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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Coisas que se ouvem por cá... #21

Por vezes ganhar inspiração para escrever no blog é só uma questão de nos sentarmos e ouvirmos o mundo. Esta fantástica observação veio ter comigo gratuitamente. E o que eu me ri com a senhora.

 

Uma senhora, ali na casa dos 50/60 anos, estava ao meu lado e ambas estávamos de frente para a sala de treinos, enquanto esperávamos a chegada da professora para a nossa aula. Estava uma sala de treinos especialmente carregada de moços - não é muito normal. Moços para todos os gostos e feitios. Altos, baixos, com o corpo mais trabalhado, ou mais magros, mas estava uma sala especialmente carregada de moços jeitosos. De repente, essa senhora diz:

 

Meu Deus, antigamente não havia nada disto! Antigamente os homens eram todos iguais e não tinham um corpo assim. Agora é que é! Se eu tivesse 30 ou 40 anos, e vivesse num mundo assim cheia de moços jeitosos estava desgraçada, nem sabia qual escolher!

 

E rimos todas muito, pois claro! A senhora estava claramente maravilhada com o mundo - e realmente, como não estar? - e muito entretida com um ginásio carregado de moços jeitosos a exercitarem-se.

 

E posto isto concluo que, para um solteiro ou solteira - não só, mas essencialmente para estes - um ginásio é mais ou menos como uma loja de gomas...

Incoerências

Estava em pilates numa posição super desconfortável. Tinha a perna direita dobrada à frente, a esquerda esticada atrás, entretanto com a mão esquerda agarrei o tornozelo esquerdo e com a mão direita tentei agarrar-me ao chão para não cair - e mesmo assim não estava fácil...

 

Se eu estivesse a fazer tudo direitinho estaria assim:

 

 

Mas imaginem-me com um ar mais desengonçado para que eu corresponda às vossas expectativas, por favor.

 

Estava tudo muito mal bem, e entretanto diz-nos a professora:

 

"Com a mão que têm livre tentem agarrar a mão que está no pé!"

 

Já nem quero entrar no pormenor de ser impossível que a minha mão direita agarrasse a mão esquerda. Já nem quero entrar por aí... Mas...

 

Expliquei-vos que tinha uma mão no pé e outra a agarrar-me ao solo para não cair certo?

 

A questão que vos coloco é: Qual mão livre?! Seria suposto eu ter uma terceira mão?

No dia em que fui ao ginásio e quase morri #take 2 - Cycling

Depois de quase ter morrido após - e durante! - a aula de TRX, a Mula achando-se jovem Mula com energia foi ao cycling. Já não fazia cycling há uns 5 anos, mas como ando numa de aulas decidi, na quinta-feira, que não era tarde nem era cedo, e 'bora lá pedalar por horas 45 minutos.

 

Cheguei lá e adorei logo a sala. De luzes quase apagadas - ao menos não se vê a falta de jeito nem o sofrimento alheio - era uma sala fresca e até tinha uma televisão para imaginarmos um determinado cenário. Pareceu-me muito bem, pareceu-me bastante agradável.

 

O pesadelo não demorou a surgir, quando percebei que as bicicletas eram todas XPTO e tinham manhas e manias para serem ajustadas, mas nada que um pedido de ajuda não resolvesse. Ajustei a bicicleta, sentei-me, pedalei por alguns minutos antes da aula começar e pareceu-me bem.

 

Eis que a aula começa.

 

Assim que o professor pede para simularmos a subida de uma montanha, onde para tal precisávamos de pedalar em pé, percebi que o guiador não estava numa posição adequada. Conclusão: Estive a aula toda a bater com os joelhos no dito! Podia ter parado e ajustado o bicho? Se calhar podia, mas tendo em conta que a bicicleta era cheia de manias não me pareceu por bem interromper a aula para o fazer. Prossigamos que a Mula é mais forte que um guiador e não foi isso que me impediu de fazer a aula até ao fim.

 

A aula é intensa, ouvi música muito boa mas levada à loucura. Ouvi um remix estranho de Kind of Magic dos Queen durante uns eternos longos 10 minutos enquanto víamos um comboio a atravessar uma montanha! Insano! Mas para que serve uma televisão numa aula de cycling? Mas quem é que olha para uma televisão em vez de se centrar no seu sofrimento? Bem... A Mula, pelos vistos...

 

A aula começa a aproximar-se do fim e a Mula está simplesmente de rastos. Já não sabe se lhe dói as pernas de pedalar em pé, ou o rabo de pedalar sentada, só sabe que toda ela é suor, cansaço e dor. Eis que olha para o relógio e descobre que a aula não está a aproximar-se do fim. A  Mula descobre desesperada que a aula vai apenas a meio, que se passaram apenas 20 minutos e que ainda há pelo menos mais uns 25 minutos pela frente. Idealiza uma tentativa de fuga, quiçá naquele escurinho ninguém reparasse que se escapulia da aula, mas depois percebe que talvez atirar-se abaixo da bicicleta que seria mais eficaz e que talvez não manchasse tanto a imagem dentro do ginásio. Percebe que a única solução é continuar a pedalar freneticamente como se viesse um lobo mau a correr atrás!

 

E pedalei, pedalei, pedalei, e subi e desci, e apertei a rodinha e soltei a rodinha, e suei, suei, suei. Quando os pulmões quase entraram em falência a aula terminou. Saí da bicicleta e tentei avaliar quem estaria em pior estado: Os pulmões ou as pernas que pareciam gelatina?

 

Saí da sala com as pernas bambas, o cabelo todo no ar, a roupa toda colada ao corpo - qual miss t'shirt molhada, mas eu mau - e tentei ir juntinho às paredes para não cair. E assim cheguei aos balneários com cara de quem tinha sido atropelada - acho até que por segundos o comboio saiu da TV e atropelou efetivamente a Mula.

 

Fiquei feliz quando no dia seguinte percebi que as dores nas pernas já não existiam. Não fiquei tão feliz assim quando percebi que as dores estavam agora todas concentradas no rabo.

 

Apesar de tudo adorei. Quase morri, mas saí de lá feliz, com o sentimento de dever cumprido. Sou doida o suficiente para na quinta-feira estar lá novamente.

 

Wish me luck!

No dia em que fui ao ginásio e quase morri # TRX

A nutricionista disse-me que eu tinha de fazer mais aulas, essencialmente aulas como cycling, boby pump e trx, pois já percebeu que a coisa já começa a ser difícil com a dieta - e temo que ache que o plano de exercícios esteja a ser aldrabado aqui pela Mula.

 

A vossa Mula é obediente.

 

Na sexta-feira, feita louca do juízo fui, sem saber muito bem ao que ia, a uma aula de trx. Sabia mais ou menos no que consistia a aula, sabia que era com as fitas no tecto e na sala de musculação até já tinha feito um ou outro exercício com uma fita. O que eu não sabia é da dificuldade que é trabalhar com o peso do nosso corpo nas ditas fitas.

 

Trx ficou assim no histórico de todas as aulas que fiz, como sendo a única aula que até os alongamentos foram difíceis. Aliás o único exercício que não consegui fazer, de todo, foi um dos exercícios de alongamento. Incrível não é?

 

Saí da aula sem saber se me doíam os braços ou as pernas, toda eu era dor e suor. Mal cheguei às escadas para descer para os balneário deixei de ter dúvidas: Eram mesmo as pernas que mais me doíam. Fui agarrada às paredes qual senhora de 80 anos a tentar descer de um autocarro. Quem me visse pensava sem dúvidas que eu tinha sido atropelada por um bisonte. E tinha sido feio.

 

Até que percebi que o pior ainda estava por vir: Eu tinha levado o carro, mas como é que eu ia conseguir carregar no pedal da embraiagem? Oh céus! Não vos digo, nem vos conto! E manobrar o carro para meter na garagem? Olhem, nem sei como é que estou viva para vos escrever.

 

Cheguei a casa, bebi uma caneca de leite com cereais, enfiei-me na cama e não me lembro de mais nada.

"Mentir é feio"...

... E por isso não há nada mais feio num ginásio que professores mentirosos.

 

 

 

As três maiores mentiras em que caio com alguma frequência são:

 

"Aguenta. Só mais 10 segundos. [UFA! Pensamos. Mas eis que eles começam a contar:] 9, 8, 7, 6, 5, 4, (após 5 segundos), 3 (após mais três ou quatro segundos) 2... 1! Descansa." Eu sei contar, 'tá?

 

"Vou fazer um plano básico, simples mas eficaz!" E depois o plano está cheio de palavrões incompreensíveis e vamos ao Dr. Google expectantes e percebemos que é tortura chinesa dividida entre 50 tipos diferentes de agachamentos e saltos frenéticos. Bem, não mentiu totalmente..  Eficaz é capaz de ser!

 

"É muito melhor correr depois da musculação, do que no início do treino porque... " Nem me interessa o motivo. Melhor para quem? Lamento, mas após quase 200 agachamentos quem é que tem pernas para correr? Bem eu pernas tenho... Não ficam é propriamente funcionais.

 

Estas são as mentiras mais comuns lá no ginásio onde anda a Mula. E vocês? Quais são as maiores mentiras que vos contam? 

5 Dicas para não faltarem ao ginásio

Não sou, claramente, nenhuma expertise nem a pessoa ideal para vos falar sobre este tema. Logo eu que sou Mula preguiçosa e que já fui a cliente ideal dos ginásios: daquelas que pagam certinho mas que nunca ocupam espaço. No entanto, tenho de admitir que existem dicas que minimizam as faltas. E a verdade é que eu tenho ido certinha nestes dois meses de inscrição e acima de tudo: continuo motivadíssima.

 

Por isso, falo-vos do que resulta comigo, é que a Mula continua gorda, mas a Mula vai ao ginásio quase tão certinho como um relógio suíço.

 

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1. Ter sempre o saco pronto e de preferência na mala do carro. 

(imagem retirada daqui)

 

Já me aconteceu faltar ao ginásio pela preguiça de ter de preparar o saco. Parece parvoíce, porque a ida ao ginásio vai cansar muito mais do que preparar o dito, mas a verdade é que isso já aconteceu mais vezes do que me orgulho. Por isso tenho o hábito atual de ter sempre o saco preparado. Ou seja, vou ao ginásio, chego a casa, ponho a roupa a lavar e de seguida faço logo o saco para a próxima vez.

 

Mesmo quando pode não existir tempo para ir ao ginásio gosto de ter o saco sempre no carro, para quem vai de carro claro, porque já aconteceu ir num dia em que não estava previsto. Claro que se não estiver no carro mas estiver prontinho, é só ir a casa pegar e sair, mas ainda assim o facto de ter de se regressar a casa poderá ser motivo para: "ai afinal vou ficar aqui no sofá!" A minha experiência diz-me que devemos evitar, sempre que possível, ir a casa antes de irmos ao ginásio. A menos que seja um dia que estejamos em casa, pois claro.

 

 

2. Ter o mp3 recheado com as nossas músicas mexidas favoritas.

(imagem retirada daqui)

 

Eu Mula me confesso, quando me esqueço do mp3, ou o bicho está descarregado, os meus treinos são horríveis e isso nem me motiva a ir. Eu para treinar em condições tenho de me abstrair do que está à volta e por isso preciso de música animada aos berros nos meus ouvidos. Por isso se calho de não ter mp3 para treinar sei perfeitamente que quase mais valia nem ir ao ginásio. Os treinos vão ser rápidos, sem vigor, e sem qualquer tipo de motivação. O barulho das máquinas, o barulho das pessoas a queixarem-se ou a gemerem são mais que motivos para eu querer sair dali rapidamente. Por vezes quando fico sem mp3 uso o telemóvel com a fita de braço, mas acho, sinceramente acho, desconfortável e a verdade é que a música que tenho no telemóvel não é a melhor para treinar. Por isso não levem qualquer música. Levem música que vos deixem animados e com energia.

 

 

3. Arranjar uma boa companhia para os treinos.

(imagem retirada daqui)

 

É mais fácil arranjarmos desculpas para faltarmos aos treinos se não tivermos ninguém à nossa espera. Eu não tenho ninguém que me acompanhe, mas já tive, e sei bem reconhecer a diferença. Quando tinha uma companheira de treinos até acordava cedo para ir às primeiras aulas da manhã. Agora isso já não acontece. Felizmente, por vezes, tenho alguma companhia para alguns eventos que de outra forma não iria. Fui há duas semanas a um evento de Fit Brasil com umas colegas de trabalho, e fui no fim-de-semana passado a um dia aberto no ginásio de uma amiga. Treinar acompanhado é muito diferente, muito mais motivador e muito mais divertido. Claro que, quem tiver possibilidades financeiras pode sempre contratar um personal trainer que certamente fará o mesmo efeito. Eu não tenho.

 

 

4. Encontrar um ginásio perto de casa, ou perto do local de trabalho e estabelecer a altura dos treinos.

(imagem retirada daqui

 

Parece lógico, mas creio que nem sempre o é. Não é só importante a localização do ginásio, mas escolhermos a sua localização mediante os treinos que pretendemos fazer. Quem nunca escolheu um ginásio perto do local de trabalho na tentativa vã de ir na hora do almoço mas que depois percebeu que afinal não tem tempo suficiente, e depois quer ir para casa e o ginásio fica demasiado longe? E quem nunca escolheu um ginásio perto de casa e depois querendo ir à hora de almoço verificou não ser viável porque ficava demasiado longe? E quem nunca - aqui está claramente a Mula - escolheu um ginásio que nem era perto do trabalho nem perto de casa só porque era mais barato e que depois ficava claramente fora de caminho e tornou-se mais caro porque primeiro pagava e não ia, e segundo, quando ia gastava mais em transportes e/ou combustível? Devemos por isso antes de escolhermos o ginásio respondermos a algumas questões: Quando é que queremos treinar? Como é que queremos treinar? Vamos fazer aulas ou só máquinas? Quanto é que estou diposto a pagar?

 

 

5. Ter um plano adequado.

(imagem retirada daqui)

 

Odeiam correr mas o plano está feito para correr uma hora na passadeira? Claro que só de pensarem em ir ao ginásio que se vos arrepiam os pelos da nuca! Eu recuso-me a fazer coisas que não gosto, porque sei que há alternativas. Eu por exemplo no meu atual plano tinha um exercício que eu não gosto mesmo - que é subir para a caixa - e ainda fiz algumas vezes na tentativa de poder vir a gostar. Não, aquele exercício não era para mim e fazia-o totalmente contrariada por isso falei com quem de direito e optamos por um outro exercício, numa máquina, que eu gosto. Caixa é que não! Por isso se não gostarem de correr, quiçá preferiam a bicicleta ou vice versa. Se não gostam de uma certa máquina, certamente poderão exercitar-se com outra. Se não gostam de máquinas, quiçá sejam mais felizes com aulas. O que importa é mexerem-se e encontrarem um ponto de equilibrio entre o que gostam de fazer e o que têm de fazer.

 

E aqui a Mula ainda tem um incentivo extra: É que no dia que vou ao ginásio não tenho de cozinhar! 

 

 

E são estas as dicas que não sendo nada de especial resultam comigo. E vocês, que dicas têm para mim?

 

Regressar ao ginásio

(imagem retirada daqui)

 

E quatro semanas se passaram desde que regressei ao ginásio.

 

Descobri que estava bastante em baixo de forma mas com mais resistência do que achava. Passo a explicar: curiosamente aguentei muito melhor o cardio, muito mais do que na altura em que frequentava o ginásio com mais regularidade - certamente devido a ter muito menos gordura em cima do lombo - mas no que toca a pesos, a musculação comecei bem lá em baixo, com muito pouca carga e mesmo assim tive dificuldade com as repetições. Acho que isto diz muito sobre o estado em que a minha massa muscular estava. Curiosamente em apenas quatro semanas evolui bastante neste campo. A cada semana fui aumentando mais e mais a carga e a aguentar muito melhor as repetições. Estou, por isso, bastante curiosa com a evolução da minha massa muscular, estou curiosa com o que dirá a balança no dia da consulta de nutrição - mais uma semana e já saberei.

 

O peso tal como já esperava manteve-se estável. Deixei de perder peso desde que regressei ao ginásio, mas tendo em conta que não me andei a portar assim tão mal com a boca - afasta mentes perversas, afasta! - acho que tudo isto se deve ao aumento da massa muscular em detrimento da massa gorda. Vamos esperar que sim, vamos esperar que sim! Torçam os dedinhos por mim, por favor! Digam-me por favor que não é das papas de aveia ao pequeno-almoço que me têm sabido pela vida, nem da manteiga de amendoim que agora ponho em tudo com um sorriso no rosto!

 

Principais melhorias de regressar ao ginásio?

Sinto-me muito melhor, durmo muito melhor - então nos dias que vou ao ginásio à noite durmo que nem um anjo - e ando com muito mais energia e nos dias em que vou ao ginásio ando muito mais bem disposta. É incrível como saímos da sala de treino mortas, e depois do banho nos sentimos com energia para uma segunda ronda. Já tinha saudades desta sensação.

 

O pior de regressar ao ginásio?

Já não sei o que é não ter dores. O facto de não me conformar com a carga que já aguento e tentar sempre mais, faz com que os meus músculos estejam sempre em esforço e ando sempre com dores musculares. Não como as primeiras, não são daquelas dores que me fazem andar manca e guinchar ao menor movimento, mas sinto os músculos trabalhados. Não é muito agradável mas dá-me em certa medida uma sensação de dever cumprido.

 

O mais estranho de regressar ao ginásio?

Mudei os meus gostos. Antes odiava fazer musculação, estranhamente agora adoro. Antes odiava a elíptica - fazia tudo menos elíptica - agora é uma das minhas favoritas. Há, no entanto, um gosto que nunca mudou: O meu gosto por pilates. Regressei, finalmente, ao meu tão amado Pilates! Enferrujadíssima que estou. Tudo dói, tudo custa! Mas gostei do professor e por isso à segunda-feira, aconteça o que acontecer é dia de pilates - só tenho pena de ser o único dia que consigo ir - e como a segunda-feira é mesmo o pior dia da semana lá no trabalho, acreditem que é uma ótima aula para exorcizar os demónios da alma - e do corpo... Ai!

 

Estranhamente e contrariamente ao que acontecia anteriormente, não tenho arranjado desculpas para não ir. De todas as vezes previstas só não fui uma única vez - e em minha defesa estava adoentada, sem energia nenhuma e a desejar ardentemente a minha cama - e houve uma vez que antecipei uma ida por não poder ir no dia seguinte, e no dia seguinte o que fiz em casa até foi muito mais do que iria fazer no ginásio, mas com móveis em vez de pesos, com o aspirador em vez da passadeira. Estranhamente adaptei-me bem ao novo ginásio, sinto-me bem lá. Coloco a minha música, fecho-me no meu mundo e faço o meu treino sem grande sacrifício - mentalmente falando. Não vos vou dizer que vá com grande disposição. A verdade é que por mim ficava em casa em vez de ir para o ginásio, continuo a preferir o sofá à passadeira, e a televisão às máquinas do demónio, mas depois de lá estar estou bem disposta e treino sem dar pelo tempo passar. Confesso que gostava de ir a mais aulas, as aulas são mais divertidas, mas a verdade é que não tenho tempo.

 

E é isto... Regressei ao ginásio, estou viva e ainda não caibo no vestido que comprei para festejar os meus 30 anos, mas hei-de caber quando chegar a altura!

A Mula tinha o body mas não tinha o balance

Então o que é que fazia a Mula numa aula de bodybalance?

 

(imagem retirada daqui)

 

 

Hoje trago-vos uma história antiga, numa altura em que tento organizar-me para regressar ao ginásio, recordo algumas das peripécias que me fazem ter algumas saudades deste espaço cheio de gente estranha.

 

Na altura estava a ser seguida por uma psicóloga motivacional, que me aconselhou no ginásio a experimentar de tudo, e como extremamente bem mandada que sou, experimentei todo o tipo de aulas, até aquelas aulas para os bichos (se não sabes o que é um bicho, passa por aqui) e uma dessas aulas experiência foi a aula de bodybalance, que para quem não sabe é uma aula cujo propósito é melhorar a flexibilidade e o equilíbrio, através de exercícios que põe o corpo em (des)equilíbrio.

 

Ora a parte curiosa no meio de tudo isto é que já deveria de ter presente que não é possível melhorar aquilo que não se tem. Sei lá, é como comprar uma escova quando não se tem cabelo para pentear... Eu não tenho equilíbrio, nunca tive e tenho cá para mim que nunca irei propriamente ter, ainda que uma operação que fiz em miúda aos pés tenha permitido reduzir o número de quedas e humilhações em público, continuamos a não poder chamar àquilo que tenho de equilíbrio. Por tudo isto a aula tinha, à partida, tudo para correr bem. #sóquenão

 

Anunciei-me como estreante, e a professora tentou ajudar-me em tudo o que pôde, acreditem é daqueles casos que o problema não era ela, era mesmo eu, porque imaginem uma coisa: Se para esta Mula que vos escreve já é difícil ter controlo sobre o seu próprio corpo com os dois pés bem assentes no chão imaginem em modo flamingo. Foi a risota total. Eu chorei a rir a aula toda, porque era impossível manter-me mais do que 1 segundo com um só pé no chão. Toda a gente me queria ajudar, e eu só me conseguia rir. Não sei se já fizeram alguma aula deste género, mas posso assegurar-vos que houve apenas um exercício que consegui executar na perfeição: Um em que nos deitamos na esteira, com os olhos fechados para relaxar, asseguro-vos que executei tão bem que quase adormeci.

 

No final da aula professora veio ter comigo, preocupada, dizer que nunca tinha visto ninguém com uma tão grande falta de equilíbrio - chamou-me desequilibrada é o que é - e acrescentou "mas vamos trabalhar isso! Venha cá mais frequentemente que eu ajudo-a!

 

Promissor, não?

 

E nunca mais a Mula foi à aula de bodybalance!

Relembrando parvoíces de outros tempos #1

Tropecei num poema que escrevi no início deste blog, e não pude deixar de reparar como continua tão actual... Porque há coisas que realmente nunca mudam...

 

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E quando olho para a data, até me arrepio. E eu que não dava nem um mês de vida a este blog, e ele já está tão crescido... Soubessem vocês ao tempo que eu já não jogo Candy Crush, só por causa do tempo de vida que este blog me ocupa! Amigos e amigos, a quem não envio vidas atrás do facebook, por causa de já não ter tempo - nem paciência - para jogar joguinhos de telemóvel! Como eu era desocupada, nesta altura! Oh céus! [Vá, continuo a sê-lo mas com um vício bem mais saudável, creio eu.]

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.