Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Regressei ao ginásio...

...E saí da primeira aula - de Cycling - sem saber o meu nome, a minha idade, de onde vim e para onde ia... sem contar as dores no rabo do dia seguinte.

 

 

Estava a contar regressar ao ginásio apenas quando fosse vacinada, mas concluí que mais depressa apanho covid onde trabalho do que no ginásio. Abriu um novo perto de minha casa e não pensei duas vezes, fui lá conhecer as instalações, pareceu-me ter segurança e condições de higiene e acabei a inscrever-me no próprio dia. No dia seguinte já estava a treinar, e ainda por cima ofereceram-me 15 dias de treino, o que foi motivador. Lá fui eu.

 

Queria começar devagarinho... A ideia era ir fazer uma aula de pilates, mas não consegui vaga, acabei assim na aula de cycling na ideia de fazer uma aula de GAP logo de seguida...

 

[Pausa para rir nervosamente]

 

GAP após a primeira aula de cycling dizia eu... Esqueçam! Saí de lá com as pernas tão bambas que fui direta para o banho e foquei na direção de casa sem olhar para trás. Nem parecia que treinava há meses em casa, parecia é que não treinava há anos.

Fui a uma box de Crossfit... #2

E acho que já consigo falar sobre isto...

Como vos disse aqui, no dia 21 de Dezembro, nas vésperas de Natal, fui convidada por uma amiga para a acompanhar a uma box de crossfit para experimentar e lá fui eu.

 

 

 

Não posso dizer que fui apanhada totalmente desprevenida, eu sabia, mais ou menos, ao que ia e deixem-me dizer-vos até, que gostei bastante. O que não gostei foi das dores que me acompanharam durante quase uma semana... Mas parece-me que estando afastada do ginásio desde Março que não poderia ser de outra maneira, provavelmente um treino ligeiro de ginásio teria causado os mesmos estragos - não, não teria....

 

Confesso que fiquei bastante surpreendida, acertei em cheio na box que experimentei. Uma box com pessoas normais e deixem-me já explicar-vos o que pretendo com o "pessoas normais". Imaginava que iria encontrar aqueles homens cujos braços não encostam ao tronco, demasiado arrogantes e exibicionistas. Mulheres com corpo de culturistas, demasiado desenvolvido, também elas arrogantes e exibicionistas. Nada disso, encontrei pessoas normais, quase como eu - não fosse eu uma adepta do desporto de sofá -, simpáticos, simples, com dificuldades como eu tive. Pessoas que se querem superar, tal como eu mesma me propus. Admito que estava a ser preconceituosa, mas isso não me demoveu. Fui, diverti-me, superei-me. Foi bom também para eu perceber que não sou tão fraca como achava, que não estou tão em baixo de forma como achava.

 

Dei o melhor de mim, esforcei-me o melhor que consegui, saí de lá com as pernas a tremer mas com a alma tranquila. Saí de lá encharcada em suor, de cabelo despenteado, a desejar a minha cama. Acho que cumpri com o objetivo.

 

Gostei muito do PT que me acompanhou e que adaptou cada exercício às minhas capacidades. Usei barra de 10 e de 15kg, treinei com a kettlebell e com o peso do meu corpo. Puxaram por mim, não me deixaram desistir. Não desisti.

 

Não desisti e estou a pensar seriamente em inscrever-me e frequentar duas a três vezes por semana, o tipo de treino vai dentro do que eu pretendo para melhorar o meu corpo e correr atrás do prejuízo do que deveria de ser o meu corpo de verão 2020, mas tenho desculpa... o virus não ajudou!

 

E foi isto... Depois da aula de crossfit andei cerca de 6 dias a andar como uma Mula velha atropelada, caí inclusive aqui nas escadas de casa porque estava tão mal das pernas que elas me falharam e pisei-me toda, passados quase 15 dias ainda tenho a nádega toda negra, uma perna negra, uma coxa negra, um cotovelo esmurrado... Gabi não vomitei, porque sou Mula elegante, mas posso assegurar-te que passei um mau bocado!

 

No dia em que fui ao ginásio e quase morri #4 Aula de Body Attack

Tenho aulas novas lá no ginásio. Bem... Novas para mim, que com o novo trabalho tenho um novo horário que me permite ir ao ginásio mais cedo. Assim sendo... Fui experimentar Body Attack.

 

Já tinha feito há uns anos Body Combat, e acho que já fiz Body Attack. Acho! E também compreendo o motivo de ter, eventualmente, reprimido esta memória no meu inconsciente. Neste momento serão duas memórias para reprimir, de uma mesma aula. Apressa-te cérebro!

 

Imagem retirada daqui

 

A aula teve duração de 55 minutos e antes de me inscrever, fui ao Dr. Google e ao Sr. Youtube fazer umas pesquisas e ver onde me estava a meter. Numa cova, literalmente enfiei-me numa cova e ainda atirei terra por cima de mim! Mas adiante. Vi que as aulas eram intensas mas tudo o que eu via eram treinos de 30 minutos, 45 minutos no máximo. Pensei: Bem, se aula é de 55 minutos provavelmente não é tão intensa e tem mais períodos de recuperação.

 

Fiz também uma ligeira pesquisa das diferenças entre Body Combat e Attack, e o que encontrei é que basicamente o Combat é a simular combate - tendo por base posições desenvolvidas a partir de uma série de técnicas de karaté, boxe, kickboxing, taekwondo, ... - e que Body Attack era de combate sim... Mas ao corpo! Eu deveria de ter percebido nas entrelinhas o motivo... E até se formos a ver bem, está bastante explícito, nem são precisas letras pequeninas nem adendas. Mas ainda assim eu fui...

 

Ponham combate ao corpo nisso!!! Porra!!! Combate externo e interno, que eu cá mordi-me toda para não sair da aula, e a aula ainda não ia a meio. Quinze minutos depois já me doía tudo, transpirava que nem um cavalo e já nem focava a luz direito. Já não me lembrava de dizer tantos palavrões num tão curto espaço de tempo. Pareceu-me uma eternidade, os ponteiros do relógio não andavam, as músicas esquizofrénicas não terminavam... Jisus! Apressa-te cérebro!

 

Diminuição de intensidade por ser de 55 minutos? Períodos de recuperação? Até me ria... Mas estou com demasiadas dores para tal.

 

Apressa-te cérebro!

 

Esquece... Estas dores no corpo não há cérebro no mundo que consiga fazê-las apagar.

 

E sabem o que é ainda pior? A instrutora estava constantemente a dizer: "Se está fácil façam A ou B", e sabem que mais? As pessoas faziam!!! Quem são estas pessoas do demo que se submetem a esta tortura e ainda transparecem estar a ser fácil, quando há pessoas como eu - e outras tantas como eu, que eu bem vi! -  que estão simplesmente a sentir o corpo todo a desintegrar-se, os pulmões a fazerem as malas para sair de casa e as pernas que nem blocos de cimento...?

 

Ó Mula, vais dizer que não gostaste nem um bocadinho...? Gostei. Tenho a confessar que gostei. Quando acabou! Mas para a semana é provável que volte lá novamente... Mas não, não gostei, mas tenho-me de castigo pela falta de juízo nestas festas. Agora é: treina e não chora!

 

Tenho uma dica: O ideal é nem pensar muito, é ir e depois logo se vê como é que trazemos o carro para casa!

No dia em que fui ao ginásio e quase morri #3 Treino com PT

Tenho ido ao ginásio com frequência - que o moço arrasta-me com ele -, por isso considero estar, não em boa forma, mas numa forma razoável no que diz respeito a capacidade de treino. Mas como muitos de vós saberão, uma coisa é treinar à nossa mercê e outra coisa totalmente diferente é treinar à mercê dos outros.

 

Ofereceram-me um treino de 30min com personal trainer e porque estas coisas são caras e não se devem desperdiçar, lá fui eu toda pimpona. Sabia que ia sair moída, mas o que aconteceu eu nunca imaginei que acontecesse.

 

Antes de começarmos o treino propriamente dito, ele quis perceber quais os meus conhecimentos sobre os vários exercícios que ele tinha preparado para aquele treino.

 

Começamos:

"Tens uma boa força de peito!"

"Muito bem, nota-se que já treinas há algum tempo, tens noção corporal".

 

E eu, obviamente, toda orgulhosa. Esta Mula apesar de preguiçosa estava a mostrar tudo e mais alguma coisa que sabia fazer. E continuamos. Agachamentos, burpees, mais agachamentos, mountain climbers, e eis que chegamos aos lunges. "Os teus lunges são mesmo perfeitinhos,  muito bem, estou surpreendido, confesso" Mula toda orgulhosa novamente, quase vedeta no ginásio, e eis que o PT decide estragar tudo. "Vamos inovar aqui para evoluíres, agora vais fazer lunges... mas com salto!" E a Mula obediente fez... E tanto saltou, tanto saltou, que caiu para o lado.

 

Pois isso mesmo, estava a dar tanto de mim - talvez para o pouco que tinha comido, mas suponho que o cansaço com que eu ando também não tenha ajudado - que tive uma quebra de tensão. Comecei a ver tudo a andar à roda, deixei de focar e puff. Resultado: lá se foi o orgulho da Mula e logo logo a vergonha. Uma parte do treino foi passado de pernas para o alto, e corpo no chão, a comer açúcar. QUE-VER-GO-NHA!!!! Só vos digo isto.

 

Entretanto recuperei - dentro do que é possível - fizemos um treino mais ligeiro e eu nos últimos agachamentos quase me quinava novamente, mas aguentei-me porque sabia que era o final, e depois fui pé-ante-pé, de mansinho, morrer para os balneários como quem não quer a coisa para não dar parte fraca.

 

No dia seguinte, a única coisa que sabia que ia acontecer - e que aconteceu: Parecia que tinha sido atropelada por um camião.

Nem pareço eu...

 

No ginásio, inscrevi-me na semana passada para uma aula demoníaca que promete oferecer, após trabalho árduo, um bumbum digno de se olhar, e quiçá umas pernas a condizer. Não gosto propriamente de sofrer, mas gostava de ter um rabito mais rijo e umas pernas mais torneadas, então digamos que acho que vale o esforço e inscrevi-me uma vez mais na aula.

 

Antes de ir para o ginásio tive de fazer umas coisas e digamos que não tinha grande espaço de manobra. Passo ainda por casa para me trocar, porque estando numa altura do mês pouco facilitadora de mudanças de roupa em público, considerei mais confortável e chego ao ginásio em cima da hora, para a aula. Vou ao cacifo pousar as malas e constato que perdi o aloquete. Desesperada procuro o aloquete, mas zero notícias do dito. Atrasada corro para entrada do ginásio e peço para ir apenas ao carro deixar as minhas tralhas - porque o meu ginásio só permite entrar uma vez - vou lá a correr - "ao menos já faço o aquecimento" pensei - entro novamente no ginásio e constato que a aula já começou, não tenho água, não tenho caneleiras necessárias, disponíveis - pesos, para pôr nas pernas, para quem não frequenta o ginásio - para além de ter de percorrer toda a aula para ir buscar discos/pesos para o início da aula.

 

Numa outra vida, teria simplesmente saído do ginásio, perceber que aquilo era um sinal de que eu deveria era de ir para casa... Mas não, nesta outra vida eu fui, apesar de invadir uma aula que já tinha começado, e ter estado desde o princípio com sede e ter zero mililitros de água, para além de ter passado pela vergonha de ser a única aluna sem caneleiras nos tornozelos, passei por fraca e preguiçosa e ainda enfrentei  os olhares curiosos por ter uma garrafa vazia, e uma chave do carro por ali espalhadas no tapete.

 

As coisas que nós fazemos por amor ao corpo. Jesus, credo, canhoto!

Odeio encontrar pessoas conhecidas no ginásio

 

No ginásio é aquele sítio em que eu deixo à porta toda a minha dignidade. É simplesmente aquele sítio em que eu ponho de parte todo o glamour e chiqueza que me caracteriza - façamos de conta que é verdade - e deixo que venha ao de cima a verdadeira Mula que há em mim: Desgrenhada, malcheirosa e com um aspeto lastimável. Só não estou coberta de lama e de bichezas porque o ginásio onde ando é limpinho, caso contrário confesso-vos que não sei não.

 

Então vejamos porquê:

 

Menos de 10 minutos depois de ter começado o aquecimento já pareço a miss t'shirt molhada, mas em mau. Toda molhada, mas sem a parte sexy da coisa. É só suor, sensualidade zero.

 

Menos de 20 minutos depois, já o meu cabelo está meio apanhado meio por apanhar e é uma coisa esquisita entre um miúdo punk com o cabelo no ar - mas sem o gel - e uma gaja que caiu num estábulo qualquer e foi lambida avidamente por uma vaca carinhosa.

 

Menos de 30 minutos depois eu já estou com um ar miserável, típico de alguém que sofreu algum tipo de acidente - grave - e que está a caminhar em direção à Luz - às vezes até acho que ouço a Melinda a chamar-me algures! - e estou meia que a andar, meia que a arrastar-me, quando falam comigo já demoro um pouco mais a responder como se tivesse levado uma pancada na cabeça e estivesse confusa.

 

Ao fim de 40 minutos já sou completamente um pequeno monstro rabugento, qual criança com birra de sono: "Quero ir embora", "estou demasiado cansada", "não devia ter ido àquela aula!", "tenho fome", "mas este tempo não avança? Já não sinto as pernas!", "quero comer". E sou assim até basicamente o final do treino, que é entre uma hora e uma hora e meia.

 

Agora imaginem neste fantástico cenário encontrar alguém conhecido! Eu tento mentir, dizer que não sou eu, que devo ser só alguém muito parecido - esperando até estar bastante diferente, porque se eu parecer com aquilo no dia-a-dia a coisa é mais grave do que eu penso que é - mas não resulta. Claro que esta última parte é mentira, faço apenas um sorriso nervoso e cumprimento as pessoas educadamente como a minha mamã me ensinou. 

 

E... como é que se cumprimenta alguém no ginásio?

 

É tipo "oi" de braço no ar em sinal de "estou aqui, já te vi, mas não quero contacto físico" ou dá-se dois beijinhos ou um aperto de mão suado... Nojento e cheio de toxinas? Dá-se uma palmadinha nas costas de alguém que provavelmente tem a t'shirt ensopada em suor? Pois eu cá não sei, eu cá prefiro tipo... Fugir das pessoas, fazer de conta que não as vejo para evitar este grande dilema e depois quiçá depois do banho, já penteada, cheirosa, novamente com a dignidade na alma dizer "Oh! Por aqui? Nem te vi!"

 

Que momento constrangedor!

Coisas que só a mim... #2

Fui para o ginásio mas esqueci-me de levar a minha garrafa de água. Como é impossível para mim estar a saltar e a correr sem ter abastecimento líquido, tive de encontrar uma alternativa. Felizmente tinha trocos na carteira e então fui às máquinas tirar uma garrafa de água.

 

 

 

Confesso que às vezes me sinto uma velha. E nestas coisas das máquinas de vending todas digitais, é uma dessas situações. Máquina toda XPTO, dá para tirar snacks e bebidas quentes. Percebo como se tiram as bebidas quentes, não percebo como se tiram os snacks - e as respetivas garrafas de água. Olhei, olhei, olhei, respirei fundo, disse para mim mais de umas vinte vezes "tu não és burra, esta máquina não é melhor que tu, vais descobrir como é que a coisa funciona!" e a coisa lá se deu e eu lá percebi como é que a coisa iria funcionar. Escolho a minha garrafa de água, coloco o dinheiro na máquina e...

 

...Nada!

 

Após voltar a repetir "tu não és burra, esta máquina não é melhor que tu, tu vais vencer esta máquina" mais umas cinco vezes, entendi que a máquina primeiro aceitava o dinheiro e só depois é que tínhamos de selecionar o produto pretendido. Piece of cake! e lá carrego no botão correspondente do meu snack. Só que não! Para a coisa ter funcionado assim, como era meu desejo, eu teria de ter voltado a selecionar snacks, mas não, a máquina estava novamente no menu inicial que é o quê, tentem lá adivinhar? Exatamente: Bebidas quentes!

 

E foi assim que eu bebi um capuccino - carregado de leite! - antes de uma aula de pula, corre e avança e onde quase morri! Saí de lá mais branca que a cal, nem banho tomei e pirei-me rapidamente para casa antes que caísse para o lado... Ou simplesmente passasse pela vergonha de vomitar em público!

 

 

 

P.S.: Mas só para que não restem dúvidas sobre a minha inteligência, à enésima tentativa, consegui comprar a água!

Coisas de ginásio que me encanitam os nervos...

Estava na aula de zumba - regressei finalmente às segundas-feiras zumbásticas! - e entra uma tipa atrasada. Dizer que estava atrasada é estar a ser simpática, porque a aula já tinha passado de meio, na realidade. Sala obviamente à pinha - daí a minha indignação - e a tipa faz o quê?

 

Fica no fundo da sala, como qualquer pessoa normal atrasada faria? Não!

 

Arranja um cantinho algures onde não fosse muito notada, como qualquer pessoa com dois dedos de testa, atrasada, faria? Óbvio que não!

 

Fura a fila, interrompe mais de uma dúzia de pessoas que estão a dançar para ir para a frente para simplesmente ocupar o lugar que outrora fora de outra pessoa? Óbvio que sim!

 

 

A sério, digam-me o que é que esta malta tem na cabeça? Sugestões requerem-se!

Coisas que se ouvem por cá... #21

Por vezes ganhar inspiração para escrever no blog é só uma questão de nos sentarmos e ouvirmos o mundo. Esta fantástica observação veio ter comigo gratuitamente. E o que eu me ri com a senhora.

 

Uma senhora, ali na casa dos 50/60 anos, estava ao meu lado e ambas estávamos de frente para a sala de treinos, enquanto esperávamos a chegada da professora para a nossa aula. Estava uma sala de treinos especialmente carregada de moços - não é muito normal. Moços para todos os gostos e feitios. Altos, baixos, com o corpo mais trabalhado, ou mais magros, mas estava uma sala especialmente carregada de moços jeitosos. De repente, essa senhora diz:

 

Meu Deus, antigamente não havia nada disto! Antigamente os homens eram todos iguais e não tinham um corpo assim. Agora é que é! Se eu tivesse 30 ou 40 anos, e vivesse num mundo assim cheia de moços jeitosos estava desgraçada, nem sabia qual escolher!

 

E rimos todas muito, pois claro! A senhora estava claramente maravilhada com o mundo - e realmente, como não estar? - e muito entretida com um ginásio carregado de moços jeitosos a exercitarem-se.

 

E posto isto concluo que, para um solteiro ou solteira - não só, mas essencialmente para estes - um ginásio é mais ou menos como uma loja de gomas...

Incoerências

Estava em pilates numa posição super desconfortável. Tinha a perna direita dobrada à frente, a esquerda esticada atrás, entretanto com a mão esquerda agarrei o tornozelo esquerdo e com a mão direita tentei agarrar-me ao chão para não cair - e mesmo assim não estava fácil...

 

Se eu estivesse a fazer tudo direitinho estaria assim:

 

 

Mas imaginem-me com um ar mais desengonçado para que eu corresponda às vossas expectativas, por favor.

 

Estava tudo muito mal bem, e entretanto diz-nos a professora:

 

"Com a mão que têm livre tentem agarrar a mão que está no pé!"

 

Já nem quero entrar no pormenor de ser impossível que a minha mão direita agarrasse a mão esquerda. Já nem quero entrar por aí... Mas...

 

Expliquei-vos que tinha uma mão no pé e outra a agarrar-me ao solo para não cair certo?

 

A questão que vos coloco é: Qual mão livre?! Seria suposto eu ter uma terceira mão?

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.