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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

A Mula recomenda: a Pregaria de Guimarães

A Mula é gulosa e comilona, não é novidade para ninguém. A Mula não é esquisita a comer, isso também não é novidade para ninguém, mas vamos aqui deixar claro, que do que é banal a Mula não fala - a não ser para falar mal - mas do que é excecional a Mula não gosta de deixar passar.

 

E assim a Mula apaixonou-se pela Pregaria de Guimarães, bem ali no centro e é incrível como um espaço tão minúsculo tem uns pregos tão grandes e deliciosos. Mas já vamos lá.

 

Babem-se!

 

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A originalidade dos nomes da ementa captou logo a minha atenção. O que vende, ou deve vender uma pregaria? Pregos, pois claro. Por isso os nomes dos produtos estão relacionados com ferragens e com materiais de construção. Curiosos? Vamos lá conhecer os melhores pregos do berço da Nação.

 

Enquanto nos decidíamos pelos pregos, porque aviso-vos já que o difícil é escolher, tratamos de pedir umas entradas. Dois folhados de alheira e cogumelos, que vinham com a massa estaladiça no ponto e com um tempero ótimo  e uns jalapeños panados com recheio de queijo cheddar que vieram acompanhados com três molhos: barbacoa, caril - caril do bom! - e maionese.

 

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Aviso desde já: Jalapenos 1 - Mula 0, que os ditos cujos vinham tão quentes que me queimei.

 

Tudo estava tão bom quanto parece e se vos parecer pouco, acrescentem mais uns quantos pontos, porque realmente merece. O atendimento é bom, apesar de um pouco lento, e a malta é simpática. Os preços... São os normais para restaurantes do género.

 

Para almoçar, entre parafusos, martelos, brocas, espetos e anilhas, optamos pelo telheiro - para mim - e pela porca - para ele. As batatas, uma vez mais vêm acompanhadas pelos três molhos - barbacoa, caril e maionese - e vêm cortadas em gomos grandes e são super estaladiças por fora e cremosas por dentro, tal como se quer uma batata frita.

 

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Como podem ver o pão é rústico o que dá um outro encanto aos pregos e porcas desta casa. E a quem interessar, dispõe de uma carta interessante de cervejas para acompanhar. E basicamente é isto... E é nestas alturas que eu gostava a globalização do UberEats e poder comer os melhores pregos de Guimarães... no Porto!

 

Mas porque nem tudo nesta vida pode ser perfeito... Vamos a críticas? Até os melhores pregos de Guimarães têm críticas. A carta é demasiado extensa. Se me diverti com cada nome, a verdade é que têm demasiados pregos, demasiado parecidos o que dificulta imenso a escolha. Fiquei com a sensação de vários pregos serem iguais modificando apenas um ingrediente, e isso acho que facilitaria se colocassem uma lista de ingredientes extra que as pessoas pudessem acrescentar, caso desejassem, a determinada sande base. Mas é só a minha opinião e vale o que vale, porque acho que excesso de escolha atrapalha mais do que ajuda.

 

Apesar disto, escolhemos bastante bem, os dois pregos estavam realmente deliciosos não deixando, tão pouco, espaço para sobremesa. É sem dúvida para repetir!

 

E daqui, contem-me tudo, quem é que conhece os fantásticos pregos da Pregaria de Guimarães? Conhecem espaços semelhantes noutras cidades? Contem-me tudo!

Livro: Stalker de Lars Kepler

Finalmente!

Finalmente!

Finalmente!

Rufem tambores, lancem purpurinas e confetis.

Quase um ano depois... Finalmente terminei de ler o Stalker de Lars Kepler. Eu disse que até ao final do mês o arrumava. E como canta o Rui Veloso: Prometido é devido.

 

 

Stalker é o quinto livro da saga de Joona Linna - e o segundo que leio desta dupla de autores - e conta a história de um assassino em série que ameaça mulheres em Estocolmo. A história começa quando o Departamento da Polícia Criminal começa a receber vídeos de mulheres na sua intimidade e horas mais tarde essas mulheres aparecem mortas. É impossível anteverem e protegerem as suas vítimas, pois as suas identidades são totalmente desconhecidas e não parece existir qualquer ligação entre elas. Erik Maria Bark é trazido novamente à trama, desta vez para hipnotizar o marido de uma das vítimas que está em estado de choque com a violência do crime, mas acaba como fugitivo e acusado de vários crimes. Será que Erik é culpado? Será que vai conseguir escapar? Quem é o Stalker de Estocolmo? Todas as respostas no livro.


O livro é bom, eu demorei imenso tempo a ler, mas o livro é bom. O meu erro foi nivelar-me pelo Hipnotista, porque o Hipnotista é realmente um livro muito, muito, bom e está lá bem em cima em destaque. Este tem uma trama boa mas não é comparável.

É um livro que cativa uma vez mais pelo macabro e pelo suspense, pela forma bruta e direta como nos é contada a história. Gosto do facto de ter capítulos curtos e escrita fluida, sendo um livro com bastante movimento e com poucos momentos de estagnação, no entanto, pareceu-me um livro que dá demasiadas voltas para ir parar constantemente a becos sem saída e isso enervou-me e levou-me a pousar mais vezes o livro do que o desejado. O final apesar de completamente inesperado pareceu-me pouco credível e isso desiludiu-me. O final é realmente surpreendente, a verdade é que - e não querendo, mas já sendo um pouco spoiler - o assassino é alguém que está realmente sempre presente mas que nunca associamos como assassino mas a verdade é que também não me fez qualquer sentido. Uma vez mais, fazendo uma ponte com o Hipnotista, este último parece-me mais credível, mais coeso, mais coerente.

 

É possível que tendo demorado tanto tempo a ler que me tenha feito perder alguns pormenores que neste momento me pudessem servir como ponte de ligação. É possível também que o facto de me faltarem 3 livros pelo meio me possa ter dificultado a compreensão... Não sei. Sinceramente não sei, mas a verdade é que não me convenceu. 

 

Pontos que considero importantes no livro: 

Não podemos confiar em ninguém, e mesmo a nossa memória pode atraiçoar-nos. É fácil estarmos no sítio errado e à hora errada, difícil é provarmos que estamos inocentes. O livro foca-se muito num pormenor importante que acontece no dia-a-dia: É mais fácil acreditar-mos numa mentira com uma solução à vista, do que admitir que estamos errados e que não detemos o controlo de nada e que por isso a situação não tem solução à vista e neste sentido o livro alerta para a quantidade de presos inocentes que existirão porque é mais fácil prender um "culpado" que está identificado do que procurar o verdadeiro culpado que é desconhecido. O livro mostra também a forma como determinadas pessoas influenciam o decurso da nossa vida de forma permanente e de modo irreversível.

 

Sabem que eu gosto de livros que me façam pensar, para além da história em si, e este realmente fez-me questionar algumas coisas... E já por aí sobe pontos na minha consideração.

 

Quem é que já leu? Opiniões?

[Quem já leu aprochegue-se aqui de mansinho à Mula e sem levantar grandes véus diga-me lá: O assassino fez-vos algum sentido?]

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: O Rei Leão

Voltei a ter 6 anos... Voltei a amarfanhar-me no cadeirão, como se fosse a primeira vez.

 

Calma, não vos falo novamente do cadeirão do dentista, desta vez falo-vos de um bem mais confortável: o cadeirão do cinema!

 

Desta vez fui ver... [rufem-tambores-como-se-ainda-não-tivessem-visto-o-título-ou-a-imagem-do-post] O Rei Leão!

 

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Não me parece que o filme precise de apresentações ou de sinopses. Toda a gente conhece a história do pequeno Simba que perdeu o pai devido à ganância e maldade do tio Scar. É dos clássicos mais clássicos do cinema infantil. Deveria de ser obrigatório. Porquê? Não sei porquê, mas devia e ser obrigatório.

 

O Rei Leão foi o primeiro filme que vi no cinema, tinha 6 anos, e ainda mal sabia ler ou escrever. Para além de ter visto o filme no cinema, tinha o livro do filme e o áudio-livro que ouvi vezes e vezes sem conta. Conhecia as falas de trás para a frente, e confesso que ainda sei de cor muitas passagens. Em português claro. Agora de regresso ao cinema vi em inglês, e confesso-vos que me arrependi. As falas que eu conhecia estavam ali todas - ou quase todas, vá! - e perdi-as em inglês, apesar de durante todo o filme as ter ouvido passar discretamente na minha memória, em Português.

 

O filme está incrivelmente igual, pelo menos do que eu me lembro, claro. 

 

Confesso que estava um pouco receosa. Quando vamos ver um remake de um filme que tanto gostamos, dá sempre um nervoso miudinho de nos destruírem as memórias, e neste caso de destruírem até um pouco da infância. Mas não foi o caso. O filme está... em três palavras: IN-CRÍ-VEL! O humor está lá, tem um toque moderno, mas a essência está lá. Peca apenas por não terem sido fieis à cena épica final e posto o Timon novamente a dançar com uma saia havaiana enquanto o Pumba tinha a maçã vermelhinha na boca. Peca também por terem cortado outra cena épica do filme: Quando o sábio mandril, Rafiki, bate com o pau e o côco na cabeça de Simba dizendo-lhe que podemos escolher que o passado nos magoe, ou aprender com ele. Acho, que essencialmente esta cena, deveria de constar no remake, que para mim é sem dúvida uma cena chave. Mas, ainda assim, gostei imenso do filme! Tenciono voltar a ver, desta vez em português.

 

O que é incrível é que por mais vezes que eu veja este filme, é impossível eu não chorar. Acho que se o vir 5 vezes seguidas, que chorarei as cinco vezes. A cena da morte de Mufasa é demasiado para mim, sempre foi, e deixa-me até uma questão: Até que ponto é uma realidade que devemos confrontar as crianças mais pequenas? Ver este filme em adulta, distanciando-me da criança que era quando o vi pela primeira vez, permite-me perceber que é um filme com uma mensagem demasiado forte, e com cenas bem violentas - como de resto quase todos os filmes da Disney daquela altura... - e receio que nem sempre as crianças percebam bem a mensagem... Na realidade não é só um leão que perde o pai. É todo um reino que é desfeito devido a um plano de vingança por alguém a quem o Simba chamava família, e em quem deveria de confiar. Passará a mensagem que não devemos confiar em ninguém?

 

Mas adiante...

 

Já vos disse que adorei? Ó meu Deus! Confesso que ainda estou um bocadinho histérica e eufórica... Também é possível que a TPM não ajude...

 

Mas... E vocês, contem-me tudo: Quem é que tem aqui a coragem de admitir publicamente que nunca viu o Rei Leão? E quem viu, tenciona ver o novo? Opiniões de quem já viu?

Livro: Foi sem querer que te quis de Raul Minh'Alma

Terminei de ler o livro que comecei a ler depois das férias: Foi sem querer que te quis de Raul Minh'Alma. Até é vergonhoso o tempo que o demorei a ler, tendo em conta que são só 300 páginas, mas pronto, foi indo, foi indo, e já foi.

 

Quem me conhece, e até quem me lê, sabe: Não sou nada fã de romances, mas não sei porquê, houve algo neste livro que me cativou. A mim e à minha mãe, e estou com ela: Mas que raio de final é aquele? Não querendo ser spoiler e avançando...

 

 

Foi sem querer que te quis conta a história de como Beatriz - doce, sonhadora, apaixonada - se apaixona por Leonardo - frio, mimado, e sem qualquer intenções de se apaixonar - com um problema crónico e com um passado e presente amargurado por não ter crescido com o pai. Nicolau - avô de Leonardo - pede a Beatriz uma missão quase impossível: devolver a Leonardo a felicidade e a alegria que outrora sentia em criança, mas Leonardo não vai tornar essa missão fácil. Assim Beatriz desenvolve um projeto que implica uma série de passos que Leonardo deve ultrapassar para assim cumprir a última vontade do seu avô. Será que Beatriz vai conseguir?

 

Não é um livro incrível, que me tenha prendido desde a primeira à última página, mas na generalidade gostei bastante. É um livro ligeiro, com um toque de humor perfeito para as tardes de verão - dentro do que é possível ser verão - e que cumpre o que promete, e nos entretém.

 

É no entanto um livro cheio de clichés - como de resto todos os romances são - e só por isso é um livro que não me apaixona e que não me marca. Mas para quem goste do estilo vai de certeza adorar.

 

Achamos que sabemos como o livro vai terminar mas o final é totalmente inesperado, e posso já dizer-vos que fui gozada por ter chorado no final, em plena praia. As últimas 100 páginas do livro foram incríveis, e sim prenderam-me e cativaram-me, o final achei desesperante, revoltante, e apetecia-me matar o autor, mas de resto... Achei uma história bonita, a forma como a personagem do Leonardo foi evoluindo é cativante, apesar de eu achar que ninguém evolui assim... Apesar disso, gostei da forma como Beatriz foi persistente e conseguiu traçar o seu objetivo independentemente de todas as dificuldades.

 

Eu que estava assim com baixas expectativas, confesso, foi um livro que surpreendeu. Apesar de tudo, gostei e recomendo o livro. Podia ser um livro escrito pelo Nicholas Sparks, é dentro do mesmo estilo. 

 

Quem já leu? Opiniões?

Sobre o voltar aos sítios onde já fomos felizes...

Eu não volto, ou não gosto de voltar, aos locais - reais ou sentimentais - onde já fui infeliz, agora se eu fui feliz eu volto!

 

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Voltei ao Pena Park Hotel, e é incrível como os mesmos espaços com pessoas diferentes são também espaços diferentes. É bom fazer novas memórias sem que isso implique esquecer as anteriores. Todas são importantes e podem conviver dentro do nosso coração.

 

O Pena Park Hotel teve a gentileza de oferecer à Mula um voucher para voltar a usufruir deste fantástico espaço. E desta vez usei e abusei do SPA que da outra vez não tive oportunidade de usufruir por razões que agora também não interessam nada, mas a verdade é que antigamente usava os hotéis essencialmente para dormir e nunca usufrui muito dos outros serviços e espaços à disposição. Agora é diferente. Quem me acompanha gosta tanto da boa vida como a Mula, por isso temos de aproveitar.

 

Já vos falei aqui sobre o fantástico espaço e serviço, já vos mostrei como são amorosos os quartos. As vistas continuam fantásticas. É bom acordar aqui. 

 

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Antes de mais, não posso deixar de dar os parabéns pela política do hotel na utilização do SPA: todos podem utilizar, mas as crianças têm horários restritos, o que permite a pessoas que não tenham grande paciência para barulho poderem usufruir em alguns períodos do espaço de modo mais tranquilo. Fui lá várias vezes em vários períodos diferentes - eu disse que usei e abusei... - e tive bastante sorte porque as famílias que usaram o espaço eram bastante tranquilas e as crianças em algum momento incomodaram.

 

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Como podem ver pelas fotos, o SPA tem um circuito de águas, banho turco e sauna, e no espaço do circuito de águas temos vista para a fantástica paisagem e piscina exterior, através de grandes janelas em toda a parede lateral.

 

Nas férias, nestes espaços, há grandes dilemas SEMPRE... E aqui não foi exceção: Ficamos no SPA ou vamos pra piscina? Que difícil decisão... Optamos por ir pra piscina ao final da tarde e depois no dia seguinte retomamos ao SPA de manhã e um bocadinho à piscina antes de irmos embora. Entretanto deixem-me só avisar-vos que se querem aproveitar a piscina exterior só para vocês, que a melhor altura do dia é de manhã, que a malta está toda dividida entre o SPA e o pequeno-almoço. Já de tarde... De tarde é complicado nadar, ou encontrar um espaço para nos esticarmos ao sol. Fiquei na borda da piscina a apanhar sol, que arranjar cadeiras, puffs ou o que fosse, foi simplesmente impossível.

 

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Quando fui a primeira vez, a piscina exterior ainda estava em construção e fiquei bastante agradada com o espaço que criaram. Há partes que ainda me parecem em construção e o acesso à piscina parece-me demasiado improvisado e estranho, mas possivelmente ainda não será o acesso definitivo. 

 

Conhecia o restaurante do Hotel, lembro-me bem de ter adorado tudo por isso tive de repetir: Até já fico a salivar novamente só de recordar... Mas adiante.

 

No restaurante Biclaque, cada prato é um momento de prazer, de degustação, onde os sabores são bastante apurados. É realmente um restaurante com comida fantástica. Requintado mas despretensioso. Apesar de ser fora do meu habitat natural, que isto de ser Mula chique pobre tem destas coisas, senti-me sempre confortável e de algum modo os funcionários nos fizeram sentir que não pertencíamos ali. É mesmo um espaço confortável e acolhedor, com gente simpática que sabem acolher.

 

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Para além das normais entradas de pãozinho quentinho e azeite da região para molhar - só coisinhas saudáveis portanto - optamos por um naco de carne - costoletão? - muito tenro, muito bem temperado e saboroso, acompanhado por umas batatas estranhamente boas. Digo estranhas porque não vos sei dizer como eram feitas. Eram batatas altamente crocantes como se fossem panadas mas sem ser - acho eu... -  e uma salada. Ele finalizou com a telha de chocolate, que é uma explosão de sabores de chocolate negro e frutos vermelhos e eu comi apenas o melhor gelado de sempre. Só quem conhece as bolas de berlim do Natário - de Viana do Castelo - me vai compreender mas... Imaginem uma bola de berlim do Natário, mas em gelado. Basicamente é isto. Foi um gelado de doce de ovos frito, polvilhado com canela e açúcar e é só a coisa mais fantástica que eu comi, e olhem que eu já comi coisas muito boas nesta vida!

 

Tenho também de salientar, e apesar de ter zero fotografias, que o pequeno-almoço é dos mais diversificados que eu já vi num hotel. Muita fruta variada, como amoras, mirtilos, cerejas, morangos, e muito sumo de fruta - mesmo fruta! -, compotas várias, panquecas fantásticas, pão de todas as qualidades, formas e farinhas, bolos, queijos. Muito bom. E desta vez não caí no erro de pedir o pequeno-almoço no quarto. É bom poder escolher o que quero comer e repetir as vezes que desejar. É bom comer de pijama e na ronha, mas é ainda melhor ter comida à descrição... E não me julguem, já sabem como eu sou.

 

Antes de me despedir deste hotel, tenho de salientar a simpatia de todo o pessoal. Da receção ao SPA, passando pelo restaurante e pelo pessoal do bar. Muito prestáveis, sempre com um sorriso pronto. São os mesmos de quando ali estive. Fiquei feliz por ter percebido isso. E por isso mesmo se me voltarem a ler: Parabéns pelo paraíso que criaram!

 

Já sabem... Se eu gosto, eu volto, e aqui fica a promessa que voltarei!

Micolet - Roupa a preço da chuva

A Micolet apresentou-se à Mula e a Mula não perdeu a oportunidade de lhe dar uma oportunidade. Sou - ou era, vá - um pouco cética no que toda a roupa "usada", pois ficava sempre com receio - essencialmente  em lojas online - que as peças não viessem em bom estado. A Micolet veio acabar com este mito da Mula.

 

A Micolet é uma loja online de roupa e acessórios para mulher em segunda mão com preços incríveis. O que achei mais incrível é a quantidade de peças novas, com etiqueta, vendidas em perfeito estado, vendidas ao preço da chuva. Nesta loja online encontramos várias marcas, das mais exclusivas às mais banais, das mais baratas às mais dispendiosas e é uma perfeita oportunidade para comprarem grandes marcas, como Bimba & Lola e Massimo Dutti a preços banais. Desde vestidos de festa a vestidos de praia, de carteiras a cintos, passando por calças e calçado, encontramos um pouco de tudo. Há muitas peças completamente novas, que nunca foram usadas e peças usadas em bom estado. Sempre que a peça tem algum tipo de defeito, nas observações podem ler qual o problema. Podem também aceder à mesma peça, com diferentes preços, mediante o estado da mesma.

 

A Micolet deu a oportunidade à Mula de escolher algumas peças, e eu que sou doida por vestidos, escolhi três vestidos e uma blusa. Dois dos vestidos eram novos, com etiqueta. O Top vinha também com a etiqueta. Posso dizer-vos que nenhuma destas peças, no site, custava mais de 10€ e digo-vos que as quatro peças chegaram em perfeitas condições sem nenhum tipo de problema ou desgaste - nem o vestido sem etiqueta.

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Aqui podem ver as peças que eu escolhi. Só o vestido vermelho não me serve - serve mas não me mexo! - mas vai servir, vai servir como motivação para andar da perna no ginásio e fechar a boca. No Outono aquele vestidinho vermelho irá assentar neste corpinho que nem uma luva, garanto-vos.

 

A experiência foi realmente muito boa. Sugiro-vos que façam uma visitinha aqui:

 

 

Até porque se forem como a Mula, adoram roupa, e esta é uma boa forma de renovarem o guarda-roupa sem gastarem todo o vosso salário com isso.

 

Alguém já conhecia esta loja online? Já utilizaram? Contem-me tudo!

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: A Vida Secreta dos Nossos Bichos 2

Amante como sou de animais, filmes como estes nunca me passam despercebidos. E se adorei o primeiro filme d' Vida Secreta dos Nossos Bichos, iria adorar com certeza o segundo filme, e não me enganei.

 

 

 

O Duke, o Max, a Gidget, o Pompom e a Chloe estão de volta, desta vez para uma nova aventura. Max nunca gostou de crianças, mas quando Kate tem o seu primeiro filho, Max fica obcecado com a sua proteção e começa a ficar com crises de ansiedade coçando-se compulsivamente, até que tudo muda e Kate vai passar umas férias para o campo e Max e Duke descobrem um outro mundo, uma outra forma de viver. A par desta história temos a história de um resgate de um tigre branco por Pompom, de um circo, com ajuda dos seus amigos sendo que a vida de todos estes animais se revira quando o dono do tigre decide vir resgatá-lo. Será que vão conseguir esconder o pequeno grande tigre das mãos do vilão circense? E Max e Duke, será que se vão habituar à vida no campo? Vejam, vejam!

 

É um filme para crianças, mas que deveria de ser visto por todos os adultos. É um filme que explora as emoções dos animais, que nos mostra como os animais também sentem e de que forma os seus sentimentos se manifestam. Mostra, e muito bem, a forma como os animais de circo são explorados e violentados para cumprirem o seu propósito, por isso temos aqui um filme que fala essencialmente dos direitos dos animais e da forma como estes se relacionam com os humanos. Este filme conta-nos por isso sobre a crueldade animal, mas sob um ponto de vista humorado e ligeiro, mas que nos põe a pensar. 

 

Fui ver a versão original, legendada, e aconselho mesmo o filme, a quem goste de filmes de animação e não só, gargalhadas várias estão prometidas.

 

Quem já viu?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Pokémon: Detetive Pikachu

A Mula foi reviver um pouco a sua infância e foi ao cinema ver o tão fofinho e acarinhado do público: Pikachu. 

 
Eu sei... Eu sei... Ter um boneco tão fofo com a voz do Ryan Reynolds é estranho (por momentos fechei os olhos e imaginei estar a ouvir o meu tão adorado DP - Deadpool), mas prometo-vos que tem uma explicação lógica e vocês vão entender o motivo. 
 

 

Em Ryme City Humanos e Pokémons convivem livremente, mas o detetive Harry Goodman fez uma descoberta que mudará brevemente o curso desta harmonia, só que quando estava prestes a mostrá-la ao mundo, é vítima de um brutal acidente onde é dado como morto, assim como o seu pokemón: o Pikachu. No entanto, Pikachu não morreu e aparece ao seu filho Tim para pedir ajudar - o único humano que parece compreendê-lo de verdade, não ouvindo apenas "pika, pika" como o mais comum mortal. Pikachu tem a certeza que o seu parceiro, Goodman, não morreu e os dois embarcam numa aventura para desvendar o que aconteceu afinal. Quem estará por trás do acidente que vitimou Goodman? Será que o pai de Tim e parceiro do Pikachu morreu realmente? Terão de ir ver o filme para saberem o que aconteceu realmente.

 

Este filme é muito engraçado, e quem gostar do estilo não irá certamente chorar o seu dinheiro. É um pouco diferente do Pokemón normal - e ainda bem - sendo que a base do filme não se baseia nas lutas entre pokémons como a série. Tem uma componente de suspense e investigação bastante boa, tem uma trama complexa, bastante boa. Adoro a forma como o filme nos é contado, essencialmente no que toca ao humor. Acho que tem a dose certa entre o humor e o suspense. Apesar de ser um filme sobre pokémons, é um filme sobre poder, sobre corrupção, sobre ganância e sobre justiça.

 

Gostei bastante.

 

Quem é que daqui já viu? Que acharam?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Samitério de Animais

Samitério de Animais é um filme obrigatório para os fãs de Stephen King, como eu, ainda que seja nestas alturas que tenho pena que Stanley Kubrick já não seja vivo. Ainda que os realizadores Kevin Kölsch e Dennis Widmyer não estivessem mal, algumas arestas poderiam ser limadas e o filme teria muito mais potencial para ser ainda mais assustador.

 

 

Não, não é um erro ortográfico. O filme não explora propriamente um cemitério de animais, mas antes um samitério de animais, que é muito mais sinistro e macabro.

 

O Samitério de Animais conta a história de uma família que se muda da cidade de Boston para uma terra no interior de Maine e que descobre que a sua propriedade inclui um cemitério de animais onde procissões e cultos são realizados aos animais domésticos que morrem naquela zona como forma de lhes prestarem homenagem. E se desde o início da mudança a família percebe que algumas coisas estranhas acontecem na zona, tudo piora quando o gato da família, Church, morre. Na tentativa de não fazer sofrer a filha do casal, o gato é enterrado numa terra indígena que promete trazer coisas de volta, e assim é despoletada toda um conjunto de reações em cadeia que leva a família à desgraça.

 

O lema do filme é "Às vezes é melhor estar morto" e por isso mesmo, o filme demonstra que tentar adulterar a realidade para tentar de alguma forma escapar ao sofrimento, não vai dar bom resultado e que por isso devemos aceitar o que nos acontece, seja de bom ou de mau. O filme marca claramente uma posição: não devemos nunca alterar a ordem das coisas, ou adulterar determinados acontecimentos sob pena de influenciarmos uma data de reações adversas, mesmo daqueles que nos rodeiam.

 

O Samitério de Animais coloca-nos algumas questões importantes, essencialmente no que toca ao tema morte. Foca muito a forma como diferentes pessoas lidam com a morte, e como passamos esse tipo de informação para as crianças. É um filme que também nos coloca numa posição indelicada e extremamente desconfortável: E se pudéssemos trazer de volta à vida alguém que amássemos muito e que já não está connosco, seja pessoa ou animal? Quem nunca o desejou fazer...? E se tivéssemos essa oportunidade mesmo sabendo que nada iria ser igual?

 

O filme está claramente dividido em duas fases: A primeira metade do filme é a mais lenta mas é também a mais intensa, com cenas mais assustadoras e macabras. Com cenas mais desconfortáveis essencialmente para pessoas que como eu idolatram os gatos. Confesso que na primeira metade do filme me arrependi amargamente de ter ido ver o filme, pois ver um gato numa posição tão... Ingrata?... Me deixou bastante desconfortável, obrigando-me um pouco a reviver o que eu passei com o meu Pulga, apesar de - obviamente - serem situações bastante distintas. Até à primeira metade o filme é mais realista - dentro do irrealismo - e por isso mais assustador, no entanto, quando chegamos à segunda metade do filme em que as cenas avançam a uma velocidade atroz o filme torna-se um pouco mais desinteressante: Primeiro pela previsibilidade das cenas, segundo pela perda do terror para dar espaço à violência. O final não tem a capacidade para nos deixar maravilhados e acontece tão rápido que no fundo é apenas um repetir das cenas. Não querendo ser spoiler mas sendo-o totalmente - e por isso se quiserem ir ver o filme, parem de ler por aqui - basicamente filha mata mãe, que por sua vez mata pai, que por sua vez quer matar o outro filho e vivem felizes para sempre... Tudo isto nos últimos dois minutos de filme... É demasiada morte para tão pouco tempo de filme... E é aqui que o filme peca. Claramente os realizadores não conseguiram dar a volta ao texto e transformar um final tão insosso num final wow, e foi isso que fez falta ao filme. Começou muito bem, desenvolveu-se bem - apesar de ter alguns elementos não fundamentados apenas para dar terror às cenas - e na segunda metade do filme a qualidade desceu a pique e o final desiludiu.

 

É um bom filme de terror? Eu gostei e ainda dei alguns saltos na cadeira e tapei a cara com o meu lenço algumas vezes... Mas não é o melhor filme alguma vez feito, nem acho que vá deixar uma marca verdadeiramente profunda na memória... Mas eu gostei.

 

Já viram? O que acharam?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Nós

Adorei o anterior filme de Jordan Peele, o Foge e por isso desde o trailer que sabia que tinha de ir ver o Nós. Deixem-me já dizer-vos que é um dos filmes mais inteligentes que vi nos últimos tempos. É brilhante!

 

 

Uma vez mais Peele traz-nos um filme de terror - com um toque de comédia, como o Foge - cujo foco é a identidade e retrata a história de uma mulher que em miúda encontrou uma espécie de sósia numa feira popular que a irá seguir uma boa parte da sua vida para a obrigar a enfrentar grandes demónios. Não querendo esmiuçar muito a história com medo de vos contar demasiado, o filme retrata a coexistência de duas espécies de mundos paralelos, com pessoas tão iguais e tão diferentes. Retrata a existência de um mundo privilegiado e um submundo completamente negligenciado e rapidamente percebemos que estamos diante de uma gigante crítica social.

 

Nós demonstra o poder da organização e da persistência e nunca o lema "juntos somos mais fortes" foi tão retratado num filme, ainda que nesta situação, essa união não seja propriamente desejada. Mas até a dúvida de quem é bom e quem é mau, Peele semeia.

 

Nós, tal como o Foge é um filme que explora as emoções e o desespero humano ao limite, demonstrando o que o ser humano é capaz de fazer numa situação extrema. É um filme intenso, que perturba e nos faz mudar várias vezes de posição na cadeira e é um filme com um volte face gigante que me deixou completamente de queixo caído. Confesso que para mim o final foi totalmente surpreendente apesar de várias dicas serem dadas ao longo do filme, mas para mim só no final é que tudo fez sentido.

 

Alerto que é um filme com cenas bastante violentas e sangrentas, mas é um filme acima de tudo inteligente, que cativa do início ao fim!

 

Quem já viu? Opiniões?

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.