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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Tasca Estação

De babar e implorar por mais

Tinha de partilhar isto convosco. Ainda que isso possa provocar que no futuro lá vá e não consiga ter mesa, mas eu tinha mesmo de partilhar isto convosco.

 

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Nas férias conheci um novo restaurate que se tornou para mim numa nova referência. Apresento-vos o restaurante Tasca Estação, na Maia, que tem o menu mais difícil de escolher de sempre, porque nos apetece comer tudo.

 

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Comecei, achava eu, devagar. A primeira vez que lá fui comecei por um pão de alho - que é uma base de pizza enorme, e deliciosa, de alho e queijo - e umas bolinhas de alheira com creme de maçã. Numa outra altura, também já comi com um coulis - de framboesa, creio - e foi igualmente delicioso, mas confesso que prefiro o de maçã. Alheira e maçã é uma combinação perfeita.

 

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Destaco também a entrada de burrata. Divina! Divina! Divina!

 

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Confesso-vos que só as entradas nos alimentam bem, caí na armadilha, na primeira vez mas já não caí na segunda, porque da primeira vez poderia perfeitamente ter comido entradas, sobremesas, et voilá, que o prato principal ficou mais de metade por comer por incapacidades físicas de ingerir mais o que quer que fosse.

 

Um dos meus "pratos" favoritos é o hambúrguer de pulled pork -  de porco desfeito. Em pão brioche com carne suculenta e uns aros de cebola a acompanhar, bem como a bela da batata. Mas também já lá comi pizza e adorei. De todas as vezes reguei os pratos com uma sangria docinha e bem alcoolica que me faz sair de lá a rezar para não me cruzar com nenhuma operação stop em sítios ocultos e sem indicação no waze.

 

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A nível de sobremesas, destaco o cheescake de maracujá que é completamente diferente de todos os cheescake's que já comi e a tarte de chocolate com gelado que não é nada enjoativa - que aqui a Mula é sensível ao excesso de chocolate.

 

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E pronto meus amores, vêm do que vos falo? É tudo ótimo e o melhor, é que no dito encontram ainda pastas, francesinhas, tábuas de enchidos, ... Tudo com um aspecto delicioso!

 

 

 

P.S.: Querido Tasca Estação, informo que se me quiserem oferecer uma refeição grátis - porque já se sabe, quem não chora não mama - a Mula não se faz de rogada e faz o sacríficio de lá voltar as vezes que forem necessárias.

Cenas e situações de mentes gordas...

Num dos últimos dias das minhas férias, fui jantar com umas amigas. Uma refeição completa... Com direito a entradas, prato principal - una pasta bonissima! - e sobremesa - óbvio, né?

 

Tudo certo até aqui!

 

Terminada a bela da refeição, concordamos ir até um barzinho, junto à praia, beber um copo, até para desmoer, porque saímos do restaurante a desabotoar as calças.

 

Entramos no primeiro bar. À pinha! Entramos no segundo bar. Carregadinho de gente! E por fim, até porque à terceira é de vez, encontramos um bar, com pouco aspeto de bar, com uma decoração incrível e lá entramos!

 

Entregam-nos as listas, eu como bêbada que sou, fui logo à parte das bebidas alcoólicas ver o que ali se fazia e eis que alguém da mesa refere:

 

- "Alinham numa tábua de sobremesas?"

 

E foi assim que quase à 1h da manhã, numa espécie de bar em Leça da Palmeira - na realidade é um brunch bar - que comemos uma tábua gigante com panquecas e toppings vários, logo após refeição completa!

 

Mentes gordas realmente não têm descanso!

 

Mas se forem tão doidos e gulosos quanto nós... Deixo-vos a sugestão, até porque quanto a nós... será para repetir!

 

Caqui Brunch Bar

 

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Panquecas fantásticas! Toppings de arregalar os olhos e de querer chorar por não se ter barriga para comer tudo! Atedimento... incrívelmente divertido! 

 

Sem dúvida não poderia ter terminado as férias da melhor maneira!

O dia em que praticamente fui expulsa de um restaurante...

Dizem que o covid afetou muitos sectores... E que um dos sectores mais afetados foi o sector da restauração...

 

... Posto isto fico confusa!

 

Há uns meses fui com duas amigas almoçar ao restaurante Box 208 Italian Food, um restaurante que eu adorava e que tantas vezes recomendei... E a situação foi tão insólita que ainda hoje tenho dificuldades em crer que realmente aconteceu!

 

Marcamos mesa para as 13h, atrasei-me um pouco mas nada de especial e as amigas já lá estavam - alguém tem de ser pontual nesta vida para fazer ver aos outros. Mesmo em plena hora de ponta de almoço, e tendo em conta que era fim-de-semana, o restaurante estava praticamente vazio.

 

Pedimos entradas... Falamos... Afinal de contas era um almoço de amigas, não uma rapidinha de hora de almoço a meio do dia de trabalho.

 

Pedimos os pratos principais... Falamos. Afinal estávamos a viver uma pandemia, e uma delas eu já não via há bastante tempo, estávamos a colocar a conversa em dia.

 

Eis que chegou a hora de nos perguntarem se queríamos sobremesa. Que almoço de amigas gulosas não tem sobremesa? Queríamos pois! E foi aqui que todo um almoço agradável começou a descambar.

 

Perante resposta afirmativa a moça pouco contente com a nossa vontade de satisfazer o pecado da gula, olhou arrogantemente para o relógio e concluiu com um "com certeza!". Deveria de ter sido um alerta de que algo errado não estava certo, mas com a conversa animada, confesso que esta situação nos passou um pouco despercebida. Dois minutos depois regressa à mesa a perguntar se já sabíamos o que queríamos e a verdade é que ainda não nos tínhamos decidido, até porque queríamos partilhar. Pedimos mais uns minutos para decidir. A rapariga revirou os olhos e só aqui percebemos que realmente alguma coisa não estaria certa. Eram 14h30 - mais minuto menos minuto - e decidimos ir à internet perceber a que horas fechava o restaurante, já que a atitude da moça estava bastante estranha e realmente o restaurante já estava vazio - ainda que nunca tivesse estado cheio. Encerrava às 15h. Ok, tudo certo! Trinta minutos seria mais do que suficiente para comermos a sobremesa.

 

Chegam as sobremesas e com elas a conta! Assim, logo, TAU! Dois em um que é para as sobremesas nos saberem que nem ginjas! Como se as gramas a mais na balança fosse o maior dos meus problemas. Sim, o restaurante não é dos mais baratos onde se pode ir comer com amigas, mas a verdade é que realmente valia a pena - valia, leram bem.

 

Pousa as sobremesas na mesa e acrescenta "vou-vos pedir para pagar já porque estamos a fechar, mas podem estar tranquilas e comer com calma, é só para fecharmos a caixa, se não desejarem mais nada". Eu até queria café, mas perante tal atitude nem me atrevi, o que não faltam são sítios agradáveis para tomar café em Matosinhos. Faltavam 30 minutos para encerrarem e queriam que pagássemos já para adiantarem serviço, por mim tudo bem, de imediato pousei o cartão multibanco em cima da mesa para pagar, o mesmo fizeram as duas meninas que estavam comigo. Gostei da parte de que poderíamos comer com calma, e prosseguimos com a nossa vida complicada de nos lambuzarmos em chocolate  e gelado.

 

Cinco minutos depois, volta a moça toda chateada a dizer que já nos tinha dito que teríamos de pagar e que não estávamos a cumprir. Aí meus amores fofinhos da Mula, se até àquele momento eu estava zen, de repente o Buda que estava em mim desapareceu e deu lugar a um qualquer monstrinho tirado de um qualquer filme de terror. A mulher tirou-me do sério. Ainda assim, educadamente disse-lhe que desde que tinha colocado a conta na mesa que nem um minuto depois os cartões ali estavam a aguardar que ela trouxesse o terminal de multibanco e que se ainda não o tinha feito nada tinha a ver com nosso incumprimento. Não sei que olhar lhe deitamos, mas a moça pediu desculpa - não me pareceu sincero, mas deixei passar - e lá procedemos ao pagamento entre uma garfada no gelado crocante e uma dentada no tiramisu. 

 

Feita a sua vontade, virou costas e continuamos a comer tranquilamente, como ela nos chegou a indicar ser possível. A modos que pelos vistos o tranquilo era irónico - entendemos uns minutos mais tarde - e ainda a meio, desligou música e luzes! Basicamente ficamos num ambiente super romântico as três - #sóquenão - e com um senhor que estava numa outra mesa apenas a tomar café.

 

Estivemos a fazer sala? Não! Estávamos a comer, já sabíamos que o restaurante encerrava às 15h e estávamos a fazer os possíveis para cumprir, apesar de não compreendermos como é que um restaurante junto à doca de Matosinhos encerra às 15h num sábado, depois de uma pandemia dura, que trucidou a economia da restauração, dizem!

 

Às 15h10 estávamos a sair do restaurante. Apenas 10 minutos após o seu suposto encerramento. Parece que estivemos lá até à meia noite, eu sei, mas não aconteceu.

 

Eu adorava o restaurante? Adorava! Agora? Enquanto me lembrar disto - ou seja, para todo o sempre - não voltarei lá! Nunca fui tratada assim em tascos, por isso não admito que seja assim tratada em sítios onde quase deixei um rim para almoçar. A verdade é que agora também entendo o motivo de estar vazio quando já lá fui noutra época - antes da pandemia parece uma outra vida - e estava cheio e essencialmente quando já passei pela experiência de sair à noite, depois da hora - e aí sim, bastante depois da hora - por o empregado nos estar sempre a atestar o copo de limoncelo como se fosse a noite ainda uma criança - e no fundo era.

 

Simplesmente pré e pós pandemia parece um restaurante totalmente diferente... E isso deixou-me triste!

 

E assim se perdem 3 clientes...

Livro: A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert de Joël Dicker

Este foi o último livro lido de 2020. É a prova como este estranho ano também teve coisas boas. Agora aguardo ansiosa que a série chegue ao Netflix para a devorar como devorei o livro. Li que entra para o Netflix em finais de Janeiro, vamos ver se é verdade, que também já li que seria em Dezembro e até à data nada...

 

 

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert conta a história de Nola Kellergan, uma jovem de 15 anos que vive um romance proibido com um escritor mais velho que chegou recentemente a Aurora. Nola desaparece misteriosamente e o jovem escritor Harry Quebert, é preso e acusado de assassinar Nola. Acreditando na inocência de Harry, Marcus - amigo e ex-aluno de Harry - desloca-se para Aurora e investigar o que aconteceu, registando em livro que no futuro contará a verdade sobre o seu amigo. Quem matou Nola Kellergan? Será Henry realmente inocente?

 

Antes de mais dizer-vos que gostei mesmo muito do livro. Confesso que não foi um livro que me prendeu de imediato - como de resto quase todos os livros que amei - mas a uma certa altura foi impossível de o largar. Ao longo do livro percebemos que ninguém é o que parece, que várias pessoas têm um motivo para matar Nola e que todos escondem segredos sombrios.

 

É um livro sobre um amor proibido e a forma como o amor nos pode libertar ou destruir. É um livro sobre sucesso e desgraçada, sobre a importância que as pessoas dão às aparências, e ao que gostassem que fosse, mesmo que não seja. É um livro sobre um livro que promete contar a verdade mas que poderá não ser bem assim. É um livro que nos faz questionar sobre o significado da verdade. É verdade se acreditarmos que é? E se há várias verdades mediante perspetivas qual é a mais fiel?

 

Gostei bastante da forma como a história se foi desenvolvendo, dos volte-faces constantes, da forma que o autor nos coloca na história e nos vai tecendo a teia que nos prende ao livro. Começar a ler este livro é um caminho sem volta, queremos sempre saber mais, o que vai acontecer, e temos sempre tantas questões... É emocionante e emotivo.

 

Recomendo.

 

E vocês já leram? O que acharam?

Livro: Enseada de Cristal de Maria Lizard

Descobri o talento para a escrita da Maria com o desafio #passapalavra e entretanto, email puxa email, tive o prazer de ler e de me deliciar com a Enseada de Cristal, escrita pela própria.

 

Este livro foi publicado na Leyaonline e está disponível gratuitamente a todos que o quiserem ler. Acedam aqui e deliciem-se.

 

 

A Enseada de Cristal conta a história de uma jovem forte e irreverente, Matilda Tompson, que recusa os padrões de mulher ideal na Europa do século XIX. Órfã, vive com os tios que a criam e a amam como uma filha e lhe gerem a riqueza até completar 21 anos. Até lá, Matilda deve casar e aí deverá criar família e só depois gerir a herança deixada pelos pais. Mas Matilda não quer casar e quer retornar, sozinha, às plantações de cana-de-açúcar nos Barbados onde viveu quando pequena, com os pais. Apesar de os tios a quererem casar, Matilda recusa a corte de todos os pretendentes apresentados, no entanto é quando conhece o mulherengo Lord Hemingsworth que tudo muda, apesar de querer ficar, Matilda sabe que tem de partir.

 

Quem me conhece sabe que não sou a maior apreciadora de romances, no entanto este apaixonou-me. É pequeno, de escrita cativante, que nos envolve na história, que tanto nos revolta mas que tanto nos faz apaixonar. É fácil de perceber as dores de Matilda e apesar de ser muito jovem, faz-nos desejar ter a sua força e determinação para alcançar um objetivo. É um livro sobre costumes, mas sobre determinação e sobre ser diferente. Ao longo das páginas vamos encontrando alguma comédia, muito erotismo e sensualisade. É uma história, tal como falei na altura com a Maria, que me recorda muito um dos meus casais favoritos de sempre da ficção brasileira: Diana Bullock e Ben Silver, da novela Bang Bang e como tal este livro tem uma coisa má... Acaba!

 

Gostei mesmo muito do livro e recomendo que o leiam, vão passar, como eu, uma tarde bem passada.

 

Boas leituras!

Livro: Mulher Solteira Procura Vingança de Tracy Bloom

Nunca fui fã de romances, mas descobri que gosto de comédias românticas, por isso este título chamou de imediato a minha atenção assim que o vi. Não o devorei, não o achei um livro inesquecível, mas gostei muito e os momentos que passei com ele, foram sem dúvida momentos muito bem passados e por isso tenciono voltar a ler mais desta escritora que até então me era totalmente desconhecida.

 

 

 

 

Mulher Solteira Procura Vingança conta a história de Suzie Miller, uma mulher sem sorte ao amor. Jornalista e escritora de uma coluna sentimental num jornal, decide vingar-se de todos os seus ex-namorados, desde a adolescência até à atualidade, essencialmente depois de ter sido abandonada pelo seu último namorado de um momento para outro e sem que nada o fizesse prever. A par dos seus objetivos pessoais, Suzie inspira outras mulheres a fazerem o mesmo através da sua coluna sentimental que se torna um êxito. Irá Suzie conseguir-se vingar de todos os ex-namorados? E no meio desse caminho, encontrará finalmente o amor?

 

Este livro é mesmo muito engraçado, e a forma como Suzie se vinga dos ex-namorados é hilariante. É um livro muito visual, com imensas referências musicais conhecidas, o que torna fácil fazer-mos parte da história e criar empatia com as personagens.

 

Apesar de ser um livro cheio de clichés. É um livro que nos mostra como às vezes por estarmos demasiado focados na vingança, perdemos tempo e coisas boas na vida. Demonstra que quando queremos encontrar o amor devemos olhar à nossa volta que ele pode estar mais perto do que imaginamos.

 

Como qualquer comédia romântica o final é previsível mas nem por isso é menos emocionante. Tem uma escrita ligeira e é perfeito para os dias em que procuramos algo leve e pouco rebuscado. 

 

Recomendo, é optimo para os tempos livres essencialmente agora que os dias são maiores e as temperaturas estão a aumentar. É uma boa companhia.

 

Alguém já leu? Opiniões?

Séries da Quarentena: Auga Seca

Esta quarentena, mesmo não sendo totalmente desocupada, já que estou em teletrabalho, tem dado para colocar as séries em dia. Uma das séries que me chamou a atenção foi a série  luso-galega, Auga Seca notícia por ter sido a primeira série portuguesa na HBO Portugal e Espanha.

 

 

Auga Seca é uma série policial pequena, tem apenas uma temporada - pelo menos para já - e são apenas 6 episódios, e conta a história de Teresa que quer descobrir o motivo da morte do irmão. Assim, deixa a vida em Lisboa, muda-se para Vigo e quando dá por si, encontra-se no meio de uma rede de tráfico de armas entre Portugal-Espanha-República Democrática do Congo. Será que Teresa vai descobrir o que realmente aconteceu?

 

A série é boa. Cativou-me desde o primeiro episódio e após ignorarmos o mau galego da Victória Guerra, desfrutamos da trama que não tem muitos floreados ou clichés. Agrada-me a forma como a história foi sendo contada e como se desenrolou, revoltou-me o final [spoiler alert!!!!] por ser demasiado semelhante ao mundo real. Normalmente gostamos que na ficção a justiça seja feita, já que no mundo real nem sempre é. Na Auga Seca como na vida a justiça é relativa e os ricos e poderosos safam-se sempre, nada diferente da vida real portanto.

 

O final é bastante aberto pelo que prevejo que possa existir uma segunda temporada - e assim espero! -, mas ainda não vi qualquer informação sobre isso. 

 

Quem já viu? Que opinais vós?

App Peoople - onde os likes valem dinheirinho

 

Já ouviram falar na App para smartphone Peoople?

 

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(imagem retirada daqui)

 

Uma espécie de mistura entre Pintrest e Instagram, onde podem recomendar tudo aquilo que quiserem desde livros, restaurantes, filmes, lugares, ... só que contrariamente às outras app's, os likes que receberem são convertidos em saldo, que depois podem transferir para a vossa conta. A Mula aderiu, adere tu também!

 

Basta aceder aqui e registarem-se com o facebook ou com uma conta totalmente nova. A Mula está entusiasmada, confesso, porque é uma nova forma de descobrir-mos um novo restaurante,  ou um novo local para visitar, ou até um novo livro para ler.  

 

Quem é que já conhece e usa a app Peoople? Sigam a vossa Mula mais fofinha da blogosfera (e única, creio...)!

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Jojo Rabbit

Digo-vos já assim rapidamente e sem qualquer tipo de preliminares, que adorei o filme. Só já assim por causa das coisas. E logo eu que não costumo ser grande apreciadora de filmes nomeados para os óscares, mas a verdade é que ultimamente tenho ficado bastante surpreendida com os filmes nomeados, este foi um deles.

 

Porque há mais gente com bom gosto, como a Mula, Jojo Rabbit é já considerado - e a meu ver muito bem - um dos 10 melhores filmes do ano e foi por isso nomeado para seis óscares, tendo vencido na categoria de Melhor Roteiro Adaptado.

 

 

Jojo Rabbit é a prova de que não há limites para o humor e que sim, que se pode brincar com temas sérios e sensíveis como o Holocausto, sem nunca esse tema perder a seriedade, a importância e neste caso a repugnância. Jojo Rabbit é uma sátira ao nazismo e à Segunda Grande Guerra.

 

Assim, a ação de Jojo Rabbit decorre na Alemanha durante a II Guerra Mundial, na altura em que as tropas Americanas e Russas começaram a avançar. Jojo é um menino de 10 anos nazi, cujo sonho é ser o braço direito de Hitler, o seu grande ídolo e ao longo de toda a trama vemos Hitler como o amigo imaginário de Jojo - interpretado pelo próprio realizador, Taika Waititi - e é através deste amigo imaginário que vemos a evolução da consciência do menino sobre o que se está a passar realmente à sua volta.

 

Tendo como sonho ser o braço direito de Hitler, imaginamos Jojo um menino de mau carácter e frio, mas não é isso que realmente encontramos. Quando Jojo tentar alistar-se na Juventude Hitleriana, que pretende transformar crianças e adolescente alemães em perfeitos espécimes arianos, percebemos que estamos perante um menino de bom coração e de bom fundo, apenas com uma ideia errada de si e das suas lutas. E daí o nome de Rabbit, porque Jojo tenta salvar um coelho que a juventude Hitleriana acaba por matar.

 

Mas apesar de tudo isso, e encorajado pelo seu Hitler imaginário, Jojo decide lançar uma granada para provar que poderia ser tão forte e empenhado como um bom ariano, mas corre mal e Jojo é afastado do recrutamento.

 

Entretanto, descobre no sótão de sua casa uma menina judia que a sua mãe acolhe às escondidas e vê uma forma de se tornar famoso e deixar o Hitler orgulhoso: Irá escrever um livro sobre como são os judeus e para isso contará com a sua amiga judia do sótão. É aí que a transformação de Jojo começa pois começa a perceber, com o tempo, que as coisas não são bem como ele achava que eram.

 

Todo o filme é contado pelos olhos de Jojo, e é através dele que percebemos a ignorância das pessoas, e a forma como os judeus eram retratados na Alemanha Nazi.

 

Apesar de Hitler nos ser mostrado no filme como uma figura patusca, fruto da imaginação de uma criança num filme de comédia facilmente nos apercebemos da verdadeira realidade e da metáfora que o filme pretende. A mensagem apesar de ser cómica está longe de nos levar às lágrimas de tanto rir e nunca se distancia o suficiente das atrocidades que na realidade aconteceram e o filme joga com isso, vai-nos tirando a vontade de rir com o avançar dos minutos e apesar de tentar aligeirar o tema, vai-nos espetando facas no coração, mas também nos vai dando mensagens de esperança.

 

Como já vos disse, eu gostei muito, sabem que me interesso pelo tema, já li e escrevi imenso sobre isso, e este filme mostra-nos que não é preciso imagens chocantes para nos chocarmos com a realidade, com o que realmente aconteceu.

 

Quem já viu? O que acharam?

 

Verniz Gel Inocos - Unhas perfeitas, tal como a Mula adora!

A Mula sempre adorou ter as unhas arranjadas, desde muito novinha, e até já passou pelo pesadelo de ter um emprego - trabalho, na realidade! - onde era proibido ter as unhas pintadas. Foram tempos difíceis digo-vos desde já, muito difíceis.

 

Contra tudo o que se fala por aí, faço unhas de gel há mais de 2 anos. E olhem que quando tive de tirar o gel para ser operada as minhas unhas estavam impecáveis (arranhadas claro, de terem sido lixadas para retirar o verniz, mas estavam fortes como antes de fazer gel). O meu record foram 2 meses sem manutenção!  Sim, leram bem, 2 meses... Ainda que normalmente vá à manicura a cada 3/4 semanas. Vocês sabem... Vocês que já foram bombardeados com fotos das minhas unhas no Instagram sabem que vou à manicura a cada 3/4 semanas! [Um dia destes faço-vos um pedido público de desculpas por tal bombardeamento]

 

Por tudo isto, quando a Presença de Luxo contactou a Mula para vos falar sobre a marca Inocos, a Mula acedeu logo: O verniz gel Inocos é só a marca que a Mula usa há mais de um ano e que gosta e recomenda! Por isso é com todo o prazer que vos apresento, e recomendo, a marca.

 

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Verniz Gel Inocos

 

 

A Presença de Luxo é uma loja online que nasceu em 2011 com o objetivo de marcar a diferença no mercado da beleza e da cosmética. Mas desengane-se quem pensar que o público alvo são os profissionais de cabeleireiros, estética e beleza, porque hoje em dia, este tipo de produtos tem cada vez mais destaque entre clientes particulares.

 

A Inocos para além de cores lindas é uma marca divertida, com nomes de vernizes muito engraçados. Por exemplo o meu é o Maria Trapezista.

 

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Os belíssimos cascos da Mula já com uma semana e meia de crescimento de unha.

 

E olhem que quase troquei a Maria Trapezista pelo Maria Broa e a verdade é que se os nomes são engraçados, as cores são muito bonitas. Pobre é da minha manicura que depois fica a olhar para mim enquanto não me decido. Verdade seja dita que sou uma cliente fácil, sou fácil de agradar.

 

 

Ao falar com amigas, vejo que apesar das minhas unhas reais não valerem nada, que sou uma abençoada no que toda a unhas de gel. Como vos disse há pouco, consigo esticar a manicura ao expoente da loucura sem ter descolamentos ou unhas partidas. No entanto, pelo que vejo muita gente não pode dizer o mesmo e por isso deixem-me dizer-vos que quando as nossas unhas não colaboram, os primers têm um papel importante na duração da nossa manicura e por isso sugiro o Super Primer da Inocos que é um primer 3 em 1:  Para além de fortalecer as unhas, devido às vitaminas E e B5, ainda tem efeito cola e por isso é perfeito para quem tem unhas frágeis, com uma manicura difícil de manter e com descolamentos habituais.

 

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Verniz Gel Inocos

 

As nossas unhas podem ser as unhas mais fortes do mundo, mas as unhas são como os cabelos, se os produtos não forem bons, está o caldo entornado. E vocês sabem como também sou neurótica com os cabelos, no fundo, por tudo o que é constituído por queratina.

 

E por aí, já conheciam esta marca? Quem aqui faz unhas de gel que levante o dedo ó faxabor!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.