo o tipo de interesses, cada um com o seu.

 

O nosso interesse era sem dúvida descansar e aproveitarmos a companhia um do outro, escolhemos por isso uma suite e um programa que incluísse jacuzzi, boa comida e boas vistas.

 

A suite era constituída por saleta e quarto.

 

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(Suite - Saleta e quarto)

 

 

A suite era bastante grande, a cama super confortável, o sofá e o cadeirão igualmente confortáveis, mas aponto ao quarto dois grandes pontos negativos: A inexistência de varanda - o hotel não tem varanda, e tendo em conta a paisagem teria adorado ter tomado o pequeno-almoço numa mesinha na varanda - e a falta de uma mesa e no quarto, já que tivemos direito a pequeno-almoço no quarto um mesa teria dado bastante jeito.

 

 

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(As vistas)

 

O hotel tem vários serviços de spa e bem estar. Tem piscina interior e exterior, ginásio, massagens, e jacuzzi. Ficamo-nos pelo jacuzzi, privado, ao qual não tirei fotos mas deixo-vos com fotografias disponibilizadas pelo TripAdvisor.

 

 

(Imagem retirada do TripAdvisor)

 

Tal como nesta imagem, tivemos direito a fruta, chocolate belga e champanhe para desfrutarmos em pleno da experiência. Apesar de o tempo normal de utilização do jacuzzi ser de 30 min, deixaram-nos ficar 1 hora. Foi fantástico. 

 

Depois do jacuzzi tomamos um banhinho reparador, vestimo-nos a rigor e fomos jantar.

 

A cozinha do hotel - Restaurante Biclaque - é assinada pelo Chef Vitor Miranda e estava tudo fantástico. Comemos cá fora, estava bastante vento mas a noite estava quente, por isso foi uma experiência muito agradável. 

 

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(o couvert)

 

No couvert serviram um queijo creme misturado com coisas boas - seja lá o que tiver sido! - azeite da região para molhar o queijinho e azeitonas com pimentos. Só coisas extremamente saudáveis portanto!

 

Para as entradas tínhamos alguns cremes à escolha e outros petiscos, mas fomos unânimes. Escolhemos para os dois estaladiços de queijo de chèvre e doce de abóbora com molho de vinho do porto.

 

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(A entrada)

 

Dois folhadinhos para cada um, e eu fiquei pronta para me levantar e ir embora. Isto de andar a fazer dieta tem os seus quês. Mas a noite, assim como o jantar, ainda ia a meio. Por isso após as entradas foi altura de fazermos mais algumas escolhas: Lombelo de porco bisaro envolto em couve e "feijoada" de cevadinha para ele; Cavala e salmão com açorda e ovo escalfado para mim.

 

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(o jantar)

 

O jantar estava divinal, os sabores perfeitos. A carne dele estava um pouco seca, mas muito deliciosa. A apresentação muito engraçada e original. E a minha açorda? Fantástica, o peixe muito macio e o ovo escalfado mesmo cozinhado como eu gosto. Foi uma experiência gastronómica que merecerá ficar na nossa memória nos próximos anos.

 

Porque jantar não é jantar sem sobremesa a condizer, deixo-vos com os últimos pecados: Telha de chocolate com mousse e frutos silvestres para ele, e para mim um semifrio de mirtilos com chocolate branco e molho de cassis .

 

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(As sobremesas)

 

Estava tudo delicioso, sem dúvida que gostaria de regressar para repetir a experiência.

 

Quando regressamos ao quarto tínhamos ainda uns cálices de vinho do porto e umas panquecas para degustar. Creio que aqui foi um tiro totalmente ao lado. Este miminho de boas vistas deveria de ter sido quando chegamos ao quarto à tarde -  que até estávamos com fome... -, e não depois de jantar. Tínhamos acabado de jantar, como assim mais comida? Bem... O Mulo agradeceu que comeu a minha panqueca e a dele.

 

 

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(panquecas com chocolate e morangos e vinho do Porto)

 

 

Tenho de ressalvar ainda a simpatia de todos os funcionários do hotel. Toda a gente foi muito solícita, muito simpática e apesar de ser um hotel luxuoso, não nos trataram com nenhuma superioridade - como por vezes acontece neste tipo de ambientes.

 

Pareceu-me um hotel organizado - com algumas falhas, como esta, mas nada de muito importante - e com condições excelentes para se passar umas férias muito agradáveis.

 

Na manhã seguinte, no horário pedido, foi-nos entregue o pequeno-almoço com uma variedade aceitável - tendo em conta que pedimos o pequeno-almoço no quarto. De salientar que pela primeira vez bebi sumo de laranja - mesmo de laranja - num Hotel, e comi as primeiras cerejas do ano que estavam muito docinhas.

 

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(O pequeno-almoço - faltou fotografia ao segundo tabuleiro com outras opções.)

 

 

Esta escapadinha, como será de esperar, não foi barata, mas acho que a merecemos. Acho que toda a gente deveria de ter um dia assim pelo menos uma vez por ano: Esquecer as preocupações e viver apenas uma experiência única ao lado de quem gostamos.

 

Só vos posso dizer que adorei tudo e por isso obviamente recomendo o Hotel! Foram 15 anos de namoro e 2 de casamento bem celebrados.

 

Para o ano, espero eu, há mais!

Escapadinha Romântica: Lisboa, Éclairs e Amigdalites

A Lisboa que eu visitei, os éclairs que eu comi e a amigdalite que eu ganhei. Tudo de enfiada. Tudo de uma só vez. Aqui pela primeira vez no curral, com Mula.

 

O CVC, Clube Viação Clássica - que eu já vos prometi falar sobre mas que ainda não consegui escrever sobre - foi pela primeira vez à capital fazer um passeio com os seus sócios e admiradores, espalhando por esta cidade um tom mágico de laranja, relembrando o passado.

 

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(O 640 a espalhar laranja pela capital portuguesa)

 

 

Assim, a Mula pegou no seu Mulo - ou terá sido o Mulo que pegou na Mula? - e lá fomos nós para mais um passeio do CVC, mas desta vez a 300km de casa, visitar uma vez mais a terra que eu tanto adoro pisar e admirar, mas de um modo diferente.

 

Visitamos o Museu da Carris, que já tinha tido o prazer de visitar noutras paragens:

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(Museu da Carris)

 

 

Fomos almoçar até ao Village Underground Lisboa, onde comi uma das melhores tostas da minha vida:

 

 

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(O 640 do Clube Viação Clássica no Village Underground)

 

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(A tosta é minha, o wrap é do Mulo)

 

 

E seguimos até ao Aqueduto das Águas Livres que visitei pela primeira vez.

 

 

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(viram ali o meu Mulo todo jeitoso em modo fotógrafo?)

 

Não só acompanhada pelo meu Mulo, tive um amigo meu, que sempre a meu lado, passou o dia inteiro a espirrar. Eu avisei-o que parasse. Que à custa daquilo ainda iria ficar doente, ao que ele me respondeu que era alergia, que não me preocupasse.

 

Pois claro, alergia.

 

Eu e o Mulo não quiséssemos vir logo para o Porto e combinamos passar o Domingo, só os dois, em Lisboa. E assim ficamos num Loft fantástico, em pleno Marquês de Pombal. Gente simpática, quartos originais, pequeno-almoço delicioso com vários tipos de pão, bolo, mel, doces, queijo, sumos e afins. Não faltou nada... A não ser a minha saúde.

 

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No Sábado à noite já estava com dores de garganta. Passeamos à noite no Saldanha a pé, uma noite super agradável e eu comecei e encolher-me que nem um bebé. Não havia volta a dar, eu sabia que já estava a incubar qualquer coisa. Ataquei logo com Voltaren - dois a cada 6/7 horas - mas ainda assim não resultou e passei a noite toda cheia de dores e a revoltar-me no cafofo confortável e moderno onde dormimos.

 

Fingi estar melhor do que o que estava, apesar de na minha cara notar-se perfeitamente que estava mais para lá do que para cá...

 

Ainda assim passeamos no Domingo por Lisboa e tentamos aproveitar.

 

Subimos - e descemos, pois claro - no elevador do Lavra:

 

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Onde me estreei e me apaixonei pelos ascensores de Lisboa, onde até bem pouco tempo achava que eram elétricos. Eu percebo tanto disto...

 

Almoçamos no Chiado uma pizza saudável - não sei como pude viver na ignorância todos estes anos - numa cadeia de pizzas low fat que com muita pena minha ainda não chegou ao Porto. A pizza que escolhemos toda ela gritava saudável e era deliciosa: mozarela fresca, tomate cherry, rúcula e orégãos em base de massa integral. Muito boa, e as vistas? Ainda melhor!

 

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Depois, antes de nos despedirmos, e antes de vir terminar de incubar o meu virus para a minha cidade e para a minha cama, ainda deu tempo para passarmos no L'éclair do Saldanha. Não diria que foram os melhores éclairs da minha vida, que esse lugar pertence aos éclairs de moca da Oberweis que comi no Luxemburgo, mas uma coisa é certa, estes da L'éclair são deliciosos e são os éclairs mais caros da minha vida, e desse lugar provavelmente ninguém os tira. Sim, são caríssimos estes éclairs, e apesar de muito bons ainda estou a tentar avaliar se merecem o preço que pagamos por eles, e confesso que ainda não consegui chegar a alguma conclusão...

 

 

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(Queria ter pedido um de cada, mas como isso implicaria ter deixado o meu ordenado, foi apenas um de chocolate para o Mulo e um de Baba au Rhum para mim.)

 

 

E assim nos despedimos da capital, com a promessa de voltarmos - porque sempre voltamos - e na esperança de voltar com mais energia, com menos dores e com mais dinheiro. Mais, menos, mais. Assim é!

 

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Até mais, Lisboa!

 

Cruzeiro do Porto até à Capital do Douro

Quando há um casamento é dito e sabido que os noivos preferem dinheiro, porque há fotógrafos para pagar, catering para sustentar e outras contas para desesperar. No entanto, o dinheiro é algo malandro, é algo que se esvai por entre os dedos, e acima de tudo, pouco fala. Se me perguntarem quanto é que a pessoa X nos deu, não faço a mais pequena ideia, sei apenas que nos deu um grande jeito na hora de soldar dívidas.

 

No entanto recordo-me bem quem me ofereceu um voucher especial: um cruzeiro no rio Douro até à Régua, num dia à nossa escolha. Esta prenda vai-me ficar eternamente na memória, e por isso agradeço a oferta de coração cheio e com a alma cheia de belas imagens.

 

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O dia escolhido foi o Domingo passado, dia 2 de Outubro.

 

Preferimos utilizar o voucher no início de Outubro para fugir da grande confusão que é o verão, e acho que apesar do frio que se fez sentir logo de manhã, que tivemos sorte no dia escolhido. O dia brindou-nos com um sol fantástico e perfeito para um passeio a dois abraçados pelas fantásticas paisagens do Douro.

 

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Não sei se muitos de vocês saberão mas... eu tenho uma ou outra costela transmontana, uma grande parte da minha infância foi passada numa pequena aldeia perdida - praticamente esquecida - no interior do Douro e talvez por isso olhe para aquele imenso verde com uns olhos saudosos e de coração apertado carregado de recordações, talvez por isso o idolatre e o respeite tanto, e talvez por isso me custe tanto a construção da barragem do Tua... Mas isso... isso são outras discussões. Adiante, falar do que é importante e do que vale realmente a pena.

 

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Pudemos escolher se queríamos subir de barco e descer de autocarro ou vice-versa. Preferimos a primeira opção, e por isso às 8h já estávamos a embarcar. O dia amanheceu envergonhado, com nevoeiro e com um calor siberiano esquisito. Fui toda pimpona de saia e camisinha fina a querer parecer chic, e olhem morri de frio nas primeiras horas da viagem. Mas nem por isso me armei em esquisita e fiz toda a viagem - excetuando na altura das refeições - no exterior do barco a levar com o ventinho na tromba e que bem que soube. Estava tanto a precisar...

 

Assim que embarcamos o pequeno-almoço foi servido. Um pequeno-almoço simples, mas bastante agradável: pão, croissant, manteiga, compotas, sumo e café. E depois do pequeno-almoço fomos aproveitar o ar puro da viagem no roof top - só porque a palavra está na moda - do barco.

 

 

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Eis que chega um dos primeiros pontos altos da viagem: a subida da barragem de Crestuma-Lever. É também um dos momentos mais assustadores. Nunca tinha subido ou descido uma barragem e a ideia de entrar num buraco gigante onde vão colocar água para nos fazer subir 14m confesso que me deixou por um lado curiosa, mas por outro com o coração apertado.

 

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Após 15 minutos na barragem de Crestuma-Lever seguimos viagem, e o sol começou a aquecer os meus pés gelados. E ao prosseguir viagem encontramos imensas garças. Esta é uma das minhas fotos favoritas, apesar da falta de resolução, porque ela estava realmente longe.

 

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E continuar viagem significa também continuar rodeados de belas paisagens, ou não tivesse o Douro uma das mais bonitas e encantadoras paisagens de Portugal.

 

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Entretanto a fotógrafa do barco veio-nos convidar para tirarmos uma fotografia na proa do barco e deixou-nos lá ficar o resto da viagem até ao almoço, e se a viagem estava a ser muito boa, passou a ser espetacular. Sem mais nada no nosso campo de visão a não ser o Douro!

 

 

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Como a hora do almoço estava a aproximar-se, serviram entretanto o aperitivo: um vinho do porto branco fresquinho.

 

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E momentos depois estávamos a chegar à barragem do Carrapatelo.

 

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Se a barragem de Crestuma-Lever já mete respeito, a do Carrapatelo então promete colocar em pânico o mais corajoso dos claustrofóbicos, com o seu desnível de 35 metros. Mais 15 minutos fechados na barragem, e lá seguimos viagem, mas agora sentados à mesa, que estava na hora do almoço.

 

O almoço passou a voar, a comida era razoavelmente boa, o serviço considerei-o fraco. Não existe espaço para o catering servir, para servir e para recolher têm de ser os clientes que se encontram mais próximos do corredor a chegarem os pratos dos restantes companheiros de mesa, e considero isto o grande ponto negativo do serviço. Como sopa serviram um creme de legumes, e para almoço serviram uma vitela estufada com batata assada e legumes. Para empurrar vinhos do Douro e para sobremesa: cheescake de frutos vermelhos. Considero outro ponto negativo o facto de não existirem opções. E se eu fosse vegetariana? E se eu fosse alérgica a algum elemento constituinte do prato? Só a sobremesa tinha uma outra opção: fruta, mas só para aqueles que não quisessem comer o cheescake. Compreendo a dificuldade de cozinhar no barco para umas 100 pessoas, mas acho que tendo em conta os preços praticados que poderiam dar outro tipo de opções. Porque não terem dois pratos à escolha? Poderiam perguntar ao pequeno-almoço o que cada um pretenderia e assim já não produziam comida a mais, desnecessariamente. Há por isso alguma falta de acompanhamento da realidade das pessoas, falta de evolução. Falta de tato para este tipo de pormenores.

 

Terminado o almoço, fomos aproveitar os últimos raios de sol a bordo, já que estávamos bastante próximos da Régua.

 

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E quando demos por ela já víamos a Régua a aproximar-se, com muita pena nossa, porque isso significava que a viagem estava a terminar.

 

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E entretanto chegamos.

 

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Já na Régua fomos distribuídos por dois autocarros e fomos visitar a Quinta do Castelinho e aqui é que a viagem descambou totalmente. A visita guiada à quinta não foi dividida, o grupo era gigante, contando ainda com um outro autocarro que vinha da Figueira da Foz, e não se percebia nada na visita, que fez lembrar bastante as visitas de estudo da escola. Pessoas a falar para o lado, gente a fazer asneiras - até uma mão de um boneco que lá estava apareceu partida - e se eu vos disser que não iam crianças na viagem, a coisa torna-se ainda mais chocante não é verdade? Houve uma grande falta de organização porque está visto que as pessoas, mesmo adultas, não podem ser deixadas sozinhas que acabam a comportar-se pior que as crianças, lamentável. Creio que se os grupos fossem mais pequenos isto já não aconteceria, sendo, por isso, mais proveitoso para toda a gente.

 

No final da visita tivemos ainda direito a mais uma prova de vinhos do Porto branco.

 

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Terminada a visita regressamos ao Porto de autocarro. 

 

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E aí ficamos a planear a nossa próxima viagem, ou a sonhar com ela. Talvez num navio hotel, com direito a uma caminha para esticar as pernas e namorar sozinhos com o Douro em fundo. Ou até quem sabe numa próxima irmos até Barca D'alva e ver o verdadeiro Douro Vinhateiro.

 

Bem, gostei bastante deste cruzeiro até à Régua e aconselho-o sem reservas. Acho que é fácil de nos apaixonar-mos. Se este for um valor que não possam pagar, façam pelo menos o Cruzeiro das 6 Pontes no rio Douro, no Porto, que também já fiz e gostei bastante. Do Rio o Porto ganha outras cores, outros contornos.

 

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E para quem já está a reservar esta fantástica viagem, só posso desejar...

 

Uma Boa Viagem!

Diário de Bordo de Londres #Dia 3 - parte 1

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O terceiro dia amanheceu cedo (não me julguem, 'tá?), e às 10h estávamos a desembarcar na estação ferroviária de London Brigde. Que dia lindo e quente! À saída dos torniquetes, verifiquei que os nossos Oyters (os bilhetes de transporte em modo pay-as-you-go) não tinham os mesmos valores, apesar de termos carregado exactamente com o mesmo valor. Fomos ter com umas meninas no balcão de informação da estação que nos aconselharam a procurar alguém do apoio no metro. Assim fomos. Encontramos um funcionário que prontamente nos ajudou, com uma simpatia que... confesso, nunca senti em Londres. Notava-se claramente estar habituado a lidar com turistas e até um certo gosto pela profissão. Prontamente assentiu a ver os nossos bilhetes, e com um sorriso de orelha a orelha explicou-nos o que tinha acontecido - um dos bilhetes numa das saída não verificou validação e o valor máximo por dia tinha sido cobrado - e sem que fosse necessário pedir, devolveu o total do valor dessa viagem - e não apenas a diferença. Fiquei maravilhada!

 

Diário de Bordo de Londres #Dia 1

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Como vos disse aqui, volto sempre onde já fui feliz, e eu sou muito feliz em Londres. Sou também uma pessoa muito cansada em Londres... Cansada e feliz, essencialmente. A única coisa de que não sou muito fã em todo este processo, é da viagem. Não sou fã do avião: chateia-me a hora de partida, do tempo que se tem de estar no aeroporto, das filas de embarque, dos lugares apertados, dos preços que se praticam a bordo e claro... Da própria viagem, que me deixa enjoada, "entupida" e rabugenta. Mas... Como tudo na vida, há sacrifícios que se têm de fazer, e Londres vale bem este sacrifício.

 

Bem, mas vamos ao que interessa, à viagem.

 

 

Escapadinha de Aniversário

Espero que não tenham notado a minha ausência, fiz os possíveis para não a sentirem. Mas na realidade só passava por cá entre um flash ou outro, tentando aproveitar cada momento desta escapadinha de fim-de-semana. E que bem me fez! No entanto, já estou de volta, ainda a meio gás, mas estou de volta.

 

Se não andaste por cá, andaste por onde, Mula? Muito bem perguntado, como sempre.

 

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Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.