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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

O Porto dos Gatos # o melhor dos dois mundos

Dos gatos e dos brownies, claro!

A Mula estava doente, e para arrancar a Mula de casa o moço fez uma surpresa à Mula, e foi assim que a Mula foi ao...

 

... O Porto dos Gatos, no Porto que é o único Cat Café - que a Mula saiba, pelo menos - no Porto. 

 

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O Porto dos Gatos é café e restaurante, pet friendly, e tem para mim um dos dos melhores brownies que já comi. A escolha de bolos é variada, mas se tem brownies a Mula escolhe brownies, e o moço também. Para ele um brownie extra chocolate - que estranhamente não era enjoativo! - e para mim brownie de frutos vermelhos. Tem muitas outras escolhas, seja para lanche ou para almoço, e como não poderia deixar de ser, é um espaço vegan, ou seja, todos os ingredientes são de origem vegetal. Bebemos um chá preto com especiarias que nos soube muito bem, mas têm à escolha sumos variados e vinhos.

 

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O espaço é muito amoroso como podem ver na foto em baixo, e contrariamente ao que acontecia no Aqui Há Gato em Lisboa - que já fechou, infelizmente - não tem custo de entrada para se conviver com os felinos. É de entrada livre desde que se respeite as regras, que estão afixadas, nomeadamente a de respeitar os piolhos, quando estes não quiserem mimos. Acho que quem tem gatos sabe, nem sempre estão recetivos a grandes mimalhices.

 

(Foto retirada daqui)

 

(Foto retirada daqui)

 

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Tal como acontecia no Aqui há Gato - que a Mula teve o prazer de conhecer no lançamento do livro Histórias com Gato Dentro do Clube de Gatos do Sapo - os gatinhos d'O Porto dos Gatos estão num espaço à parte do café, numa espécie de sala de leitura, e todos estão para adoção. Por isso passem por lá, caso queiram e tenham a possibilidade de dar um novo lar a um gatinho, adotem, caso contrário, ao consumirem estão a ajudar os felinos. E que vontade a Mula teve de trazer este pretinho e branco! Tanto quanto percebi podemos conviver com os gatos enquanto comemos na parte da explanada, espaço ao qual os gatinhos têm também acesso, mas como não estava convidativo a sair, nem nós nem os gatos escolhemos este lugar, mas no verão parece ser um espaço muito agradável.

 

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Como é um espaço pet friendly, não se surpreendam se tiverem companhia ao lanche, porque neste CatCafé do Porto, os cães também são bem-vindos e é isso que torna este café tão especial.

 

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Já conheciam?

Toca a ajudar para que este espaço fantástico não tenha o mesmo desfecho do de Lisboa!

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Maléfica: Mestre do Mal

A Mula foi ver a Maléfica mais maléfica do cinema, que não é tão maléfica assim.

 

Digam-me só uma coisa, quem já viu: A sério que é um filme pra crianças? É que a mim pareceu-me... Como dizer... Desadequado. 

 

Mas adiante... 

 

 

A Maléfica regressou ao cinema para uma nova batalha. Aurora foi pedida em casamento pelo príncipe Philip e aí tudo se complica.A mãe de Philip tem um plano maquiavélico para destruir o Reino de Moors, enquanto Philip e o Rei apenas pretendem unir os dois povos para que possam viver em paz.

 

É um filme da Disney mas é um filme bastante violento para as crianças, cheio de traições, vinganças, guerras e destruições. É um filme que coloca em causa da família e de como não importa como é a nossa família, mas sim como ela nos trata e nos acolhe.

 

Tal como já tínhamos percebido no anterior filme, Maléfica não é tão má assim, tem apenas um espírito de defesa da família e do seu reino bastante apurado e apenas tem noção da maldade que os humanos conseguem infligir a outros, mesmo a seus semelhantes. É um filme que denuncia a falta de escrúpulos.

 

É um filme recheado de efeitos secundários que nos encantam. E é também um filme que nos comove pelas atrocidades a que são submetidas as criaturas aladas, as fadas e afins.

 

A Rainha fez-me muito lembrar a raínha da A Branca de Neve e o Caçador e por isso olhei logo para ela de lado e com a certeza de que ela é que era a grande vilã da história e por isso acabou por não ter o efeito surpresa que imagino ser suposto ter.

 

Gostei do filme. Tem bastante ação. É dinâmico, ainda que uma vez mais a princesa é colocada de forma doce, inocente, muito manipulável o que me irrita um pouco, acho que já estava na hora de as princesas da Disney de ganharem outro tipo de atitude. Mas gostei do filme, foi bom para uma tarde de domingo cinzenta.

 

Quem já viu? O que acharam? 

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Joker

Fui ver o Joker. Ó MEU DEUS! Mas o que é isto?! O Joker é simplesmente incrível! Já li várias críticas, algumas bem cruéis para um filme tão incrível, mas também cada crítica já se sabe, vale o que vale - tal como a minha! -, porque depende sempre muito de uma experiência pessoal, das nossas expectativas e vivências. Quanto a mim, posso já adiantar-vos: adorei. Que baque na alma!

 

 

Joker não é um filme de super-heróis. Joker conta a história de Arthur Fleck, palhaço de profissão, excluído, de situação social e retrata os motivos para  Arthur Fleck se ter tornado no Joker, o louco vilão que combate contra o Batman em O Cavaleiro das Trevas.

 

Artur Fleck, aspirante a comediante, sofre de um problema neurológico que faz com que se ria em situações desapropriadas, e isso origina constantemente problemas e situações desagradáveis. É constantemente alvo de bullying e é despedido da empresa de palhaços onde trabalhava porque um amigo lhe arranjou uma arma para se proteger. É esta arma que transforma toda a história. Após ser mais uma vez humilhado em pleno metro, e ser novamente espancado sem qualquer piedade, mata os agressores com a arma que lhe ofereceram. O que poderia ser uma situação traumática para a maioria das pessoas, para Artur foi uma tábua de salvação. Fleck sentiu-se bem.

 

Este filme demonstra, de forma bruta, como a sociedade tem a capacidade de transformar um ser débil num monstro, pela forma como não o apoia e o humilha por ser diferente. Artur Fleck não era um homem mau, era um homem com sonhos que foi desde sempre excluído pela sociedade de forma macabra.

 

Joker não é um filme de super-heróis, aqui ninguém voa nem há tecnologia extremamente avançada para a luta do bem contra o mal. Joker é um drama, de um homem que tenta ser feliz, que tenta encontrar um motivo para sorrir, pois como a sua mãe lhe dizia "She always tells me to smile and put on a happy face. She says I was put here to spread joy and laughter." Mas Fleck não tinha grandes motivos para sorrir, mas sentia que era essa a sua obrigação, o seu propósito. 

 

É um filme brilhante, que cativa, que nos amolece a alma e o coração, que nos comove. Assisti com um grande nó na garganta do início ao fim.

 

Aconselho vivamente.

 

Quem já viu? Opiniões? 

Livro: Os Comboios Vão para o Purgatório de Hernan Rivera Letelier

Depois d'A Contadora de Filmes, confesso que estava com as expectativas bastante elevadas face a este livro. Não posso dizer que desiludiu, mas é um livro bastante diferente do primeiro que li dele, quer a nível da captação da nossa atenção, quer através da forma como nos cativa, no entanto é inegável que é um bom livro e ao fim de algumas páginas aquelas personagens acabam por nos cativar e ficamos com vontade de conhecer mais e de avançar na história, que avança de modo muito lento.

 

 

Os comboios vão para o purgatório é um livro que conta a história de várias personagens que atravessam, numa viagem infernal de comboio, o deserto de Atacama, que liga o Chile ao Peru, considerado o mais seco do mundo. O comboio leva vários tipos de pessoas, todas muito diferentes e com histórias de vida muito diferentes, e à medida que o livro vai avançando vamos ficando a conhecer melhor cada personagem e os motivos que os levaram àquela infernal travessia. Temos um músico, Lorenzon Anabálon, que sofreu um desgosto de amor, uma mãe que perdeu o seu filho, uma outra mãe que carrega um bebé morto, uma criança que é violada, entre outras personagens com histórias de vida pesadas e sofridas. Muitos dos desfechos das personagens são apresentadas por Madame Luvertina uma vidente que apresenta os futuros - ou serão passados? - de vários personagens.

 

É um livro típico sul-americano, que lembra muito a escrita de Isabel Allende. Não sou fã, como já disse algures, de Isabel Allende, mas gosto bastante da escrita de Hernan Letelier, e talvez me cative por ter histórias tão fortes contadas em tão poucas palavras e em tão poucas páginas, que nos faz sofrer um pouco por antecipação. Henan Letelier consegue relatar com algum romantismo e leveza o sofrimento e a pobreza típica dos países da América do Sul e este livro não é exceção. É um livro que choca pela forma crua como nos é contada as condições a que são sujeitas aquelas personagens durante a viagem e mesmo as condições em que vivem, ou viviam antes da viagem. É um livro que ralata a dureza da pampa e dos acampamentos salitreiros, tantos deles já abandonados, e que mataram tantos jovens que tentavam procurar um futuro e constituir família. Apesar de tudo, é também um livro que nos conta e nos relata a pobreza e a imundice, com humor, ainda que com um toque constante de melancolia. São livros que nos deixam de coração apertado, não posso negar.

 

Gostei muito do livro, apesar de ter um "final"/desenvolvimento previsível. Mas como não é uma história de suspense, saber um pouco o que se retrata a viagem não tira a magia do livro. A viagem é uma viagem metafórica, uma viagem espiritual , onde um conjunto de almas penadas se encontram num objetivo comum e mais não digo para não ser spoiler.

 

Leiam, vale realmente a pena!

 

Alguém já leu? O que achou?

A Mula recomenda: a Pregaria de Guimarães

A Mula é gulosa e comilona, não é novidade para ninguém. A Mula não é esquisita a comer, isso também não é novidade para ninguém, mas vamos aqui deixar claro, que do que é banal a Mula não fala - a não ser para falar mal - mas do que é excecional a Mula não gosta de deixar passar.

 

E assim a Mula apaixonou-se pela Pregaria de Guimarães, bem ali no centro e é incrível como um espaço tão minúsculo tem uns pregos tão grandes e deliciosos. Mas já vamos lá.

 

Babem-se!

 

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A originalidade dos nomes da ementa captou logo a minha atenção. O que vende, ou deve vender uma pregaria? Pregos, pois claro. Por isso os nomes dos produtos estão relacionados com ferragens e com materiais de construção. Curiosos? Vamos lá conhecer os melhores pregos do berço da Nação.

 

Enquanto nos decidíamos pelos pregos, porque aviso-vos já que o difícil é escolher, tratamos de pedir umas entradas. Dois folhados de alheira e cogumelos, que vinham com a massa estaladiça no ponto e com um tempero ótimo  e uns jalapeños panados com recheio de queijo cheddar que vieram acompanhados com três molhos: barbacoa, caril - caril do bom! - e maionese.

 

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Aviso desde já: Jalapenos 1 - Mula 0, que os ditos cujos vinham tão quentes que me queimei.

 

Tudo estava tão bom quanto parece e se vos parecer pouco, acrescentem mais uns quantos pontos, porque realmente merece. O atendimento é bom, apesar de um pouco lento, e a malta é simpática. Os preços... São os normais para restaurantes do género.

 

Para almoçar, entre parafusos, martelos, brocas, espetos e anilhas, optamos pelo telheiro - para mim - e pela porca - para ele. As batatas, uma vez mais vêm acompanhadas pelos três molhos - barbacoa, caril e maionese - e vêm cortadas em gomos grandes e são super estaladiças por fora e cremosas por dentro, tal como se quer uma batata frita.

 

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Como podem ver o pão é rústico o que dá um outro encanto aos pregos e porcas desta casa. E a quem interessar, dispõe de uma carta interessante de cervejas para acompanhar. E basicamente é isto... E é nestas alturas que eu gostava a globalização do UberEats e poder comer os melhores pregos de Guimarães... no Porto!

 

Mas porque nem tudo nesta vida pode ser perfeito... Vamos a críticas? Até os melhores pregos de Guimarães têm críticas. A carta é demasiado extensa. Se me diverti com cada nome, a verdade é que têm demasiados pregos, demasiado parecidos o que dificulta imenso a escolha. Fiquei com a sensação de vários pregos serem iguais modificando apenas um ingrediente, e isso acho que facilitaria se colocassem uma lista de ingredientes extra que as pessoas pudessem acrescentar, caso desejassem, a determinada sande base. Mas é só a minha opinião e vale o que vale, porque acho que excesso de escolha atrapalha mais do que ajuda.

 

Apesar disto, escolhemos bastante bem, os dois pregos estavam realmente deliciosos não deixando, tão pouco, espaço para sobremesa. É sem dúvida para repetir!

 

E daqui, contem-me tudo, quem é que conhece os fantásticos pregos da Pregaria de Guimarães? Conhecem espaços semelhantes noutras cidades? Contem-me tudo!

Livro: Stalker de Lars Kepler

Finalmente!

Finalmente!

Finalmente!

Rufem tambores, lancem purpurinas e confetis.

Quase um ano depois... Finalmente terminei de ler o Stalker de Lars Kepler. Eu disse que até ao final do mês o arrumava. E como canta o Rui Veloso: Prometido é devido.

 

 

Stalker é o quinto livro da saga de Joona Linna - e o segundo que leio desta dupla de autores - e conta a história de um assassino em série que ameaça mulheres em Estocolmo. A história começa quando o Departamento da Polícia Criminal começa a receber vídeos de mulheres na sua intimidade e horas mais tarde essas mulheres aparecem mortas. É impossível anteverem e protegerem as suas vítimas, pois as suas identidades são totalmente desconhecidas e não parece existir qualquer ligação entre elas. Erik Maria Bark é trazido novamente à trama, desta vez para hipnotizar o marido de uma das vítimas que está em estado de choque com a violência do crime, mas acaba como fugitivo e acusado de vários crimes. Será que Erik é culpado? Será que vai conseguir escapar? Quem é o Stalker de Estocolmo? Todas as respostas no livro.


O livro é bom, eu demorei imenso tempo a ler, mas o livro é bom. O meu erro foi nivelar-me pelo Hipnotista, porque o Hipnotista é realmente um livro muito, muito, bom e está lá bem em cima em destaque. Este tem uma trama boa mas não é comparável.

É um livro que cativa uma vez mais pelo macabro e pelo suspense, pela forma bruta e direta como nos é contada a história. Gosto do facto de ter capítulos curtos e escrita fluida, sendo um livro com bastante movimento e com poucos momentos de estagnação, no entanto, pareceu-me um livro que dá demasiadas voltas para ir parar constantemente a becos sem saída e isso enervou-me e levou-me a pousar mais vezes o livro do que o desejado. O final apesar de completamente inesperado pareceu-me pouco credível e isso desiludiu-me. O final é realmente surpreendente, a verdade é que - e não querendo, mas já sendo um pouco spoiler - o assassino é alguém que está realmente sempre presente mas que nunca associamos como assassino mas a verdade é que também não me fez qualquer sentido. Uma vez mais, fazendo uma ponte com o Hipnotista, este último parece-me mais credível, mais coeso, mais coerente.

 

É possível que tendo demorado tanto tempo a ler que me tenha feito perder alguns pormenores que neste momento me pudessem servir como ponte de ligação. É possível também que o facto de me faltarem 3 livros pelo meio me possa ter dificultado a compreensão... Não sei. Sinceramente não sei, mas a verdade é que não me convenceu. 

 

Pontos que considero importantes no livro: 

Não podemos confiar em ninguém, e mesmo a nossa memória pode atraiçoar-nos. É fácil estarmos no sítio errado e à hora errada, difícil é provarmos que estamos inocentes. O livro foca-se muito num pormenor importante que acontece no dia-a-dia: É mais fácil acreditar-mos numa mentira com uma solução à vista, do que admitir que estamos errados e que não detemos o controlo de nada e que por isso a situação não tem solução à vista e neste sentido o livro alerta para a quantidade de presos inocentes que existirão porque é mais fácil prender um "culpado" que está identificado do que procurar o verdadeiro culpado que é desconhecido. O livro mostra também a forma como determinadas pessoas influenciam o decurso da nossa vida de forma permanente e de modo irreversível.

 

Sabem que eu gosto de livros que me façam pensar, para além da história em si, e este realmente fez-me questionar algumas coisas... E já por aí sobe pontos na minha consideração.

 

Quem é que já leu? Opiniões?

[Quem já leu aprochegue-se aqui de mansinho à Mula e sem levantar grandes véus diga-me lá: O assassino fez-vos algum sentido?]

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: O Rei Leão

Voltei a ter 6 anos... Voltei a amarfanhar-me no cadeirão, como se fosse a primeira vez.

 

Calma, não vos falo novamente do cadeirão do dentista, desta vez falo-vos de um bem mais confortável: o cadeirão do cinema!

 

Desta vez fui ver... [rufem-tambores-como-se-ainda-não-tivessem-visto-o-título-ou-a-imagem-do-post] O Rei Leão!

 

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Não me parece que o filme precise de apresentações ou de sinopses. Toda a gente conhece a história do pequeno Simba que perdeu o pai devido à ganância e maldade do tio Scar. É dos clássicos mais clássicos do cinema infantil. Deveria de ser obrigatório. Porquê? Não sei porquê, mas devia e ser obrigatório.

 

O Rei Leão foi o primeiro filme que vi no cinema, tinha 6 anos, e ainda mal sabia ler ou escrever. Para além de ter visto o filme no cinema, tinha o livro do filme e o áudio-livro que ouvi vezes e vezes sem conta. Conhecia as falas de trás para a frente, e confesso que ainda sei de cor muitas passagens. Em português claro. Agora de regresso ao cinema vi em inglês, e confesso-vos que me arrependi. As falas que eu conhecia estavam ali todas - ou quase todas, vá! - e perdi-as em inglês, apesar de durante todo o filme as ter ouvido passar discretamente na minha memória, em Português.

 

O filme está incrivelmente igual, pelo menos do que eu me lembro, claro. 

 

Confesso que estava um pouco receosa. Quando vamos ver um remake de um filme que tanto gostamos, dá sempre um nervoso miudinho de nos destruírem as memórias, e neste caso de destruírem até um pouco da infância. Mas não foi o caso. O filme está... em três palavras: IN-CRÍ-VEL! O humor está lá, tem um toque moderno, mas a essência está lá. Peca apenas por não terem sido fieis à cena épica final e posto o Timon novamente a dançar com uma saia havaiana enquanto o Pumba tinha a maçã vermelhinha na boca. Peca também por terem cortado outra cena épica do filme: Quando o sábio mandril, Rafiki, bate com o pau e o côco na cabeça de Simba dizendo-lhe que podemos escolher que o passado nos magoe, ou aprender com ele. Acho, que essencialmente esta cena, deveria de constar no remake, que para mim é sem dúvida uma cena chave. Mas, ainda assim, gostei imenso do filme! Tenciono voltar a ver, desta vez em português.

 

O que é incrível é que por mais vezes que eu veja este filme, é impossível eu não chorar. Acho que se o vir 5 vezes seguidas, que chorarei as cinco vezes. A cena da morte de Mufasa é demasiado para mim, sempre foi, e deixa-me até uma questão: Até que ponto é uma realidade que devemos confrontar as crianças mais pequenas? Ver este filme em adulta, distanciando-me da criança que era quando o vi pela primeira vez, permite-me perceber que é um filme com uma mensagem demasiado forte, e com cenas bem violentas - como de resto quase todos os filmes da Disney daquela altura... - e receio que nem sempre as crianças percebam bem a mensagem... Na realidade não é só um leão que perde o pai. É todo um reino que é desfeito devido a um plano de vingança por alguém a quem o Simba chamava família, e em quem deveria de confiar. Passará a mensagem que não devemos confiar em ninguém?

 

Mas adiante...

 

Já vos disse que adorei? Ó meu Deus! Confesso que ainda estou um bocadinho histérica e eufórica... Também é possível que a TPM não ajude...

 

Mas... E vocês, contem-me tudo: Quem é que tem aqui a coragem de admitir publicamente que nunca viu o Rei Leão? E quem viu, tenciona ver o novo? Opiniões de quem já viu?

Livro: Foi sem querer que te quis de Raul Minh'Alma

Terminei de ler o livro que comecei a ler depois das férias: Foi sem querer que te quis de Raul Minh'Alma. Até é vergonhoso o tempo que o demorei a ler, tendo em conta que são só 300 páginas, mas pronto, foi indo, foi indo, e já foi.

 

Quem me conhece, e até quem me lê, sabe: Não sou nada fã de romances, mas não sei porquê, houve algo neste livro que me cativou. A mim e à minha mãe, e estou com ela: Mas que raio de final é aquele? Não querendo ser spoiler e avançando...

 

 

Foi sem querer que te quis conta a história de como Beatriz - doce, sonhadora, apaixonada - se apaixona por Leonardo - frio, mimado, e sem qualquer intenções de se apaixonar - com um problema crónico e com um passado e presente amargurado por não ter crescido com o pai. Nicolau - avô de Leonardo - pede a Beatriz uma missão quase impossível: devolver a Leonardo a felicidade e a alegria que outrora sentia em criança, mas Leonardo não vai tornar essa missão fácil. Assim Beatriz desenvolve um projeto que implica uma série de passos que Leonardo deve ultrapassar para assim cumprir a última vontade do seu avô. Será que Beatriz vai conseguir?

 

Não é um livro incrível, que me tenha prendido desde a primeira à última página, mas na generalidade gostei bastante. É um livro ligeiro, com um toque de humor perfeito para as tardes de verão - dentro do que é possível ser verão - e que cumpre o que promete, e nos entretém.

 

É no entanto um livro cheio de clichés - como de resto todos os romances são - e só por isso é um livro que não me apaixona e que não me marca. Mas para quem goste do estilo vai de certeza adorar.

 

Achamos que sabemos como o livro vai terminar mas o final é totalmente inesperado, e posso já dizer-vos que fui gozada por ter chorado no final, em plena praia. As últimas 100 páginas do livro foram incríveis, e sim prenderam-me e cativaram-me, o final achei desesperante, revoltante, e apetecia-me matar o autor, mas de resto... Achei uma história bonita, a forma como a personagem do Leonardo foi evoluindo é cativante, apesar de eu achar que ninguém evolui assim... Apesar disso, gostei da forma como Beatriz foi persistente e conseguiu traçar o seu objetivo independentemente de todas as dificuldades.

 

Eu que estava assim com baixas expectativas, confesso, foi um livro que surpreendeu. Apesar de tudo, gostei e recomendo o livro. Podia ser um livro escrito pelo Nicholas Sparks, é dentro do mesmo estilo. 

 

Quem já leu? Opiniões?

Sobre o voltar aos sítios onde já fomos felizes...

Eu não volto, ou não gosto de voltar, aos locais - reais ou sentimentais - onde já fui infeliz, agora se eu fui feliz eu volto!

 

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Voltei ao Pena Park Hotel, e é incrível como os mesmos espaços com pessoas diferentes são também espaços diferentes. É bom fazer novas memórias sem que isso implique esquecer as anteriores. Todas são importantes e podem conviver dentro do nosso coração.

 

O Pena Park Hotel teve a gentileza de oferecer à Mula um voucher para voltar a usufruir deste fantástico espaço. E desta vez usei e abusei do SPA que da outra vez não tive oportunidade de usufruir por razões que agora também não interessam nada, mas a verdade é que antigamente usava os hotéis essencialmente para dormir e nunca usufrui muito dos outros serviços e espaços à disposição. Agora é diferente. Quem me acompanha gosta tanto da boa vida como a Mula, por isso temos de aproveitar.

 

Já vos falei aqui sobre o fantástico espaço e serviço, já vos mostrei como são amorosos os quartos. As vistas continuam fantásticas. É bom acordar aqui. 

 

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Antes de mais, não posso deixar de dar os parabéns pela política do hotel na utilização do SPA: todos podem utilizar, mas as crianças têm horários restritos, o que permite a pessoas que não tenham grande paciência para barulho poderem usufruir em alguns períodos do espaço de modo mais tranquilo. Fui lá várias vezes em vários períodos diferentes - eu disse que usei e abusei... - e tive bastante sorte porque as famílias que usaram o espaço eram bastante tranquilas e as crianças em algum momento incomodaram.

 

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Como podem ver pelas fotos, o SPA tem um circuito de águas, banho turco e sauna, e no espaço do circuito de águas temos vista para a fantástica paisagem e piscina exterior, através de grandes janelas em toda a parede lateral.

 

Nas férias, nestes espaços, há grandes dilemas SEMPRE... E aqui não foi exceção: Ficamos no SPA ou vamos pra piscina? Que difícil decisão... Optamos por ir pra piscina ao final da tarde e depois no dia seguinte retomamos ao SPA de manhã e um bocadinho à piscina antes de irmos embora. Entretanto deixem-me só avisar-vos que se querem aproveitar a piscina exterior só para vocês, que a melhor altura do dia é de manhã, que a malta está toda dividida entre o SPA e o pequeno-almoço. Já de tarde... De tarde é complicado nadar, ou encontrar um espaço para nos esticarmos ao sol. Fiquei na borda da piscina a apanhar sol, que arranjar cadeiras, puffs ou o que fosse, foi simplesmente impossível.

 

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Quando fui a primeira vez, a piscina exterior ainda estava em construção e fiquei bastante agradada com o espaço que criaram. Há partes que ainda me parecem em construção e o acesso à piscina parece-me demasiado improvisado e estranho, mas possivelmente ainda não será o acesso definitivo. 

 

Conhecia o restaurante do Hotel, lembro-me bem de ter adorado tudo por isso tive de repetir: Até já fico a salivar novamente só de recordar... Mas adiante.

 

No restaurante Biclaque, cada prato é um momento de prazer, de degustação, onde os sabores são bastante apurados. É realmente um restaurante com comida fantástica. Requintado mas despretensioso. Apesar de ser fora do meu habitat natural, que isto de ser Mula chique pobre tem destas coisas, senti-me sempre confortável e de algum modo os funcionários nos fizeram sentir que não pertencíamos ali. É mesmo um espaço confortável e acolhedor, com gente simpática que sabem acolher.

 

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Para além das normais entradas de pãozinho quentinho e azeite da região para molhar - só coisinhas saudáveis portanto - optamos por um naco de carne - costoletão? - muito tenro, muito bem temperado e saboroso, acompanhado por umas batatas estranhamente boas. Digo estranhas porque não vos sei dizer como eram feitas. Eram batatas altamente crocantes como se fossem panadas mas sem ser - acho eu... -  e uma salada. Ele finalizou com a telha de chocolate, que é uma explosão de sabores de chocolate negro e frutos vermelhos e eu comi apenas o melhor gelado de sempre. Só quem conhece as bolas de berlim do Natário - de Viana do Castelo - me vai compreender mas... Imaginem uma bola de berlim do Natário, mas em gelado. Basicamente é isto. Foi um gelado de doce de ovos frito, polvilhado com canela e açúcar e é só a coisa mais fantástica que eu comi, e olhem que eu já comi coisas muito boas nesta vida!

 

Tenho também de salientar, e apesar de ter zero fotografias, que o pequeno-almoço é dos mais diversificados que eu já vi num hotel. Muita fruta variada, como amoras, mirtilos, cerejas, morangos, e muito sumo de fruta - mesmo fruta! -, compotas várias, panquecas fantásticas, pão de todas as qualidades, formas e farinhas, bolos, queijos. Muito bom. E desta vez não caí no erro de pedir o pequeno-almoço no quarto. É bom poder escolher o que quero comer e repetir as vezes que desejar. É bom comer de pijama e na ronha, mas é ainda melhor ter comida à descrição... E não me julguem, já sabem como eu sou.

 

Antes de me despedir deste hotel, tenho de salientar a simpatia de todo o pessoal. Da receção ao SPA, passando pelo restaurante e pelo pessoal do bar. Muito prestáveis, sempre com um sorriso pronto. São os mesmos de quando ali estive. Fiquei feliz por ter percebido isso. E por isso mesmo se me voltarem a ler: Parabéns pelo paraíso que criaram!

 

Já sabem... Se eu gosto, eu volto, e aqui fica a promessa que voltarei!

Micolet - Roupa a preço da chuva

A Micolet apresentou-se à Mula e a Mula não perdeu a oportunidade de lhe dar uma oportunidade. Sou - ou era, vá - um pouco cética no que toda a roupa "usada", pois ficava sempre com receio - essencialmente  em lojas online - que as peças não viessem em bom estado. A Micolet veio acabar com este mito da Mula.

 

A Micolet é uma loja online de roupa e acessórios para mulher em segunda mão com preços incríveis. O que achei mais incrível é a quantidade de peças novas, com etiqueta, vendidas em perfeito estado, vendidas ao preço da chuva. Nesta loja online encontramos várias marcas, das mais exclusivas às mais banais, das mais baratas às mais dispendiosas e é uma perfeita oportunidade para comprarem grandes marcas, como Bimba & Lola e Massimo Dutti a preços banais. Desde vestidos de festa a vestidos de praia, de carteiras a cintos, passando por calças e calçado, encontramos um pouco de tudo. Há muitas peças completamente novas, que nunca foram usadas e peças usadas em bom estado. Sempre que a peça tem algum tipo de defeito, nas observações podem ler qual o problema. Podem também aceder à mesma peça, com diferentes preços, mediante o estado da mesma.

 

A Micolet deu a oportunidade à Mula de escolher algumas peças, e eu que sou doida por vestidos, escolhi três vestidos e uma blusa. Dois dos vestidos eram novos, com etiqueta. O Top vinha também com a etiqueta. Posso dizer-vos que nenhuma destas peças, no site, custava mais de 10€ e digo-vos que as quatro peças chegaram em perfeitas condições sem nenhum tipo de problema ou desgaste - nem o vestido sem etiqueta.

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Aqui podem ver as peças que eu escolhi. Só o vestido vermelho não me serve - serve mas não me mexo! - mas vai servir, vai servir como motivação para andar da perna no ginásio e fechar a boca. No Outono aquele vestidinho vermelho irá assentar neste corpinho que nem uma luva, garanto-vos.

 

A experiência foi realmente muito boa. Sugiro-vos que façam uma visitinha aqui:

 

 

Até porque se forem como a Mula, adoram roupa, e esta é uma boa forma de renovarem o guarda-roupa sem gastarem todo o vosso salário com isso.

 

Alguém já conhecia esta loja online? Já utilizaram? Contem-me tudo!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.