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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

No dia em que fui ao ginásio e quase morri #4 Aula de Body Attack

Tenho aulas novas lá no ginásio. Bem... Novas para mim, que com o novo trabalho tenho um novo horário que me permite ir ao ginásio mais cedo. Assim sendo... Fui experimentar Body Attack.

 

Já tinha feito há uns anos Body Combat, e acho que já fiz Body Attack. Acho! E também compreendo o motivo de ter, eventualmente, reprimido esta memória no meu inconsciente. Neste momento serão duas memórias para reprimir, de uma mesma aula. Apressa-te cérebro!

 

Imagem retirada daqui

 

A aula teve duração de 55 minutos e antes de me inscrever, fui ao Dr. Google e ao Sr. Youtube fazer umas pesquisas e ver onde me estava a meter. Numa cova, literalmente enfiei-me numa cova e ainda atirei terra por cima de mim! Mas adiante. Vi que as aulas eram intensas mas tudo o que eu via eram treinos de 30 minutos, 45 minutos no máximo. Pensei: Bem, se aula é de 55 minutos provavelmente não é tão intensa e tem mais períodos de recuperação.

 

Fiz também uma ligeira pesquisa das diferenças entre Body Combat e Attack, e o que encontrei é que basicamente o Combat é a simular combate - tendo por base posições desenvolvidas a partir de uma série de técnicas de karaté, boxe, kickboxing, taekwondo, ... - e que Body Attack era de combate sim... Mas ao corpo! Eu deveria de ter percebido nas entrelinhas o motivo... E até se formos a ver bem, está bastante explícito, nem são precisas letras pequeninas nem adendas. Mas ainda assim eu fui...

 

Ponham combate ao corpo nisso!!! Porra!!! Combate externo e interno, que eu cá mordi-me toda para não sair da aula, e a aula ainda não ia a meio. Quinze minutos depois já me doía tudo, transpirava que nem um cavalo e já nem focava a luz direito. Já não me lembrava de dizer tantos palavrões num tão curto espaço de tempo. Pareceu-me uma eternidade, os ponteiros do relógio não andavam, as músicas esquizofrénicas não terminavam... Jisus! Apressa-te cérebro!

 

Diminuição de intensidade por ser de 55 minutos? Períodos de recuperação? Até me ria... Mas estou com demasiadas dores para tal.

 

Apressa-te cérebro!

 

Esquece... Estas dores no corpo não há cérebro no mundo que consiga fazê-las apagar.

 

E sabem o que é ainda pior? A instrutora estava constantemente a dizer: "Se está fácil façam A ou B", e sabem que mais? As pessoas faziam!!! Quem são estas pessoas do demo que se submetem a esta tortura e ainda transparecem estar a ser fácil, quando há pessoas como eu - e outras tantas como eu, que eu bem vi! -  que estão simplesmente a sentir o corpo todo a desintegrar-se, os pulmões a fazerem as malas para sair de casa e as pernas que nem blocos de cimento...?

 

Ó Mula, vais dizer que não gostaste nem um bocadinho...? Gostei. Tenho a confessar que gostei. Quando acabou! Mas para a semana é provável que volte lá novamente... Mas não, não gostei, mas tenho-me de castigo pela falta de juízo nestas festas. Agora é: treina e não chora!

 

Tenho uma dica: O ideal é nem pensar muito, é ir e depois logo se vê como é que trazemos o carro para casa!

No dia em que fui ao ginásio e quase morri #3 Treino com PT

Tenho ido ao ginásio com frequência - que o moço arrasta-me com ele -, por isso considero estar, não em boa forma, mas numa forma razoável no que diz respeito a capacidade de treino. Mas como muitos de vós saberão, uma coisa é treinar à nossa mercê e outra coisa totalmente diferente é treinar à mercê dos outros.

 

Ofereceram-me um treino de 30min com personal trainer e porque estas coisas são caras e não se devem desperdiçar, lá fui eu toda pimpona. Sabia que ia sair moída, mas o que aconteceu eu nunca imaginei que acontecesse.

 

Antes de começarmos o treino propriamente dito, ele quis perceber quais os meus conhecimentos sobre os vários exercícios que ele tinha preparado para aquele treino.

 

Começamos:

"Tens uma boa força de peito!"

"Muito bem, nota-se que já treinas há algum tempo, tens noção corporal".

 

E eu, obviamente, toda orgulhosa. Esta Mula apesar de preguiçosa estava a mostrar tudo e mais alguma coisa que sabia fazer. E continuamos. Agachamentos, burpees, mais agachamentos, mountain climbers, e eis que chegamos aos lunges. "Os teus lunges são mesmo perfeitinhos,  muito bem, estou surpreendido, confesso" Mula toda orgulhosa novamente, quase vedeta no ginásio, e eis que o PT decide estragar tudo. "Vamos inovar aqui para evoluíres, agora vais fazer lunges... mas com salto!" E a Mula obediente fez... E tanto saltou, tanto saltou, que caiu para o lado.

 

Pois isso mesmo, estava a dar tanto de mim - talvez para o pouco que tinha comido, mas suponho que o cansaço com que eu ando também não tenha ajudado - que tive uma quebra de tensão. Comecei a ver tudo a andar à roda, deixei de focar e puff. Resultado: lá se foi o orgulho da Mula e logo logo a vergonha. Uma parte do treino foi passado de pernas para o alto, e corpo no chão, a comer açúcar. QUE-VER-GO-NHA!!!! Só vos digo isto.

 

Entretanto recuperei - dentro do que é possível - fizemos um treino mais ligeiro e eu nos últimos agachamentos quase me quinava novamente, mas aguentei-me porque sabia que era o final, e depois fui pé-ante-pé, de mansinho, morrer para os balneários como quem não quer a coisa para não dar parte fraca.

 

No dia seguinte, a única coisa que sabia que ia acontecer - e que aconteceu: Parecia que tinha sido atropelada por um camião.

Nem pareço eu...

 

No ginásio, inscrevi-me na semana passada para uma aula demoníaca que promete oferecer, após trabalho árduo, um bumbum digno de se olhar, e quiçá umas pernas a condizer. Não gosto propriamente de sofrer, mas gostava de ter um rabito mais rijo e umas pernas mais torneadas, então digamos que acho que vale o esforço e inscrevi-me uma vez mais na aula.

 

Antes de ir para o ginásio tive de fazer umas coisas e digamos que não tinha grande espaço de manobra. Passo ainda por casa para me trocar, porque estando numa altura do mês pouco facilitadora de mudanças de roupa em público, considerei mais confortável e chego ao ginásio em cima da hora, para a aula. Vou ao cacifo pousar as malas e constato que perdi o aloquete. Desesperada procuro o aloquete, mas zero notícias do dito. Atrasada corro para entrada do ginásio e peço para ir apenas ao carro deixar as minhas tralhas - porque o meu ginásio só permite entrar uma vez - vou lá a correr - "ao menos já faço o aquecimento" pensei - entro novamente no ginásio e constato que a aula já começou, não tenho água, não tenho caneleiras necessárias, disponíveis - pesos, para pôr nas pernas, para quem não frequenta o ginásio - para além de ter de percorrer toda a aula para ir buscar discos/pesos para o início da aula.

 

Numa outra vida, teria simplesmente saído do ginásio, perceber que aquilo era um sinal de que eu deveria era de ir para casa... Mas não, nesta outra vida eu fui, apesar de invadir uma aula que já tinha começado, e ter estado desde o princípio com sede e ter zero mililitros de água, para além de ter passado pela vergonha de ser a única aluna sem caneleiras nos tornozelos, passei por fraca e preguiçosa e ainda enfrentei  os olhares curiosos por ter uma garrafa vazia, e uma chave do carro por ali espalhadas no tapete.

 

As coisas que nós fazemos por amor ao corpo. Jesus, credo, canhoto!

Odeio encontrar pessoas conhecidas no ginásio

 

No ginásio é aquele sítio em que eu deixo à porta toda a minha dignidade. É simplesmente aquele sítio em que eu ponho de parte todo o glamour e chiqueza que me caracteriza - façamos de conta que é verdade - e deixo que venha ao de cima a verdadeira Mula que há em mim: Desgrenhada, malcheirosa e com um aspeto lastimável. Só não estou coberta de lama e de bichezas porque o ginásio onde ando é limpinho, caso contrário confesso-vos que não sei não.

 

Então vejamos porquê:

 

Menos de 10 minutos depois de ter começado o aquecimento já pareço a miss t'shirt molhada, mas em mau. Toda molhada, mas sem a parte sexy da coisa. É só suor, sensualidade zero.

 

Menos de 20 minutos depois, já o meu cabelo está meio apanhado meio por apanhar e é uma coisa esquisita entre um miúdo punk com o cabelo no ar - mas sem o gel - e uma gaja que caiu num estábulo qualquer e foi lambida avidamente por uma vaca carinhosa.

 

Menos de 30 minutos depois eu já estou com um ar miserável, típico de alguém que sofreu algum tipo de acidente - grave - e que está a caminhar em direção à Luz - às vezes até acho que ouço a Melinda a chamar-me algures! - e estou meia que a andar, meia que a arrastar-me, quando falam comigo já demoro um pouco mais a responder como se tivesse levado uma pancada na cabeça e estivesse confusa.

 

Ao fim de 40 minutos já sou completamente um pequeno monstro rabugento, qual criança com birra de sono: "Quero ir embora", "estou demasiado cansada", "não devia ter ido àquela aula!", "tenho fome", "mas este tempo não avança? Já não sinto as pernas!", "quero comer". E sou assim até basicamente o final do treino, que é entre uma hora e uma hora e meia.

 

Agora imaginem neste fantástico cenário encontrar alguém conhecido! Eu tento mentir, dizer que não sou eu, que devo ser só alguém muito parecido - esperando até estar bastante diferente, porque se eu parecer com aquilo no dia-a-dia a coisa é mais grave do que eu penso que é - mas não resulta. Claro que esta última parte é mentira, faço apenas um sorriso nervoso e cumprimento as pessoas educadamente como a minha mamã me ensinou. 

 

E... como é que se cumprimenta alguém no ginásio?

 

É tipo "oi" de braço no ar em sinal de "estou aqui, já te vi, mas não quero contacto físico" ou dá-se dois beijinhos ou um aperto de mão suado... Nojento e cheio de toxinas? Dá-se uma palmadinha nas costas de alguém que provavelmente tem a t'shirt ensopada em suor? Pois eu cá não sei, eu cá prefiro tipo... Fugir das pessoas, fazer de conta que não as vejo para evitar este grande dilema e depois quiçá depois do banho, já penteada, cheirosa, novamente com a dignidade na alma dizer "Oh! Por aqui? Nem te vi!"

 

Que momento constrangedor!

Coisas que só a mim... #2

Fui para o ginásio mas esqueci-me de levar a minha garrafa de água. Como é impossível para mim estar a saltar e a correr sem ter abastecimento líquido, tive de encontrar uma alternativa. Felizmente tinha trocos na carteira e então fui às máquinas tirar uma garrafa de água.

 

 

 

Confesso que às vezes me sinto uma velha. E nestas coisas das máquinas de vending todas digitais, é uma dessas situações. Máquina toda XPTO, dá para tirar snacks e bebidas quentes. Percebo como se tiram as bebidas quentes, não percebo como se tiram os snacks - e as respetivas garrafas de água. Olhei, olhei, olhei, respirei fundo, disse para mim mais de umas vinte vezes "tu não és burra, esta máquina não é melhor que tu, vais descobrir como é que a coisa funciona!" e a coisa lá se deu e eu lá percebi como é que a coisa iria funcionar. Escolho a minha garrafa de água, coloco o dinheiro na máquina e...

 

...Nada!

 

Após voltar a repetir "tu não és burra, esta máquina não é melhor que tu, tu vais vencer esta máquina" mais umas cinco vezes, entendi que a máquina primeiro aceitava o dinheiro e só depois é que tínhamos de selecionar o produto pretendido. Piece of cake! e lá carrego no botão correspondente do meu snack. Só que não! Para a coisa ter funcionado assim, como era meu desejo, eu teria de ter voltado a selecionar snacks, mas não, a máquina estava novamente no menu inicial que é o quê, tentem lá adivinhar? Exatamente: Bebidas quentes!

 

E foi assim que eu bebi um capuccino - carregado de leite! - antes de uma aula de pula, corre e avança e onde quase morri! Saí de lá mais branca que a cal, nem banho tomei e pirei-me rapidamente para casa antes que caísse para o lado... Ou simplesmente passasse pela vergonha de vomitar em público!

 

 

 

P.S.: Mas só para que não restem dúvidas sobre a minha inteligência, à enésima tentativa, consegui comprar a água!

Coisas de ginásio que me encanitam os nervos...

Estava na aula de zumba - regressei finalmente às segundas-feiras zumbásticas! - e entra uma tipa atrasada. Dizer que estava atrasada é estar a ser simpática, porque a aula já tinha passado de meio, na realidade. Sala obviamente à pinha - daí a minha indignação - e a tipa faz o quê?

 

Fica no fundo da sala, como qualquer pessoa normal atrasada faria? Não!

 

Arranja um cantinho algures onde não fosse muito notada, como qualquer pessoa com dois dedos de testa, atrasada, faria? Óbvio que não!

 

Fura a fila, interrompe mais de uma dúzia de pessoas que estão a dançar para ir para a frente para simplesmente ocupar o lugar que outrora fora de outra pessoa? Óbvio que sim!

 

 

A sério, digam-me o que é que esta malta tem na cabeça? Sugestões requerem-se!

Coisas que se ouvem por cá... #21

Por vezes ganhar inspiração para escrever no blog é só uma questão de nos sentarmos e ouvirmos o mundo. Esta fantástica observação veio ter comigo gratuitamente. E o que eu me ri com a senhora.

 

Uma senhora, ali na casa dos 50/60 anos, estava ao meu lado e ambas estávamos de frente para a sala de treinos, enquanto esperávamos a chegada da professora para a nossa aula. Estava uma sala de treinos especialmente carregada de moços - não é muito normal. Moços para todos os gostos e feitios. Altos, baixos, com o corpo mais trabalhado, ou mais magros, mas estava uma sala especialmente carregada de moços jeitosos. De repente, essa senhora diz:

 

Meu Deus, antigamente não havia nada disto! Antigamente os homens eram todos iguais e não tinham um corpo assim. Agora é que é! Se eu tivesse 30 ou 40 anos, e vivesse num mundo assim cheia de moços jeitosos estava desgraçada, nem sabia qual escolher!

 

E rimos todas muito, pois claro! A senhora estava claramente maravilhada com o mundo - e realmente, como não estar? - e muito entretida com um ginásio carregado de moços jeitosos a exercitarem-se.

 

E posto isto concluo que, para um solteiro ou solteira - não só, mas essencialmente para estes - um ginásio é mais ou menos como uma loja de gomas...

Incoerências

Estava em pilates numa posição super desconfortável. Tinha a perna direita dobrada à frente, a esquerda esticada atrás, entretanto com a mão esquerda agarrei o tornozelo esquerdo e com a mão direita tentei agarrar-me ao chão para não cair - e mesmo assim não estava fácil...

 

Se eu estivesse a fazer tudo direitinho estaria assim:

 

 

Mas imaginem-me com um ar mais desengonçado para que eu corresponda às vossas expectativas, por favor.

 

Estava tudo muito mal bem, e entretanto diz-nos a professora:

 

"Com a mão que têm livre tentem agarrar a mão que está no pé!"

 

Já nem quero entrar no pormenor de ser impossível que a minha mão direita agarrasse a mão esquerda. Já nem quero entrar por aí... Mas...

 

Expliquei-vos que tinha uma mão no pé e outra a agarrar-me ao solo para não cair certo?

 

A questão que vos coloco é: Qual mão livre?! Seria suposto eu ter uma terceira mão?

No dia em que fui ao ginásio e quase morri #take 2 - Cycling

Depois de quase ter morrido após - e durante! - a aula de TRX, a Mula achando-se jovem Mula com energia foi ao cycling. Já não fazia cycling há uns 5 anos, mas como ando numa de aulas decidi, na quinta-feira, que não era tarde nem era cedo, e 'bora lá pedalar por horas 45 minutos.

 

Cheguei lá e adorei logo a sala. De luzes quase apagadas - ao menos não se vê a falta de jeito nem o sofrimento alheio - era uma sala fresca e até tinha uma televisão para imaginarmos um determinado cenário. Pareceu-me muito bem, pareceu-me bastante agradável.

 

O pesadelo não demorou a surgir, quando percebei que as bicicletas eram todas XPTO e tinham manhas e manias para serem ajustadas, mas nada que um pedido de ajuda não resolvesse. Ajustei a bicicleta, sentei-me, pedalei por alguns minutos antes da aula começar e pareceu-me bem.

 

Eis que a aula começa.

 

Assim que o professor pede para simularmos a subida de uma montanha, onde para tal precisávamos de pedalar em pé, percebi que o guiador não estava numa posição adequada. Conclusão: Estive a aula toda a bater com os joelhos no dito! Podia ter parado e ajustado o bicho? Se calhar podia, mas tendo em conta que a bicicleta era cheia de manias não me pareceu por bem interromper a aula para o fazer. Prossigamos que a Mula é mais forte que um guiador e não foi isso que me impediu de fazer a aula até ao fim.

 

A aula é intensa, ouvi música muito boa mas levada à loucura. Ouvi um remix estranho de Kind of Magic dos Queen durante uns eternos longos 10 minutos enquanto víamos um comboio a atravessar uma montanha! Insano! Mas para que serve uma televisão numa aula de cycling? Mas quem é que olha para uma televisão em vez de se centrar no seu sofrimento? Bem... A Mula, pelos vistos...

 

A aula começa a aproximar-se do fim e a Mula está simplesmente de rastos. Já não sabe se lhe dói as pernas de pedalar em pé, ou o rabo de pedalar sentada, só sabe que toda ela é suor, cansaço e dor. Eis que olha para o relógio e descobre que a aula não está a aproximar-se do fim. A  Mula descobre desesperada que a aula vai apenas a meio, que se passaram apenas 20 minutos e que ainda há pelo menos mais uns 25 minutos pela frente. Idealiza uma tentativa de fuga, quiçá naquele escurinho ninguém reparasse que se escapulia da aula, mas depois percebe que talvez atirar-se abaixo da bicicleta que seria mais eficaz e que talvez não manchasse tanto a imagem dentro do ginásio. Percebe que a única solução é continuar a pedalar freneticamente como se viesse um lobo mau a correr atrás!

 

E pedalei, pedalei, pedalei, e subi e desci, e apertei a rodinha e soltei a rodinha, e suei, suei, suei. Quando os pulmões quase entraram em falência a aula terminou. Saí da bicicleta e tentei avaliar quem estaria em pior estado: Os pulmões ou as pernas que pareciam gelatina?

 

Saí da sala com as pernas bambas, o cabelo todo no ar, a roupa toda colada ao corpo - qual miss t'shirt molhada, mas eu mau - e tentei ir juntinho às paredes para não cair. E assim cheguei aos balneários com cara de quem tinha sido atropelada - acho até que por segundos o comboio saiu da TV e atropelou efetivamente a Mula.

 

Fiquei feliz quando no dia seguinte percebi que as dores nas pernas já não existiam. Não fiquei tão feliz assim quando percebi que as dores estavam agora todas concentradas no rabo.

 

Apesar de tudo adorei. Quase morri, mas saí de lá feliz, com o sentimento de dever cumprido. Sou doida o suficiente para na quinta-feira estar lá novamente.

 

Wish me luck!

No dia em que fui ao ginásio e quase morri # TRX

A nutricionista disse-me que eu tinha de fazer mais aulas, essencialmente aulas como cycling, boby pump e trx, pois já percebeu que a coisa já começa a ser difícil com a dieta - e temo que ache que o plano de exercícios esteja a ser aldrabado aqui pela Mula.

 

A vossa Mula é obediente.

 

Na sexta-feira, feita louca do juízo fui, sem saber muito bem ao que ia, a uma aula de trx. Sabia mais ou menos no que consistia a aula, sabia que era com as fitas no tecto e na sala de musculação até já tinha feito um ou outro exercício com uma fita. O que eu não sabia é da dificuldade que é trabalhar com o peso do nosso corpo nas ditas fitas.

 

Trx ficou assim no histórico de todas as aulas que fiz, como sendo a única aula que até os alongamentos foram difíceis. Aliás o único exercício que não consegui fazer, de todo, foi um dos exercícios de alongamento. Incrível não é?

 

Saí da aula sem saber se me doíam os braços ou as pernas, toda eu era dor e suor. Mal cheguei às escadas para descer para os balneário deixei de ter dúvidas: Eram mesmo as pernas que mais me doíam. Fui agarrada às paredes qual senhora de 80 anos a tentar descer de um autocarro. Quem me visse pensava sem dúvidas que eu tinha sido atropelada por um bisonte. E tinha sido feio.

 

Até que percebi que o pior ainda estava por vir: Eu tinha levado o carro, mas como é que eu ia conseguir carregar no pedal da embraiagem? Oh céus! Não vos digo, nem vos conto! E manobrar o carro para meter na garagem? Olhem, nem sei como é que estou viva para vos escrever.

 

Cheguei a casa, bebi uma caneca de leite com cereais, enfiei-me na cama e não me lembro de mais nada.

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.