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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Livro: O Hipnotista de Lars Kepler

A Mula comprou o Stalker do Lars Kepler sem saber que O Hipnostista deveria de ser lido antes e a querida Ana Gomes do blog A Minha Vida e Eu ofereceu à Mula O Hipnotista. Muito obrigada Ana! Foi um grande gesto e o livro é fantástico! Muito obrigada por me teres proporcionado este fantástico momento de leitura.

 

 

 

O Hipnotista é o primeiro livro da saga do comissário da polícia Joona Linna e  tudo começa quando uma família é brutalmente assassinada. Muitos acreditam que esta tragédia se deve a um ajuste de contas devido às dívidas de jogo contraídas pelo chefe de família, mas Joona Linna defende que é muito mais que isso e que é necessário proteger a filha mais velha, que sobreviveu ao massacre por estar longe, e Josef Elk, o irmão mais novo que sobreviveu e está em coma. Para conseguirem perceber o que aconteceu, chamam Erik Maria Bark que é o mais famoso hipnotista da Suécia e é quando percebem que nada tem que ver com um ajuste de contas e que o culpado está mesmo à frente dos seus olhos. Assim Erik Maria Bark tenta ajudar o comissário Joona Linna enquanto a sua própria família entra em colapso e o seu filho Benjamim desaparece. Em contra relógio para salvar a sua família Erik percorre, através da sua memória, o seu passado para tentar encontrar culpados pelo desaparecimento do seu filho. Será que as duas histórias estão relacionadas? Será que vão conseguir salvar Benjamim? E a irmão de Josef Elk, será que sobreviverá?

 

Adorei este livro. Só mais recentemente é que percebi que adoro thrillers policiais e a verdade é que é atualmente o meu estilo literário favorito.

 

Este livro é denso, é complexo, é mórbido e é incrível. O que eu adorei neste livro é que quando achamos que estamos perto de conhecer a história e as razões, logo descobrimos que só estamos a cair numa armadilha. Kepler consegue-nos mostrar tudo e ocultar tudo ao mesmo tempo. É impossível não sentir a dor dos personagens que são retratados, é fácil sentir empatia por quase todos eles - com uma ou outra exceção.

 

Neste livro percebemos como as nossas ações têm tantas vezes influência na vida dos outros sem que por vezes tenhamos consciência e foi este desmontar da vida de Erik para tentar encontrar a peça que faltava no puzzle que eu adorei.

 

Confesso que gostaria de ter conhecido mais e melhor alguns personagens. Alguns personagens secundários pareceram-me tão incríveis que poderiam ter um livro dedicado e isso frustrou-me um pouco, porque são levantadas algumas pontas dos véus mas depois não lhes é dado seguimento.

 

Gostei muito. Se são fãs de policiais não ser irão arrepender de ler este livro que prende desde a primeira página até à última.

 

E agora, siga para o Stalker que também já está a mexer comigo!

 

Quem é que já leu este livro? O que acharam?

Livro Secreto II #15 O Vendedor de Passados de José Eduardo Agualusa

Durante todo o tempo que vi este livro a circular no grupo, li mal o título. Mesmo quando chegou às minhas mãos chegou com o título errado, e só quando pesquisei a capa do livro para colocar no blog é que vi que o livro se chamava Vendedor de Passados e não Vendedor de Pássaros - que modéstia à parte, também me parece um bom título. Mas adiante, a verdade é que este é o 15º livro que por aqui passa e seria mais um que eu nunca teria lido se não estivesse no grupo.

 

 

 

O Vendedor de Passados conta a história de como um homem negro albino, de nome Félix Ventura, cria novos passados a quem o procura, até que um misterioso homem lhe pede para criar toda uma nova identidade e aí tudo muda. Toda a história é contada por Eulálio, uma osga que vive com Félix e que assiste a tudo sem influenciar nada.

 

Este é um livro... Estranho. Não sei se gostei, não sei se desgostei. Ora deixem-me tentar explicar-vos. Não gostei da história, mas gostei de como a mesma foi contada, gostei da forma como José Eduardo Agualusa escreve. No entanto, não deixa de ser uma história confusa, nunca se percebe muito bem o que é real, o que é fictício, quem diz a verdade quem não diz e o final é apenas ameno nunca existindo um clássico clímax que a malta tanto adora nos livros.

 

Mas é um livro que vale mais do que a história em si, é um livro com ensinamentos, com reflexões acerca da vida, acerca dos costumes, e isso confesso agradou-me.

 

Gostei também do facto de Agualusa nos demonstrar da facilidade com que uma mentira se pode tornar numa verdade, bastando para isso que se acredite de tal maneira nessa mentira. 

 

Não acho, de todo, que seja um livro incrível ou inesquecível mas foi um bom momento de lazer, mas sinceramente, para  mim foi apenas isso.

 

Quem é que daqui já leu?

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #19 Champô Concentrado da Yves Rocher

A Mula é maníaca pelos seus, outrora longos, cabelos. Vocês sabem e a Yves Rocher também sabe. Vocês sabem também que a Mula gosta de cuidar dos seus cabelos até quando vai ao ginásio, e se não sabiam ficam a saber, porque mesmo quando vou ao ginásio vou apetrechada de amaciadores e de máscaras de cabelo, já que acho que o exercício por culpa do suor, estraga o cabelo - ou então é só mania minha, não sei. Por isso mesmo, a Yves Rocher juntou o útil ao agradável e possibilitou à Mula experimentar o novo champô concentrado, numa embalagem super prática e pequena, perfeita para levar para o ginásio. A Yves Rocher não me pediu rigorosamente nada - é o que mais me agrada na marca! - mas a Mula fala porque gosta e vocês sabem que se eu experimento um produto e gosto, eu partilho convosco.

 

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Este champô concentrado é da gama I Love My Planet. O ano passado já tinha tido a oportunidade de experimentar o gel de banho concentrado da mesma gama, cujos cheirinhos eram simplesmente deliciosos.

 

Antes de mais dizer-vos que este produto chegou na hora certa: quando eu estava de férias, e o facto de ser uma embalagem tão pequenina fez com que a trouxesse comigo e a começasse de imediato a experimentar.

 

Vocês sabem que eu sou muito seleta no que toca aos meus champôs: Não uso, regularmente, produtos de supermercado, uso normalmente de grandes marcas mas importa referir que não quero, de forma alguma fazer comparação deste champô com os meus da L'Oreal ou da Tigi. Seria já à partida uma comparação injusta, já que estaríamos a comparar um champô de 3,95€ com um que custa cerca de 20€. Daí referir que o uso maioritariamente quando vou ao ginásio porque é no ginásio que eu uso produtos de supermercado, já que tantas vezes acabam vertidos no saco - também vos acontece? - e também porque são embalagens grandes e nada práticas. Por isso a minha opinião terá por base champôs de utilização regular ao alcance de todas as carteiras.

 

Numa altura em que as preocupações ambientais estão no seu auge, este champô faz todo o sentido.

 

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Custa apenas 3,95€, garante a Yves Rocher que dá para 30 lavagens porque apesar de ter uma embalagem de tamanho reduzido, com menos plástico, dá para a mesma utilização que um champô de 300ml. Tem um doseador perfeito e um só pump é suficiente para lavar o cabelo e ainda é um doseador anti pingos, por isso, adeus champô vertido no saco do ginásio. Poupança a triplicar Como podem ver pela imagem é um champô sem silicone, sem parabenos nem corantes e faz bastante espuma.

 

O champô lava muito bem, e lembra-me os champôs purificadores: ou seja o cabelo fica impecavelmente limpo mas fica um pouco seco. Por isso para mim ao usar este champô implica sempre a utilização de um amaciador - ainda que para mim seja sempre indispensável o uso de condicionador - para amaciar o cabelo. Como o cabelo fica bem limpo, aguento facilmente dois dias sem lavar - o que não acontece com todos os champôs - o que é poupança a dobrar.

 

Confesso que só houve uma coisa que me desiludiu neste champô: É o cheiro. Habituada pelos géis de banho concentrados a terem perfumes incríveis, achei que este champô também os teria, mas não é o caso, cheira só a champô sem qualquer toque perfumado.

 

A Mula recomenda este champô porque para além de ser um produto de qualidade ainda é um produto prático.

 

Também gostavam de experimentar? Passem no Instagram da Mula para verem como podem ganhar um champô concentrado e um lápis preto de olhos.

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Ocean's 8

O que eu esperei por este filme! Deveria de ser proibido revelarem os trailers tanto tempo antes, que a malta fica na expectativa, fica ansiosa e o tempo não passa. Já o vi há bastante tempo, aliás, dois dias após ter estreado lá estava eu a entrar para a sala do Ocean's 8, mas só agora é que tive tempo para vos falar sobre isso.

 

 

 

A história não é nova: um grupo de mafiosas, lideradas pela paciente Debbie Ocean, engendram o plano perfeito para assaltarem a Met Gala anual, para roubarem um colar de diamantes avaliado em 150 milhões de dólares da Cartier. Assim, com tudo planeado, criam as condições ideais tendo em conta tudo o que pode correr mal, para que o plano seja um sucesso. Será que vão conseguir?

 

Não há muito mais que possa explicar sobre o filme sem revelar o pano, sem ser spoiler, mas posso dizer-vos que é um filme muito divertido.

 

Antes de mais dá para perceber que a prisão permite às pessoas terem demasiado tempo para engendrarem planos para quando saírem isso é ponto assente e ainda que não seja novidade achei curioso o facto do filme focar essa questão. Segundo, gostei que demonstrassem que não há sistemas 100% seguros, tudo é falível e violável, só é necessário grandes planos e malta inteligente.

 

Não vi nenhum dos outros Ocean's Eleven por isso não tenho qualquer tipo de comparação, mas gostei do facto de ser um filme de mafiosas só com mulheres - não o filme em si, mas o grupo - e o facto dessas mulheres serem todas tão diferentes.

 

O que eu achei mais engraçado neste filme é que a gaja burra, não é tão burra assim e revela-se no final e o gajo que se julgava chico-esperto foi tramado num piscar de olhos.

 

O filme tem bastante movimento, flui sem grandes percalços, o que me agradou, pois não é o típico filme que tenta mostrar que tudo vai correr mal para o final ser totalmente o oposto. Não. O filme mostrar desde o início que tudo vai correr bem faltando só perceber como é que vai acontecer.

 

Gostei, divertiu-me imenso apesar de achar que não é memorável. Gostava que tivesse tido mais peripécias, talvez que fosse um filme mais cómico, mas na generalidade gostei bastante do filme.

 

Vocês já viram? Que acharam?

O meu primeiro anti-rugas

Sempre me disseram que é aos 30's que se compra o primeiro creme de rosto anti-rugas, não o comprei por isso, porque nunca acreditei muito nestas coisas da idade, mas a verdade é que desde há uns meses que a minha pele mudou imenso. Do cabelo à pele tudo está diferente em mim. A pele que sempre fora bastante oleosa agora está mais mista que nunca, com uma testa e nariz tão secos, mas tão secos que até descamam.

 

Vendo a pele a ficar cada vez mais seca, tentei de tudo. Comecei por aplicar óleo de rícino à noite, depois ataquei com vaselina, mas se funcionava na hora, passado umas horas já estava outra vez com a minha cara numa miséria. Lá me resignei e comprei um creme de hidratação mais profunda, e já que precisava de um creme adequado à idade acabei a comprar o creme de noite Revitalift da L'Oreal, já que durante o dia uso o meu da SVR para a rosácea.

 

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E é assim, parece que 30 anos é efetivamente um marco importante. Eu que nunca me importei muito com cremes e creminhos agora tornou-se num indispensável.

 

Então Mula e o que achas do creme que compraste?

 

Pois que acho muito bem. Desde a primeira utilização que a descamação abrandou visivelmente e a pele está mais iluminada. Só piora se não complementar com o creme de dia, mas se mantiver a rotina creme de dia / creme de noite, a coisa está controlada. Achei o creme bastante consistente - que me agrada - com um perfume bem suave e agradável. É um creme relativamente gorduroso, e talvez por ter uma pele oleosa de manhã quando acordo tenho a cara toda brilhante e oleosa, mas nada que um bom gel de limpeza não resolva, e a cara fica preparada para receber a maquilhagem do dia. Não posso falar no que toca a rugas porque não as tenho propriamente, por isso no que toda a firmeza da pele sempre esteve bem, e esperemos que se mantenha assim que para badanas já bastam os braços e a barriga não preciso de mais.

 

O que senti para comprar o dito, é que a variedade assusta. Há tantos cremes, com tantos nomes, com tantos efeitos e eu, leiga na matéria não percebi nada. Comprei este porque estava em promoção e o preço agradou-me e a L'Oreal sempre foi uma marca que sempre gostei.

 

E vocês? Recomendam algum creme de noite ideal para peles oleosas que descamam?

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Sou Sexy, Eu Sei!

Assim que vi o trailer fiquei curiosa, não sabia, no entanto, o que esperar propriamente. Adianto-vos já, para quem quiser já ir embora, que gostei muito e é um filme que passa uma mensagem incrível sobre a ditadura da imagem que quer homens quer mulheres vivem diariamente.

 

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Sou Sexy, Eu Sei! relata a história de Renee que devido a uns quilos a mais é bastante insegura e até amargurada apesar de tentar camuflar esses sentimentos. Vemos neste filme, que ser mulher num corpo de gorda nem sempre é fácil. Não é fácil encontrar roupa, ou pessoas que queiram vender roupa em determinadas marcas, as saídas de grupo podem revelar-se também frustradas na hora de tentar arranjar um companheiro, entre outras situações que extravasam bastante a ficção, que são reais, que acontecem diariamente.

 

O que o filme demonstra é que tantas vezes é assim, devido a uma falta de confiança e autoestima e que tantas outras vezes importa mais a nossa atitude do que a nossa aparência. No filme Renee cai de uma bicicleta numa aula de cycling - numa tentativa vã de emagrecer - e passa a ver-se de forma diferente. Desde aquele dia que se acha diferente, mais bonita, mais magra, mais sexy e passa a viver e a ser em função daquilo que acha ser. Essa mudança de atitude traz-lhe um namorado que adora, traz-lhe o seu emprego de sonho e muita diversão, no entanto Renee continua a ser Renee mesmo não sabendo e todo o filme se desenrola à volta do ser e não ser sobre si mesma.

 

Este é um filme de comédia que embora não nos roube gargalhadas do início o fim - por não ser um filme tolo! - nos deixa a pensar bastante sobre nós. É um filme que prova que realmente a forma como os outros nos vêm é importante e que temos de saber marcar a nossa posição e as nossas vontades neste mundo para conseguirmos o que queremos.

 

À parte da mensagem, é um filme que flui muito rapidamente, sem pontos mortos e por isso é um filme divertido que nos promete fazer passar uma tarde divertida.

 

Quem é que já viu? Gostaram?

Estou numa de escárnio e maldizer #5

E está visto que hoje em dia os anúncios de publicidade têm muito que se lhe diga, e estão a passar - a meu ver - informações muito diferentes das pretendidas.

 

Ora atentem no último anúncio feito pelo Ronaldo:

 

 

 

 

Já sei que sou suspeita para falar porque nunca fui fã do Ronaldo - porque não sou fã de vedetas - ainda que lhe tire o chapéu que é um bom jogador, e que está a elevar o nosso país lá fora, porque as pessoas começam a conhecer Portugal muito por causa dele, mas pronto, não gosto dele. Mas ainda assim, a forma como vejo este anúncio nada tem que ver com a opinião que tenho dele, mas pela mensagem errada que passa.

 

Mas poderíamos fazer aquilo que ele faz, realmente? Alguém poderia não se separar da sua bagagem num aeroporto como o anúncio assim demonstra? 

 

É que a mensagem que me passa não é "o melhor de viajar é o que trazemos de volta!" mas sim "porque aquele gajo é o melhor do mundo pode fazer o que bem lhe apetecer e fazer as exigências que lhe der na real gana!"

 

Vá lá criativos! Sejam um pouco mais específicos nas vossas mensagens porque quanto a mim vocês começam a divagar demasiado...

Pena Park Hotel | Rainha por um dia

Somos dos que, normalmente, poupamos nas viagens. Dormimos em quartos baratos - afinal é só mesmo para dormir, nunca ficamos mais do que o tempo necessário num hotel/hostel - e só costumamos ter dois requisitos: ter casa de banho privativa - essencialmente desde que tenho uma bexiga minúscula -  e estar limpinho - e aqui as opiniões nos sites de reservas são muito importantes.

 

No entanto, achei que 15 anos de namoro e 2 de casamento eram anos mais do que suficientes para nos darmos ao luxo de ter uma noite num bom hotel e umas horas de luxo e assim reservei um pacote romântico no Pena Park Hotel, em Ribeira de Pena com jantar incluído. Sabem o que vos digo? Ser rainha por um dia nem sabe o bem que lhe fazia.

 

 

O Hotel situa-se no Alto Noroeste de Portugal, em Ribeira de Pena, tendo uma vista incrível de montanha. É por isso ideal para quem procura tranquilidade e descontração. Quem procurar aventura - não era, de todo, o nosso caso - tem também ali o Pena Aventura Park, que é um parque que promete dar bastante adrenalina a quem a procura. É por isso um hotel virado para todo o tipo de interesses, cada um com o seu.

 

O nosso interesse era sem dúvida descansar e aproveitarmos a companhia um do outro, escolhemos por isso uma suite e um programa que incluísse jacuzzi, boa comida e boas vistas.

 

A suite era constituída por saleta e quarto.

 

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(Suite - Saleta e quarto)

 

 

A suite era bastante grande, a cama super confortável, o sofá e o cadeirão igualmente confortáveis, mas aponto ao quarto dois grandes pontos negativos: A inexistência de varanda - o hotel não tem varanda, e tendo em conta a paisagem teria adorado ter tomado o pequeno-almoço numa mesinha na varanda - e a falta de uma mesa e no quarto, já que tivemos direito a pequeno-almoço no quarto um mesa teria dado bastante jeito.

 

 

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(As vistas)

 

O hotel tem vários serviços de spa e bem estar. Tem piscina interior e exterior, ginásio, massagens, e jacuzzi. Ficamo-nos pelo jacuzzi, privado, ao qual não tirei fotos mas deixo-vos com fotografias disponibilizadas pelo TripAdvisor.

 

 

(Imagem retirada do TripAdvisor)

 

Tal como nesta imagem, tivemos direito a fruta, chocolate belga e champanhe para desfrutarmos em pleno da experiência. Apesar de o tempo normal de utilização do jacuzzi ser de 30 min, deixaram-nos ficar 1 hora. Foi fantástico. 

 

Depois do jacuzzi tomamos um banhinho reparador, vestimo-nos a rigor e fomos jantar.

 

A cozinha do hotel - Restaurante Biclaque - é assinada pelo Chef Vitor Miranda e estava tudo fantástico. Comemos cá fora, estava bastante vento mas a noite estava quente, por isso foi uma experiência muito agradável. 

 

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(o couvert)

 

No couvert serviram um queijo creme misturado com coisas boas - seja lá o que tiver sido! - azeite da região para molhar o queijinho e azeitonas com pimentos. Só coisas extremamente saudáveis portanto!

 

Para as entradas tínhamos alguns cremes à escolha e outros petiscos, mas fomos unânimes. Escolhemos para os dois estaladiços de queijo de chèvre e doce de abóbora com molho de vinho do porto.

 

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(A entrada)

 

Dois folhadinhos para cada um, e eu fiquei pronta para me levantar e ir embora. Isto de andar a fazer dieta tem os seus quês. Mas a noite, assim como o jantar, ainda ia a meio. Por isso após as entradas foi altura de fazermos mais algumas escolhas: Lombelo de porco bisaro envolto em couve e "feijoada" de cevadinha para ele; Cavala e salmão com açorda e ovo escalfado para mim.

 

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(o jantar)

 

O jantar estava divinal, os sabores perfeitos. A carne dele estava um pouco seca, mas muito deliciosa. A apresentação muito engraçada e original. E a minha açorda? Fantástica, o peixe muito macio e o ovo escalfado mesmo cozinhado como eu gosto. Foi uma experiência gastronómica que merecerá ficar na nossa memória nos próximos anos.

 

Porque jantar não é jantar sem sobremesa a condizer, deixo-vos com os últimos pecados: Telha de chocolate com mousse e frutos silvestres para ele, e para mim um semifrio de mirtilos com chocolate branco e molho de cassis .

 

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(As sobremesas)

 

Estava tudo delicioso, sem dúvida que gostaria de regressar para repetir a experiência.

 

Quando regressamos ao quarto tínhamos ainda uns cálices de vinho do porto e umas panquecas para degustar. Creio que aqui foi um tiro totalmente ao lado. Este miminho de boas vistas deveria de ter sido quando chegamos ao quarto à tarde -  que até estávamos com fome... -, e não depois de jantar. Tínhamos acabado de jantar, como assim mais comida? Bem... O Mulo agradeceu que comeu a minha panqueca e a dele.

 

 

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(panquecas com chocolate e morangos e vinho do Porto)

 

 

Tenho de ressalvar ainda a simpatia de todos os funcionários do hotel. Toda a gente foi muito solícita, muito simpática e apesar de ser um hotel luxuoso, não nos trataram com nenhuma superioridade - como por vezes acontece neste tipo de ambientes.

 

Pareceu-me um hotel organizado - com algumas falhas, como esta, mas nada de muito importante - e com condições excelentes para se passar umas férias muito agradáveis.

 

Na manhã seguinte, no horário pedido, foi-nos entregue o pequeno-almoço com uma variedade aceitável - tendo em conta que pedimos o pequeno-almoço no quarto. De salientar que pela primeira vez bebi sumo de laranja - mesmo de laranja - num Hotel, e comi as primeiras cerejas do ano que estavam muito docinhas.

 

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(O pequeno-almoço - faltou fotografia ao segundo tabuleiro com outras opções.)

 

 

Esta escapadinha, como será de esperar, não foi barata, mas acho que a merecemos. Acho que toda a gente deveria de ter um dia assim pelo menos uma vez por ano: Esquecer as preocupações e viver apenas uma experiência única ao lado de quem gostamos.

 

Só vos posso dizer que adorei tudo e por isso obviamente recomendo o Hotel! Foram 15 anos de namoro e 2 de casamento bem celebrados.

 

Para o ano, espero eu, há mais!

Livro Secreto II #14 Contigo Para Sempre de Takuji Ichikawa

livro deste mês veio em dose dupla devido a uma desistência. E foi assim que li o Contigo para Sempre do japonês Takuji Ichikawa antes que fugisse da iniciativa. É só mais um livro que desconhecia e que cujo autor nunca ouvi falar e se por um lado estava com muita curiosidade - a sinopse agradava-me - confesso que por outro lado estava com algum receio porque estava um bocado escaldada com autores japoneses. Mas sabem que mais? Este pequeno livro é dos livros mais bonitos que li nos últimos tempos!

 

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Mio, Takumi e Yuji eram uma família feliz até que o pilar da família - Mio - morre aos 29 anos devido a doença prolongada. Percebemos logo nas primeiras páginas que Takumi é especial, com muitos problemas de saúde e quando se vê sozinho com o filho pequeno, sente-se totalmente perdido. Nunca mais a casa pareceu arrumada, usavam roupa suja, e comiam sempre a mesma coisa. No trabalho Takumi era beneficiado devido aos seus problemas e apesar de não ser um bom funcionário os colegas ajudavam-no sempre que podiam. Tinham pena dele. Takumi era muito abençoado e sabia disso.

 

Tudo muda quando de repente Mio reaparece. 

 

Num passeio pelo bosque, Takumi e Yuji encontram Mio perdida, encharcada e sem qualquer memória da sua vida. Takumi tem a certeza: está perante o fantasma da sua mulher, que cumpriu a sua promessa quando no leito de morte lhe disse que regressaria na época das chuvas para ver como é que eles estavam. Assim Takumi engendrou um plano: não lhe contaria que era um fantasma, dir-lhe-ia que tinha caído, batido com a cabeça e por isso não se lembrava de nada para que a sua mulher não voltasse a ir embora e para que esta voltasse a amá-lo contar-lhe-ia a história deles os dois. O livro é por isso a história que Takumi contou a Mio para que pudessem voltar a apaixonar-se.

 

Contigo para sempre é uma história de amor pouco convencional, que retrata a importância dos pilares, da independência e do amor, pois claro, na vida das pessoas. É um livro com um final surpreendente e que nos faz questionar: E se pudéssemos escolher seguir uma vida totalmente diferente? E se pudéssemos viver mais tempo mas não conhecer os nossos maridos, os nossos filhos? Poderíamos ser felizes se soubéssemos o que tínhamos perdido?

 

Contigo para sempre é uma história de fantasia mas que relata acontecimentos de superação que poderiam existir em qualquer família. É uma história que é contada de forma totalmente diferente, com muita ternura, com muito sentimento e com algum humor. É um livro com uma escrita muito fluida, com imensos diálogos que se lê num instantinho.

 

Adorei! E recomendo vivamente a leitura.

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #18 Luva-escova para cães e gatos

O Pulga tem uma queda de pêlo abismal e até pouco normal, parece-me. Por vezes chego a casa e parece que vivo com um serra da estrela enorme a mudar o pêlo em vez de um gato semi-pequeno de pêlo semi-comprido. Por onde quer que andemos há sempre tufos de pêlo de Pulga pela casa e quando encontro pêlo após aspirar a casa confesso que é algo que me tira um pouco do sério, essencialmente porque desta abundância de pêlo vivem as minhas alergias. Andava a pensar em comprar uma daqueles pentes de alumínio que costumam ser bons para retirar o pêlo - apesar de os animais não serem muito fãs - quando tropecei por acidente num anúncio no Facebook a uma luva-escova como esta:

 

 

 

Entrei no site em questão e diziam que a luva custava 15€ e que fazia verdadeiros milagres no que toca a esta questão e o melhor de tudo: os bichinhos adoravam-na! 15€ é demasiado dinheiro por uma luva para pentear um animal, mas nada como uma pequena pesquisa pelo ebay para encontrar a mesma luva - ou uma mesmo muito parecida, vá! - por menos de 2€.  Claro que demorou cerca de um mês a chegar mas valeu a pena a compra.

 

Resulta mesmo e a verdade é que o Pulga adora, eu cá acho que ele acha que lhe estou a fazer massagens... E nem imagina que lhe estou a roubar uma boa parte do casaco que ele tem. A quantidade de pêlo que fica ali agarrado à assustadora! E se o escovar todos os dias continua a sair imenso pêlo que até tenho medo de o pentear até ele ficar careca. Mas esta fase é mesmo terrível, Primavera e Outono é sempre assim.

 

Outra coisa que mostrava nos vídeos dessa luva era a facilidade com que se limpava a dita. Confirmo que é verdade. Claro que se tiverem poucos pêlos - se o animal perder pouco pêlo - e se só ficarem assim alguns pêlos espalhados na luva que se torna mais difícil de remover, mas ficando aquele amontoado de pêlos como mostra na imagem em cima, que é como acontece com o Pulga, é super fácil de remover. Só não acontece aquele amontoado de pêlos na primeira passagem como mostra nos vídeos, temos claro que passar a luva várias vezes para ficar assim. E o Pulga agradece que assim seja.

 

Por isso sim, a Mula comprou, testou e adorou... E o Sr. Pulga também!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.